terça-feira, maio 20, 2014

Dois poemas de Silvia Moraes



Quietude

No silêncio do meu ser 
Aquieta a minh'alma
Todo meu ser se acalma
Para ouvir Tua voz
E vem do céu uma grande voz que enxuga minhas lágrimas
Cessa toda dor, cala meu clamor

No silêncio do meu ser, 
O impossível torna-se tangível 
O mortal... imortal
O improvável... real

Ao ouvir Tua voz minha natureza se cala
Meu espírito estremece, minha alma emudece
Sem palavras me rendo e entendo
Que tudo só faz sentido
Ao ouvir a Tua voz.


Para um Homem de Deus 

Homem latente e misterioso
Denso, fechado em si
Sério e coeso
Homem de mente comprometida
Um suave humor atrás de uma seriedade estabelecida.

Contraditoriamente leve e denso...  intrigante...

Olho através de um vidro, das letras, dos poemas, dos escritos.
Dos poucos... raros fatos descritos.
O que enxergar além disso, em um que optou por nada saber,

abrindo mão de ter para assim poder realmente viver?

Um comentário:

Helen Coppi disse...

"(...) Que tudo só faz sentido
Ao ouvir a Tua voz."

Muito real.

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