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terça-feira, abril 30, 2013

FAGULHAS, novo livro de Filemon F. Martins


Nosso amigo e colaborador, o escritor, poeta, contista e cronista Filemon Francisco Martins, acaba de publicar seu mais novo livro, Fagulhas, pela Editora Scortecci. O livro é uma primorosa reunião de suas crônicas e artigos de diversa temática, além das notas biográficas abordando diversos poetas, escritores e intelectuais brasileiros, muitos deles autores evangélicos, como Mário Barreto França, Gióia Júnior, Jonathas Braga e outros. São mais de duzentas páginas de cultura literária e muito boa prosa.

O livro encontra-se à venda no site da Livraria Martins Fontes, AQUI.

terça-feira, abril 02, 2013

Águas Vivas Volume 3 - Antologia de Poesia Evangélica - Um livro gratuito para você



O Projeto Águas Vivas teve início em 2009. Ele nasceu com a ideia de divulgar a boa produção de poetas evangélicos contemporâneos, do Brasil e de Portugal, estreitando os laços entre autores e leitores, através da democratização do conhecimento que o livro eletrônico e gratuito proporciona. E ainda incentivar a produção, a um tempo insuflando conteúdo e ampliando o espaço de publicação, tão escasso na seara literária evangélica, notadamente em sua vertente dedicada à ars poetica.

Uma das estratégias aqui adotadas é consorciar a participação de autores já de alguma maneira consagrados, ao lado de iniciantes que representam desde já boas promessas literárias. E mais que uma antologia de poesia evangélica, esta é uma antologia de poetas, pois, embora a poesia francamente cristã seja o carro chefe desta seleta, damos destaque também a textos de temática diversa, conforme a livre expressão dos autores.



E agora, dando voz e continuidade à doce fruição de águas vivas que é a poesia, reunimos a literatura de oito autores: os brasileiros Francisco Carlos Machado, George Gonsalves, Heloísa Zachello, John Lennon da Silva, Julia Lemos, Silvino Netto e Sol Andreazza, e o lusitano Manuel Adriano Rodrigues.

Que os versos de nossos irmãos, irmãos esses oriundos das mais diversas cores denominacionais do Protestantismo, e usuários de variados estilos de escrita, possam tocar as cordas do coração de cada leitor, entoando juntos a música (a um só tempo) devocional/sentimental/intelectual/estética, que, dentre todas as ditas Nove Artes, só a Poesia pode orquestrar.

Para leitura online ou download no site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para download pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.

*Caso tenha dificuldades em fazer o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

**Você pode redistribuir (sempre gratuitamente) este e-book entre seus amigos e contatos, bem como reproduzir este post em seu site, blog ou outra mídia, sem necessidade de prévia autorização.


Sammis Reachers, organizador.


quarta-feira, janeiro 30, 2013

1º Encontro de Blogueiros Evangélicos e 1º Seminário sobre Literatura, Bíblia e Cristianismo durante o mega-evento VINACC 2013



 I ENBLOGUE (ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS EVANGÉLICOS)
VINACC e UBE realizam 1º Encontro de Blogueiros Evangélicos
Uma das novidades de 2013 da 15ª edição do Encontro para a Consciência Cristã, evento realizado em Campina Grande/PB que reúne evangélicos de todo o Brasil para exaltar a pessoa de Cristo, será o 1º Enblogue (Encontro Nacional de Blogueiros Evangélicos), organizado pela VINACC e pela UBE – União de Blogueiro Evangélicos.
Entre os palestrantes do evento estão blogueiros consagrados como Norma Braga, Pr. Renato Vargens, Pr. Altair Germano, Pr. Carlos Roberto Silva, Valmir Nascimento Milomem e Vinícius Pimentel. As palestras vão abordar a gênese e a importância da blogosfera cristã; O futuro da igreja brasileira e a influência para a Teologia Cristã (Apologética e Cosmovisão); A qualificação dos blogueiros; Blogs e liderança intelectual. Uma das apresentações vai discorrer sobre como fazer posts se transformarem em livro. Ao final, haverá uma mesa redonda com a participação de todos os preletores.
De acordo com um dos Coordenadores do I Enblogue, Valmir Nascimento Milomem, o objetivo do evento é discutir o papel dos blogs dentro do atual contexto da igreja cristã. De acordo com Valmir, os blogs são um dos principais meios de comunicação da atualidade e tem influenciado vários setores da sociedade como política, jornalismo, educação e produção de conhecimento. Dessa forma, o I Enblogue visa a debater esse assunto à luz da teologia cristã e trazer princípios bíblicos e estratégias para que a mensagem cristã produza verdadeiro impacto na internet.
A expectativa dos organizadores é que blogueiros de vários Estados da federação participem deste evento inédito, e que as palestras e discussões sirvam como referencial para tornar a blogosfera evangélica mais coesa, aumentando a sua influência na sociedade.
A décima quinta edição do “Consciência Cristã” terá ao todo 25 eventos simultâneos, com espaço para todos os públicos e idades. De acordo com a coordenação, cerca de 60 mil pessoas devem visitar o evento durante os sete dias de programação. A montagem da estrutura começará na primeira semana do próximo mês.
O I Enblogue será realizado no dia 09 de fevereiro de 2013 e a inscrição é gratuita.
*   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *
Entre os eventos paralelos que acontecerão durante o Encontro VINACC, cabe citar ainda o 1º Seminário sobre Literatura, Bíblia e Cristianismo, que acontece entre os dias 10 e 12 de fevereiro. Os temas do evento estarão voltados ao estudo da relação existente entre a Literatura, as Escrituras Sagradas e a Fé  Cristã. Também serão discutidas relações intertextuais existentes entre as obras de grandes escritores com a Bíblia, bem como sobre a literariedade e a estética de autores cristãos. Os preletores também debaterão acerca das possíveis influências de correntes filosóficas do passado e da atualidade na literatura cristã.
Para participar do 1º ENBLOGUE, ou do 1º Seminário sobre Literatura, Bíblia e Cristianismo, bem como dos demais vinte e quatro eventos paralelos que acontecerão na Consciência Cristã, os interessados podem se inscrever de forma gratuita, através do site www.conscienciacrista.org.br

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Dois poemas de Eduard Mörike


A um Quadro Antigo

 Tradução de Wira Selanski 

Numa paisagem estival,
Junto ao riacho, ao caniçal,
Vede o Menino Sem-Pecado
Brincar no colo tão amado;
E na floresta já reluz,
Ai, verdejando, sua cruz.


 Prece 

Tradução de Wira Selanski 

Mestre! Dá-me o quinhão
Ameno ou amargo:
Recebo sem embargo
O dom de Tua mão! 

Não me acumules
Só de alegria
Ou só de pesar!
Mas queiras me dar 
De ambos a meia fatia.

in Breve Antologia da Poesia Cristã Universal

*Eduard Mörike (1804 - 1875) foi um poeta romântico alemão, além de pastor luterano.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Natal: Deus se faz Poeta! - por José Roberto Prado

Pablo Picasso - O Poeta
Poetas são artesãos da palavra. Como nas outras artes, o artista parte do desejo de expressar-se e de sua imaginação. Com o que tem às mãos – o comum, o simples – maneja com habilidade (do Latim “ars”) até transformar em algo sublime, admirável, belo.
De todas as matérias primas, a palavra é, por excelência, a mais rica e misteriosa condutora de pensamentos e sentimentos.
A capacidade humana de verbalizar, junto com a consciência, é o que nos distingue dos animais e nos torna imagem e semelhança do Criador. Foi Ele, na eternidade, que primeiro expressou-se por palavras.
A poesia é divina.
Divina, compartilhada, mas não espontânea. Não basta juntar aleatoriamente palavras numa frase. É preciso trabalhar arduamente até que as palavras sejam capazes de expressar com lógica e beleza os mais profundos sentimentos. Todo artista imprime a si mesmo em sua obra. A arte é a forma mais elevada de comunicar quem somos.
As narrativas bíblicas natalinas são poéticas. Prosa e poesia se entrelaçam intimamente para expressar o mais belo de todos os poemas divinos: o Filho que se faz gente. O Criador que literalmente entra, encarna, sua obra. O sonho louco do artista é concretizado, ou melhor, humanizado numa pequena vila da Galiléia…
Mistério. Gente, palavra, poesia sempre foram mistério.
João, o pescador-poeta, no primeiro capítulo de seu Evangelho, apresenta o Filho como verbo, Palavra, logos de Deus que se faz gente e habita entre nós (Jo 1.14). João, pastor-discípulo descreve a si mesmo como “aquele a quem Jesus amava” (13.23), vê a Deus como poeta!
Amor e poesia sempre andam juntos.
E é das mãos, lábios, mente e coração de João – poesia é coisa visceral – que recebemos o verso: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Único…” (3.16). Poesia de amante… Em Cristo, Deus demonstra a intensidade de seu amor escandaloso por nós.
Cristo é poema de Deus. Em outras palavras, Deus imprimiu a si mesmo em Cristo.
Percebemos a poesia de Deus nas narrativas natalinas de Mateus e Lucas. Elementos singelos, personagens comuns, animais, elementos típicos de uma pequena vila do interior são magistralmente moldados por Deus para escrever sua história na nossa história. Não mais uma história, mas “a” história que dá sentido a toda História.
O Filho Amado é a peça do quebra-cabeça divino que abre nossos olhos para compreender toda o Cosmo. Ele é a pedra angular que sustenta toda a catedral. A Palavra que interpreta todas as outras. Jesus, no Hebraico, significa “Deus Salvador”.
Todo poeta lança mão de recursos estéticos para comunicar sua idéia. A cadência das palavras, a rima, a seqüência das idéias. E foi assim. Nas palavras, no olhar, no caráter Deus estava expressando-se a si mesmo no Filho.
Na poesia como na música, até mesmo o silêncio comunica.
Antes do nascimento de Jesus, Deus se calou por quatrocentos anos! É como se o escritor divino, como os poetas, usasse da reclusão para sua criação. De outra perspectiva, o silêncio nos faz atentos, cria expectativas. O que fará Deus? Malaquias é o último profeta; depois dele, ninguém mais disse: “Assim diz o Senhor!” Nunca Deus havia se calado por tanto tempo… Mistério e poesia caminhando de mãos dadas na narrativa natalina.
Foi Gabriel, o mensageiro celestial, que rompe o silêncio de Deus e anuncia à jovem virgem: “Você dará à luz um filho e lhe porá o nome de Jesus. Ele será grande, chamado filho do Altíssimo… Ele reinará para sempre…”. Maria creu.
Fé, coragem e poesia se encontram.
Fé é a capacidade de interpretar a vida como sendo poema de Deus.
Desde o mais simples ao mais radical dos acontecimentos, como nascimento ou morte, todos, sem excessão, fazem parte da ação deliberada da pena do Artista.
Assim como o raciocínio está para a leitura, a fé está para vida.
Sem fé é impossível agradar a Deus, pois sem fé é impossível decodificar SUA mensagem: Cristo, salvador, redentor, Senhor de tudo.
Jesus nasceu!
Inclua um pouco de poesia no seu Natal.
Leia os relatos do Evangelho e ouça, por um momento, o coro celestial cantando: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede seu favor” (Lc 2.14). Olhe para o menino que nasceu em Belém com os olhos da fé e deixe que sua mente seja treinada pela esperança.
É nascido o príncipe da paz! Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo! Reconciliando você com Ele. Creia… celebre, descanse, adore.
Eu lhe desejo um Feliz Natal, com toda carga semântica e poética que estas simples palavras possam suportar.
Shalom!
Visite a página do autor: http://www.teleios.com.br

sábado, setembro 01, 2012

Entrevista com o Poeta e Pastor Carlos Nejar


       As letras e a Palavra sob a ótica de Carlos Nejar
Originalmente publicado em http://pibnet.com.br
Carlos Nejar, casado com Elza Nejar, pai de 4 filhos, pastor há 2 anos na Comunidade Evangélica do Deus Vivo, no Rio de Janeiro. Procurador de Justiça aposentado é poeta, ficcionista, crítico e ocupa a 4ª cadeira na Academia Brasileira de Letras. É autor de vários livros internacionais e cerca de 50 títulos publicados no Brasil.
O que Jesus representa em sua vida?
Tudo. Ele vive sem mim, mas não vivo sem Ele. Rick Warren expressou com felicidade, citando Cl 1.16 - "Pois todas as coisas, absolutamente todas nos céus e na terra, visíveis e invisíveis começaram, Nele e Nele encontram seu propósito". Ainda mais que só podem chegar a Deus Pai, através do Filho, Jesus. Por remir todas as raças, crenças e nações, como diz no Apocalipse. O Cordeiro, o único digno de abrir o Livro da Vida e da Eternidade. Há que viver a Palavra que se revela em vida e plenitude.

Qual é sua relação com a Palavra de Deus?
Minha relação é total! É o centro. A Palavra nos purifica e nos salva. Cremos através de ouvir a Palavra de Deus, assim, a Palavra é o princípio e o fim de nossa fé. O centro da ComunidadeEvangélica do Deus Vivo, na Urca a qual sirvo com o Ministério, é a Palavra de Deus.

Como poeta, qual sua análise dos livros poéticos da Bíblia: Salmos, Eclesiastes e Cantares?
Os Salmos nos falam da glorificação a Deus -"tudo o que tem fôlego louve ao Senhor"; Cantares fala do amor entre Jesus, o noivo e a Amada, a Igreja fiel; o Eclesiastes nos põe diante do tempo que passa, a sabedoria de viver em Deus. Ainda estamos no antes, vendo os sinais do depois: "Antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro; e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço. E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Ec 12.6-7).

A internet é um risco para literatura impressa?
Não. Completa com nova instrumentação. O único risco é o da burrice ou ignorância, que não vêm, felizmente, da técnica sabiamente utilizada. É como a pá, o arado e o trator.

O que representa a honra em fazer parte da Academia Brasileira de Letras?
A Casa de Machado é o privilégio de conviver com grandes inteligências, algumas geniais - deste País. E presidentes, ministros, embaixadores, educadores e a maioria, grandes criadores de nossa literatura. A corrente de Machado pugnou pelos escritores e Joaquim Nabuco, pugnou pelas personalidades eminentes. Há ali um constante diálogo de cultura, sejam nas conferências abertas ao público nas terças, seja nas publicações, sejam nas duas bibliotecas, ambas primorosas. E o importante: A Academia se abriu para o povo. E o povo para a Academia, hoje a mais valiosa entidade cultural da América Latina.

Como está a academia hoje?
Tem avançado no tempo, para que a poeira não a enterre. E a imortalidade, como afirmava Sartre, deve voltar-se para a vida. Cícero Sandroni foi um grande presidente, com visão institucional. Atualmente o Ministro Marcos Vilaça dirige a instituição e é um homem voltado para o coletivo e a modernidade.

50 livros publicados, cada um deles é especial, certamente é como se fosse um filho, mas fale de um em especial?
Sim, os livros não são apenas nossos filhos, muitas vezes são nossos pais. Nascemos deles. Mas há um que amo sobremaneira e está esgotado – Todas as fontes estão em ti. Foi editado em 2000 pela Eclesia e ganhou o prêmio do melhor livro religioso do ano, em S. Paulo. Fala da vinda de Jesus (mantidas as distâncias) - é o meu Cântico dos Cânticos.
Tenho novidades editoriais: a primeira é “A Poesia Reunida” pela Ed. Novo Século, de São Paulo, “História da Literatura Brasileira”, ampliada até autores atuais, pela ed. Leya; a publicação até junho de “Os Viventes”, em 3ª edição, com mais de 300 novas criaturas, formando uma espécie de Comédia Humana em miniatura. Trabalho há mais de 30 anos essa obra, sempre em progresso. Penso que agora é a versão definitiva.

Como foi a chamada de Deus para ser um pastor?
Passei vinte e seis anos na Igreja de origem presbiteriana (Igreja Cristã Maranata) e ali Deus já me usava com graça na Palavra. Dali desliguei-me fraternalmente, depois que em 11 de janeiro de 2008, pela Igreja da Assembléia de Deus, Tabernáculo de Israel, fui ungido. Havia sinais há mais de dois anos, prenunciando a unção e eu protelava. Antes, em sonho , recebi de Deus o nome do Ministério - Ministério do Deus vivo, que assumi na plena alegria de servir.

Qual é o seu autor brasileiro preferido?
Na nossa literatura, para mim, há Machado de Assis e depois, Guimarães Rosa, de Grande Sertão Veredas. Poetas, Drummond, João Cabral, Jorge de Lima e Cecília Meireles.

Qual é sua opinião sobre as recentes declarações de José Saramago sobre a Bíblia?
Na capa do Jornal de Letras, de Lisboa, de 21 de outubro de 2009, lê-se “José Saramago – o peso de Deus!”. E Deus não é peso para quem o conhece ou aceita. Ao contrário, leva sobre si todo o nosso peso, infortúnio, enfermidade. E é quem nos liberta e restaura. E digo isso por experiência própria. Não é a soberba humana ou a petulância que o tocam. Está acima dos conceitos. Acima da luciferina inteligência. E Saramago não deixa de ser um predicador às avessas. E por mais que vocifere ou raciocine, não mudará Deus num til. [...]

Qual é seu maior sonho?
Estar com Deus, o dia mais jubiloso, Aquele que é meu Amigo e é fiel. Antes, guerrear pela Palavra, para que o maior número de vidas sejam salvas. Quero subir com uma multidão, fazendo com que Deus alcance também os grandes deste mundo. Já dei há muito o primeiro passo - como ensina Rick Warren - os demais são de Deus em nós.

Deixe uma mensagem para os nossos leitores
"Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos"(Salmos 126.6). Não viemos para a derrota, viemos para fazer a diferença. Não viemos para ser cauda, mas cabeça. Louvado seja o Senhor, por isso!

sábado, agosto 04, 2012

Breve Antologia da Poesia Cristã Universal - Livro para download


Em 2008, trouxemos a lume a Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa, reunindo textos de 80 poetas do Brasil, Portugal e África lusófona, de Camões aos dias atuais. Já naquele momento, durante minhas pesquisas, ficou patente tanto a inexplicável lacuna bibliográfica, a ausência de obras correlatas em nossa literatura, como também a necessidade de empreender, além da referida antologia lusófona, trabalho ainda mais desafiador e necessário: uma Antologia da Poesia Cristã Universal, compilando dessa vez o melhor da poesia cristã de todo o mundo. Mas confesso que fui adiando e adiando tal empresa, por sabê-la demorada e demandar um esforço terrível, hercúleo. Mas ao iniciarmos o ano de 2012, senti enfim que era tempo, e mergulhei de corpo e alma no trabalho, voltando a ser frequentador habitué da Biblioteca Nacional e do Real Gabinete Português de Leitura, adquirindo livros, ‘desossando’ sites e blogs literários de toda a internet...

O resultado do trabalho está aqui: as 235 páginas deste livro congregam textos de 110 autores, nomes capitais de suas literaturas nacionais. Pode-se dizer, grosso modo, que este livro inicia-se em Aurélio Prudêncio, primeiro grande poeta da cristandade, indo até Ernesto Cardenal, talvez o mais importante poeta vivo da Latinoamérica. Os textos avançam desde os primórdios da poesia cristã latina, passando por versos de pais da igreja, das três maiores epopeias cristãs (A Divina Comédia, a Jerusalém Libertada e o Paraíso Perdido), e indo a períodos em que a poesia do cristianismo atingiu alguns de seus ápices, como por exemplo durante o Siglo de Oro espanhol, com os metafísicos ingleses, e na poesia cristã francesa do século XX.

Ao proceder à leitura, você talvez diga que este livro bem que merecia uma edição impressa – sim, concordo com você, leitor, e com meus amigos que tomaram conhecimento deste projeto - mas merece ainda mais ser compartilhado com quantos for possível, da melhor, mais simples e mais rápida maneira possível, como a própria Boa-Nova de Cristo deve ser compartilhada. E assim o faço, publicando este livro gratuitamente na internet, pois acredito piamente em algo: conhecimento é conhecimento compartilhado. O mais é egoísmo e cabala. Depois pode-se tentar ou não uma edição impressa, para contemplar aqueles ainda muitos que não tem acesso, entendimento ou mesmo prazer em ler em computadores e dispositivos móveis. Mas o principal está feito, o livro está publicado, e espero que uma pequena, mas antiga e significativa lacuna em nossa bibliografia - seja no tocante especificamente à literatura cristã, mas também e de uma maneira ampla para todo o estudo da literatura em si - seja sanada com esta humilde obra, de infelizmente tão poucos paralelos. E que ela possa vir a inspirar autor mais capacitado a encetar obra mais prolífica e abrangente, para enriquecimento da literatura cristã em nossa língua, pois como se diz no livro de Josué 13:1, “...e ainda muita terra ficou por ser conquistada”, e os dois mil anos de cristianismo trouxeram a lume muito, mas muito mais tesouros do que estas singulares joias que vão aqui coligidas.

E que você possa, amado leitor, além de desfrutar da leitura deste livro, compartilhá-lo livremente com seus amigos, leitores e contatos.

Ao Senhor seja dada toda a glória.

Sammis Reachers

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*Caso tenha dificuldade em fazer o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br


Listagem dos autores antologiados, por ordem de entrada:
Gregório de Nazianzo (o Teólogo) - Aurélio Prudêncio - Agostinho de Hipona - Ávito (Aventino) - Agatias Escolástico - Gregório de Narek - Francisco de Assis - Gertrudes de Helfta - Dante Alighieri - Francesco Petrarca - John Lydgate - Michelangelo Buonarroti - Martinho Lutero - Vittoria Collona - Teresa de Ávila ou Teresa de Jesus - Pierre de Ronsard - Frei Luis de León - Baltazar de Alcázar - Francisco de Aldana - João da Cruz - Torquato Tasso - Miguel de Cervantes - Agrippa d’Aubigné - Balassi Bálint - François Malherbe - Luis de Góngora - Lope de Vega - John Donne - Francisco de Quevedo - Francisco López de Zárate - Juan de Tassis - Pedro Soto de Rojas - Dirk Rafaelsz Camphuysen - George Herbert - Francis Quarles - Autor espanhol desconhecido - Calderón de la Barca - Gabriel Bocángel - Pierre Corneille - Paul Gerhardt - John Milton - Richard Crashaw - Andreas Gryphius - Henry Vaughan – Moliére - Jean Racine - Edward Taylor - Madame Guyon - John e Charles Wesley - Thomas Gray - Mathias Claudius – Goethe - William Blake - Friedrich Holderlin - Juan Nicasio Gallego - Achim Von Arnim - Marceline Desbordes-Valmore - Ludwig Uhland - Lorde Byron - Friedrich Rückert - Alphonse de Lamartine - Theodor Körner - Alfred de Vigny - Heinrich Heine - Aleksandr Pushkin - Vítor Hugo - Eduard Mörike - Elizabeth Barret Browning - Henry Wadsworth Longfellow - Giuseppe Giusti - Emily Dickinson - Paul Heyse - José-Maria de Heredia - Gerard Manley Hopkins - Paul Verlaine - Erik Axel Karlfeldt - Miguel de Unamuno - Paul Claudel - W. B. Yeats - Silvano do Monte Athos - Rubén Darío - Francis Jammes - Amado Nervo - Charles Péguy - Gertrud Von Le Fort - Oscar Lubcz Milosz - Juan Ramón Jiménez - Jules Supervielle - D. H. Lawrence - Joyce Kilmer - Pierre Jean Jouve - T.S. Eliot - Gabriela Mistral - Ugo Betti - César Vallejo - Jorge Guillén - Lucian Blaga - Marià Manent - Dietrich Bonhoeffer - W. H. Auden - Leopoldo Panero - Luis Rosales – Melissanthi - Czeslaw Milosz - Francisco Matos Paoli - Denise Levertov - Carlos Bousoño - Jaime García Terrés - Ernesto Cardenal - Maria Victoria Atencia

quarta-feira, julho 25, 2012

Poemas da Guerra de Inverno novo livro de Sammis Reachers para download



Desde a minha mais tenra infância, a Segunda Guerra Mundial foi o evento histórico que mais me fascinou e, como tal, eu lia e via tudo a respeito. Há algum tempo, tomei a resolução de elaborar uma pequenina antologia de poemas sobre a Segunda Guerra, da lavra de significativos poetas de todo o globo, com a condição de terem sido contemporâneos ao conflito. Ainda que trabalhos correlatos existam em inglês, não são nem um pouco comuns em nosso idioma, e minha ideia é sempre, para usar uma expressão tão marcial, franquear tudo gratuitamente na internet, publicando em formato de e-book.

Ideia puxa ideia, e acabei escrevendo, há algum tempo, uma série de três poemas sobre a Segunda Guerra (A Neve/O Trigo /A Náusea). Pretendia publicá-los com notas explicativas (necessárias para aqueles que desconhecem detalhes do conflito, para facultar a plena compreensão dos fatos citados nos textos) em algum blog. E por fim, pensando em tais notas, me veio a ideia de escrever mais alguns textos assim, ambientados seja na 2° Guerra, seja também em outras guerras ou regiões/períodos conflagrados. E numa mesma semana vieram uns 7 ou 8 poemas... E assim foram emergindo. Somando-se a alguns outros, mais antigos, mas de temática ou roupagem de fundo bélica, eis aqui formado este estranho libreto de poesias tristes...

Os poemas aqui reunidos foram escritos sob a égide existencialista, à sombra ou estranha luz de uma profunda percepção da Queda, e a angústia inolvidável que a condição humana (angústia que numa guerra é holisticamente potencializada ao seu nível máximo – e eis daí meu interesse na guerra máxima) influi em cada uma de suas partes, cada um de nós. Tudo é vaidade, diz o Eclesiastes, tudo é dor, diz Schopenhauer: Cristo é Tudo por ser a única coisa anti-dor que jamais existiu em nossa Realidade pós-Queda - do Absurdo o escape, Porta e Única Porta para devolver ao homem/Universo o estado de Graça primordial.

O pano de fundo aqui, como dito, é a Guerra, diluída narrativamente em diversas (no tempo e no espaço) guerras já travadas; a grande maioria dos poemas fala na primeira pessoa, e a persona é o soldado, ou melhor, o soldado-vítima, pois o que combate em meio a tanta dor, retroalimentando-a, é ele próprio as primícias das vítimas do caos. Um dos títulos para esta pequena série de poemas seria mesmo Poemas de Soldados Mortos, mas declinei, pois nem todos conseguem aqui escapar pela morte. Datas e locais foram afixados na maioria dos poemas; mas fora os três primeiros textos que abrem o livro, evitei estender-me em notas explicativas sobre os demais. Sei que seriam necessárias. Mas afinal este é um livro eletrônico, e tem-se sempre ao alcance dos dedos a Wikipédia, e tudo o mais que o Google pode oferecer.

Dividi o livro em duas partes, Omnia Funera (‘Todas as Mortes’), com os poemas ambientados na Segunda Guerra; e Omnia Fragmenta (‘Todos os Fragmentos’), com os demais textos. Nestes, estamos num momento encurralados em Diu, a fortaleza portuguesa encravada durante séculos na Índia; somos em seguida um samurai ferido numa fortaleza em chamas do Japão feudal, absorto entre ser ou não ser; caímos numa estrebaria imunda na imunda Guerra do Paraguai, ou escapamos do Vietnã durante a Queda de Saigon (ou a Libertação, pois como qualquer poema, depende tudo do coração de quem lê); somos um cão humano marchando para a corte de Luís XVI, ou um soldado solitário de Esparta a profetizar sobre coisas que desconhece... 

Leia o livro online, clicando AQUI.

Para baixar o livro em formato PDF, clique AQUI.

sexta-feira, julho 13, 2012

Extensão dos Lábios, novo livro do poeta Rui Miguel Duarte



Depois de Muta uox e Subida (ambos de 2011), eis que o poeta evangélico lusitano Rui Miguel Duarte acaba de nos brindar com seu novo livro,  Extensão dos Lábios, agora em formato de e-book, franqueando aos leitores a leitura online ou o download gratuito do mesmo. 

A riqueza imagética e reflexiva da poesia de Rui, sua habilidade de transitar com leveza das temáticas cristãs às clássicas, passando pela poesia do cotidiano, somadas ao seu perfeito domínio das linguagens vernacular e poiética, estão aqui regiamente representadas, nas 67 páginas deste livro, que tivemos o prazer de editar.

Como diz o poeta J.T.Parreira no prefácio da obra, "A extensão dos lábios é, de um modo simbólico – neste novo livro de Rui Miguel Duarte - uma disposição para abarcar vários referentes, para falar várias linguagens poéticas. Com efeito, a linguagem poética do autor, estende-se a diversos territórios, cujos registos narrativos da sua poesia podem tanger vários continentes."

Você pode baixar o e-book clicando AQUI.

E para ler o livro online, basta clicar AQUI.

terça-feira, julho 10, 2012

A poesia da mística e a mística da poesia



A poesia da mística e a mística da poesia, é um excelente artigo de Vinicius Mariano de Carvalho publicado originalmente na revista Horizonte, editada pela PUC Minas Gerais. Um agradável alimento teórico para os poetas e leitores deste blog.


Resumo 
Este texto apresenta algumas reflexões sobre os elementos poéticos presentes no discurso místico, ressaltando quais as características fundamentais desses textos, desde um ponto de vista da poesia. Ao fazer isso, o texto também pergunta quais seriam os elementos místicos da poesia. Se se pode falar de uma poética da mística, poder-se-ia também considerar uma mística da poética? Considerando-se que o discurso místico é resultado de uma experiência com o sagrado, haveria uma experiência transcendente também expressa na poesia considerada profana? O procedimento adotado para a depreensão dessa poética da mística é a análise literária de alguns poemas da tradição mística, de um salmo bíblico e de um texto de um poeta não comprometido com uma tradição religiosa específica. O resultado da análise é percebido como uma possível poética da mística. Por outro lado, o aspecto transgressor da linguagem presente na poesia é apontado como sendo expressão da mística da poesia. 

Para baixar o texto ou ler online, CLIQUE AQUI.

domingo, maio 06, 2012

Cristianismo e Literatura



Rodrigo Silveira
http://bibliotecaimbb.blogspot.com.br 

C. S. Lewis*, ao ser questionado sobre se Teologia é Poesia, respondeu que não (o texto da resposta está contida do livro O peso de Glória). No entanto, não há dúvidas de que idéias teológicas podem ser veiculadas sob a forma literária. O próprio C. S. Lewis utilizou a ficção para transmitir idéias teológicas bastante relevantes e profundas. As Crônicas de Narnia são um belo exemplo de como a Literatura pode exprimir mensagens bíblicas de uma forma simples e didática. Além das Crônicas, é possível ressaltar dentro da obra de Lewis o conto O Grande Abismo e sua Trilogia Espacial.

A Bíblia mesmo usa em diversas vezes a Literatura para expressar as verdades a respeito de Deus e de sua relação com o homem. Conforme o comentarista das Escrituras:

"Repetidas vezes, o Antigo Testamento irrompe em poesia. Até mesmo as suas narrativas são ornadas aqui e ali com uma parelha de versos, ou com uma seqüência mais longa de versos para ressaltar qualquer fato memorável (...), e esta é a forma que, de modo predominante, suas profecias assumem. Embora os Salmos formem o corpo principal de poesias nas Escrituras, (...) eles mesmos estão cercados por poesia e estão arraigados numa tradição poética longa e popular" (Kidner, Derek. Salmos 1-72: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1992)

Dois livros do Antigo Testamento, em especial, são compostos por poemas, os Salmos e Cântico dos Cânticos. No Novo Testamento, os evangelhos mostram que Jesus freqüentemente lançava mão de um tipo de texto literário chamado "parábola" de forma a ilustrar vários de seus ensinamentos. Segundo Bailey: "As parábolas de Jesus são uma forma concreta e dramática de linguagem teológica que força o ouvinte a reagir. Elas revelam a natureza do reino de Deus e/ou indicam como um filho do reino deve agir" (Bailey, Kenneth. As parábolas de Lucas. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 14). É bastante significativo que Jesus tenha usado a Literatura como forma preferencial de exposição das verdades do Reino de Deus, considerando que Ele é o modelo de Mestre para os cristãos. Nesse sentido, os ensinamentos de Cristo apontam para o fato de que determinadas idéias teológicas só podem ser bem expressas literariamente.

A propósito, poderíamos trazer um grande número de exemplos de obras literárias que veiculam importantes idéias teológicas: A Divina Comédia de Dante aborda aspectos da soteriologia e da doutrina do pecado; O Paraíso Perdido de Milton fala sobre a natureza do mal e da idéia de rebelião contra Deus; vários do romances e novelas de Tolstói e Dostoiévski tratam de assuntos bastante afetos à doutrina cristã. Dostoiévski, nesse sentido, acreditava que a arte literária tinha uma missão cristã relevantíssima em seu contexto ao se contrapor ao niilismo ateísta nascente na Rússia do século XIX, decorrente da importação das idéias revolucionárias européias.

A eficiência da arte literária para expor e divulgar idéias teológicas pode ser exemplificada pelo relato de Muggeridge citado por Philip Yancey em seu livro Alma Sobrevivente:

" No início da década de 1970, Malcolm Muggeridge ouviu, para sua surpresa, que membros da elite intelectual da União Soviética, ainda sobre o regime comunista, estavam experimentando um reavivamento espiritual. Um dissidente russo que vivia exilado na Inglaterra disse-lhe que virtualmente todo escritor artista ou músico de renome estava explorando questões espirituais. Muggeridge relata: 'Perguntei-lhe como aquilo poderia estar acontecendo, dados os esforços de lavagem cerebral anti-religiosa sobre os cidadãos e a ausência de literatura cristã, inclusive os evangelhos. Sua resposta foi memorável. Ele disse que as autoridades esqueceram de suprimir as obras de Tolstói (1828-1910) e Dostoiésvki (1821-1881), as mais perfeitas exposições da fé cristã dos tempos modernos.'" (Yancey, Philip. Alma sobrevivente. São Paulo: Vida, 2004, p. 128)

Com isso, Yancey nos mostra que a preocupação de Dostoiéski com a missão cristã da literatura não foi em vão, pelo contrário, agiu significativamente na vida de muitas pessoas ao longo de várias gerações.

Um outro livro de Philip Yancey, Muito mais do que palavras, mostra como os mestres da Literatura influenciaram os escritores cristãos. Lá é possível verificar como o pensamento de autores como Eugene Peterson, de Madaleine L'Engle e do próprio Yancey foi influenciado por artistas como John Donne, Flannery O'Connor, Ray Bradbury, J. R. R. Tolkien. O fato de que a Literatura possui esse poder de influência sobre a cosmovisão dos leitores gera uma responsabilidade para o cristão: não desprezar essa forma de arte.

De fato, os textos literários têm a capacidade de expressar as verdades da fé de um modo tocante, inspirativo e instigante. Por isso, é preciso ler e fazer Literatura para a glória do Senhor. Tendo isso em mente, iniciaremos uma nova série de posts em que reproduziremos algumas obras importantes da Literatura brasileira e mundial dedicadas a inspirar o louvor a Deus e à reflexão sobre importantes temas do Cristianismo. A maioria de textos reproduzidos será de poemas em razão das limitações próprias do formato de um blog, porém ocasionalmente será possível reproduzir também pequenos textos em prosa. Esperamos que todos se sintam inspirados e motivados a fazer a cada vez mais a vontade de Deus por intermédio dessas obras memoráveis.

*Aproveite para baixar o artigo 'Cristianismo e Literatura', de C. S. Lewis. O artigo foi traduzido por Gabriele Greggersen, e está em pdf. Para baixar, clique AQUI.

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