sábado, fevereiro 18, 2017

Prêmio Areté abre espaço para não-associados: Agora e finalmente, a Poesia Evangélica pode ser contemplada



Uma notícia relevante para os poetas evangélicos. O Prêmio Areté (do grego excelência), iniciativa da Associação de Editores Cristãos e considerado o maior prêmio literário cristão (ou o único?) de nosso país, e que contempla, a cada edição, premiações voltadas a nada menos que 42 categorias diferentes, abrirá para a edição de 2017 inscrições para NÃO-ASSOCIADOS. 
Mas o que isso representa? Veja, até então, SOMENTE poderiam participar da disputa livros publicados por editoras ASSOCIADAS à mantenedora do prêmio, a Associação de Editores Cristãos. Acontece que, como todos sabem (e os que não o sabem, aprenderão), as editoras comerciais e mesmo as denominacionais não publicam poesia, ou o fazem muitíssimo raramente, pois afinal "poesia não vende". Assim, como haver concorrentes na categoria Poesia (que nem é uma categoria autônoma, mas está englobada junto a Contos e Crônicas), se os associados não publicam? 
Agora com esta mudança, qualquer autor, mediante pagamento de taxa e independentemente da editora, pode enviar seu livro poético para a disputa. O valor é significativo (em torno de 500 reais por título, para não-associados, mais outros custos), mas o que importa é que está aberta, FINALMENTE, a possibilidade de a Poesia ser contemplada em tal premiação. Pois praticamente toda a (pouca) poesia cristã que se publica, é feita de maneira independente, bancada por seus próprios autores.
Críticas poderiam ser feitas à ASC, desde a demora em permitir a participação de não-associados, o valor para a participação (maior até que o valor cobrado para não-associados pelo Prêmio Jabuti, maior prêmio literário do país), até a inclusão da Poesia junto a categorias que deveriam ser autônomas, o Conto e a Crônica. Mas reconhecemos e celebramos o avanço.


O link para a página do Prêmio Areté (as inscrições para o prêmio de 2017 vão até março:

http://www.premioarete.com.br

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Falecimento da poeta Pérrima de Moraes Cláudio



Comunicamos o falecimento, ocorrido na madrugada do último dia 14, da nossa amiga e irmã, a poeta Pérrima De Moraes Claudio. Pérrima foi uma mulher e mãe exemplar, dedicada serva de Deus e ótima poeta, dona de um estilo simples e pleno de devoção. 
Colaborou conosco, sempre graciosamente, em diversos trabalhos, notadamente na Antologia de Poesia Missionária, A Poesia do Natal Antologia e Teatro Missionário. Pérrima mantinha o blog Fontes Cristalinas (http://fontescristalinas.blogspot.com.br/ ) . 
O Senhor a recebeu em Sua pátria celeste, oceano de descanso e amor onde esperamos um dia poder reencontrá-la.

Na foto, o momento em que nos conhecemos pessoalmente (junto à amiga e também colaboradora Vilma Pires), no ano de 2014, na cidade de Niterói.

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Três poemas de Newton Messias


Pescar, semear
para Sammis Reachers Cá onde a rede é o mar rede vou lançar de largo trançado que apanhe o peixe já cansado Já fora do mar ácido vento chama o pássaro (ou peixe voador) que seja também pescador Lá onde o campo é o mundo deserto profundo importa lançar semente em tudo que é lugar Vá no mundo que é vasto na rede que é mar cumprir o chamado: o amor de Jesus encarnar



Igreja, corpo nu


Ora, a igreja é o corpo (nu) de Cristo!

Nosso pudor o vestiu de pedras, panos, gestos ensaiados, maquiagem.
Nossa covardia o trancafiou no templo, nas redomas, nas trincheiras, nos guetos.


É preciso libertar o corpo de Cristo!
Deixá-lo nu. 
Deixá-lo errante no mundo.

(Lembra que ele sofreu e morreu nu e fora dos muros?)

Vestimos o Corpo - ele não causa Escândalo.
Prendemos o Corpo - ele não provoca Revolução.

Ora, o corpo de Cristo é justamente isso: escândalo e revolução!


Saga de fruto

Tu vês a beleza e a doçura que um fruto carrega?
Carrega o que nele também foi processo e espera
Espera paciente do grão semeado na terra
Na terra que é mãe do processo que a todos encerra

Encerra essa saga do fruto uma grande lição
Lição repetida nas dores de cada estação:
Que o fruto que surge após a beleza da flor
Todo ele carrega na carne uma história de dor
Visite a página do autor no Facebook: https://www.facebook.com/poesiatd

domingo, fevereiro 05, 2017

Estabeleça o Amor - Jonathan Menezes


Estabeleça o Amor

O amor é contagiante. O ódio, contagioso.
O amor não tem pressa; o ódio urge.
O amor age; o ódio paralisa.
O amor gera vida; o ódio produz morte.
O ódio julga; o amor compreende.
O ódio escarnece; o amor se encarna.
O ódio distancia, mesmo quem está perto; 
                                           o amor aproxima os distantes.
O amor se conjuga; o ódio se prolifera.
O amor conversa; o ódio vocifera.
O amor sofre; o ódio faz sofrer.
O ódio cria partidos; o amor reparte.
O ódio acaba com a gente; o amor permanece, 
                                                mesmo depois que a gente acaba...
Ame demais, odeie de menos.
A nossa humanidade agradece.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Salmo do dependente químico


Salmo do dependente químico

A droga é meu guia,
nada me faltará.
Ela atende os meus anseios:
leva-me aos pratos desejados
e às fontes do meu maior prazer.
Refrigera-me a alma aflita
e cansada dos becos sem saída...
Mas logo, sem querer, mergulho
num porão escuro, onde encontro,
de mãos dadas, o prazer e a morte.

Sinto medo, o chão treme sob os pés
e gela a alma dentro de mim.
Vou e faço uso novamente,
mas nem a droga me tira a fissura.
Desejo sumir, mas pra onde?...
Corro pra casa, antigo refúgio,
acho a minha mãe em oração,
ela sofre por mim, também adoeceu.
Isso me fere o peito, me dói.
Tomo um banho, sento à mesa,
janto, fumo, troco umas palavras
com minha mãe e outras pessoas,
nem assim me sossega o espírito.

Um olhar, uma palavra qualquer
aflora a minha agressividade...
Penso que nenhuma bondade
habita mais o meu coração.
Sinto vergonha de mim!...
Percebo que fiz as pazes com a morte,
até já pedi pra morrer,
pois sei que posso matar alguém.

Ando estranho, frio, insensível...
Todos sabem, nunca fui assim!
Faço tudo pra me conter,
mas, confesso, tenho medo de mim.

Valdomiro Pires de Oliveira


Fonte: Revista Alvorada #71 (Out/Nov/Dez 2012).

Amigo leitor, convido você que tem sofrido com a dependência química de qualquer tipo a ler este texto: Como libertar-se dos vícios

quinta-feira, janeiro 26, 2017

POESIA DO ALTO, e-book de Karla Fernandes para download gratuito


A jovem autora Karla Fernandes publicou há pouco tempo seu primeiro livro, Poesia do Alto, em formato e-book, pela Amazon.
Dona de uma escrita forte e promissora, Karla é uma grata surpresa em nossa poesia. 
A apresentação do livro deixa claro o teor de sua literatura: "Esta obra é a seiva de uma alma devota. As poesias aqui apresentadas são expressões de diálogos com Deus. 
Temas como, morte, vida, solidão, paz, amor, e uma gama de outros, que circulam nossas vidas são expressos de modo bem íntimo e compreensível. Algumas das poesias surgiram em meio a orações, outras se tornaram orações após surgirem como poesias!"
E a boa notícia é que o livro está disponível para download gratuito no site da Amazon, mas somente até o dia 29 deste mês. Por isso corra e garanta o seu exemplar!

Acesse o site, crie uma conta (caso não possua uma) e faça o download:

domingo, janeiro 22, 2017

Dois poemas de Marion Martins

Juan Gris
Foge o Tempo

Coisa estranha me acontece
Fico aqui a meditar
Porque o relógio das horas
Gira horas num piscar

Do jeito que a coisa anda
Você não se espante não
Se de manhã você planta
E a noite já colhe o grão.

Sem ritmo, sem pausa
Num louco pulsar
O tempo, sem contratempo
Parece não vai parar

Dia nasce, dia morre
E eu mal posso acompanhar
O correr alucinado
Do calendário lunar

Na virada da semana
Não dá nem pra reparar
Se é sexta ou segunda-feira
Só vejo o domingo passar.

Já é hora de dormir
Hora de dormir já?
Mal me deito, já levanto
Pra de novo me deitar.

Chego a ficar mesmo tonta
Com tanta abreviação
E já não mais faço conta
Se é inverno ou verão

Ao fazer assim, poesia
Posso por força parar
E o disparar louco do tempo
Não pode me atropelar

Não posso compreender
Toda essa alteração
Ou mudou o seu compasso
Ou será só impressão?

De toda coisa que faço
Tenho mesmo a sensação
Que muito do tempo gasto
Já passou de antemão

Talvez porque sem sentido,
Não vejo a hora passar,
E tenho então por perdido
O tempo que não vai voltar

Quem sabe se a cada marca
Do ponteiro eu conquistar
Algo de novo na vida
Tudo ao normal voltará

No girar vertiginoso
Horas e minutos se vão
Meu coração bate ligeiro
Apressado em aflição

Se não é o meu amado
Que me espera logo mais
Com certeza eu queixaria
Deste tempo tão fugaz

Tudo sentido alcança
E as horas não contam não
Quando fico meditando
Nas obras de tuas mãos

Dias, semanas e meses
Anos e anos também
Vão passando sem descanço
E nenhum sentido tem

Apenas pra mim que te amo
E vejo este tempo passar
Anseio ver neste ano
Um outro depressa chegar

Cada dia é um a menos
E chega a dar aflição
De encerrar logo esse tempo
Esperando a salvação

Minha ansiedade, se vê
É o tempo depressa passar
Pra logo bem depressinha
Com Jesus poder ficar

E aí, na eternidade
Não importa o tempo não
Que felizes para sempre
Alegria gozarão!

Por falar agora em tempo,
vou por aqui encerrar
Essa prosa tão comprida
De nunca mais acabar

Logo acima o derradeiro verso
Pra dizer assim adeus
A você que gastou tempo
Mas nada comigo aprendeu!


Fogo e Água

Fogo que lambe
Fogo que incendeia
Fogo que rastreia
Por todo o meu ser

Águas claras
Águas cristalinas
Fogo que ilumina
E que me faz arder

Chama viva
Que queima e não consome
Eu sei qual é Teu nome
 E agora vou dizer

Fogo e água
Chama e ardor
Teu nome é Deus vivo
Teu nome á amor

Aquele que diz amar Deus e não ama a Seu irmão é mentiroso.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Citações Missionárias: A cada dia uma nova frase missionária em sua timeline


A página Citações Missionárias é a nossa mais recente iniciativa de promoção missionária. A cada dia, pontualmente às 8:00h da manhã e durante todo o ano de 2017, uma nova frase é publicada (veja alguns exemplos abaixo).
Uma ferramenta de edificação e reflexão, para você curtir e compartilhar!

Conheça a página, deixe seu like, compartilhe com seus irmãos as imagens (no próprio Facebook, e em outras redes sociais):
https://www.facebook.com/citacoesmissionarias






sábado, janeiro 07, 2017

Três poemas de Luiz Flor


POEMA I

Ofício do pedinte: pedir.

O que mais pode fazer?

Ofício do abastado: desprezar.
É o que sabe fazer.

Ofício de Deus: retribuir.


POEMA V

(A propósito do Salmo 40)

Agora minha alma canta
Porque meu coração está alegre.
Já não tenho os pés na lama
O Senhor fez meus passos leve.

Tanto quanto proclamei minha dor
Proclamarei teus feitos Senhor.
Faça meu coração bondoso
Pra indicar a outros um final para o viver lastimoso.

Confiar em Ti com esperança
E não inventar a própria saída
É o mote feliz pra vida.


Confissão

Minha querida
Meu amor por você não é como
O de Romeu e Julieta
Eu não tenho a coragem deles
Tirar minha vida dizendo que é por amor
Talvez eu seja um fraco
Talvez eu seja um covarde
Não me ponha em teste
Quero mesmo que você
Me tenha por sábio
Portanto, quero convidar você
A morrermos juntos aos poucos
No correr dos anos
E que sejam muitos os anos
Até que cheguemos ao fim
E em cada dia espero ter você
Por muitos anos junto de mim
Viver junto de você
Aí, sim, eu tenho coragem
Quero provar meu amor assim
Querida e se os dias puderem
Não acabar tanto melhor
Tanto melhor pra nós
Tanto melhor pra mim

Visite o blog do autor: http://dicadoflor.blogspot.com.br/

sábado, dezembro 31, 2016

Ano novo, novo tempo; com Jesus do nosso lado! – D’Israel


Ano novo, novo tempo; com Jesus do nosso lado!

I
Ano Novo; novo tempo; hora de renovação
Tempo de reflexão na palavra do Senhor
Hora de analisarmos que fizemos pra Jesus
Se nós fomos sal e luz; se por Ele fomos vistos
Como justos, separados, servos úteis, não nocivos
Se servimos ao Deus Vivo; se Seu nome proclamamos
Se buscamos por primeiro o seu Reino, realmente,
Sem qualquer hipocrisia; fingimento; falsidade...
Se amamos nosso próximo como nos mandou amarmos
Se aqui sempre fazemos toda a Sua vontade
Se cumprimos a missão que a nós foi ordenada
De pregar Seu Evangelho para toda criatura...

II
Ano novo; novo tempo; de sair do nosso muro
Da inércia; do silêncio; deste nosso esconderijo
Esperando apagar-se nossas velas, lamparinas
Acabar o nosso azeite da candeia do Senhor
A palavra do amor dentro do coração do homem
E deixando que não saibam como é maravilhosa
Seu efeito quando age numa alma entristecida
Desolada, depressiva, caminhando sem Jesus
Sem vigor; quase sem vida; de Jesus necessitada
Tão perdida na estrada; na escuridão das trevas
Que está acorrentada; enlaçada; obstruída
Cheia da necessidade de ouvi-la urgentemente
Pois estava esquecida numa Bíblia abandonada
Toda aberta sem ser lida; sem também ser estudada
Nem tampouco explicada para seu entendimento...

III
Ano novo; novo tempo; com Jesus do nosso lado
Libertados, realmente, cheios da convicção
Da certeza em que nós cremos e que sempre deveremos
Confessar com nossa boca que Jesus é o Senhor!
Tempo de escutar Sua voz; atender o Seu chamado
De falar pra todo mundo que só Ele é quem salva
Quem nos tira do pecado; quem nos lava toda alma
E que a Ele, tão somente, nós devemos obediência
Toda nossa reverência; e dobrar nossos joelhos...

IV
Ano novo; novo tempo de pedir a Ele fé;
Para se ficar de pé, sustentado, plenamente,
Exaltando o Seu nome; toda hora; todo tempo
Com seu canto em nossa boca cheios de sinceridade
Entoando lindos cantos do Hinário do Senhor:
"Quero o Salvador comigo
Só com Ele eu posso andar
Quero conhecê-lo perto
No Seu braço descansar
Confiado no Senhor;
Consolado em Seu amor
Seguirei o meu caminho
Sem tristeza e sem temor"
(Hino 350 do Cantor Cristão)

Feliz Ano Novo!

D'Israel (Israel Pinto da Silva). 
In O Jornal Batista -  Edição 01/2017

quarta-feira, dezembro 28, 2016

Calendário 2017 sobre Missões, para você baixar e imprimir


O ano de 2016 se aproxima de seu término, e como fizemos no ano passado, preparamos para nossos leitores uma série de calendários com foco missionário, para você baixar e imprimir.
Se no ano de 2016 o foco foram países variados onde é pequena a presença do evangelho (Arábia Saudita, Indonésia etc.), o tema para o ano de 2017 são os seis países lusófonos (que têm o português como língua oficial) da África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Cada uma das seis páginas (formato A4) traz, além de uma bela imagem do país e os calendários de dois meses do ano, informações gerais sobre o país em questão (população, povos, povos não-alcançados, principais cidades, línguas oficiais, estatísticas religiosas e bandeira). E ainda uma frase de incentivo à tarefa de evangelização da igreja.
Preparamos ainda o calendário tendo por tema as crianças. Neste caso, também como no ano passado, são duas páginas, com uma imagem (neste caso, de crianças africanas) e seis meses de calendários em cada uma, além de uma frase sobre a importância da evangelização/discipulado de nossos pequeninos.
Note ainda o selo em comemoração aos 500 Anos de Reforma Protestante (1517 - 2017), que elaboramos especialmente para a data, e que será inserido em todas as nossas publicações e projetos durante 2017. Sobre os significados do selo, confira AQUI.

Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo SlideShare, CLIQUE AQUI.


Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo SlideShare, CLIQUE AQUI.



Além dos arquivos em PDF, ideais para você imprimir, também disponibilizamos as imagens do calendário, em boa resolução, para você copiar e usar onde quiser. Confira abaixo:


PAÍSES 2017
(Clique nas imagens para ampliar, em seguida copie/salve em seu computador)









CRIANÇAS 2017


Caso não consiga fazer o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com

sexta-feira, dezembro 23, 2016

Dois poemas de Natal


Restart

Muito antes que houvesse kosmos no khaos
o Criador compunha um poema de amor.
O Verbo amar estava presente
desde o pretérito mais que pré-feito.
Na história do chronos humano
tem man_obras de des-amor;
porém, no mo(vi)mento kairos
o verdadeiro Amor intervém.
Não o podemos ver por inteiro
porque ainda há nevoeiro;
sigamos com fé e esperança,
pois no futuro mais que perfeito
o verdadeiro o Amor vai restar_t

Oseas Heckert

O ADVENTO
Houve Dezembros que deveriam ter
ficado pelo meio, sem dias 25, nem preces
de Advento no século passado. O Natal
não combina com Auschwitz-Birkenau.
Poucos procuravam Deus nas campinas
de Auschwitz, quando os cordeiros seguiam
para os fornos e a noite de Natal tombava
como cinza sobre arame farpado
e a neve nos pinheiros
tinha maior peso específico que as luzes.
Houve Dezembros em que Jesus
não nascia ou se nascia
ficava ao colo dos irmãos a esperar nada.

J.T.Parreira

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Dois poemas traduzidos por Isaac N. Salum


Contato Interrompido

Apenas um sorriso – o olhar de simpatia
Que visse em teu semblante a velha acabrunhada
Ter-lhe-ia dado alívio. E não custava nada!
Seu coração gemia e era profunda a dor.
Ela, porém, se foi, magoada e em agonia,
Porque, quando a encontraste e viste, aquele dia,
Estavas sem contato, irmão, com teu Senhor.

Somente uma palavra, uma palavra breve –
O Espírito dizia: “É hora!” E não o ouviste!
Foi-se o trabalhador desanimado e triste!...
Mostrar-lhe simpatia e fé, mostrar-lhe amor,
E assim, reanimá-lo em tuas mãos esteve.
Mas não pudeste ouvir aquela voz tão leve:
Estavas sem contato, irmão, com teu Senhor.

Apenas um recado, um rápido recado –
Mensagem a um amigo em um país distante –
O Espírito dizia: “Escreve!” E, nesse instante,
Julgavas ter à frente ação de mais valor,
E não te incomodaste! E foste descuidado!...
Terias salvo uma alma em pecado!
Mas não tinhas contato, irmão, com teu Senhor.

Um cântico somente, um cântico singelo –
Que o Espírito dizia: “Entoa nesta noite;
Tua voz pertence ao Mestre: Ele a comprou.” Mas foi-te
Inútil a insistência. É que tiveste horror
De vir falar do céu à turba em atropelo!
Terias despertado corações de gelo!...
Mas não tinhas contato, irmão, com teu Senhor.

Somente um breve dia, um dia pequenino –
Calculas bem, qual seja, irmão, a consequência,
De um momento esbanjado, inútil, na existência,
Das horas que empregaste em cousas sem valor?!
“Permanecei em mim”, diz o Senhor divino;
Qualquer serviço é vão, terá fruto mofino,
Se perdes o contato, irmão, com teu Senhor.

In Florilégio Cristão (JUERP).


A Cruz de Cristo

Para viver entre nós, numa cama emprestada,
Ele humilde nasceu
E em jumento emprestado andou toda a estrada
Da montanha à cidade e à cidade desceu


Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
Eram Suas, bem Suas:
A ninguém as deveu!


Tomou o pão dum menino e o peixinho emprestado
E ambos abençoou:
Fez o povo assentar-se em redor pelo prado:
Foi o pão repartindo e a todos saciou.


Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
Eram Suas, bem Suas,
De ninguém as tornou.


Num barco emprestado, a vagar de mansinho,
Ele pôs-se a ensinar.
O pardal tem sua casa, a andorinha seu ninho…
Para Ter Seu descanso, Ele nem teve lar!


Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
De ninguém foi tomar
Eram Suas, bem Suas.


A caminho da tumba, em salão emprestado,
Um jantar celebrou.
Foi em morto envolvido em lençol emprestado
E em sepulcro emprestado, afinal repousou.


Mas a cruz dolorosa
E a coroa espinhosa
Eram Suas, Bem Suas:
De ninguém as tomou!


Mas o berço entregou,
Entregou o jumentinho,
Devolveu casa e barco,
E os tecidos de linho
Ressurgindo, vazio o sepulcro deixou.


Mas as vestes de luz
E as marcas da cruz
Essas eram bem Suas
E consigo as levou!



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