CREDO
Não
é em quê, mas em
quem, creio
Terá
na hora escura de necessidade
Consolo,
qual nenhum mortal
Pode
oferecer por nenhum meio.
Não
é em quê, mas em
quem,
Pois
Cristo é mais que todas as crenças
E
sua vida de milagres e benquerenças
Supera
todas as crenças como ninguém.
Não
é no que creio, mas em quem confio,
Que
caminha comigo na tristeza
Que
leva meu fardo e traz leveza;
Que
ilumina o caminho mais sombrio.
Que
me chama em face à morte pra olhar além,
Para
uma vida ainda maior a ser vivida.
Não
é no que creio, mas em quem.
Em
Cristo não há
Oriente nem Ocidente
Em
Cristo não há Oriente nem
Ocidente,
Nele não há
Sul nem Norte,
Mas uma grande Irmandade de Amor
Por toda a vasta terra.
Nele encontrarão corações
verdadeiros
em
toda parte Sua alta comunhão.
Seu serviço é o cordão
de ouro
Que une toda a humanidade.
Deem as mãos, então, Irmãos
da Fé,
Seja qual for a sua raça! —
Quem serve meu Pai como um filho
Certamente é
meu parente.
Em Cristo agora se encontram Oriente e Ocidente,
Nele se encontram Sul e Norte,
Todas as almas cristãs são uma só
nEle,
Por toda a vasta terra.
Gadara,
31 d.C.
Rabi,
vá embora! Teus poderes
Trazem perda para nós e para os nossos.
Nossos caminhos não são como os
Teus.
Tu amas os homens, nós — porcos.
Oh, vai-te daqui, Onipotência,
E leva este Teu tolo!
A alma dele? Que nos importa a sua alma?
De que nos serve que o tenhas curado,
Já que perdemos os nossos porcos?
E Cristo foi tristemente.
Ele havia feito para eles um sinal
De Amor, Esperança e Ternura divina;
Eles queriam — porcos.
Cristo está do lado de fora da tua porta e bate suavemente;
Mas se o teu ouro, ou porco, bloquear a entrada,
Ele não forçará
a mão de ninguém —
ele partirá,
E te deixará com os tesouros do teu coração.
O Mestre não compartilhará nenhuma câmara
desordenada,
Mas uma varrida
Por fogos purificadores, então preenchida
com frescor e beleza
Com mansidão, humildade e oração.
Lá Ele virá, mas, vindo,
mesmo ali
Ele permanece e espera, e a nenhuma entrada vencerá
Até que a tranca seja levantada de dentro.
Para
os Homens da Frente
SENHOR
DEUS DOS EXÉRCITOS, cuja mão poderosa
O domínio segura no mar e na terra,
Na paz e na guerra, Tua vontade vemos
Moldando a liberdade maior.
Nações
podem surgir e nações cair,
Teu propósito
imutável governa todas elas.
Quando a morte voa rápido na onda e no campo,
Sê Tu uma defesa e escudo seguros!
Console e socorra aqueles que caem,
E ajude e anime a todos!
Ó,
ouça as orações de um povo
por aqueles
Que
enfrentam destemidamente os inimigos de seu país!
Para aqueles que jazem fracos e quebrados,
Em cansaço e agonia —
Grande Curador, para seus leitos de dor
Venha, toque e torne-os inteiros novamente.
Ó,
ouça as orações de um povo
e abençoe
Teus servos
em sua hora de estresse!
Para aqueles a quem o chamado virá,
Oramos Tua terna recepção em casa,
O trabalho, a amargura, tudo passado,
Nós os confiamos ao Teu Amor finalmente.
Ó,
ouça as orações de um povo
por todos
Que,
nobremente se esforçando, nobremente caem!
Para aqueles que ministram e curam,
E se dedicam, suas habilidades e zelo —
Renovai seus corações com fé
semelhante à de Cristo,
E os guardai da doença e da morte.
E no Teu
devido tempo, Senhor, envia
a Tua Paz à
terra até que os Tempos acabem!
Vigia!
E a noite? (trecho final)
Para
além das nuvens de guerra e dos caminhos avermelhados,
Vejo
a Promessa dos Dias Vindouros!
Vejo
o seu Sol surgir, carregado de graça,
Para
secar as lágrimas da terra e apagar todos os seus males!
Cristo
vive! Cristo ama! Cristo governa!
Nunca
mais a Força,
Ainda
que aliada de todas as Forças da Noite,
Suplantará
o Correto. Nunca mais o Mau Feito
Prolongará
as agonias brutas do mundo.
Quem
espera o seu Tempo certamente verá
O
triunfo de sua Constância; —
Quando,
sem obstáculo, barreira ou empecilho,
A
vinda de seu Dia Perfeito
Varrerá
os Poderes da Noite; —
E
a Fé, a nova plumagem para um voo mais nobre,
E
a Esperança, acessa com brilho radiante,
E
o Amor, vestido de beleza,
Saudarão
a luz da manhã!
Depois
do trabalho
Senhor,
quando vires que meu trabalho está concluído,
Não me deixes demorar,
Com as forças falhando,
Nas horas cansativas, --
Um trabalhador sem trabalho num mundo de trabalho.
Mas, com uma palavra,
Apenas me mandes para casa,
E eu voltarei
com alegria, --
Sim, com muita alegria
eu voltarei.
O
congregacional John Oxenham (1852-1941) foi um autor britânico que escrevia sob
seu pseudônimo e cujo nome verdadeiro era William Arthur Dunkerley. Jornalista,
poeta e romancista, escreveu mais de 30 romances e é mais lembrado por sua
poesia. Muitos de seus poemas expressam coragem, esperança, fé e otimismo em
tempos de guerra e dificuldades.