quinta-feira, junho 04, 2026

Seis poemas de John Oxenham

 


CREDO


Não é em quê, mas em quem, creio

Terá na hora escura de necessidade

Consolo, qual nenhum mortal

Pode oferecer por nenhum meio.

 

Não é em quê, mas em quem,

Pois Cristo é mais que todas as crenças

E sua vida de milagres e benquerenças

Supera todas as crenças como ninguém.

 

Não é no que creio, mas em quem confio,

Que caminha comigo na tristeza

Que leva meu fardo e traz leveza;

Que ilumina o caminho mais sombrio.

 

Que me chama em face à morte pra olhar além,

Para uma vida ainda maior a ser vivida.

Não é no que creio, mas em quem.



Em Cristo não há Oriente nem Ocidente

 

Em Cristo não há Oriente nem Ocidente,
  Nele não há Sul nem Norte,
Mas uma grande Irmandade de Amor
  Por toda a vasta terra.

Nele encontrarão corações verdadeiros

em toda parte Sua alta comunhão.
Seu serviço é o cordão de ouro
  Que une toda a humanidade.

Deem as mãos, então, Irmãos da Fé,
Seja qual for a sua raça!
Quem serve meu Pai como um filho
  Certamente é meu parente.

  Em Cristo agora se encontram Oriente e Ocidente,
  Nele se encontram Sul e Norte,
Todas as almas cristãs são uma só nEle,
  Por toda a vasta terra.




Gadara, 31 d.C.

 

Rabi, vá embora! Teus poderes
Trazem perda para n
ós e para os nossos.
Nossos caminhos n
ão são como os Teus.
Tu amas os homens, n
ós porcos.
Oh, vai-te daqui, Onipot
ência,
E leva este Teu tolo!
A alma dele? Que nos importa a sua alma?
De que nos serve que o tenhas curado,
J
á que perdemos os nossos porcos?

E Cristo foi tristemente.
Ele havia feito para eles um sinal
De Amor, Esperan
ça e Ternura divina;
Eles queriam
porcos.
Cristo est
á do lado de fora da tua porta e bate suavemente;
Mas se o teu ouro, ou porco, bloquear a entrada,
Ele n
ão forçará a mão de ninguém ele partirá,
E te deixar
á com os tesouros do teu coração.

O Mestre n
ão compartilhará nenhuma câmara desordenada,
Mas uma varrida
Por fogos purificadores, ent
ão preenchida com frescor e beleza
Com mansid
ão, humildade e oração.
L
á Ele virá, mas, vindo, mesmo ali
Ele permanece e espera, e a nenhuma entrada vencer
á
At
é que a tranca seja levantada de dentro.



Para os Homens da Frente

 

SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS, cuja mão poderosa
O dom
ínio segura no mar e na terra,
Na paz e na guerra, Tua vontade vemos
Moldando a liberdade maior.
    Nações podem surgir e nações cair,
    Teu propósito imutável governa todas elas.

Quando a morte voa r
ápido na onda e no campo,
S
ê Tu uma defesa e escudo seguros!
Console e socorra aqueles que caem,
E ajude e anime a todos!
    Ó, ouça as orações de um povo por aqueles
    Que enfrentam destemidamente os inimigos de seu país!

Para aqueles que jazem fracos e quebrados,
Em cansa
ço e agonia
Grande Curador, para seus leitos de dor
Venha, toque e torne-os inteiros novamente.
    Ó, ouça as orações de um povo e abençoe
    Teus servos em sua hora de estresse!

Para aqueles a quem o chamado vir
á,
Oramos Tua terna recep
ção em casa,
O trabalho, a amargura, tudo passado,
N
ós os confiamos ao Teu Amor finalmente.
    Ó, ouça as orações de um povo por todos
    Que, nobremente se esforçando, nobremente caem!

Para aqueles que ministram e curam,
E se dedicam, suas habilidades e zelo

Renovai seus cora
ções com fé semelhante à de Cristo,
E os guardai da doen
ça e da morte.
    E no Teu devido tempo, Senhor, envia
    a Tua Paz à terra até que os Tempos acabem!



Vigia! E a noite? (trecho final)

 

Para além das nuvens de guerra e dos caminhos avermelhados,

Vejo a Promessa dos Dias Vindouros!

Vejo o seu Sol surgir, carregado de graça,

Para secar as lágrimas da terra e apagar todos os seus males!

Cristo vive! Cristo ama! Cristo governa!

Nunca mais a Força,

Ainda que aliada de todas as Forças da Noite,

Suplantará o Correto. Nunca mais o Mau Feito

Prolongará as agonias brutas do mundo.

Quem espera o seu Tempo certamente verá

O triunfo de sua Constância; —

Quando, sem obstáculo, barreira ou empecilho,

A vinda de seu Dia Perfeito

Varrerá os Poderes da Noite; —

E a Fé, a nova plumagem para um voo mais nobre,

E a Esperança, acessa com brilho radiante,

E o Amor, vestido de beleza,

Saudarão a luz da manhã! 

 


Depois do trabalho

 

Senhor, quando vires que meu trabalho está concluído,
N
ão me deixes demorar,
Com as for
ças falhando,
Nas horas cansativas, --
Um trabalhador sem trabalho num mundo de trabalho.
Mas, com uma palavra,
Apenas me mandes para casa,
E eu voltarei
com alegria, --
Sim, com muita alegria
eu voltarei.


 O congregacional John Oxenham (1852-1941) foi um autor britânico que escrevia sob seu pseudônimo e cujo nome verdadeiro era William Arthur Dunkerley. Jornalista, poeta e romancista, escreveu mais de 30 romances e é mais lembrado por sua poesia. Muitos de seus poemas expressam coragem, esperança, fé e otimismo em tempos de guerra e dificuldades.


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