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quinta-feira, novembro 15, 2018
Oração para a Igreja Perseguida - Patrick Sookhdeo
Oração para a Igreja Perseguida
Senhor, porque Você foi deixado, abandonado
Naquela árvore de maldição e vergonha?
Porque Você foi deixado sozinho,
Desprovido do amor e cuidado do Seu Pai?
Hoje o Seu povo parece esquecido,
Deixado sozinho em mãos cruéis,
Perseguidos, abusados violentamente, martirizados.
Torne Sua presença e Seu Amor real para eles.
Pois a esperança está perto,
A Glória desce e a escuridão é banida.
A morte não atormenta mais.
Ressurreição triunfa sobre o túmulo.
Cristo vive para sempre.
Senhor, Vítima, Sacerdote e Rei,
Venha para Seu povo sofredor,
Cure seus quebrantamentos,
Cuide de suas feridas,
Remova suas angústias,
E seja para eles uma esperança e um futuro.
Via Fundo Barnabas.
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Patrick Sookhdeo
quinta-feira, novembro 08, 2018
Três poemas de Durvalina Bezerra
O DEUS DE SEMPRE
Maravilho-me com o meu
Deus,
Cada dia que passa vejo-o
mais belo,
Mais bondoso, mais fiel.
Cada dia que o procuro o
encontro me amando mais.
Cada dia o encontro mais
completo, mais perfeito.
Oh! Amado de minha alma,
Como é bom ter-te
conhecido!
Ainda melhor é que
continuo a conhecer-te,
E sei que este
conhecimento se perpetuará.
Alegro-me porque o
conhecimento é progressivo;
Isto me faz querer-te e
desejar-te mais,
Impulsionando a minha alma
a buscar-te,
E incessantemente
dirigir-me a ti.
Quando olho o ontem,
Deslumbro-me com o que
fizeste:
Colocaste-me num plano
alto demais
Para a pequenez da tua
serva.
Hoje, conclamo os céus e a
terra:
Venham, e eu contarei
O que ele tem feito por
minha alma.
Hoje, o conheço mais!
Ele descortinou os seus
tesouros,
Ele é mais meu, e eu sou
mais dele.
Hoje, a satisfação é
maior, pois assegura-me o amanhã.
Nada há que me inquiete,
Ele prepara-me morada
eterna.
O amanhã será mais doce,
ele não muda.
Será mais esplendoroso, altruísta
—
Ele assegura-me um amanhã
feliz!
Quando paro para
contemplá-lo,
No ontem, no hoje, no
amanhã, ele me diz:
Maiores coisas verás! São
inimagináveis, indescritíveis,
Pela fé espero, pela fé
antevejo, pela fé antegozo.
Sim, é o esplendor de
Deus,
A perfeição absoluta da
vida.
Por isso, o amo e amarei
mais,
E o adorarei para sempre!
Clamemos
Clamemos: Aviva, ó Senhor,
a tua obra!
Desce sobre o Brasil e
aviva a tua igreja.
Faz arder a chama no teu
povo.
Derrama do teu Espírito
sobre a Europa, a Ásia e a Oceania.
Ateia o fogo do alto céu
nas Américas e na África,
Como foi com os primeiros
cristãos e
Como fizeste num passado
mais próximo.
Desce, ó soberano Senhor.
Antes que a trombeta
toque,
Antes que o fim venha, faz
soar a tua voz.
Enche a terra com teu
conhecimento.
Vem dos quatro ventos, ó
Espírito de Deus,
E assopra sobre nós para
que vivamos na tua plenitude!
Oh! Desejado das nações,
Quem não desejaria a ti?
Rei bendito, Guerreiro
forte,
Conselheiro capaz,
Príncipe da paz!
As nações te desejam,
Porque o teu governo é de
paz,
De justiça, de amor e de
esperança!
Elas te desejam. E nós,
Que já saciamos a nossa
Sede em ti, não
atentaríamos
Para o seu desejo?
Desejamos-te para todos os
povos!
Ajuda-nos no compromisso
de cumprir-lhes
O desejo, para que apenas
o
Desejo de adorar-te seja o
único desejo
De todas as nações da
Terra!
Do livro A Missão de Interceder (Editora Descoberta).
segunda-feira, outubro 15, 2018
Marcadores de página com utilidades cristãs - Baixe mais de 20 modelos
Olá amigos e irmãos! A novidade em recursos edificantes que apresentamos desta vez é uma série de marcadores de página, todos com temas de utilidade missionária. São ao todo sete temas, que você poderá baixar, imprimir e recortar.
Confira os temas:
- Marcador com versículo motivacional e espaço de anotações para você inserir nomes de missionários, e nomes de povos e lugares por quem deve orar;
- Uma série de 4 marcadores contendo um significativo resumo da história de Missões (linha do tempo), e dicas de livros sobre a história missionária da igreja;
- Um modelo trazendo a Estrada Romana, que na verdade é um roteiro de versículos, apenas do livro de Romanos, apresentando o plano de salvação completo, para você utilizar como guia em sua ação evangelística;
- Dois modelos de marcador contendo cada um cinco Esboços de Sermões Missionários diferentes;
- Um modelo contendo de um lado Dicas (de atividades) para promover Missões em sua igreja, e do outro lado links para download de diversos materiais (livros, apostilas etc.) focados em mobilização missionária;
- Um modelo de marcador contendo uma ampla seleção de Versículos Missionários (a base bíblica de Missões);
- Um modelo apologético, contendo de um lado as heresias e equívocos em que o catolicismo romano incorreu ao longo de sua história (e os versículos que os refutam), e do outro lado uma série de versículos para refutar algumas crenças das Testemunhas de Jeová.
E atenção: há alguns anos já havíamos elaborado uma série de nada menos que 17modelos de marcadores de página, todos eles com diversas utilidades e recursos cristãos, alguns também com temas missionários. Agora, para facilitar, reunimos num ÚNICO arquivo PDF esses 17 modelos, MAIS os novos modelos que apresentamos acima.
PARA BAIXAR O ARQUIVO COM TODOS OS MARCADORES PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.
Lembramos aos irmãos que tais recursos NÃO PODEM SER VENDIDOS. São recursos de grande edificação e utilidade, elaborados apenas para proveito da Igreja de Cristo. Mas convidamos vocês a compartilharem o arquivo, bem como os marcadores impressos, com o máximo de irmãos ao seu alcance. Imprima quantos puder e distribua entre irmãos na fé!
FIQUE ATENTO: Todos os marcadores possuem dois lados (frente e verso); assim, você deverá recortar corretamente e dobrar cada um deles. Cada página a ser impressa consta na maior parte das vezes de dois marcadores (do mesmo modelo ou de modelos diferentes).
FIQUE ATENTO: Todos os marcadores possuem dois lados (frente e verso); assim, você deverá recortar corretamente e dobrar cada um deles. Cada página a ser impressa consta na maior parte das vezes de dois marcadores (do mesmo modelo ou de modelos diferentes).
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quarta-feira, março 28, 2018
Livro DINÂMICAS MISSIONÁRIAS: 148 páginas de dinâmicas para avivar o espírito evangelístico de sua igreja
Do termo grego dynamis (ou dunamis), que significa “força” ou “poder”, derivamos, dentre outras, a nossa palavra dinâmica.
O surgimento das chamadas dinâmicas de grupo deu-se em 1914, através do trabalho do cientista comportamental alemão Kurt Lewin.
As dinâmicas têm sido usadas com sucesso como método geral de auto-conhecimento e interação entre grupos (daí o título de uma de suas variantes, “quebra-gelo”), no treinamento de equipes, atividade pedagógica complementar por profissionais do ensino e ainda em processos de recrutamento e seleção profissional.
Além de promover uma maior comunhão e interação entre seu grupo, as dinâmicas são excelentes instrumentos de aprendizagem, tanto de conhecimentos quanto de valores morais, além, é claro, do valor lúdico proporcionado pelo clima de brincadeira ou diversão inerentes ao método.
Procurei neste pequeno livro reunir uma série de dinâmicas e atividades focadas na promoção de valores missionários; atividades que visam o despertamento dos participantes sobre diversos aspectos referentes àquela que é a missão fundamental da igreja na Terra, e motivo único dela, a Igreja, permanecer aqui: Levar o Evangelho de Cristo a todos os homens, cumprir a ordem final de Cristo que conhecemos como a Grande Comissão: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28:18-20).
Esta obra reúne textos de diversos autores, aqui diretamente transcritos, assim como textos que escrevi, e outros, a grande maioria, que adaptei, ou seja: valendo-me de uma dinâmica já existente, voltada para outra temática, adaptei-a mudando seu foco para o objetivo aqui proposto. No entanto, nada impede que você, fazendo o movimento oposto, adapte tais dinâmicas para outros propósitos conforme as suas necessidades.
Este é um livro GRATUITO, que se insere no escopo de outros livros e recursos abarcando gêneros variados (teatro, poesia, frases, jogos e passatempos, imagens etc.) que temos produzido ao longo dos anos para auxiliar a Igreja em seu despertamento evangelístico e missionário. Solicitamos que você compartilhe este recurso (sempre gratuitamente) com outros cristãos, igrejas e órgãos cristãos de seu conhecimento, para que muitos sejam abençoados.
Sammis Reachers
PARA BAIXAR O LIVRO (FORMATO PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.
Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para: sreachers@gmail.com
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Sammis Reachers
domingo, março 11, 2018
Quatro poemas de Wender Mothé
Galardão
As
lágrimas que regam o solo,
Em
que foi lançada a semente da vida,
Farão
germinar os brotos da paz
Ao
findarem os tempos de labor e lida.
Um
cântico novo haverá nos lábios
Quando
os ídolos estiverem já tombados
E
os estandartes do pecado caírem por terra
A
fim de que o único Deus seja louvado.
Levantar-se-á
a bandeira do Altíssimo,
Do
Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Verás,
missionário, que não foi em vão teu trabalho,
Pois
o Senhor Jesus jamais te deixou só!
Teu
nome será lembrado,
E,
por ele, glorificarão a Cristo;
Teu
galardão, guardado está nos céus!
Exulta!
Alegra-te por isso!
Naquele
dia, ao apresentar-te ao Senhor,
Levarás
contigo uma multidão de branco;
O
troféu ganho em terras distantes
Que,
por tua coragem, serão chamados “santos”.
Sangue Inocente
Eu
vejo um lago cristalino
Nesse
lago, enxergo-me como sou;
E
o que vejo? Oh, que será isso?
Um
assassino! Sim, mas pior do que os demais!
Cai
uma pedra no lago,
As
ondas fazem trepidar o reflexo...
O
espectro se mostra mais sombrio...
Sinto
medo. Quem sou eu?
O
céu fechado pelas nuvens se abre
E
raios de luz tocam a superfície das águas.
Então
vejo novamente a imagem...
“Pálida
morte que visita ricos e pobres”.
Mas
há agora diferença:
Sangue
escorre pela minha testa (a do reflexo).
Não
é sangue meu, pois não estou ferido...
É
sangue da vítima! Sangue aspergido sobre mim!
Junto
ao sangue, vejo lágrimas descerem também;
E
dessa vez choro mesmo – tão verdade que nem creio...
E
a imagem da vítima se mostra e diz:
“Entreguei-me
por amar você”.
Ajoelho-me
e clamo por misericórdia...
Quem
é esse que ressuscitou dos mortos?
Ele
diz: “Eu te perdoo, meu filho;
Sou
Yeshua: a expressão em matéria do teu Criador”.
Viver para Cristo
Tendo
por base o Senhor,
Nosso
edifício chegará aos céus;
Sua
paz nos envolverá;
Nos
dará o nosso troféu!
Fiel
é Deus aos filhos seus
E
esses, nEle, andam com fé;
Seguirão
sob suas asas
Sempre
estarão de pé.
Que
possamos ser assim,
Buscando
a Deus agradar;
Buscando
fazê-lo sorrir;
Viver,
de fato, par' o amar.
Desse
modo alcançaremos
A
tão sonhada felicidade;
Se
agora tivermos a Cristo,
O
teremos na eternidade.
Paraíso Pântano
Ah,
céu de chumbo...
Céu
de chumbo com leve frescor
Lembro-me
das lágrimas celestes
“Além
de tudo o que se diz, deve haver mais a ser dito...”
Lembro-me
do sonho, para o qual me levariam os passos
E
me deparo – em memória – com aquela praia... Aquele mar...
Caminhamos
até onde é sólido, e então nos vemos.
Sim,
nos vemos encarando o mar da Realidade.
Então
percebemos que nem tudo se abre com um “abra-te, Sésamo!”;
E,
pra ser sincero, não sei se teria fé para abrir o mar com um cajado.
Teria
eu de atravessar andando?
Sim,
eu acredito.
Mas
se Pedro andou alguns passos e, se atribulando, afundou,
Chego
à conclusão de que eu sou a própria tribulação,
Pois
mesmo antes de tocar a água, já estava afundando na areia;
Uma
areia movediça, fazendo descer os meus pés.
E,
de repente, a gélida língua do Oceano, em forma de onda,
Precipita-se
sobre nós para mostrar o peso de seu poder.
E
então nos lembramos do nada que somos
E
de que qualquer coisa existente é mais forte do que nós...
O
ruído das ondas ri de nossa humilhação...
Então
seguramos a corda que nos é jogada.
Temos
de escolher: Ficar no pântano?
(Sim!
Belas praias transformam-se em terríveis pântanos!)
Ou
deixar-nos ser libertos pela ajuda que vem do alto?
Subimos
a corda, l e n t a m e n t e . . .
Mas
tanto as ondas do mar quanto as bolhas do pântano
Estarão
sempre lá, a bramir e implorar,
Para
que a elas voltemos e sutilmente nos afogar...
/
/ / / /
Oh,
quão criativo é o mar das ilusões!
Mesmo
se estamos voando sobre as asas da Perfeição
(Que
nos arrancou do pântano de lodo),
Se
olhamos para baixo, vemos as belas imagens atrativas,
Aquelas
produzidas pelo mar das ilusões...
Seu
desejo? Saciar sua fome de sangue humano.
Atrai-nos
de nosso Ponto Seguro,
Fazendo
com que muitos de nós tornemos ao abismo,
O
abismo escuro, d’onde, um dia, fomos já prisioneiros.
Uma
vez recaídos, nada podemos fazer;
Somente
a piedade da Águia Suprema pode nos salvar
Descendo
às profundezas do proceloso mar e nos levando, novamente, às alturas.
Começamos
a embriagar-nos com as ondas do mar;
Afogamo-nos,
e morremos ao pensar que estamos no paraíso tão desejado.
É
nos esquecemos do que, de fato, valor possui,
E
que, por esse valor, a Águia Suprema desceu
E
foi capaz de mergulhar no mar / pântano, molhando suas penas,
Além
de ser ferida pelos peixes devoradores
(Até
porque, a profundidade varia de ser para ser)
Tudo
por desejar salvar de tal engano a vítima tola,
Que
é capaz de, mesmo depois de estar de novo lá em cima,
Pular
outra vez, de sorriso e braços abertos para o mar,
Sem
considerar o sacrifício por Ela feito (a Águia Suprema).
A
vítima tola sou eu...
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Wender Álvaro Rodrigues Mothé
terça-feira, fevereiro 20, 2018
A Heroína de Craonópolis, poema de Mário Barreto França
Noêmia Campelo
A Heroína de Craonópolis
Mário Barreto França
(Aos pioneiros das
Missões Nacionais e à poetisa Stela Câmara Dubois, em cuja biografia de NoemeCampêlo foram inspirados estes versos.)
I
Na
taba dos Craôs. Um grande vozerio
Faz
a tribo acordar no altivo desafio
Contra
o branco invasor, que tanto os provocava
E
em suas possessões, sem ordem, acampava...
Por
que essa gente má não os deixa tranquilos
E
vive, sem motivo algum, a persegui-los?
Pois
que seja maldita a imposição cristã
Que
tenta os afastar do grande deus Tupã!...
II
Sentindo
o impulso de vingar as dores
Que
suportaram seus antepassados
Dos
brancos maus e vis perseguidores,
O
chefe dos Craôs, em altos brados,
Apertando
nas mãos o seu tacape,
Dirige-se
aos guerreiros inflamados:
–
“Que nenhum branco dessa vez escape
À
justiça das nossas próprias mãos!
Que
a pedra da vingança, inda hoje, tape
As
covas rasas desses maus cristãos!” –
III
Mas
eis que a voz dos espias
Alegres
notícias nos traz:
“Eles
falam nossa língua,
Esses
brancos são de paz!”
E
o velho cacique espelha
No
rosto a felicidade
E
diz: – “Eu irei falar-lhes
Na
voz da fraternidade.”
Seguem,
com ele, os guerreiros,
Com
ele, também, irá
A
sua filha querida,
Sua
esbelta Penuá.
Na
clareira ensolarada,
Sobre
um tronco de palmeira,
Sentada
estava uma jovem
De
castanha cabeleira...
Tinha
nas mãos uma Bíblia
E
nos céus fitava o olhar,
Na
mais sincera das preces:
–
O sertão cristianizar.
Essa
jovem dedicada
Era
Noeme Campêlo
Que,
pelo Brasil caboclo,
Trabalhava
com desvelo.
E,
ao contemplar a indiazinha
Com
seu bonito cocar,
Na
simpatia dos santos
Pôs-se
com ela a falar:
–
“Filha de bravos guerreiros
Por
amor de vossa gente
Eu
vos trago, de bem longe,
Este
livro de presente.
Ó
aceitai Jesus Cristo
Que
por vós na cruz morreu...”
Mas...
da mata veio um silvo,
E
a índia pra lá correu.
IV
Quando
Noeme ouviu Zacarias Campêlo
Certo
dia fazer um comovente apelo
Em
favor do sertão, dos índios brasileiros,
Escravizados
ainda aos instintos guerreiros
E
às vãs superstições que os tornavam ariscos,
E
ouvindo-o descrever os perigos e os riscos,
Por
que passa, na selva, o intrépido cristão
Que
lhes queira levar a civilização,
Ela
sentiu, nessa hora, a chamada divina
À
causa das missões... Era inda tão menina!
Porém,
na mais sincera e grata adoração,
A
Deus ofereceu seu jovem coração...
E,
naquele momento, as suas almas puras
Uniram-se
no amor de duas criaturas,
Cujo
único desejo e vontade febril
Era
pregar Jesus aos índios do Brasil.
Em
casa, ao confessar ao pai, o seu desejo,
Sua
resolução, seu decidido almejo
De
levar o evangelho aos índios, ele disse:
–
“Mas que temeridade, ó filha, que tolice!
Nas
cidades também se prega, ao moço e ao velho,
As
doutrinas de Cristo, e a graça do evangelho.
Fala,
então, ao teu noivo e mostra-lhe as vantagens
De
não ir ao sertão, nem pregar aos selvagens.”
Ela
fala, porém: – “Se ele não mais quisesse
Ir
aos índios, então, todo o meu interesse
Por
ele findaria... E assegura-lhe, em pranto:
–
“Sentirei vossa falta e da mamãe, no entanto,
Eu
seria infeliz, se rejeitasse, ó pai,
A
chamada de Deus!” –
E ele lhe disse: –
“Vai!
Se
Deus te consagrou a tão nobre missão,
Bendita
seja, enfim, tua resolução!” –
V
Bem
ao sul de Carolina,
Atrás
de verde colina,
Surge
a aldeia dos Craôs,
Circundada
de palmeiras,
De
copadas mangabeiras,
Entre
o abraço dos cipós...
Aquela
vida selvagem
Em
tão longínqua paragem
Vai,
agora, tumultuar;
É
que Noeme Campêlo,
No
mais humano desvelo,
O
evangelho vai pregar.
A
indolência, os maus costumes,
Lutas,
desleixos, queixumes
E
a falta de educação
Iriam
ser condenados,
Como
outros tantos pecados
Contra
o Rei da Criação.
E
a missão evangelista
Vai,
de conquista em conquista,
Restaurando
o índio incivil
À
fé do cristianismo,
À
consciência do civismo,
No
coração do Brasil.
E
o selvagem, que era triste,
Já
sabe que Deus existe,
Que
existe a Pátria também;
Já
lê na sua cartilha
Tudo
o que sabe e o que tem...
Mas
esta felicidade,
Por
uma fatalidade,
Vai,
agora, terminar,
Porque
Noeme, depressa,
A
Carolina regressa
Para
nunca mais voltar...
VI
Longe
da esposa amada e do lindo filhinho,
Zacarias
Campêlo enfrentava, sozinho,
A
inclemência do tempo e a quase indiferença
Com
que a tribo escutava a explicação da Crença,
Das
lições da cartilha e de como empregar
A
foice e a enxada, a fim de a terra cultivar.
Nisto,
chega um recado infausto e doloroso:
–
“Noeme passa mal!”
O coração do esposo
Palpita
de apreensões... Mas era necessário
Iniciar,
sem demora, o longo itinerário
De
volta a Carolina...
A condução faltava...
Iria
mesmo a pé... O corpo fraquejava...
Sem
dormir, sem comer, apenas se nutria
Das
preces que ao Senhor, aflito, dirigia:
–
“Dá-me forças, ó Deus, pra vencer a distância;
E
livra-me, Jesus, desta mágoa, desta ânsia! ...
Que
o peito me asfixia! E concede, Senhor,
Que
eu possa suportar esta tão grande dor! ...
Se
é de tua vontade, a saúde e a energia
Restaura-lhe,
Senhor, para a minha alegria!”...
Procurando
vencer a fadiga e o cansaço,
Ao
romper da manhã, ele, apressando o passo,
Descortinou
ao longe a cidade...
Doirando
O
casario, o sol vinha se levantando
No
festivo esplendor da sua luz radiosa,
Saudando,
em tudo, a vida alegre e majestosa...
Na
su’alma, porém, chorava o sofrimento
Na
dúvida cruel de um mau pressentimento...
Tinha
que percorrer ainda longa estrada;
Mas
a imagem da esposa, ingênua e delicada,
Sorrindo
na su’alma, as forças lhe animava.
De
tarde, chega em casa...
Um bom grupo rodeava
O
leito de Noeme... Ajoelha-se, chorando...
Toma-lhe
as frias mãos, beija-as, de quando em quando,
Dizendo-lhe:
– “Querida, eu tenho orado tanto,
Que
Deus há de estancar a fonte do meu pranto!
Em
breve estarás boa e viverás contente
Dentro
do nosso lar, junto da nossa gente...
E
os céus nos sorrirão! ...” –
Ela, porém, responde:
–
“Zacarias, eu sei que o teu amor esconde
Minha
sorte fatal! Contudo, eu sou feliz
Porque
Deus escutou as preces que lhe fiz
E
te trouxe a meu lado! Eu sei que vou morrer,
Mas
me sinto feliz... cumpri o meu dever! ...
Eu
vejo o céu se abrir numa festa de luz
Para
me receber, nos braços de Jesus!
Não
chores! Mas sê forte e continua assim,
Os
índios conquistando, em memória de mim...
Vós
todos que me ouvis – menino, moço ou velho –
Aceitai,
sem demora, a graça do evangelho!
Cantai,
cantai comigo, este hino inspirador
De
quem confia em Deus, pelo seu grande amor:
“Eu
avisto uma terra feliz,
Onde
irei para sempre morar
Há
mansões nesse lindo país
Que
Jesus foi ao céu preparar.
Vou
morar, vou morar
Nessa
terra celeste porvir!”
E
diz: – “Por que chorar as cousas desta terra,
Quando
o céu é tão bom e a salvação encerra?” –
E
num último esforço ao se extinguir a vida,
Falou:
– “Recebe, ó Pai, minha alma agradecida! ...”.
VII
Morta!
É morta a primeira e grande missionária,
Resoluta,
benquista, altiva, extraordinária,
Que,
deixando o conforto e as luzes da cidade
E
as várias diversões próprias da mocidade,
Resolveu
ir levar as celestes mensagens,
No
coração da Pátria, a todos os selvagens,
Pondo
acima de tudo o sonho juvenil
De
ver cristianizado o sertão do Brasil!
E
foi; e se fez mãe, e amiga, e conselheira:
–
A primeira mulher que, pela vez primeira,
Catequizando
a Cristo os índios do sertão,
Cumpriu
a mais gloriosa e esplêndida missão.
Morta!
É morta a primeira e grande missionária!
Porém
a sua vida excelsa, extraordinária,
Para
sempre ficou brilhando como a luz
Do
evangelho do Amor, da mensagem da Cruz!
Do livro Antologia de Poesia Missionária - Volume 3. CLIQUE AQUI para baixar.
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quarta-feira, fevereiro 07, 2018
Quatro poemas de C. T. Studd
Antegosto[1]
Charles T. Studd
Tradução de Cesare
Turazzi
Quero
ser como Jesus,
Ele
que do Trono veio a descer
E
por pecadores dignos do inferno
Viver,
servir e morrer.
Deixando
toda Sua glória,
Seu
poder deixou de lado;
Seu
prato de entrada: ah!, uma manjedoura!
Seu
prato principal: crucificado!
Nós,
tolos, O rejeitamos
E
deixamo-lO,
O
único verdadeiro Vitorioso
Que
já viu esse mundo de pó.
Por
homens, desprezado, rejeitado;
Por
demônios, divinizado;
Por
amigos, negado, abandonado;
Por
anjos, glorificado.
Viverei
e morrerei por Jesus,
Batalhando
pelo que é direito,
Proclamando
a salvação de Cristo
Aos
pecadores à esquerda, à direita.
Não
serei uma boneca de porcelana,
Vivendo
no conforto do lar;
Mas
serei um soldado cristão!
Que
com Cristo ama andar.
Não
me esgueirarei!
Tais
palavras reverberam:
“E
os seus compatriotas irão
à
guerra enquanto vocês aqui ficam?”.
Antes
um incrédulo,
Jamais
confessando Seu Nome,
Do
que, confessando-O,
Alguém
que da batalha some.
Se
pregasse e ensinasse
As
bênçãos que podemos receber,
Eu
não encalharia em Bretanha
Para
mero falar e escrever.
Não
diria aos demais: “Vão,
Os
lobos requerem atenção;
Quanto
a mim, agradarei as ovelhinhas
Que
frequentam nossas assembleias.”
Eu
não teria coragem de criticar
Os
guerreiros em epopeia,
Se
coragem não tivesse de
Deixar
a barra de saia da Sra. Europeia.
Eu
não seria um falastrão,
Com
substantivos, verbos,
Frases
e versos polidos,
Palavras
tantas em aliteração.
Tais
podem agradar senhoras,
E
de ambos os sexos servos;
Um
soldado, porém, elas nauseiam,
Irritam
e dão nos nervos.
O
coração dum soldado é simples,
E
veraz, e bravo, e forte;
Não
é dado aos sentimentos
Sensíveis
de um mote.
As
obras de um soldado
São
forjadas em obras de ouro,
Ele
não cultiva flores,
Ele
reputa meras palavras por coisa de tolo.
Suas
palavras, poucas e simples:
Ditas
num supetão,
Chegam
a soar como trovão,
Como
que um raio do céu, um clarão!
Seus
comandos são frios,
E
concisos, e sonoros, e ásperos,
Mas
movem sua artilharia,
Soldados
a cem, a mil!
Seus
homens estão fatalmente certos
De
que, enviados à batalha,
O
comandante não ficará em Bretanha
Com
medo do calor da fornalha.
O
“vá” do capitão significa “vamos!”,
Ele
luta à frente de seus homens;
Nenhum
prazer, riqueza mundanos
Seriam
motivo para abandoná-los.
Assim
Jesus guia o caminho
E
protege-nos a retaguarda;
Ele
permanece no pior da batalha,
E
salva, e socorre, e exorta.
Hei
de dar tudo por Jesus,
Como
o valente Epafrodito,
Que
arriscou a vida por Paulo,
O
príncipe do exército de Cristo.
Como
melhor viver, sendo Seu,
Do
que dando tudo por Cristo,
Que
viveu e morreu por pecadores,
Que
dos céus desceu?
Viverei
e morrerei por Jesus,
Guerreando
pela reta justiça;
Proclamarei
a salvação de Cristo
A
pecadores, noite e dia.
Sem Justificativas
Charles T. Studd
Tradução de Cesare
Turazzi
Nosso
Salvador ordena:
Crendo
em nossos corações,
Que
preguemos a Salvação
Por
toda a terra, a todas as nações.
O
mundo está escancarado,
As
terras já foram exploradas;
As
dores e carências dos ímpios
Pelo
Senhor só podem ser saradas.
Nunca
tivemos tantos cristãos,
Nunca
foram tão ricos e intelectuais;
Nunca
se profissionalizaram tanto.
Por
que desejamos o mundo mais e mais?
Engordamos
de banha feito Jesurum?
Nosso
fígado, ou cabeça, inchou?
Tornamos-nos
paralíticos?
Ou
surdos ao chamado que Cristo nos legou?
Quando
navegar seria tão fácil?
De
mar a ultramar, entroniza-se paz, paz;
Viajar
nunca foi tão simples,
“Vaza-nos”,
hoje, impetuosidade assaz.
Como
fitaremos nosso Salvador
Quando,
em glória, dos céus retornar
E
perceber que, negligentes, deixamos
De
mesmo sequer a uma tribo pregar?
Se
os soldados ou marinheiros de Jorge V.
Fossem
comandados a terra subjugar,
Jamais
ousariam pestanejar e, furiosos,
Depressa
a ordem viriam a abraçar.
Por
que os soldados de Jesus
Tardam
a obedecer a Sua voz, por sua vez?
Depressa!
Mãos à obra, rememos.
Precisamos
de nada senão fé e intrepidez.
Vamos!
Cessemos falatórios vãos sobre tradição,
Os
quais invalidam a Santa Palavra do Senhor,
Afoguemos
toda nossa pretensão anticristã
No
inferno, e preguemos, aqui e no exterior.
Recusemos
viver no prazer egoísta,
No
acúmulo de bens;
Lutemos
ou até morramos para libertar
Os
povos para além do mar.
Destruamos
nossas barreiras egoístas
E
não nos conformemos com a derrota;
Devemos
almejar intensas conquistas,
Senão
perderemos como sempre.
Cristo
foi um bravo guerreiro,
Também
foram Paulo e Pedro;
Eles
avançaram com tamanho ímpeto
Que
o diabo mal aguentava de medo.
Eram
dias áureos, não davam lugar ao egoísmo;
Afinal,
eles guardavam a retaguarda companheira,
E
venciam batalhas impossíveis,
Deixando
o diabo sem eira nem beira.
Todo
soldado corria visando vitória,
Ninguém
engatinhava choramingando;
“O
quê?! Parem prum cafezinho”, esse é o falatório
–
“Vamos brincar um pouco de ciranda cirandando”.
Eles
não vestiam coletes à prova de balas,
Cada
um era sem medo e destemido;
Não
ansiavam pelo fim do expediente
‘Té
que o vencer estivesse garantido.
Se
lutássemos assim,
A
vitória já não nos teria chegado?
Mas
é claro que sim e, assim sendo,
Qualquer
pormenor a menos é pecado.
Cristo
certamente iria conosco;
Cristo
por nós velaria;
Cristo
não nos deixaria vacilar
‘Té
que não houvesse mais ceifar.
Resolvamos
duma vez por todas:
Terminemos
nosso trabalho ou morramos;
Poderemos
o mundo evangelizar,
Se
formos homens o suficiente para tentar.
Jesus Somente
Charles T. Studd
Tradução de Cesare
Turazzi
Sim,
eu viverei por Jesus,
Deitarei
o mundo fora;
Sim,
eu darei a Jesus
Minha
vida, tudo, será agora.
Aleluia!,
a Ele me entreguei,
E
agora oro, e rogo
Para
que eu possa, sempre,
Dizer:
“somente Teu serei”.
Sou
tão e tanto pecador,
Sou
um tolo constantemente;
Devo
agarrar-me a Jesus
E
ser Seu aluno incessante.
Meu
coração se encanta,
Mas
não sei como viver;
Pelo
gozo de pertencer a Jesus
Quem
me dera mais me ceder.
Talvez
eu imite Levi,
Que
serviu um jantar servil,
Ocasião
para Jesus
Salvar
outro ser vil.
Oh,
não será extasiante
Jamais
separar-se dEle,
Andar
e falar com Jesus,
Todo
confiado a Ele?
Jesus,
amigo sem igual,
Tão
doce, veraz, forte;
Não
fosse Sua amizade
Estaria
eu sem norte.
Não
há ser na criação
Que
O possa superar;
Quanto
mais O conheço
Mais
meu próximo hei de amar.
Ah!,
a alegria de conhecer a Jesus,
Traz
paz e serenidade e calma;
Por
amor a Jesus,
Entrego
minha vida, de corpo e alma.
Prefiro
servi-Lo
Na
terra sofrendo perdas,
A
ter meu trono em altos céus,
Pois
assim não haveria uma cruz.
Amo
batalhar por Jesus,
Por
Ele corro qualquer risco;
Estivesse
o perigo fora de cogitação
Onde
estaria a diversão?
Negligenciar
o comando de Cristo
De
batalhar em terras distantes:
Igualmente
é não conhecer o prazer de Jesus
Ao
sair em batalha por Ele.
Eu
amei o que Cristo ordenou,
É
tão singelo e simples;
Perguntas
obscuras não perguntou,
Mas
simplesmente “Amas-me?”.
Perguntou
a Pedro,
Que
três vezes O negou;
Depois
o comissionou
A
pregar o Sacrificado que ressuscitou.
O
Evangelho de Cristo salva perfeitamente,
Só
Seu Sangue o pecado expia;
O
segredo para sair da iniquidade
É
olhar, fixo!, para Cristo somente.
O
segredo para o poder é simples:
Obedeça
a Deus, não a homens;
Nada
senão tolice seria
Adotar
outros planos.
Cristo
comissionou Seu Espírito
Para
ser o Capitão de Seus santos;
Não
preciso de outro guia
Senão
Seu Espírito Santo.
Ele
não tolerará competição,
Deus
é um Deus de ardor;
Cristo
venceu e me comprou e por mim velou,
Somente
Ele é meu Senhor.
Andarei
na bendita liberdade divinal
E
O seguirei onde quer que for;
Confiarei
em Sua Palavra e presença,
Lutarei
sem medo ou temor.
Alguns
cristãos me chamam de tolo
O
mundo diz que estou “fardado” a morrer;
Esperemos
um pouco
E
vejamos o que Cristo tem a dizer.
“Ele
não tinha habilidades,
Talvez
seu falar fosse um breu;
Mas
fez o que ordenei,
Ele
entregou tudo a Deus.”
Gostaria
de ouvir dEle tais palavras,
Embora
seja um tanto improvável;
Mas
não me importo com a opinião do povo,
Afinal
não estou perguntando se sou ou não aprovável.
Alguns
permanecem, por bons motivos, em casa,
Já
outros ficam sem razão ou causa;
Mas
o covarde é o pior tipo, que apunhala
Pelas
costas quem foi à guerra.
Cristo
foi beijado no jardim
Por
um amigo íntimo;
Suponho
que outros o imitarão
Até
que este mundo chegue ao fim.
Alguns
são comissionados
Pelo
Próprio grande Médico,
Mas
recorrem a mãos humanas,
Que
os deixam num canto esquecidos.
Como
se estas conhecessem melhor do que Ele!
Ou
suas palavras fossem de maior valor!
Eles
se esquecem de que Jesus
É
o lugar mais seguro deste mundo, onde quer que for.
Alguns querem viver longamente,
Como
se não pudessem morrer cedo;
Um
dia com o Filho vale infinitamente mais
Do
que um milhão na Terra ou na Lua.
Jesus
é minha vida,
E
a morte meu maior quinhão;
No
Céu haverá prazer infindo,
Mas
na terra a dor é nosso pão.
Se
de fato crêssemos
Nas
palavras de Jesus
Não
temeríamos o futuro,
Pois
Ele é Luz.
Quem
conhece a Cristo como Professor
É
um pessoa maravilhosamente tola;
Ela
deixa esse paraíso terrestre
E
“foge” logo para a escola!
Conheço
pouco de mim mesmo,
Mas
Jesus conhece tudo;
De
alma exultante, canto e faço oração
Sob
Suas asas, Sua proteção.
Maravilhoso
é pertencer a Jesus,
Única
vida que vale viver;
É
gloriosamente divertido, é céu vívido
Quando
por Ele só resta morrer.
Sem
hesitação, avante!
Homens,
suas espadas tomem!
Coração
e vida a Jesus!
Abram
as asas e voem!
Voem
na salvação de Cristo
Até
alguma nação pagã em trevas;
Não
há motivo para pestanejar,
Jesus
suas mãos irá segurar.
JESUS
É NOSSA MENSAGEM!
JESUS
É REI E SALVADOR!
JESUS
É NOSSO ÚNICO CAPITÃO!
JESUS
É TUDO, É ÚNICO SENHOR!
Avancem,
homens em Bretanha,
Sejam
bravos na Cruzada santa;
Avante! Tomemos posse
Das
terras prometidas pelo Santo.
O Deleite do Cristão, na
Terra e nos Céus
Charles T. Studd
Tradução de Cesare
Turazzi
A
ordem por Cristo dada é simples,
E
deve ser obedecida;
“Pregai
meu Evangelho
Por
toda a terra”: Palavra dita e escrita.
Cristo
não tem favoritos,
Ele
viveu e morreu pela humanidade!
Todos
devem conhecer Suas palavras
E
ouvir Seu gracioso “Vinde”.
Intempéries
encararei
Em
terras desconhecidas,
Aonde
ninguém jamais fora,
Pregarei
Cristo a regiões sombrias.
Deixarei
as noventa e nove
E
buscarei pela uma que se perdeu;
Retorná-la-ei
a Cristo,
Para
que dEle ouça: “Você é meu”.
A
jornada não será fácil,
A
comida pode ter azedado,
O
clima ser traiçoeiro,
Os
homens uns endiabrados.
Mas
e daí? Meu Jesus
Padeceu
torturas e a cruz
Por
mim, principal dos pecadores,
Para
trazer-me à Luz.
Talvez
morte e pobreza,
Ou
pesar – ou dor – ou vergonha,
Mas
e daí? Os mártires viveram
E
sofreram sob a mesma sombra.
Não
desejaria viver
Senão
para lutar
Por
Jesus Cristo e pecadores,
Sob
sol, chuva, luar.
E
nalguma batalha feroz,
Eu
amaria morrer lutando,
Ver
Jesus retornando
Para
levar-me aos céus.
E
andando nas ruas de ouro,
De
vergonha corarei,
E
meu rosto esconderei
Até
que minha coroa caia.
Coroa
que Jesus ganhou e deu
A
Seu Filho indigno,
Que
tão pouco fez, e fez mal,
Mesmo
imitando o Emanuel.
Mas
se ela não cair, lançá-la-ei
Aos
pés de Jesus,
E
correrei e buscarei o lugar
Mais
humilde entre os Seus.
E
provavelmente chorarei copiosamente
Até
que Jesus venha e seque meus olhos,
Pois
perceberei a profundidade
De
Seu grande sacrifício.
E
verei que não posso voltar
E
mais uma chance eu ter
Para
servi-Lo mais e melhor,
E
por Ele sofrer e morrer.
Então
exultarei em êxtase
Junto
a todos os santos:
“Glória
a Deus, o Pai,
Ao
Filho e ao Espírito Santo”.
Também
a alegria de encontrar
Amados
que haviam partido,
E
assistir aos demais
Chegando,
com gozo exprimido.
Oh!
Que intimidade
Na
família de Deus;
Imagine
poder perguntar
O
que quiser aos Seus.
Quero
ouvir de Jonas
Como
foi dentro do peixe grande,
E
o quanto João Batista debochou
Ao
ver sua cabeça numa estante.
Como
Daniel se sentiu
Ao
entrar na cova dos leões;
O
que Gideão pensou ao sair
Com
senão trezentos homens.
O
que Nabuco[2]
pensou quando
Viu
os três quase gripados
Ao
serem lançados à fornalha
Por
não adorarem ouro forjado.
E
o que sentiram quando souberam
Que
haviam simplesmente
Caminhado
ao lado de Jesus,
Que
dos céus veio pelos Seus.
Vemos
que Nabuco.
Foi
pego de surpresa;
Atônito,
aumentou o fogo
Para
os três fazer de presa.
Precisamos
duns homens feito
Sadraque,
Mesaque e Abdnego
Para
nos fazer uma visita,
E
fazer a piedade vista.
Os
três nos diriam que estamos atrasados,
E
dementes, loucos até não poder mais ver,
Feito
o pobre tio Nabuco. esteve
Antes
de se arrepender.
Afinal,
eis a estátua,
Que
agora chega à cidade!
São
tantos os devotos
A
lhe prestar lealdade.
Ah,
e o que Elias pensou no monte Carmelo
Ao
enfrentar a poderosa multidão!
Eia!,
como ele zombou dos baalins,
Debochando,
chamando seu deus de fujão.
E
o que os apóstolos sentiram e pensaram,
E
o que disse a mulher
Quando,
pasmados, viram Jesus Cristo
Ressurreto
dos mortos, a viver.
Ah,
as caretas cômicas dos
Magistrados
filipenses
Quando
tiveram de pedir perdão
A
Paulo e prestar-lhe benesses.
Ah,
os pensamentos de Simão
Quando
teve as correntes soltas;
Os
portões, sacudidos, foram abertos
Feito
o rugido de um grande leão.
E
por que a pobre Rode pensou
Que
seria caçoada, embasbacada,
Por
dizer a todos que Pedro estava
À
porta, batendo sem parar? Que pena!
Que
tal os rostos dos saduceus quando
Dos
pescadores escutaram:
“Obedeceremos
ao Senhor, não a homens!”.
Ah,
seus olhos se reviraram!
Bom,
eles sabiam que Pedro
Negara
ao Senhor, por medo
De
mulheres, mesmo ambas
Nenhuma
arma portando.
Eles
devem ter se sentido como se
Houvessem
comido ovos podres;
As
pernas bambearam, a boca amargou
Ao
ouvirem aquilo de Simão, aquele que negou.
Ah,
ao ouvirem Pedro, com olhares de horror!,
Pedindo
aos soldados romanos:
“Por
gentileza, crucifiquem-me,
Mas
não como a meu Senhor!”.
Sim,
e como a multidão olhou
João
enquanto o óleo fervia,
Mas
ele começou a cantar
E
ao Senhor só agradecia.
Não
haverá diversão no céu?
Ouso
declarar a todos
Que
jamais haverá tanto riso
Quanto
no paraíso.
O
prazer será infindo:
Teremos
um lar nos altos céus,
A
perfeita família do Pai celestial
E
o amor dos Seus, em tudo ideal.
Serviremos,
entusiasmados,
O
Mestre perfeito, e cada servo
Cantará
a Cristo Jesus:
“Mais
trabalho, para mim e para os Seus!”.
Todo
coração resplandecerá ao contemplar
O rosto de Jesus, nossa Salvação;
Cantaremos,
sim, a maravilhosa História
Da
incomparável graça do Pai, oh Salvação!
Do livro Antologia de Poesia Missionária - Volume 3 (CLIQUE AQUI PARA BAIXAR).
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