quarta-feira, janeiro 20, 2016

Dois poemas de Oseas Heckert


Que o Bom Pastor seja seu modelo
Pela porta do curral,
mal entra o pastor,
suas ovelhas o conhecem.
Reconhecem sua voz
quando as chama pelo nome,
e o seguem imediatamente.
Prudentemente, vai à frente
aos pastos verdejantes,
antes que tenham fome.
Se vem o lobo, não hesita,
– enfrenta e afugenta.
Se alguma se cansa,
carrega-a em seu braço;
e na hora do mormaço,
mansamente as conduz
às águas serenas.
Se há alguma “fujona”,
com sua vara a educa.
Se alguma se machuca,
com óleo a alivia.
Se alguma se extravia,
vai atrás, até que a traz
pra junto do conjunto.
Se alguma se emaranha
e se arranha num espinho,
com seu cajado a apanha
e põe de volta no caminho.
Por que como um pastor
Deus se retrata?
Pelo zelo com que trata
a cada um de nós,
que atende à Sua voz.
Por Sua identidade:
Deus é amor.

Descarto Descartes
Penso, logo existo.
Sinto, logo subsisto.
Descarto Descartes
ou o senso da vida é misto?

TVidiota, assisto.
Grife, logo bem-visto.
iPhono, logo benquisto.
Ibope logo conquisto.

A vida é apenas isto?
Duvido, logo desisto.
Ouvi do amor incondicional, de Cristo.
Olvido o amor e, irracional, resisto.

Pela graça eficaz contrafeito,
pré-conceito revisto,
creio, logo persisto.

Em resposta-de-amor-opcional, logo insisto:
de todo o meu coração
de toda a minha psique, 
de toda a minha força,
amo a Deus.

Aceito a proposta-de-amor-interpessoal:
Ama teu semelhante,
diverso ou adverso de ti,
como a ti mesmo.

Amo, logo coexisto.
Visite o blog do autor: http://poetrainee.blogspot.com.br/
Leia também outros poemas no Blog da Ultimato

sexta-feira, janeiro 08, 2016

O Pequeno Livro dos Mortos, novo livro de contos de Sammis Reachers


O Pequeno Livro dos Mortos (Contos). 
Editora Letras e Versos, 2015. 
96 Págs.

    Seja bem-vindo a esta pequena jornada, amigo leitor. Aqui o humor, o terror, o conto de espionagem, a ficção científica, a fantasia borgeana e a crônica (sub)urbana, com seu traçado agridoce e enlameado de poesia e violência, são os vagões, os gêneros desse comboio, desse trem de memória e invenção de que valho-me para visitar e emoldurar meus mortos. Ficção e realidade interpenetradas, perdição e redenção amalgamadas num caudal de cores de inusitada composição, para falar dos muitos mortos que perdi e ganhei, amigos e não-amigos, reais e imaginários, e suas mortes físicas mas algumas vezes também espirituais. Mortos que precisam de uma voz, prontos para revelar suas histórias de crueza e beleza, e de um como que encantado desencanto.
    
     Um passeio pelas horas da verdade: momentos de encontros com (ou retornos para) o Cristo, ressurreições, chamados cumpridos; mas também desencontros, desvios e desdita. E o trem tragicômico dos mortos e vivos avança: há provocações sutil ou escancaradamente acondicionadas em cada vagão, como passageiros clandestinos. Prontos para abraçar e inquietar, com seu amor ou seu aço, aqueles que se aproximarem...

      A morte é o fato inelutável, a certeza primeva de todo homem - e que por isso mesmo deve ser refletida e ruminada, jamais encoberta, ‘esquecida’ - uma premência filosófica que levou Heidegger, talvez o maior filósofo do século XX, a definir o homem fundamentalmente como ser-para-a-morte.

      Mas ao pensarmos na morte, precisamos atentar para seu caráter duplo, para o fato de que, se cremos na mensagem cristã, há duas mortes possíveis: uma carnal, inevitável neste aqui-e-agora que vivenciamos, e uma espiritual e eterna, representada pelo afastamento de Deus, afastamento este perfeitamente evitável. Cabe sempre lembrar das palavras de Deus em Deuteronômio 30:19: Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente...”. Sim, eis a boa-nova, a raiz e o fundamento do cristianismo: a todo homem está franqueada a esperança de não passar pela segunda e verdadeira morte, e galgar à eternidade re-unido com Deus, esperança radical advinda na pessoa e pelo sacrifício vicário do Homem-Deus de Nazaré, Jesus Cristo, expressa em João 11:25,26: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”

      No mais, para além de religiosidades (Cristo é uma pessoa, nunca uma religião) e do tema algo lúgubre da morte, eis aqui apenas um livro de ficções, que expressa uma cosmovisão, sim, mas não tem objetivos proselitistas de qualquer monta: se ele puder entretê-lo, amigo leitor, ao lhe permitir devanear, sorrir ou assustar-se, se emocionar e solidarizar, ou talvez, ainda que por meros milímetros, expandir sua forma de perceber, terá cumprido seu humilde papel de livro.

O livro custa apenas R$ 20,00 , já com as despesas de envio (Correio) incluídas. Para saber como adquirir, escreva para: sammisreachers@ig.com.br

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Três poemas de Alysson Alves


A busca da Verdade

A verdade é concreta
A verdade é completa
Com a verdade se dá início 
Está concluído desde o princípio
É objetiva, sem meia voltas
Traz direção,
Abre e fecha comportas
Fácil seria de bajulação em bajulação
Evitar a pressão
Então
A cada dia, minuto, segundo
Ouvir os aplausos do absurdo
Diríamos entre nós, já não existe mais
Morta está
Portanto, quem a viu não esquece jamais
Marcante encontro, poderosa missão
A preservar
Intrínseca
A verdade vale porque é
Foi ontem, é hoje, amanhã torna a ser
Insubstituível, relevante
Demonstra poder
A verdade dói
Não apenas dói, traz cura
Constrói
É a base e o teto
Justiça em seu sentido completo
A verdade grita
E quem diria
Nos últimos dias
A Verdade estaria
A procura de pessoas dispostas
Dispostas a fazer um pacto com ela


Ter

Tantos negócios 
Pouco espaço na mente
E muito estresse

Prefiro ficar com a mente tranquila
Com o pouco que tenho aproveitar a vida
E muito bom ânimo, disposição e alegria
Desfrutar de tantas oportunidades que me deu o dia

Quatro letras, infinitas possibilidades
Tantas formas de ser ou ter

Vida


O Convite

Quem não se desafia, não confia
Definha
Estagnado fica
Sejamos iguais a Noé
Não havia chuvas, não havia trovão
Preparou o barco
Viveu em fé, não ilusão
Em meio a uma geração perversa
Estamos construindo a restauração
A integridade de um trouxe dos céus o juízo
A integridade de muitos trará dos céus o Leão
Não temos medo Rei, pode vir
Estaremos te esperando com jejum e oração
Quem não se desafia, não confia
Definha
Estagnado fica
Na vida com Deus não há volta
Ficar parado é caminhar para trás
Desafie-se
Mergulhe no Rio da Vida
O convite está aberto
Todos sabemos
O desafio traz inquietude
Ele também sabe
Confie, mergulhe no Rio da Vida
A confiança te levará à plenitude
A correnteza te levará à plenitude
Venha!

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