sábado, setembro 27, 2008

Dois poemas de Flávio Américo


UMA VIDA DURA E A FÉ QUE DURA

A fé madura
Dura
Numa vida má e dura

O viver triste subsiste
“persista”,
Insta-me a fé

Sobre o fardo da vida, a fé diz:
Leve,
Mesmo não sendo leve

A dor sempre existe
Resistindo,
A fé insiste, insiste, insiste

O inacreditável torna-se real
Acredite,
O irreal passa a ser crível

À fé, não compete a prepotência
Competindo,
A primeira impotente se torna

Mas o prazo das minhas forças vence
Vencido,
Vejo a fé vitoriosa

Reconhecendo minha incompetência,
Posso
Descansar no Onipotente
Tudo posso naquele que pode



QUANDO A RAZÃO NÃO TEM RAZÃO

As teorias e experimentos não provam,
Que o doce amor
Que os cristãos experimentam, provam,
É só fuga da dor

Não é nem um pouco racional,
Quem a qualquer cristão chama
De pessoa simples e passional
Só porque da fé guarda a chama

Não faz sentido a utilização
Dos paradigmas dos humanos
Para entender o autor da criação,
Que vive bem mais que uns anos

Boca, olho, nariz, pele e ouvido,
Apesar de mostrarem o mundo,
Não me mostram, lá no fundo,
Algo sobre Aquele que tenho ouvido

Se for mister, prá conhecer,
que se toque ou veja
sobre o mister Mainardi, não dou parecer,
Pois só o conheço da Veja

Esqueça os cinco sentidos,
São efêmeros como o ar
Deus foge dos entendidos,
Não se deixa enquadrar

A ciência, prá provar,
Precisa da repetição
Tipo as ondas no mar
E as batidas no coração

Deus não pode ser isolado,
Para que a ciência
Construa um postulado
Baseada na experiência

Deus está muito além
De qualquer enquadramento
Não só por viver no além,
Mas por ser de tudo o fundamento

Ser Sensível não faz parte do seu ser,
Já que está além do tempo e do espaço
Mas é sensível apesar do grande Poder,
Pois me amou apesar de eu ser um bagaço

Na noite de chuva é sacada
Cura inclusive bicho-de-pé
Livra-me de cada enrascada
E das minhas besteiras até

Aqui acabo a conversa
Sobre a fé e a razão
Como vimos, o poema versa
Sobre essa união

A razão, não duvide,
Usada de forma indevida,
Secará qual galho de vide
Longe da fonte de vida


Para mais poemas, visitem o blog do autor: http://palavrasboladasereboladas.blogspot.com/

ORKUT: Comunidade Poesia Evangélica


Queridos, durante um bom tempo ‘resisti’ a utilizar ferramentas como o Orkut, por diversos motivos (principalmente a falta de tempo). Mas, em busca de contatos e informação (e para finalmente responder ‘sim!’ à clássica pergunta dos amigos: ‘Você tem Orkut?’), decidi criar meu perfil no mesmo.
Pois qual não foi a minha felicidade ao encontrar por lá, firme e já a um bom tempo estabelecida, a Comunidade Poesia Evangélica, mantida pela irmã Letícia Spengler, também poeta. A Comunidade se dedica aos mesmos propósitos deste blog, ou seja: resgatar, divulgar e incentivar a leitura e a produção da poesia evangélica.

Na Comunidade você poderá ler dezenas e dezenas de poemas, e os que são autores poderão também publicar o seu trabalho.

Visite a Comunidade em:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=6890746

quarta-feira, setembro 24, 2008

Novo Blog: CIDADANIA EVANGÉLICA

Caros amigos e leitores, venho apresentar-lhes um novo blog que iniciei, o Cidadania Evangélica (http://cidadaniaevangelica.blogspot.com/). A temática? Tudo que envolva e relacione o Evangelho e os evangélicos às causas sociais, passando pelo conceito de Missão Integral (que tem em Ariovaldo Ramos um de seus defensores), oferecendo também dicas de cidadania, direitos e deveres, saúde, ampla rede de links de instituições de ação social (evangélicas ou seculares), serviços e utilidades para o cidadão, e artigos e endereços sobre a questão do tratamento de dependentes químicos. Além disso, o blog será também local para a exposição e discussão dos grandes temas sociais do Brasil e do mundo, como por exemplo, a lei da homofobia (sempre no objetivo de informar/despertar/convidar a Igreja a tomar partido ativo em tais questões). Iremos também até coisas mais amenas como exposição de técnicas de como criar uma horta caseira, dicas de reciclagem e etc. Enfim, pretende-se criar aqui um ‘clipping’ ou colagem de artigos relevantes, oriundos de quaisquer fontes, quer seculares ou evangélicas. Pois tenho visto que é necessário despertar aquela grande parcela da igreja que ainda dorme ou engatinha em tais questões.

Amados, o interessante é que este é um blog aberto para colaboradores, um blog coletivo. Caso você seja cristão evangélico e participe ou sinta interesse em obras sociais, e creia que pode contribuir com este projeto, desde já lhe convido para ser colaborador ativo deste blog, com direito a efetuar postagens. Visite o blog, e caso sinta afinidade com este pequeno projeto, entre em contato.
E mesmo que você não queira ser colaborador direto do blog, lhe convido a colaborar enviando textos (seus ou de terceiros), dicas de links e sugestões. E também lhe convido a trocarmos links.

Irmãos, colaboradores são sumamente necessários. Meu tempo é escasso, pois mantenho ou colaboro num bom número de blogs. Mas não crio um blog por ‘capricho’. Como já expus em nossos debates da UBE, tento manter uma visão estratégica da blogosfera, que é a de fechar lacunas e ocupar espaços. ‘O que está faltando?’, é a pergunta que faço a mim mesmo e a Deus. Tem sido assim com os outros blogs que mantenho. Enriquecer a blogosfera evangélica, agregar valor informativo e expandir nossos horizontes. Com muita humildade, como o trabalho das formiguinhas. Para glorificar ao Senhor!

Visite, colabore, divulgue!

domingo, setembro 21, 2008

3 poemas de João Tomaz Parreira


À MÃO DE DEUS

Deixa cair uma folha dourada
deixa cair um gota de água
dessas que são o toque de seda
das primeiras chuvas

Deixa à árvore o pudor
de estar nua diante do vento
a nuvem aspirar
por um segundo, ser a cor do céu

Deixa cair as cascatas
de frescura entre os penhascos
e que as aves debiquem
os seus cristais de ar

Deixa que a música uma vez
por uma vez toque os sentidos
dos teus anjos, e o odor
de uma rosa os ruborize

Deixa que a branca lua vele
a sua própria claridade
por onde vão as águas do luar
por onde a noite se perde

Deixa que o sol sob a treva
do universo sem fundo
marque com a luz amarela
todos os pobres da terra

Deixa que hoje a tua mão
seja a mesma que gravou
um rosto, um corpo, um sopro
no térreo veludo do chão




DISCURSO AOS JOVENS

Não deixeis para amanhã
a vossa humilde tarefa de olhar
pela honra dos mais velhos,
de pequeno
é que um rio faz o destino
das suas águas poderosas,
nenhum pássaro
é novo em demasia
para se lançar no alto,
imóvel céu.

Escrevo-vos
porque cada dia
vos trará uma surpresa
é preciso decantá-la até à gota
mais simples do sangue.

Uma névoa que se levante
e se envolva nas coisas
como um rio de cinza - vos escrevo
porque sois fortes- dissipai-a,

todavia
que os dias de sol
não vos enganem,
Bem e Mal já não são as fronteiras
que jamais deveriam tocar-se
por isto vos escrevo
para que vosso coração se mova
na verdade.




OUTRO POEMA DE DEUS

Não fosses Tu, Deus, continuar
a rosa morreria na primeira rosa
e as aves cairiam ao primeiro vento
que rompesse o ar

Sei bem que nada era antes de Ti
nem as trevas uma forma vazia
nem a noite tinha onde cair
e o sonho esperava
os degraus da escada
negra ou dourada dentro de nós

Não fosses Tu, Senhor, continuar
e haveria apenas pedras a arder
e iriam doer Teus olhos
na vasta solidão do mar.


Visite as páginas de J. T. Parreira:
www.papeisnagaveta.blogspot.com
www.poetasalutor.blogspot.com

terça-feira, setembro 16, 2008

Dois poemas do Pr. Luiz Moreira


Alma

Quando parecia perdido
Eu encontrei o tesouro da minha alma
Alguém que dentro do meu corpo fala
Alertando com sua forte mão
Esse fraco coração

Eu sei que em toda minha vida
Minha alma almejou o seu amor
Hoje feliz e abençoado
Posso dizer: Canta minha alma ao Senhor!

Alma de um sonhador que não se abate
Lembrando que os sonhos são de Deus
Por isso espero até ao fim
Alcançar toda promessa do Pai

Alma de um homem vencedor
Humilde e sem nome de doutor
Que simplesmente avança na direção do Senhor
Com sede e fome do seu amor

Alma que almeja a luz
Tem pavor da escuridão
Brilha a cada manhã
Anunciando pela fé, é tempo de união

Alma que me faz descansar em paz
Quando as portas fecharem no mundo
Para tirar sua confiança na terra
Levanta tu fé, e clama
Oh! Deus minha alma espera
Somente em ti


Esperar

Esperar um momento certo para avançar,
Confiar sabendo que esta é a hora de chegar,
Ter certeza que tudo vai dar certo,
Celebrar com júbilo o resultado alcançado.

É assim que precisamos viver,
Para não perder a oportunidade
De continuar na direção da fé;
Sabendo que a qualquer hora será a sua vez,
E para quem será tudo o que você fez?

Esperar pela tormenta sem se abalar,
Quando ela chega você começa a orar;
O céu escurece, a terra estremece,
O povo se desespera, mas você espera,
Sabe que vai passar, e no final,
Restará uma nova canção para cantar

Esperar a volta daquele que você ama
Pelo seu nome você chama,
E quando Ele chega
Acende uma chama que faz das trevas luz,
E Ele diz, meu nome é Jesus.

Esperar nEle e por Ele,
Podemos caminhar seguros,
Para a mansão onde não há dor,
E toda lágrima secará.


Do livro Pensamentos de Um Homem Simples (Edição do autor).

10 Dicas para Ler Mais e Melhor


Caros leitores, publiquei um texto excelente para aqueles que amam a leitura, e também para quem, mesmo sem 'amar', quer (ou precisa) avançar qualitativa e quantitativamente no mundo das letras: São as 10 dicas para você ler mais e melhor, de Tim Challies.
Dicas deliciosas. Leitura recomendada!

No meu blog de amenidades, o Azul Caudal - http://azulcaudal.blogspot.com/

quinta-feira, setembro 11, 2008

Dois poemas de Junior Della Mea


Confissão de fé

Minha religião
Anima o abatido,
Dá forças ao cansado,
Restaura o drogado.
Minha religião
Ressuscita ao invés de matar,
Abençoa ao invés de amaldiçoar,
Canta louvores sem descansar.
Minha religião
Abraça a família, restaurando-a,
Encontra o que estava perdido.
Cura o enfermo.
Minha religião
Faz paz em meio a guerra.
Mostra direção ao sem rumo,
Restaura o casamento perdido.
Minha religião
Restaura os sonhos que se foram,
Mostra sorriso no rosto abatido,
Preenche o vazio do coração.
Minha religião
Não pode ser comprada,
Nem pode fazer trocas,
É uma Pessoa real... viva.
Minha religião
É meu Pai, meu Senhor e
Meu Salvador eterno,
Jesus Cristo, o nazareno.



Rugas do Coração de Pedra

Olhe para o espelho,
Atente! Vê alguma coisa?
Olhe para as rugas.
- Não as vê?
Não, não falo das rugas do rosto,
Falo das rugas do coração.
Sim, estas que você tenta maquiar
Para parecer ser alguém melhor.
As rugas que são resultado
Do tempo, do vazio e da falta de perdão.
Quantas rugas encravadas
Que não lhe permitem crescer e frutificar.
Observe atentamente as rugas.
Quanta ira, quanta injúria,
Quanta mágoa está presa ali.
Quantas lágrimas...
Quanta mentira,
Quantas noites mal dormidas.
Quantas palavras em vão.
Quanta perca de tempo...
Bem, vou dar algumas sugestões práticas:
Faça uma plástica! Tome um chá de boldo.
Modele seu coração. Use Nívea e Avon.
Tente escapar das rugas.
Talvez funcione...
Talvez...
Por algum tempo, quem sabe?
Talvez...
Tá bom, tá bom,
Vou ser sincero,
Sim, elas voltarão,
Mais cedo ou mais tarde.
Seu coração é empedrado,
E não há pó suficiente
Para tapar as suas rugas
O resto da vida.
Infelizmente, não dá...!
Dinheiro?! - Esqueça!
Sucesso, reconhecimento e fama?!
Podem esconder as rugas por alguns dias...
Você me pergunta se tem cura?
Hum....!!!
- Sim! Felizmente a cura existe.
Permita que Deus troque seu coração.

"E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito;
e tirarei da sua carne o coração de pedra,
e lhes darei um coração de carne” (Ez 11:19)


Mais poemas do autor AQUI, ou visite o blog dele em http://viverepensar.wordpress.com

sábado, setembro 06, 2008

Dois poemas de Heldai Lemos Ferreira


QUERO SER...

Quero ser um vaso de barro, Senhor.
Carregando o líquido precioso, a Tua mensagem.
Falando do Teu perdão, da Tua paz, do Teu favor.
E da Tua vida, que do amor é a linguagem.
Não quero ser feito de material precioso
Não quero que me dêem valor.
Somente quero ser um meio através do qual
Tu, amado Deus, demonstre Seu amor.
Quero ser um vaso de barro, Senhor.
Para que possa ser mais facilmente quebrado.
E logo depois ser reconstruído,
Dentro do padrão do Oleiro amado.
E a cada dia da minha vida
Mais e mais a ti me “agarro”
Pois não almejo outra coisa, senão
Ser um humilde vaso de barro.



De madrugada


Era madrugada...
As luzes de casa apagadas, a lua encoberta pelas nuvens...
Porém o escuro não era absoluto, pois era possível identificar todos os objetos da sala. Caminhei até a janela e olhei a cidade com suas luzes acesas, luzes de várias cores, formando vários desenhos.
Eu contemplava aquela bela vista com todas as luzes da casa apagadas, afinal, a luz dos outros era suficiente.
Foi quando Deus me mandou escrever e precisei acender a luz da sala e, mesmo sem perceber, passei a fazer parte daquele espetáculo de luzes. Deixei de ser apenas um espectador, passei a ser um participante...
É muito bonito e gratificante ver as luzes dos outros brilhando. Fiquei por muito tempo observando a beleza do brilho de pastores, músicos e amigos. Contemplava com admiração (como ainda hoje contemplo), mas Deus me tocou e mostrou a necessidade de acender a minha luz, de ir ao trabalho, de usar os meus dons. Eu creio que se todos fizermos a mesma coisa, o Senhor verá uma cidade cada vez mais bonita e nós como luz do mundo levaremos a salvação a muitos corações necessitados, aflitos, ansiosos de conhecer o Caminho a Verdade e a Vida que levam ao Pai.
E minha oração a cada dia é que, por mais forte que sejam as luzes, ao nascer do sol elas passem desapercebidas, para que ninguém se glorie.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Dois poemas de Israel Belo de Azevedo


EFÉSIOS 1.3-14

Ao Deus e Pai, meu e do Senhor Jesus, eu bendigo,
porque com bênçãos espirituais me tem abençoado,
fazendo-me santo, irrepreensível e seu amigo

desde que me escolheu antes de o mundo ser criado
por causa do amor gratuito que me tem dispensado
por meio do Mestre e conforme sempre à sua vontade
para que, enquanto louvo, frua de sua gloriosa bondade,

exposta no sangue na cruz na redenção derramado
em decisão que só o mistério de sua graça explica
que me perdoou e me perdoa do meu pecado
e faz que, no tempo próprio, tudo venha para Cristo,
que, em todas as pessoas e coisas, põe sua rubrica

e em mim que, escolhido, não me orgulho desta história,
e agora espero que o Redentor, enquanto não tiver voltado,
me faça espelho do seu Evangelho de plena glória.
com a garantia de estar meu nome no colestial registo,
para ser pelo Espírito Santo no Filho selado,
a Este a quem não canso de oferecer o meu louvor.



O INSENSATO E O SÁBIO

O que faz o sábio quando está cansado?
O que faz o sábio quando está triste?
O que faz o sábio quando está desanimado?
O que faz o sábio quando lhe põem o dedo em riste?
O que faz o sábio quando fica espiritualmente esgotado?
O que faz o sábio quando cruza os braços decepcionado?
O que faz o sábio quando a meta não alcança?
O que faz o sábio quando cai na desesperança?

O insensato se enfraquece enquanto se debate.
O sábio descansa nAquele que alivia
e cujo jugo não lhe faz vergar no fim do dia.

O insensato muito mais ainda se abate.
O sábio ora para ter de volta a alegria
que lhe foi roubada na hora da porfia.

O insensato simplesmente se desanima.
O sábio na Rocha eterna sua espada afia
para romper a corda que seu pescoço asfixia.

O insensato levanta o braço e "parte pra cima".
O sábio, porque na palavra do Mestre confia,
sua face oferece enquanto seu corpo cilicia.

O insensato ainda mais se esvazia.
O sábio no fogo do Espírito se fia
para ser aquecido pela presença que sacia.

O insensato, amargo, a mais ninguém se alia.
O sábio a comunidade como dom aprecia
e busca sem ilusões a força da companhia.

O insensato baixa mais sua auto-estima
O sábio, esperançoso na graciosa sabedoria,
se vê valente como a Gideão Deus via.

O insensato se afunda na lágrima.
O sábio consulta sua memória e dela avia
o que a sua casa com esperança mobilia.

VISITE A PÁGINA DO AUTOR: http://www.prazerdapalavra.com.br

quarta-feira, agosto 27, 2008

Um poema de May Riley


Algum dia

Um dia, quando as lições da vida já foram aprendidas,
E o sol e estrelas se recolheram para sempre,
As coisas que os nossos fracos julgamentos aqui desprezaram,
As coisas sobre as quais nós nos afligimos com açoites,
Irão se iluminar à nossa frente, saindo da noite escura da nossa vida,
Como as estrelas brilham em tons mais profundos de azul;
E veremos como todos os planos de Deus são corretos,
E o que parecia reprovável era o amor mais verdadeiro.
Então esteja contente pobre coração;
Os planos de Deus, como lírios, puros e brancos, desabrocham;
Não devemos abrir à força as folhas ainda fechadas.
- O tempo revelará os cálices de ouro.
E se, através do trabalho perseverante, alcançarmos a terra
Onde pés cansados, com as sandálias desamarradas, poderão descansar,
Quando veremos e compreenderemos claramente,
Acho que iremos dizer: "Deus sabia o que era o melhor!"

FONTE: http://www.avantealegria.com/

sábado, agosto 23, 2008

Um poema de Myrtes Matias

"Blogagem missionária UBE - Eu participo"


Quão Formosos os pés

Grandes, pequenos, bem feitos, rudes, agasalhados em ricos sapatos, metidos em velhas
sandálias, desnudos mesmo, seguem e prosseguem, perseguem um ideal.

Por isso são úteis, belos, insubstituíveis, na cidade, nos desertos, nas selvas.

Incansáveis, sempre alertas, humildes, bons.

Vieram do passado, subiram montanhas, desceram cavernas, abandonaram tronos e ganharam tronos, vagaram em desertos, atravessaram rios, caminharam em fornalhas, encheram-se de feridas, marcharam para o patíbulo, cobriram-se do pó das estradas de Betânia, descansaram ao pé do poço de Jacó, escalaram o monte para o grande Sermão, subiram o Calvário, se entregaram na cruz; Pés de patriarcas, profetas, sacerdotes, apóstolos, mulheres santas, Pés de Felipe, Pedro, Madalena, Judson, Carey, Brainerd, Sundar Sing: pés de servos de Jesus, pés do próprio Cristo.

Pés dos que partem levando a semente, sem se importar com pedras, espinhos, ou se e boa a terra, pés abençoados de semeador.

Que entram em prisões, hospitais, asilos, de mulheres vestidas de branco, curando o corpo,
falando de amor; da professorinha nos confins da pátria, submissão no interior da selva, levando hinos em tupi, craô. Que sobem ao púlpito da igreja pequenina de servos heróicos dominados, por um só desejo, uma só paixão: ganhar a pátria inteira para Cristo, levar a Deus cada coração.

Benditos pés formosos pés dos que anunciam a boa nova!

Pára um instante, mocidade crente, vê onde teus pés te estão levando:

sobem a escada que conduz ao céu ou descem ao vale tão longe de Deus que já não ouves o Brasil clamando?

Clamando pelos formosos pés dos que anunciam paz e salvação, dos que transformam negra noite em luz, dos que só pregam uma mensagem – a cruz, os mensageiros santos do perdão.

Medita, escolhe, mocidade crente, atende à ordem que desce do Céu, o campo branco põe amor à prova, a seara pronta espera a boa nova:

Torna formosos os pés que Deus te deu.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Um poema de Daladier Lima


HORAS...

Eram três horas de longa sexta-feira
O sol iluminava a sobranceira
Faixa que aprumada se espraiava
Três cruzes aos raios cintilava

Dores, gritos, pragas, rompantes
Gente que jamais se viu antes
Resolução, ansiedade, saudade e morte
Homens entregues à própria sorte

Dali a cidade parecia mais distante
Menos acolhedora, sinistra, discrepante
Calava-se ao crime, ao jorro de sangue
A evidência tenra e humilhante

Idéias embaralhadas, sinais, profecias
Sentido embotado, coração apertado, tristes vias
Sentimentos conflitantes, regras esguias
Esvaem-se os prisioneiros em câimbras frias

O sangue cora a terra, que se tinge de violência
E regurgita o bem, que mal posto esperaria
É o Cordeiro sem mácula, que ali morreria
Cristo, o Santo que seu corpo daria

Sobre os pés é doloroso, às mãos calamitoso
As costas doem, os ossos trilham, rangem
Estalam os nervos, os olhos ardem
Sonhos morrem, sem destino ditoso

Triste e sofrido fim, mas ao Eterno agradou
Ele sabia de tudo, mas não recuou
Para que eu pudesse ter a salvação eterna
Recebê-lo em mim, sentir sua mão terna

Quem dera poder vê-lo e abraçá-lo nesta cruz
Mas poderosa me resplandece sua luz
Para sentir sua presença que doce reluz
E sem palavras gritar seu nome: Jesus!

Já que não pude estar em Jerusalém
Já que em mim não há nenhum bem
Já que brilhaste em minha mente insana
Já que quiseste salvar-me da morte lhana
Já que não pude levar tua cruz
Permite-me sentir tua glória, Jesus!

Visite o blog do autor: http://daladier.blogspot.com/

domingo, agosto 17, 2008

Dois poemas de Andronica Borges Alcantara



Bendize, ó minha alma, ao Senhor

Bendigo ao Senhor Deus exaltado,
em glória e honra, em poder sem par,
pois que me deu um grande livramento
e me concedeu paz singular!

Bendigo ao Senhor, o Rei Eterno
compassivo e bom, tão amorável,
pois que me deu tão grande livramento,
minhalma resgatou do vil pecado.

Bendigo ao Senhor, Deus salvador,
que em Jesus me trouxe salvação,
tão rico e grande em benignidade,
em paz, perdão, amor e graça tanta.

A minha vida guarda em suas mãos,
renovada de graça e de bondade,
desfruta sempre dessa paz real
que vem do meu Jesus, Deus-salvador.
Eu sempre cantarei na vida ou morte!

A ti, Senhor, minhalma bendirá.
Sempre o teu nome excelso irei cantar.
Meus lábios sempre entoarão louvor.
A minha vida sempre exaltará teu nome excelso.
Tua lei, Senhor, será minha alegria e o meu prazer!


Deus maravilhoso

Tu és o Deus da primeira aurora
e do amor primeiro.
Tu és o Deus do primeiro apelo
e do primeiro sonho,
do primeiro gesto de carinho.
És o Deus das manhãs radiosas,
o Deus dos ventos e das tempestades,
das noites consteladas,
da primavera e luz.
És o Deus da criação esplendorosa,
o Deus do primeiro riso,
do primeiro canto
e da rosa primeira,
que desabrochou numa explosão
de sonho e de beleza.
Tu és o Deus dos grandes luminares,
das galáxias infinitas,
da primeira nave espacial.
Tu és o Deus do primeiro fruto
e da semente primeira.
És o Deus que minha alma adora,
o Deus do meu louvor.

Do livro No Outono da Vida (Editora JUERP, 1991)

terça-feira, agosto 12, 2008

Dois poemas de Vitor Hugo da Silva



Vitória da Graça

Não sou mais um guerreiro.
O que será de mim?
O que poderei fazer?
Não terei mais prazer em minhas próprias conquistas.
Minha espada fora queimada,
Meu escudo destruído.
Melhor fosse meu inimigo ter feito isto,
Não sentiria tanta vergonha.
A minha alma grita:
Fomos favorecidos, fomos favorecidos!
E continua:
Não merecíamos tal favor! Não merecíamos tal favor!
Nunca em toda a minha vida,
Havia comemorado uma derrota.
Pergunto a ela:
Alma! Não deverias estar chorando abatida?
Exultante ela exprimi:
Fomos favorecidos, não merecíamos tal favor!
E continua:
Fomos derrotados, fomos esmagados.
O nosso próprio Senhor nos desarmou,
E arrancou a nossa falsa couraça.
Oh, minha alma,
Arvoremos então uma bandeira,
E cantemos um hino, este hino:
Senhor Deus!
Queimaste nossa espada,
Quebraste nosso escudo.
Só nos restou o teu favor,
O teu imerecido favor.
Fomos derrotados,
Derrotados pela Tua Graça,
Pela Tua Graça irresistível.
Maravilhosa graça!



O Legalista

Costureiro do véu já rasgado,
Usurpador da verdadeira comunhão.
Repare você:
O grosso véu tornou-se lençol fino,
Transparente, e aparente a todos.
É macio, de fino toque,
Tão leve como a pena.
Feitura de puras mãos,
Para ser apreciado na liberdade.
Daqueles que a desejam,
E a sabem usufruir.


Visite o blog do autor: www.pericopecc.blogspot.com

sábado, agosto 09, 2008

Um poema para o dia dos pais, de Ivone Boechat

AMOR DE PAI

O amor de pai é indiscutível:
mão calejada, camisa suada,
pressa, canseira,
doação,
o pai é avalista
dos erros na contramão.

O amor de pai é visível:
joelhos dobrados,
prece escondida,
braços abertos,
olhar de ternura,
perdão.

Pai é alguém muito especial:
produtor,
diretor,
ator, figurante
do filme, ao vivo, em cores,
com o roteiro da vida escrito
nas linhas de sua mão.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Dois poemas de Gilberto Celeti


FÉ CORRETA

É preciso entender bem a diferença
Entre a fé que é de fato consistente,
E que na Palavra bem se alicerça,
Doutra fé que tem na fé a sua crença,
E que de maneira vã e prepotente
Dando ordens para Deus é que começa.

Saiba que toda atitude orgulhosa,
Que a fé na fé ensina e incita,
Só ofende a Deus e ignorância expressa.
As promessas do Senhor são preciosas,
Ele atende à oração que as solicita
Do Seu modo, no Seu tempo e bem depressa.

A mulher que com o juiz foi insistente
Na parábola por Cristo transmitida
Deixa claro a lição da fé correta,
De ser sim, na oração, bem persistente,
Pois que Deus justo juiz, Autor da vida,
Bênçãos amorosas sempre aos Seus decreta.



Nem todo dia se apresenta retumbante

Nem todo dia se apresenta retumbante,
Com grandes obras que merecem ser narradas.
E as tarefas feitas sempre, a cada instante,
São rotineiras e nem sempre são notadas.

Andar com Cristo, isto sim é importante;
Não sendo um motivo de tropeço, em nada.
Sempre agradá-lo e mostrar-se confiante,
Na Sua palavra ter a vida alicerçada.

O seu chamado está bem claro e definido,
Para o Seu Reino vou seguindo e Sua glória,
Sendo por Ele e por seu sangue redimido,

Tudo que faço se encaixa numa história.
O Deus Eterno e Sublime e Soberano
Controla tudo, nada escapa do Seu Plano!

Visite a página do autor: www.gilbertoceleti.com

sexta-feira, agosto 01, 2008

Dois poemas de Camilo Borges


Teu amor é melhor

Teu amor incenso, melhor cheiro
É água cristalina, fonte sem fim
É balsamo que cura o estrangeiro
É segredo escondido, secreto jardim

Teu amor é melhor que o vinho
É do cântaro, ombro que o leva
Esperança que vem pelo caminho
Palavra doce que o simples eleva

Senhor, Tu és melhor que o ouro refinado
Melhor que a vida, do que tudo imaginado
Meu Cristo, não me deixes, retira minha dor
Sustenta-me com passas, desfaleço de amor

“Levou-me à sala do banquete, e sua bandeira sobre mim era o amor”
Cantares 2:4



Ester

Ela foi rainha coroada de glória
Das vestes despidas de Vasti
Vestiu a beleza que não se compara
Foi salvação de seu povo nos pátios do rei
Qual cardo um cão feroz quis ser seu algoz
Mas contra o povo de Deus não há valente

Semente que brota na fenda
Senda que aponta a cruz
Sombra que aponta Jesus

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A poesia é essencial


Não é estranho que alguns pastores, que são responsáveis por interpretar as Escrituras, que em grande parte estão em forma de poesia, tenham tão pouco interesse nela? Trata-se de um defeito debilitante e que deve ser corrigido. As comunidades cristãs como um todo, devem redescobrir a poesia, e os pastores devem liderá-las nessa redescoberta. A poesia é essencial para a vocação pastoral porque poesia é discurso original. A palavra é criativa: ela traz à vida aquilo que não estava ali antes - percepção, relacionamento, crença. No silêncio do abismo, um som se forma: pessoas ouvem aquilo que não ouviram antes e são transformadas pelo som, de solidão em amor. No abismo vazio uma imagem é formada por meio de uma metáfora: as pessoas vêem aquilo que não viram antes e são transformadas pela imagem, do anonimato para o amor. As palavras criam. A palavra de Deus cria; nossas palavras podem participar na criação.

Jesus disse: “Não estamos guardando segredos, nós os estamos contando; não estamos ocultando coisas, mas as estamos trazendo à luz”.
Vocês estão escutando isso?
Estão escutando mesmo?”
Marcos 4.22-23

Fonte: Portal CRISTIANISMO HOJE - http://www.cristianismohoje.com.br/

domingo, julho 27, 2008

O TEAR, um poema anônimo


O TEAR

Minha vida é mero entretecer
entre o Senhor e eu;
As cores que ele mescla sem cessar
Deus mesmo escolheu.

Tantas vezes penas ele insere,
e eu, sem o orgulho depor,
esqueço que ele vê o lado de cima
e eu, o inferior.

Enquanto o tear não se calar, e
as lançadeiras não deixarem de voar,
Deus não irá desenrolar a tela e
as minhas dúvidas explicar.

Os fios escuros são tão necessários
nas hábeis mãos do tecelão
quanto os fios de prata e ouro
que ele colocou no padrão.

Anônimo

Do livro Encontrando a Peça Perdida, de Lee Ezell

Um poema de Carol Wimmer


QUANDO EU DIGO

Quando digo... "Sou cristão"
Não estou gritando "que sou salvo"
Mas sussurrando que "era um perdido"
Que escolheu o Caminho.

Quando digo... " Sou cristão"
Não falo isso por orgulho
Estou confessando que tropeço
E preciso de meu Guia.

Quando digo... " Sou cristão"
Não estou querendo ser forte
Mas professando que sou fraco
Pedindo forças para prosseguir.

Quando digo... "Sou cristão"
Não estou jactando-me do êxito
Estou admitindo que sou falho
E não posso pagar minha dívida.

Quando digo... "Sou cristão"
Eu sei que não sou perfeito
Minhas falhas são visíveis
Mas Deus confia que mereço.

Quando digo... "Sou cristão"
Eu ainda sinto dores
São minhas cotas de angústias
Porque busco ao Senhor.

Quando digo... "Sou cristão"
Eu não quero ser juiz
Pois não tenho autoridade
Eu só sei que sou amado.

Tradução de João Cruzué, in www.olharcristao.blogspot.com
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