domingo, novembro 26, 2006

Um poema de José Britto Barros

PRELÚDIO

Memórias...
Será que acaso não cantei-as nunca?
Será que acaso as olvidei, e só?
Pois bem,
Irei fazê-las ressurgir do pó!

Memórias...
Quem deve ser o herói dos versos meus?
Quem decantar eu devo, à viva voz?
São tantos...sim, há nobres e plebeus...

Memórias...de que vulto hei de ocupar-me?
Mulheres há que foram valorosas,
E outras há que foram lindas rosas...

Mas, afinal, que devo eu decantar?
Será um império de infernal poder?
Será um povo, uma nação, um ser?
Qual o tema em que devo me ocupar?

Memórias...sim, já escolhi ao certo!
Não um reino qualquer, de longe ou perto,
Mas um reino que nunca findará!
Ou melhor,
Aquele Rei supremo e poderoso,
O Nazareno terno e generoso,
Cuja influência nunca passará!

Memórias tuas, desde a estrebaria
Até tua volta em fulgurante dia!
Nazareno Jesus, teus feitos digo
Porque o mundo sem ti sofre perigo!

Nazareno Jesus, eu te decanto
Porque do peito meu tiraste o pranto!
Nazareno Jesus, eu te enalteço
Porque da Redenção pagaste o preço!

Nazareno Jesus, oh! eu quisera
Cantar neste poema a primavera
Que a luz do teu amor veio trazer!
Primavera de flores eternais,
Primavera de encantos divinais,
Que findam desta vida o vil sofrer!

Nazareno Jesus, tu és doçura,
Nazareno Jesus, tu és ternura
Para um qualquer que venha a te aceitar!
Tua vida inteira foi um benefício
E mesmo em dores do mortal suplício
Teu perdão nos quiseste oferendar!

Aceita o meu rimar, são teus meus cantos,
Os versos declamados mesmo em prantos
Escritos para ti com devoção,
São vibrações desta alma agradecida,
Por ter em ti a exuberante vida.

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