segunda-feira, outubro 15, 2007

Dois poemas de William Vicente Borges


AMIGOTERAPIA

Em qualquer circunstancia
Comigo andas e me entendes.
Tuas mãos me apóiam quando
meus pés tropeçam e vacilam.

Quero te agradecer amigo
Por gastar tanto tempo comigo.
Por recolher minhas lágrimas
e gentilmente levá-las ao criador.

Nestes meus momentos de dor.
Onde até uma simples oração
Não consegue sair de meus
lábios tão feridos. Oras por mim.

Como é bom ser participante nesta
“amigoterapia” e também dar
o meu ombro como abrigo ao que
precisa tanto de compreensão.

Ter a facilidade de aceitar as
diferenças sem nada cobrar.
Ouvir os segredos mais íntimos
Sem jamais a alguém revelar.

Apenas estar junto.
Apenas ouvir.
Apenas compreender.
Apenas amar.

Jesus um dia disse aos
Discípulos: “Chamo-vos amigos.”
Será que nós entendemos
o que isso significa mesmo?

É uma dádiva esta amigoterapia.
Que muitos a possam praticar.
Para que este mundo seja melhor.
Quem sabe, tudo não pudesse melhorar.


QUERO VÊ-LO MAIS SENHOR

Quero vê-lo mais Senhor.
Vê-lo em cada pássaro que canta.
Vê-lo em cada brisa que refresca minha face.
Vê-lo no sorriso da criança que brinca.
Vê-lo em cada flor que perfuma a vida.
Quero vê-lo mais Senhor.
Vê-lo no nascer do sol que embala o dia.
Vê-lo no prateado da lua que inunda a noite.
Vê-lo no rosto feliz da pessoa amada.
Vê-lo no nascer da criança mais querida.
Quero vê-lo mais Senhor.
Mas principalmente quero vê-lo
mais em mim mesmo.
Quero vê-lo em meu falar.
Quero vê-lo em meu andar.
Quero vê-lo em meu agir.
Para que quando os outros
Olharem para mim
Possam, ao menos, ver
um pouco de ti.
Quero vê-lo mais Senhor.

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Dois poemas de Glicério Montes


TEU PERDÃO

Nesta vida, o comodismo
representa um grande abismo.
Eu sei disso, meu Senhor.
Mas, contrito, enfim, me humilho.
És meu Pai; eu sou teu filho.
Oh, me livra, por favor!

As marés tempestuosas
nada têm do mar de rosas
que avistei num sonho lindo,
pois aos poucos, aos pedaços,
resumida a mil fracasssos,
minha vida vai ruindo.

Eis o preço, não me iludo,
de não ter levado tudo
ao Senhor em oração.
Hoje vejo tudo claro.
Sim, e além do teu amparo,
também quero o teu perdão.


O MUNDO JAMAIS FOI O MESMO

Em tempos distantes, um jovem
pregava aos judeus
mensagens que ainda comovem
e levam milhões a Deus.
Às praias, aos montes e vales,
muitos iam lhe rogar:
Queremos, Senhor, que nos fales
desse amor sem-par!
E tantos que andavam a esmo,
desde então ele conduz.
O mundo jamais foi o mesmo
depois de Jesus.

Um dia, mandaram prendê-lo
em Jerusalém,
e os guardas foram com zelo
cumprir seu dever, porém,
voltaram sem ele, dizendo:
Nunca alguém falou assim,
de um jeito tão lindo, tremendo
e tão meigo, enfim!
Ninguém tem amor tão profundo
como o desse galileu.
Palavras tão sábias o mundo
jamais conheceu.

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sábado, outubro 06, 2007

Dois poemas de João Tomaz Parreira


A SEGUNDA VINDA

Ele levará os nossos medos
como um ladrão a meio da noite
como um rio que leva
nossos reflexos
A escuridão cairá gota
a gota dos nossos olhos
algures na areia do deserto
a forma de um meteoro
apontará para um céu remoto
e as pedras acordarão do sono
no interior das grutas
as coisas caem ao lado, o centro
já não as atrai
Este mundo já não será para nós.


O QUE VIU A MULHER DE LOT

A terra não acolheu
o repouso da mulher de Lot: de pé
ficou de pé a emergir
das ínfimas moléculas de sal
o sonho branco
afundado no silêncio
não houve manhã seguinte, nem
o emergir da alva.

11/8/2007

www.papeisnagaveta.blogspot.com

segunda-feira, outubro 01, 2007

Um poema de Mário Barreto França



VEM CONOSCO!

Amigo, nossa gente
É simples como a choça de Belém;
Mas Jesus, nosso guia, vai na frente;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se é grande a tua luta;
Se não consegues nada de ninguém,
E a tua própria casa não te escuta;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se a existência madrasta
Entre angústias e mágoas te mantém,
E tu mesmo descrês de tudo, basta!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

O mundo é sempre ingrato;
Por mais que faças, nada lhe convém,
A não ser explorar-te; sê sensato!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se os homens e as mulheres
Na glória humana te olham com desdém
Ou te perseguem, nunca desesperes!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se tu sofres ainda
Pela renúncia pérfida de alguém;
Na crença tu verás que a vida é linda!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Então, no mundo vário,
Tudo o que é bom e puro sobrevém
Àquele que se abriga no Calvário;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

***

Amigo, nossa vida
Começa no presépio de Belém
Onde Deus-Revelado te convida:
- Vem, vem conosco e te faremos bem!


do livro Primícias da Minha Seara

quarta-feira, setembro 26, 2007

Dica Relevante - Consulte os acervos de mais de 600 sebos on-line!


Como a maioria dos leitores de poesia evangélica deve saber, muitos dos livros de nossos grandes poetas não tem sido reeditados, só podendo ser encontrados em sebos (lojas de livros usados). Pois bem: existe um site que reúne os acervos de mais de 600 sebos espalhados por todo o Brasil, e muitos deles enviam as encomendas pelo Correio. Fiz um breve teste listando os nomes de 5 de nossos principais poetas evangélicos, no buscador do site, e encontrei livros de todos eles! Se você deseja adquirir livros de poesia evangélica esgotados, e mesmo de outros assuntos, vale a pena conferir:

Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br

P.S. - Ao adquirir algum livro, não se esqueça de enviar alguns poemas para eu publicar aqui...

Dois poemas de Cecília Sant’Anna do Valle Marques


Do livro 'Retalhos de Mim', disponível para compra no site da União Feminina Missionária Batista do Brasil.


E as Músicas Brotarão

Olho lá fora, já desce a noite Senhor
a luz das estrelas já se movem
secretamente, o vento na vidraça
levanta meus olhos para as nuvens
escuras que passam.
Então imagino que a noite é mágica,
e vejo-a chegando adornada de novas
cores, povoada de estrelas cintilantes
e calmas, e meus olhos pulsando
de emoção, se movem em direção
a toda essa amplidão.
nesse instante, vejo brotar de
meus lábios as canções que faço
em forma de lamento, para com elas
achegar-me a teus pés, e derramar
diante de Ti o meu clamor.
A Ti clamo, Senhor da minha vida,
para que chegue a teu trono o meu
gemido, e então, de novo as músicas
brotarão e como cristais escondidos
na terra, estarei protegida por
Tua forte mão.
Dá-me pois de beber em teus ribeiros,
e águas cristalinas e calmas se farão
em mim, para que descanse à Tua
sombra e desfrute enfim de Teu
cuidado paternal.
Pega Senhor, na minha mão doída,
restaura o vaso frágil que sou,
toma o barro, matéria prima que é Tua
e refaz Senhor, o que em pedaços ficou.
Não te lembres pois, querido Pai
das minhas faltas, nem de minhas
afrontas, mas, restaura-me com
Tua mão e Tua graça pois bem sei
que somente ela me basta.
Sei que me moves com teu poder,
e com o sopro de teus puros lábios
devolves-me a vida e a inspiração,
pois certo estou, Senhor, que se
comigo estás
sou bem mais que um simples vencedor.


É Possível Acreditar!

Sei que tuas promessas
nunca falham,
por isso sempre espero em Ti.
Sei que teus caminhos
não são os meus, por isso meus
tropeços aqui.
Sei que conheces todos
os meus
momentos e pensamentos,
e isso
traz conforto pra mim.
Sei que a tua graça
somente me basta.
Por isso confio em Ti.
Sei a poesia continua...

sábado, setembro 22, 2007

Um poema de Naasom A. Sousa


Nunca Mais

Paro, penso por um instante e chego à conclusão que não posso parar.
Parar para quê? Estagnar por quê?
Tenho que continuar caminhando sem olhar para trás.
Afinal, de onde eu saí não devo voltar mais.
Tenho que crescer, esse é o objetivo,
Tornar-me dia perfeito, brilhante, radiante.

Sozinho eu sei que nunca conseguirei.
Minhas forças são pequenas demais em mim mesmo.
Preciso de um apoio, de braços fortes, onipotentes.
Preciso de Deus. O Deus que criou tudo o todos.
Ele qualquer coisa pode sustentar;
Tudo pode erguer com suas mãos poderosas,
Imagine a um homem de pés vacilantes e pernas teimosas

Endireita meus caminhos, Senhor,
Endireita a minha vida inteira.
Ajuda-me a caminhar, para depois eu poder criar lindas asas e voar.
Nos altos céus, ao som da trombeta, eu quero te encontrar,
Em teus braços singelos quero me aconchegar
Ao teu lado ficar e ficar e ficar. Para sempre.
E nunca mais olhar para trás.

www.naasomcristao.blogspot.com
www.letrassantas.blogspot.com

terça-feira, setembro 18, 2007

Um poema de Raquel


Quão densa é a água
Cristalinamente concentrada no mar.
Azul bordado
pelas brancas ondas
pelas brancas gaivotas.

Ao longe, os barcos.
Levarão pescadores?
Pescadores de homens,
como Pedro e João?
As redes como voltarão?

Ao perto, o som das ondas
Esfuma-se no denso areal.
A areia sob a água
o sol
o vento,
lisa fria
dura estilhaça-se
em fragmentos
em grãos,
à passagem de um dedo que escreve.

Ainda falta fazer tanto para sermos tantos como a areia do mar...

Fonte: www.luzintemporal.blogspot.com

Um poema de Jacqueline Collodo Gomes



Presença de Deus

Mira-me desta maneira divina, digna somente de ti
eu lhe dou permissão para isso!,
olha o que ninguém mais consegue enxergar;
desvenda os mistérios do meu interior,
aparta os conflitos,
exala teu amor sobre os temores,
deixe-me sentir teu refrigério - a marca da tua visita,
ampara-me em teus braços!,
quero compreender como podes amar-me tanto,
e não considerar minhas debilidades;
que não haja limitação para a esperança - traz-me imedível paz!;
não há males em teu reino,
pois inibe-os, todos,
somente com o mirar da tua retina.

www.cantinhodajac.zip.net

quinta-feira, setembro 13, 2007

Um poema de Abigail Braga


Cânticos de Sião

Sentados na beira do rio
Da famosa Babilônia,
Os filhos de Israel choravam
Nas longas noites de insônia,
Pois se haviam afastado
Dos estatutos do Senhor,
Roubaram, foram injustos,
Seus corações sem amor!
Ah! As palavras dos profetas
Foram todas esquecidas,
Por isso agora são prisioneiros
Com mãos e almas feridas.
Diziam os babilônios:
“Cantem os cantos de Sião”
Ao vê-los tristonhos, saudosos,
A amassar barro no chão.
Se a sua dor é tão grande
E a saudade é verdadeira,
“Como cantar a canção
Do Eterno em terra estrangeira?”
Como esquecer poderiam
As glórias de Jerusalém
E o que edomitas fizeram
Para arrasá-la também?
Nos salgueiros pendurando
As suas harpas silenciosas
Não as podiam tocar
Com as suas mãos calosas!
A Deus pediam: queremos
Ver Babilônia destruída,
Pegar em cada criança
E dar fim à sua vida!
Hoje, escravos do pecado,
Querendo a libertação,
Temos no Filho de Deus
O caminho p’ra Sião!

do livro Cânticos de Sião Volume II

* Abigail Braga é irmã do nosso grande poeta Jonathas Braga

sábado, setembro 08, 2007

Dois poemas de Denilson Alayon dos Santos


O QUE VALE MAIS?

O que vale mais:
A sabedoria terrena que é diabólica ou
A sabedoria de Deus que é cheia de frutos espirituais?

O que vale mais:
O homem que anda cego e desce o abismo ladeira abaixo ou
O homem que caminha vendo a luz e vai para glória?

O que vale mais:
Ficar preso na condenação ou
Ser livre na justificação?

O que vale mais:
O tolo que tropeça na sua insensatez ou
O prudente que salta os obstáculos com segurança?

O que vale mais:
A semeadura da carne e a colheita do pecado ou
A semeadura do Espírito e a recompensa da vida eterna?

O que vale mais é fazer a escolha certa.


O AMOR QUE SINTO

Deus dos céus,

O amor que sinto é verdadeiro,
É um amor puro que arde em meu coração.
Percebo esse amor através da sua misericórdia.

O amor que sinto é abundante dentro de mim,
É um amor digno que transforma o meu ser.
Reconheço esse amor pela oportunidade de existir.

O amor que sinto é magnânimo,
É um amor nobre que está em minha alma.
Noto esse amor ao ver sua perfeição.

O amor que sinto é farto em meu íntimo,
É um amor indispensável para meu viver.
Experimento esse amor em todo amanhecer.

O amor que sinto é recíproco, pois o Senhor me amou primeiro.
Esse amor não tem fim e permanecerá pela eternidade.

www.denilsonalayon.com.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Poema para download - A História do meu Santo


Disponibilizamos aqui, para download, o poema “A História do meu Santo”. O poema é de Romão de Matos, e foi adaptado por Mary Schultze. É um texto relativamente longo (4 páginas), que, como um poema de cordel, relata a história de um idólatra arrependido. Além de interessante, o poema pode ser usado como arma sutil para evangelizar aquelas pessoas que adoram imagens. 
Para baixar o arquivo com o poema, [CLIQUE AQUI].



A História do meu Santo


Meu amigo e companheiro,
Embora mal me conheça,
Vou lhe falar bem ligeiro,
Antes que o dia escureça.

Vou dedicar meus versinhos
A você que vem de longe,
Viajando por caminhos,
Sofrendo mais do que um monge!

Vou falar-lhe com alegria
De coração, como amigo,
Do que aconteceu-me um dia
Na idolatria em perigo.

Católico consagrado,
Até meus catorze anos,
Fui batizado e crismado,
Porém sofri desengano...

Num parque de diversão,
Arrisquei na jogatina,
Ganhei um santo varão,
Uma imagem muito fina.

Fui pra casa sorridente,
Muita fé no coração,
Abraçando bem contente
A imagem com devoção.

Chegando em casa a vizinha
Admirada indagou:
- Essa imagem bonitinha
Algum milagre operou?

Leva ao Vigário depressa,
Pra ele benzer o santo,
Que a proteção nunca cessa
De quem se agarra ao seu manto.

Levei-o ao Monsenhor
E voltei numa corrida.
Tinha agora um protetor
Pra me abençoar na vida.

Por sobre a cama sozinha,
Em forma de uma cruz,
Fiz uma prateleirinha
E lá botei meu Jesus.

Todos os dias eu rezava
E lhe fazia um pedido.
Meu Jesus lindo eu achava.
Era todo colorido!

Porém um dia chegando
Com a Rosinha nos braços,
No meu santo ela esbarrando,
O pobre fez-se em pedaços!

Senti-me como um insano,
Tive ódio da Rosinha,
Que era bebê de um ano,
Filha daquela vizinha.

Eu gostava da criança,
Mas o meu santo adorava.
E com tal desesperança
Eu de pé ali chorava.

Ainda muito arrasado
Abaixei devagarinho
E com bastante cuidado
Quis juntar os pedacinhos.

Minha consciência falou
Direto ao meu coração:
Deus ao mundo tanto amou,
Que já nos deu salvação.

Só CRISTO Jesus – eu sei –
Que é também o Deus Forte,
Pai da Eternidade e Rei,
Nos livra da eterna morte.

Sentado à destra do Pai,
Intercedendo por nós,
Ele nos salvando vai,
Se ouvirmos a sua voz.

Foi então que eu encontrei
A maior felicidade:
Jesus meu Senhor e Rei
Que é a única verdade.

E coisa bem diferente
Eu tive de observar:
Pela oração do crente
Deus nos vem abençoar.

Mas idólatras levando
Imagem sobre o altar,
Vivem sempre se cuidando
Para o santo não quebrar.

Romeiros morrem aos centos,
Viajando em caminhões,
Pobres, famintos, sedentos,
Só carregando ilusões.

Prezado amigo romeiro,
Que de tão longe chegou,
Adore o Deus verdadeiro
Que a todos nós sempre amou.

Em espírito e verdade
Adoremos ao Senhor,
Pois Ele é realidade,
E nos salva por amor!

Ele quer ser adorado
Com a mente e o coração.
E jamais representado
Por ‘santos’ feitos à mão.

Deus condena a idolatria,
Santo feito até de ouro
(Menino Jesus ou Maria),
Para Ele é um desdouro.

Prestar um culto a imagens
É ato mais que bizarro.
Eles são como paisagens
Feitas de madeira e barro.

Têm boca mas não falam
E são tão cegas e surdas,
Que bênçãos jamais propalam
Só maldições absurdas.

Trancados num oratório,
Como presas algemadas,
Seu existir é simplório,
Precisam ser carregadas.

Deus ao mundo tanto amou,
Que a seu filho deu por nós.
Morreu mas ressuscitou!
- Escutemos Sua voz.

Pra toda alma perdida,
EU SOU... Jesus disse assim:
Caminho, Verdade e Vida,
Ninguém vem ao Pai sem Mim!


Versos de Romão de Matos
Adaptados por Mary Schultze

Poema para download - A História do meu Santo



Disponibilizamos aqui, para download, o poema “A História do meu Santo”. O poema é de Romão de Matos, e foi adaptado por Mary Schultze. É um texto relativamente longo (4 páginas), que, como um poema de cordel, relata a história de um idólatra arrependido. Além de interessante, o poema pode ser usado como ferramenta sutil para evangelizar aquelas pessoas que adoram imagens. Para baixar o arquivo com o poema, [CLIQUE AQUI].

segunda-feira, setembro 03, 2007

Um poema de Jonathas Braga


Os Três Seguidores

Ambicioso talvez, talvez interesseiro,
chegando-se a Jesus, assim disse o primeiro:
- Mestre, eu te seguirei aonde quer que fores
e te acompanharei sem mágoas, sem temores!

Respondeu-lhe Jesus: - As aves têm pousadas
e as raposas, covis distantes das estradas,
mas ao Filho de Deus não há quem lhe ofereça
ao menos um lugar onde ponha a cabeça.

A um segundo Jesus chamou com voz maviosa:
- Segue-me! A estrada é longa e às vezes espinhosa.
Disse o moço, porém: - Deixa-me que primeiro
Vá sepultar meu pai, num gesto derradeiro.

Respondeu-lhe Jesus: - Ora, deixa que os mortos
sepultem, afinal, também os outros mortos,
e tu, cheio de fé e sem hipocrisia,
o reino que é de Deus a todos anuncia.

Depois, veio um terceiro o Mestre procurando
e de Jesus ouviu: - Vem, segue-me!

Recuando,
o moço respondeu: - Deixa que me despeça
daqueles a quem amo antes que te pareça
muito tarde demais para seguir-te ainda,
então te seguirei por essa estrada infinda!

Respondeu-lhe, porém, Jesus: - O que algum dia
lança mão de um arado e para trás espia,
esse não é capaz de ser meu companheiro
na pregação do reino eterno ao mundo inteiro!

O primeiro é dos tais que buscam o proveito,
mesmo que a salvação jamais tenham aceito;
o segundo é dos que se fazem conformados
ainda que jamais sejam interessados,
o terceiro, porém, indiferente e frio,
porque sempre apresenta um pretexto vazio,
não procura aceitar a mensagem divina
que livra o pecador da morte e eterna ruína.

do livro A Maravilhosa Luz

quarta-feira, agosto 29, 2007

Dois poemas de J. T. Parreira



Salmo do Amor Interrompido

«Já ninguém nos molda com terra e com argila.»
Paul Celan


Agora o teu sopro espalha o nosso pó
abandonamos nossos mortos
com terra e argila e o sal
que vertemos pelas pupilas
Que nos adianta chorar?
O ímpio persegue o pobre
ódios são bombeados do coração
e o nosso grito, Senhor, está longe
e retorna aos nossos ouvidos
E és Tu, no entanto, o único
que compreende a nossa voz
o cheiro do nosso medo
no corpo escondido.


O Coração

(Para o Carlos Baptista,diretor de Novas de Alegria )

Carlos, os teus olhos saíram de cena
a tua sombra, também
a tua sombra que subiu
contigo para uma das ruas
do Céu, hão-de cair agora folhas
em branco do lugar
em que estavas sentado a procurar
a espiga, o fruto, das palavras
hão-de vir pássaros trazer
sementes invisíveis à tua porta
- mas tu estás noutro Lugar
sentado com os olhos
fixos na alegre passagem
do Cordeiro.

9-8-2007

sexta-feira, agosto 24, 2007

Dois poemas de Myrtes Mathias


do livro Ainda Canta o Coração, disponível para compra no site da União Feminina Missionária Batista do Brasil .



A Flor e o Vento

Nada me pesa hoje.
A não ser o amor.
Mas o amor não pesa. Levanta pesos, afasta questionamentos, abre a janela, enriquece a alma, faz milagres de transformação.
Hoje, por exemplo, antes
que o olhar alcance o muro,
a chaminé da fábrica, a poluição,
o amor me faz ver o jardim,
e sentir que é um pouco meu,
com suas roseiras e companheiras que se balançam ao vento...
Um vento bom, que não levanta pó, e refresca o ar e a alma da gente.
E é, então, que me volta o pensamento:
será o vento que balança a flor ou será a flor que se balança ao vento? Isso tem importância?
Claro. Toda descoberta é importante:
se é a flor que se balança, tem que estar atenta e até ansiosa;
mas se ela apenas se inclina,
para lá, para cá,
à vontade desse vento que ela nem sabe de onde vem, nem para onde vai, é apenas uma questão de sensibilidade, confiança, entrega total.
Isso é lá com a flor.
E comigo, também.
Porque, nessa manhã de bem e luz, a harmonia que me faz cantar assim é a paz de Deus reinando em mim!


Dever do Dia

Pára de lutar, queixar, acusar,
buscar razões, soluções,
em mil caminhos
que vão chegar ao nada,
como uma porta fechada
ao fim do corredor de cada tentativa.
Pára de buscar alternativas,
procurar explicações.
“Deixa o assunto com o Pai”,
que tem a força e a sabedoria
e confiante vai
fazer o teu “dever do dia”.
Levanta os olhos até onde
o olhar alcança
e vê quanta falta de paz e esperança:
campo branco a esperar por ti.
Começa por aqui. Ao teu redor
há um mundo de oportunidades
para exercer o amor.
Mas, se nem mesmo consegues te mover,
lembra que Deus habita no louvor:
pede, então, que derrame
em teu coração a sua alegria
que nossa força é:
e pela fé, aí mesmo
- onde só Deus é tua Companhia –
canta essa Alegria!
Esse pode ser
o teu dever do dia!
- ...amanhã?
- “Deixa o negócio com o Pai”!

segunda-feira, agosto 20, 2007

Um poema de Roberto E. Zwetsch

Salmo de Um Protestante

Pai Nosso,
somos filhos e filhas da Reforma,
mas andamos desgarrados, ausentes,
descompromissados, desiludidos até.
Onde ficou o espírito protestante
do movimento?
Perdeu-se na mesmice do tempo
ou se ocultou preventivamente?

Que evangelho é este que anunciamos?
Consolo barato ou desafio permanente?
Protesta contra nós, Senhor da Vida,
quem sabe alguém te escute,
e o espírito primeiro desate
o nó que asfixia a minha via.

Perdão, Senhor,
pela arrogância dos iluminados,
pela certeza dos piedosos,
pela leviandade dos despreocupados,
pela ciosa cautela dos fartos.
Ajuda-nos a buscar o Evangelho
da graça e da vida solidária.
Isso não é pouca coisa.
E ajuda-nos a viver com os olhos da justiça
e do amor.
Tem piedade de nós, Senhor!

Do livro: Vigília: Salmos para tempos de incertezas

sexta-feira, agosto 17, 2007

Um poema (tríptico) de Josué Ebenézer


TRÍPTICO DA VIDA

1

Se existe dom supremo, só pode vir de Deus.
E que nome ele recebe, senão algo sublime?
Amor! É o próprio Deus vendo os filhos seus
que foram alvo na Terra da ação que redime.

Esse dom sublime, em suprema excelência,
amor que brota de Deus e logo dele emana.
Pois só nele tal sentimento é parte da essência
que na terra aos homens une e todos irmana.

Ah, amor! Vens de Deus e para onde vais agora?
Se não ficas em mim, sinto o moer de uma dor.
Se não ficares comigo, Deus presente da aurora

ao por do sol de uma vida que se abre em flor!
Amor, amor! Sentirei longo pesar e, abatido,
prosseguirei meu caminhar, triste e sofrido...

2

Por quê? Por que estás abatida ó minha alma
e é triste o teu caminhar na face desta Terra?
Se o coração pede alívio e também a calma
em Deus encontras bálsamo que dor encerra.

Exercita-te naquela - que de todas as expressões
que o homem pode fazer -, o leva a se pôr em pé!
E que acende uma chama, brasa nos corações.
E que atende pelo nome; singelo nome de fé!

A fé é um remédio que levanta qualquer enfermo.
É força a animar o corpo e o coração cansado.
Que traz para o caminho o que se acha no ermo

e faz do oprimido um ser novo, revigorado.
A fé é alimento para sempre e todo instante
e na vida do crente se faz presença constante.

3

Além do amor e da fé, de que precisa o homem?
Que sentimento necessita para atravessar a vida?
Se os dias são frios, duros, áridos e já consomem
o que ele tem de melhor que é o motor de partida?

Então não fiques parado, esperando acontecer.
Quem sabe faz o tempo, faz a hora, e o momento.
A vida é pra ser vivida, tu nascestes para crescer.
A esperança é o motor que te põe em movimento.

Porque tens sonhos, caminhas; a estrada está aberta!
E a esperança que aninhas não está pra ti deserta.
É um oásis de vida, com sombra, água e amor.

Por isso desperta e prossiga com garra no coração.
Saboreie da árvore o fruto que tu vistes como flor.
E ao que achares no caminho, chame logo de irmão.

Fonte: www.josuebenezer.blogspot.com.

terça-feira, agosto 14, 2007

Moça, me dá uma Rosa! – Poema de M. B. França

Disponibilizamos aqui, para download, o famoso poema de Mário Barreto França, “Moça, me dá uma rosa!”, muito pedido pelos leitores. O poema é relativamente grande (4 páginas), e por isso não o publico diretamente nas páginas do site.

Para baixar o arquivo com o poema, [CLIQUE AQUI].

Dois poemas de Marcos Soler


Poemas de Marcos Soler, do livro Além do Rio (Editora Hosana, 2000)

Respostas de Deus

Na adversidade... O inimigo
o coração exaspera!
- Senti de perto o perigo
desejei a ele o castigo.
Clamei a Deus! Ele respondeu:
ESPERA!

O plano era tão lindo
persisti com tanta emoção!
Da minha vontade provindo.
Percebi quando: Só e findo!
Deus outrora respondera:
NÃO!

No caminho... mui tribulado
Pensei: A morte será o fim!
Clamei! Tens pra mim traçado
um caminho iluminado?
Com amor Ele respondeu:
SIM!



Os Ídolos

Feitos de barro,
bronze e madeira...
- Eu não entendo
deuses que morrem
numa fogueira!
Tapado nariz!
Nenhuma visão!
Boca sem fala!
Duvido que ouçam!
Que enganação!...

Estão inertes
todo momento.
- Queres ainda
curvar-se a eles
num juramento?

A esses ídolos
são semelhantes:
Seus construtores
e todos que neles
estão confiantes!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Dois poemas de Brissos Lino



SALMO PRESENTE

Escuto. Mas o uivar dos lobos não me assusta.
Nem o rumor do vento
poque o meu olhar se me alonga
para os pastos verdejantes
e águas tranquilas.
O bardo onde vivo refrigera-me
(já nem sei o que sejam veredas errantes).
A lã de que sou vestido é branca,
e só de alegria o peito me salta
porque a mesa em que me sento é farta
e os meus inimigos se espantam comigo.


O céu de Auschwitz

Os gritos, o medo
a força da vida
nos barracões de Auschwitz
metralhadoras miram
corpos nús
homens e mulheres
velhos
crianças
quatro milhões de inocentes
no espanto da igualdade
russos, judeus e polacos
franceses e outros
metralha e “Zyclon B”
a besta nazi rumina
vinte mil mortes por dia
nas câmaras de Auschwitz
toneladas de cabelo
milhares de óculos
roupas
dentes postiços
brinquedos e chupetas
o stock ignominioso
da besta
satanás desmascarado
no carnaval carioca
da morte
…………………………………..
o céu é cinzento e húmido
hoje
em Auschwitz.

In “Salmo Presente”, IEC, Setúbal, 1996

domingo, agosto 05, 2007

Dois poemas de Caio Kaiel



Poema

Amar é escolher a dor que não se quer sentir.
É fechar os olhos enquanto se pode ver.
Tentar compreender,
quando tudo o que se quer é sentir e ver,
quando os olhos já não bastam para observar,
nem as palavras para dizer.

Nasce na entrega do que não se tem,
sobrevive na condição irrefutável do ser em estar junto.
É dádiva de Deus.
Acontece na procura pelo estar perdido
e existe enquanto estiver nos braços de Deus, seu inventor.
Não vem de nós mesmos.

Se amo, perco.
Pois na vida eu só tenho aquilo que deixo.


o-puro

Limpei minhas mãos nas coisas que perdi,
purifiquei meu coração nas coisas que me foram tiradas.
Não ter nada é o começo de ter alguma coisa.

www.caiokaiel.blogspot.com

*Nota do editor: A foto das flores é de minha autoria. Sempre que possível, tentarei postar mais fotos que venho tirando, as quais podem ser livremente copiadas e republicadas em qualquer lugar.

Um poema de Dária Glaucia


Ó minha Bíblia, ó livro precioso! Quando velha ficares, bem velhinha
e eu também envelhecer contigo,quando recordações de erros passados
e glórias e torturas e pecados...se projetarem diante dos meus olhos...
Quem me dará a mão na hora derradeira quando o passo falhar nessa fatal carreira?
Quem me trará de novo as energias moças quando o corpo e a alma estiverem sem forças?
E quem me dirá na hora extrema o verso derradeiro de um poema que me fez doce a peregrinação?
Oásis de consolo ou de esperança, bússola a apontar-me o norte,
arrimo, escudo, vida e segurança e o cajado apoiado ao qual irei ao vale da sombra da morte?
Tu, somente tu, ó minha Bíblia, abrir-me-ás as portas de ouro e jade por onde entrarei
no céu dos céus, e aqui na Terra, ficarás ó Bíblia para guiares outra alma como eu
para os portões da Luz, à Paz, à Vida, para a Imortalidade e para DEUS!


*Nota: A foto que ilustra este poema é de um Monumento à Bíblia, localizado no bairro Teixeira de Freitas, aqui em Niterói - RJ. O monumento foi inaugurado no Dia da Bíblia do ano passado (10 de Dezembro 2006) pela Igreja Assembléia de Deus em Teixeira de Freitas.

terça-feira, julho 31, 2007

Dois poemas do pastor Décio Moraes


Poemas de Décio Moraes
Do livro Explosões do Coração



Me Alegro

Me alegro nesta noite pela tristeza que por vezes me invade a alma, me tirando até mesmo a calma.

Me alegro ao sentir-me útil ao meu semelhante quando isto percebo ao fixar o seu semblante radiante.

Me alegro ao ver minha querida igreja, meus parentes, irmãos e amigos, todos queridos, juntos, no mesmo lugar reunidos.

Me alegro ao perceber que nada sou mas que em meio ao nada, Deus age, realiza, faz. Isto me dá paz.

Me alegro pelo tempo, tempo que me tem dado o Senhor, tempo de viver, e para viver. Tempo para sofrer,
Tempo para crescer, tempo para ser.

Me alegro por ter descoberto a fé e mais ainda por ter sido
Descoberto por Deus, o meu Senhor, o Soberano Criador!

Me alegro com a alegria do outro que me contagia
Inundando o meu ser. Ah!
Como é bom ver a alegria do meu próximo!
Como isso me faz bem!

Me alegro com o sucesso alheio, a ele não fico alheio,
Com ele me agiganto, ao ver que de alguma forma
Contribui para o meu sucesso.

Me entristeço em ser um ser pecador. Confesso com muito dissabor, pois com isso sofro, mas, logo me alegro porque Deus ama o pecador. Logo, Ele também me ama!

Me alegro por você, sofro e choro por você,
Porque você é o centro das atenções de Deus
E nesta noite você está aqui. Por isso me alegro!


Mestre!
(Rm 5:1-5)

Como é bom ter um Mestre como o Senhor Jesus!
Um Mestre que nos justifica, nos torna justos diante de Deus.

Mestre que nos dá paz – aquela que excede todo
o entendimento, em todo e qualquer momento.

Mestre que nos dá acesso à graça de Deus,
que passa a dominar a nossa vida.

O Mestre que nos firma,
e é a nossa própria esperança.

O Mestre que nos possibilita aprender
com as nossas próprias tribulações,
nos ensinando que por meio delas algo positivo
dentro de nós acontece, é produzido: a perseverança.

O Mestre que transforma o ruim em algo sempre bom,
benéfico, e muito mais do que podemos pensar ou imaginar.

Assim é o Mestre:
não satisfeito com o produto da tribulação
ele gera a experiência, e desta a esperança.

É o Mestre dos mestres, o Senhor Jesus, a minha, a sua, a nossa luz!
Ele é a verdadeira esperança que não confunde,
pelo contrário, infunde sempre no nosso coração
um plus, um algo mais...

Ele, o nosso Mestre, é a demonstração
viva e inequívoca de que o amor de Deus
é derramado em nosso coração.
O objetivo desse derramar é fazer com que estejamos repletos
de amor, transmitindo-o com emoção.

Ó bendito Mestre e Senhor,
Tu és o próprio Deus de Amor!

quinta-feira, julho 26, 2007

Três poemas de Samuel Pinheiro


POEMA-FELICIDADE

A
Felicidade
Das mãos
Que nos seus calos provam
O mel e o açúcar dos frutos.
O suor
É uma mesa de sol-
Nas mãos
Que são piores que bofetadas
Na face metálica da fome
Nada as detém
No Caminho.
São um arco de Sangue
Arremessando espigas de trigo
Para dentro da fome.
São o caixão da fome.
Correm pelos valados da tristeza
Soltando trinados de sal.
Pulam as muralhas
Mais inexpugnáveis
E as paredes
Mais bem caiadas
As mãos
Que são abelhas
Trabalhando no silêncio o seu mel.
As mãos
Barradas de Fogo.
Os calos e as cicatrizes
São a formosura das mãos guerreiras
Que se gastam
Gastando a fome e o frio.
Construindo
O poema vivo
De ser Felicidade.
Servo de Deus!
Operário da Felicidade!


Poema

antes
que seja tarde
vamos plantar as nossas mãos
nas enxadas e no trigo
plantar as enxadas e o trigo
nas nossas mãos.
nunca mais
ficar sitiados pelas muralhas da tristeza.
antes partir
contra cada monstro
vestidos de Lume.
este é o júbilo
que se colhe
da vitória.
o júbilo
que da batalha
se colhe do Sangue de Cristo.
nunca mais
desistir
virar as costas.
desistir é perder.
desistir é morrer.
não importa
que os fantasmas retesem as suas garras
e os lobos uivem pelas redondezas.
podem mesmo
dar asas às pedras.
o justo
confia na Arma de Sangue
que tem na mão.


Poema

não se arrependem
não se arrependerão
os que investem as suas mãos
na Luz

sábado, julho 21, 2007

Dois poemas de J. T. Parreira


VOZ DO QUE CLAMA NO DESERTO

Era como a voz de uma pessoa que passava
como se nunca tivesse
sido
outra coisa senão voz

Nos diferentes lugares
como se
voasse, não exercia
o peso do seu corpo

Deixava a sua voz
apenas
à roda do silêncio
não era como toda a gente

nada
impunha, senão a sua voz
como se não tivesse nada.
Uma longa água
fresca nos
ouvidos.

20/6/2007


Lição de Música

Mas quando David enviava os sons da harpa
para os céus, a harpa seduzida
pelos seus dedos, um sorriso
assomava aos olhos de Saul.
Os olhos baixavam ao coração sanguíneo
via dentro de si o tranquilo
rio que a música fazia, como
água que traz o cheiro dos jardins.
Ao mesmo tempo que as pombas
voavam das cordas
assim velava a harpa de David.

www.papeisnagaveta.blogspot.com.

terça-feira, julho 17, 2007

Dois poemas de Helder Duarte


MESSIAS

Fica sabendo,
Oh Israel!
E entende,
Tu Ismael.

Ouve tu, terra,
Universo e potestades.
Também tu paz; e guerra.
E vós do Ser realidades.

Jesus está vivo,
Virá e reinará...
Sobre vós, em pleno domínio.

É o Messias.
Que deu e dará
Cumprimento às eternas profecias!


MAIS PERTO

Desejo estar contigo,
Não tanto quanto agora estou!
Mas mais perto, meu amigo,
Quero estar, ainda que para ti vou!

O que eu queria, era já ir,
Pois, neste mundo, difícil é estar.
Por mim falo, neste ser existir!
Quem me dera, para ti Deus voar!

Mas enquanto aqui estou,
Fica sempre perto,
Por quanto teu santo sou!

Te amo tanto, tanto, tanto!
Mais que meu eu todo,
E ainda mais que tudo!

In: www.emjesus.com.br.

Um poema de Mary Schultze



Não desista!

Quando as coisas parecem muito erradas
e nossa estrada tem subidas íngremes;
quando o dinheiro acaba e nossas dívidas
se apresentam de fato exageradas,
em vez de sorrisos e baladas
suspiros vêm nosso âmago ferir.
A vida rodopia, é bailarina
tentando os pecadores entreter.
E mesmo vencedores, muitas vezes
temos dias sem luz, só com neblina.
E nesses dias precisamos crer,
pois com firme esperança em nosso Deus
devemos a tristeza combater.
Se quase desmaiando de fraqueza
conseguirmos a taça da vitória
e se chegar a noite derramando
seu negro manto sobre os perdedores,
eles descobrem que bem perto estavam
da coroa dos grandes vencedores.
O sucesso é fracasso, quando usado
de um modo que resulta em muitas dores
sobre os que se rebelam contra Deus.
Eu, quando vejo nuvens prateadas,
bem perto delas chego a me sentir.
Por isso mesmo é que jamais desisto,
pois quão mais dura a trilha me surgir,
confiarei em Deus, em Jesus Cristo!

Paráfrase do Poema “Don’t Quit
Autor desconhecido

sexta-feira, julho 13, 2007

Ensaio biográfico: José Britto Barros

Amados, leiam um breve ensaio biográfico sobre a vida e a obra do grande poeta e pastor batista, José Britto Barros (de quem já publicamos poemas aqui no blog). O texto foi escrito pelo pesquisador, poeta e escritor Filemon F. Martins. Para acessar, [CLIQUE AQUI].

Um poema de William Cowper


Fundo, em minas imensuráveis
De habilidade que nunca falha,
Ele (Deus) entesoura seus desígnios brilhantes
E opera sua vontade soberana

Não julgue o Senhor com débil entendimento,
Mas confie nele para sua graça.
Por trás de uma providência carrancuda,
Ele oculta uma face sorridente.

Seus propósitos amadurecerão rapidamente,
Descendando-se a cada hora;
O botão pode ter um gosto amargo,
mas a flor será doce.

A incredulidade cega certamente errará,
E esquadrinha sua obra em vão:
Deus é seu próprio intérprete,
E Ele o tornará claro.

In: O sorriso escondido de Deus: O fruto da aflição na vida de John Bunyan, William Cowper e David Brainerd. John Piper, Shedd Publicações, 2002.

domingo, julho 08, 2007

Um poema de Tiago Chiavegatti

Visitação

Chegou suave com asas de borboleta
sem movimentar o ar
bailando leve em piruetas
como se quisesse me mostrar
que sem meu fardo tão pesado
podia ser livre que nem passarinho
beber néctar que nem beija-flor
e ficar me equilibrando na brisa
e voar
igual borboleta

E eu quis mas não pude
porque era escravo do chão
sepultado em minha cova de pedra caiada

Sobre mim havia uma pedra
tinha uma pedra sobre mim
tinha uma pedra
selando a minha cova

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão remoçadas
capazes de enxergar
quem tirou a pedra
foi Cristo.

Para visitar a página do autor [CLIQUE AQUI].

quarta-feira, julho 04, 2007

Um poeminha de minha autoria, e uma foto



Zepelim Salmão

Os motores queimando cada vez + propano
o Azul celeste alcançado, rasgado
Jesus ao leme, no coração
(minh')alma cada vez + Oceano

Um poema de Allen Porto

ETERNIDADE

Caminhar
rumo ao inimaginável,
perseguir o invisível
na certeza de que o amanhã
durará para sempre

Investir o presente
na certeza
da visão mais perfeita
tão clara,
tão forte,
tão viva.

Entregar-se ao incompreensível,
ir do medo à segurança,
da dor à alegria,
do choro ao riso,
da miséria à glória

Tocar o intangível
e ver que a plenitude chegou.
Desejar cada vez mais
a presença marcante
de Quem me fez chegar lá.

Finalmente observar a história
de um modo completo,
percebendo os elos dolorosos
necessários para minha jornada

Humilhar-me reconhecendo o favor,
ver-me incapaz e indigno,
escondido sob o sinal da vergonha
que me fez livre

Contemplar o trono e a multidão,
ouvir as vozes,
experimentar a sensação
e derramar minha alma
neste momento sem fim.

Fonte:www.allenporto.blogspot.com.

sexta-feira, junho 29, 2007

Dois poemas de Glicério Montes

LIVRE COMO AS AVES

Quando me remiste, me tornaste, ó Deus fiel,
livre como as aves que revoam pelo céu.
Tudo o que preciso, basta apenas eu clamar.
Nutres as gaivotas que voejam sobre o mar.

Senhor, como eu amo a tua Lei!
Mas sou fraco, ó Deus bendito, me valei!

E um dia, então,
a imensidão
do céu azul eu vou transpor;
e, nesse lar
tão singular,
então verei meu Redentor.

Não quero, enfim,
só para mim
a doce paz que há no meu ser.
Vou partilhar
o amor sem-par
que me conforta e faz vencer.


NÃO TEMAS

Não temas a força do vento,
tampouco essas ondas tamanhas.
Deus diz: eu te guardo e sustento;
tem fé, que ela move montanhas.

Crê, pois, que a resposta não tarda.
Deus nunca deixou de te amar.
A fé como um grão de mostarda
transplanta amoreiras no mar.

Não chores, Deus diz com carinho,
que em mim tens abrigo e esperança.
Jamais vou deixar-te sozinho!
Vem, deita em meu colo, e descansa!

Para ler outros poemas deste autor, [CLIQUE AQUI].

terça-feira, junho 26, 2007

Um poema para um pai, um poema para uma mãe

PAI

Eu quisera vencer o firmamento
e penetrar nos céus, na eternidade,
para dizer-te, ó pai, nesse momento,
a amargura que sinto, que me invade!

Quisera ter de Deus consentimento
para transpor o espaço, a imensidade,
e contar-te da mágoa e do tormento
de um coração que chora de saudade.

Pois quando tu partiste deste mundo,
meu sofrimento se tornou profundo,
que a minha vida consumindo vai...

Porém, nos vendavais dos empecilhos,
que eu possa palmilhar os mesmos trilhos,
que nesta vida palmilhaste, pai!

Filemon Francisco Martins
[Clique aqui para ler mais textos do autor].


A MÃE

Para MJP

Poucas letras sabe, as pérolas
são o filho, a filha, os netos
toda a filosofia
não é mais do que seus dedos
quando tínhamos tão frágeis
os cabelos
a sua geografia é pouca
é a beira
do sol no Alentejo
poucas letras sabe
de história, só como foi
tão dura a vida
e da arte pouco ou nada
jamais soube da orelha
cortada de Van Gogh
conhece Deus
e esse saber é o bastante
para nos trazer a vida iluminada.

João Tomaz Parreira
www.papeisnagaveta.blogspot.com.

quinta-feira, junho 21, 2007

Dois poemas de Joanyr de Oliveira


Do livro "Canção ao Filho do Homem", disponível na CPAD: www.cpad.com.br.


A estrela

A estrela macia vai flutuando
na vereda do céu, sobre o Oriente.
(Suas pontas de luz cantam na Altura,
seguem beijando a Terra.)
Vai de longe, do fundo do Universo,
rumo à vera humildade de Belém.

A estrela executa o seu ofício
de nobreza sem par,
afagando o bercinho improvisado
onde o bom Criador fez-se criatura.
Um corpo se constrói para o martírio
prestes a desabar sobre o madeiro.

A estrela se limita ao puro e excelso
que envolve o divo rosto do menino.
Ela não tem olhar nem pensamento
para o cantar do galo contra Pedro,
para o pesado sono dos discípulos,
para o vindouro sangue no Calvário.

A estrela só conhece a calma fronte
e o riso iluminado do pequeno
de amor inalcançável,
maior que o infinito,
pronto a envolver o coração escuro
na mais soturna vila deste mundo.

A estrela pisca alegre
e reflete o amor do Deus-menino.
Quanta ternura alcança o seu mister,
enquanto a Luz, no mundo acorrentado
na transgressão, atravessa o silêncio
e os abismos da Morte.

A estrela sussurra, amiga e leda,
maduros vaticínios de Isaías,
anúncios joaninos no deserto.
E Cristo a emergir de um manto infindo,
da manjedoura abençoa os que na Terra
a sede afogarão na Fonte Eterna.


Ao irmão sem terra

Ao Josué Sylvestre

Sei que não inculpas a Deus
pelo escuro abismo em tuas mãos.
A terra foi dada aos homens
- e o Senhor os bendiz e afaga
os generosos. E abomina
os que dobram os joelhos aos grãos
antes de semeá-los.

Pelos profetas e pelo Espírito
- em jubileus e anos sabáticos –
Deus pontificou a Israel
que a miséria é filha da injustiça
e o riso dos erguidos do pó,
a alegria dos frutos, dos molhos,
das corolas e semeaduras
fluem em rios de águas vivas
do coração do Altíssimo.

Os que usurpadores saltaram
sobre as ricas dádivas de Deus
- e as bodas dos pobres condenam
a mastigar as entranhas dos ventos –
são anátema. (Anátema! Anátema!)
Os que, enganosos, entronizam
seus tesouros em alturas maiores
que a do trono do Todo-poderoso
vão roer as vísceras do Dragão.
E como cães rasgarão nos dentes
as próprias orelhas mutiladas.

Meu irmão, que o pranto de teus filhos
e a dor do suor de teu rosto
jamais te coloquem nas antípodas
o inocente rosto de teu Deus.
O Senhor te apagará os gemidos
- e com pontas de fogo já marcou
os artesãos da injustiça.
O Deus de amor, certamente,
julgará os vivos e os mortos.

segunda-feira, junho 18, 2007

Poemetos da Raquel

Mostarda
Olhando para dentro de nós próprios,
podemos ver pouco,
mas Deus vê muito

Fermento
Olhando para o que somos, nada vemos
que possa crescer,
mas N'Ele atingimos o Céu

Tesouro Escondido
Procurando ao redor nada nos poderá preencher
Mas procurando N'Ele
encontramos o Tesouro escondido

Pérola
Sentindo a dor, vemos sofrimento
mas Ele no Teu coração sente beleza
e te molda para a perfeição

Rede
Onde se sente uma rede que prende
da Sua pesca nasce a liberdade
da Sua escolha surge o certo
da Sua mão brota segurança.

Mateus 13:31-48

Visite: www.luzintemporal.blogspot.com.

quinta-feira, junho 14, 2007

Um poema de Jonathas Braga


Era uma Biblia muito antiga,de letras bem graúdas,
Bíblia antiga que minha mãe usava há muitos anos.

Era a Biblia talvez melhor do mundo que jamais pude ver;
Naquela Bíblia todo o dia,
a minha velha mãe, lia e relia,
aquilo que me havia de dizer:
"Para que eu não pecasse,
e pelo mau caminho não andasse,
para eu não perecer."

Aquela Biblia antiga, era um tesouro.
Um verdadeiro manancial de vida que para minha mãe querida,
valia muito mais do que milhões...

Hoje, passados muitos anos, reavivo na minha alma todas as lições,
que minha mãe na Bíblia me ensinou...

O mundo só me trouxe desenganos, e até a minha mãe Deus a levou!

Porém, o que ela me ensinou em vida, tudo, Graças a Deus ficou!

sábado, junho 09, 2007

Um poema de Gióia Júnior


Jesus - Alegria dos Homens

Nesta hora de incerteza, de cansaço e de agonia,
nesta hora em que, de novo, a guerra se prenuncia,
neste momento em que o povo não tem rumo, nem tem guia;
Ó Jesus, agora e sempre Tu és a nossa alegria!

Nesta hora seca e torpe, de vergonha e hipocrisia,
quando os homens apodrecem nos banquetes e na orgia,
nesta hora em que a criança atravessa a noite fria;
Tu és a nossa esperança, Tu és a nossa alegria!

Alegria manifesta, que brotou e se irradia
de uma simples e modesta e sublime estrebaria,
alegria nunca ausente,
alegria onipotente
que palpita para o crente
e faz dele um novo ser;
alegria cristalina,
doce, mística, divina,
que nos toma e nos domina
e nos enche de poder.

Tu és a nossa alegria! Santa alegria, Senhor,
que nos une e nos separa e nos fecunda de amor!
Por isso cantamos hinos, temos prazer no louvor,
até nas horas escuras do afastamento e da dor.

Cantai, ó povos da terra!
Trazei harpas e violinos,
oboés, cítaras, guitarras,
harmônios, címbalos, sinos,
clavicórdios e fanfarras,
coros de virgens e mártires, de meninas e meninos!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei avenas e tubas, flautas, flautins,
clarinetas, celos, clarins
e tambores
e metálicas trombetas e puríssimos cantores!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei pássaros e fontes, bulícios, rios e ventos,
rochas, árvores enormes, alvos lírios orvalhados, palmas viçosas luzindo,
sons da noite, vozes múltiplas dos animais e das águas,
das pedras e dos abismos, das florestas intocáveis
e dos mundos subterrâneos, sons da madrugada clara:
estalos de galhos verdes. Doces ruídos domésticos: talheres e louças brancas.
Sons de fábricas, ruídos de teares e bigornas, de madeiras e metais,
passos pesados de botas de militares eretos,
passos macios e quentes de rosadas colegiais.

Cantai, ó povos da terra!
Cantai de noite e de dia,
na tarde pesada e morna,
na manhã ágil e fria,
na aflição, ou na ventura,
ao nascer, ou na agonia:
Jesus - Senhor dos senhores,
Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria!

Mais de Gióia em: www.geocities.com/feguizze/index.htm.

quinta-feira, junho 07, 2007

Um poema de minha autoria


OBJETIVO

“Porque toda a carne é como erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” 1Pe 1.24,25

Se vivo ou se morro
não importa:
algo maior está em jogo,
algo maior vive,
algo maior salva.
Se tudo passará, e Ela não,
a Palavra de Deus
(para mim, e então)
é
tudo o que existe.

Do livro Uma Abertura na Noite (Clique aqui para baixar).

domingo, junho 03, 2007

Dois poemas de Avaniel Marinho



Ao Deus Vivo

O que devo ofertar a Deus? Um verso,
Um culto, meu dízimo, uma canção
Ou todas as coisas? Meu coração?
Certamente tudo, sem nada ao inverso.

Pois, finito ou infinito, o universo
Será o palco da unificação;
Da glória do Senhor da criação,
Que virá, expondo as leis pelo anverso!

Ali, terá início a eternidade,
E eu não terei mais oportunidade
De ofertar a Ele os "pertences meus".

Tudo, hoje, já, devo dar sem medida,
Para quando voltar o Autor da Vida,
Eu descanse eternamente com Deus.


Vá Aonde Deus Mandar

Em Nínive havia um povo atroz
(e de atrocidades mil, de fato)!
Cair nas mãos daqueles assírios
era desventura e descaminho.
Assim era na época de Jonas
e este foi interpelado a ir a Nínive:
aquela gente necessitava de conselhos.
Pensava o Profeta que seu artifício
o ocultava de Deus
e, fugindo, foi a Tarses (no extremo oposto)!
Tinha seus motivos para aquela fuga!
O mar revolto foi seu rumo feroz!
A fúria das águas o acusara cedo!
Por clemência Jonas pôde rever a rota...
É impossível fugir de Deus!
Obedecê-Lo é melhor que se sacrificar.
Atendê-Lo é prenúncio de calmaria.
É sábio pensar que Deus não muda:
O Deus de Jonas é o mesmo da Graça.
É melhor estar no centro de Sua vontade!

Fonte: www.avanielmarinho.com.br.
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