quarta-feira, dezembro 14, 2016

DAVI, poema de Daniel Souza de Oliveira


DAVI

Menino franzino desprezado no seu lar
Não deixou seus afazeres
Cumprindo com seus deveres
Ia aos vales e montanhas ovelhas apascentar

Obedecendo seu pai
Gostava de seu ofício,
Louvava a Deus por isso
Alegre seguia avante
Atitude e compromisso
De quem gosta do que faz

Dedilhando sua harpa, compunha salmos, poesia
Buscando a Deus todo instante
Na terra ninguém o via,
Mas no céu se conhecia
A adoração do infante.

Tenho que prover um  rei
Bradou Deus de sua glória
Que faça minha vontade,
Segundo o meu coração
Que haja com lealdade,
Dirigindo esta nação,
Mudando a sua história

Foi buscar lá no palácio?
Entre os nobres, maiorais?
O Deus que com ninguém se aconselha
Tirou de detrás das ovelhas
Alguém para governar.

Disse Deus a Samuel:
Um rei para Israel
Ungirás lá em Belém
Ainda não está preparado
Mas o essencial ele tem

Alegre, leal, dedicado,
Valente, trabalhador
Tem o seu coração
Voltado para o Senhor

Samuel não entendia;
Por que ir até Belém?
Se homens valentes de guerra,
De boa aparência também
Havia por do terra,
Mas um rei para Israel
Viria de Jerusalém.

Mas, como convém ao profeta
Ele obedeceu a Deus
E Fez a opção certa,
Foi a casa de Jessé
Disse; quero em minha frente
Todos os filhos teus.

Veio o primeiro, o mais forte
Samuel, na inocência
Em seu coração pensou
É este o que Deus quer
E o vaso levantou,

Mas Deus disse: Samuel
Não julgue pelo seu porte,
O julgar pela aparência
É pensamento humano,
Não é assim no céu

Veio o segundo, o terceiro,
Assim como ao primeiro
Deus não se manifestou
Até que veio o último,
Samuel então bradou:

Acabaram se os mancebos?
Ou algum inda restou?
                                                     O pai, quase esquecido,
Do menor no pastorio
Agora se recordou.

Samuel como profeta
Pôs se a esbravejar
Mandem o chamar depressa,
E ninguém se senta à mesa
Até ele aqui chegar

Menino franzino, desprezado em seu lar
Agora ator principal
Desta cena crucial...
Sua vida vai mudar...
O óleo foi derramado
Assim foi matriculado
Na escola de Jeová

No início nada muda,
A princípio, pensa assim,
Continua lá no campo,
Ovelhas ouvindo seu canto,
Enquanto pasta o capim.

A escola de Deus é dura,
Mas mostrou sua bravura.
Vem o urso ele mata,
O leão, mata também
Enquanto Deus o prepara
Pra grande obra que vem.

Desce a ver os seus irmãos,
Vai ao campo de batalha.
Uma voz como trovão,
Por todo canto se espalha.

Se levanta um gigante
Para todo mundo ver
Humilhando ao exército,
Desafiando a Deus.
Este incircunciso
Parece nada temer

Davi  fica indignado,
Pois ali nenhum soldado
Parece ter reação
Ele diz a seu irmão
Se aqui ninguém tem coragem
Toma aqui minha bagagem...
Eu vou jogá-lo ao chão

Saul tentou ajudar
Oferecendo espada, armadura,
Mas quando começa andar
O seu pensamento muda.

Tirem logo isto de mim!
Isto tudo me atrapalha!
Vou confiar só em Deus,
Pois sei que Ele não falha.

E correndo pra o riacho
Cinco pedras apanhou
Vencer um gigante assim
Ninguém, nunca imaginou

O gigante achou graça
Fez lhe várias ameaças
Mas Davi não recuou
Eu sei que vens a mim
Com sua espada na mão
Mas eu hoje vou a ti
É No nome do Senhor
E tu irás para o chão


Girou sua funda depressa
Soltou a pedra veloz
Guiada cravou na testa
Daquele gigante atroz

Como o leão pega a presa
Davi corre com destreza
Sobre o malvado no chão
Toma sua espada,
Corta sua cabeça
E ergue em sua mão

Este gesto de coragem
Fez pra todo mundo ver
 Deus é forte e não falha
Qualquer que seja a batalha
O fraquinho e desprezado
Em Suas mãos faz vencer

Sua fama se espalhou para todo Israel,
Mas Davi como temente
Esta glória eminente
Ele transferiu ao céu

Pensa que já se tornou rei?
É engano assim pensar
Teve que batalhar muito
Vendo o tempo passar
Foi servo por muitos anos
Perseguido outros tantos
Até a promessa chegar

Não chegou cedo e nem tarde
Chegou no momento certo
Deus é quem sabe de tudo
Nos acompanha de perto
Não tarda e nem falha
Quando se está preparado
Ele cumpre a sua parte

Davi agora é Rei
Não se pode ir mais alto,
Posto máximo Deus o fez,
mas  inda continua servo,
servo do Reis dos Reis

Deus em nada difere
O grande nobre do plebeu
Tudo é submisso a Ele,

E Todo o poder é Seu

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