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quinta-feira, julho 09, 2026

O Pai Nosso de Ontem, de Hoje, de Amanhã e para Sempre! - Um texto de Ernest Sarlet

 



O PAI NOSSO - de Ontem, de Hoje, de Amanhã e para Sempre!

 

Pai-Nosso que estás no céu,

e também conosco.

Começamos esta jornada de trabalho,

com espirito fraternal,

porque Tu és o nosso Pai.

Tu nos acompanhas como o sol

sobre o horizonte deste novo dia

que nos entregas e confias,

para que sejamos luz no caminho dos teus filhos

e descubramos com eles que o céu já está em nós!

 

Santificado seja o Teu Nome.

Que te louvem nossos colegas

e te bendigam ao ver nossas tentativas

de construir Teu Reino.

Que te descubram e se reconheçam filhos Teus

ao sentirem-se alcançados por Teu Amor de Pai,

revelado em nosso amor de irmãos.

Que Teu Nome de Pai se faça visível

na convivência familiar e

em nossa Comunidade de Trabalho

e em nossa comunhão social e cultural.

 

Venha o Teu Reino,

o que Jesus anunciou e começou!

O Reino de Paz no Amor,

na Justiça e na Liberdade.

O Reino cuja maturação

confiaste a cada um de nós.

Que nossos encontros sejam a antessala

de uma comunidade renovada,

uma sociedade solidária por uma convivência,

um "com-viver" na fraternidade.

 

Seja feita a Tua Vontade, assim na terra como no céu.

Que a descubram todos os homens

e a realizem em todas as partes.

Que satisfaçamos tuas exigências,

convivendo e colaborando fraternalmente

em nossa comunidade familiar, religiosa,

educativa, empresarial, sindical, política,

compartilhando solidários as cargas

com nossos companheiros de trabalho, estudo e lazer

e caminhando como pedagogos com as pessoas

pelos caminhos da liberdade comprometida no Amor.

 

O Pão Nosso de cada dia nos dá Hoje!

O Pão da mesa familiar,

O Pão da Verdade e da Amizade,

O Pão da Justiça e da Liberdade,

O Pão dos Ideais e dos Valores

que dão sentido à Vida.

O Pão da Responsabilidade criadora,

para que nos comprometamos cada dia

com as pessoas que nos confiaste

e assim cresçamos com elas

até a maturação do Homem Novo, da Nova Criatura.

 

E Perdoa nossas Dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos Devedores.

Senhor, perdoa nossas mediocridades

e nossas lamentáveis limitações,

porque com elas empobrecemos as pessoas

que convivem conosco.

Perdoa-nos nossos desalentos e nossas impaciências,

que medem a pobreza de nossa fé,

de nosso amor e de nossa esperança.

E que nós compreendamos e perdoemos

nossos próximos como Tu compreendes e perdoas.

Que os aceitemos como são,

para que cheguem a ser melhores.

Que os ajudemos a crescer

com um amor cheio de esperanças, expectativas

e totalmente livres de impaciência,

como Tu o fazes conosco!

 

E não nos deixes cair em Tentação!

De fazer de nossa vocação uma mercadoria

que se vende e se compra;

de esquecer os marginalizados da cultura

e de nossas estruturas sociais, econômicas e políticas,

de reduzir-nos a ser mercenários de um sistema,

desvinculado do comprometimento com a Vida;

de calar por medo, quando devemos falar,

de gritar por medo, quando deveríamos calar,

em vez de falar para defender o respeito

pela vida dos nossos semelhantes,

porque Tu também pusestes neles

Tua Esperança criadora de Pai.

 

E livra-nos do Mal.

Do paternalismo que aliena e não deixa crescer

e do autoritarismo que domestica,

apagando a originalidade de cada ser humano.

Livra-nos do mal, de sentirmo-nos donos,

quando Tu nos queres diáconos

dos que são teus filhos e nossos irmãos na fé!

E livra-nos do mal terrível

de não amar os nossos parceiros,

prejudicando a vida das crianças e dos jovens,

porque neles está a nossa esperança no mundo

de hoje e de amanhã!

 

Pois Teu é o Reino e o Poder e a Glória para Sempre!

Que assim seja!

Sim, Senhor!

Assim o queremos!

Assim o pedimos!

Assim o prometemos!

Assim o esperamos!

Porque Tu também o queres!

E juntos faremos o possível!

Senhor, nós cremos,

ajudar-nos e perdoar-nos em nossa incredulidade!

Senhor, não nos dá tarefas iguais às nossas forças,

Pois Tu, Senhor, és o Caminho, a Verdade e a Vida!


Do livro Um Olhar Para o Vale - 100 Mensagens de Fé, Esperança e Amor


sábado, dezembro 13, 2025

ESTATUTO DE NATAL, um texto de Ernest Sarlet

 


ESTATUTO DE NATAL

 

Art. I:

 

Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.

 

Art. II:

 

Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.

 

Art. III:

 

Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.

 

Parágrafo único:

 

Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual.

 

Art. IV:

 

Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontam para o Norte da Salvação.

 

Art. V:

 

Que no Natal, os homens façam como as crianças:

deem-se as mãos e tentem promover a paz.

 

Art. VI:

 

Que haja menos desânimos, desconfianças,

desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus.

 

Parágrafo único:

 

Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.

 

Art. VII:

 

Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador.

 

Art. VIII:

 

Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.

 

Parágrafo único:

 

Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos!

 

Art. IX:

 

Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.

 

Art. X:

 

Que o Natal dê a todos um coração puro, livre,

alegre, cheio de fé e de amor.

 

Art. XI:

 

Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar,

cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.

 

Art. XII:

 

Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das ideias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal.

 

Parágrafo único:

 

Fica decretado que todos devem poder dizer,

ao se darem as mãos:

 

FELIZ NATAL!


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