A
Ressurreição
(Jo 20)
Seus amigos
se foram e o deixaram morto
No leito
subterrâneo de José.
Embalsamado
em mirra e perfumado com aloés,
e envolto em
mortalha branca como a neve.
Então homens
astutos vieram e selaram seu túmulo,
para que
ladrões não levassem
embora sua
forma sem vida, e reclamassem
para Ele uma
fama sem merecimento.
“Não há por
que”, os soldados disseram,
“colocar sentinelas
para os mortos”
Por isso
eles se enrolaram nos mantos
E então
caíram pelo chão
E dormiram
como mortos a noite toda
Sob o pálido
luar e o orvalho gelado.
O sopro de
um alento repentino
Agitou o ar
passivo da morte.
Ele acordou
e ergueu-se no leito;
Lembrou-se
como fora crucificado;
Tocou com os
dedos a cabeça
E de leve o
lado recém-curado.
E com um
suspiro profundo, triunfante,
calmamente
pôs de lado as roupas de morte —
dobrou o
fragrante lençol branco,
a toalha, as
faixas de linho,
O lenço,
todos com mãos cuidadosas —
E deixou
arrumado o quarto emprestado.
Seus passos
eram com o raiar do dia;
Tão
levemente pela guarda passou,
Nenhuma alma
do sono despertada,
Nenhuma gota
de orvalho derramada.
O Calvário
agora era adorável;
Os lírios
que nele floresciam
trocavam a
veste pálida de lua
pelas roupas
da manhã.
“Por que
buscais o vivente entre os mortos?
Não está
aqui, mas ressuscitou”, o anjo disse.
Os primeiros
ventos tomaram as palavras
E as levaram
aos pássaros cantores,
Aos brotos
das árvores, a tudo
que respira
o alento vivo da primavera.
Jonathan Henderson Brooks (1904 - 1945) foi um pastor e poeta estadunidense, uma das mais importantes vozes poéticas negras do primeira metade do século XX.
Do livro
Comentário Devocional da Bíblia, de Lawrence Richards (CPAD).


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