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segunda-feira, dezembro 25, 2017

Quatro poemas de Natal


MANJEDOURA

Josué Ebenézer

O barro é esturricado, asseado,
e traz o brilho dos cuidados maternos...

Solitária.
No interior da estrebaria, rejuvenesce
quando o lugar se reveste de inconfundível luz.

Embevecida, abriga o menino Jesus.

Palavra bonita para o feio cocho
em que animais se alimentaram sôfregos.

Acolhimento.

A velha manjedoura é um coração que bate,
ao ritmo descompassado do desejo.

Palavra que reinventa o berço humilde
e há um gesto de compaixão nas palhas e panos.
Há uma prece de confissão no acolhimento humilde.

Cada coração de fé é uma manjedoura
em que o menino Jesus precisa deitar
para crescer na sua missão
de fazer andar nos lugares altos de Deus
o homens de boa vontade.

A velha manjedoura nos faz lembrar
que somos barro nas mãos do oleiro...


ACALANTO PARA O NATAL

J. T. Parreira

Dorme, dorme, não é ainda o tempo
da sombra da cruz abraçar o mundo, nem apagar
a escassa luz do velho testamento

Agora é o tempo dos acalantos, um dia
Outra madeira suportará o peso de um Deus, mas agora
Dorme, meu amor

Com os teus olhos encostados ao meu peito, sabes
Com os teus dedos a tocarem o meu rosto
Quem sou eu, nenhuma deusa poderia ser

Como sou, porque sou mulher e tua mãe
Dorme, dorme, meu amor, para eu guardar
Este momento de cintilações da tua face.


NATAL

Natanael Santos

O Verbo Eterno deixou a eternidade,
Alçou vôo e tomou as asas do Vento,
Fez um pouso pra trazer a liberdade,
Numa virgem: para o fiel
cumprimento,

Das mensagens que profetas predisseram;
Muito antes de o Verbo se encarnar.
Anjos em côro, com com júbilo disseram:
Glórias a Deus, Ele a paz veio implantar!

O Verbo Eterno vindo aqui humanizou-se,
Fez-se homem, não deixando de ser Deus,
Com o homem Ele identificou-se;

Tendo vindo especialmente pros judeus,
Mas no Calvário, na cruz Ele doou-se;
Para salvar: ricos e também plebeus!


Cortinas de Leds

Rosa Leme

A humanidade gira toda sobre a paz e o amor.
A humanidade gira no clima natalino,
Para comemorar o aniversário
De Jesus menino.

Deus contempla...
Ele está presente
Do sol nascente
Ao sol poente...

Nas casas e edifícios há faiscagem
Das cortinas de leds,
Das cascatas de luzes...

Nos corações de novo brilha uma luz!
No presépio encanto e belas cantigas
Debruçam-se, para venerar
A bela imagem do menino Jesus.

Bom é dar e receber presente...
Mas o melhor presente
É Jesus presente no coração da gente!

No natal todo mundo é bom freguês.
Você vê toda esta gente
Correndo atrás de presente...
Todos eles Deus que fez!

No clima natalino flui alegria, esperança,
Parece que todos amam a bela criança!

No ar há um cheiro suave de amor
Que inebria de paz o nosso ser interior...
Que todos os dias sejam natais de amor...
Feliz Natal!

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