segunda-feira, maio 07, 2007

Dois poemas de Clarisse de Barros

Poema Vivo

Deus,
Eu quero ser um poema para ti.
Quero expressar o meu amor e gratidão
O meu louvor e adoração
Com a vida que me deste para viver
Eu quero ser um poema que não sei escrever
Sonhado por Ti
Planejado por Ti
Sentido e escrito por Ti
Eu quero ser um poema de alegria
Que te exalte e proclame com a poesia
Que só Tu podes criar.
Eu quero ser um poema para Te adorar.


Quietude

Ó Deus,
Este é o momento mais precioso do meu dia:
Vir em Teus pés em quietude
Enquanto a luz enche o meu mundo de alegria,
Passada a noite,
Passada a madrugada
Por entre gotas de orvalho formadas sobre a terra escura,
Nos segredos da noite,
No sossego dos mistérios de Deus.
Tu não podes segurar o vento do deserto.
Lá não tens montanhas para te protegerem
nem cavernas para te esconderes.
Mas podes ficar quieto,
Com o coração aberto,
E escutar no vento a voz de Deus.
Estradas de luz abrem-se o mundo,
Descendo de Deus, o Eterno.
Obrigada, Pai, por tornares santo este lugar
E abençoado este tempo na tua presença,
Na quietude do dia que nasce neste deserto,
Onde escuto a Tua voz com o coração aberto.

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