quarta-feira, março 28, 2018

Livro DINÂMICAS MISSIONÁRIAS: 148 páginas de dinâmicas para avivar o espírito evangelístico de sua igreja


Dinâmicas e quebra-gelos para promover a visão missionária em sua igreja, grupo e família.
    Do termo grego dynamis (ou dunamis), que significa “força” ou “poder”, derivamos, dentre outras, a nossa palavra dinâmica.
      O surgimento das chamadas dinâmicas de grupo deu-se em 1914, através do trabalho do cientista comportamental alemão Kurt Lewin.
      As dinâmicas têm sido usadas com sucesso como método geral de auto-conhecimento e interação entre grupos (daí o título de uma de suas variantes, “quebra-gelo”), no treinamento de equipes, atividade pedagógica complementar por profissionais do ensino e ainda em processos de recrutamento e seleção profissional.
      Além de promover uma maior comunhão e interação entre seu grupo, as dinâmicas são excelentes instrumentos de aprendizagem, tanto de conhecimentos quanto de valores morais, além, é claro, do valor lúdico proporcionado pelo clima de brincadeira ou diversão inerentes ao método.
      Procurei neste pequeno livro reunir uma série de dinâmicas e atividades focadas na promoção de valores missionários; atividades que visam o despertamento dos participantes sobre diversos aspectos referentes àquela que é a missão fundamental da igreja na Terra, e motivo único dela, a Igreja, permanecer aqui: Levar o Evangelho de Cristo a todos os homens, cumprir a ordem final de Cristo que conhecemos como a Grande Comissão: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28:18-20).
      Esta obra reúne textos de diversos autores, aqui diretamente transcritos, assim como textos que escrevi, e outros, a grande maioria, que adaptei, ou seja: valendo-me de uma dinâmica já existente, voltada para outra temática, adaptei-a mudando seu foco para o objetivo aqui proposto. No entanto, nada impede que você, fazendo o movimento oposto, adapte tais dinâmicas para outros propósitos conforme as suas necessidades.
      Este é um livro GRATUITO, que se insere no escopo de outros livros e recursos abarcando gêneros variados (teatro, poesia, frases, jogos e passatempos, imagens etc.) que temos produzido ao longo dos anos para auxiliar a Igreja em seu despertamento evangelístico e missionário. Solicitamos que você compartilhe este recurso (sempre gratuitamente) com outros cristãos, igrejas e órgãos cristãos de seu conhecimento, para que muitos sejam abençoados.

Sammis Reachers


PARA BAIXAR O LIVRO (FORMATO PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com


sexta-feira, março 23, 2018

Dois poemas de Ana Chahin



Vem me Buscar  

Vem me buscar Senhor  
Aonde quer que eu esteja, para onde quer que eu vá,
Que a Tua presença esteja comigo. 
Se por um acaso eu vier a me perder
Vem me buscar, não me desampares meu Deus.  
Por que sem ti eu perco o rumo, eu me perco
Nos longos anseios e caminhos do meu coração,
Que nem sempre estão de acordo com o Teu querer. 
Vem me buscar Senhor 
Leva-me para mais perto de Ti, ensina-me
O Teu caminho acolhe-me à sombra de tuas asas,
Ó Deus da minha salvação. 
Nunca me deixes . 
Vem me buscar  
Leva-me para mais perto do teu coração! 


Eu sei  

Senhor que nunca me abandonas,
o teu amor é incomparável,
como poderia explicar tamanho zelo? 

Me tiraste do mundo de solidão
e de desejos que me levavam à perdição. 

Hoje posso dizer que tenho uma vida plena
por causa da Sua Presença! 

Eu sei Senhor que cuidas de mim. 
Eu sei que sou incapaz de compreender, tamanho amor. 

Mas ainda que eu não compreenda,
eu confio nos planos que tens para minha vida,
sei que são muito melhores que os meus próprios planos. 

Eu sei, que por mais que o meu coração
queira se apressar, sei que em Ti
conseguirei obter a paciência necessária
para continuar perseverando. 

Eu sei que no Senhor a minha vida está segura. 

Porque no Teu amor eu confio  
No Teu Amor e somente nele, eu encontro descanso.

domingo, março 18, 2018

A Tormenta Vai Passar, poema de Ademilde Tostes Barbosa



A Tormenta vai Passar

A tormenta revela a fragilidade
Escondida no âmago d'alma
As nuvens anunciam a tempestade
Lá se vai à serenidade...
O coração cheio de temor
Durante o caminhar na noite escura
A chuva fria; o temporal me assusta
Relâmpagos, raios, trovões e granizo
Tudo é muito estranho, esquisito
É o poder da tormenta na tempestade
Sufoco n’alma a força do grito
A chuva se mistura às minhas lagrimas
Indefeso, procuro e não encontro
Abrigo, amigo, e, a tempestade continua
A dor atravessa o peito, atinge à alma nua
Que inunda de angústia, medo e tristeza
Estou só, o que será de mim?
O vale é sombrio, chão escorregadio
Não tenho forças para seguir em frente
Sem rumo, sem destino, o que fazer?
Com a voz embargada, joelhos trêmulos
É o fim. Lá se foi o amanhecer!
No meio da tormenta, ouço uma voz:
- Filho, estou aqui.
Eu tenho o meu caminho na tormenta
Eu tenho o meu caminho na tempestade
Não tenha medo, acalenta-te
Sossega o seu coração, o amanhã vai chegar
Você nasceu para vencer
E ninguém vai te deter!


domingo, março 11, 2018

Quatro poemas de Wender Mothé



Galardão

As lágrimas que regam o solo,
Em que foi lançada a semente da vida,
Farão germinar os brotos da paz
Ao findarem os tempos de labor e lida.

Um cântico novo haverá nos lábios
Quando os ídolos estiverem já tombados
E os estandartes do pecado caírem por terra
A fim de que o único Deus seja louvado.

Levantar-se-á a bandeira do Altíssimo,
Do Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Verás, missionário, que não foi em vão teu trabalho,
Pois o Senhor Jesus jamais te deixou só!

Teu nome será lembrado,
E, por ele, glorificarão a Cristo;
Teu galardão, guardado está nos céus!
Exulta! Alegra-te por isso!

Naquele dia, ao apresentar-te ao Senhor,
Levarás contigo uma multidão de branco;
O troféu ganho em terras distantes
Que, por tua coragem, serão chamados “santos”.


Sangue Inocente

Eu vejo um lago cristalino
Nesse lago, enxergo-me como sou;
E o que vejo? Oh, que será isso?
Um assassino! Sim, mas pior do que os demais!

Cai uma pedra no lago,
As ondas fazem trepidar o reflexo...
O espectro se mostra mais sombrio...
Sinto medo. Quem sou eu?

O céu fechado pelas nuvens se abre
E raios de luz tocam a superfície das águas.
Então vejo novamente a imagem...
“Pálida morte que visita ricos e pobres”.

Mas há agora diferença:
Sangue escorre pela minha testa (a do reflexo).
Não é sangue meu, pois não estou ferido...
É sangue da vítima! Sangue aspergido sobre mim!

Junto ao sangue, vejo lágrimas descerem também;
E dessa vez choro mesmo – tão verdade que nem creio...
E a imagem da vítima se mostra e diz:
“Entreguei-me por amar você”.

Ajoelho-me e clamo por misericórdia...
Quem é esse que ressuscitou dos mortos?
Ele diz: “Eu te perdoo, meu filho;
Sou Yeshua: a expressão em matéria do teu Criador”.


Viver para Cristo

Tendo por base o Senhor,
Nosso edifício chegará aos céus;
Sua paz nos envolverá;
Nos dará o nosso troféu!

Fiel é Deus aos filhos seus
E esses, nEle, andam com fé;
Seguirão sob suas asas
Sempre estarão de pé.

Que possamos ser assim,
Buscando a Deus agradar;
Buscando fazê-lo sorrir;
Viver, de fato, par' o amar.

Desse modo alcançaremos
A tão sonhada felicidade;
Se agora tivermos a Cristo,
O teremos na eternidade.


Paraíso Pântano

Ah, céu de chumbo...
Céu de chumbo com leve frescor
Lembro-me das lágrimas celestes
“Além de tudo o que se diz, deve haver mais a ser dito...”
Lembro-me do sonho, para o qual me levariam os passos
E me deparo – em memória – com aquela praia... Aquele mar...
Caminhamos até onde é sólido, e então nos vemos.
Sim, nos vemos encarando o mar da Realidade.
Então percebemos que nem tudo se abre com um “abra-te, Sésamo!”;
E, pra ser sincero, não sei se teria fé para abrir o mar com um cajado.
Teria eu de atravessar andando?
Sim, eu acredito.
Mas se Pedro andou alguns passos e, se atribulando, afundou,
Chego à conclusão de que eu sou a própria tribulação,
Pois mesmo antes de tocar a água, já estava afundando na areia;
Uma areia movediça, fazendo descer os meus pés.
E, de repente, a gélida língua do Oceano, em forma de onda,
Precipita-se sobre nós para mostrar o peso de seu poder.
E então nos lembramos do nada que somos
E de que qualquer coisa existente é mais forte do que nós...
O ruído das ondas ri de nossa humilhação...
Então seguramos a corda que nos é jogada.
Temos de escolher: Ficar no pântano?
(Sim! Belas praias transformam-se em terríveis pântanos!)
Ou deixar-nos ser libertos pela ajuda que vem do alto?
Subimos a corda, l e n t a m e n t e . . .
Mas tanto as ondas do mar quanto as bolhas do pântano
Estarão sempre lá, a bramir e implorar,
Para que a elas voltemos e sutilmente nos afogar...

/ / / / /

Oh, quão criativo é o mar das ilusões!

Mesmo se estamos voando sobre as asas da Perfeição
(Que nos arrancou do pântano de lodo),
Se olhamos para baixo, vemos as belas imagens atrativas,
Aquelas produzidas pelo mar das ilusões...
Seu desejo? Saciar sua fome de sangue humano.
Atrai-nos de nosso Ponto Seguro,
Fazendo com que muitos de nós tornemos ao abismo,
O abismo escuro, d’onde, um dia, fomos já prisioneiros.
Uma vez recaídos, nada podemos fazer;
Somente a piedade da Águia Suprema pode nos salvar
Descendo às profundezas do proceloso mar e nos levando, novamente, às alturas.
Começamos a embriagar-nos com as ondas do mar;
Afogamo-nos, e morremos ao pensar que estamos no paraíso tão desejado.
É nos esquecemos do que, de fato, valor possui,
E que, por esse valor, a Águia Suprema desceu
E foi capaz de mergulhar no mar / pântano, molhando suas penas,
Além de ser ferida pelos peixes devoradores
(Até porque, a profundidade varia de ser para ser)
Tudo por desejar salvar de tal engano a vítima tola,
Que é capaz de, mesmo depois de estar de novo lá em cima,
Pular outra vez, de sorriso e braços abertos para o mar,
Sem considerar o sacrifício por Ela feito (a Águia Suprema).
A vítima tola sou eu...

segunda-feira, março 05, 2018

Dois poemas de Wagner Antonio de Araújo


Pierre Putica

Ainda que ninguém saiba

Basta que Ele veja,
Que contemple o meu serviço,
Que perceba o meu esforço,
Que me tenha por submisso.

Basta que Ele saiba,
Que só Ele valorize,
No mais profundo ou à superfície
Com ganho farto ou sem ter nada.

A recompensa não fenece,
O galardão não deteriora,
Se ao além partir a messe
Do serviço mundo afora.

Basta que Deus saiba,
Basta que Deus veja,
Mesmo que aqui não caiba
Algum prêmio ou recompensa.

Até um copo dágua,
Servido por amor a Jesus,
O confortar alguma mágoa,
O ajudar a carregar a cruz,

Galardão não perderá,
Haverá um prêmio além,
Isto é certo que virá
Fruto da graça também!

Por isso sê forte e continue a servir,
Ainda que dos homens reconhecimento faltar.
Porque no céu, na glória, no porvir,
Dos lábios de Cristo haverá de escutar:

Eu vi, eu contemplei, eu percebi fidelidade,
E te recebo, servo bom e obediente,
Entra na glória da eterna felicidade
Porque no mundo você foi dedicado crente!

Santas palavras de Jesus,
Ditas no Reino da gloriosa luz!
Recompensa neste mundo não mais interessa,
Quando na glória terei a promessa!

Assim, meu Santo Deus,
Meu Pai, meu Mestre, meu Senhor,
Servir-Te-ei e também aos Teus,
Até o fim, sem desistir, em Santo amor!

Que ninguém veja, que ninguém saiba,
Que dos homens eu nem seja lembrado.
Basta que no Teu coração eu caiba
E cumpra com fidelidade o Teu chamado.


Por que me feres?

Um dos soldados que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote? Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres? (Jo 18:23)

Por que me feres? Foi a pergunta do Mestre
Ao soldado do templo que o feria.
Um soldado que para tal se preste
Deveria explicar porque o fazia.

Por que me feres? - pergunta perplexo, o Senhor,
Se no templo ensinei por tantos dias,
Somente agora, com violência e furor,
Tu me atacas por dizer que sou o Messias?

Por que me feres? É o que o Senhor continua a perguntar,
Para um mundo mal, povoado de gente sem pudor.
Por que me feres e continuas a rejeitar
O amor do Pai, que seu Filho deu pra Salvador?

Fere a Jesus todo aquele que o rejeita,
Todo aquele que despreza o Salvador.
Fere também aquele que apenas aparenta
Uma fé que não tem e, cristianismo sem valor!

Por que me feres? Pergunta o Mestre para o homem,
Cujos pecados lhe encobrem a beleza da criação.
Por que me feres? Pergunta o Senhor às mulheres,
Que rejeitam do Senhor a salvação.

Para os jovens diz Jesus: "por que me feres?",
Quando rejeitam o evangelho e abraçam o mundo.
Às crianças, aos pequenos, pobres seres,
Também pergunta o porquê de ouvidos surdos!

E assim o mundo segue a ferir Jesus,
Esbofeteando-o com uma alma distante da fé.
Estão em trevas, fogem da luz,
Preferem morrer, afogando-se na maré!

O crente carnal também fere a Jesus,
Cada vez que rejeita o seu caminho.
Abraça a ambição e rejeita a cruz,
Renega a fé sem pejo ou carinho.

Fere a Jesus quem vive em pecado,
Fere também quem não pede perdão.
Fere a Jesus quem despreza um coitado,
Fere a Jesus quem não estende a mão!

"Por que me feres?" - estaria eu também ferindo-o?
Será que não tenho sido mais um agressor?
Que Deus me perdoe, do meu peito extraindo
Todo o mal, enchendo-me de amor!

E, ao invés de ouvir "por que me feres",
Que eu ouça: "bom está, servo bom e fiel".
Oh, Deus, ajuda-me a fazer o que queres,
E assim em minh'alma serás o Emanuel!

 Visite o blog do autor: 

segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Três poemas de Junior Della Mea

Andar com Deus

Escolher andar com Deus é desistir da minha própria vontade.
Escolher andar com Deus é ter o privilégio de amar como Ele ama.
Escolher andar com Deus é ter a possibilidade de observar as situações da vida pelos olhos dEle.
Escolher andar com Deus é arrancar, à força, as “cartas na manga”.
Escolher andar com Deus é ver o que ninguém vê, sentir o que ninguém sente, ouvir o que ninguém ouve.
Escolher andar com Deus é sentir paz em meio a guerra, ser luz em meio as trevas.
Escolher andar com Deus é viver os dias com os olhos e o coração focados no GRANDE DIA.
Escolher andar com Deus é fugir da religiosidade e de todo ativismo que nos “prende”.
Escolher andar com Deus é fazer do pecado seu maior inimigo.
Escolher andar com Deus é viver pela fé.
Escolher andar com Deus é restaurar sonhos, viver planos e experimentar de vida abundante.
Escolher andar com Deus é afastar-se das “coisas” que não O agradam.
Escolher andar com Deus é viver com os pés na terra e com o coração no céu.
Escolher andar com Deus é compreender que sou amado, respeitado e valorizado por Ele.
Escolher andar com Deus é ter um coração pronto para servir.
Escolher andar com Deus é ser embaixador de Cristo, na terra.
Escolher andar com Deus é permitir-se ser remido e lavado pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus.


Carta ao melhor Pai do mundo

Pai,
Estou escrevendo esta carta
Para lhe dizer o quanto o
Senhor é importante pra mim.
O quanto Te amo e o quanto Te adoro.
Sei que muitas vezes as minhas ações
Não condizem com aquilo que tenho lhe falado,
Mas quero que o Senhor saiba,
Que o Senhor é o meu tesouro, - é tudo pra mim.
Penso e fico lembrando
De quantas vezes, entrei no meu quarto,
E em silêncio chorei por algum problema,
Ou alguma situação que estava enfrentando.
O Senhor, com seu carinho, entrava bem devagar,
Para não me assustar, me abraçava e falava
Que era importante entender que, na vida, os problemas
podem ser oportunidades para crescermos e para amadurecermos.
Quantas vezes acordei
E o Senhor já estava alí com seu sorriso
Com uma palavra de alento que
Servia ao meu coração.
Muitas foram as vezes,
Na escola, na faculdade, no namoro e no trablho,
Em que eu não sabia para que lado ir,
E o Senhor me direcionou.
Quando tive frio,
O Senhor me cobriu,
Quando tive fome,
O Senhor me alimentou.
Pai, peço perdão por algo
Que devia ter feito,
e deixei de fazer
Por procrastinação.
Paizinho querido,
Quero te agradecer
Por tudo que o Senhor fez, Por tudo que tem feito,
E por tudo que ainda irá fazer.
Quero ser obediente
E fazer a Tua vontade,
Pois, Teus planos são perfeitos
E Tua vontade é soberana.
Eu gostaria de gritar
Para o mundo inteiro ouvir,
Que o Senhor é o melhor
Pai do mundo.


Teu amor me faz ser alguém melhor

Quando as minhas
Forças se findam,
E o meu coração
Deseja desfalecer.
Escuto do céu uma voz;
É o Senhor,
Deus do universo,
Agindo em meu favor.
Quando Ele age,
Quem pode impedir?
Quando Ele fala,
Quem pode replicar?
Ele é soberado,
Ele e maravilhoso,
É tremendo...
É grandioso.
Como poderei
Temer a morte,
Se esta já foi vencida
Por Ele na Cruz do Calvário.
Como poderei
Murmurar da vida,
Se Ele permitiu que eu
Vivesse abundantemente.
Como poderei eu
Reclamar do que tenho,
Se o que tenho
É mais do mereço.
É tão saber
Que o Senhor
Peleja por aqueles
Que são dEle.
É tão bom saber
Que o Senhor
Nos ama,
Mesmo quando falhamos.
É tão bom saber
Que o Senhor
Permanece fiel,
Mesmo quando nos rebelamos.
É tão bom saber
Que o Senhor
Escreve certo, com linhas retas;
E torto é quem não sabe interpretar.
É tão bom saber
Que o Senhor,
É mais do que Pai,
É tudo, em todos.

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terça-feira, fevereiro 20, 2018

A Heroína de Craonópolis, poema de Mário Barreto França

Noêmia Campelo

A Heroína de Craonópolis

Mário Barreto França

(Aos pioneiros das Missões Nacionais e à poetisa Stela Câmara Dubois, em cuja biografia de NoemeCampêlo foram inspirados estes versos.)

I
Na taba dos Craôs. Um grande vozerio
Faz a tribo acordar no altivo desafio
Contra o branco invasor, que tanto os provocava
E em suas possessões, sem ordem, acampava...
Por que essa gente má não os deixa tranquilos
E vive, sem motivo algum, a persegui-los?
Pois que seja maldita a imposição cristã
Que tenta os afastar do grande deus Tupã!...

II
Sentindo o impulso de vingar as dores
Que suportaram seus antepassados
Dos brancos maus e vis perseguidores,

O chefe dos Craôs, em altos brados,
Apertando nas mãos o seu tacape,
Dirige-se aos guerreiros inflamados:

– “Que nenhum branco dessa vez escape
À justiça das nossas próprias mãos!
Que a pedra da vingança, inda hoje, tape
As covas rasas desses maus cristãos!” –

III
Mas eis que a voz dos espias
Alegres notícias nos traz:
“Eles falam nossa língua,
Esses brancos são de paz!”

E o velho cacique espelha
No rosto a felicidade
E diz: – “Eu irei falar-lhes
Na voz da fraternidade.”

Seguem, com ele, os guerreiros,
Com ele, também, irá
A sua filha querida,
Sua esbelta Penuá.

Na clareira ensolarada,
Sobre um tronco de palmeira,
Sentada estava uma jovem
De castanha cabeleira...

Tinha nas mãos uma Bíblia
E nos céus fitava o olhar,
Na mais sincera das preces:
– O sertão cristianizar.

Essa jovem dedicada
Era Noeme Campêlo
Que, pelo Brasil caboclo,
Trabalhava com desvelo.

E, ao contemplar a indiazinha
Com seu bonito cocar,
Na simpatia dos santos
Pôs-se com ela a falar:

– “Filha de bravos guerreiros
Por amor de vossa gente
Eu vos trago, de bem longe,
Este livro de presente.

Ó aceitai Jesus Cristo
Que por vós na cruz morreu...”
Mas... da mata veio um silvo,
E a índia pra lá correu.

IV
Quando Noeme ouviu Zacarias Campêlo
Certo dia fazer um comovente apelo
Em favor do sertão, dos índios brasileiros,
Escravizados ainda aos instintos guerreiros
E às vãs superstições que os tornavam ariscos,
E ouvindo-o descrever os perigos e os riscos,
Por que passa, na selva, o intrépido cristão
Que lhes queira levar a civilização,
Ela sentiu, nessa hora, a chamada divina
À causa das missões... Era inda tão menina!
Porém, na mais sincera e grata adoração,
A Deus ofereceu seu jovem coração...

E, naquele momento, as suas almas puras
Uniram-se no amor de duas criaturas,
Cujo único desejo e vontade febril
Era pregar Jesus aos índios do Brasil.

Em casa, ao confessar ao pai, o seu desejo,
Sua resolução, seu decidido almejo
De levar o evangelho aos índios, ele disse:
– “Mas que temeridade, ó filha, que tolice!
Nas cidades também se prega, ao moço e ao velho,
As doutrinas de Cristo, e a graça do evangelho.
Fala, então, ao teu noivo e mostra-lhe as vantagens
De não ir ao sertão, nem pregar aos selvagens.”

Ela fala, porém: – “Se ele não mais quisesse
Ir aos índios, então, todo o meu interesse
Por ele findaria... E assegura-lhe, em pranto:
– “Sentirei vossa falta e da mamãe, no entanto,
Eu seria infeliz, se rejeitasse, ó pai,
A chamada de Deus!” –
                            E ele lhe disse: – “Vai!
Se Deus te consagrou a tão nobre missão,
Bendita seja, enfim, tua resolução!” –

V
Bem ao sul de Carolina,
Atrás de verde colina,
Surge a aldeia dos Craôs,
Circundada de palmeiras,
De copadas mangabeiras,
Entre o abraço dos cipós...

Aquela vida selvagem
Em tão longínqua paragem
Vai, agora, tumultuar;
É que Noeme Campêlo,
No mais humano desvelo,
O evangelho vai pregar.

A indolência, os maus costumes,
Lutas, desleixos, queixumes
E a falta de educação
Iriam ser condenados,
Como outros tantos pecados
Contra o Rei da Criação.

E a missão evangelista
Vai, de conquista em conquista,
Restaurando o índio incivil
À fé do cristianismo,
À consciência do civismo,
No coração do Brasil.

E o selvagem, que era triste,
Já sabe que Deus existe,
Que existe a Pátria também;
Já lê na sua cartilha
Tudo o que sabe e o que tem...
Mas esta felicidade,
Por uma fatalidade,
Vai, agora, terminar,
Porque Noeme, depressa,
A Carolina regressa
Para nunca mais voltar...

VI
Longe da esposa amada e do lindo filhinho,
Zacarias Campêlo enfrentava, sozinho,
A inclemência do tempo e a quase indiferença
Com que a tribo escutava a explicação da Crença,
Das lições da cartilha e de como empregar
A foice e a enxada, a fim de a terra cultivar.
Nisto, chega um recado infausto e doloroso:
– “Noeme passa mal!”
                                              O coração do esposo
Palpita de apreensões... Mas era necessário
Iniciar, sem demora, o longo itinerário
De volta a Carolina...
                                               A condução faltava...
Iria mesmo a pé... O corpo fraquejava...
Sem dormir, sem comer, apenas se nutria
Das preces que ao Senhor, aflito, dirigia:
– “Dá-me forças, ó Deus, pra vencer a distância;
E livra-me, Jesus, desta mágoa, desta ânsia! ...
Que o peito me asfixia! E concede, Senhor,
Que eu possa suportar esta tão grande dor! ...
Se é de tua vontade, a saúde e a energia
Restaura-lhe, Senhor, para a minha alegria!”...
Procurando vencer a fadiga e o cansaço,
Ao romper da manhã, ele, apressando o passo,
Descortinou ao longe a cidade...
                                                          Doirando
O casario, o sol vinha se levantando
No festivo esplendor da sua luz radiosa,
Saudando, em tudo, a vida alegre e majestosa...
Na su’alma, porém, chorava o sofrimento
Na dúvida cruel de um mau pressentimento...

Tinha que percorrer ainda longa estrada;
Mas a imagem da esposa, ingênua e delicada,
Sorrindo na su’alma, as forças lhe animava.

De tarde, chega em casa...
                                                    Um bom grupo rodeava
O leito de Noeme... Ajoelha-se, chorando...
Toma-lhe as frias mãos, beija-as, de quando em quando,
Dizendo-lhe: – “Querida, eu tenho orado tanto,
Que Deus há de estancar a fonte do meu pranto!
Em breve estarás boa e viverás contente
Dentro do nosso lar, junto da nossa gente...
E os céus nos sorrirão! ...” –
                                                   Ela, porém, responde:
– “Zacarias, eu sei que o teu amor esconde
Minha sorte fatal! Contudo, eu sou feliz
Porque Deus escutou as preces que lhe fiz
E te trouxe a meu lado! Eu sei que vou morrer,
Mas me sinto feliz... cumpri o meu dever! ...
Eu vejo o céu se abrir numa festa de luz
Para me receber, nos braços de Jesus!
Não chores! Mas sê forte e continua assim,
Os índios conquistando, em memória de mim...

Vós todos que me ouvis – menino, moço ou velho –
Aceitai, sem demora, a graça do evangelho!
Cantai, cantai comigo, este hino inspirador
De quem confia em Deus, pelo seu grande amor:

“Eu avisto uma terra feliz,
Onde irei para sempre morar
Há mansões nesse lindo país
Que Jesus foi ao céu preparar.
Vou morar, vou morar
Nessa terra celeste porvir!”

E diz: – “Por que chorar as cousas desta terra,
Quando o céu é tão bom e a salvação encerra?” –

E num último esforço ao se extinguir a vida,
Falou: – “Recebe, ó Pai, minha alma agradecida! ...”.

VII
Morta! É morta a primeira e grande missionária,
Resoluta, benquista, altiva, extraordinária,
Que, deixando o conforto e as luzes da cidade
E as várias diversões próprias da mocidade,
Resolveu ir levar as celestes mensagens,
No coração da Pátria, a todos os selvagens,
Pondo acima de tudo o sonho juvenil
De ver cristianizado o sertão do Brasil!

E foi; e se fez mãe, e amiga, e conselheira:
– A primeira mulher que, pela vez primeira,
Catequizando a Cristo os índios do sertão,
Cumpriu a mais gloriosa e esplêndida missão.

Morta! É morta a primeira e grande missionária!
Porém a sua vida excelsa, extraordinária,
Para sempre ficou brilhando como a luz

Do evangelho do Amor, da mensagem da Cruz!

Do livro Antologia de Poesia Missionária - Volume 3. CLIQUE AQUI para baixar.


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