sexta-feira, maio 01, 2009

Dois poemas de Norma Penido


Ide

Eu disse ide... Há dois mil anos atrás
E outra vez te digo ide! Por que não vais?
Colocas tanta distância entre ti e o campo missionário
Só que maior distância havia entre o céu e o calvário
E mesmo assim eu desci, e ao Gólgota fui conduzido
E por tuas iniqüidades, na rude cruz eu fui moído

Porque achas tão difícil estender a tua mão
E entregar um folheto ao que passa sem salvação?
Veja! As minhas mãos ainda estão marcadas
Eu as estendi, para que fossem na cruz pregadas
Não foram os cravos que as prenderam no madeiro
Mas foi o amor, que senti por ti e pelo mundo inteiro.

Outra vez te digo ide! E por que não vais?
Nos campos ou nas cidades, não te cales mais
Achas incômodo falar de mim aos teus vizinhos?
Maior desconforto, havia naquela coroa de espinhos
E mesmo assim, eu suportei toda a dor calado
Lembrando-me do teu nome e do teu pecado.

E ainda te digo ide! E por que não vais?
Por que te envergonhas por ser um dos tais?
Vergonha era morte de cruz e fui crucificado
Fui ferido, fui cuspido, fui também humilhado
Rodeado por cães, morri entre dois malfeitores
Como indigno entre os homens; Homem de Dores

A vergonha passei, a dor e a morte não existem mais
E hoje outra vez te digo ide! E por que não vais?
Há tantos pecadores que não me conhecem ainda
E se tu fores, certamente abreviarás a minha vinda
Tudo está pronto. Eu já vos preparei um lugar
Ide! Porque a última trombeta não tarda a tocar.


E a porta se fechou...

Senhor, Senhor, abre-nos a porta!
E olhando-nos fixamente Jesus falou:
“Em verdade vos digo que não vos conheço”.
E diante de nós a porta se fechou...

Quanta dor eu pude sentir naquela hora!
Ao ver a porta fechada e eu do lado de fora
Misericórdia! Ainda supliquei em desespero
Mas era tarde para entrar nas bodas do cordeiro

A porta se fechou...Jesus nem sequer me conhecia!
Eu, que em seu nome falava tanto em profecia.
Expulsei demônios, evangelizei, era dizimista fiel
Mas o azeite eu não tinha para entrar no céu.

Ah! Se eu pudesse voltar atrás, tudo seria diferente!
Eu não seria a virgem louca, seria a virgem prudente.
E à meia noite ouvido-se o clamor: Aí vem o esposo!
Pelas portas do céu eu entraria, em teu eterno gozo.

Vigiai! Pois não sabeis o dia nem a hora
Em que o filho do homem há de vir em glória
Ande em santidade, mantendo acesa a sua luz.
Leve consigo o azeite para encontrar com Jesus.

Visite o blog da autora: http://normapenido.blogspot.com/

Um comentário:

Everton Menezes disse...

Otimos poemas! :D

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