domingo, janeiro 25, 2026

400 Citações de Henry Ward Beecher - O "Shakespeare dos Púlpitos" (E-BOOK GRATUITO)

 


Henry Ward Beecher nasceu em 24 de junho de 1813, em Litchfield, Connecticut, Estados Unidos, e faleceu em 8 de março de 1887. Foi um dos pregadores protestantes mais influentes do século XIX, além de escritor, reformador social e orador público de enorme prestígio. Era filho de Lyman Beecher, um renomado pastor congregacionalista e reformador moral, e irmão de figuras igualmente notáveis, como Harriet Beecher Stowe, autora do romance A Cabana do Pai Tomás.

Beecher formou-se em teologia no Lane Theological Seminary, em Cincinnati, e iniciou seu ministério pastoral ainda jovem. Em 1847, tornou-se pastor da Plymouth Church, no bairro do Brooklyn, em Nova York, onde permaneceu por quase quarenta anos. Ali, desenvolveu um estilo de pregação inovador, emocional, acessível e profundamente conectado com as questões da vida cotidiana, o que lhe rendeu fama nacional e internacional.

Além do púlpito, Beecher destacou-se como líder moral em temas sociais urgentes de sua época. Foi um ardente abolicionista, defensor da união durante a Guerra Civil Americana e crítico severo da escravidão. Chegou a arrecadar fundos para comprar armas destinadas a colonos antiescravistas no Kansas, armas que ficaram conhecidas como “Bíblias de Beecher”. Também apoiou causas como a temperança, a educação popular e, de forma mais moderada, os direitos das mulheres.

Apesar de sua enorme popularidade, sua vida não esteve isenta de controvérsias. Na década de 1870, Beecher foi envolvido em um escândalo moral amplamente divulgado pela imprensa, que resultou em um longo julgamento e intenso debate público. Embora tenha sido formalmente absolvido por sua igreja, o episódio marcou profundamente sua reputação, ainda que não tenha apagado sua influência duradoura.

A contribuição de Henry Ward Beecher para o pensamento cristão foi marcada por uma teologia centrada no amor de Deus, em contraste com o tom severo do calvinismo tradicional herdado de gerações anteriores. Para Beecher, o cristianismo não era primeiramente um sistema jurídico de culpa e punição, mas uma religião de restauração, esperança e transformação moral.

Em seus sermões e escritos, ele enfatizava:

·       a paternidade amorosa de Deus;

·       a centralidade de Cristo como revelação do amor divino;

·       a salvação como um processo de crescimento espiritual, não apenas um ato jurídico;

·       a importância da consciência, do caráter e da experiência pessoal com Deus.

 

Beecher foi também um escritor prolífico. Entre suas obras mais conhecidas estão Lectures on Preaching, Life of Jesus the Christ, Plymouth Pulpit (coleções de sermões) e Yale Lectures on Preaching. Seus textos alcançaram ampla circulação nos Estados Unidos e na Europa, influenciando gerações de pastores e leigos.

Beecher foi chamado por Charles Spurgeon e Philips Brooks de “o Shakespeare dos púlpitos”, dada sua capacidade de perceber as profundidades multifacetadas da alma humana, e desenvolver seus temas de forma poética. Sua vasta obra infelizmente possui pouquíssimas traduções para nossa língua.

Este breve e-book, uma coleção de citações extraídas de diversos de seus livros, é um esforço para tornar mais conhecido o pensamento de Beecher. Nele, o autor discorre sobre temas amplos, preciosos tanto para o leitor interessado em temas da espiritualidade quanto para o leitor cético ou materialista.

Ao final deste volume, não deixe de ler um resumo de um de seus grandes sermões, intitulado O caminho para chegar a Cristo.

Para baixar gratuitamente o e-book pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.

O livro também está disponível gratuitamente na play store do Google, AQUI.

E o e-book também está disponível na Amazon, a 1,99 - ou gratuito para quem tem assinatura Kindle Unlimited (na Amazon não se pode colocar livro gratuito, infelizmente). Confira AQUI.


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terça-feira, janeiro 20, 2026

Três poemas de Kerlen Aparecida

 


Tua Graça nos alcançou

 

Glórias ao Deus Altíssimo  

Glórias ao Deus Altíssimo,

nos quatro cantos da terra!

Quem é semelhante a Ti?

 

Nem os corpos celestes puderam brilhar como Tu,

toda a beleza que há na terra

não se assemelha a Ti.

Nem a rosa de Sarom é mais bela do que Tu.

 

Tua graça resplandece sobre o mundo,

tua infinita sabedoria,

de tão perfeita, é loucura para os homens.

Quem é semelhante a Ti?

 

Grande é a Tua misericórdia para com os homens,

pois tens dado aos que habitam a terra

uma esperança viva —

não uma esperança criada pelo homem,

com base no que ele vê,

mas uma esperança viva

que nenhum homem jamais poderia dar:

a vida eterna.

 

Como és bondoso e misericordioso!

Pois deste o que tinhas de mais valioso:

Teu Filho, o Salvador.

 

Glórias ao Rei!

Exaltado seja o Teu nome,

pois acreditaste nos homens.

 

Teu sacrifício foi o Teu sangue,

que não voltará vazio,

pois Tua graça nos alcançou.

 

Cantemos de júbilo,

de dia e de noite,

na alegria e nas tribulações.

 

Não há trevas que nos abalem,

pois nossa fé se firmou na Rocha,

na Videira Verdadeira,

na Água da Vida.

 

Pois Tua graça nos alcançou!

 

Cantemos de júbilo,

cantemos de dia e de noite,

na alegria e nas aflições.

 

Ainda que os adversários nos cerquem

e nos atinjam com suas obras de injustiça,

não temeremos,

pois o Senhor é conosco.

 

Tua misericórdia dura para sempre,

Teu amor é infinito,

pois achamos graça em Ti,

nosso Senhor e Salvador.

 

 

 

Posso te sentir

 

Eu posso te sentir Senhor Jesus

Posso te sentir no soprar do vento

Posso te sentir no raiar do dia

Na luz do sol que nos ilumina

Nos verdes pastos que criastes

Nas aves a quem o Senhor deu seu sopro de vida

Elas parecem cantar:

Santo santo santo é o Senhor

Pois tudo lhe está sujeito

Debaixo de seus pés

Ainda que o homem se esqueça

O Senhor vive

E ainda lhes fala

Por meio da vida

Dos ventos e rios

Que cortam o horizonte

Deslumbrante é sua grandeza

Pois criastes todas as coisas

Cada qual com sua função

Ainda que o homem se esqueça de ti

O Senhor não o esquece

E mesmo que não o louve

As rochas te louvarão

Pois o Senhor é o Deus do impossível

 



Senhor tu és

 

Senhor tu és grande

Pequeno sou diante de ti

Sou falho

Não chego a ser digno de tua misericórdia

Mas ainda assim, tua graça nos alcançou

Por que me amas tanto assim?

Creio em ti, na ressureição

ainda assim

Não sou digno de ti.

Mesmo com meus esforços

Não consigo fazer o bem

Ainda que meu coração queira

Sempre aparecem barreiras

Para me atrapalhar

Ora estou forte

Ora estou sem ânimo

As tribulações lá fora

Tentam ofuscar o seu brilho

Tentam impedi-lo

De através de mim brilhar

Acabo por vezes

Amedrontado de minhas aflições

E me esqueço

Que a força vem de ti.

Sim sou fraco

Mas é na minha fraqueza

Que o seu brilho resplandece

E ilumina tudo ao meu redor

Como é difícil para nós entendermos

O seu modo de agir

Pois sempre escolhe nos presentear

Justo no momento em que somos fracos

Quando caídos estamos ao chão

E só restam os cacos

Como o oleiro o Senhor nos toma em suas mãos

Com todo o cuidado.

E nos reconstrói

De um vaso vazio sem utilidade

Nos reedifica para um vaso de honra

Tu és maravilhoso demais Senhor

Tua sabedoria é esplendida

Ao mundo é contrária

Pois o Senhor

Exalta o que não tem valor

Glórias a ti

Glorifique na tristeza

Melhor é chorar do que rir

Pois é na aflição

Naquele problema que não tem jeito

Que o vem o Senhor e vivifica

Traz luz à escuridão

Conserta o que está quebrado

E ressuscita o que está morto

Glorificado eternamente seja o nome do Senhor.

 

Salva o Senhor a terra

 

Salva o Senhor a terra

Salva os que nela vivem

Salva os que clamam

Perdoa Pai pois não o temos buscado

Pois colocamos tudo e todos à sua frente

Perdoa, pois, somos carne

Levante o nosso espírito

Erga a nossa fé

Pois as trevas nos têm cercado

Nos guarde do dia mal.

Toma-nos Senhor em teus braços

Como que se toma uma criancinha

Que com sorriso puro

Se expressa de alegria ao ser acalentada

Receba-nos o Pai

Como ao filho pródigo

Perdoa-nos

Lava-nos

Que as nossas vestes se tornem brancas

Para que sejamos dignos

De sermos chamados

De filhos do altíssimo

Ouça a minha voz

Ouça as minhas sinceras palavras

E guarda minha fé na tribulação

Para que preparado, retorne a ti

Em teus braços estarei

E regozijarei pela tua glória

Porque lembrastes de mim

E me recebestes com amor

 

 

segunda-feira, janeiro 05, 2026

AMPLITUDE #7 - Jan 2026 - Revista de Ficção Cristã e Poesia para download grátis

 


AMPLITUDE aqui está, firme em seu papel de resgatar, promover, divulgar e viver a literatura cristã em toda a sua vivacidade, singularidade e fortuna.

Neste número, a razão de ser de Amplitude se apresenta em toda a sua força: a poesia e a prosa de ficção ocupam a quase totalidade de nossas cinquenta e nove páginas.

Por sinal, este é um número eminentemente poético: São nada menos que dezenove páginas de poesia.

Nos contos, temos a presença de nomes como Joanyr de Oliveira, Rute Salviano Almeida e o norte-americano Walter Wangerin Jr., que somam-se a Eber Rocha, Seles Gonçalves, Valnei Nascimento da Silva e este que vos escreve.

Abrimos este número com um artigo especial, uma conversa sobre a autopublicação, com dicas práticas e links de interesse.

Falando em especial, fizemos um apanhado de poemas da literatura universal sobre (a Parábola d)o Filho Pródigo, um tema central da cultura cristã, em treze páginas de alta poesia.

Nas seções tradicionais, figuras impactantes e até surpreendentes: Em Jardim dos Clássicos, temos um conto do missionário escocês Robert Reid Kalley, pioneiro do evangelho em nossas terras e na lusofonia.

Em Hot Spots, uma seleção de frases de Henry Ward Beecher, prolífico autor com tão pouca bibliografia em língua portuguesa.

Poeta em Destaque deste número — uma seção que sempre deu espaço a autores vivos — desta vez contempla um nosso irmão já na glória: O lusitano J. T. (João Tomaz) Parreira.

Amplitude ganhou uma nova seção, a Torre de Oração, que buscará apresentar, a cada número, significativas obras do gênero.

E as demais seções? Nossa Pharmacia apresenta textos de autosocorro imediato. Parlatorium continua sua insurgência contra a mediocridade, com frases de impacto e frescor criativo. Notas Culturais traz algumas notícias sobre a cena cultural cristã. Download apresenta três e-books gratuitos que merecem sua leitura, como a antologia que organizamos reunindo os 50 melhores poemas cristãos de Jorge de Lima.

O resto você sabe: Amplitude circula apenas em formato eletrônico, com periodicidade semestral  — e é gratuita, para a glória de Deus.

Pegue seu café, seu chá, seu isotônico, água ou o que for, busque uma sombra — e boa leitura!

 

      Sammis Reachers, editor


PARA BAIXAR O ZEU EXEMPLAR 

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sábado, janeiro 03, 2026

Amado Senhor e Pai da Humanidade, poema de John Greenleaf Whittier

 


Amado Senhor e Pai da Humanidade


Amado Senhor e Pai da humanidade

Perdoa nossas tolices!

Reveste-nos de mente justa;

Que em vidas mais puras Teu serviço encontremos,

Em veneração mais profunda, louvor.

 

Em simples confiança como a dos que ouviram,

Junto ao mar da Síria,

O grato chamado do Senhor,

Permite que, como eles, sem uma palavra

Levantemos e te sigamos.

 

Ó repouso do Sábado na Galileia!

Ó calma do alto das colinas,

Onde Jesus se ajoelhou para partilhar Contigo

O silêncio da eternidade,

Interpretado pelo amor!

 

Com aquela profunda calma dominando todas

As nossas palavras e ações que encobriam

O suave murmúrio do Teu chamado,

Que desçam tuas bênçãos em silêncio,

Como caiu o maná.

 

Manda Teu manso orvalho de quietude,

Até que cesse nosso afã;

Tira de nossa alma o esforço e a tensão;

Que nossas vidas ordenadas confessem

A beleza de Tua paz.

 

Respira pelo pulso do desejo

Teu frescor e Teu bálsamo;

Que os sentidos emudeçam, Seu calor expire;

Fala através do terremoto, do vento, do fogo,

Ó serena voz mansa da calma!


In Minhas Orações Favoritas. Org. de Norman Vincent Peale. Ediouro, 1995.


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