sexta-feira, junho 19, 2009
Três poemas de Gióia Júnior
SALMO I
O Senhor está no barracão da favela
e a fome é menos rude
e o frio é mais ameno;
O Senhor está nos bondes barulhentos
e o cansaço é mais leve
e o perigo é menor;
O Senhor está ao lado dos guardas da noite
e o medo não existe
e não há solidão;
O Senhor está no cais onde os homens trabalham
e os fardos são mais leves
e as horas menos lentas;
O Senhor está nos asilos onde os jovens anseiam
e a Sua presença aquece
como um retorno de mãe;
O Senhor está nos hospitais de indigentes
e a dor desaparece
e o sono logo vem...
Bendito seja o Senhor!
______________Bendito seja!
_________________________Amém!
INTERLÚDIO I
Ah! noite aquela em que Ele foi traído!
e foi abandonado e foi moído
por minhas transgressões! Ah! noite aquela,
dura e profunda, silenciosa e bela!
de uma beleza trágica e voraz!
De ti, oh, noite, vem a nossa paz...
De tua escuridão irrompe a luz
nasce o perdão, desperta a fé, emerge a cruz.
INTERLÚDIO II
Onde estão os muros da Cidade Eterna?
onde estão os salvos? e os queridos meus?
onde estão as luzes da manhã primeira?
onde a estrela santa do menino-Deus?
onde estão as vozes do coral celeste
anjos proclamando que chegou a luz?
onde brilha agora o sangue do Cordeiro
no momento exato em que morreu na cruz?
Meu Divino Mestre, dá-me a Tua mão
para que eu os ache no meu coração!
e embora haja trevas e embora anoiteça
que eu nunca os esqueça... que eu nunca os esqueça.
Do livro '25 Anos de Gióia Júnior', Editora Betânia, 1976
domingo, junho 14, 2009
Dois poemas para o Dia do Pastor*
*
Gratidão de Pastor
Senhor, eu te agradeço a provação,
o sofrimento atroz por que passei;
o mal que me feriu o coração,
as lágrimas de sangue que chorei.
Senhor, eu te agradeço a ingratidão
que padeci de quem eu tanto amei;
a calúnia sofrida – a maldição
que me lançou alguém por quem lutei.
Eu te agradeço..., pois, ao ser provado,
senti acrisolar-se o meu viver,
- a minha treva transmudar-se em luz.
Sentir-me-ei, agora, consolado
e, humildemente, poderei dizer:
- trago no corpo as marcas de Jesus!
Celso Diniz
No livro Um Novo Coração - Casa Editora Batista, 1968
Eu sou um Pastor
Se algum dia te chamarem por um nome que não seja o teu...
Se mentindo, disserem a teu respeito, coisas que venham a ferir o teu coração...
Se os teus companheiros te virarem o rosto, te negarem um sorriso, ou até mesmo a saudação...
Se precisares de ajuda e todas as portas se fecharem diante de ti...
Se buscares a Deus em oração, e te faltarem palavras para falar com Ele...
Se abatido, chegares a duvidar da tua chamada e das promessas de Deus para tua vida...
Ainda assim... Não temas, porque sobre ti brilha o sol da justiça. Como os ramos que se dobram durante a tempestade, tu não permanecerás curvado.
Mas... Levantarás o teu cajado com firmeza e triunfarás sobre todas as injustiças, mentiras e perseguições, porque entre muitos, tu és um daqueles que pode dizer: “Eu sou um pastor”.
Norma Penido
No blog http://normapenido.blogspot.com/
*O Dia do Pastor é comemorado em todo segundo domingo de Junho.
Sobre este tema, organizamos a antologia gratuita AO ANJO DA IGREJA, DECLAMA: POEMAS AOS PASTORES DE DEUS, reunindo dezenas de poemas sobre e para os pastores. Baixe o livro gratuitamente pelo Google Drive, clicando AQUI.
Gratidão de Pastor
Senhor, eu te agradeço a provação,
o sofrimento atroz por que passei;
o mal que me feriu o coração,
as lágrimas de sangue que chorei.
Senhor, eu te agradeço a ingratidão
que padeci de quem eu tanto amei;
a calúnia sofrida – a maldição
que me lançou alguém por quem lutei.
Eu te agradeço..., pois, ao ser provado,
senti acrisolar-se o meu viver,
- a minha treva transmudar-se em luz.
Sentir-me-ei, agora, consolado
e, humildemente, poderei dizer:
- trago no corpo as marcas de Jesus!
Celso Diniz
No livro Um Novo Coração - Casa Editora Batista, 1968
Eu sou um Pastor
Se algum dia te chamarem por um nome que não seja o teu...
Se mentindo, disserem a teu respeito, coisas que venham a ferir o teu coração...
Se os teus companheiros te virarem o rosto, te negarem um sorriso, ou até mesmo a saudação...
Se precisares de ajuda e todas as portas se fecharem diante de ti...
Se buscares a Deus em oração, e te faltarem palavras para falar com Ele...
Se abatido, chegares a duvidar da tua chamada e das promessas de Deus para tua vida...
Ainda assim... Não temas, porque sobre ti brilha o sol da justiça. Como os ramos que se dobram durante a tempestade, tu não permanecerás curvado.
Mas... Levantarás o teu cajado com firmeza e triunfarás sobre todas as injustiças, mentiras e perseguições, porque entre muitos, tu és um daqueles que pode dizer: “Eu sou um pastor”.
Norma Penido
No blog http://normapenido.blogspot.com/
*O Dia do Pastor é comemorado em todo segundo domingo de Junho.
Sobre este tema, organizamos a antologia gratuita AO ANJO DA IGREJA, DECLAMA: POEMAS AOS PASTORES DE DEUS, reunindo dezenas de poemas sobre e para os pastores. Baixe o livro gratuitamente pelo Google Drive, clicando AQUI.
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sexta-feira, junho 12, 2009
Dois poemas de Iza Almeida
*

CAMINHO DO CÉU
Sei que existem caminhos
Que parecem ao céu levar,
Mas vejo em meu dia-a-dia
Que é difícil caminhar...
Deixar de lado o rancor,
Deixar tudo que me afaste
Da presença do Senhor.
Encher minha alma de paz
Que só a salvação em Cristo traz...
Encher minha alma de luz,
Ter uma fé viva em Jesus.
Perdoar os inimigos,
Orar para que se tornem meus amigos.
Ter mansidão ao falar...
Ajudar os oprimidos,
E a quem de mim precisar...
Falar palavras sinceras,
Para que em mim possam confiar!
Sei que existem caminhos
Que parecem ao céu levar,
Mas só Jesus é o caminho
Que nos leva ao eterno lar!
"Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". João 14:5-6.
SENHOR, FICA COMIGO
Senhor, fica comigo
Não sei sozinha andar.
Fica, Senhor, comigo
Contigo quero estar.
Senhor, sem Ti não vivo,
Fico sem direção
Como navio sem rumo
No mar em agitação...
Sou como ave sem ninho
Se debatendo em vão.
Fica, Senhor, comigo
Assim eu vencerei
As lutas desta vida
E em paz eu viverei.
Fica, Senhor, comigo
Te imploro meu bom Deus
Não olhes minhas falhas
São tantas eu bem sei.
Fica, Senhor, comigo
Meu guia e pastor
Aos pastos verdejantes
Conduza-me com amor.
Fica, Senhor, comigo
Assim eu vencerei!
"O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará". Salmo 23:1
Visite o blog da autora: http://poemasdeizaalmeida.blogspot.com

CAMINHO DO CÉU
Sei que existem caminhos
Que parecem ao céu levar,
Mas vejo em meu dia-a-dia
Que é difícil caminhar...
Caminhar para o céu é meu lema,
Não posso me descuidar:
Deixar de lado a mentira,
Não posso me descuidar:
Deixar de lado a mentira,
Deixar tudo que me afaste
Da presença do Senhor.
Que só a salvação em Cristo traz...
Encher minha alma de luz,
Ter uma fé viva em Jesus.
Orar para que se tornem meus amigos.
Ajudar os oprimidos,
E a quem de mim precisar...
Falar palavras sinceras,
Para que em mim possam confiar!
Que parecem ao céu levar,
Mas só Jesus é o caminho
Que nos leva ao eterno lar!
SENHOR, FICA COMIGO
Senhor, fica comigo
Não sei sozinha andar.
Fica, Senhor, comigo
Contigo quero estar.
Senhor, sem Ti não vivo,
Fico sem direção
Como navio sem rumo
No mar em agitação...
Sou como ave sem ninho
Se debatendo em vão.
Fica, Senhor, comigo
Assim eu vencerei
As lutas desta vida
E em paz eu viverei.
Fica, Senhor, comigo
Te imploro meu bom Deus
Não olhes minhas falhas
São tantas eu bem sei.
Fica, Senhor, comigo
Meu guia e pastor
Aos pastos verdejantes
Conduza-me com amor.
Fica, Senhor, comigo
Assim eu vencerei!
"O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará". Salmo 23:1
Visite o blog da autora: http://poemasdeizaalmeida.blogspot.com
segunda-feira, junho 08, 2009
Dois poemas de Wilsius Norte

(re)Construindo laços
Laços, (in)tempestivos
(in)Próprios e sentidos
não por sentidos, mas no sentido próprio
do horizonte, de Deus,
não meu
meu horizonte é pequeno, limitado
cheio de limitações
(in)próprias muitos poderão dizer
Mas de fato saber, sentir, viver,
como diálogo criar?
Espaço íntimo do sujeito,
Contemplar a ação
Contemplação e tomada de postura,
sem intimidação, buscar
intimidade com Deus
Em tímida idade, busco Seu colo
engatinhando e balbuciando,
dores? - talvez, linhas, sem lágrimas
dissabores meus, (in)próprios dos laços
Laços que (des)ato, acordo que (des)faço
em meu pequeno horizonte, tímido
fecho os olhos, não quero este horizonte cinza
de múltipla (des)confiança vulnerável
não quero violência contida,
quero paz
A verdadeira Paz
Quero as cores... Vibrantes!
O mover Seu, o Espírito em meu silêncio
(re)Construindo laços, não em meu horizonte tímido
mas no íntimo do horizonte de Deus
Chuva no horizonte
Tudo está cinza, escuro e nublado.
Não há cores, mas há vida,
esperança que não cansa,
apesar das muitas dores.
Tudo está precipitado,
em senti, pensar, fazer
Nada sei - Nada sou - Nada posso
(!)
Tudo está dolorido,
os olhos (lacrimejam medo)
o nariz (escorre fadiga)
os joelhos (doem pelo peso que sustentam)
os lábios (não murmuram, louvam)
o pulso vibra, ainda há fôlego
Em meio ao pó
a alma (ora)
o espírito (clama)
Por momentos (nossos) aos pés do Mestre
(jejum e oração)
(negação e afirmação - nada sou/Ele é)
Olho para o horizonte,
(de olhos fechados)
pelos olhos da fé,
e choro.
Lágrimas nuas, perseverantes
em meio a tribulação, providência
Chuva.
(para aliviar o calor)
Chuva.
(que sara toda a dor)
Chuva.
(para fertilizar a terra)
Chuva.
(esta era a promessa)
"Mais grato a Ti , mais grato a Ti.
Mais consagrado, ó faz-me, Senhor!
Mais humilhado e cheio de amor,
Faz-me mais grato a Ti, mais grato a Ti!"
(Hino 370, Harpa Cristã)
Visite o blog do autor: http://wilsiusnorte.blogspot.com/
sexta-feira, junho 05, 2009
AJUDE MISSIONÁRIOS!
*
“A menos que a Igreja seja mobilizada, o mundo inteiro não poderá ser alcançado. Esta mobilização só verá o resultado do seu esforço tornar-se realidade se efetivamente existir uma operação conjunta do Povo de Deus.”
John Stott
Família Matioli (Quênia, na África) - http:// www.familiamatioli.com.br
Leonardo e Jonara Gonçalves da Silva (Peru) – http:// www.projetopiura.blogspot.com
Pr. Henrique Davanso (Albânia) – http:// www.projetoalbania.blogspot.com
Família Buchmanns (Guiné Bissau) - http://www.freewebs.com/timoteobachmannfamily/
Missionário Rubens e família (Senegal) - http://www.missionfleursendesert.com.br/
Ezequiel e Janaína (Moçambique) - http://www.levantateafrica.com
Emeric Ernest Vasváry (Escócia) - http://emericmarcie.blogspot.com/
Rodrigo Allan Ildefonso (Venezuela) - http://missoesvenezuela.blogspot.com/
Família Iud (Peru) - http://familiayud.wordpress.com/
Sílvia e Laura Octaviano (África do Sul) - http://www.silviaelauranaafrica.blogspot.com/
Fábio Diniz (Sibéria, Rússia) - http://www.fabiodiniz.com
Olimpio Tiberio (JOCUM Sibéria, Rússia) - http://www.ywamsiberia.org/focartasnoticiasdasiberia.html
Missionário Eliezer Neto (Piauí) - http://aguavivaparaosertao.wordpress.com
Missionária Kelem Gaspar (está construindo uma escola de Missões no Pará) – http:// www.missionariakelem.blogspot.com
Fredson e família (missionários entre os pescadores no sul da Bahia) – http:// www.fredsons.blogspot.com
Silvany Luiz da Silva (sertão do Rio Grande do Norte) - http://www.prosertao.com.br
Texto publicado originalmente no blog da União de Blogueiros Evangélicos
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“A menos que a Igreja seja mobilizada, o mundo inteiro não poderá ser alcançado. Esta mobilização só verá o resultado do seu esforço tornar-se realidade se efetivamente existir uma operação conjunta do Povo de Deus.”
Amado irmão, você gostaria de ajudar missionários? Ajudar diretamente? Orando, escrevendo-lhes palavras de ânimo, contribuindo financeiramente para o avanço do Evangelho? Preparamos uma pequena lista com endereços de blogs e sites pessoais de missionários brasileiros, que estão neste exato momento em ação em diversos campos espalhados pelo mundo. E a cada membro da UBE, fazemos o convite: Conheça, se envolva, contribua!
Família Matioli (Quênia, na África) - http:// www.familiamatioli.com.br
Leonardo e Jonara Gonçalves da Silva (Peru) – http:// www.projetopiura.blogspot.com
Pr. Henrique Davanso (Albânia) – http:// www.projetoalbania.blogspot.com
Família Buchmanns (Guiné Bissau) - http://www.freewebs.com/timoteobachmannfamily/
Missionário Rubens e família (Senegal) - http://www.missionfleursendesert.com.br/
Ezequiel e Janaína (Moçambique) - http://www.levantateafrica.com
Emeric Ernest Vasváry (Escócia) - http://emericmarcie.blogspot.com/
Rodrigo Allan Ildefonso (Venezuela) - http://missoesvenezuela.blogspot.com/
Família Iud (Peru) - http://familiayud.wordpress.com/
Sílvia e Laura Octaviano (África do Sul) - http://www.silviaelauranaafrica.blogspot.com/
Fábio Diniz (Sibéria, Rússia) - http://www.fabiodiniz.com
Olimpio Tiberio (JOCUM Sibéria, Rússia) - http://www.ywamsiberia.org/focartasnoticiasdasiberia.html
Missionário Eliezer Neto (Piauí) - http://aguavivaparaosertao.wordpress.com
Missionária Kelem Gaspar (está construindo uma escola de Missões no Pará) – http:// www.missionariakelem.blogspot.com
Fredson e família (missionários entre os pescadores no sul da Bahia) – http:// www.fredsons.blogspot.com
Silvany Luiz da Silva (sertão do Rio Grande do Norte) - http://www.prosertao.com.br
Vale lembrar que há muitos e muitos outros missionários atuantes, que não possuem blog ou site pessoal, mas que também precisam de sua ajuda. Uma boa fonte de informações sobre missionários brasileiros é o tradicional site UniãoNet ( http://www.uniaonet.com/), mantido pelo abnegado irmão Yrorrito. Se você quer informações missionárias, vale a pena assinar a newsletter dele.
Outra dica é buscar diretamente nos sites de Missões e Agências Missionárias (a maioria das grandes denominações brasileiras possui um órgão dedicado a Missões). No blog Veredas Missionárias (http://www.veredasmissionarias.blogspot.com/) está reunida uma excelente lista de links missionários, para páginas de Agências, Missões, missionários e uma gama de temas relacionados.
Uma questão importante: há muitos missionários que estão em países onde é grande a perseguição aos cristãos. A situação em alguns casos pode ser tão perigosa que eles (os missionários) evitam veicular informações sobre a obra realizada diretamente na internet, com medo de serem ‘encontrados’ pelos aparelhos repressores desses países, através de sites de busca como o Google. Por isso, meu caro blogueiro, caso você venha a se deparar com informações sobre irmãos que estão em ação em países assim (em sua grande maioria países muçulmanos, mas também alguns budistas e comunistas), evite divulgar DIRETAMENTE em seu blog tais informações.
Nós da UBE somos uma família de mais de 3.000 membros. Vamos mostrar a nossa força, e mostrar fazendo a diferença na obra primordial da igreja, que é o cumprimento da Grande Comissão. A frase já clássica sobre Missões nunca deixará de ser verdadeira:
Sammis ReachersOutra dica é buscar diretamente nos sites de Missões e Agências Missionárias (a maioria das grandes denominações brasileiras possui um órgão dedicado a Missões). No blog Veredas Missionárias (http://www.veredasmissionarias.blogspot.com/) está reunida uma excelente lista de links missionários, para páginas de Agências, Missões, missionários e uma gama de temas relacionados.
Uma questão importante: há muitos missionários que estão em países onde é grande a perseguição aos cristãos. A situação em alguns casos pode ser tão perigosa que eles (os missionários) evitam veicular informações sobre a obra realizada diretamente na internet, com medo de serem ‘encontrados’ pelos aparelhos repressores desses países, através de sites de busca como o Google. Por isso, meu caro blogueiro, caso você venha a se deparar com informações sobre irmãos que estão em ação em países assim (em sua grande maioria países muçulmanos, mas também alguns budistas e comunistas), evite divulgar DIRETAMENTE em seu blog tais informações.
Nós da UBE somos uma família de mais de 3.000 membros. Vamos mostrar a nossa força, e mostrar fazendo a diferença na obra primordial da igreja, que é o cumprimento da Grande Comissão. A frase já clássica sobre Missões nunca deixará de ser verdadeira:
Missões se fazem com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem.
Assuma sua posição como membro útil do maravilhoso Corpo de Cristo, e de mãos dadas avancemos!
terça-feira, junho 02, 2009
Três poemas de Gerard Manley Hopkins
*
Lanterna externa
Uma lanterna move-se na noite escura,
Que às vezes nos apraz olhar. Quem anda
Ali? – medito. De onde, para onde o manda
Dentro da escuridão essa luz insegura?
Homens passam por mim, cuja beleza pura
Em molde ou mente ou mais um dom maior demanda.
Chovem em nosso ar pesado a sua branda
Luz, até que distância ou morte os desfigura.
Morte ou distância vêm. Por mais que para vê-los
Volteie a vista, é em vão: eu perco o que persigo.
Longe do meu olhar, longe dos meus desvelos
Cristo vela. E o olhar de Cristo, em paz ou perigo,
Os vê, coração quer, amor provê, pé ante pé, com suaves zelos:
Resgate e redenção, primeiro, íntimo e último amigo.
*
Tradução de Augusto de Campos
Tu és de fato justo
Justus quidem tu es, Domine, si disputem tecum: verumtamen justa loquar ad te: Quare via impiorum prosperatur?
Tu és de fato justo, ó Deus, se brigo
Contigo; e é justo, Deus, o que disputo.
Como o ímpio avança, e a frustração é o fruto
De todo empreendimento a que me obrigo?
Fosses o imigo, ó tu, que és meu amigo,
Serias pior, pergunto, mais arguto
Triunfando, baldando? O ébrio e o dissoluto
Mais fazem no ócio que eu, Senhor, que sigo
Por ti. Vê o monte, a mata, que coberta
Densa de rama! Enlaça-a agora o inciso
Cerefólio, olha! e a brisa fresca inquieta-
a; aves constroem -, e eu não, não crio, em crises,
Eunuco do tempo, a arte que desperta.
Me rega, ó Deus de vida, rega as raízes.
*
Tradução de Alípio Correia de Franca Neto
A grandeza de Deus
A grandeza de Deus o mundo inteiro a admira.
Em ouro ou ouropel faísca o seu fulgor;
Grandiosa em cada grão, cada limo em óleo amor-
Tecido. Mas por que não temem sua ira?
Gerações vêm e vão; tudo o que gera, gira
E gora em mercancia; em barro, em borra de labor;
E ao homem mancha o suor, o sujo, a sujeição; sem cor
O solo agora é; nem mais, solado, o pé o sentira.
E ainda assim a natureza não se curva;
Um límpido frescor do ser das coisas vaza;
E quando a última luz o torvo Oeste turva
Ah, a aurora, ao fim da fímbria oriental, abrasa –
Porque o Espírito Santo sobre a curva
Terra com alma ardente abre ah! a asa alva.
*
Tradução de Augusto de Campos
Fonte dos textos e mais poemas do autor AQUI.
Lanterna externa
Uma lanterna move-se na noite escura,
Que às vezes nos apraz olhar. Quem anda
Ali? – medito. De onde, para onde o manda
Dentro da escuridão essa luz insegura?
Homens passam por mim, cuja beleza pura
Em molde ou mente ou mais um dom maior demanda.
Chovem em nosso ar pesado a sua branda
Luz, até que distância ou morte os desfigura.
Morte ou distância vêm. Por mais que para vê-los
Volteie a vista, é em vão: eu perco o que persigo.
Longe do meu olhar, longe dos meus desvelos
Cristo vela. E o olhar de Cristo, em paz ou perigo,
Os vê, coração quer, amor provê, pé ante pé, com suaves zelos:
Resgate e redenção, primeiro, íntimo e último amigo.
*
Tradução de Augusto de Campos
Tu és de fato justo
Justus quidem tu es, Domine, si disputem tecum: verumtamen justa loquar ad te: Quare via impiorum prosperatur?
Tu és de fato justo, ó Deus, se brigo
Contigo; e é justo, Deus, o que disputo.
Como o ímpio avança, e a frustração é o fruto
De todo empreendimento a que me obrigo?
Fosses o imigo, ó tu, que és meu amigo,
Serias pior, pergunto, mais arguto
Triunfando, baldando? O ébrio e o dissoluto
Mais fazem no ócio que eu, Senhor, que sigo
Por ti. Vê o monte, a mata, que coberta
Densa de rama! Enlaça-a agora o inciso
Cerefólio, olha! e a brisa fresca inquieta-
a; aves constroem -, e eu não, não crio, em crises,
Eunuco do tempo, a arte que desperta.
Me rega, ó Deus de vida, rega as raízes.
*
Tradução de Alípio Correia de Franca Neto
A grandeza de Deus
A grandeza de Deus o mundo inteiro a admira.
Em ouro ou ouropel faísca o seu fulgor;
Grandiosa em cada grão, cada limo em óleo amor-
Tecido. Mas por que não temem sua ira?
Gerações vêm e vão; tudo o que gera, gira
E gora em mercancia; em barro, em borra de labor;
E ao homem mancha o suor, o sujo, a sujeição; sem cor
O solo agora é; nem mais, solado, o pé o sentira.
E ainda assim a natureza não se curva;
Um límpido frescor do ser das coisas vaza;
E quando a última luz o torvo Oeste turva
Ah, a aurora, ao fim da fímbria oriental, abrasa –
Porque o Espírito Santo sobre a curva
Terra com alma ardente abre ah! a asa alva.
*
Tradução de Augusto de Campos
Fonte dos textos e mais poemas do autor AQUI.
Nota do editor: Os leitores que acompanham já de algum tempo este blog, sabem que poucas vezes publicamos textos de autores não-evangélicos. No entanto, quando se faz oportuno, trazemos aqui textos - de caráter cristão - de grandes nomes da Literatura. E com certeza Hopkins é um dos grandes baluartes da poesia de língua inglesa, em todos os tempos.
Marcadores:
Gerard Manley Hopkins,
Poesia Cristã
quinta-feira, maio 28, 2009
Dois poemas do Pr. Brasílio Nunes de Alvarenga
*

A Água e a Vida
I
A água já existia no mundo quando em seu alvorecer;
E foi nas águas que o Espírito divino se pôs a mover.
II
Por ato divino, parte da água ficou agrupada sob uma expansão:
sob a expansão apareceu a terra seca
e ainda numa segunda parte do globo,
ao ajuntamento das águas, Deus chamou mares;
eis os atos divinos com perfeição,
tudo havia sido criado perfeito e bom,
de acordo com a sua infinita razão.
III
O Mestre Divino fez uso santo da água:
– no seu batismo no Rio Jordão;
- para realizar seu primeiro milagre, transformando água em vinho;
– para uso próprio quando disse à mulher samaritana: dá-me de beber!
- na cruz do calvário, quando em agonia disse: “tenho sede!”
IV
Com vigor exerceu seu santo ministério
a realizar a sua missão;
cada dia mais pessoas carentes o procuram,
até formar grande multidão.
V
Jesus não só se compara à água;
Ele é a água da vida
Que mata a sede da alma
E com ele a consciência do maior pecador
se acalma.
VI
Amamos muito o nosso planeta azul
E apelamos para que todos: ricos e pobres,
Sábios e incultos, governantes e governados,
Façam o maior esforço,
Respeitando a natureza e para todo ele seja,
Preservado de norte a sul.
MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO
No tenebroso Gólgota, seu sangue verteu na rude cruz,
Em extrema agonia, nossa redenção obteve Jesus.
Quem, quem suportaria o mínimo da dor que Ele padeceu?
Todavia podemos crer: “Foi por nós que na cruz Jesus sofreu”.
Ao expirar Jesus, do templo rompeu-se o véu,
Sua morte abriu caminho para a vida eterna, no céu.
A ameaça da morte e do tormento do inferno foi vencida,
Pela graça e fé, salvação ao pecador é oferecida.
A Ressurreição de Cristo abalou o império de Satanás,
No céu, glórias e Aleluias, em todo o Universo, plena paz;
E na igreja, cânticos festivos e gratos louvores,
Pois na Ressurreição de Jesus, recebemos o maior dos favores.


A Água e a Vida
I
A água já existia no mundo quando em seu alvorecer;
E foi nas águas que o Espírito divino se pôs a mover.
II
Por ato divino, parte da água ficou agrupada sob uma expansão:
sob a expansão apareceu a terra seca
e ainda numa segunda parte do globo,
ao ajuntamento das águas, Deus chamou mares;
eis os atos divinos com perfeição,
tudo havia sido criado perfeito e bom,
de acordo com a sua infinita razão.
III
O Mestre Divino fez uso santo da água:
– no seu batismo no Rio Jordão;
- para realizar seu primeiro milagre, transformando água em vinho;
– para uso próprio quando disse à mulher samaritana: dá-me de beber!
- na cruz do calvário, quando em agonia disse: “tenho sede!”
IV
Com vigor exerceu seu santo ministério
a realizar a sua missão;
cada dia mais pessoas carentes o procuram,
até formar grande multidão.
V
Jesus não só se compara à água;
Ele é a água da vida
Que mata a sede da alma
E com ele a consciência do maior pecador
se acalma.
VI
Amamos muito o nosso planeta azul
E apelamos para que todos: ricos e pobres,
Sábios e incultos, governantes e governados,
Façam o maior esforço,
Respeitando a natureza e para todo ele seja,
Preservado de norte a sul.
O Rio mais precioso do Universo: “E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” Apocalipse 22.1-2
No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” Apocalipse 22.1-2
MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO
No tenebroso Gólgota, seu sangue verteu na rude cruz,
Em extrema agonia, nossa redenção obteve Jesus.
Quem, quem suportaria o mínimo da dor que Ele padeceu?
Todavia podemos crer: “Foi por nós que na cruz Jesus sofreu”.
Ao expirar Jesus, do templo rompeu-se o véu,
Sua morte abriu caminho para a vida eterna, no céu.
A ameaça da morte e do tormento do inferno foi vencida,
Pela graça e fé, salvação ao pecador é oferecida.
A Ressurreição de Cristo abalou o império de Satanás,
No céu, glórias e Aleluias, em todo o Universo, plena paz;
E na igreja, cânticos festivos e gratos louvores,
Pois na Ressurreição de Jesus, recebemos o maior dos favores.

*O Pr. Brasílio é Pastor Jubilado da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, estando já com 82 anos. É autor do livro O Paraíso Restaurado. Para maiores informações sobre o livro, Clique Aqui.
domingo, maio 24, 2009
Um poema de George Matheson
*

Torna-me Um Cativo Senhor
Torna-me um cativo, Senhor, e então livre eu serei;
Força-me a render a minha espada, e conquistador serei.
Eu me afundo nos temores da vida quando sozinho fico;
Aprisiona-me em Teus braços, e forte será minha mão.
Meu coração é fraco e pobre até que encontra o seu mestre;
Não possui qualquer fonte de ação segura; ele varia com o vento.
Não pode se mover livremente até que Tu forjes seus grilhões;
Escraviza-o com Teu amor inigualável, e imortal ele reinará.
Meu poder é débil e fraco, até que eu aprenda a servir;
Ele carece do fogo necessário para brilhar, e da brisa para revigorar.
Não pode direcionar o mundo até que ele mesmo seja direcionado;
Sua bandeira só pode ser desenrolada quando soprares do céu.
Minha vontade não é minha própria. Até que a tornes Tua;
Se ela atingisse o trono de um monarca, sua coroa teria que resignar.
Em meio à conflitante luta ela só fica firme,
Quando em Teu seio se apóia, e descobre sua vida em Ti.
Fonte: http://www.preciosasemente.com.br/
Saiba mais sobre Matheson Aqui.

Torna-me Um Cativo Senhor
Torna-me um cativo, Senhor, e então livre eu serei;
Força-me a render a minha espada, e conquistador serei.
Eu me afundo nos temores da vida quando sozinho fico;
Aprisiona-me em Teus braços, e forte será minha mão.
Meu coração é fraco e pobre até que encontra o seu mestre;
Não possui qualquer fonte de ação segura; ele varia com o vento.
Não pode se mover livremente até que Tu forjes seus grilhões;
Escraviza-o com Teu amor inigualável, e imortal ele reinará.
Meu poder é débil e fraco, até que eu aprenda a servir;
Ele carece do fogo necessário para brilhar, e da brisa para revigorar.
Não pode direcionar o mundo até que ele mesmo seja direcionado;
Sua bandeira só pode ser desenrolada quando soprares do céu.
Minha vontade não é minha própria. Até que a tornes Tua;
Se ela atingisse o trono de um monarca, sua coroa teria que resignar.
Em meio à conflitante luta ela só fica firme,
Quando em Teu seio se apóia, e descobre sua vida em Ti.
Fonte: http://www.preciosasemente.com.br/
Saiba mais sobre Matheson Aqui.
quinta-feira, maio 21, 2009
Um poema de Ladislau Floriano

APELO DA ALMA
PRA ONDE VAI O TEU CORPO
QUANDO A VIDA SE FINDAR?
ELE ESTARÁ MORTO
MAS DE MIM O QUE SERÁ?
QUEM TE DEU O DIREITO
QUEM DISSE QUE EU ACEITO
VER VOCÊ SE CONDENAR?
TUDO O QUE FIZERES
QUANDO A VIDA AINDA TENS
O RUMO QUE À VIDA DERES
DIZ RESPEITO A MIM TAMBEM
NÃO PERMITO QUE TUA LOUCURA
TRACE MINHA VIDA FUTURA
NUM CONDENADO ALÉM
TEU CORPO VOLTA PRA TERRA
TEU ESPÍRITO VOLTA PRA DEUS
TUA VIDA AQUI SE ENCERRA
E EU?
SEMPRE ESTIVE CONTIGO
NA SEGURANÇA E NOS PERIGOS
DESDE QUE VOCÊ NASCEU
QUEM GEME CONTINUAMENTE
QUANDO BUSCAS O PECADO?
QUEM CHORA AMARGAMENTE
QUANDO BUSCAS O QUE É ERRADO?
QUEM FOI QUE NA HORA CERTA
SEMPRE DEU A TI O ALERTA,
ESTEVE SEMPRE A TEU LADO?
SAIBAS QUE TUA CONCIÊNCIA
TAMBEM FAZ PARTE DE MIM
PORTANTO PEÇO COM URGÊNCIA
A JESUS DIGA HOJE SIM
NÃO CONFIA NA TUA SORTE
NÃO DEIXA QUE TUA MORTE
SEJA REALMENTE O FIM
OLHA, A REALIDADE
É QUE JUNTOS VAMOS ESTAR
PREFIRO A ETERNIDADE
JUNTO A DEUS PRA DESCANSAR.
EU SOU VOCÊ, VOCÊ SOU EU
AMBOS SOMOS DE DEUS
E NO CÉU QUERO MORAR
Ladislau Poeta de Cristo
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sábado, maio 16, 2009
Um poema (cordel) de Roberto Celestino

MOISÉS, O libertador de Israel
I
Em um tempo de angústia
Dias de grande escravidão
O povo de Deus gemia,
Sob uma poderosa mão
Era a mão de um Faraó
Que do povo não tinha dó
E os regia com opressão
II
Na fabricação de tijolos
Trabalhavam dia a dia,
Para construir cidades
E tudo mais que aparecia
Os campos também cultivavam
Pois em tudo trabalhavam
Sob forte tirania
III
Mas o povo foi crescendo
Logo se multiplicava
Os hebreus já eram muitos
Grande espaço ocupava
E por esse crescimento
Despertava um pensamento
E Faraó se preocupava
IV
Temia que os hebreus crescessem
E viessem se rebelar
E assim em tempos de guerra,
Do outro lado fossem lutar
Então a guerra venceriam,
E do Egito sairiam
A escravidão ia acabar
V
Tomou medida extrema
Difícil até de acreditar,
Ordenou as duas parteiras
De nome Sifrá e Puá
De cada parto que fizer
Só viverá se for mulher
Se for homem tem que matar
VI
Enganado pelas parteiras
Seu plano foi frustrado,
Tomou medida mais dura
Tendo ao seu povo ordenado
Aos das hebréias que nascerão
Sendo a criança um varão
No Rio Nilo será jogado
VII
Em meio a tanta matança
Um menino foi poupado,
Sua mãe o escondeu
Por três meses foi entocado
Mas devido ao crescimento
Chegaria o momento
Que facilmente seria achado
VIII
Em um cestinho de junco
Sua mãe o colocou
Descendo a beira do rio
O cestinho lá deixou
Em soluços e pranteando
Sua irmãzinha ficou olhando
Até que alguém o encontrou
IX
Pela filha de faraó
Moisés foi encontrado
Amamentado por sua mãe
Mas no palácio foi criado
Como príncipe ele cresceu
Mas um dia conheceu
O povo do qual foi tirado
X
Ao sair pra ver seu povo
Viu quão grande era o labor
O quanto eram oprimidos
Sentiu de perto a sua dor
Viu um hebreu ser espancado
Não se conteve e muito irado
Assassinou o agressor
XI
Passou a ser fugitivo
Em Midiã foi morar
Conheceu as filhas de Jetro
Com uma veio se casar,
A vida de príncipe deixou
O palácio pelo campo trocou
De ovelhas foi cuidar
XII
Estando ele no Monte Horebe
Onde estava pastoreando
Viu algo estranho acontecendo
Um arbusto se incendiando
Mas o arbusto não queimava
E quanto mais perto chegava
Aquele fogo ia aumentando
XIII
Do meio do fogo uma voz
Começou a lhe falar,
Tira as sandálias dos pés
Santo é esse lugar
Eu Sou Deus e te escolhi
Pois o clamor do povo ouvi
E tu irás os libertar
XIV
Moisés procurou então
Uma desculpa,uma saída,
Dizendo não saber falar
Quis usar justificativa
Deus disse: Pode parar,
Te dei boca pra falar
Não terás alternativa
XV
Junto ao irmão Arão
Com Faraó foram falar
Deus havia prometido
Que com eles iria estar
A Faraó então chegaram
Em nome de Deus falaram
Para o povo libertar.
XVI
O Faraó não fez caso
Daquilo que escutava
Ao invés de soltar o povo
Mais e mais os apertava
Com o coração endurecido
Ao Senhor não deu ouvidos
Sem saber o que o aguardava
XVII
Vieram sobre aquela terra
Grandes males e muitas dores
As dez pragas do Egito
Acompanhadas de horrores
Pra Faraó reconhecer
Que só quem tem todo o poder
É O Senhor dos senhores
XVIII
As águas dos rios viraram sangue
De rãs a terra se encheu
Piolhos sobre homens e animais
Um enxame de moscas apareceu
A peste os rebanhos assolou
Aos animais dos egípcios matou
E dos hebreus nenhum morreu
XIX
Depois vieram feridas
Purulentas e de fedor
Depois uma chuva de pedras
A qual nem árvore deixou
Os gafanhotos apareceram
Rapidamente tudo comeram
E nada verde ali restou
XX
Vieram densas trevas
E nada podiam ver
E por três dias seguidos
Nada puderam fazer
Dessas pragas já chegadas
Nenhuma seria comparada
A que iria acontecer
XXI
A décima praga enviada
Trouxe ao Egito grande dor
A meia noite chegou a morte
Trazendo grande terror
Ao filho mais velho matava
Do rei,do nobre e da escrava
E ouviu-se grande clamor
XXII
Faraó deixou então
O povo com Moisés ir embora
Saíram logo do Egito
Caminharam deserto afora
Mas Faraó arrependido
Tendo o exército reunido
Foi buscá-los sem demora
XXIII
Era imensa a multidão
Que para Sucote subiu
Liderada por Moisés
Que logo um censo pediu
E o número revelado
Mulheres e crianças de lado
Só de homens seiscentos mil
XXIV
E o povo era guiado
Pelo Deus de Israel
De dia por uma nuvem
A noite por fogo no céu
Dia e noite caminhavam
Ansiosos desejavam
A terra que mana leite e mel
XXV
Perseguindo-os Faraó
Encontrou-os junto ao mar
Depois de longa caminhada
Estava o povo a descansar
Ao verem o Faraó temeram
Seus corações se derreteram
E puseram-se a clamar
XXVI
Diante daquela situação
Levantou-se grande temor
E pelo medo que sentiam
Rebelaram-se contra O Senhor
Desejaram ao Egito voltar
Para forçados trabalhar
Desprezando o libertador
XXVII
Moisés fez calar o povo
E pediu sua atenção,
para lhes falar que Deus
Continuava na direção,
Não adiantava murmurar
Pois Deus os ia salvar
Com sua poderosa mão
XXVIII
Deus disse a Moisés,
Por que estás a clamar?
Diga ao povo que marche
E continue a caminhar
E tu não fiques parado
Levanta já o teu cajado
E toca nas águas do mar
XXIX
Ao tocar Moisés nas águas
O mar então se abriu
E diante daquele povo
Um caminho seco surgiu
O povo então se levantou
Por meio do mar atravessou
Coisa igual nunca se viu
XXX
Faraó e seus soldados
Mar adentro também entraram
Para alcançar o povo
O caminho aproveitaram,
Mas quando o povo passou
O mar então se fechou
E os Egípcios se afogaram
XXXI
Ao chegar do outro lado
Moisés então cantou,
Pois a alegria que sentia
Em seu peito transbordou
A Deus então agradecia,
Pois viram naquele dia
Como Deus os libertou
XXXII
Como havia no Egito
Escravidão e muito enfado,
A humanidade está presa
Escravizada no pecado,
Como se tivessem dormindo
Não percebem que estão caindo
No abismo do diabo
XXXIII
Deus então mostrou
Que haveria uma luz
Assim como enviou Moisés
A nós enviou Jesus
Seu Filho eterno e Amado
Pra nos libertar do pecado
Morrendo numa cruz
XXXIV
Depende só de você
Seguir o Libertador
Ou ficar lá no Egito
Onde o pecado é senhor
Como a terra do leite e do mel
Pra nós reservou o céu
Pelo seu eterno amor
XXXV
Esse É o Deus do impossível,
Que por amor abriu o mar,
Realizou este milagre
Para o povo libertar
Liberta você também
Poder pra isso ele tem
É só você o aceitar
*Nota do autor: Este é o primeiro de uma série de folhetos de Literatura de Cordel Evangelístico, cuja finalidade não é promover uma religião, um grupo religioso, ou mesmo quem o escreveu, pois tudo é de Deus, e a Ele entregamos em forma de louvor. O objetivo no entanto, é apresentar de uma forma popular, conhecimentos de algumas passagens da Bíblia, que para muitos é um livro difícil de ser lido. Espero que seja o primeiro passo para que muitas pessoas despertem o interesse pela palavra de Deus, e possam conhecer o amor do Pai, dispensado para a salvação da humanidade.
segunda-feira, maio 11, 2009
Dois poemas de Noélio Duarte

AÇÕES
A vida é tão passageira
- É como uma nuvem ligeira –
Breve, como um sutil piscar...
É um filme com rapidez,
São cenas com nitidez
Que na memória vão ficar!
Para uma vida ser marcante,
É preciso, a cada instante,
Aproveitar bem as situações,
Impregnando-as com o toque
Do afeto, da amizade, do coração,
Da alegria, da sinceridade, da emoção,
Mudando a visão e todo o enfoque...
Portanto,
Faça a sua vida bem marcante,
Torne-a longa, bela, vibrante!
Seja amigável, tenha lealdade
- É o caminho para a felicidade!
Leia mais, isto traz energia:
- É a fonte suprema da sabedoria!
Brinque: é uma atitude terna!
- É o segredo da juventude eterna!
Doe em oculto, não faça escarcéu
- Desprender-se é um dom do céu!
Pense! Isto ajuda a ascender
- É a origem plena do poder!
Ria... Isto acalenta e acalma
- É a música gostosa da alma!
Seja generoso, sem esnobismo...
- A vida é curta demais para o egoísmo!
Trabalhe... Tenha todo o progresso
- Há um preço para todo o sucesso!
Ame a você, aos amigos e aos seus:
- É um grande privilégio dado por Deus!
Ore... Deus existe e Ele não erra:
A oração move os céus
E faz milagres aqui na terra!
SÊ TU UMA BÊNÇÃO
E naquele momento
- momento de decisão –
Havia apenas uma ordem:
“Sai da tua terra,
Deixa a tua casa,
Caminha para um lugar
Que eu te mostrarei...”
Mas onde ir, onde andar?
Qual o caminho seguir?
Em que estrada caminhar?
Mas havia uma promessa:
“Qualquer que for o teu destino,
Qualquer que seja a tua habitação,
- garante o Deus Divino –
Vai, Sê tu uma bênção.”
Bênção... Abençoar quem?
Que poder eu tenho?
Que força eu detenho?
Eu... eu não sou ninguém!
E ainda hoje se escuta
A poderosa voz dizer:
“Vai, sê tu uma bênção,
Abençoa outros no viver!
Levanta, saia do teu lugar,
Dá o primeiro passo
E o cenário vai mudar...
Se não podes ser tão grande
Tua fragilidade vai abençoar...
Se não podes ser estrada,
Sê uma trilha onde a graça,
Alegria, o perdão de Deus passa,
Fazendo a vida abençoada...
Se não podes ser estrela,
Sê então pequena luz
Que rompendo a escuridão
Faça a diferenciação:
Deixe brilhar Jesus!
Se Não podes ser o sol
- esta estrela reluzente –
Sê uma pequena chama,
- chama que oriente e aqueça –
Mas que viva permaneça,
Abençoando a quem clama...
Não, não, para que grandezas?
Reconhece tua estatura...
Começa com coisas pequenas
Devagar, mas mudando a cena
E a grandiosidade surgirá.
Estende o braço para o abraço,
Fala de vida e esperança,
Mostra o amor que alcança
Que resgata do fracasso!
Divide aquilo que tens,
Faze o bem acontecer...
Não é preciso ter bens
Para brilhar no viver!
Divida a tua intercessão.
Mostra toda a atenção,
Mostra também simpatia!
E os milagres surgirão,
Vidas serão transformadas,
Pessoas serão resgatadas
Pela graça do perdão...”
Vai... sê tu uma bênção...
Bênção para Deus,
Bênção para os teus,
Bênção para ti.
E, um dia, além do véu,
Tu ouvirás lá do céu
O Senhor Jesus te falar:
“Bem vindo servo fiel,
Entra, este aqui é teu lugar
- mais que um lugar, um lar –
A tua vida só abençoou,
Desfruta do gozo do teu Senhor,
Na terra dos homens,
Soubeste me amar!”
Para mais poemas do autor, visite a Comunidade dedicada a ele no Orkut, em: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=22533944
quarta-feira, maio 06, 2009
Dois poemas de William Vicente Borges

A POEIRA DE SEUS PÉS
Posso ver a poeira de seus pés
a sair pelas ruas a ajudar quem precisa.
Cada passo teu leva esperança
e um grande abraço de amor.
Andas e leva consigo o bem.
Não espera nada em troca.
Tua alegria é o sorriso daqueles
que são abençoados por você.
Posso ver a poeira de seus pés.
Para aqueles em trevas
levas a luz que recebeste do céu.
Para aqueles com fome
levas o maná da manhã.
Para aqueles que estão nus,
levas as vestimentas coloridas.
Posso ver a poeira de seus pés.
Neles as feridas de quem não pára.
É urgente a necessidade.
E não há quem faça o bem.
A quem quer que encontre
tens as palavras que animam
que levantam aqueles sem ar.
Você é instrumento de Deus.
Posso ver a poeira de seus pés.
Posso vês todo este amor no coração.
E sei que quem cuida de ti,
Tem o poder de te sustentar.
Pois Precisamos muito de você.
Tantos são os que precisam.
Seus pés estão muito empoeirados,
E é assim que eles são lindos.
NO DIVÃ DE DEUS
Sabe doutor Deus, não queria vir aqui hoje
Afinal eu não sou louco, eu só
Estou aqui para deitar e falar, pelo menos
Sei que o Senhor me escuta.
O meu problema é com o passado, eu não consigo
Entender que o passado passou, ele sempre volta
são tantos os fantasmas que vem me atormentar.
Não era assim que eu queria viver. Será que há
Um remédio para as dores emocionais do passado?
Sabe doutor Deus, não queria vir aqui hoje
Afinal eu não sou louco, eu só
Estou aqui para deitar e falar, pelo menos
Sei que o Senhor me escuta.
O meu problema é com o presente, eu não consigo
Entender como posso cometer tantos erros,
são tantos que nem posso te enumerar..
Não era assim que eu queria estar. Será que há
Um remédio para as dores emocionais do presente?
Sabe doutor Deus, não queria vir aqui hoje
Afinal eu não sou louco, eu só
Estou aqui para deitar e falar, pelo menos
Sei que o Senhor me escuta.
O meu problema é com o futuro, eu não consigo
Entender que o futuro ainda aconteceu, ele sempre existe
E nunca se apresenta como bom.
Não era isso que eu queria esperar. Será que há
Um remédio para as dores emocionais do futuro?
Filho, eu não receito remédios, mas os seus
Problemas com o passado, eu quero te dizer
Que eu já esqueci tudo que me contou.
Para os seus problemas com o presente, te digo:
Esta é a sua hora de recomeçar. E quanto aos
Seus problemas com o futuro e só você lembrar
Que ele está em minhas mãos.
Tivestes fé para deitar aqui e me deixar te ouvir
Então tens fé para seguir em frente e viver.
Quanto ao valor da consulta pague com uma
Vida de generosidade e felicidade.
Leia mais textos do autor no Recanto das Letras, clicando aqui.
sexta-feira, maio 01, 2009
Dois poemas de Norma Penido

Ide
Eu disse ide... Há dois mil anos atrás
E outra vez te digo ide! Por que não vais?
Colocas tanta distância entre ti e o campo missionário
Só que maior distância havia entre o céu e o calvário
E mesmo assim eu desci, e ao Gólgota fui conduzido
E por tuas iniqüidades, na rude cruz eu fui moído
Porque achas tão difícil estender a tua mão
E entregar um folheto ao que passa sem salvação?
Veja! As minhas mãos ainda estão marcadas
Eu as estendi, para que fossem na cruz pregadas
Não foram os cravos que as prenderam no madeiro
Mas foi o amor, que senti por ti e pelo mundo inteiro.
Outra vez te digo ide! E por que não vais?
Nos campos ou nas cidades, não te cales mais
Achas incômodo falar de mim aos teus vizinhos?
Maior desconforto, havia naquela coroa de espinhos
E mesmo assim, eu suportei toda a dor calado
Lembrando-me do teu nome e do teu pecado.
E ainda te digo ide! E por que não vais?
Por que te envergonhas por ser um dos tais?
Vergonha era morte de cruz e fui crucificado
Fui ferido, fui cuspido, fui também humilhado
Rodeado por cães, morri entre dois malfeitores
Como indigno entre os homens; Homem de Dores
A vergonha passei, a dor e a morte não existem mais
E hoje outra vez te digo ide! E por que não vais?
Há tantos pecadores que não me conhecem ainda
E se tu fores, certamente abreviarás a minha vinda
Tudo está pronto. Eu já vos preparei um lugar
Ide! Porque a última trombeta não tarda a tocar.
E a porta se fechou...
Senhor, Senhor, abre-nos a porta!
E olhando-nos fixamente Jesus falou:
“Em verdade vos digo que não vos conheço”.
E diante de nós a porta se fechou...
Quanta dor eu pude sentir naquela hora!
Ao ver a porta fechada e eu do lado de fora
Misericórdia! Ainda supliquei em desespero
Mas era tarde para entrar nas bodas do cordeiro
A porta se fechou...Jesus nem sequer me conhecia!
Eu, que em seu nome falava tanto em profecia.
Expulsei demônios, evangelizei, era dizimista fiel
Mas o azeite eu não tinha para entrar no céu.
Ah! Se eu pudesse voltar atrás, tudo seria diferente!
Eu não seria a virgem louca, seria a virgem prudente.
E à meia noite ouvido-se o clamor: Aí vem o esposo!
Pelas portas do céu eu entraria, em teu eterno gozo.
Vigiai! Pois não sabeis o dia nem a hora
Em que o filho do homem há de vir em glória
Ande em santidade, mantendo acesa a sua luz.
Leve consigo o azeite para encontrar com Jesus.
Eu disse ide... Há dois mil anos atrás
E outra vez te digo ide! Por que não vais?
Colocas tanta distância entre ti e o campo missionário
Só que maior distância havia entre o céu e o calvário
E mesmo assim eu desci, e ao Gólgota fui conduzido
E por tuas iniqüidades, na rude cruz eu fui moído
Porque achas tão difícil estender a tua mão
E entregar um folheto ao que passa sem salvação?
Veja! As minhas mãos ainda estão marcadas
Eu as estendi, para que fossem na cruz pregadas
Não foram os cravos que as prenderam no madeiro
Mas foi o amor, que senti por ti e pelo mundo inteiro.
Outra vez te digo ide! E por que não vais?
Nos campos ou nas cidades, não te cales mais
Achas incômodo falar de mim aos teus vizinhos?
Maior desconforto, havia naquela coroa de espinhos
E mesmo assim, eu suportei toda a dor calado
Lembrando-me do teu nome e do teu pecado.
E ainda te digo ide! E por que não vais?
Por que te envergonhas por ser um dos tais?
Vergonha era morte de cruz e fui crucificado
Fui ferido, fui cuspido, fui também humilhado
Rodeado por cães, morri entre dois malfeitores
Como indigno entre os homens; Homem de Dores
A vergonha passei, a dor e a morte não existem mais
E hoje outra vez te digo ide! E por que não vais?
Há tantos pecadores que não me conhecem ainda
E se tu fores, certamente abreviarás a minha vinda
Tudo está pronto. Eu já vos preparei um lugar
Ide! Porque a última trombeta não tarda a tocar.
E a porta se fechou...
Senhor, Senhor, abre-nos a porta!
E olhando-nos fixamente Jesus falou:
“Em verdade vos digo que não vos conheço”.
E diante de nós a porta se fechou...
Quanta dor eu pude sentir naquela hora!
Ao ver a porta fechada e eu do lado de fora
Misericórdia! Ainda supliquei em desespero
Mas era tarde para entrar nas bodas do cordeiro
A porta se fechou...Jesus nem sequer me conhecia!
Eu, que em seu nome falava tanto em profecia.
Expulsei demônios, evangelizei, era dizimista fiel
Mas o azeite eu não tinha para entrar no céu.
Ah! Se eu pudesse voltar atrás, tudo seria diferente!
Eu não seria a virgem louca, seria a virgem prudente.
E à meia noite ouvido-se o clamor: Aí vem o esposo!
Pelas portas do céu eu entraria, em teu eterno gozo.
Vigiai! Pois não sabeis o dia nem a hora
Em que o filho do homem há de vir em glória
Ande em santidade, mantendo acesa a sua luz.
Leve consigo o azeite para encontrar com Jesus.
domingo, abril 26, 2009
EVANGELIZE-ME!
Evangelize-me
Sou mais animal do que gente
Não sou inteligente
Nunca aprendi a ser sábio
Não conheço o Deus Santo.
Quem subiu aos céus e de lá desceu?
Quem controlou o vento em suas mãos?
Quem prendeu as águas com sua veste?
Quem estabeleceu os limites da terra?
Você sabe quem ele é?
Qual é o seu nome?
E o nome de seu filho?
Apresente-me o pai e o filho!
Quem criou Deus?
Onde ele está?
Ele é uma força ou uma pessoa?
De que lado Deus está?
Da justiça ou da injustiça?
Do oprimido ou do opressor?
Deus se escondeu?
Deus abdicou de seu poder?
Deus está morto?
Deus pode acabar com o mal?
Deus pode acabar com o sofrimento?
Deus pode acabar com a morte?
Deus sabe quem eu sou?
Deus me vê?
Deus se interessa por mim?
Quem sou?
De onde venho?
Para onde vou?
Declare-me não-inocente
Derrube por terra minha defesa
Mostre-me minha culpa.
Deus pode me perdoar?
Deus pode me salvar?
Deus pode me transformar?
Conte-me a velha história!
Com pausa e paciência
Pois quero penetrar
A altura do mistério
Que Deus me pode amar!
Conte-me a velha história!
Fale-me com doçura
Do amado Redentor
A mim que tanto sofro
Por ser um pecador!
Conte-me a velha história!
Fale-me sobre o Natal
Sobre a Sexta-feira da Paixão
Sobre o túmulo vazio
Sobre a ascensão de Jesus.
Conte-me a velha história!
Fale-me sobre a parúsia
Sobre a ressurreição dos mortos
Sobre os novos céus e terra
Sobre a plenitude da salvação!
Nota: As três primeiras estrofes são palavras de Agur, retiradas de Provérbios 30.1-4 (NTLH e NVI). A antepenúltima e a que a antecede são versos do hino “A Velha História”.
Fonte: Revista Ultimato
via Mural na Net
Um poema de Florbela Ribeiro A. S.

Há um mar...
Há um mar revolto de dúvidas
que me invadem.
Ondas gigantes onde a incerteza,
o medo e a ansiedade habitam.
Faço projectos para um amanhã
que não sei se virá.
Luto por sonhos impossíveis,
objectivos inatingíveis…
Saberei eu definir o que quero?
Sim!
Só não sei como o atingir.
E é neste balanço da vida
constante e agonizante
que permaneço.
Dói-me o desgaste físico
muito mais o da alma.
Inicia-se um novo dia.
Permaneço aqui, em silêncio,
Escuto a canção do mar,
e respiro a sua fragrância
apenas com o olhar.
Sabes que sou mais pequena
que um grão de areia,
mais transparente
que a gota de orvalho,
e mais frágil que o cristal.
Mas é em ti Senhor,
que busco refúgio, força e paz
a cada novo amanhecer
na procura de respostas
que o amanhã, quem sabe trará!
Visite o blog da autora: http://flor-docearoma.blogspot.com/
terça-feira, abril 21, 2009
Dois poemas de J. T. Parreira

ARTE MUSICAL
Debaixo dos seus dedos a água corre
Pássaros acendem raios
multicolores, sob os dedos de David
Pendem flores da mesa
na presença dos inimigos
e nos lábios os cálices
transbordam
Pastor de cordas no vento
quando os seus dedos tocam
até que à harpa regressem
os silêncios.
PASSAGEM
Dorme o mar nos olhos de Jesus,
uma nuvem
passa o seu volume sobre o lago
e deixa uma sombra no lugar da luz
O vento nos Seus dedos
ainda dorme, a noite
nos sonhos infantis
o silêncio,
mas um trovão se ergue
e de repente um raio risca
um fósforo pelos ares
o mar parte-se como um espelho
do terrível céu
Porém conhece a criadora voz
o arcano das águas
e tudo volta ao que estava
a repousar.
Visite o blog do autor: http://papeisnagaveta.blogspot.com
sexta-feira, abril 17, 2009
Dois poemas de Pedro Marcos P. Lima
POESIA E DEUS
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Evangelho segundo S.João 1.1
l
abrindo a Palavra
penso na inspiração
como semente da oração
nasce da raiz do Espírito
busca da revelada luz
unção
que sai de Deus
vem a mim
e volta a Deus
na passagem
dessa comunicação
aqui voz escrita
do Espírito
que se espalha
palavra
plena constelação
seus pontos de luz
iluminem
um coração aqui
outro aí
eu você javeh
irmanados
no ímã da fé
ll
nessa plantação de palavras
a poesia seja
a semente
de um semeamor
caindo em solo
fé-rtil
gere
futuro
fruto
conforme sua espécie
ministério
sem mistério
é a poesia
essa língua estranha
para a “colheitura”
colheita-leitura
de todos
lll
amém
DIVIDIDA
A D A R I V
V I R A D A
IRRADIA
*
VI A
DA
VI A
DA CRUZ
A
A
MECER
A
VI O
LI VI
REVI
RELI
REVIREI-ME
DEU-SE
*
Nós amamos porque Ele nos amou primeiro

Se pudéssemos encher os mares com tinta,
E os céus fossem feitos de pergaminho,
E cada graveto neste mundo se tornasse uma pena de escritor,
E todo homem, um escriba por profissão,
E escrevêssemos sobre o amor de Deus,
Secaríamos os oceanos;
E os rolos não poderiam conter todas as palavras
Ainda que se estendessem de um extremo ao outro do céu.
Autor anônimo.
Palavras gravadas na parede de um sanatório na Califórnia, em 1917.
Palavras gravadas na parede de um sanatório na Califórnia, em 1917.
Fonte: Revista Mensagem da Cruz , n° 144 (Jan – Mar 2009).
domingo, abril 12, 2009
Três poemas de Nelly Sachs
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TERRA DE ISRAEL
Não cantos de luta vos vou eu cantar
Irmãos, expostos ante as portas do mundo.
Herdeiros dos salvadores da luz, que da areia
arrancaram os raios enterrados
da eternidade.
Que nas mãos seguraram
astros cintilantes como troféus de vitória.
Não canções de luta
vos vou eu cantar
Amados,
só estancar o sangue
e as lágrimas, que gelaram nas câmaras da morte,
degelá-las.
E buscar as lembranças perdidas
que rescendem proféticas através da Terra
e dormem sobre a pedra
em que os canteiros dos sonhos enraízam
e a escada da nostalgia
que ultrapassa a Morte.
VOZ DA TERRA SANTA
Ó MEUS FILHOS
A morte passou pelos vossos corações
Como por uma vinha -
Pintou Israel a vermelho em todas as paredes da Terra.
Para onde há-de ir a pequena santidade
Que ainda mora na minha areia?
Através dos canais da solidão
Falam as vozes dos mortos:
Deponde sobre o campo as armas da vingança
Pra que elas falem baixo -
Pois também o ferro e o trigo são irmãos
No seio da Terra -
Para onde há-de ir a pequena santidade
Que ainda mora na minha areia?
A criança no sono assassinada
Levanta-se; torce pra baixo a árvore dos milénios
E prende a estrela branca anelante
Que outrora se chamou Israel
Na sua coroa.
Reergue-te de novo, diz ela
Pra lá, onde lágrimas significam Eternidade.
Vós que nos desertos
buscais veios de água ocultos -
de dorso curvado
escutais à luz nupcial do Sol -
filhos duma nova solidão com Ele -
As vossas pegadas
calcam a saudade
para os mares de sono -
enquanto o vosso corpo
lança a folha escura de flor da sombra
e em terra de novo sagrada
o diálogo que mede o tempo
entre estrela e estrela começa.
(in Poemas de Nelly Sachs, tradução de Paulo Quintela, Portugália editora, 1967 )
*Nelly Sachs, dramaturga e poeta alemã de origem judaica (10/12/1891 - 12/5/1970). Ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 1966, tem a obra marcada pela experiência nazista (conseguiu mesmo fugir de um campo de concentração), o que a torna uma das mais ardentes porta-vozes do sofrimento e do anseio do povo judeu.
sexta-feira, abril 10, 2009
Um poema do Pr. Altair Germano

Declarações de um Púlpito de Igreja Estressado
Por mim muitos sonham
Por mim muitos desejam
Por mim muitos esperam
por mim muitos brigam
Em mim muitos se realizam
Em mim muitos se vangloriam
Em mim muitos se escondem
Em mim muitos esbravejam
Em mim muitos desabafam
Em mim muitos deliram
Em mim muitos enganam
Sem mim muitos se frustram
Sem mim muitos se entristecem
Sem mim muitos se angustiam
Sem mim muitos se deprimem
Sem mim muitos se desesperam
Sem mim muitos se calam
De ouro, prata, bronze, vidro, acrílico, pedra, madeira, não importa.
Investiram-me de um valor simbólico poderoso.
Dou prestígio, status, projeção, e até enriqueço alguns.
Sou um púlpito de igreja estressado,
cansado da mediocridade de muitos que me usam e abusam.
Visite o blog do autor: http://www.altairgermano.com
domingo, abril 05, 2009
Um poema de Sheila Lacaze Reis
*

Tu és Rei,
E habitas dentro de mim.
Tu és Mestre,
E eu tenho a Sua mente.
Tú és Rico,
E sou herdeiro de Tua herança.
Tú és Amor,
E eu o alvo deste Ministério.
Tú és o Princípio e o Fim,
E a princípio, a morte não chega em mim.
Tú és o Tesouro escondido,
E Te busco com toda intensidade.
Tú és Santo,
E eu me limpo em Tuas vestes.
Tú és a Luz a brilhar,
E posso tranquilamente caminhar.

Tu és Rei,
E habitas dentro de mim.
Tu és Mestre,
E eu tenho a Sua mente.
Tú és Rico,
E sou herdeiro de Tua herança.
Tú és Amor,
E eu o alvo deste Ministério.
Tú és o Princípio e o Fim,
E a princípio, a morte não chega em mim.
Tú és o Tesouro escondido,
E Te busco com toda intensidade.
Tú és Santo,
E eu me limpo em Tuas vestes.
Tú és a Luz a brilhar,
E posso tranquilamente caminhar.
Um poema de Wolô

Adeus heroínas: - Há Deus!
Era a melancolia
Do cotidiano morno,
Que torneava o torno,
Que só se repetia;
E a sede de amor ardia
Até incendiar o forno;
E a aridez era tanta
Que um simples vapor na garganta,
Gerava a miragem feliz
De mil transbordantes cantis.
Veio o degrau do fumo,
Do cotidiano tonto,
Do embalo sempre pronto
Nos becos do consumo,
E o consumidor sem rumo
Voltava pro mesmo ponto;
E a ilusão era tanta
Que a droga tragando a garganta
Soprava a imagem fugaz
De um minutinho de paz.
Veio uma vida tola,
De cotidiano asco,
Pois no pequeno frasco,
No bulbo da papoula,
No tubo daquela ampola
Reinava o seu carrasco,
E a dependência era tanta
Que o mínimo nó na garganta
Forçava na veia as poções,
Cadeias de suas prisões
Veio o inconformismo
Do cotidiano drama,
Atrás a pobre fama,
Na frente só o abismo
No chão movediço a lama,
No interior pessimismo,
E a solidão era tanta
Que o mundo apertando a garganta
Gritava que ele cedeu,
Berrava que ele se deu.
No beco sem saída
Deitou-se a céu aberto,
A morte já por perto,
A vista escurecida,
Mas num lampejo de vida
Olhou para o lado certo,
E a luz do céu era tanta,
Que o gritou jorrou da garganta:
- Senhor, não se esqueça de mim,
- Senhor tenha pena de mim.
O peito arrependido
Tomou a dose certa,
E numa Bíblia aberta
Achou o amor perdido
Pois Cristo Jesus liberta
O coração oprimido
E a libertação é tanta
Que arranca de vez da garganta,
O vício, o resquício, o pó,
O trago, o estrago e o nó.
Pois foi crucificado
O homem sem defeito
Que amava Deus no peito
E o pecador do lado
Que abominava o pecado
– Pecado por nós foi feito –
E a morte na cruz era tanta
Que Cristo o Senhor da garganta,
Doou seu Espírito são,
Semente da ressurreição.
Veio uma vida eterna,
Ressuscitada e nova,
E a cotidiana prova
É essa fonte interna
Na vida que Deus governa
E ternamente renova;
E a transformação é tanta
Que o próprio Senhor na garganta
Transborda a mensagem da cruz,
Convida a beber de Jesus.
Wolô
via blog Cidadania Evangélica
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