quarta-feira, agosto 16, 2017

REFORMADORES em 200 Frases - Um livro gratuito para você

      


      Este é um livrinho singelo. São apenas 39 páginas, reunindo citações de temática diversificada da lavra daqueles que chamamos de Reformadores, tais como Lutero, Calvino e Zwinglio, e também dos assim chamados Pré-Reformadores, como Savonarola, Huss e Wycliffe, cujo esforço e eventual martírio foram precursores da Reforma maior que havia de vir.

      Neste ano comemoramos nada menos que quinhentos anos de Reforma Protestante. Assim, redondos, perfeitos. Por ocasião de tal efeméride, devemos ter por mote capital o lema proposto pelo reformador holandês Gisbertus Voetius (1589-1676): “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (“A Igreja é reformada e está sempre se reformando”). A frase significa que a obra da Reforma não está concluída, mas persevera ou deve perseverar em seu avanço em direção à verdade e à vivência de um cristianismo a cada dia mais bíblico (há quem utilize o termo apostólico, perfeitamente válido) e equilibrado.

      Se a Reforma representou um retorno ou reaproximação à verdade, tal verdade deve ser comunicada com urgência e ímpeto; ímpeto maior do que o daqueles que comunicam o engano, cada vez maior, em cada vez mais variadas formas. Cremos que a Reforma é um movimento engendrado em Deus, peça de perfeito encaixe dentro de seu Kairós, seu tempo; movimento que aponta para conserto dos agentes e engajamento na ação, ou seja, reerguimento da Igreja e/para o cumprimento da Grande Comissão. Assim, a Reforma é um prenúncio da volta do Rei, e um movimento fundamental de seu glorioso retorno.

      No mais, aqui estão: os pais reformadores, em suas próprias palavras.


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sexta-feira, agosto 11, 2017

Quatro poemas de Louraini Christmann


A mina da esperança

Termina
 A mina da esperança
Quando a preciosa pedra
Cansa de esperar
Valiosa pedra quebra
Poderosa esperança
De esperançar...

Mas o garimpo
Tem que continuar
Garimpar esperança
É dom
É missão
Mesmo quando a mina
Parece terminar.

 Carece garimpar...


Dissabor?

Tem o dissabor
Mas também
Tem sabor

E como tem!!

Tem que
Saborear bem
Quando tem
Pra se reforçar

Pois bem, dissabor
Vem!
Vem que não tem!!!



Um ramo que brota do toco

(Is 11.1)

...um ramo que brota de um toco,
Um broto que surge das raízes...

Um toco, que de nada parece
Que não se dá valor
Que se esquece!
Um toco apenas
Apenas um pouco
Mas dele aparece
Um broto
Um broto novo
Renovo!

De novo há esperança!
De novo há vida!

Um broto que surge das raízes
Das raízes da humildade
Das raízes da simplicidade
Fidelidade de Deus

É Deus que vem
E vem qual ramo
Que brota de um toco
Qual broto que surge
Entre as raízes...

Brotos...
Tocos...
Muitos tocos nunca brotam.
Muitos, quando brotam,
Têm seus brotos esmagados
Pisados, aniquilados:

Crianças abandonadas sem colo, sem pão
Pessoas portadoras de deficiência sem amparo, sem amor,
Pessoas idosas sem carinho, sem companhia,
Doentes sem socorro,
Pessoas desesperadas, sozinhas
Estas, em especial,
deixadas de lado nos festejos de Natal.

O ramo que brota de um toco
Brotou para a humanidade toda viver.
O broto que surge das raízes
Surgiu para todo ser


Encarar a cruz de Jesus

Olhar para a cruz
É ter que reconhecer
Que ela tudo tem a ver
Comigo
E contigo

Encarar a cruz
É ter que perceber
Que ela tem algo a dizer
Para mim
Para ti
Para nós, enfim.

E vivenciar a cruz
É crer
Que o crucificado morre
Ao meu lado
Ao teu lado
Ao nosso lado
Para que ele possa viver
Ao meu lado
Ao teu lado
Ao nosso lado
Ressuscitado!

(in A  Vida em Poesia, pág. 52)


Leia mais poemas no blog da autora: 

sexta-feira, agosto 04, 2017

Contos Reunidos do Pr.Joed Venturini em e-book gratuito


O médico, pastor e escritor Joed Venturini disponibilizou, há alguns anos já, boa quantidade de sua produção literária na internet, através de seus blogs. São poemas, crônicas, estudos bíblicos e contos de excelente qualidade que remetem, para além de sua capacidade como escritor, suas vastas experiências de vida e caminhada cristã. Uma dessas ricas experiências é o período em que serviu como missionário no Oeste africano, mais especificamente em Guiné Bissau.
     
      Se o escritor colombiano Vargas Vila diz que "um escritor não revela nada em seus livros se não se revela a si mesmo”, é certo que deste mal não padece o pastor Joed: em seus contos, ambientados em três continentes, o autor revela toda a sua mundivivência e dá notícia de sua grande humanidade.

      A força do ótimo narrador em Joed mostra-se no amalgama entre o singular e o prosaico, no uso desassombrado do tom coloquial e na profusão de histórias e estórias bem urdidas, que transitam do mistério ao humor, do drama ao tragicômico, em relatos sempre com base em alguma lição/passagem bíblica. Outra peculiaridade desta seleta é que aqui contos bíblicos (que utilizam personagens bíblicas como protagonistas) somam-se a outros ambientados em Portugal, Brasil e Guiné Bissau, formando um pitoresco passeio pela lusofonia, redigidos por quem a viveu e vive na pele – algo ao alcance de muito poucos autores.

      Assim, este e-book surge com a proposta de reunir numa única plataforma os ótimos contos já publicados pelo autor, que encontravam-se disseminados em seus blogs. Como promotores da boa literatura evangélica e sabedores da carência de bons títulos ficcionais em nossa seara, é com grande prazer que apresentamos este livro aos leitores.

Sammis Reachers

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sábado, julho 29, 2017

Três poemas de Valdomiro Pires de Oliveira




SUBLIME PASTOR

O Senhor é o meu pastor
ainda com a despensa vazia,
com a previdência doentia
e a noite dizendo na janela:
está longe o novo dia!

O Senhor é o meu pastor
ainda quando as florestas
viram uma queimada só
e as águas de descanso
uma impureza que faz dó.

O Senhor é o meu pastor
ainda quando pelo vale
das usinas nucleares
uma sirene estridente 
anuncia dias intranqüilos.

O Senhor é o meu pastor
ainda quando a injustiça
corre palácios e tribunais,
condena pobres e trabalhadores
e inocenta poderosos e marginais. 

O Senhor é o meu Pastor
ainda quando a mesa farta
e o lucro sem precedente
são para os nossos bancos,
para as multinacionais,
não para a nossa gente. 

O Senhor é o meu Pastor
e a sua misericórdia me 
seguirá em todas as idades,
pelas catástrofes naturais 
e pelos perigos nas cidades. 

O Senhor é o meu sublime pastor!...



Testemunho

Eu ando tão só!
Perdido que nem sei!
Alguém ainda me ama?
Os bons amigos se foram
e esqueceram de voltar...
Sinto vontade de ir embora, 
mas pergunto: pra onde?
Que rumo tomar na vida?

Pelos caminhos 
machuquei pessoas, 
mas nenhuma vez 
feri alguém por querer.
Quando se trata do coração 
não dou conta: faço coisas 
boas que encantam, mas 
também erro, sofro e faço sofrer...
Acho até que algumas pessoas 
já se cansaram de me perdoar...

Tem hora que sinto vontade
de sentar na calçada e chorar,
chorar, chorar até amanhecer,
depois andar, andar até me perder.
Cachorro sem dono expiando
seus erros, pagando suas contas 
e perguntando: mereço recomeçar?
Espero que alguém ainda me veja, com 
os olhos de antes, e saia a me procurar.
É mais provável que alguém que já
foi tão perdido quanto eu me acolha
e me diga, com firmeza, o que devo fazer.
Hoje só uma coisa me serve de conforto: 
saber que Deus ama os perdidos.



Lava Senhor


Senhor, lava os meus pés:
precipitei alguns passos,
pisei quem não merecia,
andei por caminhos errados,
parei quando devia ter continuado,
deixei os meus pés me levarem para o pecado. 

Senhor, lava as minhas mãos:
toquei o que não devia,
fiz gestos que ofenderam,
feri quem já estava machucado,
perdi de tecer coisas do teu agrado,
deixei minhas mãos acariciarem o pecado.

Senhor, lava a minha boca:
Ofendi com palavras e palavrões,
contei o que era segredo,
expus as fraquezas alheias,
falei quando devia ter me calado,
deixei minha boca me chafurdar no pecado.

Senhor, lava o meu coração:
nele guardei coisas do mal 
cultivei raiva do meu irmão,
paixão pelo que é errado,
dei espaço às ervas daninhas,
e nunca aceitei que estava enganado.

Senhor, olha as minhas necessidades!
e faça das minhas mãos, dos meus pés,
da minha boca e do meu coração,
órgãos úteis ao teu Reino. Abençoados!...
E que eu viva para o teu louvor, 
para abençoar e ser abençoado!...


Leia mais poemas no site do Pastor Valdomiro: http://valdomiropires.com.br/poesias/


terça-feira, julho 18, 2017

Livros de poesia de Sammis Reachers para download


Baixe e leia meus e-books

Você já leu meus e-books de poesia? Um, alguns, nenhuns? Agora ficou mais fácil e prático realizar o download pelo Google Drive. Clique no link e baixe seu exemplar.
Dúvidas, críticas sobre o que leu? Me escreva, pergunte, estou aqui em carne, osso e simpatia.

A Blindagem Azul (2007 - poesia cristã) – https://goo.gl/6zxjYW

Contém: Armas Pesadas (2012 - poesia cristã / experimental) – https://goo.gl/Mbbv9c

Poemas da Guerra de Inverno (2012 – poesia cristã / poesias diversas) –  https://goo.gl/rQ2LDB

Deus Amanhecer (2013 - poesia cristã) – https://goo.gl/Ei69jh

Pulsátil (2014 - poesia cristã / poesias diversas / reflexões) – https://goo.gl/EW6VEm

GRÃNADAS (2015 - poesias diversas / experimental) – https://goo.gl/93JqVX


E já está disponível, em formato E-BOOK, meu livro de contos O Pequeno Livro dos Mortos, na loja da Amazon. Aqui:  https://goo.gl/enSjEv


O livro Poemas da Guerra de Inverno, segunda edição ampliada, em formato IMPRESSO ou E-BOOK, está disponível no Clube de Autores, aqui: https://goo.gl/q4Mqa9

quarta-feira, julho 12, 2017

Dois poemas de Newton Messias


Poema para maiores
apenas me interessam poetas que lutaram com Deus
e não fugiram de seu anjo
que se recusaram a beber o vinagre dos homens
e jejuaram quarenta dias e quarenta noites
vencendo a serpente por serem fracos o bastante
apenas me interessam poetas que se coçaram em telhas
e entre inimigos não lançaram maldição
que no deserto ouviram Deus na caverna
e cercados de mercenários e ladrões
escreveram versos improváveis
apenas me interessam poetas
que brotaram do chão das angústias
e após a longa espera escura e solitária
ergueram a voz no ermo
e cujas cabeças degoladas pelo príncipe
pronunciaram a palavra apocalíptica
apenas me interessam poetas que suaram sangue
sobre as rosas do jardim
e cheiram à casca de antigas figueiras
cujas raízes cavaram muito fundo
que dormiram entre os leões
e cantaram a mais suave canção
no poço onde foram jogados pelos seus irmãos
apenas me interessam poetas que morreram
para serem habitação de um outro espírito
que não conhecem outra palavra senão amor
e aonde vão a sussurram em nossos ouvidos surdos

Formação
1
Poeta não nasce pronto
(eu não sei quem leva a sério 
ou inventou esse conto).

Ele, tal qualquer artista,
nasceu com a alma inquieta
(pra desgosto da família),

sentindo sobre seus ombros
(qual filósofos e místicos)
a mão gorda dos assombros.

2
Mas isso é apenas o início,
ponto de partida, o zero 
de uma jornada difícil.

Se quiser seguir em frente 
com vocação tão incerta
e falar a toda a gente,

deve depurar sua arte
mesmo madrugada dentro: 
deve fazer a sua parte.

3
Entre leituras e escrita,
investir suor e tempo:
por nisso toda a sua vida.

Pra só depois (e talvez)
por uns poucos (talvez cem)
ser lido com avidez

(quem sabe, tu, que me lês?),
que se escutem com emoção
nos poemas que ele fez:

a voz do seu coração.

Leia mais poemas na página do autor: Poemas de Newton Messias

quinta-feira, julho 06, 2017

Contando e Cantando - Conhecendo as Histórias de Hinos Cristãos


A escritora, historiadora, musicista, musicóloga e professora Henriqueta Rosa F. Braga (1909 - 1983) era uma mulher multivalente; especialista em música, era membra de uma das primeiras famílias protestantes do Brasil, e notabilizou-se pelo seu empenho em servir e sua erudição a serviço do Reino de Deus. 
Parte de sua grande obra está agora reunida no livro Contando e Cantando - Conhecendo a História dos Hinos Cristãos, lançamento da Editora Ultimato. Compilando artigos escritos pela autora e publicados de 1968 até 1984 na seção "Música Sacra" da Revista Ultimato, o livro é um verdadeiro tour pela história de hinos - e de vidas - que ajudaram formar o protestantismo brasileiro. Textos curtos, escritos com graça e leveza, mas robustecidos de rigor historiográfico, analisando hinos de grande importância, e a história de seus compositores (e tradutores, quando o caso) compõem uma leitura que edifica e informa com a mesma e ímpar presteza.
Contando e Cantando é mais que um livro sobre grandes hinos cristãos - o que por si só já lhe valeria presença em nossas estantes - é um mergulho num período glorioso da história do protestantismo pátrio e universal.

O livro, de 208 páginas, pode ser encontrado nas boas livrarias ou diretamente no site da Editora, AQUI



quinta-feira, junho 29, 2017

Três poemas de Neila Koppe


É SÓ PARA OLHAR O CAMINHO
Quanto tempo perdemos na noite
Enquanto não brilha o sol,
Se a noite se prolonga e cega,
Como somos enganados!
Deixamos o riso ir embora e
Os olhos perderem o brilho.
As mãos perdem as forças
E os pés não veem o caminho.
Por que fomos enganados
E deixamos ir... os sonhos,
Que antes eram tão visíveis.
Mas nos cegaram no caminho
Colocaram pedras, mudaram as placas,
Facilitaram a viagem,
Ofereceram alternativas,
Mentiram com bocas de mel e olhos
Mortos, mas aparentemente vívidos.
É tempo de manter a esperança,
Sorrir o riso mais bonito,
Dar um passo mais largo,
Olhar só para o caminho.
Será que não ouvimos mais
A voz daquele que falou: Vá!
Você se esqueceu de que era verdade?
Quem deu a ordem é Fiel e
Ele só mandou ir.
Não olhe para trás,
Esqueça o passado,
Quem garantiu pode tudo e
Não precisa de sua ajuda.
Pare de colecionar mortos e
Cadáveres em abundância.
Não é mais para velá-los, passou
O tempo de abaixar os olhos.
Esqueça o cheiro do passado,
O caminho é verde.
Há animais ferozes na estrada?
Não é para olhar para eles.
É só para olhar o caminho.
Pare de brigar com as aves,
Você vai perder sua colheita.
Rizpa velou tempo demais seus mortos
E esqueceu que ainda vivia.
Como pôde suportar o cheiro, a decomposição,
Até chegar aos ossos?
A sua carne ainda vivia, os seus ossos estavam fortes,
Mas os usou só para espantar aves,
E esqueceu que ainda vivia.
É tempo de vislumbrar a chegada,
Cantar, ainda que sem harmonia
Da vida, dos homens, dos tempos.
Ouvir só a voz que mandou você ir.
Ele vai à frente e
Não se esqueceu de você.
É só para mostrar o caminho que Ele saiu de perto,
Da sua vista... não do seu coração.
É só para espantar as feras, que Ele foi à frente.
A cidade está perto, a Canaã já é vista,
É só guardar a voz
Daquele que mandou você ir.

MATURIDADE
O que fazer quando a velhice chega
E o cansaço junto
Chegam as rugas
A ternura aumenta 
A ponto de ficar meio bobo
E a ranzinzice
Exaspera os mais novos
Seja lá o que for
Aumenta também
O velho está mais fragilizado
Não jovem
Anda mais devagar
precisa de mais carinho
De saber que ainda é querido
Se tem um igual
Que tenha vivido junto até aqui
São já parecidos
Tantas coisas passaram...
À noite, os pezinhos se encontram
O calor dos corpos cobre o frio
A temperatura do corpo alterada
As mãozinhas entrelaçadas...
Conseguiram vencer
São um só
Por isso se um parte
O outro sente o pedaço
Que foi embora sem aviso
A cama está fria
A falta é imensa
Os netos são agora consolo
Os filhos são amparo
Os olhos estão mais sábios
A língua medita a palavra
A mente alcança o longe
Que o jovem não alcançou
Um dia ele parte também
Mas, vai feliz 
Vai em paz
Cumpriu a carreira
Vai só descansar...


MANSIDÃO
Ser manso como um rio límpido
Onde só pequenos peixes se movem
Ser manso como a mulher anciã e sábia
Experiente em sonhos e más realidades
Que habitou em lugares inóspitos e áridos
Mas não perdeu a fé
Provou da quase miséria
mas isso não lhe marcou os olhos
Continuam doces e amorosos
Soube de verdades ocultas
de traições perversas e loucuras expostas
Mas amou até ao fim do último suspiro
Aquele que se reconciliou antes de partir
Fruto de misericórdia do doador manso
Como Abigail que, guardando a aliança ingrata,
Preservou suas pequenas riquezas
Alheia aos segredos de Deus e as suas recompensas
Mansidão tão rara... criticada e desprezada
mas que floresce no momento último
No momento consciente... na pequena lucidez
Muitos se foram e não deixaram saudades
Mas, pelos mansos alguns choraram, mesmo ao longe
Por esses que foram árvores frutíferas
Com troncos fortes, galhos que se estenderam ao outro
E produziram sombra
Esses mansos que receberam promessas
De Deus herdarão o Reino
Verão a face do Rei
Não foram seduzidos pelas Dalilas e Cleópatras
Não se curvaram diante das ambições dos Césares
Mas foram fontes de descanso em desertos
Águas puras em terras áridas
Colos eternos na ausência de mães
Mensagens vivas de que o Pai do céu existe
E de que são bem-aventurados os mansos
Pois, não serão esquecidos e herdarão tesouros escondidos

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quinta-feira, junho 22, 2017

Quatro sonetos de José Manoel Ribeiro


MAR ABERTO

Procuro um calmo coração que pondera
Algo mais que os corações atribulados
Por este mundo e que não se desespera
Ao primeiro augúrio em falso revelado.

Busco uma só alma que não tenha andado
Em círculos incrédulos como esferas
Soltas, pois quando em terra árida gerados
São vendavais que o próprio engano gera.

Impressiona-me ver homens rebelados
Debatendo-se entre as pedras no deserto
Quando há os rios de água viva logo ao lado.

E por mais que a correnteza esteja perto
Eles teimam em viver no mesmo estado
Enquanto os rios vão a Deus em mar aberto.


AOS PÉS DA CRUZ

Aquele que se mostra mais determinado
Em alcançar a graça que tanto deseja
Descansa no Senhor enquanto espera, ou seja,
Firma-se na fé e não somente em seu agrado.

Tão triste o fim de quem renuncia ao estado
De servo voluntário, a ingratidão sobeja,
E passa a ser escravo de tudo que almeja,
Porque ao que deseja ele estará acorrentado.

Quando o anseio egoísta do homem invade
Sem pudor algum o coração de Jesus,
Ele ignora o “seja feita a tua vontade”.

Mas quando revestido de humildade vais
Como um cativo ajoelhado aos pés da cruz
Terás além do que desejas muito mais.


RUTE

Por justiça à sua dócil obediência
Rute, a moabita, foi recompensada.
Em Moab sua vida era pesada,
Mas em Belém se livrou dessa dolência.

Por mais triste que lhe fora a experiência
De viver e ver a sogra amargurada
Não se levou pelo exemplo da cunhada
E preferiu esmerar sua existência.

Na doce terra segavam a cevada
Quando nos campos entregou-se a viver
Oferecendo a Boaz seu belo olhar...

Sendo por fim toda mácula ceifada
Veio a colheita dos que souberam ser
Fiéis a Deus mesmo antes de semear.


JOSUÉ VI

Que caia sobre a terra todo o muro
Colocado entre Deus e os escolhidos,
E mesmo o que na rocha for erguido
Não se firmará com todo esse apuro.

    – Se um muro edificado a sua frente,
Forjado em plena força mineral,
Parece inerte, eterno e imortal,
Pela fé cairá completamente!

     Mesmo não havendo sinais de emendas
      Sob o musgo, não se escondendo fendas
      Entre os blocos férreos de Jericó,
  
      De uma muralha a ruína formou-se,
      E sangraria se de carne fosse,
      Mas sendo pedra se desfez em pó!

quinta-feira, junho 15, 2017

Três poemas de Luís Guerreiro


Êxodo

Disse o Senhor a Moisés,
Que fez o cego, o surdo e o mudo,
Temos de ter fé,
E usá-la como escudo.

Moisés e Aarão foram enviados,
Para trazer o povo do Egito,
Mas o Faraó ficou indignado,
Dizendo: «Não os deixo ir. Tenho dito!»

E o Faraó ainda piorou,
A situação de Israel,
Então Moisés ao Senhor tornou,
«Porque nos foste infiel?»

Então disse o Senhor,
Que os resgataria,
Ouviria a sua dor,
Os seus prantos todo dia.

Então foi prometido,
Fazerem-se maravilhas,
Mas o Faraó com o coração endurecido,
Não as compreendia.

Faraó de coração obstinado,
Recusou deixar partir,
O Israel sacrificado,
Para o Egito servir.

As águas em sangue foram tornadas,
Mas o Faraó não reconheceu,
E voltou para sua casa,
E assim se sucedeu.

E muitos sinais foram executados,
Para exaltação do Senhor,
Para Israel ser libertado,
Do Egito opressor.

Então chegou a altura,
Da desejada libertação,
Dia que até hoje perdura,
Sem o fermento no pão.

Foi o dia dos pães asmos,
Em que Israel se apartou,
Com muito entusiasmo,
Do Egito se livrou.


Exortações

Escolhes bem as tuas palavras,
Medes todos os passos que dás,
No meio de lanças e espadas,
Não podes olhar para trás.

As palavras são apenas palavras,
Mas as palavras podem destruir,
Se ditas por gente amada,
Se forem boas podem construir.

Nem sempre te dás ao mundo,
Na honestidade tu vives batalhando,
Antes da resposta está o prelúdio,
E o diamante que se vai gastando.

Pensas que tens de ser bom para todos,
E de facto deves ser sempre cordial,
Mesmo que te tratem de maus modos,
Mostra-te o actor principal.

Na escuridão do mundo,
És pedra branca que reluz,
Não é pela cor da pele mas pela de fundo,
Que por ti morreu Jesus.

Mostra amor aos que ódio têm,
Assim não têm com que te acusar,
É pela força que eles se mantêm,
Mas tu é pela franqueza do amar.

Acham que brandura é fraqueza,
E ternura um defeito,
Fiam-se na sua esperteza,
Que por ninguém tem respeito.

Deixa-os andar no seu caminho,
Não te dês com gente má,
Jesus teve coroas de espinho,
Mas ele é o Leão de Judá.


Beber do Evangelho

Evangelizar é partilhar a Palavra
Aquela que um dia habitou entre nós
Sejamos nós de oliveira mansa ou brava
Ele enxerta-nos se ouvirmos a Sua voz.

Indo por caminhos à descoberta
Damos aos povos a conhecer
A Palavra que nos liberta
Acreditando com o nosso ser.

Dê-mos nós o que nos foi dado
De graça a Palavra que acolhemos
Perdoados somos do pecado
Se da sua fonte bebermos.

É importante partilhar a Boa Nova
E também é importante a recebermos
Mas teremos de passar numa prova
Durante a nossa vida toda
Para eternos um dia sermos.

Para matar a sede de quem se perde
Partilhemos o Evangelho
Para nos salvar a Palavra serve
Desde o mais novo até ao mais velho.

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