sábado, junho 14, 2008

CANAIS DE EDIFICAÇÃO, CANAIS DE BÊNÇÃO



Amado irmão, amado visitante, talvez você não saiba, mas além deste blog eu mantenho ainda alguns outros, e colaboro em outros mais. Em todos eles procuro publicar o melhor para edificar, exortar, informar e abençoar a sua vida. Blogs de temática variada, indo da poesia evangélica a missões, de notícias cristãs a estudos bíblicos, de e-books a denúncias, sempre buscando fechar lacunas no que se refere à plena informação e capacitação cristã, além de enfatizar principal: a evangelização.

VEJA ABAIXO UMA DESCRIÇÃO DOS BLOGS QUE MANTENHO, OU ONDE COLABORO, SEGUIDA DOS LINKS:

Poesia Evangélica
( http://www.poesiaevanglica.blogspot.com/ ) - Blog destinado a divulgar a poesia evangélica, seja ela antiga ou atual, de autores consagrados ou iniciantes. E ainda matérias, e-books poéticos e estudos sobre o tema.

Arsenal do Crente
(http://arsenaldocrente.blogspot.com/ ) – Estudos bíblicos, artigos , entrevistas e uma grande variedade de links relacionados. Um compacto 'arsenal' de conhecimentos para a informação e capacitação cristã.

Veredas Missionárias
(http://veredasmissionarias.blogspot.com/) – Um blog de caráter evangélico interdenominacional, destinado a divulgar e incentivar a obra missionária da Igreja de Cristo. Reunimos aqui artigos, notícias, e-books, links e tudo o mais que for útil ao cumprimento da Grande Comissão.

Azul Caudal
(http://azulcaudal.blogspot.com/. ) – Meu blog ‘pessoal’: Fotos, opiniões, textos, curiosidades. Uma colagem de tudo de legal que encontro na internet, e fora dela. Um exercício de diário pessoal, uma zona livre para experimentos. Enfim, um pouco de mim, um pouco do que gosto, sempre voltado para as coisas do alto. Um blog menos sério, mais prolixo, relaxado, aéreo. Azul... Um lugar de descanso.

Equattoria
( http://equattoria.blogspot.com/ ) - Este blog reúne fotos e informações sobre países, povos e línguas, com o foco em Missões, além de links relacionados. É um blog que vem complementar ainda mais o trabalho do Veredas Missionárias, apresentando outras vertentes e recursos dos saberes necessários ao bom cumprimento da Grande Comissão.

Blogs onde colaboro:

Confeitaria Cristã
(http://confeitariacrista.blogspot.com/ ) – Este blog reúne postagens selecionadas de um time de blogueiros atuantes e influentes na blogosfera evangélica.
A proposta que fiz a cada um deles foi esta: que a cada semana, ou de 15 em 15 dias (sendo esse o prazo máximo, e o mínimo nunca inferior a 7 dias), eles inserissem aqui aquelas postagens que eles consideram as melhores postadas em seus próprios blogs, no período.
Sendo assim, a Confeitaria apresenta a seus visitantes um variado, porém seleto cardápio de informação e opinião. Temos tortas, biscoitos e salgados. A casa funciona 24 horas por dia.
Ah, sim, já ia me esquecendo: os boatos que você ouviu eram mesmo verdadeiros. Servimos o melhores cafés deste lado do Atlântico.
Bom apetite, boa leitura e volte sempre.

Letras Santas
( http://www.blogger.com/%20http://www.letrassantas.blogspot.com ) – O portal-blog da Literatura Evangélica. Uma reunião de textos edificantes, notícias, estudos, poemas, peças teatrais, e-books e links interessantes. Blog criado pelo amado escritor e incansável colaborador do Evangelho Naasom A. Souza, que já há vários anos realiza uma excelente obra na internet, seja com o Letras Santas, seja escrevendo, preparando e divulgando e-books. O LS já conta com mais de 200.000 acessos (Fev/2008).

Igreja Virtual
(http://www.igreja-virtual.blogspot.com/ ) – A igreja virtual está aberta! Aqui você poderá ler mensagens devocionais, artigos e estudos bíblicos, ouvir e/ou assistir sermões/pregações, música cristã, além de ficar por dentro do que acontece no mundo das religiões.
Capitaneada pelo abençoado Ricardo Miranda (do poderoso, mas infelizmente descontinuado Estandarte Books), o Igreja Virtual é um repositório de notícias e textos diversos, atuais e mesmo polêmicos, além dos melhores vídeos de interesse evangélico.

União de Blogueiros Evangélicos
(http://blogueirosevangelicos.blogspot.com/ ) – Blogando o Evangelho na net. A UBE é o blog/órgão que congrega centenas de blogs evangélicos associados. Comandada pelo competente Valmir Nascimento Milomem, tem impactado a blogosfera ao proporcionar uma maior união e interação entre os blogueiros cristãos.

Visite os blogs. Explore, divulgue, republique o que você achar importante.

sexta-feira, junho 13, 2008

Poesia deixa de ser o patinho feio, diz pesquisa



Os resultados da pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro entre 2001 e 2007, divulgada esta semana, com o objetivo de traçar um perfil dos leitores brasileiros, trouxe à tona ao menos uma surpresa.

Tradicionalmente considerada o patinho feio das editoras, por causa da baixa vendagem, a poesia aparece em posição de destaque na enquete, que entrevistou 5.012 pessoas em 311 municípios.

Em determinados Estados, o gênero chega a ultrapassar os livros religiosos e de auto-ajuda. Dos entrevistados, 42% dizem que lêem poesia com freqüência. O número cresce entre os mais jovens, dando a entender que um novo público apreciador pode estar se formando.

Leia a matéria completa,
clique aqui.

segunda-feira, junho 09, 2008

Um poema-protesto de minha autoria


APOSTASIA ADVINDA

Apostasia, Rainha do Hoje,
Reino (des)Encantado das Aparências...
Ninfa Bacante da Hipocrisia, a apostasia avança:
Lépida bailarina,
Semi-nua, semi-deusa, sereia
De canto fractal, fraturante, fraudulento,
Vestida com um talieur feito
De lâminas de Gillette
(Apostasia uma menininha rodopiante Quase ao gosto de todos)
& ela
Baila & retalha,
Baila & retalha,
Baila & retalha...

Apostasia,
prostituta de desfraldado cio
Com uma auréola na cabeça
De doce mordedura
Porém letal incontornável peçonha

Camaleônica,
Camuflada na multidão que responde em uníssono
Ao apelo da moda:
- “Oh, hoje sou evangélico”,
Mas se recusa a nascer de novo,
E fazem-me lembrar
Como todos se diziam cristãos
Sob Constantino,
Constantino que almejou expandir a Porta Estreita
(que-sempre-será-estreita),
Constantino que quase(?) ferrou com tudo.

Sob o bafo de sua influência
Vejo irmãos deixando de pregar e orar para cantar,
E cantar e cantar
E cantar mais um pouquinho,
Pânica metralha...
Consumidores de bênçãos,
Consumidores de Deus
Mas
Surdos ao som do shofar,
À trombeta do atalaia
Que clama por santidade
E rasga suas vestes em arrependimento

Irmãos a amontoar doutores, doutrinas,
Bandeiras de igrejas
E torrentes (hoje até em bits) de amor fingido
Consumidores de bênçãos,
Consumidores de Deus (forçoso é repetir este refrão)

Eis a Apostasia que viria,
Linda e já chegada, Nova Luz Advinda
Fogosa & fagueira, & faceira
Te convidando para ver
Mutantes na TV,
Aí no teu sofá teleologicamente assentada.
A Bíblia segue o único veneno para erradicá-la,
Contanto que não esteja espada cega,
Com certos & fundamentais versículos apagados...

Apostasia, a menina dos olhos de Satanás
Globalizada cortesã que veio oferecer
(distorcer a Bíblia, eis seu dever)
O melhor desta terra
O melhor desta terra
O melhor desta terra

Heroína, cocaína advinda para arrancar
A cruz de nossas costas.

Salve, Rainha!

Sammis Reachers

* Será a apostasia não o puro, simples e total abandono da fé cristã, mas sim o abandono da Verdadeira Fé, por uma mais fácil, mais cômoda e adaptada? Quantos hoje vivem o cristianismo como relatado no livro de Atos?

Um acróstico de João Bosco Rolim Esmeraldo



JESUS CRISTO

Justo, amoroso e compassivo,
Eterno Criador do Universo,
Senhor absoluto de tudo o que há.
Único mediador diante do Pai,
Salvador eterno - J.E.S.U.S.

Conselheiro, Deus Poderoso
Redentor de nossas almas,
Imanente vive em nós,
Supremo Rei do Universo,
Toda a terra se rende ao onipotente Deus
O Deus verdadeiro - J.E.S.U.S. C.R.I.S.T.O.

Visite a página do autor: Clique Aqui.

quarta-feira, junho 04, 2008

Um poema de Arlindo Alves


Um amor maior do que o de Jacó

(para Mara)


O que Jacó sentira por Raquel era amor,

O verdadeiro amor que sente um coração,

Que fez dele um empregado de Labão

A quem, por sete anos, serviu como pastor.


Dedicação igual inda haveria

Por parte de um homem buscando uma mulher?

Ó meu amor, eu não duvidaria.

Um homem tudo faz, quando sabe o que quer.


Por teu amor, por tua companhia

A que minh’alma aspira dia a dia,

Com veemência da hora derradeira,


Não apenas sete anos eu trabalharia

Para o teu pai; mas, pensando o que teria,

Se preciso fosse, até a vida inteira!


*Citado por Jefferson Magno Costa in Revista Fiel, n° 37 (Ministério Silas Malafaya).

Conto para download - A Santa da Asa Norte (Joanyr de Oliveira)


O poeta Joanyr de Oliveira é considerado, tanto pela crítica secular quanto pela cristã, o maior e mais representativo poeta evangélico de nosso país. E além de poeta, Joanyr é escritor, contista, jornalista, etc.

Publicamos aqui um belo e instigante conto do autor, A Santa da Asa Norte. O texto ou mini-ebook foi disponibilizado gratuitamente pela Thesaurus Editora, sendo parte de um oportuno projeto de incentivo a leitura.

O texto possui 16 páginas, em pdf.

Para baixar o arquivo, Clique Aqui.

sábado, maio 31, 2008

Dois poemas de Maurício Apolinário


Dádiva de Deus

Há um brilho nos teus olhos, amada minha,
Fachos de luz,
Que traduz, em um sorriso,
A alegria de ter Jesus.

Quão formosa Deus te fez,
Meiga e bela,
Tão linda assim.
Como dádiva de Deus foste enviada
Para mim.

O meu amor é bem maior
Que o infinito,
É um sentimento tão sublime
E bonito,
Que Deus um dia pôs dentro do meu coração
Pra dedicar a ti.

Eu te recebo no calor desse abraço,
Deus nos envolve no aconchego dos seus braços,
E seguiremos sempre juntos com Jesus
Por toda a vida.

Eu te amo,
E nesse imenso amor existo.
Estamos unidos como um
Em Cristo.


A conversão no grito do poeta

As lágrimas dos sonhos perpetuam na alma

Um gosto de sal, que lhe supera o sabor:

Tal pingos de mar, onde exuberante e calma,

Nostálgica brisa de um conturbado labor.


Assim foi seu início, simulando a dor,

Mas cruzou a esperança, perpassando a palma

Da mão que esmaga os espinhos de uma flor,

E depois, sangrando, contra o peito a espalma.


Porém o poema, no silêncio do encanto,

Das metáforas ferventes, esvai-lhe o pranto.

E com força, aos altos céus, o poeta grita:


Não te quero longe, quero-te, ó Jesus,

Junto a mim, sorridente, com tua doce luz.

E então sua vida aos Seus pés deposita.


Visite a página do autor: Clique Aqui.

segunda-feira, maio 26, 2008

Um poema de João Cruzué


É PRECISO AGIR IV



Uma noite vieram

E começaram

A dizer na TV que

todo pastor é ladrão,

e não fizemos nada.



Na segunda noite

A própria justiça veio

E mandou arrombar a porta

Da igreja para um casamento,

E não dissemos nada


Na Terceira noite

Os autores de novelas

nos rotulam como

Bandos de loucos e inquisidores

E continuamos aceitando tudo



Até que um dia

Depois de tanta omissão

Nossos próprios filhos

Nos aconselham a calar a boca

Porque aprenderam a ser omissos

conosco!


E porque nunca protestamos

e nossos pastores sempre ficaram calados

Agora somos motivos de chacotas e preconceitos

e corremos o risco de trasmitir às novas gerações

que somos cidadãos de quinta categoria

e que ser crente é não ter nem dignidade, nem cidadania.

Vamos continuar calados?


* O irmão Cruzué escreveu o poema acima inspirado no poema do Pr. Niemöller, publicado no post abaixo.

Visite o blog do autor: http://olharcristao.blogspot.com

Um poema do Pr. Martin Niemöller


Um dia vieram e levaram o meu vizinho que era judeu.

Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.

Como não sou comunita, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.

Como não sou católico não me incomodei.

No quarto dia, vieram e levaram-me;

Já não havia ninguem para reclamar...


*O Pr. Martin Niemöller, alemão, foi um opositor do nazismo, contra quem escreveu o poema acima. Poema este que por sinal tornou-se mundialmente famoso.

quarta-feira, maio 21, 2008

Um artigo sobre Literatura e Teologia para download

Amados leitores, a pesquisadora Gabriele Greggersen publicou, na revista Fides Reformata, um interessante artigo intitulado A Poética da Graça Comum. O artigo versa sobre a importância do conceito de Graça Comum, para uma articulação entre a Literatura e a Teologia.
Um estudo relevante e bem embasado. Leitura recomendada!
São 14 páginas, em formato PDF.

Para baixar o arquivo, Clique Aqui.

Um poema de Norma Bernardo


VIDA DE PASTOR

Ele acorda, levanta, ajoelha e ora,
louva, consagra, jejua, exorta, sorri e chora.
Aprende, ensina, repreende, consola e abençoa.
Glorifica, prega, unge, visita, compreende e perdoa.

Semeia, cultiva, colhe, alimenta e oferece.
Acalenta, socorre, profetiza,
peleja, vence e agradece.
Santifica, ouve e cala. Dá, recebe, restaura,
triunfa, edifica, sente e fala.

Vida de pastor....
Olha o relógio, já está atrasado!
Se não tem carro, pega um ônibus apertado,
Vai ao hospital, presídio, velório, seja onde for
em busca da ovelha perdida,
pois ele é um pastor...
Seu corpo cansado aguarda
a hora de ir para a cama.
E quando isso acontece, logo o telefone chama.
Levanta apressado e reconhece a voz do outro lado;
é a ovelha aflita que precisa de cuidado.

E lá se vai o pastor, levando consolo ao coração aflito.
Dos seus olhos rola uma lágrima no lugar do grito.
É a dor que se transforma na alegria da compensação
por ter sido escolhido
para tão sublime missão.
É tarde quando volta para casa,
e neste momento a esposa diz:
“Hoje é o nosso aniversário de casamento”.
O clima de festa, a mesa arrumada...
mas a comida esfriou...e sem jeito diz:
perdoa, meu amor, esta é a vida de pastor.


Fonte: www.igrejaempoa.com.br

sábado, maio 17, 2008

Dois poemas de Roberto E. Zwetsch


Dos justos será a terra

Esta é a promessa:
“Os que esperam no Senhor
possuirão a terra.
Mais um pouco, e não haverá mais injusto;
você buscará o lugar deles,
e não existirá.
Mas os pobres vão possuir a terra
e deleitar-se com paz abundante.”
Eu vi, Senhor, como o povo da terra
sonha com essa promessa.
Será que vais decepcioná-los?
Impossível!
Por isso, Senhor,
reúne este povo disperso
pelas beiras das estradas,
pelos cantos de mato
e infunde-lhe ânimo e muita fé.
Um dia, o injusto pagará por sua gula,
e os grilhões da escravidão
serão definitivamente quebrados.
Porque o Senhor é justo
e é apoio dos injustiçados.

A injustiça brada aos céus,
E Tu não vais responder, ó Deus?
Nós confiamos em Ti,
não como quem escreveu assim
nas notas do dinheiro.
Nós confiamos colocando-nos
ao teu serviço
em tempos bons e ruins,
na alegria e no sofrimento.
Ajuda-nos a manter a vigília!
Contra o medo, nós te pedimos:
aumenta nossa fé!
Não nos deixes vacilar.


Vem, Espírito Criador!

Ó Espírito Criador,
clamo a ti como no escuro.
Nem sempre compreendo a tua ação criadora.
Tu te aproximas de mim
no rosto das crianças,
nos desejos dos jovens,
nos sonhos despertos
dos mais velhos.
Mas não percebo tua presença
com facilidade.
Na luta das mulheres
Tu te mostras feminino.
És a brisa e as brumas de Javé.
Mas nem me dou conta
dos sinais dos tempos.
Por isto é que te peço,
fervorosamente:
muda a minha idéia das coisas,
o meu jeito de entender a tua presença.
A vida late em meus membros,
em todo o meu corpo,
mas eu não permito que ela se expanda.
Prefiro a lassidão do conhecido
e conquistado do que
buscar o novo lá onde
Tu, de preferência, te manifestas.
Ah, Espírito de Amor e de Saudade,
ajuda-me a romper a crosta que me amarra
e me impede de ser
simplesmente
um companheiro da vida,
um promotor da justiça,
um caminheiro do novo tempo
que se anuncia no horizonte da fé.

Do livro Vigília: Salmos para tempos de incertezas

terça-feira, maio 13, 2008

Um poema de Francis Quarles


Tudo ou Nada!

Desejo ter o teu coração como o dei a ti,
Dá-me ao menos como te tenho dado o meu;
Para adquirir o teu, eu não dividi o meu,
Quando lá na rude cruz morri por ti,
Dei-me inteiro para libertar a ti.

Enquanto a dividir o coração estás,
Morto está se não pulsar sempre só pra mim,
Para ti o guardarás, ou inteiro me darás;
Dar-me uma parte só não poderás,
Sem cabeça, um corpo, que valor terá?

Pior é isto, pois o que me negas dar,
Aos inimigos meus estás a ofertar,
Pois não sendo apenas meu,
certamente que é teu;
eis a causa deste teu angustiar,
Minha vida dei, para a tua libertar.

Comprometido estás a Mim, somente a Mim,
Mas Satanás e o mundo querem usurpar,
Meus direitos e os pisar,
mesmo sob o meu olhar,
pensas tu poder me tapear assim?
Terei “nada” se não deres “tudo” a Mim.

Pra ter teu coração dei tudo, tudo a ti,
Tudo o que possuía por ele entreguei;
Se tenho que perder, Oh! Prefiro escolher,
Não ter parte dele e assim dizer a ti:
Guarda-o todo, ou dá-Mo inteiro a Mim!



quinta-feira, maio 08, 2008

Dois poemas de Helder Nozima


Dançando com Cristo

Sinto como se tivéssemos dado as mãos
Mas ainda não sincronizamos os pés
A música toca, mas divergimos
Tento ir para um lado, Tu me levas a outro

Por vezes me frustro e ardo em ira
Tento
me desvencilhar de Suas mãos
Impor o meu próprio ritmo
Determinar os passos da dança

Mas Tu é quem escolhes música e coreografia
De Tuas mãos já não posso mais escapar
Feliz é quem se deixa conduzir por Ti
E confiam em Tua direção

Sofro por não entender para onde me levas
Não compreendo o movimento de Teus pés
Levas-me para onde não quero ir
A lugares que me deixam aterrorizado

Ajuda-me a confiar plenamente em Ti
A
reconhecer que me dás mais do que mereço
E enxergar os perigos que me livraste
As bênçãos que me esperam adiante


Oração do fraco

Socorre-me, Senhor, que sou pequeno
Quando considero o tamanho de minha força
E a grandeza dos desafios do dia-a-dia
Então vacila a minha alma, cheia de temores

Não me sinto capaz de fazer o que me pedem
Faltam-me a agilidade, a habilidade e o interesse
Trêmulo, entrego-me aos meus afazeres
Desejoso que finde-se logo a minha tortura

Para que não descubram minhas fraquezas
E não tenha que encarar os meus fracassos
Ou ouvir a justa repreensão por meus erros
Arcar com o preço de minha incapacidade

Queria ser diferente, ter a força e a nobreza dos grandes
Acordar e me sentir disposto para viver o dia
Suportando, resignado, as pressões da vida
De ver-me capaz de viver o que está diante de mim

Mas sou desesperadamente dependente
Nada do que faço parece estar certo
Ainda quando me concentro, erro
Mesmo quando oro, falho

Ajuda-me, Senhor, nada posso sem Ti
Tudo o que conquistei, todo o bem que há em mim
Tudo
veio de Ti, não o conquistaria sem o Senhor
Até as mínimas coisas, devo-as a Ti

Socorre-me, Pai, agora e sempre
Porque preciso de teu socorro enquanto viver
Obrigado pelas muitas bênçãos que já recebi de Ti
Embora não mereça sequer a menor delas

Em nome de Jesus,
Amém.


Visite o blog do autor: www.nozima.blogspot.com

segunda-feira, maio 05, 2008

DIP – Domingo da Igreja Perseguida


O que é o Domingo da Igreja Perseguida?


O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas, com o objetivo de unir cristãos em torno de um só motivo: nossos irmãos e irmãs que pagam um alto preço por sua fé.

A data varia de ano em ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Este critério foi adotado porque, no relato bíblico em Atos 4, o início das perseguições aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que esta foi a "fundação" da Igreja Perseguida. Em 2008, o DIP acontecerá no dia 18 de maio.


Um dia inteiro de atividades: você escolhe a melhor para sua igreja

Em 2007, 1.350 igrejas participaram do DIP. Você, parceiro da Missão Portas Abertas, já pode organizar em sua igreja uma celebração especial para o próximo evento!

Um dia inteiro dedicado à oração e à lembrança desses irmãos que sofrem por sua fé! Irmãos que são exemplo de perseverança e de amor ao nosso Deus. As classes de escola dominical, as reuniões dos departamento e os cultos desse dia poderão ser inteiramente dedicados ao DIP.

Essa é uma oportunidade para envolver mais irmãos com a Igreja Perseguida e com a oração, por meio do relato de histórias e de variadas situações vividas por nossos irmãos perseguidos.

Qualquer dúvida ou para maiores esclarecimentos, ligue para (0--11) 5181 3330 ou envie um e-mail para dip@portasabertas.org.br .


Clique aqui e faça a sua inscrição
Faça o download do material de apoio para o DIP 2008
Clique aqui e leia os depoimentos sobre o DIP 2007

sábado, maio 03, 2008

Dois poemas de Nane Sylvestre



Tempo x Prioridades

Prioridades...
Se não as tens - de verdade -,
perdes tempo e o tempo consome tua realidade!
E o que falar do tempo?
Palavra quase abstrata que a todos destrata
se a desordem retrata.
Não percas o tempo do pouco que tens
com coisas pequenas que te deixam aquém
daquilo que és e do que podes ser;
daquilo que Deus quer fazer-te viver.
Não vale a pena gastar tua pena - escrita ou sentida –
com areia apenas na praia da vida.
A onda do mar um dia desmancha
e sequer deixa a mancha para se copiar...
Nas manhãs dos teus dias,
busca sempre a harmonia
no contato primeiro com o único Deus;
e, depois, com os teus, busca tempo ficar.
Senta um pouco e conversa: isso, sim, é amar.
E do tempo passado com o essencial,
nascerá tempo certo para o resto, afinal.
Nada perdes se o dia tiver o roteiro
que a ti pertencia desde teu dia primeiro.
Teu viver não é fruto de um acaso humano;
tens a rota traçada pelo Deus soberano.
E é dEle - não teu - o perfeito e melhor plano.
Mas se um dia errares, no compasso da lida,
os passos corretos de andar pela vida,
pára um pouco... respira e ajusta a lente.
Busca o céu com palavras ou com os olhos somente.
Com certeza, de lá te virá o alento
e as respostas para as dúvidas de cada momento.
E ainda que outras coisas insistam
em tirar de Deus tua atenção,
em fazer-te andar sempre na contra-mão,
se quiseres, tu podes - enquanto viver –
dar a volta na estrada e mudar o teu ser.
Mexe nas prioridades
e organiza teu tempo de outra maneira.
Ao fazê-lo, é provável, que alguns sonhos se percam...
Mas se é pra viveres a essência verdadeira,
vai em frente - não voltes -, deixa baixar a poeira.
Deus vai dar-te outros sonhos - os que valem a pena.
O que passou? Esquece... O que passou era areia.



Descanso do alto

"Um traço no espaço,
um terno compasso.
Nos braços do Eterno,
esqueço o cansaço"

Visite o blog da autora: www.umpoucodeazul.blogspot.com

segunda-feira, abril 28, 2008

Dois textos de Charles Wesley


Oração

Ó Deus, meu Deus, tu és meu tudo:
antes que brilhe a alva do dia que
desperta, tua soberana luz ilumine
meu coração e me inunde o teu poder
que a tudo vivifica.

Por ti suspira e clama minha alma
sedenta, porquanto deva morar nesta
terra deserta; e faminto como estou,
desfalecente, só teu amor alento pode
me dar.

E uma terra seca, contempla-me,
Senhor; todo meu anelo, todo meu
desejo, deposito em ti; e mais me
regozijo em obter a tua graça, que
nos tesouros que a terra me pode dar.

Mais preciosa é a vida, e teu amor há
de ocupar em todo tempo meu
coração, meus lábios; e em
proclamar teu louvor hei de
empenhar minha paz, minha glória e
minha alegria.


Bênção

Ó tu, Senhor, que do alto
trouxeste fogo a nossa terra,
derrama em mim teu amor sagrado,
chama que o coração me acenda;
Que permaneça ardentemente, com
brilho eterno, cintilante; e em canto e
oração fervente, retorne a ti para
louvar-te eternamente.

*Charles foi irmão de John Wesley.

quinta-feira, abril 24, 2008

Um poema de J.C. Ryle


Existe uma colina verdejante,

Bem longe, fora do muro da cidade

Onde nosso amado Senhor na cruz morreu

Para nos salvar a todos, qualquer que seja a idade.


Não sabemos, nem podemos dizer

Que dores teve Ele de suportar

Mas cremos que foi por nós

Que ali pendurado, as teve de levar.


Morreu para nos fazer bem

Morreu para que fôssemos perdoados

Para que ao fim pudéssemos ir para o céu

Pelo Seu precioso sangue resgatados.


Não há nenhum outro bem

Que possa o preço do pecado pagar

Somente Ele podia abrir

As portas do céu e nos deixar entrar.


Oh, quanto, quanto Ele amou!

Também nós devemos amá-lO,

E confiar no Seu sangue redentor,

Procurando sempre imitá-lO.

segunda-feira, abril 21, 2008

NOVA FUNCIONALIDADE

Amados irmãos e leitores, acabo de inserir uma nova funcionalidade no blog: são os marcadores ou etiquetas.
Agora ficou muito mais fácil localizar os textos e poetas já publicados, através do nome dos poetas, ou do tema da postagem (por exemplo: Ensaios Biográficos, E-books, etc).
Basta ir na parte à direita da página do blog, na seção de links: a lista de marcadores está lá embaixo.

Colaborem conosco, e divulguem o blog. A Poesia Evangélica agradece!

sábado, abril 19, 2008

Dois poemas de Amina Miranda


Quero fazer um poema
que se chegue a ti
e se instale em teu ser

quero mover-te
comover-te

quero que sintas o que sinto

que sonhes os meus sonhos
te iludas em ilusões minhas

quero que nos meus ideais acredites
os meus alvos idealizes

neste instante ser um contigo

quero atingir-te
como a bala atinge o alvo
quero atingir teu coração

instalar-me por lá
e não mais sair de lá

quero fazer um poema

um poema de amor
uma lição de vida
um incentivo de fé
um impulso para ideais

quero fazer um poema

um poema expressivo
um poema emotivo

um poema que te faça rir
que te faça chorar

um poema
um poema que te faça pensar
refletir
sonhar
idealizar
acreditar
duvidar... quem sabe

mas que mova o teu ser
que não te deixe indiferente

um poema

um poema sério
um pouco sério
um extremamente sério

um poema verídico
uma hipérbole
mas nunca um exagero excessivo.

quero fazer um poema

que retrate
daqueles momentos bons
daqueles não muito bons
dos alegres
dos sofridos

quero contar-te
de onde veio a força
para tudo vencer

para acreditar
para ter confiança
e estar de pé

e por fim

um poema
que fale de Cristo
da sua morte na cruz
e daquele sangue gotejando
encorrendo

para lavar o homem
lavar o escritor
que sou eu

e o leitor
que é voçê

quero fazer um poema



...Ouvindo a tua voz
Enigma decifrado...


Quando disseste-me para fazer
Aquilo
Eu fiz
Confesso que de imediato
Não o fiz
Confesso que da tua voz
Duvidei

Mas quando bem melhor e
Meio em enigma me explicaste
Acreditei
Confiei

Lembraste?
Foi logo de imediato que eu cumpri
Foi difícil
Foi duro
Humana sou

Os humanos não me compreenderam
Mas com eles não me importei

Nem mesmo comigo
Me importei


Fechei o meu coração a sete chaves
Para não ouvir ele gritar
Tapei os meus olhos
Para não notar quantas lagrimas caiam
Afundei a minha cabeça sobre almofadas
Para não me ver gritar
Não quero saber dos outros
Nem de mim
Somente a tua voz quero seguir
Eu não olhei pra mim
Mas naquele momento então
Olhaste pra mim

Te apressaste em correr pra mim
Colocaste-me no colo
Enxugaste as minhas lagrimas
Sopraste em meu peito
Meu coração acalmaste
Puseste teus lábios em meu ouvido
E falaste coisas que jamais tinha ouvido
Mostraste-me o que eu nunca tinha visto

Fizeste-me viver coisas
Que eu jamais vivi

Gozo, alegria e muita
Experiência puseste
Em mim


Fizeste-me então ver
Que melhor foi


Ouvir a tua voz
E segui-la.


Visite o blog da autora: www.ammmina.blogspot.com
*Amina Miranda é angolana

sexta-feira, abril 18, 2008

POEMAS SOBRE FRUTAS


Amados irmãos e leitores: publiquei no meu blog Azul Caudal uma mini-antologia com POEMAS SOBRE FRUTAS. Textos de autores brasileiros, portugueses e da África lusófona, ilustrados por apetitosas fotos.
Para quem, como eu, ama as frutas. E a poesia.
Visite o blog:
www.azulcaudal.blogspot.com

segunda-feira, abril 14, 2008

Dois poemas do Pr. Mário Mathias


O limite de Deus

Meus amigos: sabem o que me aconteceu?
Alcancei o limite que Deus me estabeleceu.
Com a graça de um Deus misericordioso,
Cheguei aos setenta anos de vida, vitorioso;
Sem canseira, sem enfado e cheio de esperança
Conservando, em mim, este espírito de criança,
Alegre, jovial, com muita temperança,
Equilibrando a vida, cheio de bonança.
Digo estas coisas com alegria e muita emoção:
Este espírito de alegria renova o meu coração.
Verdadeiramente sempre fui um vencedor;
Batalhei na vida com muita fé e ardor;
Deixo este exemplo de grande perseverança;
Quem se liga em mim obtém muita confiança,
Porque de mil novecentos e vinte e quatro,
Até mil novecentos e noventa e quatro,
São setenta anos de maravilhoso trato.
Não gosto de comer e depois virar o prato,
Reconheço o que Deus fez por mim, não sou ingrato.
Sirvo ao Deus verdadeiro e não a um estranho,
Por isso, daqui em diante o que eu viver é ganho.
Cristo, seu precioso sangue, na cruz verteu,
E uma vida muito feliz me concedeu.
A água sem tratamento é barrenta,
E a nossa vida sem Cristo é nojenta;
Mas a minha fé é esperta como pimenta,
Mesmo tendo que lutar contra a maré,
A minha cabeça, tranqüila, não esquenta,
Agradeço o grande amor de Deus manifestado;
Felicidade só tem aquele que o experimenta;
Jesus morreu na cruz levando os nossos pecados,
Por isso a minha alegria a cada dia aumenta.
Passei toda a minha vida alegre e sossegado;
Obrigado, Senhor, pelos meus lindos setenta.
Hoje estou festejando mais um aniversário;
Salve o dia 31 de maio, no calendário;
Meu signo é de rico, mas sou um proletário;
Gosto muito de dinheiro, mas não sou mercenário.
Sou um geminiano muito extraordinário,
Porque Cristo Jesus, num ato voluntário,
Derramou seu precioso sangue na morte do calvário.
Por esta grande razão sou sempre vitorioso,
Conquistei o maior perdão de um Deus maravilhoso.
Sou casado com uma mulher muito linda:
Cuidando do lar, ela é muito mais ainda.
Agradeço todo o seu amor e carinho:
Ninguém pode ser vitorioso sozinho.
Para conquistar vitórias, faço o maior empenho:
“Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”
Quem luta e nada consegue, não faço nenhum desdenho.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira,
Que deu essa glória muito alvissareira;
Quem nEle crê vai gozar a eternidade inteira.


"A Beleza Maior"

Queridos amigos, a quem interessar possa;

A felicidade do crente é sempre coisa nossa,

Porque, na revelação do amor extraordinário,

O filho de Deus, lá no monte do Calvário,

Mudou a significação do calendário.

Agora, os dias e os meses do ano são iguais;

Porém, o mês de maio, acrescenta algo mais:

Apresenta uma alegria que me satisfaz,

Conforme aquilo que consta da Mitologia

Maio é o mês de uma verdadeira euforia.

Este nome foi dado em honra a deusa Maia,

Mulher, segundo a tradição, não usava saia,

Mas proporcionava, aos homens, muita alegria.

Maio é o mês do lar; mês de muita harmonia;

Nele temos carinho, amor e grande adoração,

Porque, verdadeiramente, nesta tradição,

Comemora-se com dedicada alegria

O aniversário contagiante de Maria.

Maio é o mês da nossa mãezinha querida,

Graciosa, divina e constante na lida,

Proporcionando aos filhos, a alegria de vida.

Com grande amor, ela não mede sacrifícios,

Para oferecer à família esses benefícios.

Segundo domingo, grande acontecimento;

A nossa homenagem a esse Mito Sagrado,

E como prova do nosso reconhecimento,

Vai ficar, aqui, para sempre registrado,

A gratidão eterna de um filho abençoado.

Obrigado Mamãe! Parabéns por esse dia!

Que todos os filhos vivam em harmonia

Agradecendo a Deus esta sabedoria,

Venerando a beleza que o seu rosto irradia.

Deus criou a natureza e os jardins em flores;

Fez cascatas, os rios, passarinhos e as cores;

Mas no ato supremo de toda a criação

Fez você, mãezinha, a rainha do meu coração.

Treze de maio é um fato da nossa história:

A liberdade dos escravos, não sai da memória.

A gloriosa Regente, a princesa D. Izabel,

Desenvolvendo, na história, o seu papel,

Não fez mais do que a sua grande obrigação.

Mas tratando-se da liberdade espiritual,

Que nos liberta da escravidão infernal,

Somente Jesus Cristo nos concede essa glória

Outorgando-nos uma sublime vitória,

Tirando-nos das garras da escravidão.

Do mês de maio, só faço uma restrição:

No dia do trabalho, tem gente lutando em vão,

Gastando o dinheiro naquilo que não é pão.

Que bom seria se todo trabalhador

Dedicasse a sua vida na casa do Senhor;

Assim 1º de maio, teria maior valor.

Ora viva, agora, o nosso glorioso poeta!

Que escreveu estes versos, sensibilizado;

Embora não tendo sido um grande profeta,

Teve a honra de nascer neste mês santificado.

As coisas lindas deste mês guardo-as de cor;

Quem nasce no mês de maio, só pode ser o MAIOR.


Visite a página do autor:
www.mariomathias.com

sexta-feira, abril 11, 2008

Um ensaio do poeta Brissos Lino sobre a vida e a obra de J. T. Parreira



J. T. PARREIRA, O CONTADOR DE ESTRELAS


Brissos Lino*

Poeta de referência da língua portuguesa, sobretudo na de inspiração cristã, traduzido em várias línguas, João Tomás Parreira (JTP), que também assina J. T. Parreira, é o pioneiro da nova poesia de expressão evangélica em Portugal.

Percebem-se algumas influências na sua obra de toda uma vida dedicada à arte poética.

Desde logo uma influência de carácter bíblico e religioso. Trata-se da influência mais antiga do seu percurso (ex: “Do Paraíso para nenhuma direcção”, “Como Abraão”, “Mulher com cântaro”). O que é natural, num tempo em que, nos meios evangélicos, outros tipos de poesia, ou a poesia em si mesma pouco valiam, a não ser, e só, enquanto veículo de divulgação da fé. Aliás, este foi um ponto de partida do qual muitos nunca ousaram sair.
Não foi o caso de JTP, que soube explorar outros campos do Poema, percebendo a tempo que o verdadeiro cristianismo não está na declaração de fé que se faz, na temática religiosa em si, ou em qualquer espécie de imperativo proselitista, mas no testemunho da vida toda, o que inclui o uso da palavra sem fronteiras nem estreitos compromissos estéticos ou temáticos.

Por isso há também em JTP uma clara influência histórico-cultural que lhe permite fazer poesia a partir dos clássicos (ex: “Ulisses entrando em Ítaca”), assim como da cultura moderna europeia e americana (ex: “Marilyn”, “Sílvia Plath”, “Picasso”, “A bailarina de flamenco”), revelando um homem que, apesar de estribado na cultura clássica que está por alicerce da nossa identidade ocidental, não deixa de permanecer também atento à modernidade.

Ultimamente verifica-se em JTP um interesse por fórmulas minimalistas da arte poética, como, por exemplo, a influência japonesa dos haicais, que tão bem desenvolve, com a mestria que se lhe reconhece. Neste tipo de discurso poético, a economia das palavras desnuda a força das imagens poéticas, o que torna mais exigente a sua construção e mais rigorosa a utilização da palavra, aguçando assim o engenho e a arte.

Mas como qualquer poeta JTP não dispensa uma dimensão intimista nos seus escritos (ex: ”Nocturno de mim“), através da qual discorre poeticamente sobre os sentimentos, sensações e pensamentos que fazem do ser humano aquilo que ele é, uma enorme complexidade sujeita à maior das volubilidades.

JTP extravasou já as fronteiras da língua pátria, aventurando-se tanto na tradução de autores estrangeiros como na delicada operação de transporte de poemas seus para outras línguas, entre as quais o inglês, o italiano e o turco.

Longe vai o tempo em que assinámos ambos (eu ainda muito jovem), juntamente com Joanyr de Oliveira, do Brasil (o mais velho dos três), o Manifesto da Nova Poesia Evangélica, publicado nos dois países. Estávamos em 1974, quando fizemos história, e esse documento constituiu uma espécie de texto fundador para uma nova forma de fazer poesia, que se desejava no meio evangélico dos dois países, de modo a dar lugar à Arte, e contribuir para acabar com aquilo a que o poeta Ary dos Santos chamou em tempos os “açougueiros das palavras”.

JTP, aos sessenta anos, continua a ser um esforçado contador de estrelas. Durante estes cerca de quarenta anos de amizade e companheirismo literário, nunca o vi de outra forma.

Março de 2008


* Pastor, Psicoterapeuta e Poeta

terça-feira, abril 08, 2008

Dois textos em prosa poética de dois de nossos grandes poetas


GESTO HERÓICO

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Mário Barreto França

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A sineta bateu convocando o colégio, a sala estava cheia, o Diretor egrégio e antigo mestre entrou, ninguém o reparara. Falavam de uma falta grave! Alguém roubara da bolsa de um aluno a clássica merenda e o castigo era grande, uma surra tremenda, vinte varadas. Qual seria o desgraçado que iria suportar o braço desalmado do velho Diretor aplicando o castigo? Talvez fosse um aluno ou um bedel antigo. Havia tanta gente ali, humilde e pobre e a aparência final muita miséria encobre. Enorme burburinho enchia toda classe:

- Silêncio – Brada o mestre – Aqui ninguém mais fala!

- Houve uma falta grave, um roubo, e é oportuno que eu lhes diga claramente que esse tão mau aluno, que cometeu tal erro, há de pagar bem caro, bem caro estão me ouvindo? E o que eu mais reparo é ver que foi debalde o esforço de ensinar-lhes caminho do bem, da retidão, mostrar-vos que se deve vencer por força de vontade e que acima de qualquer febril necessidade se coloca o dever. Mas eu vejo que essas virtudes, não orientam mais as vossas atitudes.

O murmúrio aumentou, todos se entreolharam e numa singular atitude calaram, como para mostrar a força que os fazia, solidários na dor, na culpa ou na rebeldia.

Mas num canto da sala, humilde, magro e pálido, levantou um menino. O seu aspecto esquálido bem claro demonstrava a miséria sem nome que lhe vibrava no olhar, as convulsões da fome e num gesto de quem se vota a um sacrifício, como um santo a sorrir no instante do suplicio confessa:

- Diretor, tinha uma fome cega e por isso roubei o lanche do colega, fiz mal, ninguém tem culpa é verdade o que digo, estou pronto, portanto, a sofrer o castigo.

E seguiu cabisbaixo em direção do estrado em que todo faltoso era sentenciado e o rude diretor lê o código interno:

- O aluno que roubar um lanche ou um caderno, nas costas levará vinte fortes varadas.

E isso dizendo, despe as costas maceradas do pequeno réu, vibra o primeiro açoite, um gemido se ouviu como um grito na noite, outra pancada estala, as pernas do garoto começam a tremer dentro do calção roto e o seu olhar voltado ao azul da imensidade parecia implorar um pouco de piedade e uma onda de horror, de revolta e protesto, brilhava em cada olhar, vibrava em cada gesto.

Nisto um jovem robusto e com porte de rico, levanta-se resoluto e diz:

- Eu vos suplico que permitais senhor que eu sofra o seu castigo, a merenda era minha e ele foi sempre amigo, mas se é lei, que se cumpra a lei.

E sobranceiro seguiu para o lugar do pobre companheiro, tirou o paletó, curvou-se resignado e deixou que o castigo em si fosse aplicado.

Quando a ultima vasgarda estalou como um ai nas costas ensangüentadas do inesperado herói, o pequeno poupado abraçou seu protetor amado, beijou-o humildemente e disse-lhe baixinho, num gesto fraternal e cheio de carinho:

- Foste meu salvador, meu nobre e bom amigo, pois sofreste por mim as dores do castigo, que mereci bem sei, mas não agüentaria, dada a minha profunda e crítica anemia. Fui culpado de tudo e nunca o desejará, suplico-te perdoa a minha ação ignara, eu saberei ser grato ao bem que me fizeste, implorando ao Senhor a proteção celeste, sobre ti e o teu lar, na certeza em que o mundo será em tua vida um roseiral fecundo e onde eu me encontrar exaltarei o estóico e sublime esplendor desse teu gesto heróico. Nós somos neste mundo uns míseros culpados, criminosos, infiéis e cheios de pecado, roubamos nosso irmão, o próximo enganamos, perseguimos o justo e a trânsfuga exaltamos e tudo que é de mau fazemos sem piedade para satisfazer a nossa perversidade. Por isso, o Mestre amigo, que sofreste por mim as dores do castigo, recebe o meu afeto humilde, mas sincero e a minha gratidão profunda, pois te quero exaltar em meu ser e em toda minha vida, nessa consagração de uma alma agradecida, que vê no teu amor e em teu suplício estóico, a glorificação de um sacrifício heróico.



O meu Cristo!

Thiago Rocha

Neste mundo há muitos Cristos, de muitas formas, de várias cores e de vários tamanhos, Cristos inventados, Cristos moldados, Cristos tristes, Cristos desfigurados.
Há Cristos para cada gosto, cada objetivo, cada projeto.
Há o Cristo das belas artes, um motivo como tantos outros para expressar uma forma ou exibir uma escola, pelo próprio homem criada. É o Cristo só para se ver, analisar ou criticar, para exaltar o autor, o seu talento, sua invencionice.
Há o Cristo da literatura, da prosa, do verso, da fama, do estilo famoso, do bestseller. É o Cristo de pretexto, que serve de texto dentro de um contexto, que ajuda o seu autor a faturar mais, ser mais lido e procurado.
Há o Cristo das cantigas, deturpado, maltratado e irreverentemente tratado. Aparece na crista das ondas, estoura nas paradas. É cantado nos salões e circula aos milhões como mercadoria para enriquecer a muitos. É o Cristo de algibeira, fabricado como produto de consumo.
Há até o Cristo do cinema e do teatro, sucesso absoluto de bilheteria. É a expressão da arte moderna fazendo a caricatura do maior personagem da história. É o Cristo musicado, martirizado, encenado. É o Cristo para o espetáculo, para os olhos, para os ouvidos, para o lazer, para a higiene mental.
Há o Cristo do crucifixo, de pedra, de mármore, de madeira, de metal, de ouro e até mesmo de cristal. É o Cristo para a aparência, para o colo da mocinha, para o peito piloso do rapaz excêntrico. É apenas ornamento ou simples decoração, embora, alguns lhe prestem culto, ele não vê, não ouve e não entende.
Há, também, infelizmente, o Cristo de certos cristãos que ainda o tem no túmulo, e ainda conservado na tumba dura e fria. É o Cristo que não vive porque os seus adoradores ainda estão mortos, sem despertar para a vida nova, a vida do próprio Cristo, da qual, ainda, lamentavelmente, não se apossaram.
O meu Cristo não é nenhum desses! O meu Cristo é o Filho de Deus que nasceu, cresceu e sofreu, foi condenado à morte e sepultado por causa dos meus pecados. O meu Cristo não ficou preso na sepultura escura! Ele ressuscitou, subiu ao céu e reina à direita do Pai!
O meu Cristo é cultuado, admirado e adorado porque está vivo e bem vivo! Meu Cristo vive nas parábolas que proferiu! O meu Cristo vive nos ensinos que deixou! O meu Cristo vive nos atos que realizou! O meu Cristo vive nas almas que salvou!

O meu Cristo vive, não tenho dúvidas, porque o meu Cristo vive em mim!

sexta-feira, abril 04, 2008

E-book para download


Amados irmãos, disponibilizamos aqui um belo livro, "JESUS a Luz da Vida", escrito por Cleviton Neves. O livro narra, através de versos, a trajetória do autor, que foi viciado em drogas, e era atormentado por entidades malignas. Um belo testemunho do poder de nosso Salvador de resgatar e transformar vidas. O livro é ilustrado com belas fotos, e foi disponibilizado gratuitamente pelo autor, na internet.
Para baixar o e-book, Clique Aqui.

Fonte: www.letrassantas.blogspot.com

quinta-feira, abril 03, 2008

Dois poemas de Lêda Sellaro


MARAVILHOSO PRÍNCIPE DA PAZ!

Como na ceifa, alegre, exultará
Um povo que em trevas tem andado
A escuridão não prevalecerá
O jugo do opressor será quebrado.

Em Belém um menino nos nasceu
O Filho anunciado se nos deu
E o seu nome será Maravilhoso
Conselheiro Deus Forte e grandioso.
Haverá paz no trono de Davi
O Rei da Eternidade está aqui
Aquele que a justiça satisfaz
Maravilhoso Príncipe da Paz!

Preparai o caminho do Senhor!
E batizai para o arrependimento!
Elevai vossa voz com mais vigor,
Que é sem igual este acontecimento.

Na profecia em parte realizada
Foi uma nova era iniciada
Deus nos falou por meio do Seu Filho
Da Sua Glória, o resplendor, o brilho...
A expressão exata do Seu Ser
Que sustenta o universo em Seu poder
Mostrando em Si, o amor que nos refaz...
Maravilhoso Príncipe da Paz!

Para o homem remir do vil pecado
À semelhança de homem se tornou
E o homem, ao ser, na cruz, justificado,
O que era Deus, de Deus se esvaziou.

O que dizer de um mundo sem lugar
Para quem veio o mundo resgatar?
De um berço/manjedoura e um nascimento
Que é, da História, o mais excelso evento?
Nossos pecados, sobre Si tomou
Por Suas pisaduras nos sarou,
E ao ressurgir, a morte Ele desfaz...
Maravilhoso Príncipe da Paz!

Como na ceifa, alegre exultará,
Seu povo, já das trevas resgatado,
A escuridão não prevalecerá
O jugo do opressor já está quebrado!

Glória a Deus! Paz na terra! proclamemos
Neste Natal, noutros natais também.
Um mediador, perante Deus, já temos
Em Jesus Cristo – o Amado, o Sumo Bem.


A BOMBA

Como um pequeno “deus” se avaliando
E ufano das vitórias que alcançou...
O homem esquece o quanto de nefando
Essa escalada sempre acompanhou.
Parar? Como fazê-lo? É impossível!
E, dominado pelo que inventou...
Ele admite como irreversível
O processo que desencadeou.
Em diabólico invento, algo insano
E absurdo fica evidenciado:
Destruirá somente o ser humano
E o que é material será poupado! *
Na luta do poder, do ter, do ser...
“Os fins farão justificar os meios”
Mesmo que violentem o humano ser
Mesmo que contrariem seus anseios!
Como objetos peças de engrenagem...
Entorpecidas, pobres criaturas!
Destroem-se a si mesmas não reagem...
Coisificadas pelas estruturas!
Como levar à mente empedernida
De temporais poderes carregada
O amor de Cristo que transforma a vida
E que renova a alma destroçada?
Comecemos por nós, em nosso lar,
Nosso trabalho, nossa vizinhança...
Uma “bomba” de amor a deflagrar
Que encha o mundo de luz e de esperança!
Que os “raios” poderosos desse “invento”
Mostrado há tanto tempo, lá na cruz
Destruam todo o torpe sentimento
SEJA INFLAMADO O MUNDO POR JESUS!

NOTA: BOMBA DE NÊUTRONS - É antipessoa, ou seja, mata pessoas sem provocar grandes danos às instalações. Lançada sobre uma unidade de tanques mataria os soldados, porém não danificaria os veículos, uma vez que os nêutros passariam através da blindagem. Todavia, os nêutros seriam detidos pela terra e pela areia. As radiações atingem um raio de 1.700 quilômetros, acabando rapidamente sua periculosidade o que a faz ser considerada uma arma limpa.
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