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terça-feira, fevereiro 28, 2017

SOU LÁZARO E VOU RECOMEÇAR, novo livro de J.T.Parreira para download


Em seu mais novo e-book, o estimado poeta João Tomaz Parreira, com sensibilidade e singularidade emblemáticas, nos apresenta uma reunião de poemas tendo por eixo temático esta personagem ímpar das escrituras, Lázaro, (protó)tipo de todo homem que se achega a Cristo.

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sexta-feira, dezembro 23, 2016

Dois poemas de Natal


Restart

Muito antes que houvesse kosmos no khaos
o Criador compunha um poema de amor.
O Verbo amar estava presente
desde o pretérito mais que pré-feito.
Na história do chronos humano
tem man_obras de des-amor;
porém, no mo(vi)mento kairos
o verdadeiro Amor intervém.
Não o podemos ver por inteiro
porque ainda há nevoeiro;
sigamos com fé e esperança,
pois no futuro mais que perfeito
o verdadeiro o Amor vai restar_t

Oseas Heckert

O ADVENTO
Houve Dezembros que deveriam ter
ficado pelo meio, sem dias 25, nem preces
de Advento no século passado. O Natal
não combina com Auschwitz-Birkenau.
Poucos procuravam Deus nas campinas
de Auschwitz, quando os cordeiros seguiam
para os fornos e a noite de Natal tombava
como cinza sobre arame farpado
e a neve nos pinheiros
tinha maior peso específico que as luzes.
Houve Dezembros em que Jesus
não nascia ou se nascia
ficava ao colo dos irmãos a esperar nada.

J.T.Parreira

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Sobre o livro "Bíblia Sagrada - Sonetos", de Aurora Tondela



« A Bíblia transcrita em paráfrases poéticas é, de per se, uma tarefa que além da inspiração para o trabalho poético, requer uma leitura sistemática, prolongada e atenta das Sagradas Escrituras. Em sonetos, então ainda mais se acentua o grau de dificuldade da empresa. 
O que a poeta portuguesa Aurora Tondela levou a cabo é um paradigma único de como a linguagem bíblica, na sua grande intensidade, é poética. Podemos dispensar, embora seja sempre bom em termos de crítica literária ter presente, os  Harold Bloom e George Steiner, que se debruçaram sobre os autores fundacionais de alguns livros da Bíblia Sagrada e da sua linguagem comunicacional divinamente inspirada, isto é, os autores e o seu texto bíblicos.
Trabalhos literários soberanamente criativos, porque inspirados nas Sagradas Escrituras, designadamente nos livros poéticos, tem apelado e sido um doce apetite para poetas de todas as  linguagens.
Por exemplo, no início da década de 70, lá longe no tempo e no espaço, o poeta evangélico brasileiro, o clássico Jonathas Braga, escreveu todo um “Milagre do Amor” em verso, baseado no livro bíblico de Rute.
Hoje, já em meados da segunda década do século XXI, a poeta cristã Aurora Tondela empreendeu e continua o seu labor quase de Hércules com estes sonetos, belíssimos, clássicos, de belo recorte petrarquiano, sáfico, camoniano, o que quisermos. A Bíblia em Sonetos é, antes de mais e em duas palavras, um Itinerário Espiritual de longo alcance.

João Tomaz Parreira
Poeta Cristão Evangélico



A criação do Céu e da Terra

No princípio era o caos, profundo abismo,
trevas e solidão que se diria
buraco negro de um medonho sismo
de uma terra desértica e vazia.

Sobre esse inexpressivo irrealismo,
sobre essa imensidão de letargia,
as águas sem marés e sem lirismo
não tinham mais que sombras de agonia.

E Deus criou assim a terra e os céus;
sobre eles em surdina se movia
como vento envolvido em estranhos véus.

Em paleta de cor e de harmonia,
com doce voz solene disse Deus:
Faça-se luz! E foi primeiro dia.

Aurora Tondela

Mais sobre o trabalho de Aurora Tondela no blog da autora, Fogo de Santelmo.

domingo, outubro 09, 2016

Antologia Poética da Revista BARA para download


A Revista portuguesa BARA foi, durante muitos anos, o órgão de expressão maior da Associação Evangélica de Cultura. Tendo sua primeira edição em 1979, um ano após a fundação da Associação, o periódico foi veículo para textos poéticos, desenhos e ilustrações, estudos e reflexões as mais diversas, da lavra de uma excelente geração de autores, tais como João Tomaz Parreira, José Brissos-Lino, Samuel Pinheiro, Jorge Pinheiro, Clélia Inácio Mendes e outros.

Aqui, disponibilizamos para download, em reprodução fac-símile, a edição especial da revista, intitulada de Antologia Poética. Nas palavras de Jorge Pinheiro, "para além dos referidos poemas, a Antologia oferece uma série de textos sobre a temática da poética, entre eles o magnífico ensaio da autoria de Tomaz Parreira sobre Bocage (A Essência Espiritual do Pensamento Bocagiano), que o autor apresentara dois anos antes no Congresso Juvenil das Assembleias de Deus realizado em Setúbal. Mas a Antologia não se ficou apenas pela poesia e pelos textos de análise – incluiu também desenhos de artistas evangélicos vários."

Ao final da revista, a título de apêndice, um texto de esclarecimento sobre a relevância e abrangência da Associação Evangélica de Cultura e da própria BARA.

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Outros textos publicados nas edições da Revista BARA podem ser baixados a partir do grupo BARA - Associação Evangélica de Cultura, no Facebook. Acesse AQUI.


quarta-feira, maio 18, 2016

Certo Homem Tinha Dois Filhos - Novo e-book de J.T.Parreira


      Das diversas parábolas relatadas por Jesus, talvez nenhuma outra tenha tido tanta repercussão, e consequentemente sido alvo de mais representações artísticas quanto a Parábola do Filho Pródigo (Lc 15:11-32). E, em apoio à sua singularidade, note-se que, ao contrário de outras parábolas, esta aparece apenas no livro de Lucas. Sua mensagem, por ser perfeitamente evangélica, é de simples, universal compreensão; seu impacto é duradouro. Talvez porque diante de um Deus santo de quem nos afastamos e fomos afastados pelo pecado, sejamos todos pródigos a priori (e tantas e tantas vezes, a rematar nossa rebelião, a posteriori).
       É essa figura arquetípica do pródigo que é o Homem, inserida nesta parábola também arquetípica sobre o incomensurável e incondicional amor do Deus-Pai, que JTP elege para objeto de sua reflexão poética.
       Este pequeno e-book colige textos escritos em períodos diversos, mas que em comum trazem a marca da economia e extrema expressividade, tão características da poesia do autor.


Sammis Reachers

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Certo Homem Tinha Dois Filhos - J.T. Parreira

sexta-feira, março 25, 2016

No dia da Sua morte, poema de J.T.Parreira


no dia da Sua morte
hoje os cordeiros sentiram calafrios
no leite materno, beberam
os trigos o orvalho do chão
inclinando as espigas
hoje o sol abrandou
o seu ímpeto de fogo
e cedeu
a angústia pesada das pedras
dos sepulcros
hoje neste dia desigual
todas as mães sentiram
estremecer o útero
porque na cruz
uns olhos bordados de doçura
sucumbiam.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

J.T.Parreira: (Poemas) Do Natal


POEMA DE NATAL NO GUETO

As barbas do pai Aarão não poderiam
destilar os óleos do bálsamo antigo. Nas bocas
já não cabiam salmos, nem gritos, o silêncio
era um tesouro contido, no gueto de Varsóvia.

No início ainda dobravam o azul
dos lençóis, faziam contas ao zloty 
guardado sob as ripas do soalho. 
Passavam pelas ruas porque havia
sempre alguém a vender alguma coisa
sem o brilho do passado, quando se podia
abrir a janela e cantar para a rua e
desenrolar os rolos da Torah em alta voz.

Não há uma estrela de natal, fria
com filamentos de lume por dentro, ninguém
festeja em torno de um presépio, outra metáfora
alimenta a fé, a Hanukkah, as luzes
e as sombras, caem em silêncio 
pelas faces dos judeus.


PARA ENCONTRAR A CRIANÇA ENVOLTA EM PANOS

Deus pôs no céu a mão a guiar uma estrela
No meio de lugar nenhum
Que é o espaço indecifrável da noite
A luz era o único lugar visível, não se via
A mão que a guiava, foi com surpresa
Que a viram estacionar os anos-luz
Sobre um discreto estábulo de Belém.


O ANÚNCIO DO ANJO A MARIA

“Quem és tu, ó moça, e que parte é esta que Deus
Em ti se reservou” - Paul Claudel

Nunca terás outro dia assim, não temas
aceitá-lo como a virgem que aceita
o toque profundo 
da leveza da luz no útero, O divino a ser gerado. 
Deus pode revelar assim o seu Amor
feito carne, sangue e ossos, no seu Filho.


NOCHEBUENA

Tenho de admitir que as minhas rótulas não suportam
senão penosamente as subidas, o peso da leveza do meu corpo
nas duas pernas já não se debruça facilmente 
para apanhar o que os dedos não enlaçam, nem sobe
já aos bancos para colocar cristais na árvore de natal. A última
estrela que pus, perdeu-se no buraco negro dos tectos
das casas que habitei, mais uma
Noite de Natal com os netos por Continentes divididos.

sexta-feira, outubro 09, 2015

Três poemas de J.T. Parreira


O QUE DISSE UM DOS MALFEITORES
A caminho da morte não falou, a sua boca
reservava-se ao silêncio divino, dentro da alma
chorava talvez. Assim vi o melhor espírito de Israel
consumido pela dor
numa cruz, vestido do seu próprio sangue
atravessando o coração do Pai.
Ao meu lado a arrastar a voz ferida
a deixar no ar palavras de perdão.
Digo
aquela cruz não era para um Deus, eu que sou
um malfeitor a quem Ele deu uma rua de ouro
no Paraíso.
08-10-2015

ESPERANÇA
Este é o meu repouso, aqui habitarei
por algum tempo, neste templo sem ritual
sou sagrado e adoro Deus, aqui a Sua mão 
compõe-me sem argila. Musicalmente no silêncio
a Sua mão compõe-me, ossos e carne 
são a alegria da sua voz, o riso dos seus olhos 
só a mãe a abraçar o ventre e eu ouvimos 
a música, como a música contínua 
que parte das estrelas. Converso sonhos
com ela e estou neste berço de águas quietas. Aqui 
no resplendor da obscuridade onde repouso.
06-10-2015

KADDISH PARA UMA CRIANÇA QUE NÃO VAI NASCER
Bendita és tu como fruto do ventre, onde vives
ainda fruto do Amor, bendita és porque te acompanhou
o toque de violinos enquanto teu pai e tua mãe se abraçavam.
Benditos todos os sonhos que te fizeram e que caíram
depois das nuvens.
Que seja bendito o teu nome que não chegas a ter.
Tocai anjos, depressa, as últimas
notas nas trombetas pela criança que não vem ao mundo
pela ave que vai voar sobre um mundo
que não conheceu. Bendito todo o ventre
que não seja um Auschwitz dos filhos por nascer.
29-09-2015

quinta-feira, julho 09, 2015

COMO QUEM IA PARA LONGE, contos de inspiração evangélica em livro de J.T.Parreira


      Este Como quem ia para longe é um livro sobre a Bíblia. Ou, fundamentalmente, sobre seus atores. Sob a pena do poeta, aqui as personagens bíblicas saltam para diante do leitor, vívidas – ganham em tessitura, têm como que expandida sua humanidade. A força da descrição faz a elas irmanarmo-nos de imediato. Caminhamos curiosos junto aos três que avançam para Emaús, no conto que dá nome ao livro. Em O poeta do Salmo exilado, onde o autor revisita um tema caro à sua literatura, o Salmo 137, sentamo-nos ao lado do exilado poeta-ancião que cisma, e suas dores, a existencial e a criativa, são nossas dores. Somos ora o irmão do pródigo filho, ora o cego Bartimeu - ou Pedro debatendo-se em suas contradições; revisitamos o angustioso Judas, de quem o autor, como Giovanni Papini em seu clássico Testemunhas da Paixão, decompõe os passos sombrios.

      Ao longo dos dezenove contos que compõem o livro, o dito e o não dito interpenetram-se, como é de praxe na grande literatura. A eficácia da expressão concisa, do hábil buril que extrai o máximo da palavra, e que o poeta alcança em sua produção poética, temos aqui fidedignamente reproduzida em prosa: contos curtos, que sustentam com segurança e maestria a tensão narrativa, envolvendo o leitor em seu jogo de construção/desconstrução das personagens bíblicas.

      Um pequeno volume de formidável literatura, tão superior a muito do que se vê hoje sendo comercializado nas livrarias, e aqui graciosamente ofertado pelo autor, neste e-book gratuito. Livro que já nasce imprescindível, dentro da infelizmente paupérrima seara da ficção evangélica, em seu gênero conto.

      Por tudo isso, lhe faço o convite, amigo leitor: Sente-se confortável. Apanhe um café ou uma outra bebida de sua predileção. E mergulhe neste conciso e aprazível exercício de arte narrativa.

Sammis Reachers

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sexta-feira, maio 22, 2015

Sete Poemas Bíblicos Imperfeitos, novo e-book de J.T.Parreira


O poeta português J.T.Parreira acaba de lançar mais um trabalho em formato e-book. O pequeno opúsculo Sete Poemas Bíblicos Imperfeitos traz, como o título denuncia, sete pequenas gemas preciosas, garimpadas da pulsante jazida poética de que Parreira é o fiel depositário.

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sábado, novembro 15, 2014

Novo livro de J.T.Parreira: No Máximo, Seis Versos - Poemas Breves, Bíblicos & Outros


De todas as chamadas nove artes, é na Poesia que mais justificadamente se pode asseverar que menos é mais. A concisão, a precisão do corte e do entalhe, só fazem amplificar o poder comunicante do texto, só podem elevá-lo.

       Nos versos aqui coligidos, versos irmanados pela brevidade, João Tomaz Parreira dá vazão ao seu caudal de metáforas condensadas, à tessitura precisa, que em seu rigor vezes lembra o Hermetismo italiano no que ele tinha de melhor, a explosão/maximização das cargas expressivas do poema ao nível microscópico. E em tal labor engendra a quase perfeição poética, como neste fulgurante A Tentação, onde o Cristo jejuante é tentado no deserto pelo Adversário, que lhe oferece as nações da terra:

Na ponta do precipício, no gume
do ar,  nos seus olhos Ele guardou
antes o azul do que os reinos
ao fundo do mundo.

       E assim sucedem-se, ao longo de todo este breve volume, as pequenas cápsulas de alumbramento, lances minimalistas de poesia não apenas cristã mas variada em sua temática, em suas cores, porém fulcralmente uma poesia imantada, que aponta de maneira indelével para o norte, para o Cordeiro.

       A boa poesia é como a alta culinária, onde a pequena porção concentra uma profusão de surpreendentes sabores, um buquê de amoráveis aromas que podem fascinar até no prato (e tema) mais prosaico. É assim a poesia de JTP: culinária d’alma, capaz de envolver, satisfazer e elevar os paladares mais exigentes e experimentados.

A todos os leitores, bon appetit!

Sammis Reachers, editor

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terça-feira, outubro 14, 2014

O Bezerro de Ouro, poema de J.T.Parreira


O BEZERRO DE OURO
(Khet ha'Egel (חטא העגל) ou O pecado do bezerro)



São estes ó Israel os teus deuses, que te tiraram
o ouro das vossas mulheres, as vossas amadas
argolas
as orelhas ficaram sem brilho, ficaram mais livres
as vossos cofres.


Estes são os teus deuses
que vos deslumbram, com pouca coisa
se faz deuses


Estes são
os teus deuses que trazeis ainda
escondidos nos vossos olhos, nas gargantas
das margens do Nilo, estes são os teus deuses
que estremecem, extáticos de cegueira, enquanto
extenuais a terra com as danças


Estes são ó Israel os teus deuses
que encheram no Egipto de cebolas
os teus olhos.


9-10-2014

sexta-feira, julho 18, 2014

Piquenique no Éden - Baixe gratuitamente o novo livro de J.T.Parreira


Uma vez mais, cabe-me a satisfatória tarefa de editar uma obra do poeta lusitano J.T.Parreira, em quem encontro um amigo e um mestre nos meandros da Poesia. Mas como apresentar o poeta para aqueles que porventura ainda não o conheçam? Preciso dizer que Parreira é o poeta das finas texturas e da metáfora de ouro, a voz incessante e incensória de nossa melhor poesia cristã, que, de sua Aveiro atlântica, é como um Davi(d) que dispara tesouros de sua rica aljava, tendo por arco a lira, e por seta a palavra.

     Neste Piquenique no Éden, o leitor faceará palavras esmeradas que, em sua morfologia de pedestal, de câmara sacra, de pluma e lâmina, rodopiam em suave dança, em círculos concêntricos em torno à Palavra, o Cristo, o Verbo Encarnado: aqui podemos palmilhar com Ele rompendo as brumas em direção a Emaús, ou melhor, em direção a Ele mesmo; e receber de Suas mãos o pão que sacia a alma, e receber de Seu coração o sacrifício que nos traz a paz.


     Em muitos dos poemas que compõem este singelo opúsculo, somos ainda convidados/constrangidos a lamentar, na dor de Jó, nos muitos abismos de Jonas, na dura sina do indivíduo judeu e da nação Israel, a tristeza de termos deixado um dia o Jardim, como se fossemos membros amputados do corpo da infância, abortados-quando-prestes, quando prestes a nos firmarmos na instância/estação da Felicidade. Aquela Felicidade sempiterna que a redentora Palavra, que subiu e desceu daquela cruz, nos assegura que será novamente, e será para sempre.
Sammis Reachers

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quarta-feira, julho 09, 2014

O CAMINHO PARA EMAÚS, poema de J.T.Parreira


O CAMINHO PARA EMAÚS

Conversávamos pensativos sobre as coisas
Que aqueles dias nos traziam, os prodígios
Que acabavam, por terra
Quase o terceiro dia, a noite
Na palma das nossas mãos vazias
Até que sem nenhum gesto grandioso
Senão o do instante, Alguém
Se aproximou a um passo de distância
Dos nossos olhos cegos
E sabia, esse Estranho, tudo o que sabia
Deus veio à nossa mente.

09-07-2014

© J.T.Parreira 

sábado, abril 19, 2014

Jesus, Nazareno, três dias morto - Poema de J.T. Parreira



Jesus, Nazareno, três dias morto

Jesus, Nazareno, três dias morto
Entre lençóis com os aromas
Do seu corpo reúne o ar
A mirra e o aloés
Sua alma desceu ao fundo
Dos velhos mortos, esqueceu
O grito da multidão
E milhares de olhos judeus
Esqueceu as mãos inúteis de Pilatos
Cobrindo-se de água inútil
Três dias morto
Até ao romper da pedra da manhã
Apenas o silêncio
Dentro do seu coração
Um corpo apenas fechado em sossego. 

quinta-feira, abril 03, 2014

Dois poemas de J.T.Parreira


O Encenador

No princípio ouviu o seu próprio silêncio.
Não havia terra nem estrelas onde pousar a sua luz.
A sala estava vazia, não havia Rosa dos Ventos
para espalhar o seu olhar, as suas mãos
de fazedor eram a voz

E disse “Haja luz”, e tudo
começou a ser jovem, as palavras, as aves e os rios,
a juventude das fontes trazia as águas novas,
a claridade dos sons,
das ervas e das árvores,
a ascensão das flores do chão.

Sentado no palco na sua eterna sarça
olhava a multiplicação do respirar dos homens.

Agora o tempo atravessava a noite
e o dia, que vinha do sol para aquecer os rostos.
E viu Deus tudo e disse que era bom.


[ALGUÉM LÁ DE CIMA GOSTA DE MIM]
Alguém lá de cima gosta de mim
os seus olhos
ultrapassam-me e ficam

à minha espera
numa esquina qualquer
do calafrio

os seus ouvidos
velam meus lábios
todas as manhãs

deixa-me voltar
a pensar no dia
a repetir as coisas, sempre

e a tornar a cair
no volumoso veludo
de outra noite

Aqui, sozinho
Alguém lá de cima gosta de mim
Alguém

lá de cima gasta em mim
o seu amor


terça-feira, janeiro 28, 2014

J.T.Parreira entrevistado por Brissos Lino - 40 anos do Manifesto pela Nova Poesia Evangélica

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Entrevista publicada pelo blog Salmo Presente, do escritor e poeta lusitano Brissos Lino, com nosso professor João Tomaz Parreira.
Cumprem-se, dentro de dias, quarenta anos sobre a publicação do Manifesto por uma Nova Poesia Evangélica (NPE), simultaneamente no Brasil e em Portugal. Este documento histórico foi assinado no país irmão pelos poetas Joanyr de Oliveira, brasileiro (já falecido) e João Tomaz Parreira, português, e em Portugal também por Brissos Lino.
É tempo de fazer um balanço. Daí a longa entrevista a João Tomaz Parreira.

Entrevista de José Brissos-Lino (c)
Como historiaria o percurso da Nova Poesia Evangélica (NPE) em Portugal e no Brasil, a partir do Manifesto publicado em 1974, em conjunto com o poeta Joanyr de Oliveira?
Dê-me uns minutos para procurar nos meus arquivos da correspondência. Nada melhor do que este parágrafo de uma das cartas génese do Movimento, que me endereçou o poeta Joanyr, em Fevereiro de 1974. “Honrou-me sobremaneira a sua aquiescência em que lancemos um Manifesto, ou outro qualquer pronunciamento conjunto, em favor de uma Nova Poesia Evangélica” Os meus verdes anos deslumbraram-se e entenderam a proposta do poeta já consagradíssimo que era o Joanyr de Oliveira, que entreviu um intercâmbio criador entre poetas de inspiração religiosa, com o rótulo de poetas cristãos evangélicos, sobretudo modificador do discurso poético até aí vigente, modernizando-o, tornando-o fruto da criação constante e contínua porque a “poesia é negócio sério” e não apenas o versejar por “dor de cotovelo”, nas expressões humoradas de Drummond de Andrade.
Assim, o que resultou do Movimento e da Antologia de suporte que editamos, no Rio de Janeiro, foi um árduo trabalho que foi ganhando estrada com poetas novos, nesse tempo, como Brissos Lino (que assinou na primeira hora o Manifesto em Portugal), a Clélia Mendes, o Samuel Pinheiro e outros mais tarde no Brasil e no nosso país. Não posso esquecer aqui e agora, porventura, um dos mais próximos seguidores dos considerandos desse Manifesto, evidenciando a sua poesia no século XXI, o poeta Rui Miguel Duarte. Por isto considero que o Manifesto foi utilíssimo e continuará sendo, e cito aqui dois ou três nomes de poetas de confissão evangélica do Brasil, sabendo que há outros cujos nomes não me ocorrem agora: Samuel Costa, Rosa Jurandir Braz e, o mais jovem, Sammis Reachers, poeta e antologista, também esforçado e excelente editor de Poesia.

S Cacém2

Brissos Lino e J. T. Parreira em Santiago do Cacém, no Verão de 1975.


Considera que este Manifesto ainda permanece actual? Porquê?
Sim, actualíssimo. Verifico como leitor de poesia dita religiosa evangélica, ao longo destes 40 anos, que continua a haver um deficiente entendimento do que deve ser o discurso poético, a que regras de criatividade obedece, tendo em conta a estética moderna do trabalhar a palavra. Nesse Manifesto, a dado passo, diz-se o seguinte: considerando “que o apego a escolas ou correntes estéticas ultrapassadas vem comprometendo de modo muita vez irremediável o nível da poesia, notadamente a de conteúdo religioso e particularmente a da mensagem evangélica”.
Isto ainda acontece hoje e pior, como os meios ao dispor dos “poetas” ou, melhor dito, versejadores, são inúmeros, os blogues, os sites, a globalização da internet, piora a circunstância da má poesia. Dizia-se também que o “pieguismo” e o “derramado sentimentalismo”, “não dignificam a Arte”. Em 1974 como em 2014.
O citado “pieguismo latino”, citado no Manifesto, está definitivamente ultrapassado?
Não. Apesar de tudo, parece fazer parte do nosso ADN, e não anda longe da apreciação secular que Miguel de Unamuno fez de nós, ao chamar-nos “País das almas do Purgatório”.
Pensa que ainda faz sentido utilizar hoje, quarenta anos depois, a designação de “poesia evangélica”, uma vez que não parecem conhecidas designações como “poesia católica, ortodoxa ou muçulmana”?
Excelente pergunta. No decorrer destas quatro décadas tenho pensado nesse rótulo e verificado a falta desse enquadramento. Mas antes de chegar à resposta directa, deixe-me rodear a questão. Recentemente li um texto do poeta Octavio Paz sobre literaturas de fundação. Ele chamou, indirectamente, claro, a minha atenção para o facto de, quando se diz poesia chilena ou mexicana, estarmos perante um rótulo geográfico. O que deve contar são as tendências estéticas e intelectuais, como o Criacionismo ou o nosso Modernismo, por exemplo, como movimentos artísticos. Entende? Assim, “poesia evangélica” é um rótulo religioso, que pode ser decepcionante se o leitor não entender o discurso poético do autor, é um rótulo “geográfico”, se quisermos, que demarca uma região na inspiração poética e da formação religiosa do autor.
Todavia, “poesia evangélica” só subsiste se resistir a uma análise da teologia evangélica, e nenhum de nós ao escrever um poema “dito evangélico” vai buscar os tomos da teologia, seja ela de Karl Barth ou Rudolf  Bultmann, ou até as resoluções teológicas de Jonathan Edwards, ou as teologias calvinista e arminiana, para configurar os seus versos. Eu poderia, se quisesse, fazer um poema “budista” ou com raízes nos upanixades. Mas não seria honesto da minha parte nem me vejo a escrever poesia “assim”. Respondendo simplesmente à sua pergunta: hoje já não faz sentido nenhum. A linguagem poética e o fazer “poieticamente” o poema é que o devem definir. Agora que existem poetas evangélicos e católicos e muçulmanos, todos sabemos que existem.

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Considera conveniente e adequado que a Arte e a Cultura comportem uma carga ideológica ou filosófica em si mesmo? Pensa que devem ter uma agenda, ou o poeta limita-se a expressar apenas o que é e o que sente?
Boa questão, conveniente para os dias de hoje em que há agendas para tudo. Se entendo a sua pergunta no que concerne à “carga ideológica”, se o escritor, designadamente o poeta, escrever em função dela, corre o risco de estar a ser panfletário, seja em que área for. Os poetas da era soviética, com o realismo socialista, foram-no em muitos poemas. Alguns dos poemas do nosso Ary dos Santos, são-no. Poderia citar outros da poesia portuguesa da resistência ao fascismo.
Já quanto à “filosófica”, essa carga pode estar ligada à cosmovisão do poeta sobre o Mundo e o Ser. Vejam-se as Elegias de Duíno, de Rilke, os sonetos de Walter Benjamin.
De facto, para lhe responder sinceramente, no sentido que julgo ter dado à pergunta, o poeta não deve ter “agenda”, que não seja a Humanidade, as experiências do Ser, e, se for religioso, a relação necessária do Homem com Deus, exprimindo o que sente em relação ao que vê, transformando o seu olhar em poesia.  Platão disse-o, um dia, de outro modo: a poesia é a passagem do não-ser para o ser. Esta é a agenda.
Desde a publicação da sua primeira obra poética em livro – “Este rosto do exílio”– em 1972, o que mudou na sua poesia e porquê?
O modo e o tempo de abordar as mesmas questões. Deixe-me dizer-lhe, de uma maneira não intelectual nem filosófica, que foi a idade. Tinha 25 anos, embora esse poemário tenha inserido os poemas que julguei maduros para esse tempo. Acho hoje, sem falsas modéstias, que o desejo da estreia não obliterou preocupações literárias e líricas com o que, numa resposta anterior, já respondi. Esse livro, em 1972, apontava já para o desejo de uma “Nova Poesia Evangélica”. É costume os poetas rejeitarem os seus livros de juventude, eu não, porque são pontos de partida de uma linguagem poética e um modus facciendi que se dirige para um Ponto Ómega, para usar uma expressão de Teilhard du Chardin, que se atinge com a morte.
Em matéria de influências literárias, Joanyr reclamava-se de Lorca, Drummond, Neruda e outros. Que influências literárias mais importantes tem consciência de ter sofrido?
Muitas. Aquelas que refere na sua pergunta, também as tive e continuo a beber nessas fontes. Claro que existem algumas mais importantes do que outras. Foi muito importante para mim e para a poesia que pretendia escrever, o ter descoberto em 1972, Ezra Pound e Ruy Belo. E os nossos poetas da Poesia 61. Mas já desde 1965 que lia Pessoa e Sá-Carneiro. Outro poeta que me ajudou a crescer, foi o José Gomes Ferreira. E o discurso inovador da poesia do corpo da Maria Teresa Horta. Obviamente que ainda hoje procuro acompanhar todos os poetas de Antologia da nossa Literatura.
Por incrível que possa parecer, o meu 25 de Abril na poesia dita “evangélica”, deu-se uma semana antes quando, em Lisboa, comprei numa livraria de Campo de Ourique e li de um fôlego: “Defesa da Poesia”, de Shelley, uma obra teórica, só depois vieram os românticos ingleses, já que falei em Shelley. Hoje, aos 66 anos, navego muito nas águas mediterrâneas da poesia italiana e espanhola, Umberto Saba e Ungaretti e todos os poetas da Geração del 27 sem excepção. De resto, um dos meus livros “Contagem de Estrelas”, de 1996, decorreu de uns versos que li de Gerardo Diego em Salamanca.

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Nos seus poemas J. T. Parreira lança mão de temas bíblicos e clássicos de forma recorrente.
Sim, porque, como sabe, a maior parte dos meus poemas têm uma religiosidade que advém da minha formação protestante, evangélica. Um pastor baptista muito conhecido nos meios da juventude, escreveu há dias que sou o único poeta arminiano que ele conhece (risos). Reparou, e é verdade, que não fujo a incluir na religiosidade também os clássicos, especialmente os poetas gregos e o latino Virgílio.
Assim como de temáticas ligadas à cultura contemporânea. Nota-se que o seu universo passa por poetas, escritores, artistas plásticos, bailarinas, actrizes, cantores e artistas do século vinte.  
Sim, obrigado por essa exegese, que eu resumiria em duas palavras: procuro ser universal, nos assuntos que toco. Não sei se o consigo inteiramente, mas tento. E faço-o sempre sob a égide de uma frase teórica, mas tão simples quanto definitiva, do poeta norte-americano Wallace Stevens: “O assunto do poema é a poesia”.
Todavia sente-se uma atracção especial pela temática do holocausto nazi na sua poesia. Passados mais de 60 anos sobre os factos, ainda se sente impactado pela matéria.
Sinto, de facto. É costume dizer-se “para que a Terra não esqueça”, é mesmo o título de um livro sobre o Holocausto.  Mesmo agora, como sabe, passado mais de meio século, foi publicado um documentário filmado por Alfred Hitchcock em 1945, aquando da chegada dos americanos a alguns campos de concentração, mesmo àqueles pouco falados, mas onde a visão dos cadáveres era atroz. Esse filme vai ser lançado em 2015. Pude vê-lo no Youtube com o horror nos olhos.
Esse impacto vem da juventude, foi uma temática que me apanhou na minha ingenuidade quanto ao Homem que não deveria ser o lobo do Homem. Os crimes da Alemanha Nazi, a sua história, Adolfo Hitler, a II Guerra Mundial foram leituras imensas que fiz nos meus dezassete anos. Sobretudo o que se relacionava com aShoah e a horrenda dizimação de 6 milhões de judeus, sobretudo as crianças judias.
Sei que a guerra é a continuação da política por outros meios, mas os Holocaustos não, são o retorno ao crime cainita numa escala planetária.

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Porque escreve poemas? O que pretende transmitir (se é que pretende), ou limita-se a “sentir com a imaginação”, como dizia Pessoa?
A resposta mais fácil à sua pergunta, seria seguir o que disse Pessoa. Também, mas tal como o Alberto Caeiro, escrever poesia, “ser poeta” é uma maneira de estar sozinho, todavia com o coração no Mundo, e aqui “Mundo” deve ser lido como humanidade e Criação Divina. Concluo a resposta, usando o verso final do poema que citou: “Sentir, sinta quem lê!”
Fazer Poesia, para si, trata-se essencialmente de um exercício de natureza espiritual, estética ou de outro tipo?
Dê-me alguns segundos para pensar, não vá eu contradizer-me (risos).
Em primeiro lugar, o exercício estético já contém em si algo de espiritual. Já Plotino que era um místico, no Século III integrou a Estética, cujo nome não se conhecia ainda, como uma parte da Teodiceia. E, digamos, fez a Teologia do Belo, isto é, da sensibilidade ao Belo, à beleza do universo que canta a grandeza de Deus. Desde o século XVIII, quando o vocábulo apareceu, que “estética” significava simplesmente a teoria da sensibilidade. Ora, em segundo lugar, a sensibilidade reside mais na área do espírito do que no corpo, no que concerne à Arte.
Sim, para mim, trata-se de um exercício de criação literária espiritual e estético. Penso ter respondido à sua pergunta. Ah, desculpe, não escrevo poesia com qualquer “outro tipo” de intenção, muito menos a de vender.
Como vê a edição e a divulgação da poesia actual e dos poetas portugueses de hoje no nosso país?
Numa palavra que é um lugar comum, a poesia, a edição de poesia em Portugal, é “o parente pobre”. São as edições de autor, as pequenas editoras, as marginais, que vão fazendo muita coisa pela Poesia. Falta em Portugal uma editora carismática como a “City Lights”, de S. Francisco, do poeta Lawrence Ferlinghetti.
No nosso país, comparo a essa, as editoras Cotovia e Assírio& Alvim. Mas as aquisições feitas pelos grandes grupos editoriais estão a destruir tudo, no que respeita ao “parente pobre”. O que é que os economicistas da Leya, por exemplo, percebem de Poesia, ou mesmo de Literatura séria? Mesmo atribuindo os prémios a autores que continuam “ desconhecidos”, mas compreende-se, isso dá jeito à redução do IRC.
Como operário da língua portuguesa, o que pensa do tão polémico AO/90?
Penso como muitos – será a maioria? – dos escritores e poetas portugueses que é um “Aborto Ortográfico”.  Para o AO/90 só pode haver uma resposta curta e grossa.

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J.T.Parreira, Lisboa, 1947. Poeta.
6 livros de poesia (Este Rosto do Exílio,1973; Pedra Debruçada no Céu, 1975; Pássaros Aprendendo para Sempre, 1993; Contagem de Estrelas, 1996; Os Sapatos de Auschwitz, 2008; e Encomenda a Stravinsky, 2011 ).
E-books na web: “Falando entre vós com Salmos: Cânticos Davídicos” , “Na Ilha Chamada Triste”, “Aquele de cuja mão fugiu o Anjo”, “Quando era menino lia o Salmo Oitavo”, “Nove Penas para Sylvia Plath” e “As Crianças do Holocausto”, entre 2010 e 2013.
Um ensaio teológico (O Quarto Evangelho-Aproximação ao Prólogo, 1988) e participação em Antologias.
 Escreve na revista evangélica “Novas de Alegria” desde 1964. Na juventude escreveu poesia e artigos no suplemento juvenil do jornal “República”, entre 1970-1972, sob a direcção de Raul Rego.
Apresentou comunicações, fez conferências e palestras sobre a Estética na Comunicação Escrita, a espiritualidade em Vergílio Ferreira, Fernando Pessoa, Bocage e Albert Camus, na primeira década do Século XXI.
Prefácios em livros de poesia.
Recebeu as insígnias de Doctor Honoris Causa, em Letras, pela Universidade Sénior de Setúbal, em 2010.
Está representado no Projecto Vercial, a maior base de dados da literatura portuguesa.
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