terça-feira, julho 31, 2007

Dois poemas do pastor Décio Moraes


Poemas de Décio Moraes
Do livro Explosões do Coração



Me Alegro

Me alegro nesta noite pela tristeza que por vezes me invade a alma, me tirando até mesmo a calma.

Me alegro ao sentir-me útil ao meu semelhante quando isto percebo ao fixar o seu semblante radiante.

Me alegro ao ver minha querida igreja, meus parentes, irmãos e amigos, todos queridos, juntos, no mesmo lugar reunidos.

Me alegro ao perceber que nada sou mas que em meio ao nada, Deus age, realiza, faz. Isto me dá paz.

Me alegro pelo tempo, tempo que me tem dado o Senhor, tempo de viver, e para viver. Tempo para sofrer,
Tempo para crescer, tempo para ser.

Me alegro por ter descoberto a fé e mais ainda por ter sido
Descoberto por Deus, o meu Senhor, o Soberano Criador!

Me alegro com a alegria do outro que me contagia
Inundando o meu ser. Ah!
Como é bom ver a alegria do meu próximo!
Como isso me faz bem!

Me alegro com o sucesso alheio, a ele não fico alheio,
Com ele me agiganto, ao ver que de alguma forma
Contribui para o meu sucesso.

Me entristeço em ser um ser pecador. Confesso com muito dissabor, pois com isso sofro, mas, logo me alegro porque Deus ama o pecador. Logo, Ele também me ama!

Me alegro por você, sofro e choro por você,
Porque você é o centro das atenções de Deus
E nesta noite você está aqui. Por isso me alegro!


Mestre!
(Rm 5:1-5)

Como é bom ter um Mestre como o Senhor Jesus!
Um Mestre que nos justifica, nos torna justos diante de Deus.

Mestre que nos dá paz – aquela que excede todo
o entendimento, em todo e qualquer momento.

Mestre que nos dá acesso à graça de Deus,
que passa a dominar a nossa vida.

O Mestre que nos firma,
e é a nossa própria esperança.

O Mestre que nos possibilita aprender
com as nossas próprias tribulações,
nos ensinando que por meio delas algo positivo
dentro de nós acontece, é produzido: a perseverança.

O Mestre que transforma o ruim em algo sempre bom,
benéfico, e muito mais do que podemos pensar ou imaginar.

Assim é o Mestre:
não satisfeito com o produto da tribulação
ele gera a experiência, e desta a esperança.

É o Mestre dos mestres, o Senhor Jesus, a minha, a sua, a nossa luz!
Ele é a verdadeira esperança que não confunde,
pelo contrário, infunde sempre no nosso coração
um plus, um algo mais...

Ele, o nosso Mestre, é a demonstração
viva e inequívoca de que o amor de Deus
é derramado em nosso coração.
O objetivo desse derramar é fazer com que estejamos repletos
de amor, transmitindo-o com emoção.

Ó bendito Mestre e Senhor,
Tu és o próprio Deus de Amor!

quinta-feira, julho 26, 2007

Três poemas de Samuel Pinheiro


POEMA-FELICIDADE

A
Felicidade
Das mãos
Que nos seus calos provam
O mel e o açúcar dos frutos.
O suor
É uma mesa de sol-
Nas mãos
Que são piores que bofetadas
Na face metálica da fome
Nada as detém
No Caminho.
São um arco de Sangue
Arremessando espigas de trigo
Para dentro da fome.
São o caixão da fome.
Correm pelos valados da tristeza
Soltando trinados de sal.
Pulam as muralhas
Mais inexpugnáveis
E as paredes
Mais bem caiadas
As mãos
Que são abelhas
Trabalhando no silêncio o seu mel.
As mãos
Barradas de Fogo.
Os calos e as cicatrizes
São a formosura das mãos guerreiras
Que se gastam
Gastando a fome e o frio.
Construindo
O poema vivo
De ser Felicidade.
Servo de Deus!
Operário da Felicidade!


Poema

antes
que seja tarde
vamos plantar as nossas mãos
nas enxadas e no trigo
plantar as enxadas e o trigo
nas nossas mãos.
nunca mais
ficar sitiados pelas muralhas da tristeza.
antes partir
contra cada monstro
vestidos de Lume.
este é o júbilo
que se colhe
da vitória.
o júbilo
que da batalha
se colhe do Sangue de Cristo.
nunca mais
desistir
virar as costas.
desistir é perder.
desistir é morrer.
não importa
que os fantasmas retesem as suas garras
e os lobos uivem pelas redondezas.
podem mesmo
dar asas às pedras.
o justo
confia na Arma de Sangue
que tem na mão.


Poema

não se arrependem
não se arrependerão
os que investem as suas mãos
na Luz

sábado, julho 21, 2007

Dois poemas de J. T. Parreira


VOZ DO QUE CLAMA NO DESERTO

Era como a voz de uma pessoa que passava
como se nunca tivesse
sido
outra coisa senão voz

Nos diferentes lugares
como se
voasse, não exercia
o peso do seu corpo

Deixava a sua voz
apenas
à roda do silêncio
não era como toda a gente

nada
impunha, senão a sua voz
como se não tivesse nada.
Uma longa água
fresca nos
ouvidos.

20/6/2007


Lição de Música

Mas quando David enviava os sons da harpa
para os céus, a harpa seduzida
pelos seus dedos, um sorriso
assomava aos olhos de Saul.
Os olhos baixavam ao coração sanguíneo
via dentro de si o tranquilo
rio que a música fazia, como
água que traz o cheiro dos jardins.
Ao mesmo tempo que as pombas
voavam das cordas
assim velava a harpa de David.

www.papeisnagaveta.blogspot.com.

terça-feira, julho 17, 2007

Dois poemas de Helder Duarte


MESSIAS

Fica sabendo,
Oh Israel!
E entende,
Tu Ismael.

Ouve tu, terra,
Universo e potestades.
Também tu paz; e guerra.
E vós do Ser realidades.

Jesus está vivo,
Virá e reinará...
Sobre vós, em pleno domínio.

É o Messias.
Que deu e dará
Cumprimento às eternas profecias!


MAIS PERTO

Desejo estar contigo,
Não tanto quanto agora estou!
Mas mais perto, meu amigo,
Quero estar, ainda que para ti vou!

O que eu queria, era já ir,
Pois, neste mundo, difícil é estar.
Por mim falo, neste ser existir!
Quem me dera, para ti Deus voar!

Mas enquanto aqui estou,
Fica sempre perto,
Por quanto teu santo sou!

Te amo tanto, tanto, tanto!
Mais que meu eu todo,
E ainda mais que tudo!

In: www.emjesus.com.br.

Um poema de Mary Schultze

Não desista!

Quando as coisas parecem muito erradas
e nossa estrada tem subidas íngremes;
quando o dinheiro acaba e nossas dívidas
se apresentam de fato exageradas,
em vez de sorrisos e baladas
suspiros vêm nosso âmago ferir.
A vida rodopia, é bailarina
tentando os pecadores entreter.
E mesmo vencedores, muitas vezes
temos dias sem luz, só com neblina.
E nesses dias precisamos crer,
pois com firme esperança em nosso Deus
devemos a tristeza combater.
Se quase desmaiando de fraqueza
conseguirmos a taça da vitória
e se chegar a noite derramando
seu negro manto sobre os perdedores,
eles descobrem que bem perto estavam
da coroa dos grandes vencedores.
O sucesso é fracasso, quando usado
de um modo que resulta em muitas dores
sobre os que se rebelam contra Deus.
Eu, quando vejo nuvens prateadas,
bem perto delas chego a me sentir.
Por isso mesmo é que jamais desisto,
pois quão mais dura a trilha me surgir,
confiarei em Deus, em Jesus Cristo!

Paráfrase do Poema “Don’t Quit
Autor desconhecido

sexta-feira, julho 13, 2007

Ensaio biográfico: José Britto Barros

Amados, leiam um breve ensaio biográfico sobre a vida e a obra do grande poeta e pastor batista, José Britto Barros (de quem já publicamos poemas aqui no blog). O texto foi escrito pelo pesquisador, poeta e escritor Filemon F. Martins. Para acessar, [CLIQUE AQUI].

Um poema de William Cowper


Fundo, em minas imensuráveis
De habilidade que nunca falha,
Ele (Deus) entesoura seus desígnios brilhantes
E opera sua vontade soberana

Não julgue o Senhor com débil entendimento,
Mas confie nele para sua graça.
Por trás de uma providência carrancuda,
Ele oculta uma face sorridente.

Seus propósitos amadurecerão rapidamente,
Descendando-se a cada hora;
O botão pode ter um gosto amargo,
mas a flor será doce.

A incredulidade cega certamente errará,
E esquadrinha sua obra em vão:
Deus é seu próprio intérprete,
E Ele o tornará claro.

In: O sorriso escondido de Deus: O fruto da aflição na vida de John Bunyan, William Cowper e David Brainerd. John Piper, Shedd Publicações, 2002.

domingo, julho 08, 2007

Um poema de Tiago Chiavegatti

Visitação

Chegou suave com asas de borboleta
sem movimentar o ar
bailando leve em piruetas
como se quisesse me mostrar
que sem meu fardo tão pesado
podia ser livre que nem passarinho
beber néctar que nem beija-flor
e ficar me equilibrando na brisa
e voar
igual borboleta

E eu quis mas não pude
porque era escravo do chão
sepultado em minha cova de pedra caiada

Sobre mim havia uma pedra
tinha uma pedra sobre mim
tinha uma pedra
selando a minha cova

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão remoçadas
capazes de enxergar
quem tirou a pedra
foi Cristo.

Para visitar a página do autor [CLIQUE AQUI].

quarta-feira, julho 04, 2007

Um poeminha de minha autoria, e uma foto



Zepelim Salmão

Os motores queimando cada vez + propano
o Azul celeste alcançado, rasgado
Jesus ao leme, no coração
(minh')alma cada vez + Oceano

Um poema de Allen Porto

ETERNIDADE

Caminhar
rumo ao inimaginável,
perseguir o invisível
na certeza de que o amanhã
durará para sempre

Investir o presente
na certeza
da visão mais perfeita
tão clara,
tão forte,
tão viva.

Entregar-se ao incompreensível,
ir do medo à segurança,
da dor à alegria,
do choro ao riso,
da miséria à glória

Tocar o intangível
e ver que a plenitude chegou.
Desejar cada vez mais
a presença marcante
de Quem me fez chegar lá.

Finalmente observar a história
de um modo completo,
percebendo os elos dolorosos
necessários para minha jornada

Humilhar-me reconhecendo o favor,
ver-me incapaz e indigno,
escondido sob o sinal da vergonha
que me fez livre

Contemplar o trono e a multidão,
ouvir as vozes,
experimentar a sensação
e derramar minha alma
neste momento sem fim.

Fonte:www.allenporto.blogspot.com.

sexta-feira, junho 29, 2007

Dois poemas de Glicério Montes

LIVRE COMO AS AVES

Quando me remiste, me tornaste, ó Deus fiel,
livre como as aves que revoam pelo céu.
Tudo o que preciso, basta apenas eu clamar.
Nutres as gaivotas que voejam sobre o mar.

Senhor, como eu amo a tua Lei!
Mas sou fraco, ó Deus bendito, me valei!

E um dia, então,
a imensidão
do céu azul eu vou transpor;
e, nesse lar
tão singular,
então verei meu Redentor.

Não quero, enfim,
só para mim
a doce paz que há no meu ser.
Vou partilhar
o amor sem-par
que me conforta e faz vencer.


NÃO TEMAS

Não temas a força do vento,
tampouco essas ondas tamanhas.
Deus diz: eu te guardo e sustento;
tem fé, que ela move montanhas.

Crê, pois, que a resposta não tarda.
Deus nunca deixou de te amar.
A fé como um grão de mostarda
transplanta amoreiras no mar.

Não chores, Deus diz com carinho,
que em mim tens abrigo e esperança.
Jamais vou deixar-te sozinho!
Vem, deita em meu colo, e descansa!

Para ler outros poemas deste autor, [CLIQUE AQUI].

terça-feira, junho 26, 2007

Um poema para um pai, um poema para uma mãe

PAI

Eu quisera vencer o firmamento
e penetrar nos céus, na eternidade,
para dizer-te, ó pai, nesse momento,
a amargura que sinto, que me invade!

Quisera ter de Deus consentimento
para transpor o espaço, a imensidade,
e contar-te da mágoa e do tormento
de um coração que chora de saudade.

Pois quando tu partiste deste mundo,
meu sofrimento se tornou profundo,
que a minha vida consumindo vai...

Porém, nos vendavais dos empecilhos,
que eu possa palmilhar os mesmos trilhos,
que nesta vida palmilhaste, pai!

Filemon Francisco Martins
[Clique aqui para ler mais textos do autor].


A MÃE

Para MJP

Poucas letras sabe, as pérolas
são o filho, a filha, os netos
toda a filosofia
não é mais do que seus dedos
quando tínhamos tão frágeis
os cabelos
a sua geografia é pouca
é a beira
do sol no Alentejo
poucas letras sabe
de história, só como foi
tão dura a vida
e da arte pouco ou nada
jamais soube da orelha
cortada de Van Gogh
conhece Deus
e esse saber é o bastante
para nos trazer a vida iluminada.

João Tomaz Parreira
www.papeisnagaveta.blogspot.com.

quinta-feira, junho 21, 2007

Dois poemas de Joanyr de Oliveira


Do livro "Canção ao Filho do Homem", disponível na CPAD: www.cpad.com.br.


A estrela

A estrela macia vai flutuando
na vereda do céu, sobre o Oriente.
(Suas pontas de luz cantam na Altura,
seguem beijando a Terra.)
Vai de longe, do fundo do Universo,
rumo à vera humildade de Belém.

A estrela executa o seu ofício
de nobreza sem par,
afagando o bercinho improvisado
onde o bom Criador fez-se criatura.
Um corpo se constrói para o martírio
prestes a desabar sobre o madeiro.

A estrela se limita ao puro e excelso
que envolve o divo rosto do menino.
Ela não tem olhar nem pensamento
para o cantar do galo contra Pedro,
para o pesado sono dos discípulos,
para o vindouro sangue no Calvário.

A estrela só conhece a calma fronte
e o riso iluminado do pequeno
de amor inalcançável,
maior que o infinito,
pronto a envolver o coração escuro
na mais soturna vila deste mundo.

A estrela pisca alegre
e reflete o amor do Deus-menino.
Quanta ternura alcança o seu mister,
enquanto a Luz, no mundo acorrentado
na transgressão, atravessa o silêncio
e os abismos da Morte.

A estrela sussurra, amiga e leda,
maduros vaticínios de Isaías,
anúncios joaninos no deserto.
E Cristo a emergir de um manto infindo,
da manjedoura abençoa os que na Terra
a sede afogarão na Fonte Eterna.


Ao irmão sem terra

Ao Josué Sylvestre

Sei que não inculpas a Deus
pelo escuro abismo em tuas mãos.
A terra foi dada aos homens
- e o Senhor os bendiz e afaga
os generosos. E abomina
os que dobram os joelhos aos grãos
antes de semeá-los.

Pelos profetas e pelo Espírito
- em jubileus e anos sabáticos –
Deus pontificou a Israel
que a miséria é filha da injustiça
e o riso dos erguidos do pó,
a alegria dos frutos, dos molhos,
das corolas e semeaduras
fluem em rios de águas vivas
do coração do Altíssimo.

Os que usurpadores saltaram
sobre as ricas dádivas de Deus
- e as bodas dos pobres condenam
a mastigar as entranhas dos ventos –
são anátema. (Anátema! Anátema!)
Os que, enganosos, entronizam
seus tesouros em alturas maiores
que a do trono do Todo-poderoso
vão roer as vísceras do Dragão.
E como cães rasgarão nos dentes
as próprias orelhas mutiladas.

Meu irmão, que o pranto de teus filhos
e a dor do suor de teu rosto
jamais te coloquem nas antípodas
o inocente rosto de teu Deus.
O Senhor te apagará os gemidos
- e com pontas de fogo já marcou
os artesãos da injustiça.
O Deus de amor, certamente,
julgará os vivos e os mortos.

segunda-feira, junho 18, 2007

Poemetos da Raquel

Mostarda
Olhando para dentro de nós próprios,
podemos ver pouco,
mas Deus vê muito

Fermento
Olhando para o que somos, nada vemos
que possa crescer,
mas N'Ele atingimos o Céu

Tesouro Escondido
Procurando ao redor nada nos poderá preencher
Mas procurando N'Ele
encontramos o Tesouro escondido

Pérola
Sentindo a dor, vemos sofrimento
mas Ele no Teu coração sente beleza
e te molda para a perfeição

Rede
Onde se sente uma rede que prende
da Sua pesca nasce a liberdade
da Sua escolha surge o certo
da Sua mão brota segurança.

Mateus 13:31-48

Visite: www.luzintemporal.blogspot.com.

quinta-feira, junho 14, 2007

Um poema de Jonathas Braga


Era uma Biblia muito antiga,de letras bem graúdas,
Bíblia antiga que minha mãe usava há muitos anos.

Era a Biblia talvez melhor do mundo que jamais pude ver;
Naquela Bíblia todo o dia,
a minha velha mãe, lia e relia,
aquilo que me havia de dizer:
"Para que eu não pecasse,
e pelo mau caminho não andasse,
para eu não perecer."

Aquela Biblia antiga, era um tesouro.
Um verdadeiro manancial de vida que para minha mãe querida,
valia muito mais do que milhões...

Hoje, passados muitos anos, reavivo na minha alma todas as lições,
que minha mãe na Bíblia me ensinou...

O mundo só me trouxe desenganos, e até a minha mãe Deus a levou!

Porém, o que ela me ensinou em vida, tudo, Graças a Deus ficou!

sábado, junho 09, 2007

Um poema de Gióia Júnior


Jesus - Alegria dos Homens

Nesta hora de incerteza, de cansaço e de agonia,
nesta hora em que, de novo, a guerra se prenuncia,
neste momento em que o povo não tem rumo, nem tem guia;
Ó Jesus, agora e sempre Tu és a nossa alegria!

Nesta hora seca e torpe, de vergonha e hipocrisia,
quando os homens apodrecem nos banquetes e na orgia,
nesta hora em que a criança atravessa a noite fria;
Tu és a nossa esperança, Tu és a nossa alegria!

Alegria manifesta, que brotou e se irradia
de uma simples e modesta e sublime estrebaria,
alegria nunca ausente,
alegria onipotente
que palpita para o crente
e faz dele um novo ser;
alegria cristalina,
doce, mística, divina,
que nos toma e nos domina
e nos enche de poder.

Tu és a nossa alegria! Santa alegria, Senhor,
que nos une e nos separa e nos fecunda de amor!
Por isso cantamos hinos, temos prazer no louvor,
até nas horas escuras do afastamento e da dor.

Cantai, ó povos da terra!
Trazei harpas e violinos,
oboés, cítaras, guitarras,
harmônios, címbalos, sinos,
clavicórdios e fanfarras,
coros de virgens e mártires, de meninas e meninos!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei avenas e tubas, flautas, flautins,
clarinetas, celos, clarins
e tambores
e metálicas trombetas e puríssimos cantores!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei pássaros e fontes, bulícios, rios e ventos,
rochas, árvores enormes, alvos lírios orvalhados, palmas viçosas luzindo,
sons da noite, vozes múltiplas dos animais e das águas,
das pedras e dos abismos, das florestas intocáveis
e dos mundos subterrâneos, sons da madrugada clara:
estalos de galhos verdes. Doces ruídos domésticos: talheres e louças brancas.
Sons de fábricas, ruídos de teares e bigornas, de madeiras e metais,
passos pesados de botas de militares eretos,
passos macios e quentes de rosadas colegiais.

Cantai, ó povos da terra!
Cantai de noite e de dia,
na tarde pesada e morna,
na manhã ágil e fria,
na aflição, ou na ventura,
ao nascer, ou na agonia:
Jesus - Senhor dos senhores,
Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria!

Mais de Gióia em: www.geocities.com/feguizze/index.htm.

quinta-feira, junho 07, 2007

Um poema de minha autoria


OBJETIVO

“Porque toda a carne é como erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” 1Pe 1.24,25

Se vivo ou se morro
não importa:
algo maior está em jogo,
algo maior vive,
algo maior salva.
Se tudo passará, e Ela não,
a Palavra de Deus
(para mim, e então)
é
tudo o que existe.

Do livro Uma Abertura na Noite (Clique aqui para baixar).

domingo, junho 03, 2007

Dois poemas de Avaniel Marinho



Ao Deus Vivo

O que devo ofertar a Deus? Um verso,
Um culto, meu dízimo, uma canção
Ou todas as coisas? Meu coração?
Certamente tudo, sem nada ao inverso.

Pois, finito ou infinito, o universo
Será o palco da unificação;
Da glória do Senhor da criação,
Que virá, expondo as leis pelo anverso!

Ali, terá início a eternidade,
E eu não terei mais oportunidade
De ofertar a Ele os "pertences meus".

Tudo, hoje, já, devo dar sem medida,
Para quando voltar o Autor da Vida,
Eu descanse eternamente com Deus.


Vá Aonde Deus Mandar

Em Nínive havia um povo atroz
(e de atrocidades mil, de fato)!
Cair nas mãos daqueles assírios
era desventura e descaminho.
Assim era na época de Jonas
e este foi interpelado a ir a Nínive:
aquela gente necessitava de conselhos.
Pensava o Profeta que seu artifício
o ocultava de Deus
e, fugindo, foi a Tarses (no extremo oposto)!
Tinha seus motivos para aquela fuga!
O mar revolto foi seu rumo feroz!
A fúria das águas o acusara cedo!
Por clemência Jonas pôde rever a rota...
É impossível fugir de Deus!
Obedecê-Lo é melhor que se sacrificar.
Atendê-Lo é prenúncio de calmaria.
É sábio pensar que Deus não muda:
O Deus de Jonas é o mesmo da Graça.
É melhor estar no centro de Sua vontade!

Fonte: www.avanielmarinho.com.br.

terça-feira, maio 29, 2007

Dois poemas de Mário Barreto França

SER CRENTE

Ser crente é descansar, num Deus que é caridade,
A esperança que alenta e a fé que nos redime;
É sentir dentro d'alma essa doce vontade
De semear o bem, de combater o crime...

Ser crente é refletir de Jesus a humildade
Para os outros vivendo em renúncia sublime;
É ter sempre um consolo à dor que ao peito invade,
É ter sempre um conforto à tristeza que oprime...

Ser crente é conquistar para Deus que perdoa,
De uma existência má para uma vida boa,
O coração que sofre ao peso de um labéu.

Ser crente é possuir como prêmio fecundo
O encanto de viver e ser feliz no mundo,
A glória de morrer e ser feliz no céu.


Na Manjedoura

Na manjedoura de uma estrebaria
Jesus nasceu, como quem nada tem,
Pois não houve lugar para Maria
Na pequena cidade de Belém.

Mas ao crescer em graça, cada dia,
Ele se fez apóstolo do bem
E aos enfermos e pobres assistia
Com paciência e amor, como ninguém...

Seu saber confundia os mais letrados,
Seu poder alcançava os deserdados
Que O seguiram buscando paz e amor.

Mas, hoje, ele renasce na alma humana
Que O recebe, na crença soberana,
De tê-lo como Pai e Redentor.

sexta-feira, maio 25, 2007

Ensaio biográfico sobre Myrtes Mathias

O escritor, pesquisador e poeta Filemon F. Martins acaba de publicar um belo texto biográfico, sobre a vida e a obra da primeira-dama de nossa Poesia Evangélica, Myrtes Mathias. Filemon é um grande colaborador deste blog, e já escreveu artigos biográficos sobre outros de nossos grandes poetas evangélicos, como Jonathas Braga, Mário Barreto França e Gióia Júnior.
Para acessar o texto,[CLIQUE AQUI].

Obrigado, Filemon, em nome da Poesia Evangélica.

LUZES – E-book Poético


Faça o download aqui deste pequeno e-book, escrito especialmente para o Portal Gospel. O e-book é assim apresentado: “O autor considera-se um apaixonado por por Deus, e utiliza a escrita para exprimir a gratidão que lhe vai na alma por aquilo que Jesus um dia fez por ele.
Luzes, é o titulo da colectânea de textos poéticos de inspiração cristã escritos
entre 1997-2003 e que são agora apresentados.”

Belos poemas. Quanto ao autor, ele preferiu manter-se anônimo. Bem, toda glória seja dada a Deus!
Para baixar o livro, [CLIQUE AQUI].

Fonte:www.portalgospel.com.

quinta-feira, maio 24, 2007

Um poema de Myrtes Mathias


Todos precisam saber

A coisa principal pela qual viver
É a vida eterna. E a vida eterna
É a Deus conhecer e em Jesus Cristo ver
O Caminho, a Verdade e a Vida:
Todos precisam saber.
Pelos vales, pelos montes, como um rio, como fontes,
Seu amor deve alcançar todo o Brasil, tão lindo,
Tão rico, mas tão sofrido, com tantos filhos perdidos,
Milhões deles tão distantes, outros tão juntos demais,
Que clamam por um espaço:
- Senhor, estende teus braços,
Todos precisam de paz!
Como as águas dos ribeiros seguindo o rumo traçado
Desde o princípio por Ti,
Move mente e corações para que hoje Te conheçam
E a Teu Filho reconheçam,
Porque isto é a vida eterna que já começa aqui.
Paz e justiça se encontrem neste deserto, Senhor,
Que é a alma do nosso povo clamando por mundo novo,
O seu grito de socorro para sempre transformado
Em um hino de louvor.

domingo, maio 20, 2007

Dois poemas de Caio Kaiel

Só falta o Amor

Posso compreender mistérios e planos divinos.
Dizer palavras e guiar alguém perdido.
Possuir o conhecimento dos sábios.
Posso treinar habilidades.
Ser afortunado em dons.
A minha convicção pode converter multidões.
A minha fé pode realizar maravilhas.
Minha boca pode transmitir profecias,
Minhas mãos podem curar.
Calejar os pés evangelizando.
Posso ser amável, sendo bom.
Contudo, sem Amor, eu sou o metal ressoando,
Incompreendido. Perdido.
Repetindo sabedorias e experiências de outrem.
Compreendendo o mistério, escolheu sua própria convicção.
Diante de Deus, preferiu a divindade.

_____________________________________________
A diferença entre o ministro e o músico é o Amor.
A diferença entre o mestre e o professor é o Amor.
A diferença entre o servo e o escravo é o Amor.
A diferença entre o pastor e pastor é o Amor.
Enfim, a diferença é o Amor.


O Fim da Rua

Visão de Deus...
milhares de CNPJs espalhados pela terra.
Mas aquela igreja pequenininha no fim da rua,
só Deus sabe...
Ainda bem.

Fonte: www.caiokaiel.blogspot.com

quarta-feira, maio 16, 2007

Um poema de Carlos Ribeiro Rocha

BIOGRAFIA DO MEU VERSO

Não podem ter beleza e privilégio
meus pobres versos, nem também doçura,
se não gozei ao menos da ventura
de conhecer as salas de um Colégio.

Não foi aos pés de professor egrégio
que aprendi a rabiscar a assinatura;
mas sendo Cristo a luz suprema e pura,
ao vate inspira, e além do mais, protege-o.

São meus versos compostos e tramados
com as folhas verdes, brotos e verdores
sobre as serras e moitas espalhados...

E de permeio aos fios da urdidura,
em meus sonetos vão brotando flores
para a colheita próxima-futura!

Um poema de Izabel Freiman

Me achegando a Ti

Senhor,
Quero falar-lhe...
Embora não saiba se terei palavras
Se existem palavras
Que caibam nessas linhas
E que expressem Teu imenso amor por mim
E meu amor por Ti.

Senhor,
Se não for muita ousadia minha,
Gostaria que estas palavras chegassem até Ti
Ou melhor,
Por meio destas palavras,
Quero eu me achegar a Ti.

Quero tocar teu coração,
Em Tua presença
Quero eu dizer, o quanto Te amo...
Quero Tua face tocar
Com minhas mãos, criação de Tuas mãos
Teus cabelos acariciar.

Nos Teus braços me deixarei ficar...
E ainda Senhor...
Quero olhar em teus olhos,
Me perder na ternura do teu olhar
E no teu abraço me encontrar.
Quero ouvir
O sussurrar da tua vontade,
Do teu querer
Bem próximo ao meu ouvido.

Então, vou dizer-te Pai...
Que não importa o que aconteça
Sempre, sempre vou te amar.
E quando as lutas e adversidades me sobrevierem,
Esperarei por Tua Providência.
E ainda que me falte o chão...
Não temerei não
Pois sei que segura estou
Em Tuas mãos...

sexta-feira, maio 11, 2007

2 poemas de Mary Schultze

Minha Decepção e a Vontade d’Ele

Por uma simples letra eu logo vejo
que virar meu propósito em frustração
é Tua escolha melhor, é Teu desejo,
que é sempre para mim perfeito... E são.
Mesmo que a Tua vontade, meu Senhor,
chegue sempre escondida para mim,
eu sei que ela provém do Teu amor,
pois tudo sabes, do começo ao fim.
Decepção de quem? De um Deus amado,
Que nos entende tão completamente
e nos ama demais, desde o passado,
e em nossa vida está muito presente?
Como um amoroso pai terreno
Ele fica feliz e me observa,
porque Seu filho tem, muito sereno,
aceitação por Ele aqui na terra.
Ele jamais impede o nosso bem,
nem mesmo se negamos seus conceitos,
pois grande amor por nós é o que Ele tem,
neutralizando nossos mil defeitos.
Desse bom Deus aceito o que Ele quer,
do mesmo modo como o barro aceita
do oleiro os gestos, que modelam o ser,
pois o meu Deus minh’alma não rejeita.
Que a Sua vontade por inteiro
eu sempre pronto esteja pra fazer,
pois este Deus é pleno e verdadeiro
e Sua face um dia espero ver!

Paráfrase do poema "Disappointment - His Appointment"
de Edith Lillian Young


Nunca duvidarei

De Ti jamais duvidarei, Senhor,
embora os barcos que estão no mar
voltem com os seus mastros ao sabor
do vento, com suas velas a rasgar.
Creio na Tua mão, que nunca falha,
mesmo que o mal pareça dominar.
E quando aflita pelas velas rotas,
que empurram meu barco sobre o mar,
minha grande esperança nunca encalha,
pois sei que em Ti eu posso confiar.
Nunca duvido, quando as orações
batem no teto e voltam sem resposta,
pois, mesmo assim, entendo que Tu podes
trazer-me o Bem, em certas ocasiões.
Esse é Teu modo de dizer que gostas
de ser meu Deus e nisso eu posso crer.
Tu prossegues honrando a minha crença
que vai brilhando sem arrefecer.
Nunca de Ti duvido e, quanto triste,
eu me sentir no pranto a mergulhar,
meus problemas zumbindo como abelhas
tentarão desviar-me do Mais Alto,
do meu Santo Jesus, meu Salvador!
Embora murmurando eu não duvido
de ter no céu tesouro bem guardado.
Ó, como anseio ver Tua beleza,
objetivo há tanto acalentado!

Paráfrase do poema “I Will Not Doubt!
De Ella Wheeler Wilcox

www.cpr.org.br

REPORTAGEM - Onde estão as poesias?

Acessem, através do link abaixo, mais uma matéria sobre a poesia evangélica. 'Onde estão as poesias?' foi publicado pelo Jornal Palavra, no número 102, em 2004.
Para ler a matéria, [CLIQUE AQUI].

segunda-feira, maio 07, 2007

Dois poemas de Clarisse de Barros

Poema Vivo

Deus,
Eu quero ser um poema para ti.
Quero expressar o meu amor e gratidão
O meu louvor e adoração
Com a vida que me deste para viver
Eu quero ser um poema que não sei escrever
Sonhado por Ti
Planejado por Ti
Sentido e escrito por Ti
Eu quero ser um poema de alegria
Que te exalte e proclame com a poesia
Que só Tu podes criar.
Eu quero ser um poema para Te adorar.


Quietude

Ó Deus,
Este é o momento mais precioso do meu dia:
Vir em Teus pés em quietude
Enquanto a luz enche o meu mundo de alegria,
Passada a noite,
Passada a madrugada
Por entre gotas de orvalho formadas sobre a terra escura,
Nos segredos da noite,
No sossego dos mistérios de Deus.
Tu não podes segurar o vento do deserto.
Lá não tens montanhas para te protegerem
nem cavernas para te esconderes.
Mas podes ficar quieto,
Com o coração aberto,
E escutar no vento a voz de Deus.
Estradas de luz abrem-se o mundo,
Descendo de Deus, o Eterno.
Obrigada, Pai, por tornares santo este lugar
E abençoado este tempo na tua presença,
Na quietude do dia que nasce neste deserto,
Onde escuto a Tua voz com o coração aberto.

quinta-feira, maio 03, 2007

A Blindagem Azul (meu novo e-book)


Amados leitores, acabo de concluir meu novo e-book de poesias evangélicas, 'A Blindagem Azul'. O livro tem 60 páginas, e está em pdf.
Para baixar o livro, [CLIQUE AQUI].

Um poema do Pr. Neemias dos Santos Lima

Ocaso

Às vezes, penso que vou naufragar,
Meu barco oscila nas ondas bravias
E, por um momento, quase se extravia,
Minha energia começa a acabar.

O sol no horizonte teima em se esconder,
O norte da bússola não funciona,
Só me resta, agora, temer, temer e temer
E esperar o frio da noite enfadonha.

Que fazer? Fazer o quê?
São perguntas sem respostas,
Que nessas horas desesperadoras
Chegam até você.
E suas máscaras são expostas,
Seu caráter revelado,
Um retrato inesperado
De alguém que com a vida se importa.

E nessas horas cruciais,
Como numa brisa em meio ao calor,
Um voz sussurra em meu ouvido:
"Acalme-se, sou eu, teu Senhor!"
E a meiguice da voz
Contra o mal se impõe,
O medo se vai,
A coragem vem
E lembro que sou d'Ele também.

terça-feira, maio 01, 2007

Matérias sobre a Poesia Evangélica

Amados, publico abaixo alguns links para reportagens e textos sobre a Poesia Evangélica.

A Revista Enfoque Gospel, em sua edição 69 (Abril/2007), publicou a matéria 'Por mais poetas'. Para ler um trecho da matéria, [CLIQUE AQUI].

O Rev. Valdomiro Pires de Oliveira publicou o texto 'Poesia, cadê você?'. Para ler o texto, [CLIQUE AQUI].

Leia matéria sobre a vida e a obra da poetisa Myrtes Mathias, e seu empenho pela obra missionária. [CLIQUE AQUI].

A Revista Graça Show da Fé, a algum tempo, também publicou excelente matéria sobre a poesia evangélica. Vou tentar digitalizar a reportagem, e publicar aqui.
E caso você possua ou conheça textos e reportagens sobre o tema, envie para cá ou indique o lugar onde a mesma está publicada. A poesia agradece!

Livro de Sérgio Lopes


O consagrado músico, compositor e poeta Sérgio Lopes lançou seu primeiro livro poético, ‘Observador da Vida - Poemas & Crônicas’. Para maiores informações visite: www.meiralopes.com.br
Abaixo, trecho de um dos poemas do livro.

A TRAIÇÃO
(Trecho)

Não te permitas ter a alma acorrentada
Senão apenas ao Deus que te a concedeu.
Mantém a porta dos sentimentos velada,
E guarda a chave (e a cópia) no bolso teu!

Os homens traem por luxúria e egoísmo.
Os homens erram e demoram a corrigir-se,
Causando dores a quem lhes trouxe otimismo
Pelo prazer cruel de único sentir-se.

segunda-feira, abril 30, 2007

Dois poemas de J. T. Parreira

O BOM SAMARITANO

Tive fome de pão e puseste a minha mesa
numa toalha em linho
derramada
a sede, tive-a como um dia quente
a ondular entre os lábios
e a água
e ungiste meu corpo com um óleo
quando a noite oxidou as
minhas chagas
estive ao frio e teus vestidos coloriram
a palidez da
minha carne nua
e na tua cama inclinei os meus ouvidos
os teus móveis
abriram gavetas
para os meus cristais de chuva.


Poesia

Jesus, Nazareno, três dias morto
Entre lençóis com os aromas
Do seu corpo reúne o ar
A mirra e o aloés

Sua alma desceu ao fundo
Dos velhos mortos, esqueceu
O grito da multidão
E milhares de olhos judeus
Esqueceu as mãos inúteis de Pilatos
Cobrindo-se de água inútil

Três dias morto
Até ao romper da pedra da manhã
Apenas o silêncio
Dentro do seu coração
Um corpo apenas fechado em sossego

segunda-feira, abril 23, 2007

Dois poemas de Myrtes Matias

Agora

Se queres dar-me uma flor;
Dá-me antes que eu morra...

Se podes hoje fazer o milagre
De um sorriso num rosto que chora,
Não coloques flores sobre tumbas;
Se queres dar-me uma flor, faze-o agora.

Se podes dar um lar ao órfãozinho,
Abrigo ao pobre que geme lá fora,
Não encolhas a mão - Deus está vendo;
Se podes dar-me uma flor, faze-o agora.

Se conheces o Eterno Caminho
Que leva ao templo onde a alegria mora,
Não guardes, egoísta, o teu segredo;
Se podes dar-me uma flor, faze-o agora.

Se podes dizer uma frase linda
Algo que faça a tristeza ir embora,
Dize-a enquanto posso agradecer sorrindo;
Se podes dar-me uma flor, faze-o agora.

O que farei das orações, das flores
Quando do mundo eu já não mais for?
Aos pés de Deus eu as terei tão lindas
Que não precisarei do teu amor.

Não esperes o instante da partida:
Se podes me fazer feliz, faze-me agora.
Para que chorar de remorso e saudade?
Custa tão pouco a felicidade:
Dá-me uma flor antes que eu vá embora.


Escreve em Mim

Senhor, aqui está minha vida,
não como um documento já preparado
à espera da Tua rubrica.
Apenas uma folha de papel em branco
a ser preenchida com a vontade Tua,
com os planos Teus.
Por favor, Senhor,
pensa em minha insuficiência,
considera minha dificuldade de compreender
e escreve com tintas vivas, nítidas,
de tal maneira que me seja impossível
confundir ou duvidar.
Quero sair agora,
ainda hoje, se possível for,
a mostrar ao mundo o que escreveste em mim,
a provar aos homens que Tu és o Autor.

Que a mais simples criança possa ler-te em mim
e que o mais sábio dos homens possa reconhecer
em cada gesto meu
o traçado dos eternos dedos Teus.

Diante desse mundo que se desintegra,
desta sociedade que exige cada vez mais,
quem sou eu para escrever primeiro
e pedir depois a Tua aprovação?

Estende a mão que gravou no Sinai a Santa Lei,
que escreveu na areia uma mensagem até hoje desconhecida
e, para o bem do mundo,
para glória Tua,
para paz de minha alma,
escreve na folha em branco de papel que eu sou,
a palavra que és Tu mesmo:

AMOR!

terça-feira, abril 17, 2007

Companheiros de Vanguarda


Acima os poetas Joanyr de Oliveira (esquerda) e João Tomaz Parreira. Dois de nossos maiores poetas evangélicos, renovadores e incentivadores da Poesia Evangélica, no Brasil e em Portugal.

Dois poemas de Joanyr de Oliveira

Cantares – VI
(Doxologia)

A tessitura da flor
e a geometria das horas,
e o vôo tranqüilo e a água,
canção na boca da terra.

Linhas velhas da paisagem
de Deus também como o tempo,
sol inaugural e ervas
e os solilóquios do mar.

A navegação dos peixes,
os passos da tarde e as ondas,
bailado leve das nuvens,
palmas em verdes meneios.

A harpa e a clarineta,
os choros às brumas humanas,
rouxinóis a ungir o dia,
alvas palavras da paz.

De Deus a teia dos sonhos,
a harmonia das marés,
o beijo materno, o amor,
do ofendido o silêncio.

A insone cor de meus olhos
em canto fundo e secreto.
Meus púlpitos, minhas fugas
para o mundo das essências



A Oração

A oração é uma senda
- por ela sigo, vou longe.
Com ela toco e até movo
as nobres mãos de meu Deus.

A oração é uma nave
sem casco, timão ou remo.
Mas nada tão alto e célere,
e nada mais poderoso.

A oração: firme voz
remetida ao vero Rei
onde um trono perenal
se ergue mais que glorioso.

A oração é um ligame
singular, sem similares,
sempre pronto a reviver
quem cai no Vale da Morte.

A oração é um cantar
beijado por anjos ledos
a embalar as nossas vidas
nas áureas redes da paz.

Um poema de Dietrich Bonhoeffer



Wer Bin Ich? Quem Sou Eu?

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.

Quem sou eu? Freqüentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.

Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?

Quem sou eu? Este, ou o outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?

Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!

Dietrich Bonhoeffer foi um grande teólogo protestante alemão, considerado um dos mais relevantes do século XX. Perseguido e aprisionado pelo nazismo, foi enviado a um campo de concentração, onde foi executado, já em fins da Segunda Guerra.
Para mais textos e informações sobre Bonhoeffer, visite:

http://www.sociedadebonhoeffer.org.br

quinta-feira, abril 12, 2007

Um poema de Myrtes Matias

Súplica de uma jovem

Dá-me, Senhor, ALGUÉM COMO DANIEL
Senhor, seria ingênuo e ridículo,
Se não fosse tão sincero o anseio.
Mas a quem buscar, com este coração sensível,

Este corpo frágil, e esta alma que sonha,
Se não a ti que me conheces,
Pois que me fizeste?
Quero amar alguém, Senhor, mas alguém

Que me ajude a chegar cada vez mais perto de Ti.
Reconheci que a felicidade é relativa,
E proporcional à proximidade Tua.

De que me aproveita ser admirada, querida
por alguém que não te conhece,
que não te reconhece como Senhor,
e amigo verdadeiro?

Quero ser para aquele que te peço,
Uma das demais coisas que lhe acrescentas,
Porque antes te buscou primeiro.
Quero um amor tão forte e duradouro

Como uma prova que de Ti desceu.
Capaz de compensar minha fragilidade,
Que, tendo como meta a eternidade,
Já na terra seja um pedaço de céu.
Não te peço um Davi de Miguel Ângelo,

Nem um César com poder na mão:
Peço-te um homem verdadeiro,
que eu possa chamar de "companheiro."
que antes de esposo seja meu irmão.

Quero alguém que eu admire tanto
E que saiba tanto se fazer amar,
Que eu não me importe de diminuir
Para fazer grande o comum porvir

Do qual eu me orgulhe de participar.
Quero-o de joelhos diante de Ti,
Mas de pé diante do mundo cruel.
Que nada tema senão te ofender,

Que nada busque senão Teu querer,
Nos dias de hoje, um outro Daniel !

sábado, abril 07, 2007

Dois poemas de Denilson Alayon dos Santos

O SENHOR REINA

O Senhor ordenou e tudo passou a existir,
Seu reino subsiste, eterno, acima dos céus,
O Senhor reina para as estrelas de brilho reluzente,
Reina, ostentoso, resplandecendo nas alturas celestes,
Reina, absoluto, em todos os espaços do universo,
Reina para os anjos que jubilam pelo seu amor,
Reina para os querubins que contemplam seu poder,
Reina observando a Terra com olhar piedoso,
Reina no solo fértil em que floresce a esperança,
Reina na flora abundante que exala seus perfumes,
Reina na fauna exuberante que louva seu esplendor,
Reina sobre as águas profundas dos oceanos,
Reina acima da superficie dos rios cristalinos,
Reina em todos os climas da face terrestre,
Reina na claridade que procede no horizonte,
Reina, lindo, no romper da aurora,
O Senhor reina com glória desde o princípio
e não cessa nunca...


SUAS MÃOS

Deus, Criador de todas as coisas,
Pela sua Palavra tudo se formou,
E suas mãos moldaram,
Suas mãos fizeram o universo que está encoberto de mistérios,
Suas mãos criaram cada pedaço dos céus, que é infinito,
Suas mãos formaram os montes e vales com plenitude,
Suas mãos separaram os rios dos mares com brilhantismo,
Suas mãos geraram vidas de todas as espécies, com afeto,
Suas mãos operam milagres com a grandeza de seu poder,
Suas mãos apontam o rumo verdadeiro a ser seguido,
Suas mãos modelam um coração puro com seu imenso amor,
Suas mãos enxugam as lágrimas nos dias ruins e consolam,
Suas mãos abrem o caminho da sua glória,
Suas mãos protegem, com um abraço, o viver,
Suas mãos tocam a alma com farta sensibilidade,
Suas mãos envolvem a existência e trazem sua presença,
Suas mãos são o sustentáculo inabalável sempre...

Fonte: www.emjesus.com.br

quinta-feira, março 29, 2007

Um poema de J. T. Parreira

LAMENTAÇÃO SOBRE JERUSALÉM

Se cai Jerusalém, se cai
a pedra sobre a pedra
o templo, as
portas, todo o céu
abaixo das estrelas
o ruído da queda
será um
punho
apertando as vozes
Se Jerusalém cai, se cai
subirá às últimas
estrelas
a dor do reino animal, se cai
o muro dos lamentos
toda a
cidade ficará sem caminhos
sílabas, pranto e lágrimas
na noite
empedrada
Se cai Jerusalém, se cai
até à medula da terra, os
olhos
dos profetas ficarão apagados
que rápido é o ódio
a barricar
corações
se Jerusalém cai, se cai
como vai ficar o mundo sem
relógios.

www.papeisnagaveta.blogspot.com

terça-feira, março 27, 2007

Dois poemas de minha autoria

Amados leitores, publico aqui estes dois poemas, que integrarão o meu novo e-book de poesias, já quase pronto. Breve publicarei o livro aqui e em outros canais, para download gratuito. Graças a Deus por isso.


Cantiga de ninar

Há uma ciranda de crianças e luz;
E a luz é dessas crianças,
E as crianças são dessa luz.

Tudo em derredor tudo canta
E um Rei que é uma Rocha rege
O coro de todas as coisas.

Há provisão
De sorriso e perdão.

Não há precisão
Do sol ou das estrelas,
Dos planetas ou do luar:
Um que é a Rocha
Ilumina o lugar,
E o lugar que ilumina
Tem o nome de TUDO.

E o amor de Deus é aqui
Um tão grande estrondo
Que ensurdeceu para sempre
Tudo que era vazio.


Diretrizes

Importa
que as palavras lúgubres
fiquem no front, onde é feita
a morte,
do suor rubro das artérias e veias

Importa
que sejam despedaçadas as agruras
- os grilhões da timidez e do medo -

Importa
saber que o Deus que põe a rapina
no coração da águia
é o mesmo que põe o Amor
no coração do justo

Importa ainda
Suportar esta verdade:
Se há homens mais miseráveis do que nós,
Há miseráveis mais homens do que nós;
Vaidade das vaidades,
TUDO É VAIDADE.

Importa, urge
soterrar os precipícios
inaugurar a cada dia
mil novas pontes, mil
novas naves
entre Deus e os homens
- sempre a estreitar pela Única Porta -
e morrer por alcançar
aquele que ainda morre
fora de nosso raio de alcance.

No mais,
“de tudo o que se tem ouvido, o fim é:
Teme a Deus e guarda os seus mandamentos;
porque este é o dever de todo homem.
Porque Deus há de trazer a juízo
toda obra e até tudo o que está encoberto,
quer seja bom, quer seja mau.” *


* Eclesiastes 12.13-14

domingo, março 18, 2007

Um poema de Josileia Neves

Quando disseres sim ao Senhor

Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que terás de deixar pra trás sonhos e aspirações pessoais.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que terás de deixar pra trás conforto e tranqüilidades terrenas.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que terás de deixar pra trás apegos preciosos ao coração.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que terás um novo caminho a seguir, com renúncia, espinhos e dores.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que na próxima esquina pode te sorrir a perseguição, a perda, a solidão...
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que poderás não entender tudo que a mão Dele fizer, tudo que o plano Dele operar.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que poderá ser preciso renunciar tanto, até o ponto de morrer.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que a glória humana deve perder o brilho, e que só a glória divina deve fascinar.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que inúmeras vezes tua face se molhará de pranto, e que prazeres efêmeros tantas vezes te será negado.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te de tomar tua cruz e segui-lo pela senda marcada pelos divinos pés, que outrora por ti foram feridos.
Quando disseres sim, lembra-te que Ele possui o mais doce bálsamo, bálsamo que Ele não te negará.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te de aguçares bem teus ouvidos, pois serás capaz de ouvir o som dos seus passos andando contigo.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que Ele te usará para edificação do seu eterno reino.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que a qualquer momento poderás ser surpreendido com um milagre das poderosas mãos.
Quando disseres sim ao Senhor, lembra-te que após a morte encontrarás a ressurreição!
Quando disseres sim ao Senhor, poderás tranqüilizar teu coração, pois tua vida está guardada nas mãos poderosas!


Fonte:www.semipa.org.br

terça-feira, março 13, 2007

Dois poemas de Mário Machado

Mefibosete

Eu cheguei até aqui, mas sei foi graças a Deus,
Que exalta o oprimido e cuida do povo seu,
Com tanta fidelidade, tanto amor e tanto zelo,
Que de mim nunca se esqueceu!

Nasci condenado à morte, debaixo de maldição,
E ainda muito cedinho, ela cruzou meu caminho com uma baita infecção.
Mamãe ouviu do doutor: - Sinto muito, acabou, leve ele e seja forte,
Esse menino é defunto, pra cidade dos pés juntos, não terá ele outra sorte!

Fui crescendo aqui e ali, depois que Deus me curou,
E o doutor disse sorrindo: - O bichinho ressuscitou!
Comia o dia que dava, do que o meu pai ganhava ou do que mamãe arrumou!
Bebi de todas as águas e afogando minhas mágoas, tornei-me o homem que sou!

O sofrimento fez parte da minha vida inteira,
E pra aprender a ser homem desconheço outra maneira!
Apanhei de pai e mãe, da vida e até de Deus,
Que ama e disciplina aquele que é filho seu.
Mas que não descuida nunca do pardal ou dum cão morto e imprestável como eu!

Hoje estou bem casado, e julgo ter enricado com o tanto que sou e tenho!
Felicidade na vida para refrescar a lida é rara de onde venho!
Mas Deus me deu abundância, e o riso das crianças me faz voltar ao passado!
Com certeza hoje eu seria, ossos numa tumba fria não fosse Deus do meu lado!

Essa é a minha história, até aqui seu doutor!
Mas se estou vivo e lhe conto é porque não acabou.
Ainda espero o dia em que enfim minha alegria irá se concretizar!
E com os olhos abertos, eu verei Jesus de perto e irei com ele morar!

E assentado com seus filhos, na santa ceia do céu,
Vou me gloriar pra sempre na graça do nosso Deus
Que ama e disciplina aquele que é filho seu.
Mas que não descuida nunca do pardal ou dum cão morto e imprestável como eu!


Missionário III: Até o fim

De tudo o que posso ser,
Ser missionário, é minha escolha e vocação.
É o sentido da minha existência, minha alegria e paixão.
Não existe ocupação mais nobre em todo o universo!
Os anjos me invejam e eu sei disso!
A obra missionária é a obra de Cristo,
Que deixou o céu e veio dar a vida, por gente como você e eu.
Ser missionário pra mim é isso, dar a vida fugaz, que jamais pude reter,
Pra uma vida eterna, plena e poderosa, dele receber.

Dei meu tempo ao SENHOR, e ele me retribuiu com a eternidade.
Dei meus braços e pernas e Ele me deu asas como águias.
Dei minha casa e ele me providenciou mansões celestiais.
Dei a Ele o meu coração vazio, e ele encheu de amor, alegria, paz...

De tudo o que quero ser,
Quero ser um missionário, até meu último segundo!
Quero adentrar a eternidade com as mãos cheias, ganhar o mundo!
Quero que Ele veja o fruto do seu penoso trabalho e sorria!
E o seu sorriso será minha recompensa, por todas as privações, provações, agonias...
Quando Ele olhar para mim e sorrir, tudo terá valida a pena!
Quando Ele me disser: - Entra servo bom e fiel! Saberei enfim que estou no céu!
Quando Cristo que é a minha vida se manifestar, Serei enfim manifestado com Ele em glória!
A presente humilhação não vai me confundir, me fazer desesperar...
Ser missionário é investir a vida em outro reino, é outro papo, outra História.
É uma grande honra SENHOR, estar entre as suas fileiras!
Combater o bom combate, ao lado dos seus valentes:
Eduardo, Donaldo, Eliel, Marcos, Casemiro, Jairo Gonçalves, Salomão Vieira, Éder, Joe, Gilcemar, Davi Jane, Edílson, Daniel Ambrósio, Ramon J. Amil, Da Hacy, Helga, Manoel, Sr José Raimundo, Jabesmar, Jaime Crawford, Osvaldo Rosa, Da Magery Lipsi, Maria Sebastiana, Tio Evaldo, Rogerinho, Rubens, Sergio, Walter Alexander, Warren, Graeme, Davi Nicholson, Gavin e Gavin ...
E alguns que já foram promovidos: Sr Luiz Soares, Gary, Sr, Henrique King, Sr Guilherme Maxwell, Sr Roberto Glasgow...
Permita-me SENHOR, ser contado entre os seus valentes!
Homens e mulheres, feitos de virtudes e defeitos, mas servos de Deus,
Combatentes que terão mais que um punhado de desculpas para apresentar naquele Dia!
Guerreiros vigorosos, incansáveis, gente que muda o mundo, verdadeiros crentes!
Entre esses,há dezessete anos que lancei minha sorte.
Permita-me SENHOR, se achei mercê diante de ti, ser fiel até o fim, até a morte!

Para ler muitos outros poemas de Mário Machado (que é um atuante Missionário do Evangelho), acesse o site www.irmaos.com, onde ele mantém a coluna Licença Poética.

domingo, março 11, 2007

Um poema de J. T. Parreira

TALMUDE

Os leitores do Talmude
desenrolam seus longos braços

Seus olhos usados repetem portas
palavras fechadas
cada silêncio alude
a um mistério

Os leitores do Talmude
param o Sábado
nas suas tarefas, param
o livro, a sua língua
pousa cansada.

quinta-feira, março 08, 2007

3 SONETOS CRISTÃOS TRADUZIDOS

Amados leitores, há algum tempo publiquei a Antologia de Poesia Cristã (em língua portuguesa). Foi uma ‘obra de fôlego’, não pelo tamanho, mas pela quantidade de livros que li, sites de literatura que devorei, visitas à Biblioteca Nacional, etc. etc. etc.
Durante a pesquisa, Deus pôs em meu coração o propósito de realizar uma outra seleta, desta vez somente com a poesia cristã de autores estrangeiros (não-lusófonos). Mais uma trabalheira... Mas que me proporciona um grande prazer.
Pois bem, enquanto não ‘tomo coragem’ de mergulhar a fundo nesta nova pesquisa, publico aqui três sonetos, três pequenas obras-primas da literatura cristã e universal, que já encontrei:

A Cristo Crucificado
Autor espanhol desconhecido
Tradução de Manoel Bandeira


Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.



Do pastor cego que abriu seus olhos a nova vida
Luís Rosales (espanhol)
tradução de Odylo Costa, filho


Senti dizer Belém! e um inseguro
empurrão me arrastou; por um momento
não pude respirar; pálido e lento
palpei de novo o muro, e atrás do muro

por um chifre rocei súbito e duro
e fiquei pasmo; após senti violento
tremor de carne e lábios, movimento
alegre das pessoas e obscuro

doce medo a voltar; fui avançando
e resvalei na palha; já caído
um menino toquei, a quem queria

lhe pedir para ver; me achei olhando,
sentindo-me nascer, recém-nascido
junto ao rosto de Deus que me sorria.



Soneto
Vittoria Colonna (poetisa medieval italiana)
Tradução de Pedro Garcez Ghirardi


Quando me oprime o peso do pecado,
o olhar não ergo ao Criador;
Levanto o coração fiel, Senhor,
A Vós, por nosso amor crucificado.

Escudo em Vossas chagas tenho achado
Contra a ira divina e seu rigor;
Segura estou em Vós de que o temor
Em esperança e paz será mudado.

Em Vossa última noite suplicastes:
"Une, ó Pai, lá nos céus, quem em mim crê".
Foi por nós Vossa prece derradeira.

Sem medo, pois, e (glória a Vós) com fé
Minh' alma louva o zelo em que abrasastes
Com Vossa vida, minha culpa inteira.


Nota: Se você conhece algum poema (de temática cristã) de autor estrangeiro (traduzido, é claro), envie para cá. Se for possível, envie o nome do tradutor e também a referência bibliográfica (o lugar – site, livro, jornal, revista, etc. – onde você encontrou o texto).
Colabore na confecção de mais um e-book gratuito!

terça-feira, março 06, 2007

Um poema de Samuel Pinheiro

Canção Salgada

As mãos de Deus não se cansam
de temperar as chuvas
e de aguçar o Sol.
De lavar os nossos olhos no Fogo.
De lavar as nossas lágrimas com Sal.
As mãos de Deus não se cansam
de despregar os desertos das nossas mãos.
As mãos de Deus não se cansam
de alumiar os nossos pés

Ele põe uma enxada de Luz
no nosso sangue
e bate na nossa Fome
com espigas

Deus está preocupado com o homem.
Doem-Lhe muito as minas de carvão
que temos nas nossas veias.
Amor rima com
dor.
Amar rima com
dar.
Ele nunca se esquece de nós!
Nem mesmo quando nós nos esquecemos
Dele
ouve a nossa voz
apesar do barulho rombudo
que fazem as pedras
a cair dos lábios da noite.
Usa um chicote de Lume
para nos acordar.
E há homens que pensam
um sepulcro para O enterrar.
Quem pode fuzilar um raio de Sol?
Ninguém. Ninguém.
Ninguém O pode colar a um muro!
E somos nós que Morremos
quando conspiramos a Sua Morte
!
Importa ouvir o Seu suor
na terra.
Importa ouvir as suas lágrimas.
E aprender as Suas armas de Amor.
As Suas mãos
são um aguçado poema de luta e tranqüilidade
para ouvirmos e decorarmos e vivermos
e atirarmos contra os cemitérios

É preciso
traduzir o azul
mas com gestos.
Dizer o Seu suor aos homens na rua.
Aos homens que todos os dias passam
no tempo que passa
para o Tempo que não passa.
Atirar-lhes ao rosto cavernoso
o Seu suor.
Dizer inteiro o Seu mar de Amor
com poucos lábios.
Soletrar o Seu suor
como se eu fosse um lampião
pendurado na janela.
Escrever o Seu nome com o meu sangue
aqui mesmo no chão.
Com as veias escancaradas ao vento
gritar os seus pomares

Deus não está longe de nós!
(Está aqui).
Nós é que nem sempre estamos perto Dele
!

In Antologia da Nova Poesia Evangélica

quinta-feira, março 01, 2007

Dois poemas de Ederson Peka

Amor Real

- Foi em busca de Ti
Que bebi de outras fontes.
- Foi por trás de outros montes
Que de Ti me escondi.
Lutei pra me encontrar
Mas, enfim, me perdi.

Errava por amar
Impossíveis amores:
Senti todas as dores
E não quis me curar...
Naufragando, afundando,
Escolhi me afogar.

Persistia no engano
E na desilusão;
Buscava (sempre em vão)
Em outro ser humano
O amor que de Deus
Eu vinha recusando...

Mas quando me envolveu
A pior solidão,
A Sua forte mão
Nosso Pai me estendeu;
E com paciência
Me ensinou: tu és Meu!

- Por Tua providência
Eu quero agradecer.
O vazio do meu ser,
A minha inexistência,
O infinito Senhor
Conseguiu preencher.

- Por mostrar Teu amor
E estar sempre ao meu lado
Hoje digo: Obrigado!
E Te rendo louvor.


Pródigo

O filho caído, num lamaçal prostrado,
Chora o seu passado de escolhas impensadas...
O seu presente é triste, o seu futuro é nada,
Que envolto está nas armadilhas do pecado.

Na humilhação opresso é que ele se dá conta
Que em nome do que achava que era a liberdade
Foi que sacrificou sua felicidade.
Em culpa desvairada o ego se desmonta

E lágrimas denotam o arrependimento:
- Pequei! Me volto agora para o antigo lar
A fim de ser um servo, se meu Pai permite...

É então que o filho, na magia de um momento,
Vai aprender que, quando o assunto é perdoar,
O amor do Pai jamais conhecerá limites.

www.sitedepoesias.com.br

domingo, fevereiro 25, 2007

E-BOOK GRATUITO: Poesias de Clayton Lima (clique AQUI e baixe)

Baixem aqui o e-book Poemas de Primavera, de Clayton Lima.
Poemas confessionais, em escrita simples e terna, de um homem que reconhece Deus em cada momento de sua vida.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Um poema de Mary Schultze

Uma Pequena Oração

Quando acordo, bem cedo, e antes de tomar um banho e me perfumar,
dirijo, sem medo, uma oração a Jesus, o Deus-Filho glorioso,
que em breve há de voltar...
Enquanto me penteio e escolho um vestido, combinando com o clima,
continuo em oração e, cheia de amor, exponho a Jesus o meu coração!
Quero proclamar - com todo o meu ser - que sempre hei de amar
O Senhor Jesus Cristo, enquanto eu viver...
Jamais me apartarei do seu amor sem par, amor que na cruz,
de tão imenso e eterno, me livrou do pecado e das chamas do inferno.
Amo Jesus e um dia estarei bem pertinho dele, com todos os santos,
rendendo-lhe glória, com harmoniosos cantos.
Longe do Senhor, toda a alegria passa, pois Ele é o refúgio
contra toda desgraça.
Corro para o ônibus e vou estudar, junto com outras mulheres,
que não se deixam abalar pelo fardo dos anos e ali vão chegar..
Enquanto caminho e as aulas assisto, não paro de pensar
na bondade e no amor do meu Deus bendito e grande Salvador.
E na pausa para o café, eu continuo orando:
Ó Senhor amado, aumenta a minha fé.
Eu sei que sem fé não posso te agradar e por isso te peço:
agiganta a minha fé!
Jesus, tudo sabes, pois lês os corações. Que eu continue te amando,
te louvando e exaltando em minhas orações... Amém!

A irmã Mary realiza um trabalho abençado para o Reino de Deus, traduzindo e publicando gratuitamente, na internet, livros e artigos de grandes homens de Deus.
Visite o site do CPR (Centro de Pesquisas Religiosas), lá está hospedada a página dela.

www.cpr.org.br

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Um poema de João Tomaz Parreira

O anjo exterminador

Ninguém o viu. O anjo das dez
pragas do Egipto. Era um raio
que passava a noite a limpo
as asas como gládios que cortavam
os corpos, o ar, onde passavam
nem um sorriso para o solo
árido, nem um aceno de olhos
voando rumo aos astros.
Era um anjo que ainda irrompe
nos sonhos da Terra, solitário.

Comunicado aos leitores

Amados leitores, após convite do irmão Naasom, do portal-blog Letras Santas (www.letrassantas.blogspot.com), eu me tornei colaborador-postador daquele site. Portanto, a partir de agora passarei a concentrar a publicação de e-books e artigos sobre Missões no Letras Santas, ficando o Poesia Evangélica dedicado mais a isso mesmo, à poesia evangélica, divulgando poemas e e-books poéticos.
O Letras Santas publica textos edificantes (artigos, estudos), e-books diversos, notícias evangélicas, peças de teatro... Enfim, é um verdadeiro manancial para os amantes da Literatura Evangélica. Se você ainda não conhece, visite hoje mesmo!

domingo, fevereiro 18, 2007

Dois poemas de Josileia Ferreira Neves

A voz de Deus

Eu quero andar na segurança dos meus sapatos,
E Deus me chama a caminhar descalço.
Eu quero andar por caminhos por mim conhecidos,
E Deus me convida a andar por caminhos jamais sonhados.
Eu quero ver o futuro, porque estou presa as correntes do medo e das incertezas,
E Deus me convida pra viver com Ele o hoje!
Eu quero somar o pouco que tenho,
E Deus me convida a contar as estrelas.
Eu quero estar na calmaria e segurança do porto,
E a voz de Deus me convida a me lançar em mar alto.
Eu quero vestir a melhor armadura,
E Deus me oferece cinco pequenos seixos como recurso.
Eu quero parar para descansar,
E Cristo me convida a caminhar mais uma milha.
Eu quero estar à mesa,
E Cristo me chama docemente para servir.
Eu temo a cruz,
Mas Cristo me mostra a ressurreição.
Quando por um momento eu penso que estou prestando um bom serviço,
Cristo me mostra uma seara imensa.
Quando penso que é hora de parar,
A sua voz me diz: “há tarefa nova pra você na minha vinha”.



Aos que foram, aos que enviam

Eles estão distantes agora, escrevendo uma parte da história da redenção do Senhor.
Eles a escrevem não com papel e tinta, eles a escrevem com a própria vida,
Com o tempo;
Testemunho;
Talento;
Disposição;
Entrega;
Submissão;
Amor;
Coração...
Eles foram ensinar o caminho da morada que Jesus nos preparou e se submeterão a aprender uma nova língua, uma nova maneira de vestir, um novo jeito de comer, uma nova cultura...
Eles foram ensinar, mas tiveram que aprender, para depois poder ensinar "tudo o que Jesus nos ensinou".
Eles foram porque ouviram um clamor, foram porque ouviram a divina voz dizendo: - Ide!
Eles foram obedecendo ao Senhor.
Foram para campos longínquos enfrentando desafios, vencendo temores, transpondo barreiras, saltando muralhas, deixando saudades e levando saudades.
Eles foram em busca das almas, ambicionando conquistar aldeias, povoados, cidades e nações, para o reino da luz, para o Senhor da Paz!
Eles foram com o coração em chamas ardendo no desejo de proclamar o Evangelho ao mundo.
Eles não são super-humanos, eles são apenas homens e mulheres "sujeitos as mesmas paixões" , mas eles são luzeiros a brilhar na terra, são ceifeiros da seara tão imensa, eles são sal e luz fazendo diferença.
Eles são peregrinos e estrangeiros na terra.
Eles são missionários de Jesus!
Eles foram... estão lá!
Você ficou?
Não foi chamado para ir?
Precisa então segurar as cordas... fazer forte a retaguarda....
Orando,
Contribuindo,
Amando-os,
Pois se você não foi coube a você a sublime e intransferível parte de enviar.
Benditos sim, aqueles que foram.
Benditos sim, aqueles que vão, mas benditos também são aqueles que enviam!
Eis missões diante de ti, ou deves ir ou deves enviar!

Fonte: www.semipa.org.br

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

CLIQUE [ AQUI ] E BAIXE UM E-BOOK GRATUITO: Poemas de Aurelina Ramos

Amados, baixem aqui este excelente e-book especial com alguns poemas evangélicos de Aurelina S. Ramos. Belos poemas, num e-book agradavelmente formatado e publicado pelo irmão Naasom, do Letras Santas (www.letrassantas.blogspot.com).

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Um poema de Stela Câmara Dubois

MEU CANTO DE ETERNIDADE

Nesse instante de fé, a gênese da vida
Principia a clamar numa força incontida:

- Subi, olhai a cruz. Se sois humanidade,
Vede ali retratada a vossa eternidade! –

Amar é renascer. Jesus, não és um mito,
Uma figura de arte, um emblema de precito,

Mas, na verdade, o vivo, o eterno Salvador,
Presente onde estiver o abrigo ao Teu Amor.

O Companheiro bom de humildes pecadores,
Vem perto, vem curar todas as tristes dores.

- ETERNO, ETERNO PRÊMIO! – O canto ao meu ouvido,
Sim, escuto milhões de vezes repetido!

Recebo o Teu tesouro, sem merecimento,
Porque és a eternidade! E o fraco pensamento

Pousado em Ti, ó, Mestre, fá-lo puro e forte,
Sem mais temor da vida e nem temor da morte.

Enxuga o pranto d’alma e dá que na oração,
Meu alento se torne a Tua habitação.

Que os males não o atinjam e nem o abalem as penas
Do passageiro caos das ilusões terrenas...

Dos dias que tiver no rotineiro andar,
Que a Tua eternidade em mim possa cantar.

E o pequeno dever, então, hei de cumprir,
Tecendo, com o minuto, o manto do porvir.

Que o jasmim orvalhado e a palma que flabela
Esbocem, ao meu olhar, a eternidade bela.

Na cascata febril do esplêndido gorjeio,
Perceba essa Alegria plena em que me enleio.

Nesse instante de fé, a gênese da Vida,
Principia a clamar, numa força incontida:

- Subi, olhai a Cruz. Se sois humanidade,
Vede ali retratada a vossa eternidade!

Depois dessa visão, pôs-se a minh’alma em pé,
Tornando-se, ela mesma, o seu altar de fé.

Por isso hei de cantar (e o gozo não fenece
No cenário do bem que jamais esmaece),

O nome universal, o nome Salvação,
Que liga a terra ao céu, na antena do perdão.

E, morto para a morte, o salvo por Jesus
Entra, raio de luz, dentro da Sua Luz.

Sincronizada a alma à do seu Criador,
Liga-se, eternamente, ao Seu eterno Amor.

Se as horas vão fugir, quais pássaros em bando,
Cantarei a viver e viverei cantando:

- Sopro de Deus, ao Lar! Contempla o Novo Dia,
Sem noite que interrompa a sua melodia,

A língua universal das harmonias santas,
Cujos ecos reboando tantas vezes, tantas,

São convites na voz de louras madrugadas,
De poentes estivais, de noites estreladas:

Subi, olhai a cruz. Se sois humanidade,
Vede ali retratada a vossa eternidade!

O céu desceu à terra. Alma, acorda, levanta!
Há glórias no Calvário! A eternidade canta!


do livro Ramalhete de Mirra

sábado, fevereiro 10, 2007

Clique aqui e baixe um Jornal Missionário gratuito: Paixão Pelas Almas



Amados, baixem aqui um número do excelente jornal Paixão Pelas Almas, um jornal gratuito e dedicado à obra missionária, produzido pelo Ministério SEMIPA (Semeadores Missionários com Paixão pelas Almas).

Acesse o site da SEMIPA, onde é possível baixar muitos outros números deste ótimo jornal, além de se ter acesso a muitos outros recursos.
www.semipa.org.br

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

E-BOOK gratuito: A História Secreta dos Jesuítas

Baixe aqui este excelente e-book, escrito por Edmond Paris, com revelações esclarecedoras sobre a Ordem dos Jesuítas, fundada para combater a Reforma.
Por que esta ordem, mesmo sendo católica, foi expulsa de vários países católicos?
Intrigas, espionagem, sabotagens, lavagem cerebral, os fins sempre justificando os meios, doa a quem doer, morra quem morrer: E pensar que eles estão por aí, atuando...
E-book fundamental para entender o mundo e o jogo sujo do e pelo poder.

Para baixar este e-book, clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/10301051/a90853f3/A_Histria_Secreta_dos_Jesutas.html

PAI NOSSO?

PAI NOSSO?

Será Inútil Dizer "Pai Nosso"
Se em minha vida não ajo como filho de Deus,
fechando meu coração ao amor.

Será Inútil Dizer "Que estais no Céu"
Se os meus valores são representados
pelos bens na terra.

Será Inútil Dizer "Santificado Seja Vosso Nome"
Se penso apenas em ser Cristão por medo,
superstição e comodismo.

Será Inútil Dizer "Seja feita a Vossa Vontade
Aqui na Terra como no Céu
"
Se no fundo desejo mesmo é que todos os
Meus desejos se realizem.

Será Inútil Dizer "O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje"
Se prefiro acumular riquezas, desprezando
meus irmãos que passam fome.

Será Inútil Dizer "Perdoai as nossas ofensas assim
como nós perdoamos a quem nos têm ofendido
"
Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar
aos que atravessam o meu caminho.

Será Inútil Dizer "E não nos deixeis cair na tentação"
Se escolho sempre o caminho mais fácil,
que nem sempre é o caminho de Deus.

Será Inútil Dizer "Livrai-nos do mal"
Se por minha própria vontade procuro os prazeres
materiais, e se tudo o que é proibido me seduz.

Será Difícil Dizer "Amém"
Porque sabendo que sou assim, continuo a
me omitir e nada faço para me modificar.

Autor desconhecido

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Republicando: 3 IRMÃOS - ANTOLOGIA


Amados amigos, estou republicando aqui a Antologia Poética 3 Irmãos, que reúne poemas de três dos maiores poetas evangélicos da língua portuguesa, os nossos irmãos Gióia Júnior, Joanyr de Oliveira e João Tomaz Parreira. O link antigo estava quebrado.










Para baixar a Antologia, clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/10117931/a540189d/Antologia_de_Poesia_Evangelica.html

domingo, fevereiro 04, 2007

Eu Te Amo - E-book de poesias de Pilar Remón

Amados, baixem gratuitamente o belíssimo livro de poemas cristãos da pastora, intercessora e poetisa espanhola Pilar Remón, muito popular entre os leitores de língua espanhola. Os poemas estão em espanhol, mas são de fácil compreensão.

Para baixar o e-book, clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/10038741/96033c3/Eu_te_Amo_-_Poesias_de_Pilar_Remn__em_espanhol_.html

Fonte: http://www.worldchristians.org/portugues/p-jornal.htm (site onde podem ser encontradas muitas informações e recursos diversos, com ênfase em Missões, e em várias línguas. Visite!)

E-book gratuito: Catolicismo Romano: Uma Análise Bíblica

Baixe aqui, gratuitamente, o ótimo livro 'Catolicismo Romano: Uma Análise Bíblica', de Brian Schwertley. O livro foi traduzido por Márcio Santana Sobrinho, e colhido no site www.monergismo.com

Para baixar o livro, clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/10018269/498648f8/Catolicismo_Romano_Schwertley.html

domingo, janeiro 28, 2007

Sabotando a Bíblia - Um estudo sobre a relação entre a igreja católica e a Bíblia

Amado leitor, baixe aqui um artigo da ex-freira Mary Ann Collins, sobre a relação entre a Bíblia e a Igreja Católica Romana. Informações relevantes, principalmente para nós, brasileiros, que muitas vezes nos auto-denominamos de 'povo sem memória'. Conhecer os erros do passado é o primeiro passo para evitar que eles se repitam hoje. Os inimigos da Verdade (que é o Verbo, a Palavra) são os mesmos.

Para baixar o texto, clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/9636068/52639351/Estudo_sobre_a_igreja_catlica_e_a_Bblia.html


Fonte: www.cpr.org.br

sábado, janeiro 27, 2007

Um poema do pastor Jorge Laureano

Ser crente é difícil, Senhor

Ser crente é difícil, Senhor
Quando despido de Ti,
Me sinto impotente
E as ondas cobrem minha fé.
Ser crente é difícil, Senhor,
Caminhar a segunda milha,
Quando não me propuz
A dar o passo da primeira,
Deixar também a túnica
Quando hesito em deixar a capa.
Ser crente é difícil, Senhor,
Oferecer a outra face,
Quando a primeira foi atingida
E o sangue subiu à cabeça
E o ódio ao coração.
Ser crente é difícil, Senhor,
Diante do insucesso,
Quando risos e chacotas
Tripudiam meu fracasso,
Levando-me à lágrima, ao desespero.
Sei, Senhor, ser crente é difícil,
Quando insisto em impor o meu eu,
Ofuscando o brilho do Teu espírito.
Oh, Senhor! Quebranta esse ego
Esse homem velho que insiste em aparecer
E que não eu, Senhor,
Mas Tu, somente Tu, sobressaias
Assumindo o meu ser.

Do livro Caminhos, Niterói: Editora ADOS, 1999

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Dois poemas de Adalberto Bello

Meu Pai

Meu pai, és voz e a tua voz escuto.
Já não é eco! Ela é monumento.
É no meu ser, cristal inda que bruto,
Sem formas doutorais do pensamento.

A natureza é submissa às horas
- Testemunha real desse infinito –
Bola de fogo no passado, e agora,
Agora reino em cujo espaço habito.

No tempo surgi como a flor e o fruto,
Mas ser pensante e proclamar existo.
Herdei tua força e por mantê-la luto,
Vendo-te velho a confessar a Cristo.

Com as medidas do amor medi teu vulto,
E vi o céu, o sol, o mar, o vento,
A tua fé em Deus, a fronte em culto,
Jó e Elias do antigo testamento.


Presente de Natal

Minh’alma anseia por ti.
Mais do que os guardas cansados
Pelo romper da manhã.
Dá-me tudo o que pedi!

Dá-me a drácma perdida,
Dá-me o campo e seu tesouro,
O anel e a roupa limpa.
Dá-me tua mão salvadora
Nesse mar da Galiléia
Em que fraqueja-me a fé!
Dá-me a bonaça vindoura.

OH! JESUS DE NAZARÉ!

Do livro ‘Ponteiro dos Segundos’

segunda-feira, janeiro 15, 2007

E-book gratuito: Documentos Históricos do Protestantismo


Dando prosseguimento ao esforço de disponibilizar na internet diversos e bons livros cristãos, formando e sempre enriquecendo aquela que se poderia chamar de uma virtual ‘Biblioteca Evangélica Gratuita’, eis aqui reunidos alguns textos fundamentais para se pensar e entender o Protestantismo, partindo das 95 Teses de Lutero, e passando pelas Confissões de Fé, Credos e Catecismos.
Estão reunidos aqui a maioria dos principais documentos desta natureza, textos que se encontravam já disponíveis em vários sites da internet. Foram agrupados para facilitar a pesquisa e o estudo por parte dos interessados no tema, num único (e-)livro.
Constam deste e-book:
As 95 Teses de Lutero, o Catecismo Menor de Martinho Lutero, a Confissão de Augsburgo, a Confissão de Fé de Guanabara, a Confissão de Fé Escocesa, a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg, a Segunda Confissão Helvética, Os Cânones de Dort, a Confissão de Fé Menonita de Dordrecht , a Confissão de Fé de Westminster, Breve Catecismo de Westminster, Catecismo Maior de Westminster, a Confissão de Fé Batista de 1689, além do APÊNDICE com o Credo Apostólico, Credo Niceno, Credo Atanasiano, a Confissão de Fé Waldense do Ano de 1120 e a Confissão de Fé Waldense do Ano de 1544.

Para baixar o e-book clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/8928005/f016af88/Documentos_Histricos_do_
Protestantismo.html

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Novidade: Mapas Missionários da Janela 10-40

Amados irmãos, baixem aqui este pacote com mais de 12 mapas missionários, em pdf, abordando temas diversos relacionados à Janela 10-40, a região menos evangelizada do mundo (95% dos não-alcansados se encontram lá). Através de belos mapas coloridos, que podem ser impressos em papel ou usados como transparência, fique sabendo:
O que (e onde) é a Janela 10-40; os povos menos evangelizados do mundo e a Janela; o mundo islâmico, o mundo budista, o mundo hindu e a Janela; os países mais pobres e a Janela; as 100 cidades estratégicas dentro da Janela; e muitas outras informações.
Para baixar o e-book, clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/8773806/42e7c68b/Mapas_Missionrios_Janela_10-40.html

Caso você queira baixar outros mapas e transparências relacionados a Missões (no Brasil e no mundo), clique no link abaixo:
http://www.comibam.org/transp/por/




Nota - Amado leitor, talvez você estranhe o fato de eu estar disponibilizando materiais missionários aqui, neste blog de Poesia Evangélica. Apresento meus motivos: A obra de evangelização mundial é certamente a principal tarefa de qualquer e toda a Igreja, bem como de cada crente em particular. Perto desta obrigação, TUDO o mais fica em segundo plano. Enquanto Cristo não for pregado entre cada povo, língua e nação, Ele pura e simplesmente não voltará. Quanto mais dormirmos, quanto mais evitarmos ou adiarmos um engajamento real, quanto mais dissermos: "Esta obra é muito espinhosa", ou "os americanos já devem estar fazendo isso", ou "meu chamado é em outra área", mais a obra tarda a ser concluída, e mais pessoas perecem sob a ira de Deus por não conhecerem o Verbo Salvador, e outras nascem para morrerem sem Cristo. E mais tempo dura este mundo de pranto (embora muitos não achem que este é um mundo assim. Sabemos que há aqueles 'crentes', muito dedicados à obra de si próprios, que consideram este mundo muito bom, uma prévia do Paraíso até, e Jesus pode ficar lá em cima mais um século ou dois, aqui vai tudo bem, "Deus está no controle". E realmente está: Julgará cada ato, cada pensamento, cada omissão). E, enquanto o Senhor não vem, mais o príncipe deste mundo reina.
Um outro motivo é que eu não disponho no momento de um outro espaço, mas não poderia me furtar de compartilhar com todos os irmãos estes materiais tão abençados e oportunos.
E o terceiro motivo é o conceito de Missão Total: Viver é estar em Missão. Em qualquer tempo e local, em qualquer circunstância. Missão na rua, na escola, no ônibus, no lazer, no trabalho, num blog de poesia... "Tua tarefa única nesta terra é esta: Salvar almas", já disse John Wesley.
Envolva-se em Missões! Ore, divulgue, envie recursos, e vá ao campo, pois muitos campos estão brancos, sem haver quem ceife. E há muitos empenhados em ceifar onde já foi ceifado. Como disse o grande Oswald Smith: "Antes de alguém ouvir o Evangelho duas vezes, que todos o ouçam pelo menos uma vez!" Conheça, una-se aos que trabalham na Obra, principalmente aqueles que trabalham pelos povos não-alcançados. Mais de 1/3 de todos os seres humanos sequer ouviram falar no nome de Jesus. É incrível. E é verdade.
Pense nisso.
Pense nisso mais do que em qualquer outra coisa.

Um poema de Carlos Ribeiro Rocha

TEU LIVRO

Senhor, não tive estudos, nada sei,
mas recebendo a Tua inspiração
posso exaltar a Tua santa Lei,
cantar bem alto a Tua salvação.

Neste soneto, pois, render-Te-ei
meu preito de eviterna gratidão.
Na Tua Lei, Senhor, meditarei,
na dúvida, no gozo e na aflição.

Tua Lei revelaste aos pequeninos,
noite fizeste para os poderosos,
mistério para os Mestres e Rabinos.

Teu santo Livro tenho sempre aberto,
porquanto nestes traços sinuosos,
Tu sabes escrever perfeito e certo!

Carlos Ribeiro Rocha

terça-feira, janeiro 09, 2007

Novos e-books sobre Missões

Baixe, através dos links abaixo, mais dois excelentes livros sobre missões com ênfase em muçulmanos, escritos por grandes especialistas no tema, bem como um texto de Russell Shedd sobre a Natureza Missionária da Igreja.

Enfrentando o Desafio Muçulmano
Um manual de apologética cristã-muçulmana
de John Gilchrist

Para baixar, clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/8609071/8b107b86/Enfrentando_o_Desafio_Muulmn.html



GANHE OS MUÇULMANOS PARA CRISTO
Passos simples para você ganhar os muçulmanos em seu país
de W. D. Dennett

Para baixar, clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/8608806/ec9a4e3f/Ganhe_os_muulmanos_para_Cristo.html



A Natureza Missionária da Igreja
de Russell Shedd

Clique:
http://www.4shared.com/file/8609161/93c920f0/Apostila_Missoes_Russell_Shedd.html

segunda-feira, janeiro 08, 2007

E-book gratuito: Levando Cristo ao Mundo Muçulmano

Baixe aqui este ótimo e-book, escrito pelo missionário Charles R. Marsh, com muitos anos de prática em Missões entre os muçulmanos. Aprenda mais sobre a cultura muçulmana e o Islã, bem como a melhor maneira de comunicar o Evangelho aos muçulmanos. Leitura excelente e edificante não apenas para missionários e interessados em missões, mas para qualquer cristão.
Clique no link abaixo para baixar o livro:
http://www.4shared.com/file/8560687/95ba764a/LevandoCristo_MundoMuulm.html

Fonte: www.sepal.org.br
No site da SEPAL podem ser encontrados mais e-books e outros recursos para a obra de Deus. Visite!

domingo, janeiro 07, 2007

E-book gratuito sobre Missões: Onde Estão os 7.000 que não Dobraram seus Joelhos a Baal?


Baixe aqui, gratuitamente, este excelente e-book escrito pelo pastor David Botelho, um dos maiores especialistas brasileiros em Missões Transculturais. Lendo este livro você obterá uma visão esclarecida sobre a urgência da obra missionária, o envolvimento da igreja brasileira com missões, áreas menos alcançadas pelo Evangelho, como ajudar, e muitos outros assuntos.
Clique no link abaixo para baixar o livro:
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sábado, janeiro 06, 2007

Um poema de Allinges Lenz César Mafra

DEUS PASSEIA OS OLHOS SOBRE A TERRA
Salmos, 10

Por que, Senhor, insistes em permanecer longe,
escondido de mim nas horas de maior tribulação?
Não vês quão arrogantemente
me perseguem os ímpios?
como ostensivamente me afirmam fraca,
presa sua?
Perversos e avarentos, vangloriam-se da cobiça
e miséria de su’alma.
Em sua soberba ignoram a verdade
e a riqueza interior
daqueles que humilham e perseguem.
Fingem desconhecer a veracidade dos fatos
que sobre eles espalham aos quatro ventos,
atribuindo-lhes doença, maldade e loucura,
sonhando vê-los encurralados
e esquecidos como animais.

E vão apesar de tudo
saltando de triunfo em triunfo,
de conquista em conquista,
atraindo adeptos e simpatizantes
para suas histórias e fábulas,
zombando do Senhor; dizendo no íntimo:
“Jamais serei abalado; de geração
em geraçãonada de mau me sobrevirá!”
E se enfatuam, cheios de arroubo e orgulho,
julgando-se donos da situação
- a boca empanturrada de maldições,
enganos e opressão;
debaixo da língua insulto e inqüidade.
Sempre de tocaia nas imediações do perseguido,
ou mesmo a distância,
trucidam inocentes em lugares ocultos,
os olhos vítreos e ferozes em espreita
ao indefeso e ao solitário.
Como leão na caverna postam-se de emboscada,
prontos a enlaçar a vítima, apanhá-la em sua rede;
enleiá-la, conservá-la prisioneira.
Dizem no íntimo, arrogantes e cheios de empáfia:
“Deus se esqueceu, virou o rosto,
não verá isso nunca!”

“Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a tua mão!
Não te esqueças de mim, que estou aflita!”
Como se engana o ímpio,
quando afirma que Deus não se importa.
Ele ignora que o Senhor passeia os olhos
continuamente sobre a Terra;
vê o perverso, e atenta à agonia
do perseguido e do necessitado;
é seu defensor, sua sombra e proteção,
o único Juiz que julga retamente.

Ó Senhor, eu te suplico:
quebranta o braço do perverso e do malvado!
Esquadrinha-lhe os planos de maldade,
até nada mais achares!
Sei que me fortalecerás o coração,
que me acudirás;
farás justiça à viúva,
talvez viúva de marido vivo;
ao órfão e à órfã,
quem sabe órfãos de pai vivo;
ao empobrecido e ao oprimido.
Darás ordens aos maus
que não mais lhes provoquem medo!

Sei que ouves o desejo dos humildes, Pai.
Tu lhes acudirás na hora da necessidade,
lhes fortalecerás o coração;
não os entregarás à sanha assassina!
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