quinta-feira, abril 20, 2017

Três poemas de Antonio Carlos Ramos


Encontrei A Cruz Vazia

Sozinho eu seguia pela estrada da vida
Sempre buscando por uma saída
E do sol deste mundo eu queria sentir o calor
Quando alguém um presente me deu
Era um livro que falava de um Deus
A sua presença era puro amor
Ele vivia no céu em sua glória
Dizia que seu filho aqui ia descer
E a minha história mudar para sempre
Foi quando alguém me falou
Que encontrou com Jesus o Salvador
E a sua vida mudou completamente
                                      
Então eu peguei a minha bagagem
Sem pensar no caminho e na viagem
Pois eu estava tão contente
Eu queria conhecer esse homem
Que por onde passava espalhava o amor
Ouvi dizer que muitos doentes ele curou
E muitos mortos trouxe à vida novamente
Mas em todos os lugares aonde eu chegava
Alguém me falava que por ali ele já passara
Um dia ouvi dizer que ele seguia rumo ao Calvário
Sozinho carregando uma pesada cruz
Então eu me apressei porque sabia
Que esse homem era o Senhor Jesus

Depois de percorrer muitos caminhos
Ansioso esperava a chegada desse dia
Mas quando lá no calvário eu cheguei
 À minha frente encontrei a cruz vazia.


O Templo de Deus

Vou reconstruir o templo
Para que Deus possa morar
Vou colocar portas e janelas
Na frente um jardim com flores belas
Para receber o Senhor
E a porta vai ficar sempre aberta
Para que Deus por ela possa entrar

Vou jogar fora tudo que não presta
Só vou guardar o bem que me resta
Algo de muito valor
È a esperança de reencontrar o Senhor
No templo farei limpeza todos os dias
Porque nessa sacristia
Vai morar o meu Senhor
Terei cuidado em tudo que fizer
Porque a onde ele estiver
Só vai existir o amor
Terei cuidado em tudo que fizer
Porque a onde ele estiver
Só vai existir o amor

Quero uma vida de plena alegria
Com ele poder conversar todos os dias
Porque sei que vai parar para me ouvir
Entre, eu e ele será sempre assim.
E que a nossa amizade nunca tenha fim
Sei que esta chegando esse momento
Pois eu sou esse templo
E Jesus vai morar dentro de mim.
Sei que esta chegando esse momento
Pois eu sou esse templo

E Jesus vai morar dentro de mim.


Um Lindo Amanhecer

Quando acordei pela manhã
Um novo dia começava nascer
O cantar dos passarinhos anunciava
A chegada de um lindo amanhecer
Olhei através da janela
O sol entre os montes começava aparecer
Ergui os olhos para o céu
E comecei agradecer

Agradecer por mais um lindo dia
E estar ali para contemplar
Pela mansa brisa do amanhã
Que veio me acompanhar
E um rio de água cristalina
Que corre dia e noite sem parar
O ar que respiro o vento que não vejo
Mas sinto o meu rosto tocar

Assim e o Senhor na minha vida
Os meus olhos não pode alcançar
Mas sinto sua presença
Aonde vou, em qualquer lugar.
Ele fez de mim o seu templo
Em meu coração veio morar
Hoje sinto a alma renovada
E o seu nome vivo a louvar.

quinta-feira, abril 13, 2017

O Cristo e sua Páscoa: 3 Poemas


Paixão

Newton Messias

Foste pendurado nu entre céu e terra
como se ambos te condenassem ao degredo.
Mas não: convulsionou-se aflita em baixo a terra
e em cima o céu, em pleno dia, fez-se negro.

Foste traído pelo amigo, aprisionado
e bem alto, de abandono, se ouviu teu grito.
Como se até mesmo por Deus abandonado
morresse fora dos muros um ser maldito.

Mas em segredo e longe dos olhos humanos
(são sempre ocultos os milagres mais reais)
o véu do templo se rasgava totalmente.

Sinal que o Pai cumpria enfim antigos planos
de perdão, reconciliação, gratuita paz:
inaugurando um novo reino para sempre.



O milagre da Páscoa

Rosa Leme

Seu amor divino ilumina nossos corações.
A grande infâmia e as dores agudas
O seu amor e o poder da sua paz.
Da cruz serve para revelar 
Ele se esvaziou...
Resplandeceu dos seus lábios.
Ali pregado na rude cruz ele não exaltou. 
Só o amor e a graça
Desse mundo árido, seco.
Ele teve sede ofereceram o cálice amargo. 
Ele sentiu a aridez má, 
O terrível cálice da ira
Foi transpassado pela afiada espada.
Esgotou até a última gota 
Do amargo cálice 
Sobre o maldito madeiro da cruz. 
“Eloi, Eloi, Lamá sabactani...”
Estou firme no glorioso caminho;
O grito de angustia resume 
O fim do tormento das trevas.
 A morte está vencida. 
Tudo está consumado. 
No gozo do céu a coroa de amor
Feliz páscoa para todos!
Substituiu a coroa de espinho. 
A cruz vazia é a evidencia 
Que o milagre do amor
Já foi concluído.



DE TAL MANEIRA

Julia Lemos

O homem que amou o mundo de tal maneira
não fez poesia.
mas suas palavras incandesciam
varavam portas e prorrompiam
as paredes do coração

O Mestre não era homem de poesia
mas sua frases arremessavam-se tais torpedos
acordando reis estarrecidos.

Não era lírica a voz do homem que se apaixonou
daquela forma pelo mundo.
Falava dos lírios
dizendo que se tivéssemos fé 
seriam assim nossos vestidos.
Falava dos pardais
para nos lembrar a nossa importância,
Deus teria todo o cuidado se a Ele
entregássemos nossos mais secretos fardos.

Eram como versos brancos
as suas palavras lisas e de pedras pontiagudas
ferindo nosso amor de brilhantes,
safiras, águas marinhas, turmalinas. 
E ungia-nos com óleo fresco e a água lustral
que se davam aos deuses.

Na noite já alta ele despedia amigos
com os corações contentes
e as mentes cheias de perguntas.

Dobrava os joelhos.
Lá no monte sua voz ecoava
em remoinho pelo deserto:
- Pai!
Falava sobre os homens 
e suas palavras eram ouvidas a meio-tom
por um Deus perplexo.



domingo, abril 02, 2017

Águas Vivas volume 5 - Antologia de Poesia Evangélica


A Antologia Poética Águas Vivas, seleção bianual que desde 2007 reúne a produção de poetas evangélicos que se tem destacado pela sua ótima produção, chega a seu quinto volume. O livro, de noventa e seis páginas, pode ser baixado gratuitamente. 

Prefácio

Costumo dizer que a poesia é a antecâmara da Fé. A entrega poética, o salto/libertação que o sentimento poético opera, prenuncia a entrega maior que a fé solicita. E este livro é uma obra de fé. A de quem escreve e a de quem lê, a de quem, em meio a tempos de furiosa turbulência e apressadas solicitações, consegue tempo e alma para adentrar esta antecâmara que fala de re-ligação com o divino.
Pois a caravana não pode parar. De diversos cantos, o canto dos peregrinos ainda faz-se ouvir. A primavera resiste. A poesia cumpre seu papel, supre alento aos homens.
Nesta nova seleta, como já é tradicional em Águas Vivas, reunimos a voz experimentada de poetas laureados à voz de jovens iniciantes nos meandros poéticos, promissores e já de forte expressão.
Uma outra tradição de Águas Vivas é promover e celebrar a fraternidade que podemos chamar de lusófona: Desde a primeira edição, apresentamos, junto aos autores brasileiros, a obra de excelentes poetas evangélicos portugueses. Neste volume, além da presença honrosa do pastor, escritor e poeta português Samuel Pinheiro, ampliamos nossa corrente fraternal até a nação irmã de Moçambique, na figura da jovem Carla Júlia, poeta cuja riqueza de expressão é de admirar. E não bastasse a reunião de tão boa poesia devocional, apenas isso -  a comunhão em livro de ótimos poetas de três continentes, três países da lusofonia – já seria um selo distintivo a chancelar a relevância de Águas Vivas.
O talento em comum é aqui o eixo axial a unir poetas tão díspares em estilo, que operam nas mais variadas frequências poéticas, e que, juntos, dão o tom democrático que sempre norteou esta antologia. Da beleza clássica dos sonetos de Natanael Santos aos versos de moderna dicção e com um toque de poesia marginal de Newton Messias; da caudalosidade hermética de Jorge F. Isah ao poema franco e filosófico de Júnior Fernandes; da maturidade decantada de Samuel Pinheiro até os versos sublimados da jovem moçambicana Carla Júlia e à terna entrega devocional de outra jovem, Karla Fernandes, estabelece-se aqui a corrente confraternal que, tenho certeza, acrescerá encanto aos olhos de todo amante do verso inspirado.
É pois com renovada alegria que entregamos aos leitores este novo volume de Águas Vivas.
  
Sammis Reachers, organizador.

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domingo, março 26, 2017

Três poemas de José Bezerra Duarte


Poderoso Discurso

A tarde vai morrendo. O sol, agonizante,
Ensanguenta inda o céu dos últimos clarões.
No entanto, o Nazareno envolve, nesse instante,
Em seu profundo olhar imensas multidões!

Desde pela manhã, com seu Verbo possante,
Ele sara e conforta enfermos corações.
Mas, porque nesta vida a dor nos é constante,
A fronte vem dobrar do povo, as aflições!

– Não vês, lhe diz alguém, que estamos no deserto?
Despede a multidão, que a noite já vem perto
E só longe daqui se encontra algum recurso!...

– Não despeço, diz Ele, e seria loucura...
Não voltará vazio alguém que me procura.
E, os pães multiplicando, encerrou seu discurso.


Minha Paz Vos Dou
(João 14.27)

Noite profunda. Há luto pelo espaço.
A terra, o céu, o mar, a natureza,
Parecem confundir-se em negro abraço,
Num abraço infinito de tristeza.

Sobre o mar galileu, barca indefesa,
Conduz alguns judeus no bojo escasso,
Os quais jazem vencidos de fraqueza,
Na cruel perspectiva de um fracasso.

Eis, senão quando, um vulto assoma além!
Caminha sobre o mar! Do barco, alguém
Solta brados de medo e imprecações!

Calai-vos! – diz Jesus – Que estais temendo?
Olhai, sou vosso Mestre. E, assim dizendo,
Desce a paz, sobre o barco, aos corações!...


MUNDO ETERNO

O mundo além, "o porvir", é por nós ignorado:
Jaz envolto em mistério, oculto, indescritível!
Mas Deus, no Apocalipse, o descreve adornado
Em pedrarias raras, como o pouso aprazível,
De Cristo e seus remidos! E o Salvador dos crentes
Vai, dali, governar todos os continentes!

Não se sabe a extensão dessa pátria ignota,
Nem eu a vou pintar nas tintas do meu verso.
Mesmo que alguém falasse, como bom poliglota,
As línguas conhecidas todas, do Universo,
Creio, lhe faltaria à palavra, o vigor
Bastante, a demonstrar, seu místico esplendor!!!

Dir-se-ia tudo imerso em luz! Grande alvorada!
Que a terra, o mar, o vento, os rios em cascata,
Os extensos jardins, no bosque a passarada,
Tudo, numa só voz, prorrompe em serenata,
Erguendo ao Criador os mais puros louvores,
Que enchem os corações de angelicais dulçores!

Ó almas Imortais! Almas puras, serenas,
Que buscais lenitivo à vossa eterna dor,
E em delícias viveis, com louçãs falenas,
Girando ao derredor duma encantada flor!
Recebei, com Jesus, a vida em Deus, secreta,
Pois somente em Jesus, nossa vida é completa!

Almas que, nos momentos árduos da existência,
Desejais encontrar um doce leniente,
E na noite da vida andais, com diligência,
Procurando o luar de um gesto sorridente,
No Evangelho achareis clarões mais salutares,
Do que a luz de um farol, na escuridão dos mares!

Do livro Inspirações do Ocaso (Imprensa Metodista, 1961).

domingo, março 19, 2017

Quatro poemas de Emilio Conde


MOCIDADE CRISTÃ

Cabe a ti, mocidade cristã,
Seres a esperança de amanhã;
A coluna viva da verdade,
Pregoeira de paz e liberdade.

Como as rosas de raro odor,
Que adornam o jardim do Senhor,
Para servir foste chamada,
De Cristo a causa, nesta jornada.

Não te seduza a falsa riqueza,
Não te empolgue a falsa pureza,
Conserva a fragrância das flores,
E serás poupada das dores.

Não são as vaidades ilusórias
Que outorgam as grandes vitórias.
Porém de Cristo a santidade,
Perdura por toda a eternidade.


RESSURREIÇÃO

Folgai, cantai a morte foi vencida,
Vazio o sepulcro foi encontrado;
Cristo ressurgiu, triunfou a Vida,
No céu foi recebido, e glorificado.

Não podia o pó reter a majestade,
Nem a morte a Vida dominar;
Sendo Cristo o "Pai da Eternidade",
Em Sua missão devia triunfar.

Ressurreição, hino de esperança
De todos aqueles que em Jesus crerem
A ressurreição também a alcançam
Aqueles que, fiéis, em Cristo morrerem. 


OS ANJOS ANUNCIAM

Coros divinos, em doces canções,
Ao mundo anunciam mensagem de amor:
É Cristo que veio salvar as nações,
Dando-lhes esperança de vida melhor.

As Boas Novas que os anjos trouxeram
A nós, aos pastores, e a toda a gente,
Foram confirmadas pelos que vieram
De terras distantes, os Magos do Oriente.

A luz portentosa que em Belém raiou,
Aos homens tementes deu santa alegria.
Por campos e vales a nova soou,
Que em Belém de Judá o Cristo nascia.

Não fora somente ao povo da terra
Que o Salvador viera alegrar
Enquanto Herodes lhe fazia guerra,
No templo Simeão podia cantar.


UM DIA ACONTECERÁ

Da terra os salvos serão arrebatados,
Um dia isso acontecerá.
O pranto em gozo será transformado,
Um dia isso acontecerá.

Provações e lutas serão aqui deixadas,
Um dia isto acontecerá.
Venceremos os perigos que há nas estradas,
Um dia isso acontecerá.

Viver feliz no lar eternamente, eu vou,
Um dia isso acontecerá.
Ver as mãos feridas de quem me salvou,
Um dia isso acontecerá.

Do livro Flores do Meu Jardim (Editora CPAD, circa 1957).

quinta-feira, março 09, 2017

PASSAGEM, livro de Newton Messias para download gratuito


Prefácio

A poesia de Newton Messias é a verbalização de sua ampla humanidade: ora ferida (& exposta), ora oferta amiga, contundente em sua busca de paz e equalização, justiça e misericórdia. Frutos que ela quer e possui, e, em seu amor resiliente, avança semeando-os em todas as escalas, fundando suas próprias territorialidades semióticas.
Seu verso ora livre, ora liberto em rimas, tem o toque desconcertante e álacre da poesia marginal; alma e musicalidade são o tônus de suas composições, onde toda uma herança de modernos faz-se ouvir, ruído de fundo, eco a perpassar sua prosódia prenhe de linguagens mestiçadas. Filho e andarilho do mesmo chão pernambucano que um Cabral de Mello Neto e um Manoel Bandeira, encontramos em Newton um poeta feito, que trabalha a palavra com a perícia com que dedilha seu violão (é professor da violão clássico no Conservatório Pernambucano de Música).
Sua poesia não se alheia, refém de vazios alumbramentos, mas firma sua voz no cotidiano, percebendo e decompondo(-se) (n)o zeitgeist, o espírito de seu tempo, como neste trecho de Paz moderna:
após desejar bom dia em trinta grupos do whatsapp
saiu calado sem cumprimentar ninguém

depois de assinar um avaaz contra a corrupção
estacionou na vaga de idoso (...)

Sua fé é a crença dos alforriados da religiosidade, dos que depositam em Cristo o somatório de tudo o que são – fraquezas e dons, sucessos e angústias – enfastiados pelo moroso amor e a célere corrupção que faz descarrilhar do verdadeiro cristianismo a tantas das instituições ditas cristãs.
É um prazer segredar ao leitor que este pequeno volume, para parafrasear o título de um famoso livro de Mário Quintana, é um Baú de (alegres) Espantos, uma aprazível seleta de poesia das mais vivazes, audazes e comunicantes de empoderamento, empoderamento em amor, que tenho lido nos últimos tempos.

Sammis Reachers

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terça-feira, fevereiro 28, 2017

SOU LÁZARO E VOU RECOMEÇAR, novo livro de J.T.Parreira para download


Em seu mais novo e-book, o estimado poeta João Tomaz Parreira, com sensibilidade e singularidade emblemáticas, nos apresenta uma reunião de poemas tendo por eixo temático esta personagem ímpar das escrituras, Lázaro, (protó)tipo de todo homem que se achega a Cristo.

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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Tempo de Lamentar, poema de Rute Salviano Almeida



Tempo de lamentar

Se hoje vivesse o profeta Ezequiel
lamentaria pela sociedade pós-moderna,
como lamentou pelo antigo Israel.
E, talvez, ele dissesse:

- Ai de ti que troca a alegria na vontade de Deus,
                por escolhas malfeitas nos propósitos seus.
- Ai de ti que entesouras a si mesmo em seu coração,
                sem perceber a benção maravilhosa da doação!

- Ai de ti que não estás preparado para amadurecer,
                pois não estás disposto a viver
uma vida plena, uma vida abençoada,
                preferindo a comodidade do não fazer nada!

- Ai de ti, que se conforma com a filosofia moderna,
e não renova sua mente, adequando-a à eterna.
- Ai de ti que quer ter o controle de sua vida,
Mas vives com medo, em uma insegurança desmedida!

- Ai de ti que não oferece seu corpo como um templo de adoração,
afirmando: o corpo é meu, Deus não manda nele não.
Pois nunca experimentarás a perfeita vontade de Deus,
                contentando-se em viver sob o controle seu!

- Ai de ti que não repartes com o faminto o pão
E não veste aquele que roupas não tem não.
                Só te importas com o seu próprio corpo,
                corpo que se desfará quando estiver morto!
- Ai de ti que troca o Deus vivo por outros deuses,
e na idolatria de bens materiais passa seus dias e os meses:
adorando o deus do egoísmo, o deus da futilidade,
O deus da ganância e da desonestidade!
               
- Ai de ti que não conta a Deus os seus problemas
e não tem quem o ajude a resolver seus dilemas.
- Convertei-vos, convertei-vos, diria o profeta.

- Mudem de caminho, sigam, de Deus, a trilha reta!

sábado, fevereiro 18, 2017

Prêmio Areté abre espaço para não-associados: Agora e finalmente, a Poesia Evangélica pode ser contemplada



Uma notícia relevante para os poetas evangélicos. O Prêmio Areté (do grego excelência), iniciativa da Associação de Editores Cristãos e considerado o maior prêmio literário cristão (ou o único?) de nosso país, e que contempla, a cada edição, premiações voltadas a nada menos que 42 categorias diferentes, abrirá para a edição de 2017 inscrições para NÃO-ASSOCIADOS. 
Mas o que isso representa? Veja, até então, SOMENTE poderiam participar da disputa livros publicados por editoras ASSOCIADAS à mantenedora do prêmio, a Associação de Editores Cristãos. Acontece que, como todos sabem (e os que não o sabem, aprenderão), as editoras comerciais e mesmo as denominacionais não publicam poesia, ou o fazem muitíssimo raramente, pois afinal "poesia não vende". Assim, como haver concorrentes na categoria Poesia (que nem é uma categoria autônoma, mas está englobada junto a Contos e Crônicas), se os associados não publicam? 
Agora com esta mudança, qualquer autor, mediante pagamento de taxa e independentemente da editora, pode enviar seu livro poético para a disputa. O valor é significativo (em torno de 500 reais por título, para não-associados, mais outros custos), mas o que importa é que está aberta, FINALMENTE, a possibilidade de a Poesia ser contemplada em tal premiação. Pois praticamente toda a (pouca) poesia cristã que se publica, é feita de maneira independente, bancada por seus próprios autores.
Críticas poderiam ser feitas à ASC, desde a demora em permitir a participação de não-associados, o valor para a participação (maior até que o valor cobrado para não-associados pelo Prêmio Jabuti, maior prêmio literário do país), até a inclusão da Poesia junto a categorias que deveriam ser autônomas, o Conto e a Crônica. Mas reconhecemos e celebramos o avanço.


O link para a página do Prêmio Areté (as inscrições para o prêmio de 2017 vão até março:

http://www.premioarete.com.br

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Falecimento da poeta Pérrima de Moraes Cláudio



Comunicamos o falecimento, ocorrido na madrugada do último dia 14, da nossa amiga e irmã, a poeta Pérrima De Moraes Claudio. Pérrima foi uma mulher e mãe exemplar, dedicada serva de Deus e ótima poeta, dona de um estilo simples e pleno de devoção. 
Colaborou conosco, sempre graciosamente, em diversos trabalhos, notadamente na Antologia de Poesia Missionária, A Poesia do Natal Antologia e Teatro Missionário. Pérrima mantinha o blog Fontes Cristalinas (http://fontescristalinas.blogspot.com.br/ ) . 
O Senhor a recebeu em Sua pátria celeste, oceano de descanso e amor onde esperamos um dia poder reencontrá-la.

Na foto, o momento em que nos conhecemos pessoalmente (junto à amiga e também colaboradora Vilma Pires), no ano de 2014, na cidade de Niterói.

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Três poemas de Newton Messias


Pescar, semear
para Sammis Reachers Cá onde a rede é o mar rede vou lançar de largo trançado que apanhe o peixe já cansado Já fora do mar ácido vento chama o pássaro (ou peixe voador) que seja também pescador Lá onde o campo é o mundo deserto profundo importa lançar semente em tudo que é lugar Vá no mundo que é vasto na rede que é mar cumprir o chamado: o amor de Jesus encarnar



Igreja, corpo nu


Ora, a igreja é o corpo (nu) de Cristo!

Nosso pudor o vestiu de pedras, panos, gestos ensaiados, maquiagem.
Nossa covardia o trancafiou no templo, nas redomas, nas trincheiras, nos guetos.


É preciso libertar o corpo de Cristo!
Deixá-lo nu. 
Deixá-lo errante no mundo.

(Lembra que ele sofreu e morreu nu e fora dos muros?)

Vestimos o Corpo - ele não causa Escândalo.
Prendemos o Corpo - ele não provoca Revolução.

Ora, o corpo de Cristo é justamente isso: escândalo e revolução!


Saga de fruto

Tu vês a beleza e a doçura que um fruto carrega?
Carrega o que nele também foi processo e espera
Espera paciente do grão semeado na terra
Na terra que é mãe do processo que a todos encerra

Encerra essa saga do fruto uma grande lição
Lição repetida nas dores de cada estação:
Que o fruto que surge após a beleza da flor
Todo ele carrega na carne uma história de dor
Visite a página do autor no Facebook: https://www.facebook.com/poesiatd

domingo, fevereiro 05, 2017

Estabeleça o Amor - Jonathan Menezes


Estabeleça o Amor

O amor é contagiante. O ódio, contagioso.
O amor não tem pressa; o ódio urge.
O amor age; o ódio paralisa.
O amor gera vida; o ódio produz morte.
O ódio julga; o amor compreende.
O ódio escarnece; o amor se encarna.
O ódio distancia, mesmo quem está perto; 
                                           o amor aproxima os distantes.
O amor se conjuga; o ódio se prolifera.
O amor conversa; o ódio vocifera.
O amor sofre; o ódio faz sofrer.
O ódio cria partidos; o amor reparte.
O ódio acaba com a gente; o amor permanece, 
                                                mesmo depois que a gente acaba...
Ame demais, odeie de menos.
A nossa humanidade agradece.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Salmo do dependente químico


Salmo do dependente químico

A droga é meu guia,
nada me faltará.
Ela atende os meus anseios:
leva-me aos pratos desejados
e às fontes do meu maior prazer.
Refrigera-me a alma aflita
e cansada dos becos sem saída...
Mas logo, sem querer, mergulho
num porão escuro, onde encontro,
de mãos dadas, o prazer e a morte.

Sinto medo, o chão treme sob os pés
e gela a alma dentro de mim.
Vou e faço uso novamente,
mas nem a droga me tira a fissura.
Desejo sumir, mas pra onde?...
Corro pra casa, antigo refúgio,
acho a minha mãe em oração,
ela sofre por mim, também adoeceu.
Isso me fere o peito, me dói.
Tomo um banho, sento à mesa,
janto, fumo, troco umas palavras
com minha mãe e outras pessoas,
nem assim me sossega o espírito.

Um olhar, uma palavra qualquer
aflora a minha agressividade...
Penso que nenhuma bondade
habita mais o meu coração.
Sinto vergonha de mim!...
Percebo que fiz as pazes com a morte,
até já pedi pra morrer,
pois sei que posso matar alguém.

Ando estranho, frio, insensível...
Todos sabem, nunca fui assim!
Faço tudo pra me conter,
mas, confesso, tenho medo de mim.

Valdomiro Pires de Oliveira


Fonte: Revista Alvorada #71 (Out/Nov/Dez 2012).

Amigo leitor, convido você que tem sofrido com a dependência química de qualquer tipo a ler este texto: Como libertar-se dos vícios

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