terça-feira, junho 29, 2010

Dois poemas de Fernanda Guimarães

*


Minha Fórmula de Adoração

Devemos fazer sim daquela canção uma oração
Falando a verdade, gosto de fazer da oração uma canção
Cada um se expressa de uma forma
E ele aceita todas elas
Esse é meu jeito de mostrar a mulher
A mulher que sou, o ninguém que sou
Diante do tudo, nada sou
No passado até já fui escrava
A minha Lei Áurea foi espada e a morte de alguém
Que por todos se deu
Até pelo Zé ninguém sofreu
Hoje Zé é servo, filho e noivo
Alguém lhe deu valor
Alguém lhe deu amor
E por isso hoje eu canto
E por isso hoje eu oro
E por isso hoje eu adoro



Só pra Você, Amigo

Acordei sem querer levantar
Tanto tempo sem lutar, tanto tempo sem querer
Te busco e te encontro, mas esse ‘parece’ não ser meu maior prazer
Peço perdão pela sinceridade
Quero mudar isso. De verdade!
Não é uma dor sufocante. Não é uma depressão
Mas é algo que mata aos poucos. Ilusão? Não.
Eu me alegro quando estou contigo, meu amigo
Sério. Não me arrependo de te ter, tanto que é isso que quero: você
Mesmo que nas palavras soltas do diálogo contigo pareça hipocrisia
Quando digo que quero ter o seu coração, não é por pura emoção
Nós vivemos de mudanças, e eu estou com minha mala pronta
Quero me mudar para os teus braços, Jesus

Visite o blog da autora:  http://www.faguimaraes.blogspot.com/

quinta-feira, junho 24, 2010

Três poemas de Luciano Motta

*

 Perto da Meia-Noite

Perto da meia-noite.
Cela sombria, suja, abafada.
Cárcere interior.
Dois homens.
Rasgados.
Inchados.
Latejantes.
Marcas profundas.
Varadas nas costas.
Feridas abertas.
Vergões.
Insetos.
Incômodos.
Espasmos.
Pés encerrados no tronco.
Bocas salgadas, empapadas.
Suor que arde os roxidões.
Estômagos desidratados, apertados, retorcidos.

Quase meia-noite.
Olhares se entrecruzam, se fecham, se elevam.
Sons da alma, canção de amor.
Dois adoradores.
Rasgados de si mesmos.
Inchados de paixão.
Latejantes de motivação.
Suplantam as dores.
Vencem os odores.
Emudecem o lamento.
Superam o momento.
Sobem aos céus e perfumam a Sala do Trono.

Não é mais meia-noite.
Amor extraordinário, Ágape, sobrenatural.
Explosão invisível.
Graça.
Compaixão.
Treme a terra.
Move o cárcere.
Abre as portas.
Despedaça a prisão.
Acalma o desesperado.
Salva o perdido.




(des)matar

machados
demais
cruzes
de menos


altares sem
lenha
fogo
virtual


arca
de papel
no dilúvio
das últimas horas



 AC/DC

Chronos se dividiu
Antes de Cristo
Depois de Cristo


Kairós apenas sorriu
Antes de Cristo em mim
Depois de Cristo em mim


Visite o blog do autor: http://versarviver.wordpress.com/

quarta-feira, junho 23, 2010

Concurso de Poesias no Centro Cultural da Bíblia

*
Como parte das comemorações do 62º aniversário da SBB, o Centro Cultural da Bíblia (CCB), no centro do Rio de Janeiro (RJ), promoverá em 10 de setembro seu I Concurso de Poesias. O evento, além de ser oportunidade aos novos talentos poéticos para apresentarem suas composições, também homenageará o conhecido poeta e pastor presbiteriano, Thiago Rocha.
Sob o tema “A Bíblia e a Natureza – Falando de Deus com Arte”, o concurso terá uma mesa julgadora composta por integrantes da Academia Evangélica de Letras do Brasil. As poesias apresentadas serão avaliadas sob os seguintes critérios: objetividade, fidelidade ao tema, estética e clareza de linguagem. Os 20 melhores textos serão publicados numa edição especial, juntamente com as obras do poeta Thiago Rocha. Já as cinco poesias mais bem avaliadas terão premiação especial.

No site da SBB , saiba como participar. A inscrição é gratuita! 
 

domingo, junho 20, 2010

VOZES CELESTIAIS DA POESIA CRISTÃ DE LÍNGUA PORTUGUESA I - Jefferson Magno Costa

*

Jefferson Magno Costa

CANTO SOBRE AS ÁGUAS DA ILHA
José Santiago Naud

 

Eu, poeta, profeta, biógrafo de Jesus Cristo,
João,
Quero dizer aos homens
Como o mar se espraia na ilha,
E é linda a moldura do céu sobre os rochedos.

Eu, solitário, homem hebreu, peregrino,
Boanerges,
Quero contar às mulheres
Como o trovão é doce,
E é delícia o caminho que o raio traça nos céus.


Eu, habitante de Patmos, homem ancião, vidente,
Apóstolo,
Quero suplicar às crianças
Como as crianças são,
E pedir-lhes a conservação de sua humildade sem véus.


Eu que sou todos, dentro do amor que sofro,
E sou sábio, sob a luz do Paracleto,
E sou santo, pelo sangue de Cristo,
Quero dizer que não vos desespereis,
Homens de rede sem peixe,
E que compreendais o vento,
navegantes sem rumo,
E que vos perdoo doentes,
ao me arrancardes da ilha,
Para que gema convosco.


Eu, João Boanerges Apóstolo, biógrafo
de Jesus Cristo.



CANTARES VII
(Filha do Rei)
Joanyr de Oliveira


Os teus passos, filha do Rei,
acariciam a face translúcida
do dia; os caminhos, os campos.



Teu andar se harmoniza
com o mar e os pássaros,
em louvações perfeitas.

O imaculado corpo, teu corpo,
Estende-se ao longo da paisagem,
bendizendo os ofícios do Sol.


Nas têmporas do monte,
teus olhos equilibram as águas
construídas em meigo azul.


Ramos ataviam as alturas.
A cabeça nívea, serena.
A cabeleira flutuante no tempo.

O esquio porte, de palmeira.
Espargem teus cachos na Terra
taças de unções indizíveis.

Tens aroma – que estremecem e inebriam
as várias colunas da noite,
porque beijas o soluço e a dor

e os transmudas em flores.
Bem-aventurados teus filhos,
ó vero amor de delícias!

Sobre as piscinas de Hesbom,
deslizando as saudades antigas,
mosto de romãs, perfumes.

Bem-aventuradas tuas sandálias
sob a altiva torre do Líbano
e as frontes iluminadas do Eterno!


    No dia em que o primeiro homem ergueu o seu olhar para o céu e entoou um hino de louvor e agradecimento a Deus, nasceu a Poesia Religiosa. Era a mais bela e sublime poesia jamais brotada de lábios humanos. Depois Abel ofereceu a Deus as primícias dos seus rebanhos, acompanhadas de orações tão puras quanto o seu coração; os patriarcas registraram o relato de suas grandiosas peregrinações, os cânticos de Moisés e os Salmos de Davi foram ouvidos, e a harpa sagrada dos profetas ressoou, revelando os desígnios de Deus e inundando de beleza e majestade as páginas da Bíblia.
    Trazer uma mensagem nova (as Boas Novas) em linguagem contemporânea sem perder, contudo, o tom grandioso, inspirado e ungido dos poetas bíblicos, deve ser o objetivo de todos os que almejam propagar e enaltecer o nome de Cristo através da poesia evangélica.
    Os poetas evangélicos José Santiago Naud e Joanyr de Oliveira conseguiram alcançar em seus poemas um alto nível técnico e inspiracional.
    Há no poema de José Santiago Naud, Canto sobre as águas da ilha, uma tonalidade de céu e mar, uma amplitude e um ritmo que o aproxima da grandiosidade de muitas passagens bíblicas - aquele mesmo tom majestoso e grandiloquente que caracterizou o estilo do profeta Isaías e do apóstolo João.
    Há no poema de Joanyr de Oliveira, Filha do Rei, uma cadência suave, um fluir musical que nos faz lembrar o próprio caminhar leve e majestoso de princesa. Joanyr debruçou-se sobre a mesma fonte lírica (as pessoas, os costumes e a geografia da Palestina) de onde Salomão retirou os substratos para escrever o livro de Cantares (o  Cântico dos Cânticos).
    Mar, pássaros e campos se entremesclam com palmeiras, sandálias, piscinas de Hesbom e torres do Líbano. Joanyr (o meu grande amigo e confrade Joanyr, ex-companheiro de trabalho e um dos nossos maiores modelos de poeta exímio, que em dezembro último
partiu para encontrar-se e viver eternamente na companhia do Rei dos reis, e a quem estou devendo uma crônica neste blog) alcança uma plenitude lírica que o aproxima do gigantesco e universal poeta chileno Pablo Neruda, um dos cinco maiores poetas modernos da América Latina.
    No seu poema O Cântico Repartido (como em grande parte de sua vasta obra poética), Neruda usa elementos líricos extraídos da geografia de seu país. Eis um pequeno trecho do seu poema como exemplo:


Entre a cordilheira
e o mar do Chile
escrevo.

A cordilheira branca.
O mar cor de selva.

Regressei de minhas viagens com novos orvalhos.
E o vento.
Hoje entre mar e neve
e terra minha
eu depus os dons
que recolhi no mundo.

Eu regressei repleto
de uvas e cereais.

 

    Que os poetas evangélicos da atualidade acumulem uma atenta e vasta leitura das obras dos grandes poetas da língua portuguesa e de outras línguas, nomes que encabeçam as diversas listas de autores das literaturas antigas e modernas. 
    Que os poetas evangélicos não escrevam os seus poemas tão-somente impulsionados pela inspiração. Que sejam artesãos da palavra, operários habilidosos no difícil ofício de escrever poemas. Que conheçam e façam uso dos diversos recursos técnicos com os quais podem aprimorar suas composições.  
    Que sejam dotados de uma ampla perspectiva temático-poética, para que possam expressar poeticamente os temas de interesse do povo evangélico (fé, amor, gratidão a Deus, desafios existenciais, atitude diante da morte, esperança de vida eterna, e outros), e não meros poetas voltados para si mesmos, que só sabem expressar mediocremente suas frustrações, mágoas, dor de cotovelo. 
    Que tenham consciência de que escrever poemas é uma arte, e ser verdadeiramente um poeta evangélico é uma honra, um imenso compromisso assumido diante de Deus. Um ministério. 
    Portanto, meu conselho aos poetas evangélicos da atualidade é que não escrevam seus poemas confiantes e tão-somente movidos pela inspiração. Pois o produto final desta não passa, muitas vezes, de um atestado de incultura.

Jefferson Magno Costa
Visite o blog do autor:  http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com/
 

quinta-feira, junho 17, 2010

Um poema de S. B. Kauer

*
 
Mais Impressionante

Mais impressionante que o dia
em que Deus separou as águas do Mar Vermelho
foi o dia em que removeu a separação em mim e Ele.

Mais impressionante que os pães multiplicados
Foi suscitar filhos onde só existiam inimigos.

Mais impressionante do que o dia em que a Terra parou
Foi o dia em que a morte me deixou.

Mais impressionante que o dia em que o surdo ouviu
Foi o dia em que Ele me chamou.

Mais impressionante que o dia de Sua ressurreição
Foi o dia em que decidiu morrer por mim.

Mais impressionante do que Jesus descer a Terra
é que agora eu posso subir ao céu.

Visite o blog do autor:  http://newsbkauer.blogspot.com

domingo, junho 13, 2010

Um poema de Alex Lira

 *

Regresso

Num instante, fantasias,
Cores, sonhos, prazer, festa.
Passou, como nuvens desmanteladas pelo vento.
Foi-se minha alegria,
Amigos, farras, folia.
O que sobrou? apenas lamentos.
Há um silêncio absoluto em meu ser.
Até a lembrança mais tênue me faz despertar.
Acordo. Caio em mim.
Mas, desta vez, o “cair” me levanta.
Decido. Só existe uma maneira de prosseguir: voltando.
Ensaio desculpas, algo que me faça parecer menos tolo.
Cabisbaixo, porém resoluto,
Faço o caminho de volta,
Por estradas que para mim são velhas conhecidas.
Temo. Tremo.
Não ouso fazer afirmações sobre o futuro.
Quando mais me aproximo sinto vergonha do que me tornei;
Sou apenas uma sombra pálida do homem arrogante no dia da partida.
Estou próximo, aumenta a certeza de que nunca deveria ter partido.
Parti teu coração.
Perdi-me, quando queria me encontrar.
Encontrei-me ao perceber o quanto estava perdido.
Os perfumes da tua casa me inundam com lembranças,
Retratos olfativos de um tempo em que a felicidade morava comigo,
Apesar de ser uma ilustre desconhecida para mim.
Meu coração acelera, minhas pernas trêmulas e cansadas anseiam por chegar.
Quando percebo, antes que qualquer frase me salte da boca,
Teu abraço, que me cala a voz,
Aquece a minha alma, e te ouço sussurar:
- Tu és meu filho amado !

Visite o blog do autor:  http://puroesimples.blogspot.com

sábado, junho 12, 2010

Um poema de Myrtes Mathias para o Dia dos Namorados

*

Bom dia amor!


Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu!
Ciumenta, exigente, insegura, carente,
toda cheia de marcas que a vida deixou:
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor!


Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!


Fonte: http://www.batistadobraga.org.br

terça-feira, junho 08, 2010

Dois poemas do Pr. Josué Gonçalves

*

Bendito Pão

Ao cair em mim, lembrei-me
De onde saí e de onde eu vim.
Sobrava pão, a fome logo ia embora.
Todos nutridos e bem servidos diziam:
Que homem bom é o nosso senhor!

Bendito pão, bendito patrão.
Por ser generoso tem provisão.
Não falta, até sobra...
Este é o segredo da multiplicação!

Na minha mesa sobrava.
O pão não era problema.
Hoje a fome me devora.
Falta pão, meu estômago chora!

Não tenho outra saída:
Voltar é a melhor escolha.

Tomei o caminho de volta,
Cheguei à casa do pão.
A mesa foi preparada.
Que bom estar onde tem coração!
Pão de trigo. Pão de amor,
Pão de carinho...
Pão de um pai que deixa o filho que saiu,
Voltar para o seu ninho!



Radiografia da Alma

Cheguei agora do campo.
Ainda não entrei;
A casa está cheia,
O clima é de festa.
Minh’alma vazia,
Sem brilho, sem graça, dizia:

Que música é essa?
Teu irmão voltou!

Todos celebram;
A minh’alma chora.
A inveja se apresenta, e me diz:
Chegou a tua vez; vai embora.

Atrás de mim, logo percebo
A presença daquele que me gerou.
Há um brilho em seus olhos,
Enquanto minh’alma reclama,
A dele festeja, canta e, de alegria, chora.

Vamos, meu filho.
A festa reclama sua presença.
Vença a mesquinhez,
Pise no orgulho,
Despreze a inveja,
Deixa a luz entrar em tua alma.
É tempo de alegria, júbilo e festa.

Não sei se entro ou vou embora.
Perdi o rumo, estou sem graça.
Sei que preciso entrar,
Mas não consigo aceitar.
A festa não é minha.
Eu prefiro aqui fora esperar.

Filho, tudo o que é meu lhe pertence.
Entrar ou não, você decide.
Se escolher aqui fora ficar,
Uma marca você vai deixar.

“Quem não vence a inveja,
Torna-se um escravo da mediocridade!”

Extraídos do livro “Poderia me vingar, preferi abraçar”, Pr. Josué Gonçalves, Editora Mensagem para todos

Via site da Igreja Batista do Braga

sexta-feira, junho 04, 2010

Um poema de Lusimar Maria de Biasi

*

O Poeta Cristão

O poeta chora e se magoa
Pensa, reflete, não fala à toa
Fica sério, sorri - ele é feliz
Penetra no mais fundo mistério
É inteligente, vive o que diz

Às vezes sente-se infeliz
Mas volta o seu coração
Para a Fonte do perdão
Esse é o poeta cristão

Pensa no que fez Deus
Colhe tudo que aprendeu
Sobre a vida, sabe amar
No oceano do espírito
Fica a meditar

O poeta é sincero
Fala do que sente no viver
Sofre com seu próximo
Sem pensar, em nada receber

Fica pensativo quando deita
E quando acordado.
Não revida ao que sente
É compassivo e persistente
Em sentir e falar dos sentimentos
O poeta é assim: não pode odiar
Dar sempre, um sorriso um olhar

Ama o dom que Deus lhe deu
É como correntes de águas
A fluir do íntimo seu

O poeta é como um leão.
Busca a poesia debaixo do chão
No céu, no mar, na criança a sorrir
No velhinho sentado no banco da praça
Medita e vê tudo que se passa...

A brisa, a lembrança da mocidade
O poeta é gente
Ele sente saudade também
Tem na mente o alguém
Que o fez cheio de melancolia
Ele tem no íntimo agonia

Mas é forte, lembra do seu Criador
E sabe que nele Deus pensou
E tem um dom sublime
Ele tem uma forte sensação
É o presente o passado e o futuro
Enfim o poeta nasceu
Para viver... morrer
E renascer na eternidade!

terça-feira, junho 01, 2010

Um ensaio sobre o Silêncio Poético


Ensaio sobre o Silêncio Poiético, de J.T.Parreira

Uma só palavra pode trazer ao poema a força que se pretende lograr, por vezes, com dois ou três versos, frequentemente salva mesmo o poema do pastiche ou déjà vú. A palavra certa, que corresponde psicologicamente, e semanticamente sobretudo, ao que o poeta quer dizer. Todo o poema se sente nessa palavra, numa palavra média, como tal no exemplo seguinte:

“Ao longe com o vestido como sombra / passava, carregada de mágoa / (...) pendurada / no cântaro passava. // É a mulher samaritana / que vai ao poço de Jacob / buscar o silêncio da água.” (poema A Samaritana)

Clique aqui para ler na íntegra no blog Poeta Salutor
 

sábado, maio 29, 2010

Um poema de William Vicente Borges

*

DEUS SABE A HORA

Deus sabe a hora de dizer SIM
e então sentimos a brisa da sua compreensão

Deus sabe a hora de dizer NÃO
e sentimos a fragrânccia da sua sabedoria

Deus sabe a hora de dizer BASTA
e todas as nossas dores se vão

Deus sabe a hora de dizer AGORA
e nossos joelhos se dobram em gratidão

Deus sabe a hora de dizer CALMA
e nossos medos são jogados ao chão

Deus sabe a hora de dizer MUDA
e nossa alma segue outra direção

Deus sabe a hora de dizer NÃO TEMAS
e sentimos o poder de suas mãos

Deus sabe a hora de dizer EU TE AMO
e se prestarmos a atenção veremos
que o diz a toda hora!

segunda-feira, maio 24, 2010

Dois poemas de Diogo Sanches

*

Ligado na Videira

É outono nos corações
As folhas caem
E o tempo de outrora,
A beleza das rosas,
Desbotou sem pedir licença

O choro de nanquim deixa rastros
Feridas que tatuam o viver
Pois é o vácuo o maior destruidor
No império do vazio não há Água, há tormenta

Mas as lágrimas a escorrer
Vêm regar o deserto da dor
E onde a esperança ressecou
Brota a semente do amor

E o ramo permanece...
É perene, não perece
Sua glória aparece
Quando o teimoso da aridez
Este cavaleiro sem finesse
Prova que sem espada pode até haver guerra,
Mas sem outono não existe primavera.


Do galho da esterilidade surge a flor,
Ligado na Videira sou um com o meu Senhor



O amor é...

Cela que aprisiona o vazio,
É o calor que congela todo o frio
Soldado da guerra da renúncia
Sombra que persegue o perdão
Palhaço que desarma a bagunça
O espinho que arranha a maldade
Vício no prazer da liberdade
Espelho que emagrece todo ego...

Pétala rebelde no outono
Primavera que se humilha ao deserto
Sol do meio-dia no verão
Mãe que se atira no inverno
Maestro do concerto da espera...
Vaidade que se orgulha da impotência
Caravela que descobre a inocência
Dor na cruz por quem não merecia...


Visite o blog do autor:  http://notasepoesias.blogspot.com/

sexta-feira, maio 21, 2010

SBB promove Concurso de contos e poesias sobre a história das Sociedades Bíblicas no mundo

*
  A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lança neste mês de maio o Concurso Literário "A História de Mary Jones - O início do movimento das Sociedades Bíblicas", com o objetivo de destacar a vida da jovem galesa que, no século XVIII, inspirou a criação da aliança mundial de organizações de difusão da Bíblia Sagrada. As inscrições estão abertas até o dia 20/8 e os deficientes visuais também podem participar, pois há material específico para eles e um dos objetivos da iniciativa é incentivar a escrita e leitura em braile, além de fomentar a criatividade de todos. A cerimônia de premiação está prevista para o dia 25 de setembro, no Museu da Bíblia, em Barueri (SP). O regulamento completo está no site da SBB.
  
   Para participar, o autor deve ter como texto base o livro "A História de Mary Jones - O Início do movimento das Sociedades Bíblicas", que pode ser adquirido gratuitamente na SBB. O Concurso terá duas categorias: autores com idade igual ou superior a 15 anos e autores com idade de até 14 anos completos (na data da inscrição).
  
   Pessoas com deficiência visual devem se cadastrar no programa “A Bíblia para pessoas com deficiência”, da Sociedade Bíblica do Brasil, por meio do site www.sbb.org.br ou entrar em contato pelo 0800-727-8888. Os demais também podem entrar em contato pelo mesmo telefone. Os inscritos receberão a obra em braile ou impressa em tinta. As inscrições também podem ser feitas pessoalmente ou por correio (endereços no site).
  
   Um pouco da história da jovem Mary Jones
  
   Foi o sonho e a perseverança de Mary Jones – uma menina de apenas 9 anos que lutou para conseguir um exemplar da Bíblia – que lançou, há 200 anos, a semente responsável pelo surgimento da primeira Sociedade Bíblica do mundo. Nascida no País de Gales, no século XVIII, a menina de família pobre viveu em uma época em que os livros – particularmente a Bíblia – eram difíceis de serem encontrados e muito caros.
  
   Disposta a qualquer sacrifício, Mary Jones trabalhou duro, economizou dinheiro por seis anos e ainda fez uma exaustiva viagem a pé de quase 40 quilômetros para atingir a sua meta. Sensibilizado com a experiência da menina, um grupo de cristãos ingleses decidiu fazer algo de concreto para tornar a Bíblia acessível a todos os povos. Assim, em 1804, na Inglaterra, foi fundada a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, dando origem a uma obra que se ampliou e ganhou alcance mundial.
  
   A SBB faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma aliança mundial fundada em 1946 com o objetivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua. As SBU congregam 145 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.

Para maiores informações sobre o Concurso, Clique Aqui.

Fonte: Agência Soma

segunda-feira, maio 17, 2010

Dois textos do Pr. Pablo Massolar

*


Entendi...


Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens...
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...

Entendi que para cantar, não precisa ser afinado...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...

Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...

Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...

Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...

Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...

Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...

Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também...
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...

Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...


Pai Nosso Estendido

Pai nosso que estás no céu, sim! Deus todo-poderoso, criador de todas as coisas, a quem temos a aconchegante liberdade para chamar de paizinho e amigo.

Santificado seja o teu nome, porque apesar da tua infinita e incompreendida graça sobre minha vida, mesmo assim, ainda não sou digno de, abaixando-me, desatar-lhe as sandálias dos pés.

Venha a nós o teu Reino de justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Seja feita a tua vontade na terra, na mesma forma e autoridade como ela é feita e praticada nos céus. Porque nem a morte, nem os anjos, nem os principados, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem as coisas do presente ou do porvir podem resistir ao amor, à justiça e ao bem do teu querer.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje, porque basta a cada dia a sua própria luta, o seu cansaço. E o amanhã, de fato, só pertence a ti. Portanto dá-nos nosso sustento com a medida certa do hoje, do agora, para que amanhã nos venha um novo pão, o pão do tempo certo.

Perdoa as nossas dívidas, assim como temos perdoado a quem nos tem ofendido, com a mesma intensidade que deixamos de julgar e tentar exercer justiça própria para com os nossos inimigos. Com a mesma disposição de não imputar culpa contra aqueles que nos magoaram ou esbofetearam a face. Sim! Podes esquecer de nossos pecados com a mesma voracidade com que esquecemos das injustiças que sofremos incontáveis vezes através dos que nos odeiam e querem nosso mal.

Não nos deixe cair em tentação, porque se andarmos sozinhos, através de nossas próprias vontades, certamente percorreremos os caminhos da morte e da destruição não só nossa, mas de todos os que amamos e nos rodeiam.

Mas livrai-nos do mal, como a ursa defende seus filhotinhos com a própria vida e força.

Porque teu é o Reino, nossas decisões, o Poder, nossas ações, a Glória e nosso louvor pelos séculos dos séculos e de eternidade a eternidade.

Amém! Assim seja com verdade!

Visite o blog do autor:  http://ovelhamagra.blogspot.com

quinta-feira, maio 13, 2010

Um poema de Heldai Lemos Ferreira

*

Na contra-mão do amor

Vivemos hoje num mundo globalizado.
Onde a distância, praticamente, não existe.
Todo mundo on-line o tempo todo.
Era pra ser motivo de alegria... mas é triste.

Tanta tecnologia, tanto conhecimento,
Tanto luxo, tanta facilidade.
Serão mesmo assim tão boas
Ou é tudo vaidade?

Tantos procedimentos, tantas normas.
Qualidade total é o mandamento,
Trabalho, trabalho, trabalho.
E a vida passa num só momento.

Tudo tão rápido e assim... Tão perto.
Ao mesmo tempo longe e tão devagar.
Isso é tão confuso, tão incerto,
Onde será que vamos parar?

Enquanto tudo parece mais perto,
Os filhos vão-se afastando dos pais
O futuro fica cada vez mais incerto.
Marido e mulher já não o são mais.

E todo o mundo fica muito impessoal,
Sem compromisso, sem afeto algum.
Mas nosso Deus é fiel e tão pessoal
Que quer salvar-nos um a um.

Precisamos levar ao mundo
As boas novas do Nosso Senhor.
Pois não podemos mais viver,
Na contra-mão do amor.

sexta-feira, maio 07, 2010

Antologia de Poesia Missionária

*
 

Amados irmãos, é com grande alegria que apresentamos e disponibilizamos para download gratuito o livro eletrônico Antologia de Poesia Missionária.

A obra, organizada por Sammis Reachers, editor dos blogs Poesia Evangélica e Veredas Missionárias (entre outros), reúne belíssimos poemas de, sobre e para Missões, da lavra de diversos poetas evangélicos. O livro (de 108 págs. em formato PDF) traz ainda, como Apêndice, uma seleção de frases sobre Missões e Evangelismo.

Além de ser um subsídio devocional para edificação de toda a igreja, o livro objetiva ser uma ferramenta de auxílio a promotores de missões, pastores e missionários de todas as denominações, com poemas para serem declamados em cultos e eventos missionários, e publicados em sites, blogs, jornais e informativos de igrejas, missões e etc.

Baixe gratuitamente o livro, leia e compartilhe com seus irmãos. O livro não pode ser vendido, mas você pode redistribuí-lo eletronicamente, ou imprimi-lo para uso próprio ou distribuição a interessados.

E mais: Se você possui blog ou site, ou é responsável por site institucional (de Igrejas, Missões, Agências Missionárias, Ongs, etc.), convido-lhe a disponibilizar este livro a partir do mesmo, ajudando a promover o amor pela obra missionária, e edificando seus leitores. Não é preciso autorização prévia para isso, nem é necessário me comunicar.

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Que o Senhor nosso Deus lhe abençoe, e una-nos cada vez mais no objetivo de alcançar os inalcançados, estejam eles próximos ou distantes.

Um fraterno abraço de seu irmão e conservo Sammis Reachers

quinta-feira, maio 06, 2010

Mãe - Um poema de Edson Márcio dos Santos

*


Mãe

Quando olho para trás e vejo que o tempo passou,
Agradeço a Deus a mãe que me presenteou.
Com ela, momentos de luta, peleja e sofridão,
Fizeram de mim um verdadeiro cristão.

Vejo as mãos de Deus nos momentos sombrios,
Momentos de calor e frio,
Ajudando uma pobre mãe a cuidar de seu filho,
Sem fazer qualquer distinção.

Olho para trás e vejo a caminhada longa percorrida,
Me fazendo lembrar dos pratos quase vazios,
No momento do almoço e jantar,
Só não lembro de lágrimas derramadas, desesperadas...

Mãe de fé, mãe de luta, mãe coragem,
É o exemplo que tenho de minha mãe,
Vencendo barreiras e ultrapassando limites
Acreditem! Essa é minha mãe!

Sei o quanto foi difícil me educar,
Tendo ainda que cuidar do lar.
Responsabilidade de mulher, todos sabem como é...

Aprendi uma grande lição,
Desta mãe de grande coração.
A vida tem suas dificuldades, mas quando se é mãe,
A força brota como uma nascente,
Pelo filho que Deus deu como presente.

quarta-feira, maio 05, 2010

Dia das Mães: Dois poemas de Norma Penido



Mãe
Mãe, eu não sabia que eras tão linda
Até que amamentaste junto à janela
O amor que fluías te deixava ainda
Mais graciosa e muito mais bela.

Mãe, eu não sabia que eras tão doce
Até que teu filho, ensaiou o primeiro passo
Abraçaste-o com ternura como se possível fosse
Tanto amor ser contido num abraço.

Mãe, eu não sabia que eras tão zelosa
Até que teu filho, para a escola caminhou
De mãos dadas pelas ruas, seguias orgulhosa
Limpo e bem cuidado, tua herança do Senhor.

Mãe, eu não sabia que eras tão sábia
Até que teu filho se tornou adolescente
Cercado pelas dúvidas, tu abrias a palavra
E de Deus buscavas a resposta coerente.

Mãe, eu não sabia que eras tão solidária
Até que teu filho, sentiu a primeira decepção
Outra vez no colo enxugaste suas lágrimas
E o fizeste dormir com uma linda canção.

Mãe, eu não sabia que eras tão santa
Até que teu filho, por este mundo afora se foi
Sufocaste a dor e o soluço na garganta
E sorrindo dizias: Meu filho, Deus o abençoe...



As mãos de minha Mãe

Ainda me lembro com ternura
Das incansáveis mãos de minha mãe
Eram ágeis, eficientes, e confortantes
As benditas mãos que a todo instante
Estavam estendidas para mim...
Eram valorosas como duas guerreiras
Eram duas inseparáveis companheiras
Sempre lutando para o melhor servir
E nas horas de amarguras, nas noites escuras
Qual bússola mostravam o caminho a seguir
Mãos, que só se levantavam para o bem
Para ajudar, abençoar e acolher alguém
Mãos, que muitas vezes vi calejadas
Como as de Cristo que na cruz pregadas
Pelo grande amor que sentiu por mim...
Mãos, que hoje se movem lentamente
Ficaram frágeis, trêmulas e dependentes
O tempo passou, e agora desgastadas
Como irmãs gêmeas, estão sempre entrelaçadas
Parecem inúteis, mas têm inestimável valor
Pois falam de uma vida, de renúncias e de amor
As mãos de minha mãe...benditas entre tantas!
Oh! Que mãos tão maravilhosas e santas!
Mãos que afago entre as minhas com carinho
Fazendo delas o meu mais seguro ninho
Na difícil hora da minha aflição...
 
Visite o blog da autora: http://normapenido.blogspot.com/

___________________________________

Mais sobre o Dia das Mães
Em homenagem ao Dia das Mães, publiquei diversos textos relacionados à data, em alguns dos blogs que edito, ou onde colaboro. Dê uma olhada:

No Cidadania Evangélica: Conheças as Mães Sociais
No Veredas Missionárias: Simplesmente Márcia (o tocante testemunho sobre a mãe do Pr.Joed Venturini) 
No Azul Caudal: A mãe que teve mais filhos até hoje...
No Bradante: A figura materna pelo pincel de grandes pintores
No Imagens Cristãs: Imagens sobre Mães, de uso livre não-comercial para seu blog ou site

terça-feira, maio 04, 2010

Um poema de Lusimar Maria de Biasi

*

O Poeta Cristão

O poeta chora e se magoa
Pensa, reflete, não fala à toa
Fica sério, sorri - ele é feliz
Penetra no mais fundo mistério
É inteligente, vive o que diz

Às vezes sente-se infeliz
Mas volta o seu coração
Para a Fonte do perdão
Esse é o poeta cristão

Pensa no que fez Deus
Colhe tudo que aprendeu
Sobre a vida, sabe amar
No oceano do espírito
Fica a meditar

O poeta é sincero
Fala do que sente no viver
Sofre com seu próximo
Sem pensar, em nada receber

Fica pensativo quando deita
E quando acordado.
Não revida ao que sente
É compassivo e persistente
Em sentir e falar dos sentimentos
O poeta é assim: não pode odiar
Dar sempre, um sorriso um olhar

Ama o dom que Deus lhe deu
É como correntes de águas
A fluir do íntimo seu

O poeta é como um leão.
Busca a poesia debaixo do chão
No céu, no mar, na criança a sorrir
No velhinho sentado no banco da praça
Medita e vê tudo que se passa...

A brisa, a lembrança da mocidade
O poeta é gente
Ele sente saudade também
Tem na mente o alguém
Que o fez cheio de melancolia
Ele tem no íntimo agonia

Mas é forte, lembra do seu Criador
E sabe que nele Deus pensou
E tem um dom sublime
Ele tem uma forte sensação
É o presente o passado e o futuro
Enfim o poeta nasceu
Para viver... morrer
E renascer na eternidade!

domingo, maio 02, 2010

Dois poemas de Aroldo de Souza Chagas

*

O céu do céu

Árduo
e estreito
É o caminho
Que leva ao céu.

Mas
Os que persistirem
Vencerão e chegarão
ao grande pátio.

E estarão
Entre vozes de arcanjos
no imenso Alpendre
Ao redor do Espírito.

E reencontrarão
O abraço afetuoso
E as palavras adocicadas
do Filho amado.

E depois se assentarão
Diante do trono
Aos pés do Pai
Para ouvir
suas divinas histórias.

E se alegrarão
Sem culpa
Num tempo
Infinito de paz.

E do jardim indiviso
Com o olhar radiante
Próprio das crianças felizes,
Contemplarão as cores jamais vistas
do céu do céu.



Homilia

Vai batendo, vai pregando
Repreende martelando
O mentor do desengano

Seu martelo escarcéu
Verga letras feito pregos
Só penetram no chapéu

Falta o verbo divinal
Falta o óleo
Falta o nó essencial

Entretido, entremeio o alguém
Jaz alheio na fronteira do altar
Até quando no alhures do amém?

Visite o blog do autor: http://jimdasselvas.blogspot.com/
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