domingo, março 19, 2017

Quatro poemas de Emilio Conde


MOCIDADE CRISTÃ

Cabe a ti, mocidade cristã,
Seres a esperança de amanhã;
A coluna viva da verdade,
Pregoeira de paz e liberdade.

Como as rosas de raro odor,
Que adornam o jardim do Senhor,
Para servir foste chamada,
De Cristo a causa, nesta jornada.

Não te seduza a falsa riqueza,
Não te empolgue a falsa pureza,
Conserva a fragrância das flores,
E serás poupada das dores.

Não são as vaidades ilusórias
Que outorgam as grandes vitórias.
Porém de Cristo a santidade,
Perdura por toda a eternidade.


RESSURREIÇÃO

Folgai, cantai a morte foi vencida,
Vazio o sepulcro foi encontrado;
Cristo ressurgiu, triunfou a Vida,
No céu foi recebido, e glorificado.

Não podia o pó reter a majestade,
Nem a morte a Vida dominar;
Sendo Cristo o "Pai da Eternidade",
Em Sua missão devia triunfar.

Ressurreição, hino de esperança
De todos aqueles que em Jesus crerem
A ressurreição também a alcançam
Aqueles que, fiéis, em Cristo morrerem. 


OS ANJOS ANUNCIAM

Coros divinos, em doces canções,
Ao mundo anunciam mensagem de amor:
É Cristo que veio salvar as nações,
Dando-lhes esperança de vida melhor.

As Boas Novas que os anjos trouxeram
A nós, aos pastores, e a toda a gente,
Foram confirmadas pelos que vieram
De terras distantes, os Magos do Oriente.

A luz portentosa que em Belém raiou,
Aos homens tementes deu santa alegria.
Por campos e vales a nova soou,
Que em Belém de Judá o Cristo nascia.

Não fora somente ao povo da terra
Que o Salvador viera alegrar
Enquanto Herodes lhe fazia guerra,
No templo Simeão podia cantar.


UM DIA ACONTECERÁ

Da terra os salvos serão arrebatados,
Um dia isso acontecerá.
O pranto em gozo será transformado,
Um dia isso acontecerá.

Provações e lutas serão aqui deixadas,
Um dia isto acontecerá.
Venceremos os perigos que há nas estradas,
Um dia isso acontecerá.

Viver feliz no lar eternamente, eu vou,
Um dia isso acontecerá.
Ver as mãos feridas de quem me salvou,
Um dia isso acontecerá.

Do livro Flores do Meu Jardim (Editora CPAD, circa 1957).

quinta-feira, março 09, 2017

PASSAGEM, livro de Newton Messias para download gratuito


Prefácio

A poesia de Newton Messias é a verbalização de sua ampla humanidade: ora ferida (& exposta), ora oferta amiga, contundente em sua busca de paz e equalização, justiça e misericórdia. Frutos que ela quer e possui, e, em seu amor resiliente, avança semeando-os em todas as escalas, fundando suas próprias territorialidades semióticas.
Seu verso ora livre, ora liberto em rimas, tem o toque desconcertante e álacre da poesia marginal; alma e musicalidade são o tônus de suas composições, onde toda uma herança de modernos faz-se ouvir, ruído de fundo, eco a perpassar sua prosódia prenhe de linguagens mestiçadas. Filho e andarilho do mesmo chão pernambucano que um Cabral de Mello Neto e um Manoel Bandeira, encontramos em Newton um poeta feito, que trabalha a palavra com a perícia com que dedilha seu violão (é professor da violão clássico no Conservatório Pernambucano de Música).
Sua poesia não se alheia, refém de vazios alumbramentos, mas firma sua voz no cotidiano, percebendo e decompondo(-se) (n)o zeitgeist, o espírito de seu tempo, como neste trecho de Paz moderna:
após desejar bom dia em trinta grupos do whatsapp
saiu calado sem cumprimentar ninguém

depois de assinar um avaaz contra a corrupção
estacionou na vaga de idoso (...)

Sua fé é a crença dos alforriados da religiosidade, dos que depositam em Cristo o somatório de tudo o que são – fraquezas e dons, sucessos e angústias – enfastiados pelo moroso amor e a célere corrupção que faz descarrilhar do verdadeiro cristianismo a tantas das instituições ditas cristãs.
É um prazer segredar ao leitor que este pequeno volume, para parafrasear o título de um famoso livro de Mário Quintana, é um Baú de (alegres) Espantos, uma aprazível seleta de poesia das mais vivazes, audazes e comunicantes de empoderamento, empoderamento em amor, que tenho lido nos últimos tempos.

Sammis Reachers

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terça-feira, fevereiro 28, 2017

SOU LÁZARO E VOU RECOMEÇAR, novo livro de J.T.Parreira para download


Em seu mais novo e-book, o estimado poeta João Tomaz Parreira, com sensibilidade e singularidade emblemáticas, nos apresenta uma reunião de poemas tendo por eixo temático esta personagem ímpar das escrituras, Lázaro, (protó)tipo de todo homem que se achega a Cristo.

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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Tempo de Lamentar, poema de Rute Salviano Almeida



Tempo de lamentar

Se hoje vivesse o profeta Ezequiel
lamentaria pela sociedade pós-moderna,
como lamentou pelo antigo Israel.
E, talvez, ele dissesse:

- Ai de ti que troca a alegria na vontade de Deus,
                por escolhas malfeitas nos propósitos seus.
- Ai de ti que entesouras a si mesmo em seu coração,
                sem perceber a benção maravilhosa da doação!

- Ai de ti que não estás preparado para amadurecer,
                pois não estás disposto a viver
uma vida plena, uma vida abençoada,
                preferindo a comodidade do não fazer nada!

- Ai de ti, que se conforma com a filosofia moderna,
e não renova sua mente, adequando-a à eterna.
- Ai de ti que quer ter o controle de sua vida,
Mas vives com medo, em uma insegurança desmedida!

- Ai de ti que não oferece seu corpo como um templo de adoração,
afirmando: o corpo é meu, Deus não manda nele não.
Pois nunca experimentarás a perfeita vontade de Deus,
                contentando-se em viver sob o controle seu!

- Ai de ti que não repartes com o faminto o pão
E não veste aquele que roupas não tem não.
                Só te importas com o seu próprio corpo,
                corpo que se desfará quando estiver morto!
- Ai de ti que troca o Deus vivo por outros deuses,
e na idolatria de bens materiais passa seus dias e os meses:
adorando o deus do egoísmo, o deus da futilidade,
O deus da ganância e da desonestidade!
               
- Ai de ti que não conta a Deus os seus problemas
e não tem quem o ajude a resolver seus dilemas.
- Convertei-vos, convertei-vos, diria o profeta.

- Mudem de caminho, sigam, de Deus, a trilha reta!

sábado, fevereiro 18, 2017

Prêmio Areté abre espaço para não-associados: Agora e finalmente, a Poesia Evangélica pode ser contemplada



Uma notícia relevante para os poetas evangélicos. O Prêmio Areté (do grego excelência), iniciativa da Associação de Editores Cristãos e considerado o maior prêmio literário cristão (ou o único?) de nosso país, e que contempla, a cada edição, premiações voltadas a nada menos que 42 categorias diferentes, abrirá para a edição de 2017 inscrições para NÃO-ASSOCIADOS. 
Mas o que isso representa? Veja, até então, SOMENTE poderiam participar da disputa livros publicados por editoras ASSOCIADAS à mantenedora do prêmio, a Associação de Editores Cristãos. Acontece que, como todos sabem (e os que não o sabem, aprenderão), as editoras comerciais e mesmo as denominacionais não publicam poesia, ou o fazem muitíssimo raramente, pois afinal "poesia não vende". Assim, como haver concorrentes na categoria Poesia (que nem é uma categoria autônoma, mas está englobada junto a Contos e Crônicas), se os associados não publicam? 
Agora com esta mudança, qualquer autor, mediante pagamento de taxa e independentemente da editora, pode enviar seu livro poético para a disputa. O valor é significativo (em torno de 500 reais por título, para não-associados, mais outros custos), mas o que importa é que está aberta, FINALMENTE, a possibilidade de a Poesia ser contemplada em tal premiação. Pois praticamente toda a (pouca) poesia cristã que se publica, é feita de maneira independente, bancada por seus próprios autores.
Críticas poderiam ser feitas à ASC, desde a demora em permitir a participação de não-associados, o valor para a participação (maior até que o valor cobrado para não-associados pelo Prêmio Jabuti, maior prêmio literário do país), até a inclusão da Poesia junto a categorias que deveriam ser autônomas, o Conto e a Crônica. Mas reconhecemos e celebramos o avanço.


O link para a página do Prêmio Areté (as inscrições para o prêmio de 2017 vão até março:

http://www.premioarete.com.br

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Falecimento da poeta Pérrima de Moraes Cláudio



Comunicamos o falecimento, ocorrido na madrugada do último dia 14, da nossa amiga e irmã, a poeta Pérrima De Moraes Claudio. Pérrima foi uma mulher e mãe exemplar, dedicada serva de Deus e ótima poeta, dona de um estilo simples e pleno de devoção. 
Colaborou conosco, sempre graciosamente, em diversos trabalhos, notadamente na Antologia de Poesia Missionária, A Poesia do Natal Antologia e Teatro Missionário. Pérrima mantinha o blog Fontes Cristalinas (http://fontescristalinas.blogspot.com.br/ ) . 
O Senhor a recebeu em Sua pátria celeste, oceano de descanso e amor onde esperamos um dia poder reencontrá-la.

Na foto, o momento em que nos conhecemos pessoalmente (junto à amiga e também colaboradora Vilma Pires), no ano de 2014, na cidade de Niterói.

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Três poemas de Newton Messias


Pescar, semear
para Sammis Reachers Cá onde a rede é o mar rede vou lançar de largo trançado que apanhe o peixe já cansado Já fora do mar ácido vento chama o pássaro (ou peixe voador) que seja também pescador Lá onde o campo é o mundo deserto profundo importa lançar semente em tudo que é lugar Vá no mundo que é vasto na rede que é mar cumprir o chamado: o amor de Jesus encarnar



Igreja, corpo nu


Ora, a igreja é o corpo (nu) de Cristo!

Nosso pudor o vestiu de pedras, panos, gestos ensaiados, maquiagem.
Nossa covardia o trancafiou no templo, nas redomas, nas trincheiras, nos guetos.


É preciso libertar o corpo de Cristo!
Deixá-lo nu. 
Deixá-lo errante no mundo.

(Lembra que ele sofreu e morreu nu e fora dos muros?)

Vestimos o Corpo - ele não causa Escândalo.
Prendemos o Corpo - ele não provoca Revolução.

Ora, o corpo de Cristo é justamente isso: escândalo e revolução!


Saga de fruto

Tu vês a beleza e a doçura que um fruto carrega?
Carrega o que nele também foi processo e espera
Espera paciente do grão semeado na terra
Na terra que é mãe do processo que a todos encerra

Encerra essa saga do fruto uma grande lição
Lição repetida nas dores de cada estação:
Que o fruto que surge após a beleza da flor
Todo ele carrega na carne uma história de dor
Visite a página do autor no Facebook: https://www.facebook.com/poesiatd

domingo, fevereiro 05, 2017

Estabeleça o Amor - Jonathan Menezes


Estabeleça o Amor

O amor é contagiante. O ódio, contagioso.
O amor não tem pressa; o ódio urge.
O amor age; o ódio paralisa.
O amor gera vida; o ódio produz morte.
O ódio julga; o amor compreende.
O ódio escarnece; o amor se encarna.
O ódio distancia, mesmo quem está perto; 
                                           o amor aproxima os distantes.
O amor se conjuga; o ódio se prolifera.
O amor conversa; o ódio vocifera.
O amor sofre; o ódio faz sofrer.
O ódio cria partidos; o amor reparte.
O ódio acaba com a gente; o amor permanece, 
                                                mesmo depois que a gente acaba...
Ame demais, odeie de menos.
A nossa humanidade agradece.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Salmo do dependente químico


Salmo do dependente químico

A droga é meu guia,
nada me faltará.
Ela atende os meus anseios:
leva-me aos pratos desejados
e às fontes do meu maior prazer.
Refrigera-me a alma aflita
e cansada dos becos sem saída...
Mas logo, sem querer, mergulho
num porão escuro, onde encontro,
de mãos dadas, o prazer e a morte.

Sinto medo, o chão treme sob os pés
e gela a alma dentro de mim.
Vou e faço uso novamente,
mas nem a droga me tira a fissura.
Desejo sumir, mas pra onde?...
Corro pra casa, antigo refúgio,
acho a minha mãe em oração,
ela sofre por mim, também adoeceu.
Isso me fere o peito, me dói.
Tomo um banho, sento à mesa,
janto, fumo, troco umas palavras
com minha mãe e outras pessoas,
nem assim me sossega o espírito.

Um olhar, uma palavra qualquer
aflora a minha agressividade...
Penso que nenhuma bondade
habita mais o meu coração.
Sinto vergonha de mim!...
Percebo que fiz as pazes com a morte,
até já pedi pra morrer,
pois sei que posso matar alguém.

Ando estranho, frio, insensível...
Todos sabem, nunca fui assim!
Faço tudo pra me conter,
mas, confesso, tenho medo de mim.

Valdomiro Pires de Oliveira


Fonte: Revista Alvorada #71 (Out/Nov/Dez 2012).

Amigo leitor, convido você que tem sofrido com a dependência química de qualquer tipo a ler este texto: Como libertar-se dos vícios

quinta-feira, janeiro 26, 2017

POESIA DO ALTO, e-book de Karla Fernandes para download gratuito


A jovem autora Karla Fernandes publicou há pouco tempo seu primeiro livro, Poesia do Alto, em formato e-book, pela Amazon.
Dona de uma escrita forte e promissora, Karla é uma grata surpresa em nossa poesia. 
A apresentação do livro deixa claro o teor de sua literatura: "Esta obra é a seiva de uma alma devota. As poesias aqui apresentadas são expressões de diálogos com Deus. 
Temas como, morte, vida, solidão, paz, amor, e uma gama de outros, que circulam nossas vidas são expressos de modo bem íntimo e compreensível. Algumas das poesias surgiram em meio a orações, outras se tornaram orações após surgirem como poesias!"
E a boa notícia é que o livro está disponível para download gratuito no site da Amazon, mas somente até o dia 29 deste mês. Por isso corra e garanta o seu exemplar!

Acesse o site, crie uma conta (caso não possua uma) e faça o download:

domingo, janeiro 22, 2017

Dois poemas de Marion Martins

Juan Gris
Foge o Tempo

Coisa estranha me acontece
Fico aqui a meditar
Porque o relógio das horas
Gira horas num piscar

Do jeito que a coisa anda
Você não se espante não
Se de manhã você planta
E a noite já colhe o grão.

Sem ritmo, sem pausa
Num louco pulsar
O tempo, sem contratempo
Parece não vai parar

Dia nasce, dia morre
E eu mal posso acompanhar
O correr alucinado
Do calendário lunar

Na virada da semana
Não dá nem pra reparar
Se é sexta ou segunda-feira
Só vejo o domingo passar.

Já é hora de dormir
Hora de dormir já?
Mal me deito, já levanto
Pra de novo me deitar.

Chego a ficar mesmo tonta
Com tanta abreviação
E já não mais faço conta
Se é inverno ou verão

Ao fazer assim, poesia
Posso por força parar
E o disparar louco do tempo
Não pode me atropelar

Não posso compreender
Toda essa alteração
Ou mudou o seu compasso
Ou será só impressão?

De toda coisa que faço
Tenho mesmo a sensação
Que muito do tempo gasto
Já passou de antemão

Talvez porque sem sentido,
Não vejo a hora passar,
E tenho então por perdido
O tempo que não vai voltar

Quem sabe se a cada marca
Do ponteiro eu conquistar
Algo de novo na vida
Tudo ao normal voltará

No girar vertiginoso
Horas e minutos se vão
Meu coração bate ligeiro
Apressado em aflição

Se não é o meu amado
Que me espera logo mais
Com certeza eu queixaria
Deste tempo tão fugaz

Tudo sentido alcança
E as horas não contam não
Quando fico meditando
Nas obras de tuas mãos

Dias, semanas e meses
Anos e anos também
Vão passando sem descanço
E nenhum sentido tem

Apenas pra mim que te amo
E vejo este tempo passar
Anseio ver neste ano
Um outro depressa chegar

Cada dia é um a menos
E chega a dar aflição
De encerrar logo esse tempo
Esperando a salvação

Minha ansiedade, se vê
É o tempo depressa passar
Pra logo bem depressinha
Com Jesus poder ficar

E aí, na eternidade
Não importa o tempo não
Que felizes para sempre
Alegria gozarão!

Por falar agora em tempo,
vou por aqui encerrar
Essa prosa tão comprida
De nunca mais acabar

Logo acima o derradeiro verso
Pra dizer assim adeus
A você que gastou tempo
Mas nada comigo aprendeu!


Fogo e Água

Fogo que lambe
Fogo que incendeia
Fogo que rastreia
Por todo o meu ser

Águas claras
Águas cristalinas
Fogo que ilumina
E que me faz arder

Chama viva
Que queima e não consome
Eu sei qual é Teu nome
 E agora vou dizer

Fogo e água
Chama e ardor
Teu nome é Deus vivo
Teu nome á amor

Aquele que diz amar Deus e não ama a Seu irmão é mentiroso.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Citações Missionárias: A cada dia uma nova frase missionária em sua timeline


A página Citações Missionárias é a nossa mais recente iniciativa de promoção missionária. A cada dia, pontualmente às 8:00h da manhã e durante todo o ano de 2017, uma nova frase é publicada (veja alguns exemplos abaixo).
Uma ferramenta de edificação e reflexão, para você curtir e compartilhar!

Conheça a página, deixe seu like, compartilhe com seus irmãos as imagens (no próprio Facebook, e em outras redes sociais):
https://www.facebook.com/citacoesmissionarias






sábado, janeiro 07, 2017

Três poemas de Luiz Flor


POEMA I

Ofício do pedinte: pedir.

O que mais pode fazer?

Ofício do abastado: desprezar.
É o que sabe fazer.

Ofício de Deus: retribuir.


POEMA V

(A propósito do Salmo 40)

Agora minha alma canta
Porque meu coração está alegre.
Já não tenho os pés na lama
O Senhor fez meus passos leve.

Tanto quanto proclamei minha dor
Proclamarei teus feitos Senhor.
Faça meu coração bondoso
Pra indicar a outros um final para o viver lastimoso.

Confiar em Ti com esperança
E não inventar a própria saída
É o mote feliz pra vida.


Confissão

Minha querida
Meu amor por você não é como
O de Romeu e Julieta
Eu não tenho a coragem deles
Tirar minha vida dizendo que é por amor
Talvez eu seja um fraco
Talvez eu seja um covarde
Não me ponha em teste
Quero mesmo que você
Me tenha por sábio
Portanto, quero convidar você
A morrermos juntos aos poucos
No correr dos anos
E que sejam muitos os anos
Até que cheguemos ao fim
E em cada dia espero ter você
Por muitos anos junto de mim
Viver junto de você
Aí, sim, eu tenho coragem
Quero provar meu amor assim
Querida e se os dias puderem
Não acabar tanto melhor
Tanto melhor pra nós
Tanto melhor pra mim

Visite o blog do autor: http://dicadoflor.blogspot.com.br/

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