terça-feira, abril 23, 2019
ONDE ESTÃO OS OUTROS, livro de poemas A. P. Alencart disponível em português
O poeta e jornalista paulista Álvaro Alves de Faria traduziu e fez publicar o livro Onde Estão os Outros, do professor, poeta, crítico e promotor cultural espanhol A. P. Alencart.
O livro conta com primoroso prefácio, pelo próprio Faria, além de ilustrações do pintor espanhol Miguel Elias, feitas exclusivamente para a obra.
Um pouco do melhor da poesia cristã produzida atualmente, graciosamente para você, num livro breve em tamanho, mas vasto em alma.
Para baixar o livro (pelo Google Drive), CLIQUE AQUI.
Marcadores:
Alfredo Pérez Alencart,
Álvaro Alves de Faria,
downloads,
e-book,
Livros
quarta-feira, abril 17, 2019
Senhor, quando te vimos faminto? - Uma oração luterana
Senhor,
quando te vimos faminto?
Oração
luterana anônima. França, século XX.
Eu estava faminto e vocês estavam voando ao
redor da lua.
Eu estava faminto e vocês me disseram que
esperasse.
Eu estava faminto e vocês formaram um
comitê.
Eu estava faminto e vocês mudaram de
assunto.
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Não há motivo para isso.”
Eu estava faminto
E vocês tinham a conta das armas para
pagar.
Eu estava faminto e vocês me contaram:
“Agora as máquinas fazem este tipo de
serviço.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“A lei e a ordem em primeiro lugar.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Sempre existirão pessoas pobres.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Meus antepassados também passaram fome.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Depois dos cinquenta, você não vai
encontrar emprego.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Deus ajuda os necessitados.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Desculpe-me, volte outro dia.”
Do livro Orações para Mil Anos, de Elizabeth Roberts e Elias Amidon (orgs.).
terça-feira, abril 09, 2019
Última meditação à véspera da morte - Girolamo Savonarola
Última
meditação à véspera da morte
Savonarola (23-5-1498)
Em ti esperei, senhor!
Não serei eternamente confundido!
Ó maravilhoso poder da esperança!
A tristeza não permanece em sua presença.
Pode ressoar seu fragor,
Os inimigos podem assediar-me,
Nada temo,
Pois espero em ti, senhor!
Tu és a minha esperança,
Meu refúgio forte e inexpugnável,
Já penetrei dentro dele.
A esperança abriu-me suas portas.
Não penetrei temerariamente.
A esperança é minha escusa antecipada.
Ela me diz:
“Eis, ó homem, o teu refúgio,
Abre os olhos e vê:
Deus é teu único asilo.”
Somente ele pode libertar-te,
Somente ele te consola e te salva!
O coração dos homens está nas mãos de Deus.
Ele o guia segundo sua vontade.
- Considera minha bondade e meu amor.
Não seria amigo dos homens
Quem pelos homens se fez homem?
Quem pelos pecadores sofreu a morte?
Na verdade, ele é teu Pai.
Poderia um pai esquecer seu filho?
É ele quem nos diz,
Pela escritura,
“Já que o homem confiou em mim,
Eu o libertarei,
Tirá-lo-ei de suas tribulações”.
Ó imensa força da esperança,
Como ela se difunde pelo mundo inteiro!
Não serei eternamente confundido!
Poderei sê-lo na terra,
Não na eternidade!
Com teu braço forte,
Com teu julgamento equitativo,
Liberta-me, senhor!
Do livro As mais belas orações de todos os tempos, de Rose Marie Murado e Raimundo Cintra (orgs.).
segunda-feira, abril 01, 2019
Um sermão sobre a Poesia - Israel Belo de Azevedo
POESIA: VIDA E ADORAÇÃO
(Salmo 104)
Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 11.3.2001 (noite)
http://www.prazerdapalavra.com.br
A linguagem humana tem sido empobrecida pela ausência da poesia.
Num mundo marcado pelo imediatismo e pelos artefatos da tecnologia microeletrônica, há poucos espaços para a imagem poética, necessariamente profunda e às vezes aparentemente sem utilidade. No entanto, os poetas são mais importantes que os desenvolvidos pelos criadores de tecnologia, que nos fazem fruir a vida, mas não nos ajuda a entendê-la.
Podemos dizer que a poesia ficaria relegada a livros de tiragens ridículas, não fosse a música, que tem sua poesia própria (a melodia) e se encontra com a poesia propriamente dita através das letras usadas. As canções, no entanto, são poesia, mas um outro tipo de poesia.
No meio cristão, passamos pela mesma experiência. A poesia vem perdendo espaço, mantida por meio dos hinos, que também são um tipo de poesia. Nós somos um povo musical, como o de Israel o era, como nos lembra o profeta Amós: Vocês fazem músicas como fez o rei Davi e gostam de cantá-las com acompanhamento de harpas. (Amos 6.5)
2. ENRIQUEÇAMO-NOS COM A IMAGINAÇÃO POÉTICA
Não podemos, diante deste quadro, nos esquecer que a Bíblia, o livro pelo qual pautamos as nossas vidas, é um livro de expressão poética. Se não entendermos esta sua característica, teremos dificuldade para ouvir Deus falando.
Tomemos alguns dos grandes salmos.
O salmo 1 não diz simples que a felicidade consiste em viver de forma reta diante de Deus, mas usa imagens para descrever os ímpios e para pintar os justos. Assim,
Bem-aventurado o homem que
não anda no conselho dos ímpios,
não se detém no caminho dos pecadores,
nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas,
que, no devido tempo, dá o seu fruto,
e cuja folhagem não murcha;
e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
(Salmo 1.1,3)
A pessoa temente a Deus não é uma árvore, mas é como se fosse, diz-nos a poesia.
O salmo 19 retrata a glória do Senhor com imagens poéticas majestosas:
Os céus proclamam a glória de Deus,
e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
Um dia discursa a outro dia,
e uma noite revela conhecimento a outra noite.
Não há linguagem, nem há palavras,
e deles não se ouve nenhum som;
no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz,
e as suas palavras, até aos confins do mundo.
Aí pôs uma tenda para o sol,
o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói.
(Salmo 19.1-5)
Como o firmamento anuncia, se não tem boca? Como um dia discursa, se não tem língua? Como a natureza, que não tem som, faz ecoar a palavra de Deus? Como pôr uma tenda para o sol?
O salmo 23 é poesia pura, desde o princípio.
O Senhor é o meu pastor;
nada me faltará.
Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Leva-me para junto das águas de descanso;
refrigera-me a alma.
Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo;
o teu bordão e o teu cajado me consolam.
(Salmo 23.1-4)
O que é repousa em pastos verdejantes e ter um pastor, se não somos gado? O que é ser guiado pelas veredas da justiça? Como receber consolo de um bordão e de um cajado?
Estes poucos exemplos bastam para mostrar que não dá para entender alguns capítulos senão com a imaginação. Precisamos, portanto, de imaginação poética para fruir melhor a Bíblia. Se não, como admiremos também a existência de uma sarça que não se consome ou de uma estrela que percorre o firmamento para guiar os magos? Se não, como entenderemos a oração de Jesus pedindo pela passagem do cálice? Como entenderemos a descrição que o livro de apocalipse faz do céu? como uma
Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu.
Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada,
vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo, (...)
brilhando com a glória de Deus.
A cidade brilhava como uma pedra preciosa,
como uma pedra de jaspe, clara como cristal.
[Nela, não havia templo,]
pois o seu templo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
A cidade não precisa de sol nem de lua para a iluminarem,
pois a glória de Deus brilha sobre ela,
e o Cordeiro é o seu candelabro.
(Apocalipse 21.2, 11, 23, 23)
Só podemos usufrir da riqueza do livro de Apocalipse por meio da imaginação poética, a mesma que Deus inspirou a autor bíblico.
Nem todos precisamos ser poetas, mas todos precisamos de um pouco de imaginação poética para penetrar na riqueza da Palavra de Deus.
3. VALORIZEMOS A EXPRESSÃO POÉTICA
A poesia é uma das formas mais apropriadas para se falar da vida. Os livros de Jó, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos são uma demonstração viva desta realidade.
Há na Bíblia expressões poéticas acerca do sofrimento, como esta:
A minha harpa se me tornou em prantos de luto,
e a minha flauta, em voz dos que choram.
(Jó 30:31)
Há, na Bíblia, inclusive expressões poética de exaltação ao amor erótico, entre um homem e uma mulher, como em Cântico dos Cânticos, uma das quais sendo a seguinte:
O inverno já foi, a chuva passou, e as flores aparecem nos campos.
É tempo de cantar; ouve-se nos campos o canto das rolinhas.
Os figos estão começando a amadurecer,
e já se pode sentir o perfume das parreiras em flor.
Venha então, meu amor. Venha comigo, minha querida.
(Cântico dos Cânticos 2.11-13:)
A poesia é uma das formas mais adequadas para se falar de Deus e para se exaltar a sua excelsitude para conosco. O que é o seu nome "Emanuel" se não uma expressão poética? Como um Deus pode se apresentar como "Eu sou o que sou", se não pela imaginação poética. Os salmos, uns musicados (e é pena que tenhamos perdido as suas melodias), outros não, são essencialmente cânticos de louvor, isto é, exaltação, a Deus. Nós os apreciamos porque falam de nós mesmos, nossas dores e dúvidas, mas também porque falam de Deus, de sua glória, isto é, de sua beleza, e de sua graça, de seu amor para conosco.
Um dos pontos altos da expressão poética do Antigo Testamento é o salmo 104, todo escrito em forma de imagens poéticas.
Bendize, oh minha alma, ao Senhor!
Senhor, Deus meu, como tu és magnificente:
sobrevestido de glória e majestade,
coberto de luz como de um manto.
Tu estendes o céu como uma cortina,
pões nas águas o vigamento da tua morada,
tomas as nuvens por teu carro e voas nas asas do vento.
Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste;
as águas ficaram acima das montanhas;
à tua repreensão, fugiram,
à voz do teu trovão, bateram em retirada.
Elevaram-se os montes,
desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado.
Que variedade, Senhor, nas tuas obras!
Todas com sabedoria as fizeste;
cheia está a terra das tuas riquezas.
Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo.
Se lhes dás, eles o recolhem;
se abres a mão, eles se fartam de bens.
Se ocultas o rosto, eles se perturbam;
se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó.
Envias o teu Espírito, eles são criados,
e, assim, renovas a face da terra.
A glória do Senhor seja para sempre!
Exulte o Senhor por suas obras!
Cantarei ao Senhor enquanto eu viver;
cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida.
Seja-lhe agradável a minha meditação;
eu me alegrarei no Senhor.
(Salmo 104.1-3,6-8,24,27-31,33,34)
Os poemas de exaltação a Deus nos levam à Sua presença, para contemplar a Sua glória:
Oh profundidade da riqueza,
tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!
Quão insondáveis são os seus juízos,
e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?
Ou quem foi o seu conselheiro?
Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?
Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas.
A ele, pois, a glória eternamente.
Amém!
(Romanos 11.33-36)
Não há, portanto, uma dicotomia entre poesia e fé. A fé diz "eu creio em Ti, Senhor "; a poesia crente anota: "meu coração se lança sobre as tuas costas, Senhor".
A fé afirma: "guarda-me, Senhor"; a poesia bíblica escreve: esconde-me à sombra das tuas asas (Salmo 17.8).
A fé exalta: Como é preciosa, oh Deus, a tua benignidade! a poesia aprofunda: Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas. (Salmo 36.7)
A fé pede: Tem misericórdia de mim, oh Deus, tem misericórdia; a poesia consagrada enriquece: pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. (Salmo 57.1)
Para que usufruamos da poesia enquanto expressão de nossos sentimentos e desejos mais profundamos precisamos valorizar a expressão artísticas, precisamos nos educar para a poesia, precisamos nos expressar por meio da poesia.
1. Precisamos valorizar a expressão poética.
Cada um de nós deve buscar formas artísticas para expressar nossos sentimentos (de tristeza e de alegria), nossos desejos e nosso louvor.
A Bíblia reconhece o valor da expressão artística, e um dos exemplos está no livro de Samuel. E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele. (1 Samuel 16:23)
Você está triste, ouça uma canção que anime o seu coração. Você está agitado, entre numa galeria de arte ou numa exposição para ver as obras dos outros.
Você está com a auto-estima lá embaixo? leia o poema 8 do livro dos salmos. Você está excessivamente autoconfiante? leia o poema de Paulo aos filipenses (capítulo 2).
2. Precisamos nos educar para a poesia.
Para fruir a poesia, temos que nos educar para a poesia. Precisamos entender que a poesia é uma outra maneira de dizer as coisas. Precisamos reconhecer que ler poesia nos torna menos duros, menos amargos, menos pesados; mais sensíveis, mais agradáveis e mais leves.
Educando-nos para a poesia, leremos melhor e escreveremos melhor; mais que isso, entenderemos melhor a Palavra de Deus a nós.
Para tanto, leiamos a poesia bíblica, leiamos a poesia secular (principalmente brasileira), leiamos a poesia evangélica (embora escassa).
3. Precisamos nos expressar por meio da poesia.
Só ela nos permite dizer o que não cabe na boca nem no discurso narrativo.
A poesia é bonita de mais para ficar só com os poetas. A poesia é profunda demais para ficar só com os poetas não cristãos.
Precisamos escrever poeticamente. A poesia cristã precisa estar nos livros, nas praças e nos teatros. Precisamos de poesia cristã de qualidade, mesmo que perca parte de seu didatismo ou homiletismo.
Aos poetas jovens, de qualquer idade, leiam muita poesia e escrevam. Escrevam muito, reescrevam muito. Sejam humildes e ousados, ao mesmo tempo. Sejam os melhores poetas. Orem a Deus em busca de inspiração. Vejam o que os outros fazem e façam melhor.
4. CONCLUSÃO
O mundo precisa de poesia. Vamos dar poesia ao mundo. A poesia também se ressente da corrupção do gênero humano. Nós podemos falar da redenção, também sob a forma poética.
Foi o que o apóstolo Paulo fez no grande teatro ao livre de Atenas. Depois de ver as expressões poéticas do povo, espalhadas pelas ruas e pelos templos, ele assim se expressou:
Esse que adorais sem conhecer
é precisamente aquele que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe;
sendo ele Senhor do céu e da terra,
não habita em santuários feitos por mãos humanas.
Nem é servido por mãos humanas,
como se de alguma coisa precisasse;
pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais;
de um só fez toda a raça humana
para habitar sobre toda a face da terra,
havendo fixado os tempos previamente estabelecidos
e os limites da sua habitação;
para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar,
bem que não está longe de cada um de nós;
pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos,
como alguns dos vossos poetas têm dito:
"Porque dele também somos geração".
Sendo, pois, geração de Deus,
não devemos pensar que a divindade
é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra,
trabalhados pela arte e imaginação do homem.
(Atos 17.24-29)
O cristianismo precisa de poesia. Paulo, para nos ensinar o sentido da vida, sentido da vida que muitos cristãos temos perdido, nos abençoa com as seguintes palavras, carregadas de poesia:
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado
com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
[Ele] assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo,
para sermos santos e irrepreensíveis perante ele;
e em amor nos predestinou para ele,
para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo,
segundo o beneplácito de sua vontade,
para louvor da glória de sua graça,
que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,
no qual temos a redenção, pelo seu sangue,
a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,
que Deus derramou abundantemente sobre nós
em toda a sabedoria e prudência,
desvendando-nos o mistério da sua vontade,
segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,
de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos,
todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra;
[pois em Jesus] fomos também feitos herança,
predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas
conforme o conselho da sua vontade,
a fim de sermos para louvor da sua glória,
nós, os que de antemão esperamos em Cristo;
em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade,
o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido,
fostes selados com o Santo Espírito da promessa;
o qual é o penhor da nossa herança,
ao resgate da sua propriedade,
em louvor da sua glória.
[Ele] pôs todas as coisas debaixo dos pés,
e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,
a qual é o seu corpo,
a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.
(Efésios 1.1-14, 22-23)
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
Marcadores:
Estudo,
Israel Belo de Azevedo,
Prosa,
Sermões
sábado, março 23, 2019
Travessia do Mar Vermelho e outros Poemas, e-book de J. T. Parreira em edição bilíngue português/espanhol
Es toda una alegría presentar esta segunda publicación de Tiberíades Ediciones, la primera en solitario, con poemas del recientemente fallecido J. T. Parreira, seleccionados por José Brissos-Lino y A. P. Alencart. Cuenta además con una bien versada y emotiva presentación de José Brissos-Lino. La traducción al castellano es obra de Alfredo Pérez Alencart. Agradecemos el excelente y desinteresado trabajo de diseño y edición realizado por Sammis Reachers.
En unas líneas de su Presentación, José Brissos-Lino nos dice: João Tomaz Parreira (1947-2018) –con la firma literaria de J.T. Parreira– fue tal vez el mayor poeta cristiano evangélico de lengua portuguesa que conocí, a la par del brasileño Joanyr de Oliveira (1933-2009), y era mi amigo personal cerca de 45 años. Sus intereses esenciales se centraban en la interacción entre la divinidad y la humanidad, pues sus preocupaciones eran, invariablemente, con el ser humano en su relación con Dios, y también en todo lo que tiene que ver “con la profundidad, los valores, la belleza y el sufrimiento de los hombres”, como él mismo comentó en una entrevista concedida a un programa de televisión en 2002.
Ponemos el libro en pdf a disposición de todos los amantes de la poesía.
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O LIVRO.
J. T. PARREIRA (1947, Lisboa-2018, Aveiro). Uno de los más importantes poetas evangélicos en lengua portuguesa. En vida publicó seis libros impresos de poesía (Este Rosto do Exílio,1973; Pedra Debruçada no Céu, 1975; Pássaros Aprendendo para Sempre, 1993; Contagem de Estrelas, 1996; Os Sapatos de Auschwitz, 2008; y Encomenda a Stravinsky, 2011 ). También los siguientes E-books que pueden descargarse libremente en web: “Falando entre vós com Salmos: Cânticos Davídicos”, “Na Ilha Chamada Triste”, “Aquele de cuja mão fugiu o Anjo”, “Quando era menino lia o Salmo Oitavo”, “Nove Penas para Sylvia Plath” y “As Crianças do Holocausto”, entre 2010 y 2013. En Rio de Janeiro, participó en la Antologia da Nova Poesia Evangélica (1977). También un ensayo teológico (O Quarto Evangelho-Aproximação ao Prólogo, 1988). Desde 1964 escribió en la revista evangélica “Novas de Alegria” desde 1964. Periodista independiente en semanarios regionales y revistas mensuales de índole cultural y religiosa, donde escribió sobre artes plásticas, literatura e teología. En 1974 propició con Joanyr de Oliveira, en Brasil y ambos com José Brissos-Lino en Portugal el movimiento por la Nueva Poesía Evangélica.Está presente en el Projecto Vercial, la mayor base de datos de la literatura portuguesa.
A. P. Alencart
Marcadores:
Alfredo Pérez Alencart,
e-book,
Espanhol,
J. T. Parreira,
Livros,
Tiberíades
quarta-feira, março 13, 2019
Prêmio Rei David de Poesia Bíblica - Participe
Luis Fajardo, Andy Wickham y Alfredo Pérez Alencart, directores de las entidades que convocan en certamen. / Tiberíades
http://tiberiades.org/
Bajo la dirección del poeta Alfredo Pérez Alencart, profesor de la Universidad de Salamanca y colaborador de Protestante Digital, ‘Tiberíades’, Red Iberoamericana de Poetas y Críticos Literarios Cristianos, acaba de anunciar la creación de un importante premio de poesía con anclajes bíblicos, el cual tendrá una convocatoria bienal y aceptará libros escritos en castellano y portugués.
El Premio Rey David de Poesía Bíblica Iberoamericana cuenta entre las entidades convocantes a la Sociedad Bíblica de España (SB) y la Fundación RZ para el diálogo entre Fe y Cultura, a través de sus respectivos directores, Luis Fajardo y Andy Wickham; además de la mencionada Tiberíades.
Entre los propósitos de este premio, que hasta el próximo 1 de juniorecibirá los trabajos enviados por poetas de cualquier país del mundo, las entidades convocantes reconocen el valor insoslayable de la palabra poética en el corpus general de la Biblia, Libro de los Libros y, a través de este galardón, buscan alentar su lectura sin estigmas o anteojeras, lo que puede propiciar la escritura de nuevos libros de alto voltaje lírico y ético, tan necesarios en estos tiempos.
Para ello, y a modo de orientación, recuerdan lo expresado por José Ángel Valente: “La Palabra poética sigue cerca de Dios y es Dios. Lo dice el Evangelista Juan: en el Principio era el Logos, el Verbo. Y el verbo estaba cerca de Dios y era Dios. Lo creo a pie juntillas. Apartarse de ello nos ha alejado de la capacidad creadora”.
Las obras presentadas serán sometidas al examen de una Comisión Lectora que propondrá al jurado las diez obras que por su calidad merezcan especial consideración como finalistas para el fallo definitivo. Los títulos de estos trabajos se darán a conocer el 22 de junio. El fallo se dará a conocer en Salamanca el 13 de julio de 2019.
PREMIOS
El premio está dotado con 1.500 euros (mil quinientos euros), a cargo de Fundación RZ para el diálogo entre Fe y Cultura, y la edición del libro premiado, a cargo de la Sociedad Bíblica de España. El poeta ganador lo recibirá personalmente el 16 de octubre de 2019, durante el XXII Encuentro de Poetas Iberoamericanos que estará dedicado a San Juan de la Cruz y que se celebrará en Salamanca. Además, recibirá una pintura original con tema alusivo al premio,obra del reconocido artista Miguel Elías, profesor de la Universidad de Salamanca.
Otro incentivo del premio es la traducción al portugués o español del libro ganador, traducción que se incluirá en la obra publicada.
Los trabajos que se presenten deberán tener un mínimo de 500 versos y un máximo de 900 y ser enviados al correo electrónicopremioreydavid2019@gmail.com.
Las bases completas de este premio pueden consultarse en la página web de Tiberíades: http://tiberiades.org/
JURADO SELECTO
El Jurado está integrado por destacados representantes del ámbito de la poesía, la universidad y la crítica literaria iberoamericana, así como de las entidades organizadoras.
En esta primera edición estarán el peruano-español Alfredo Pérez Alencart, quien lo presidirá, así como el español Antonio Colinas, Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana; el brasileño Carlos Nejar, Premio Jorge de Lima de la Unión Brasileña de Escritores y miembro de la Academia Brasileña de Letras; el portugués António Salvado, Medalla al Mérito Cultural del Gobierno de su país; la peruana Sonia Luz Carrillo, poeta y catedrática de la Universidad de San Marcos de Lima; el argentino Hugo Mujica, poeta, Premio Casa de América de Poesía; el chileno Juan Antonio Massone, poeta, catedrático y miembro de la Academia Chilena de la Lengua; la española Francisca Noguerol, catedrática de Literatura Hispanoamericana de la Universidad de Salamanca; el puertorriqueño Luis Rivera-Pagán, profesor emérito del Seminario Teológico de Princeton; la ecuatoriana Ana Cecilia Blum, poeta, ensayista y editora. Finalmente los españoles Pablo Martínez escritor, conferenciante y presidente de honor de la Fundación RZ; Luis Fajardo, director general de la Sociedad Bíblica de España; Juan Carlos Martín Cobano, filólogo, poeta, traductor y secretario general deTiberíades, e Isabel Pavón (España), poeta y articulista, quien actuará como secretaria del Premio.
Via http://protestantedigital.com
Via http://protestantedigital.com
Marcadores:
Concurso,
Livros,
Poesia Cristã,
Tiberíades
terça-feira, março 05, 2019
O evangelho segundo Lucas em versos - Lindolfo Weingärtner
O evangelho segundo Lucas em versos - Trechos selecionados
Introdução
O médico e evangelista que
este livro inspirado escreveu,
com seu chamado a Cristo a
receita da vida nos deu.
E, ao formular estes
versos, não vou esconder de ninguém
que a receita do doutor
Lucas é minha receita também.
E deixo mais um recado: O
Lucas original
ainda é muito mais rico
que nossa versão especial.
Para mim, é o evangelista
que melhor entendeu que Jesus
veio para salvar os que
sofrem, levando-os das trevas à luz.
Além de pregar o
evangelho, como médico clinicou,
e com seu fervor
missionário a equipe de Paulo apoiou.
O próprio apóstolo o
chama, ao saudá-lo em Cristo, o Senhor,
de “Lucas, o médico amado”;
um médico a serviço do amor!
Nossos versos, que sirvam
de ponte para quem deseja sondar
o fundo da própria Bíblia,
para nela Jesus achar.
Eles poderão ser usados
por pais que queiram passar
a boa mensagem aos filhos.
São fáceis de memorizar:
O ritmo, bem como a rima
despertam sua atenção,
e, enfim, “decorar” pode
mesmo ser coisa do coração.
E se por acaso um violeiro
dos versos fizer canção,
poderá cantar a mensagem
aos acordes do seu violão.
Pensamos também em
obreiros engajados em educar:
Em sua nova roupagem os
versos podem ajudar.
Baseados sempre no texto
da original versão,
são bastante livres na
forma, mais paráfrase que tradução.
Creio que o bom doutor
Lucas, se à terra pudesse voltar,
com um gesto amigo e um
sorriso nossos versos viria a saudar.
O bom samaritano (10.25-37)
Certo dia, um douto
escriba de Jesus se aproximou;
querendo pô-lo à prova, de
chofre lhe perguntou:
“Para herdar a vida
eterna, ó mestre, o que devo fazer?”
respondeu Jesus: “Dize-me
antes o que na lei podes ler!”
Retrucou-lhe logo o
escriba: “Amarás teu Deus e Senhor
com todas as tuas forças e
com todo o teu fervor.
Amá-lo-ás de toda a tua
alma e de todo o teu coração,
e amarás da mesma maneira
o próximo, que é teu irmão”.
Jesus disse: “Bem
respondeste; faze isto e hás de viver”.
Mas desconversando, ele
disse: “Quem virá meu próximo a ser?”
Disse o Mestre: “Um homem
descia de Jerusalém a Jericó.
caiu nas mãos dos bandidos,
que o golpearam sem dó.
Tiraram-lhe tudo o que
tinha e, deixando-o prostrado, a sangrar,
fugiram com sua presa, sem
com ele se importar.
Por acaso, um sacerdote
passou pelo ermo lugar;
viu o homem ferido e, de
medo, seus passos tratou de apressar.
Do mesmo modo, um levita,
ao ver a vítima infeliz,
igualmente passou de
largo, e prestar-lhe ajuda não quis.
Um samaritano, no entanto,
ao ver o ferido no chão,
chegou-se ao infortunado,
tomado de compaixão.
Ajoelhando ao lado dele,
as feridas do homem cuidou,
e, após limpá-las com
vinho, com óleo de oliva as tratou.
A seguir, sobre o seu
jumento aquele infeliz colocou
e, levando-o a um
albergue, com carinho dele cuidou.
Depois deixou uma soma
para o hospedeiro gastar,
dizendo-lhe: cuida do
homem, que na volta vou tudo ajustar.
E Jesus perguntou ao
escriba: “Qual dos três, a teu ver, agiu
como próximo daquele homem
que nas mãos dos bandidoscaiu?”
Respondeu o escriba: “Por
certo, o que dele se compadeceu”.
E disse Jesus: “Vai tu
mesmo e segue o exemplo seu!”
A parábola do pai misericordioso
(ou do filho perdido: 15.11-32)
Na mesma ocasião Jesus
disse: “Havia em certo país
um pai que tinha dois
filhos, que levavam vida feliz.
Um belo dia, o mais novo
de súbito disse ao pai:
Pai, dá-me a parte da
herança que para meu lado cai!
O pai cumpriu-lhe o
desejo. Partiu a herança em dois,
e o filho mais novo
mandou-se, não muito tempo depois.
Juntando tudo o que tinha,
foi para distante lugar,
passando a viver à toa, e
a sua fortuna a gastar.
Depois de ter gasto o que
tinha, uma fome assolou a região,
e o rapaz, sentindo o
aperto, se pôs à procura de pão.
Por fim, tentou
encostar-se num cidadão do lugar,
e este o mandou ao campo
seu rebanho de porcos guardar.
Desejava encher a barriga
com as bagas e a imunda ração
que os próprios porcos
comiam, competindo com estes em vão.
Aí caiu em si mesmo e
falou a seu coração:
No lar de meu pai, quanta
gente tem abundância de pão!
Mas eu, aqui, morro de
fome! Eu sei o que vou fazer:
Vou me embora daqui, vou
direto a meu pai e vou lhe dizer:
Meu pai, eu volto sem
nada, pequei contra ti e contra Deus.
Não mereço mais ser teu
filho. Conta-me entre os servos teus!
Partiu no mesmo instante e
foi o pai procurar.
O pai, ao vê-lo de longe,
não aguentou esperar.
Correu ao encontro do
filho, abraçou-o e o beijou,
e o filho criou coragem e
confiante ao pai falou:
Meu pai, eu volto sem
nada; pequei contra ti e contra Deus.
Não mereço mais ser teu
filho... Mas o pai disse aos servos seus:
Depressa, trazei-lhe uma
roupa, a melhor que podeis achar!
Botai-lhe um anel no dedo,
fazei-o sandálias calçar!
Trazei o novilho cevado,
matai-o e preparai
o assado para o banquete,
de comida e bebida cuidai!
E começou a festança. O
filho mais velho, porém,
trabalhara fora, no campo,
e não o avisara ninguém.
Chegando perto da casa,
som de música e dança ouviu.
Aí chamou um criado, e o
motivo da festa inquiriu.
Tocado pela alegria, o
homem lhe respondeu:
Teu irmão voltou para
casa, e teu pai, feliz, o acolheu.
Fez matar o novilho
cevado, e depois ele mesmo mandou
todo mundo cair na festa,
já que salvo seu filho voltou.
Aí o filho mais velho
ficou zangado a valer.
Negou-se a entrar na casa
e a seu irmão receber.
O pai, vendo o que se
passava, saiu, e o filho implorou,
mas este, cego de raiva,
ao solícito pai retrucou:
Há tantos anos te sirvo e
jamais desobedeci
uma única ordem tua;
obediente, tudo cumpri.
E em todo este longo tempo
tu nunca chegaste a me dar
nem um modesto cabrito
para eu com a turma farrear!
Agora, ao voltar teu
filho, que com prostitutas gastou
teus bens, pelo mundo
afora, o pai o novilho carneou!
Mas o pai respondeu: Meu
filho, tu vives comigo, e o que é meu,
já que és herdeiro de
tudo, por direito também é teu.
Mas como não sermos
alegres e como não festejar,
quando teu irmão, meu
filho, voltou, enfim, ao seu lar?
Em verdade, ele estava
morto e agora a viver voltou.
Estava de todo perdido e,
ao voltar, se reencontrou.
..............................................................................
Via http://lindolfow.com
Assinar:
Postagens (Atom)









