sexta-feira, novembro 30, 2012

A Poesia do Natal - Antologia de Poemas Natalinos para download



A Poesia do Natal
Antologia

Poetas Evangélicos de ontem e de hoje
escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo


Já desde inícios do século XX que o Natal, onde a cristandade comemora o nascimento epifânico de Jesus Cristo, vem perdendo seu caráter sagrado ou religioso para ganhar paulatinamente as cores baratas do consumismo e da secularização, esvaziamento este algumas vezes configurado na personagem ‘Papai Noel’, e também em toda a ritualística de glutonarias e bebedeira que a cada ano se repete.

Em tal clima de crescente alienação, é com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas aqui coligidos são um chamado ao louvor e à adoração, e à contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E também, em alguns de seus melhores momentos, à reflexão crítica sobre este viés secularista que as comemorações natalinas têm assumido, mesmo entre os ditos cristãos.

Estão aqui presentes os nomes exponenciais de nossa poesia evangélica, nomes tais como Mário Barreto França, Myrtes Mathias, Gióia Júnior, Stela Câmara Dubois, Joanyr de Oliveira e outros, ao lado de excelentes poetas cuja obra tem sido olvidada, caso de um Jorge Buarque Lira, um Benjamin Moraes Filho, um Gilberto Maia, entre diversos outros bons exemplos.

Esta obra não objetiva lucro financeiro algum, circulando apenas como e-book gratuito, não podendo ser comercializada de nenhuma maneira. Pois nosso propósito é o mais nobre, trazer à luz versos que andavam dispersos e submersos em periódicos de difícil acesso e livros raros e fora de catálogo, livros esses que provavelmente jamais serão reimpressos, condenando assim a grande poesia de muitos autores evangélicos ao virtual esquecimento. Não! A rica poesia de inspiração cristã desses bardos merece ser divulgada.
Eis então aqui esta nova e necessária antologia, uma homenagem ao nosso Senhor e uma celebração ao seu Natal, um presente aos leitores de todos os credos e religiões, e um merecido tributo aos nossos queridos poetas de Deus.

Leia, divulgue e compartilhe!

Sammis Reachers, organizador

Para ler o livro online ou fazer o download (213 págs., em pdf) no site Scribd, CLIQUE AQUI.

Para fazer o download pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.

Lista dos autores antologiados, por ordem de entrada: José Bezerra Duarte - Jorge Buarque Lira - Assis Cabral - Gilberto Maia - Bolivar Bandeira - Stela Câmara Dubois - Jonathas Braga - Manoel da Silveira Porto Filho - Alfredo Mignac - Isnard Rocha - Albérico de Souza - Mário Barreto França - Benjamin Moraes Filho - José Silva - Lourival Garcia Terra - Thiago Rocha - José Britto Barros - Gióia Júnior - Daria Gláucia - Joanyr de Oliveira - Myrtes Mathias - Ivan Espíndola de Ávila - Rosa Jurandir Braz - Silvino Netto - Pérrima de Moraes Cláudio - João Tomaz Parreira - Eliúde Marques - Gilberto Celeti - Filemon Francisco Martins - Israel Belo de Azevedo - Geremias do Couto - Edgar Silva Santos - Brissos Lino - Natanael Santos - Josué Ebenézer - Rui Miguel Duarte - George Gonsalves - Antonio Costta

Caso tenha dificuldade em realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

quinta-feira, novembro 29, 2012

Lançamento do livro Poesia com Vida, do poeta e compositor Wolô

(clique sobre a imagem para ampliar)

04 de dezembro - 19h00
Livraria da Vila - Shopping Cidade Jardim - São Paulo - SP

O livro já se encontra à venda no site da Editora, AQUI.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Um poema (com vídeo) de Jairo de Oliveira




ATEÍSMO

Um fenômeno vem despertando total curiosidade
O crescente número dos que não creem na divindade
Aqueles que sem qualquer religião se professam ateus
Que juram de pés juntos não acreditar em Deus.

Precisamos compreender devidamente esse cenário
Que ao mundo se apresenta como sendo revolucionário
Pois, há muito sujeito por aí se dizendo descrente
Mas, por baixo dos panos tem mais fé que muito crente.

Alguns deles já foram piedosos e da fé renunciaram
Contra o uso abusivo da religião se revoltaram
Frustraram-se sob algum tipo de tirania e escravidão
Adotaram a moda e o rótulo dos "sem religião".

Em outros casos, consternaram-se mediante as provações
Resolveram encontrar um culpado para as suas frustrações
Acharam que a vida tinha que ser conforme articularam
Como crianças rebeldes logo contra Deus se revoltaram.

No íntimo de seus corações nunca deixaram de crer
Embora neguem, sabem que há no céu um Deus rico em poder
Em nenhum momento se divorciaram verdadeiramente da fé
Antes, optaram por fazerem oposição aos ensinos do abaré.

Em público apregoam com todo vigor que Deus não é real
A todo custo querem se associar à figura do intelectual
Pregam um modo de vida apartado do governo divino
Sugerem que tudo é resultado do nada ou do destino.

Como podem desprezar uma realidade tão tangível?
A mão de Deus estampada na natureza é indiscutível
Por que querem impugnar o Autor das coisas que foram criadas?
Por favor, não venham me dizer que o tudo surgiu do nada.

E não é que o ateísmo se tornou um tipo de religião?
Congregando mais e mais adeptos repletos de devoção
Que escolhem preterir a Deus para crer em casualidades
Numa cruzada obstinada contra a maior das realidades.

Porventura, ouso perguntar, alguma esperança têm os ateus?
Do devaneio de uma existência que almeja matar a Deus
Que se escora na ciência pra montar o seu conto de fadas
Além do aqui e agora não há expectativa de mais nada.

Quem se dispõe a acordá-los do sono da fantasia?
De que o ateísmo, esse sim, é a maior de todas as utopias
Convencê-los do contrassenso de negar ao Criador
Alertá-los de que prestarão contas ao único Senhor?

Eis a minha advertência para os que se dizem ateístas
Seguidores dessa doutrina antagônica e anarquista
A decisão é de vocês, de tratarem ou não a fé como uma semente
Contudo, ignorar uma realidade não a torna inexistente.

Jairo de Oliveira

sábado, novembro 24, 2012

Dois poemas de Edilson Paulo



PARÁBOLA

Contam-me que, perdida a alegria,
Convocam-se equipes a buscá-la.
Esteja no bosque, brincando com antílopes,
Esteja no rio, afagando suas águas.

Vasculham cada palmo, cada chão.
Dissecam cada árvore, cada estrela,
Investigam cada bolso, cada olhar.
Procuram toda a noite e tudo em vão.

Ninguém desvenda o enigma
Do fabuloso desaparecimento.
As buscas restam infrutíferas
Trazem seu cansaço e seu lamento.

Adormece a cidade... Solidão.
Corações dilacerados... Nostalgia...
Nas festas ninguém mais rirá:
Como rir sem os matizes da alegria?

Nas danças ninguém se elevará 
Voltarão silentes das batalhas...
O tempo escoa. Ninguém mais recorda
Das festas e sonoras gargalhadas.

As leis, os códigos, a doutrina
Definem a tristeza e a sisudez
Como naturais marcas desse povo
E o povo aquiesce, como sina.

Eis senão que em meio à insônia,
Nessa casa pobre da mulher cristã, 
Ouve-se um riso, uma brincadeira,
Quem estará tecendo coisa banal e vã? 

Acorda-se a cidade.  Ajunta-se o povo
Quem ousa quebrar o silêncio santo?
Archotes, armas, ódio e julgamento
Chegam ao casebre, triste e sem encanto.

Uma mulher nina sua criança,
Uma criança que, pura, se anima.
E a casa, em plena madrugada,
Destaca-se na vila e se ilumina.

A multidão para, aberta a porta
A beleza do que vê, a contagia
E, em plena madrugada, estarrecida
Presencia o retorno da alegria.



DISCURSO

Ao Pastor Ed René  Kivitz

O que dirás ao despedaçado?

Ao que nada vislumbra
para além da névoa densa
que lhe povoa os olhos?

Ao que perdeu a estrada
e não confronta cruzamentos
que lhe exijam escolhas?

Ao que tornou-se noite
com a noite mais sombria,
sem luar e sem o frêmito do alvorecer?

Escuta o profeta:
À cana quebrada não trilharás.
[Caldo algum haverá que se possa beber.]
O pavio que fumega não apagarás.
[Talvez dali brote chama capaz de incêndios.]

O que dirás, então?
Dirás que existe Deus.

Deus capaz de dissipar a bruma,
de vicejar canaviais,
de inflamar morrões,
de carpir veredas,
de deslindar cegueiras.

Dirás apenas isso: Existe Deus.

terça-feira, novembro 20, 2012

Gideão e os seus Trezentos, poema de Alfredo Mignac



Gideão e os seus Trezentos

Alfredo Mignac

Era no tempo dos juízes. Todo o povo
desprezara a Jeová. Tinha ido, de novo,
após o deus Baal e dos seus ímpios reis,
do Senhor infringindo as mais sagradas leis!
Israel esquecera os grandes benefícios
que lhe fizera Deus, tirando-o dos egípcios,
onde comera o pão amargo do desterro,
onde gemera sob os látegos de ferro,
onde tudo era vil, onde tudo era morte!

Quanto tempo passou! E agora a mesma sorte
é a de Israel cativo às mãos de Midiã,
sofrendo a mesma dor, em meio ao mesmo afã!
Mas Deus, que sempre vê dos seus o sofrimento,
escuta, da alma aflita, o lúgubre lamento,
pronto para salvar, pronto para servir,
quis ao encontro do seu povo outra vez ir!

Estriando de luz os umbrais do poente,
o sol vai se imergindo, lenta e lentamente,
nas chamas do braseiro enorme que acendeu!
No lagar malha o trigo um moço forte – hebreu.
Parece que, trazendo a luz do sol brilhante,
nas vestes divinais, - um anjo, nesse instante,
aparece a Gideão e o chama pressuroso,
para Israel salvar, indefeso, inditoso!
- Não temas! O Senhor das graças infinitas,
seu povo salvará das mãos dos midianitas!
Vai! Contigo serei por onde quer que fores:
no deserto ou no monte; entre espinhos ou flores;
pelas trevas do vale ou cavernas de horror!

Depois de provas ter que era mesmo o Senhor,
Gideão conclama o povo à guerra decisiva!
Erguendo agora a fronte há pouco então cativa,
trinta mil se dispõem marchar contra o inimigo
e dar-lhe o merecido e mais justo castigo!
Madrugada... Em Moré, no oiteiro, perto ao monte
as tendas de Midiã... Israel, bem junto à fonte
de Haró, se acampa ousado!
Outra vez, com desvelo,
Jeová seu servo instrui, lançando-lhe este apelo:
- Para que tanta gente? Embora tanto seja
o inimigo que corre, indômito, à peleja!
Dize ao povo que volte aquele que quiser,
pois para Deus não é o número mister.
A sua presunção o levará a crer
que a vitória ganhou o seu próprio poder!
Regressaram ao lar milhares. Entretanto,
dez mil firmaram pé. Jeová, mais uma vez,
quis a escolha fazer. Assim quis, assim fez:
- Que o povo às águas desça. E quantos as lamberem
como o cão, - separa-os! Porém, os que beberem
abaixados, com as mãos, - por certo não irão.
Porque o gesto bem prova o fraco coração!
Trezentos foram só que as armas não largaram
para a sede matar. Trezentos que ficaram,
dispostos para a luta em prol da Liberdade!
Avançaram! Na destra - o Facho da Verdade;
vasos de barro – à esquerda, - a fraqueza inimiga
que a justiça de Deus esmaga e desabriga!
Embocando os clarins das hostes divinais,
promovem confusão por entre os arraiais!
Espada contra espada, a si mesmos ferindo,
debandam pelo vale, as montanhas subindo!

Trezentos! – Quais serão os de hoje, separados,
para a Luta enfrentar como fiéis soldados?
Trezentos! – frente ao muro agonizante e triste,
com o Clarão da Verdade e a Espada sempre em riste!
Trezentos! – contemplando os arraiais da orgia,
onde o pecado afoga e a carne tripudia!
Trezentos! – avançai! e as almas cristalinas
ganhai para o Senhor! Por montes e colinas,
por vales e vergéis, correi, ó gideonitas,
e achareis ouro e pedrarias e pepitas
de alto preço e valor, para o Engaste bonito
da Coroa de Cristo – o Gideão Bendito!

Do livro Horas Vibrantes (1939)

quinta-feira, novembro 15, 2012

Dois poemas de Sidney Alves das Virgens



A Ignorância do homem

Falam que Deus não existe
Vivem em busca do nada
Estudam para "serem ingênuos "
São humanos de corpo e alma

Fundam religiões para serem livres
Cavam suas próprias sepulturas
São guerreiros derrotados
E acreditam em suas esculturas

Escravos do pecado
Por livre e espontânea vontade
Seus sonhos são apenas ilusões
Quais são os teus frutos?
"Alcoolismo, drogas e prostituições?"

Viro ao avesso desvendo a verdade
A inteligência deste mundo
Para Deus é ingenuidade.



Celebrar o Natal

Celebrar o natal é celebrar a vida
É anunciar a boa notícia
É contemplar o nascimento de Jesus Cristo 
É estar de bem com a sua família


Celebrar o natal é celebrar a partilha
É ajudar as pessoas excluídas
É vivenciar a palavra de Deus
É comemorar as conquistas

Celebrar o natal é celebrar as maravilhas
É o reino celestial que se aproxima
É renunciar a si mesmo
É apreciar as coisas divinas

Celebrar o natal é celebrar a alegria
É ter o Messias como presente
É acolher os amigos e inimigos
É seguir um caminho diferente

Celebrar o natal é celebrar o Onipotente
É rejeitar a escravidão do pecado
É amar o próximo como a si mesmo
É fazer de tudo, para que o Senhor seja exaltado.

sábado, novembro 10, 2012

Três poemas de Silvio Dutra


A Vida Seguirá o Seu Rumo 

Dos caminhos de morte nem sempre me desviei.
Colhi muitas tempestades dos ventos que semeei.
Mas achei misericórdia...
a mão que se estendeu e me ajudou.
Não era a mão do homem.
Era a mão do meu Deus e Senhor.

Tirou-me dos atalhos do caminho da morte.
Fez-me andar no caminho em que há vida.
Seus pontos de destino são certos e seguros.
Não possui atalhos ou veredas tortuosas.
Cada nova estação conduz a lugares mais elevados.
A maiores manifestações da sua luz.

Como conheceria o que aos homens é ocultado
se não me fosse revelado pelo meu Senhor?

E assim a vida segue o seu rumo.
Porque a graça me fez achar
a fonte da verdadeira vida.

Revivificada agora sem que soubesse o modo,
sem que entendesse o como
do enchimento do amor transformador
vindo do alto,
chegado do céu
nas divinas mãos do meu Senhor.

Dificuldades?
Não importam.
Porque agora a vida segue o seu rumo.
Tristezas, decepções, canseiras
e até mesmo a morte
Que importa?
Se a vida afinal triunfará.

O bem vencerá o mal.
O amor enxugará as lágrimas.
Suportará as ofensas.
Perdoará e restaurará.

As feridas serão saradas.
As mágoas esquecidas.

Anjos cantam
e os santos bradam aleluias
porque se move neles
o Senhor da glória.
A fonte e razão da sua alegria.

Em vindo a doença, a fraqueza,
a velhice, o sofrimento...
a nova vida recebida do céu
seguirá o seu rumo,
porque está destinada a vencer tudo.
E nada deterá seu crescimento.

Como rio de águas vivas
esta vida de Cristo segue o seu rumo,
dando vida aos que se reconhecem pecadores.
Que se arrependem do que são
e que desejam ser perfeitos como Deus.

Cristo se agrada em lhes restaurar
Porque é a vida deles.
Veio para que tivessem vida.
aqueles que estavam mortos em espírito
por causa do pecado.

Se a vida seguirá o seu curso,
indo sempre adiante como um rio.
E se esta vida se funda
na verdade e na justiça.
Como se viverá tal vida
na hipocrisia, na falsidade
e na mentira?

A vida seguirá o seu rumo
naqueles que acharam o rio de águas vivas.
Mas mesmo estes que acharam tal rio
verão que ele tem profundidades
que são desvendadas com humildade
e que significam a obtenção
de maiores graus desta nova vida.


Cuide do Seu Jardim

Quem se disporia
a deixar de cuidar do seu jardim
porque existem nele ervas daninhas?

Antes, não se esforçará
todos os dias
para arrancar tais ervas daninhas?

Todo aquele que ama as flores
e que deseja vê-las
sempre belas e fragrantes,
se empenhará neste trabalho
com alegria,
e de forma constante.

Assim é a vida de todo crente.
Sua vida é um jardim de Deus,
porque plantou nele
as flores das graças do Espírito Santo.

A natureza terrena do crente,
no entanto,
é feita de ervas daninhas e espinhos.

Enquanto viver neste mundo,
terá que se dedicar ao trabalho
que Deus dá aos santos
de arrancar diariamente
tais ervas daninhas
pela mortificação do pecado
mediante o poder do Espírito Santo.



Ter a Deus por Herança

 

“Pelo que Levi não tem
parte nem herança
com seus irmãos;
o Senhor
é a sua herança,
como o Senhor,
teu Deus,
lhe tem prometido.”
Deut 10:9

A tribo de Levi
que servia a Deus
no santuário,
foi separada por ele
para ser,
desde a saída do Egito
o seu primogênito,
a sua propriedade,
a sua herança.

Levi foi herdado por Deus
e não teria terras
nem propriedades,
porque o Senhor seria
o seus sustento
e herança.

Os crentes verdadeiros
são o Levi de Deus
e por isso o Senhor usou
no regime da Lei,
tal ilustração no passado.

Não há melhor herança
que o próprio Senhor.
Não há bem mais sublime
e duradouro.

O crente não herda
bens terrenos que passam
mas a vida de Cristo,
o tesouro escondido
achado por aqueles
aos quais ele ama.

O Pastor Silvio Dutra mantém diversos blogs, dentre os quais o Poesias do Evangelho Verdadeirohttp://poesiasdoevangelho.blogspot.com.br/



segunda-feira, novembro 05, 2012

Três poemas de Silvino Netto


    
 O SALMO DO APOSENTADO

(Às vésperas da aposentadoria compulsória – julho 2012)

Bem-aventurado o aposentado
Que aos sessenta, setenta, oitenta...
Não se senta, nem se assenta
Na roda dos acomodados,
Não se considera “vagabundo”,
Excluído, abandonado.

Bem-aventurado o aposentado
Que  pode ficar descansado,
Por ter  construído no  passado,
Seu cantinho para morar.

Bem aventurado o aposentado
Que convive, sobrevive,  indignado,
Com o “salário” injusto, apertado, chorado...
E não desiste de lutar pelos seus direitos.

Bem-aventurado o aposentado,
Que não se conforma com a inatividade,
Mas equilibra sua atividade,
Com criatividade, inovatividade, estabilidade...
Sente-se útil na sociedade.

Bem-aventurado o aposentado,
Que não se sente frustrado, chateado,
Mas aproveita bem o tempo,
Com leitura, viagem, caminhada,
Filmes, teatro,  música, artesanato,
Internet, academia, natação, preleções,
Meditações, orações, boas ações...

Bem –aventurado o aposentado,
Que reencontra amizades,
Relembra com saudades o passado,
Agradece no presente o seu estado,
E olha para o futuro com tranquilidade.

Bem-aventurado o aposentado
Que vive bem humorado,
Que apoia a companheira,
Ajudando na faxina, na cozinha,
Que consegue conviver em parceria,
Cumplicidade, sabedoria,
Dividindo o espaço sem competição,
Compartilhando  tempo para amar,
Para o abraço e as coisas do coração.

Bem-aventurado o aposentado
Que cuida da saúde física, mental,
Emocional, espiritual...
Que dosa seus momentos,
Investindo em si mesmo, nos amigos,
Filhos, netos, bisnetos...

Bem-aventurado o aposentado
Que assume seus cabelos brancos,
Suas rugas, seus passos lentos.
Que não se considera o dono da verdade,
Que sabe conviver com a fragilidade,
A enfermidade,
As perdas, a decadência da sexualidade,
As próteses, cadeira de rodas, bengalas,
E toma seus remédios com regularidade.

Bem-aventurado o aposentado
Que consegue juntar uns trocadinhos,
Para adoçar a boca dos netinhos,
Comprar brinquedos, pipocas, salgadinhos...

Bem-aventurado o aposentado
Que recebe carinho dos seus queridos,
Sente-se  amado, prestigiado, abrigado...

Bem-aventurado o aposentado,
Que se considera útil, assume a sua missão,
Ainda tem sonhos, visão,
E chega ao fim da vida,  REALIZADO


Porque soube construir, em cada idade,
Sua felicidade, sustentabilidade,
E faz da maturidade,
Sua feliz idade.

Bem-aventurado o aposentado
Que não se  limita a esta vida,
Mas tem sua fé consolidada
Na certeza de projetar-se
Na ETERNIDADE!



 O CHORO DA NOITE E A ALEGRIA DA MANHÃ

Salmos 30:5
                                                 
Ah! Quão amargas as lágrimas
Que correm de minhas noites
Escuras de dor!
Noites que inundam a alma
Nos encontros desencontrados
Dos sonhos pesados
De expectativas e desilusões!
Noites intermináveis!
Noites sem pernoites.
Noites de temporais que não passam
E me escondem dos olhos
A luz do sol da manhã...

Para onde vão as lágrimas
Que saem de mim
Nas noites escuras de minha dor?

As lágrimas de minha alma triste, sombria,
Encontram abrigo em poços vazios
Que se transformam em fontes inesgotáveis
De águas doces
Que correm em filetes
Para refrigerar a minha alma
Na escuridão de minha noite.

Pois, ainda que o choro dure uma noite
A alegria vem pela manhã.

Quão doces e bem-vindas
As lágrimas que voltam
De minhas noites de dor.
Elas ganham força,
Tornam-se correntes crescentes
E banham as margens tórridas
Do meu ser...

Lágrimas de volta,
Fazem rebrotar as sementes de fé,
Paciência, perseverança...
Escondidas no fundo da noite.

Lágrimas de volta
Refletem a luz da manhã,
O brilho do sol,
Na escuridão de meus olhos,
Fazem-me ver os frutos
Que nascem da noite escura:
Árvore frondosas
Cujas folhas não caem
E dão o seu fruto
Na estação própria!

Bendito o choro da noite,
Pois, é certo,
A alegria vem pela manhã!



OS SONHOS NASCEM ASSIM...

(Silvino Netto, dedicado ao projeto de sua criação com Deus -  o Curso de Educação e a Faculdade de Ciências da Educação – STBSB)


              Os sonhos não nascem
Dos que dormem eternamente
Em berço esplêndido...

Os sonhos nascem
Da alma inquieta,
Dos olhos acesos
Que investigam o universo
Té que no infinito
Encontrem um novo ponto de luz!

Os sonhos nascem
Da insônia
Dos que namoram as estrelas
Nas madrugadas escuras,
Ao desvendar os mistérios
Da luz da aurora
Que vai brilhando mais e  mais
Até ser dia perfeito...

Os sonhos nascem
Dos que reencarnam
As fantasias da infância,
Constróem castelos na areia,
Brincam de faz-de-conta,
Correm, correm velozes
Ao passo da lua cheia
Para ver quem vai chegar primeiro!

Nascem os sonhos
Dos peregrinos da esperança,
Dos que perseveram novos caminhos
Na estrada longa e fria da vida,
Até que combalidos,
Adormecem, por um pouco,
Em travesseiro de pedra...
E sonham os sonhos dos anjos
Que os acordam aquecidos
No berço da salvação!

Não se vive sem sonhar!

Quem não sonha,
Não cria, não sente, não ama,
Não anda, não busca,
Não pulsa, não vê, não faz,
Não dorme em paz.
Vegeta sem rumo, coitado!
Perdeu-se, no espaço, é pena!
No mundo, apenas ocupa lugar!
Ofusca, na face,
A bela imagem, perfeita,                
De Deus!

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