terça-feira, maio 14, 2019

Dois poemas de Terezinha Rodrigues do Vale


SEMEIA
SALMO 138.1,2

Se no percurso de tua vida
Encontrares na estrada teu irmão
Abatido e chorando amargamente
Não encolhas a esse pobre a tua mão.

Toma por guia as Santas Escrituras
Eleva a Deus a tua oração
Apresenta ao Senhor o irmão pobre
E o Senhor alegrará seu coração.

Segue a jornada imitando a Jesus
Dando alegria ao triste e sofredor
Lembra que um dia alguém por ti morreu
Também por ti a rude cruz levou.

Semeia um pouco de alegria, canta
Entoa um belo hino de louvor
Verás o amanhecer de um novo dia
Porque mais importante é o Amor.



CEM OVELHAS
LUCAS 15.5

O Pastor pastoreava cem ovelhas no aprisco
O lobo passando perto, as ovelhas perseguiu
Em meio à perseguição uma ovelha sumiu.
Ela fugindo do lobo, lá no abismo caiu.

O Pastor preocupado, saiu logo a procurar
Deixou as noventa e nove no aprisco, a pastar
Não foi muito longe não, logo encontrou
A ovelha caída e ferida ao chão.

A ovelha fugiu do lobo e na montanha se perdeu
Ela caiu no abismo, bem machucada ficou
Coitadinha da ovelha, uma perninha quebrou
O Pastor com muito amor achando-a, feliz ficou.

Aquela pobre ovelha, gemia sentindo dor
A põe sobre os seus ombros, gostoso dela cuidou
Sarou as suas feridas, com ela ao redil voltou
Juntinho as noventa e nove, a ovelhinha ficou.

Jesus é o Bom Pastor, suas ovelhas conhece
O rebanho é numeroso, mas de nenhuma Ele esquece
Chama o nome da ovelha, a mesma lhe obedece
A ovelhinha ferida a voz do Pastor reconhece.

Ser Pastor não é um dom, mas uma escolha de Deus.
E um ministério Santo, o Bom Pastor te escolheu
Zele por este rebanho, seja fiel ao Senhor
Apascente as ovelhas com carinho e muito amor.

Seja um Pastor cuidadoso, vigilante e amoroso
O grande e sumo Pastor contigo vai sempre estar
Apascenta com cuidado, o rebanho é do Senhor
Sabei que o Senhor é Deus, Jesus é o bom Pastor.

Esta igreja te ama, ó meu amado Pastor
Nesta noite aqui estamos, vamos a Deus adorar
Por mais um aniversário, que estais a completar
Paz, saúde e alegria, queremos te desejar.


Do livro Promessas de Deus (Editora Betel).

quarta-feira, maio 01, 2019

PÁGINAS DE OURO DA ORAÇÃO - Um dos mais completos livros sobre a ORAÇÃO já publicados em língua portuguesa, gratuito para você


Uma antologia é fundamentalmente um filtro e uma espécie de condensador (meta)literário. Por seu caráter de antologia, e por antologiar gêneros diversos, como frases, sermões e orações, agregando a isso outros recursos práticos, este humilde e gratuito livro, que circula apenas em formato eletrônico, se configura num dos mais significativos livros sobre a Oração já publicados em língua portuguesa. 
Nosso objetivo, ao nos apoiarmos nos ombros de gigantes e usufruirmos dos recursos da lavra dos mais diversos irmãos e ministérios, não é trazer prejuízo a qualquer, mas prestar um serviço à Igreja de Cristo. E cumprir a vocação da literatura cristã de ofertar o melhor conteúdo possível ao máximo de pessoas possíveis, da maneira mais graciosa possível, rendendo nisso glórias ao Deus vivo, de onde todo o bem emana.
Estão aqui coligidas em torno de mil citações, de autores os mais diversos da cristandade, citações divididas em duas partes: Frases Gerais sobre a Oração e Frases sobre a importância da Oração nas obras de Evangelização e Missões.
Para além disso, coligimos 150 esboços de sermões sobre o tema da Oração. Tais esboços, claro esteja, prestam-se igualmente como estudos bíblicos, muito oportunos para os momentos devocionais em particular ou em grupo.
Coligimos ainda trechos de orações de grandes nomes do cristianismo, desde Pais da Igreja como Clemente de Roma até nomes recentes como Martin Luther King. Tais textos não devem ser tomados como modelos rijos e nem prestam-se a objetos para a repetição, mas objetivam apenas ilustrar e aclarar aspectos da oração e dar notícia da devoção e correição de fé de nossos co-herdeiros da graça de Cristo.
Como referido, agregamos a este livro recursos outros que poderão auxiliar todos aqueles que trilham os caminhos da comunhão divina através da oração. Concordância Bíblica ExaustivaDatas Comemorativas para a Intercessão específica, um modelo de Diário de Oração e outros recursos, são itens que irão enriquecer a devoção do leitor.
Oração é oração praticada; sua ciência é quase toda ela empírica, desenvolvida pelo contato dos joelhos no chão e a abertura de coração.
Que este humilde livro, mais do que agregar conhecimento teórico, enriqueça seu ferramental prático e lhe constranja a orar mais e melhor, crescendo de fé em fé, até assenhorear-se de todas as promessas de Deus a que só temos acesso através da oração.
Compartilhe este livro, sempre gratuitamente, com todos os irmãos ao seu alcance.

Sammis Reachers
Organizador

PARA BAIXAR O LIVRO PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

terça-feira, abril 23, 2019

ONDE ESTÃO OS OUTROS, livro de poemas A. P. Alencart disponível em português


O poeta e jornalista paulista Álvaro Alves de Faria traduziu e fez publicar o livro Onde Estão os Outros, do professor, poeta, crítico e promotor cultural espanhol A. P. Alencart.
O livro conta com primoroso prefácio, pelo próprio Faria, além de ilustrações do pintor espanhol Miguel Elias, feitas exclusivamente para a obra.
Um pouco do melhor da poesia cristã produzida atualmente, graciosamente para você, num livro breve em tamanho, mas vasto em alma.

Para baixar o livro (pelo Google Drive), CLIQUE AQUI.

quarta-feira, abril 17, 2019

Senhor, quando te vimos faminto? - Uma oração luterana



Senhor, quando te vimos faminto?

Oração luterana anônima. França, século XX.

Eu estava faminto e vocês estavam voando ao redor da lua.
Eu estava faminto e vocês me disseram que esperasse.
Eu estava faminto e vocês formaram um comitê.
Eu estava faminto e vocês mudaram de assunto.

Eu estava faminto e vocês disseram:
“Não há motivo para isso.”
Eu estava faminto
E vocês tinham a conta das armas para pagar.
Eu estava faminto e vocês me contaram:
“Agora as máquinas fazem este tipo de serviço.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“A lei e a ordem em primeiro lugar.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Sempre existirão pessoas pobres.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Meus antepassados também passaram fome.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Depois dos cinquenta, você não vai encontrar emprego.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Deus ajuda os necessitados.”
Eu estava faminto e vocês disseram:
“Desculpe-me, volte outro dia.”


Do livro Orações para Mil Anos, de Elizabeth Roberts e Elias Amidon (orgs.).

terça-feira, abril 09, 2019

Última meditação à véspera da morte - Girolamo Savonarola


Última meditação à véspera da morte
Savonarola (23-5-1498)


Em ti esperei, senhor!
Não serei eternamente confundido!
Ó maravilhoso poder da esperança!
A tristeza não permanece em sua presença.
Pode ressoar seu fragor,
Os inimigos podem assediar-me,
Nada temo,
Pois espero em ti, senhor!

Tu és a minha esperança,
Meu refúgio forte e inexpugnável,
Já penetrei dentro dele.
A esperança abriu-me suas portas.
Não penetrei temerariamente.
A esperança é minha escusa antecipada.
Ela me diz:
“Eis, ó homem, o teu refúgio,
Abre os olhos e vê:
Deus é teu único asilo.”

Somente ele pode libertar-te,
Somente ele te consola e te salva!
O coração dos homens está nas mãos de Deus.
Ele o guia segundo sua vontade.

- Considera minha bondade e meu amor.
Não seria amigo dos homens
Quem pelos homens se fez homem?
Quem pelos pecadores sofreu a morte?

Na verdade, ele é teu Pai.
Poderia um pai esquecer seu filho?
É ele quem nos diz,
Pela escritura,
“Já que o homem confiou em mim,
Eu o libertarei,
Tirá-lo-ei de suas tribulações”.

Ó imensa força da esperança,
Como ela se difunde pelo mundo inteiro!
Não serei eternamente confundido!
Poderei sê-lo na terra,
Não na eternidade!
Com teu braço forte,
Com teu julgamento equitativo,
Liberta-me, senhor!

Do livro As mais belas orações de todos os tempos, de Rose Marie Murado e Raimundo Cintra (orgs.).


segunda-feira, abril 01, 2019

Um sermão sobre a Poesia - Israel Belo de Azevedo



POESIA: VIDA E ADORAÇÃO
(Salmo 104)
Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 11.3.2001 (noite)

http://www.prazerdapalavra.com.br


1. INTRODUÇÃO
A linguagem humana tem sido empobrecida pela ausência da poesia.
Num mundo marcado pelo imediatismo e pelos artefatos da tecnologia microeletrônica, há poucos espaços para a imagem poética, necessariamente profunda e às vezes aparentemente sem utilidade. No entanto, os poetas são mais importantes que os desenvolvidos pelos criadores de tecnologia, que nos fazem fruir a vida, mas não nos ajuda a entendê-la.
Podemos dizer que a poesia ficaria relegada a livros de tiragens ridículas, não fosse a música, que tem sua poesia própria (a melodia) e se encontra com a poesia propriamente dita através das letras usadas. As canções, no entanto, são poesia, mas um outro tipo de poesia.
No meio cristão, passamos pela mesma experiência. A poesia vem perdendo espaço, mantida por meio dos hinos, que também são um tipo de poesia. Nós somos um povo musical, como o de Israel o era, como nos lembra o profeta Amós: Vocês fazem músicas como fez o rei Davi e gostam de cantá-las com acompanhamento de harpas. (Amos 6.5)  

2. ENRIQUEÇAMO-NOS COM A IMAGINAÇÃO POÉTICA
Não podemos, diante deste quadro, nos esquecer que a Bíblia, o livro pelo qual pautamos as nossas vidas, é um livro de expressão poética. Se não entendermos esta sua característica, teremos dificuldade para ouvir Deus falando.
Tomemos alguns dos grandes salmos.
O salmo 1 não diz simples que a felicidade consiste em viver de forma reta diante de Deus, mas usa imagens para descrever os ímpios e para pintar os justos. Assim,

Bem-aventurado o homem que
não anda no conselho dos ímpios,
não se detém no caminho dos pecadores,
nem se assenta na roda dos escarnecedores.

Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas,
que, no devido tempo, dá o seu fruto,
e cuja folhagem não murcha;
e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
(Salmo 1.1,3)

A pessoa temente a Deus não é uma árvore, mas é como se fosse, diz-nos a poesia.

O salmo 19 retrata a glória do Senhor com imagens poéticas majestosas:

Os céus proclamam a glória de Deus,
e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
Um dia discursa a outro dia,
e uma noite revela conhecimento a outra noite.
Não há linguagem, nem há palavras,
e deles não se ouve nenhum som;
no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz,
e as suas palavras, até aos confins do mundo.
Aí pôs uma tenda para o sol,
o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói.
(Salmo 19.1-5)

Como o firmamento anuncia, se não tem boca? Como um dia discursa, se não tem língua? Como a natureza, que não tem som, faz ecoar a palavra de Deus? Como pôr uma tenda para o sol?

O salmo 23 é poesia pura, desde o princípio.

O Senhor é o meu pastor;
nada me faltará.
Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Leva-me para junto das águas de descanso;
refrigera-me a alma.
Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo;
o teu bordão e o teu cajado me consolam.
(Salmo 23.1-4)

O que é repousa em pastos verdejantes e ter um pastor, se não somos gado? O que é ser guiado pelas veredas da justiça? Como receber consolo de um bordão e de um cajado?

Estes poucos exemplos bastam para mostrar que não dá para entender alguns capítulos senão com a imaginação. Precisamos, portanto, de imaginação poética para fruir melhor a Bíblia. Se não, como admiremos também a existência de uma sarça que não se consome ou de uma estrela que percorre o firmamento para guiar os magos? Se não, como entenderemos a oração de Jesus pedindo pela passagem do cálice? Como entenderemos a descrição que o livro de apocalipse faz do céu? como uma

Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu.
Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada,
vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo, (...)
brilhando com a glória de Deus.
A cidade brilhava como uma pedra preciosa,
como uma pedra de jaspe, clara como cristal.

[Nela, não havia templo,]
pois o seu templo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
A cidade não precisa de sol nem de lua para a iluminarem,
pois a glória de Deus brilha sobre ela,
e o Cordeiro é o seu candelabro.
(Apocalipse 21.2, 11, 23, 23)

Só podemos usufrir da riqueza do livro de Apocalipse por meio da imaginação poética, a mesma que Deus inspirou a autor bíblico.
Nem todos precisamos ser poetas, mas todos precisamos de um pouco de imaginação poética para penetrar na riqueza da Palavra de Deus.

3. VALORIZEMOS A EXPRESSÃO POÉTICA
A poesia é uma das formas mais apropriadas para se falar da vida. Os livros de Jó, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos são uma demonstração viva desta realidade.
Há na Bíblia expressões poéticas acerca do sofrimento, como esta:

A minha harpa se me tornou em prantos de luto,
e a minha flauta, em voz dos que choram.
(Jó 30:31)

Há, na Bíblia, inclusive expressões poética de exaltação ao amor erótico, entre um homem e uma mulher, como em Cântico dos Cânticos, uma das quais sendo a seguinte:

O inverno já foi, a chuva passou, e as flores aparecem nos campos.
É tempo de cantar; ouve-se nos campos o canto das rolinhas.
Os figos estão começando a amadurecer,
e já se pode sentir o perfume das parreiras em flor.
Venha então, meu amor. Venha comigo, minha querida.
(Cântico dos Cânticos  2.11-13:)

A poesia é uma das formas mais adequadas para se falar de Deus e para se exaltar a sua excelsitude para conosco. O que é o seu nome "Emanuel" se não uma expressão poética? Como um Deus pode se apresentar como "Eu sou o que sou", se não pela imaginação poética. Os salmos, uns musicados (e é pena que tenhamos perdido as suas melodias), outros não, são essencialmente cânticos de louvor, isto é, exaltação, a Deus. Nós os apreciamos porque falam de nós mesmos, nossas dores e dúvidas, mas também porque falam de Deus, de sua glória, isto é, de sua beleza, e de sua graça, de seu amor para conosco.
Um dos pontos altos da expressão poética do Antigo Testamento é o salmo 104, todo escrito em forma de imagens poéticas.

Bendize, oh minha alma, ao Senhor!
Senhor, Deus meu, como tu és magnificente:
sobrevestido de glória e majestade,
coberto de luz como de um manto.
Tu estendes o céu como uma cortina,
pões nas águas o vigamento da tua morada,
tomas as nuvens por teu carro e voas nas asas do vento.
Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste;
as águas ficaram acima das montanhas;
à tua repreensão, fugiram,
à voz do teu trovão, bateram em retirada.
Elevaram-se os montes,
desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado.
Que variedade, Senhor, nas tuas obras!
Todas com sabedoria as fizeste;
cheia está a terra das tuas riquezas.
Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo.
Se lhes dás, eles o recolhem;
se abres a mão, eles se fartam de bens.
Se ocultas o rosto, eles se perturbam;
se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó.
Envias o teu Espírito, eles são criados,
e, assim, renovas a face da terra.
A glória do Senhor seja para sempre!
Exulte o Senhor por suas obras!
Cantarei ao Senhor enquanto eu viver;
cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida.
Seja-lhe agradável a minha meditação;
eu me alegrarei no Senhor.
(Salmo 104.1-3,6-8,24,27-31,33,34)

Os poemas de exaltação a Deus nos levam à Sua presença, para contemplar a Sua glória:

Oh profundidade da riqueza,
tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!
Quão insondáveis são os seus juízos,
e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?
Ou quem foi o seu conselheiro?
Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?
Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas.
A ele, pois, a glória eternamente.
Amém!
(Romanos 11.33-36)

Não há, portanto, uma dicotomia entre poesia e fé. A fé diz "eu creio em Ti, Senhor "; a poesia crente anota: "meu coração se lança sobre as tuas costas, Senhor".
A fé afirma: "guarda-me, Senhor"; a poesia bíblica escreve: esconde-me à sombra das tuas asas (Salmo 17.8).
A fé exalta: Como é preciosa, oh Deus, a tua benignidade! a poesia aprofunda: Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas. (Salmo 36.7)
A fé pede: Tem misericórdia de mim, oh Deus, tem misericórdia; a poesia consagrada enriquece: pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. (Salmo 57.1)
Para que usufruamos da poesia enquanto expressão de nossos sentimentos e desejos mais profundamos precisamos valorizar a expressão artísticas, precisamos nos educar para a poesia, precisamos nos expressar por meio da poesia.

1. Precisamos valorizar a expressão poética.
Cada um de nós deve buscar formas artísticas para expressar nossos sentimentos (de tristeza e de alegria), nossos desejos e nosso louvor.
A Bíblia reconhece o valor da expressão artística, e um dos exemplos está no livro de Samuel. E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele. (1 Samuel 16:23)
Você está triste, ouça uma canção que anime o seu coração. Você está agitado, entre numa galeria de arte ou numa exposição para ver as obras dos outros.
Você está com a auto-estima lá embaixo? leia o poema 8 do livro dos salmos. Você está excessivamente autoconfiante? leia o poema de Paulo aos filipenses (capítulo 2).

2. Precisamos nos educar para a poesia.
Para fruir a poesia, temos que nos educar para a poesia. Precisamos entender que a poesia é uma outra maneira de dizer as coisas. Precisamos reconhecer que ler poesia nos torna menos duros, menos amargos, menos pesados; mais sensíveis, mais agradáveis e mais leves.
Educando-nos para a poesia, leremos melhor e escreveremos melhor; mais que isso, entenderemos melhor a Palavra de Deus a nós.
Para tanto, leiamos a poesia bíblica, leiamos a poesia secular (principalmente brasileira), leiamos a poesia evangélica (embora escassa).

3. Precisamos nos expressar por meio da poesia.
Só ela nos permite dizer o que não cabe na boca nem no discurso narrativo.
A poesia é bonita de mais para ficar só com os poetas. A poesia é profunda demais para ficar só com os poetas não cristãos.
Precisamos escrever poeticamente. A poesia cristã precisa estar nos livros, nas praças e nos teatros. Precisamos de poesia cristã de qualidade, mesmo que perca parte de seu didatismo ou homiletismo.
Aos poetas jovens, de qualquer idade, leiam muita poesia e escrevam. Escrevam muito, reescrevam muito. Sejam humildes e ousados, ao mesmo tempo. Sejam os melhores poetas. Orem a Deus em busca de inspiração. Vejam o que os outros fazem e façam melhor.

4. CONCLUSÃO
O mundo precisa de poesia. Vamos dar poesia ao mundo. A poesia também se ressente da corrupção do gênero humano. Nós podemos falar da redenção, também sob a forma poética.
Foi o que o apóstolo Paulo fez no grande teatro ao livre de Atenas. Depois de ver as expressões poéticas do povo, espalhadas pelas ruas e pelos templos, ele assim se expressou:

Esse que adorais sem conhecer
é precisamente aquele que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe;
sendo ele Senhor do céu e da terra,
não habita em santuários feitos por mãos humanas.
Nem é servido por mãos humanas,
como se de alguma coisa precisasse;
pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais;
de um só fez toda a raça humana
para habitar sobre toda a face da terra,
havendo fixado os tempos previamente estabelecidos
e os limites da sua habitação;
para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar,
bem que não está longe de cada um de nós;
pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos,
como alguns dos vossos poetas têm dito:
"Porque dele também somos geração".
Sendo, pois, geração de Deus,
não devemos pensar que a divindade
é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra,
trabalhados pela arte e imaginação do homem.
(Atos 17.24-29)

O cristianismo precisa de poesia. Paulo, para nos ensinar o sentido da vida, sentido da vida que muitos cristãos temos perdido, nos abençoa com as seguintes palavras, carregadas de poesia:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado
com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
[Ele] assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo,
 para sermos santos e irrepreensíveis perante ele;
e em amor nos predestinou para ele,
para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo,
segundo o beneplácito de sua vontade,
para louvor da glória de sua graça,
que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,
no qual temos a redenção, pelo seu sangue,
a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,
que Deus derramou abundantemente sobre nós
em toda a sabedoria e prudência,
desvendando-nos o mistério da sua vontade,
segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,
de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos,
todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra;
[pois em Jesus] fomos também feitos herança,
predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas
conforme o conselho da sua vontade,
a fim de sermos para louvor da sua glória,
nós, os que de antemão esperamos em Cristo;
em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade,
o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido,
fostes selados com o Santo Espírito da promessa;
o qual é o penhor da nossa herança,
ao resgate da sua propriedade,
em louvor da sua glória.
[Ele] pôs todas as coisas debaixo dos pés,
e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,
a qual é o seu corpo,
a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.
(Efésios 1.1-14, 22-23)

ISRAEL BELO DE AZEVEDO

sábado, março 23, 2019

Travessia do Mar Vermelho e outros Poemas, e-book de J. T. Parreira em edição bilíngue português/espanhol


Es toda una alegría presentar esta segunda publicación de Tiberíades Ediciones, la primera en solitario, con poemas del recientemente fallecido J. T. Parreira, seleccionados por José Brissos-Lino y A. P. Alencart. Cuenta además con una bien versada y emotiva presentación de José Brissos-Lino. La traducción al castellano es obra de Alfredo Pérez Alencart. Agradecemos el excelente y desinteresado trabajo de diseño y edición realizado por Sammis Reachers.
En unas líneas de su Presentación, José Brissos-Lino nos dice: João Tomaz Parreira (1947-2018) –con la firma literaria de J.T. Parreira– fue tal vez el mayor poeta cristiano evangélico de lengua portuguesa que conocí, a la par del brasileño Joanyr de Oliveira (1933-2009), y era mi amigo personal cerca de 45 años. Sus intereses esenciales se centraban en la interacción entre la divinidad y la humanidad, pues sus preocupaciones eran, invariablemente, con el ser humano en su relación con Dios, y también en todo lo que tiene que ver “con la profundidad, los valores, la belleza y el sufrimiento de los hombres”, como él mismo comentó en una entrevista concedida a un programa de televisión en 2002.
Ponemos el libro en pdf a disposición de todos los amantes de la poesía. 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O LIVRO.
J. T. PARREIRA (1947, Lisboa-2018, Aveiro)Uno de los más importantes poetas evangélicos en lengua portuguesa. En vida publicó seis libros impresos de poesía (Este Rosto do Exílio,1973; Pedra Debruçada no Céu, 1975; Pássaros Aprendendo para Sempre, 1993; Contagem de Estrelas, 1996; Os Sapatos de Auschwitz, 2008; y Encomenda a Stravinsky, 2011 ). También los siguientes E-books que pueden descargarse libremente en web: “Falando entre vós com Salmos: Cânticos Davídicos”, “Na Ilha Chamada Triste”, “Aquele de cuja mão fugiu o Anjo”, “Quando era menino lia o Salmo Oitavo”, “Nove Penas para Sylvia Plath” y “As Crianças do Holocausto”, entre 2010 y 2013. En Rio de Janeiro, participó en la Antologia da Nova Poesia Evangélica (1977). También un ensayo teológico (O Quarto Evangelho-Aproximação ao Prólogo, 1988). Desde 1964 escribió en la revista evangélica “Novas de Alegria” desde 1964. Periodista independiente en semanarios regionales y revistas mensuales de índole cultural y religiosa, donde escribió sobre artes plásticas, literatura e teología. En 1974 propició con Joanyr de Oliveira, en Brasil y ambos com José Brissos-Lino en Portugal el movimiento por la Nueva Poesía Evangélica.Está presente en el Projecto Vercial, la mayor base de datos de la literatura portuguesa.

A. P. Alencart

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