quarta-feira, setembro 26, 2007

Dica Relevante - Consulte os acervos de mais de 600 sebos on-line!


Como a maioria dos leitores de poesia evangélica deve saber, muitos dos livros de nossos grandes poetas não tem sido reeditados, só podendo ser encontrados em sebos (lojas de livros usados). Pois bem: existe um site que reúne os acervos de mais de 600 sebos espalhados por todo o Brasil, e muitos deles enviam as encomendas pelo Correio. Fiz um breve teste listando os nomes de 5 de nossos principais poetas evangélicos, no buscador do site, e encontrei livros de todos eles! Se você deseja adquirir livros de poesia evangélica esgotados, e mesmo de outros assuntos, vale a pena conferir:

Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br

P.S. - Ao adquirir algum livro, não se esqueça de enviar alguns poemas para eu publicar aqui...

Dois poemas de Cecília Sant’Anna do Valle Marques


Do livro 'Retalhos de Mim', disponível para compra no site da União Feminina Missionária Batista do Brasil.


E as Músicas Brotarão

Olho lá fora, já desce a noite Senhor
a luz das estrelas já se movem
secretamente, o vento na vidraça
levanta meus olhos para as nuvens
escuras que passam.
Então imagino que a noite é mágica,
e vejo-a chegando adornada de novas
cores, povoada de estrelas cintilantes
e calmas, e meus olhos pulsando
de emoção, se movem em direção
a toda essa amplidão.
nesse instante, vejo brotar de
meus lábios as canções que faço
em forma de lamento, para com elas
achegar-me a teus pés, e derramar
diante de Ti o meu clamor.
A Ti clamo, Senhor da minha vida,
para que chegue a teu trono o meu
gemido, e então, de novo as músicas
brotarão e como cristais escondidos
na terra, estarei protegida por
Tua forte mão.
Dá-me pois de beber em teus ribeiros,
e águas cristalinas e calmas se farão
em mim, para que descanse à Tua
sombra e desfrute enfim de Teu
cuidado paternal.
Pega Senhor, na minha mão doída,
restaura o vaso frágil que sou,
toma o barro, matéria prima que é Tua
e refaz Senhor, o que em pedaços ficou.
Não te lembres pois, querido Pai
das minhas faltas, nem de minhas
afrontas, mas, restaura-me com
Tua mão e Tua graça pois bem sei
que somente ela me basta.
Sei que me moves com teu poder,
e com o sopro de teus puros lábios
devolves-me a vida e a inspiração,
pois certo estou, Senhor, que se
comigo estás
sou bem mais que um simples vencedor.


É Possível Acreditar!

Sei que tuas promessas
nunca falham,
por isso sempre espero em Ti.
Sei que teus caminhos
não são os meus, por isso meus
tropeços aqui.
Sei que conheces todos
os meus
momentos e pensamentos,
e isso
traz conforto pra mim.
Sei que a tua graça
somente me basta.
Por isso confio em Ti.
Sei a poesia continua...

sábado, setembro 22, 2007

Um poema de Naasom A. Sousa


Nunca Mais

Paro, penso por um instante e chego à conclusão que não posso parar.
Parar para quê? Estagnar por quê?
Tenho que continuar caminhando sem olhar para trás.
Afinal, de onde eu saí não devo voltar mais.
Tenho que crescer, esse é o objetivo,
Tornar-me dia perfeito, brilhante, radiante.

Sozinho eu sei que nunca conseguirei.
Minhas forças são pequenas demais em mim mesmo.
Preciso de um apoio, de braços fortes, onipotentes.
Preciso de Deus. O Deus que criou tudo o todos.
Ele qualquer coisa pode sustentar;
Tudo pode erguer com suas mãos poderosas,
Imagine a um homem de pés vacilantes e pernas teimosas

Endireita meus caminhos, Senhor,
Endireita a minha vida inteira.
Ajuda-me a caminhar, para depois eu poder criar lindas asas e voar.
Nos altos céus, ao som da trombeta, eu quero te encontrar,
Em teus braços singelos quero me aconchegar
Ao teu lado ficar e ficar e ficar. Para sempre.
E nunca mais olhar para trás.

www.naasomcristao.blogspot.com
www.letrassantas.blogspot.com

terça-feira, setembro 18, 2007

Um poema de Raquel


Quão densa é a água
Cristalinamente concentrada no mar.
Azul bordado
pelas brancas ondas
pelas brancas gaivotas.

Ao longe, os barcos.
Levarão pescadores?
Pescadores de homens,
como Pedro e João?
As redes como voltarão?

Ao perto, o som das ondas
Esfuma-se no denso areal.
A areia sob a água
o sol
o vento,
lisa fria
dura estilhaça-se
em fragmentos
em grãos,
à passagem de um dedo que escreve.

Ainda falta fazer tanto para sermos tantos como a areia do mar...

Fonte: www.luzintemporal.blogspot.com

Um poema de Jacqueline Collodo Gomes



Presença de Deus

Mira-me desta maneira divina, digna somente de ti
eu lhe dou permissão para isso!,
olha o que ninguém mais consegue enxergar;
desvenda os mistérios do meu interior,
aparta os conflitos,
exala teu amor sobre os temores,
deixe-me sentir teu refrigério - a marca da tua visita,
ampara-me em teus braços!,
quero compreender como podes amar-me tanto,
e não considerar minhas debilidades;
que não haja limitação para a esperança - traz-me imedível paz!;
não há males em teu reino,
pois inibe-os, todos,
somente com o mirar da tua retina.

www.cantinhodajac.zip.net

quinta-feira, setembro 13, 2007

Um poema de Abigail Braga


Cânticos de Sião

Sentados na beira do rio
Da famosa Babilônia,
Os filhos de Israel choravam
Nas longas noites de insônia,
Pois se haviam afastado
Dos estatutos do Senhor,
Roubaram, foram injustos,
Seus corações sem amor!
Ah! As palavras dos profetas
Foram todas esquecidas,
Por isso agora são prisioneiros
Com mãos e almas feridas.
Diziam os babilônios:
“Cantem os cantos de Sião”
Ao vê-los tristonhos, saudosos,
A amassar barro no chão.
Se a sua dor é tão grande
E a saudade é verdadeira,
“Como cantar a canção
Do Eterno em terra estrangeira?”
Como esquecer poderiam
As glórias de Jerusalém
E o que edomitas fizeram
Para arrasá-la também?
Nos salgueiros pendurando
As suas harpas silenciosas
Não as podiam tocar
Com as suas mãos calosas!
A Deus pediam: queremos
Ver Babilônia destruída,
Pegar em cada criança
E dar fim à sua vida!
Hoje, escravos do pecado,
Querendo a libertação,
Temos no Filho de Deus
O caminho p’ra Sião!

do livro Cânticos de Sião Volume II

* Abigail Braga é irmã do nosso grande poeta Jonathas Braga

sábado, setembro 08, 2007

Dois poemas de Denilson Alayon dos Santos


O QUE VALE MAIS?

O que vale mais:
A sabedoria terrena que é diabólica ou
A sabedoria de Deus que é cheia de frutos espirituais?

O que vale mais:
O homem que anda cego e desce o abismo ladeira abaixo ou
O homem que caminha vendo a luz e vai para glória?

O que vale mais:
Ficar preso na condenação ou
Ser livre na justificação?

O que vale mais:
O tolo que tropeça na sua insensatez ou
O prudente que salta os obstáculos com segurança?

O que vale mais:
A semeadura da carne e a colheita do pecado ou
A semeadura do Espírito e a recompensa da vida eterna?

O que vale mais é fazer a escolha certa.


O AMOR QUE SINTO

Deus dos céus,

O amor que sinto é verdadeiro,
É um amor puro que arde em meu coração.
Percebo esse amor através da sua misericórdia.

O amor que sinto é abundante dentro de mim,
É um amor digno que transforma o meu ser.
Reconheço esse amor pela oportunidade de existir.

O amor que sinto é magnânimo,
É um amor nobre que está em minha alma.
Noto esse amor ao ver sua perfeição.

O amor que sinto é farto em meu íntimo,
É um amor indispensável para meu viver.
Experimento esse amor em todo amanhecer.

O amor que sinto é recíproco, pois o Senhor me amou primeiro.
Esse amor não tem fim e permanecerá pela eternidade.

www.denilsonalayon.com.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Poema para download - A História do meu Santo


Disponibilizamos aqui, para download, o poema “A História do meu Santo”. O poema é de Romão de Matos, e foi adaptado por Mary Schultze. É um texto relativamente longo (4 páginas), que, como um poema de cordel, relata a história de um idólatra arrependido. Além de interessante, o poema pode ser usado como arma sutil para evangelizar aquelas pessoas que adoram imagens. 
Para baixar o arquivo com o poema, [CLIQUE AQUI].



A História do meu Santo


Meu amigo e companheiro,
Embora mal me conheça,
Vou lhe falar bem ligeiro,
Antes que o dia escureça.

Vou dedicar meus versinhos
A você que vem de longe,
Viajando por caminhos,
Sofrendo mais do que um monge!

Vou falar-lhe com alegria
De coração, como amigo,
Do que aconteceu-me um dia
Na idolatria em perigo.

Católico consagrado,
Até meus catorze anos,
Fui batizado e crismado,
Porém sofri desengano...

Num parque de diversão,
Arrisquei na jogatina,
Ganhei um santo varão,
Uma imagem muito fina.

Fui pra casa sorridente,
Muita fé no coração,
Abraçando bem contente
A imagem com devoção.

Chegando em casa a vizinha
Admirada indagou:
- Essa imagem bonitinha
Algum milagre operou?

Leva ao Vigário depressa,
Pra ele benzer o santo,
Que a proteção nunca cessa
De quem se agarra ao seu manto.

Levei-o ao Monsenhor
E voltei numa corrida.
Tinha agora um protetor
Pra me abençoar na vida.

Por sobre a cama sozinha,
Em forma de uma cruz,
Fiz uma prateleirinha
E lá botei meu Jesus.

Todos os dias eu rezava
E lhe fazia um pedido.
Meu Jesus lindo eu achava.
Era todo colorido!

Porém um dia chegando
Com a Rosinha nos braços,
No meu santo ela esbarrando,
O pobre fez-se em pedaços!

Senti-me como um insano,
Tive ódio da Rosinha,
Que era bebê de um ano,
Filha daquela vizinha.

Eu gostava da criança,
Mas o meu santo adorava.
E com tal desesperança
Eu de pé ali chorava.

Ainda muito arrasado
Abaixei devagarinho
E com bastante cuidado
Quis juntar os pedacinhos.

Minha consciência falou
Direto ao meu coração:
Deus ao mundo tanto amou,
Que já nos deu salvação.

Só CRISTO Jesus – eu sei –
Que é também o Deus Forte,
Pai da Eternidade e Rei,
Nos livra da eterna morte.

Sentado à destra do Pai,
Intercedendo por nós,
Ele nos salvando vai,
Se ouvirmos a sua voz.

Foi então que eu encontrei
A maior felicidade:
Jesus meu Senhor e Rei
Que é a única verdade.

E coisa bem diferente
Eu tive de observar:
Pela oração do crente
Deus nos vem abençoar.

Mas idólatras levando
Imagem sobre o altar,
Vivem sempre se cuidando
Para o santo não quebrar.

Romeiros morrem aos centos,
Viajando em caminhões,
Pobres, famintos, sedentos,
Só carregando ilusões.

Prezado amigo romeiro,
Que de tão longe chegou,
Adore o Deus verdadeiro
Que a todos nós sempre amou.

Em espírito e verdade
Adoremos ao Senhor,
Pois Ele é realidade,
E nos salva por amor!

Ele quer ser adorado
Com a mente e o coração.
E jamais representado
Por ‘santos’ feitos à mão.

Deus condena a idolatria,
Santo feito até de ouro
(Menino Jesus ou Maria),
Para Ele é um desdouro.

Prestar um culto a imagens
É ato mais que bizarro.
Eles são como paisagens
Feitas de madeira e barro.

Têm boca mas não falam
E são tão cegas e surdas,
Que bênçãos jamais propalam
Só maldições absurdas.

Trancados num oratório,
Como presas algemadas,
Seu existir é simplório,
Precisam ser carregadas.

Deus ao mundo tanto amou,
Que a seu filho deu por nós.
Morreu mas ressuscitou!
- Escutemos Sua voz.

Pra toda alma perdida,
EU SOU... Jesus disse assim:
Caminho, Verdade e Vida,
Ninguém vem ao Pai sem Mim!


Versos de Romão de Matos
Adaptados por Mary Schultze

Poema para download - A História do meu Santo



Disponibilizamos aqui, para download, o poema “A História do meu Santo”. O poema é de Romão de Matos, e foi adaptado por Mary Schultze. É um texto relativamente longo (4 páginas), que, como um poema de cordel, relata a história de um idólatra arrependido. Além de interessante, o poema pode ser usado como ferramenta sutil para evangelizar aquelas pessoas que adoram imagens. Para baixar o arquivo com o poema, [CLIQUE AQUI].

segunda-feira, setembro 03, 2007

Um poema de Jonathas Braga


Os Três Seguidores

Ambicioso talvez, talvez interesseiro,
chegando-se a Jesus, assim disse o primeiro:
- Mestre, eu te seguirei aonde quer que fores
e te acompanharei sem mágoas, sem temores!

Respondeu-lhe Jesus: - As aves têm pousadas
e as raposas, covis distantes das estradas,
mas ao Filho de Deus não há quem lhe ofereça
ao menos um lugar onde ponha a cabeça.

A um segundo Jesus chamou com voz maviosa:
- Segue-me! A estrada é longa e às vezes espinhosa.
Disse o moço, porém: - Deixa-me que primeiro
Vá sepultar meu pai, num gesto derradeiro.

Respondeu-lhe Jesus: - Ora, deixa que os mortos
sepultem, afinal, também os outros mortos,
e tu, cheio de fé e sem hipocrisia,
o reino que é de Deus a todos anuncia.

Depois, veio um terceiro o Mestre procurando
e de Jesus ouviu: - Vem, segue-me!

Recuando,
o moço respondeu: - Deixa que me despeça
daqueles a quem amo antes que te pareça
muito tarde demais para seguir-te ainda,
então te seguirei por essa estrada infinda!

Respondeu-lhe, porém, Jesus: - O que algum dia
lança mão de um arado e para trás espia,
esse não é capaz de ser meu companheiro
na pregação do reino eterno ao mundo inteiro!

O primeiro é dos tais que buscam o proveito,
mesmo que a salvação jamais tenham aceito;
o segundo é dos que se fazem conformados
ainda que jamais sejam interessados,
o terceiro, porém, indiferente e frio,
porque sempre apresenta um pretexto vazio,
não procura aceitar a mensagem divina
que livra o pecador da morte e eterna ruína.

do livro A Maravilhosa Luz

quarta-feira, agosto 29, 2007

Dois poemas de J. T. Parreira



Salmo do Amor Interrompido

«Já ninguém nos molda com terra e com argila.»
Paul Celan


Agora o teu sopro espalha o nosso pó
abandonamos nossos mortos
com terra e argila e o sal
que vertemos pelas pupilas
Que nos adianta chorar?
O ímpio persegue o pobre
ódios são bombeados do coração
e o nosso grito, Senhor, está longe
e retorna aos nossos ouvidos
E és Tu, no entanto, o único
que compreende a nossa voz
o cheiro do nosso medo
no corpo escondido.


O Coração

(Para o Carlos Baptista,diretor de Novas de Alegria )

Carlos, os teus olhos saíram de cena
a tua sombra, também
a tua sombra que subiu
contigo para uma das ruas
do Céu, hão-de cair agora folhas
em branco do lugar
em que estavas sentado a procurar
a espiga, o fruto, das palavras
hão-de vir pássaros trazer
sementes invisíveis à tua porta
- mas tu estás noutro Lugar
sentado com os olhos
fixos na alegre passagem
do Cordeiro.

9-8-2007

sexta-feira, agosto 24, 2007

Dois poemas de Myrtes Mathias


do livro Ainda Canta o Coração, disponível para compra no site da União Feminina Missionária Batista do Brasil .



A Flor e o Vento

Nada me pesa hoje.
A não ser o amor.
Mas o amor não pesa. Levanta pesos, afasta questionamentos, abre a janela, enriquece a alma, faz milagres de transformação.
Hoje, por exemplo, antes
que o olhar alcance o muro,
a chaminé da fábrica, a poluição,
o amor me faz ver o jardim,
e sentir que é um pouco meu,
com suas roseiras e companheiras que se balançam ao vento...
Um vento bom, que não levanta pó, e refresca o ar e a alma da gente.
E é, então, que me volta o pensamento:
será o vento que balança a flor ou será a flor que se balança ao vento? Isso tem importância?
Claro. Toda descoberta é importante:
se é a flor que se balança, tem que estar atenta e até ansiosa;
mas se ela apenas se inclina,
para lá, para cá,
à vontade desse vento que ela nem sabe de onde vem, nem para onde vai, é apenas uma questão de sensibilidade, confiança, entrega total.
Isso é lá com a flor.
E comigo, também.
Porque, nessa manhã de bem e luz, a harmonia que me faz cantar assim é a paz de Deus reinando em mim!


Dever do Dia

Pára de lutar, queixar, acusar,
buscar razões, soluções,
em mil caminhos
que vão chegar ao nada,
como uma porta fechada
ao fim do corredor de cada tentativa.
Pára de buscar alternativas,
procurar explicações.
“Deixa o assunto com o Pai”,
que tem a força e a sabedoria
e confiante vai
fazer o teu “dever do dia”.
Levanta os olhos até onde
o olhar alcança
e vê quanta falta de paz e esperança:
campo branco a esperar por ti.
Começa por aqui. Ao teu redor
há um mundo de oportunidades
para exercer o amor.
Mas, se nem mesmo consegues te mover,
lembra que Deus habita no louvor:
pede, então, que derrame
em teu coração a sua alegria
que nossa força é:
e pela fé, aí mesmo
- onde só Deus é tua Companhia –
canta essa Alegria!
Esse pode ser
o teu dever do dia!
- ...amanhã?
- “Deixa o negócio com o Pai”!

segunda-feira, agosto 20, 2007

Um poema de Roberto E. Zwetsch

Salmo de Um Protestante

Pai Nosso,
somos filhos e filhas da Reforma,
mas andamos desgarrados, ausentes,
descompromissados, desiludidos até.
Onde ficou o espírito protestante
do movimento?
Perdeu-se na mesmice do tempo
ou se ocultou preventivamente?

Que evangelho é este que anunciamos?
Consolo barato ou desafio permanente?
Protesta contra nós, Senhor da Vida,
quem sabe alguém te escute,
e o espírito primeiro desate
o nó que asfixia a minha via.

Perdão, Senhor,
pela arrogância dos iluminados,
pela certeza dos piedosos,
pela leviandade dos despreocupados,
pela ciosa cautela dos fartos.
Ajuda-nos a buscar o Evangelho
da graça e da vida solidária.
Isso não é pouca coisa.
E ajuda-nos a viver com os olhos da justiça
e do amor.
Tem piedade de nós, Senhor!

Do livro: Vigília: Salmos para tempos de incertezas

sexta-feira, agosto 17, 2007

Um poema (tríptico) de Josué Ebenézer


TRÍPTICO DA VIDA

1

Se existe dom supremo, só pode vir de Deus.
E que nome ele recebe, senão algo sublime?
Amor! É o próprio Deus vendo os filhos seus
que foram alvo na Terra da ação que redime.

Esse dom sublime, em suprema excelência,
amor que brota de Deus e logo dele emana.
Pois só nele tal sentimento é parte da essência
que na terra aos homens une e todos irmana.

Ah, amor! Vens de Deus e para onde vais agora?
Se não ficas em mim, sinto o moer de uma dor.
Se não ficares comigo, Deus presente da aurora

ao por do sol de uma vida que se abre em flor!
Amor, amor! Sentirei longo pesar e, abatido,
prosseguirei meu caminhar, triste e sofrido...

2

Por quê? Por que estás abatida ó minha alma
e é triste o teu caminhar na face desta Terra?
Se o coração pede alívio e também a calma
em Deus encontras bálsamo que dor encerra.

Exercita-te naquela - que de todas as expressões
que o homem pode fazer -, o leva a se pôr em pé!
E que acende uma chama, brasa nos corações.
E que atende pelo nome; singelo nome de fé!

A fé é um remédio que levanta qualquer enfermo.
É força a animar o corpo e o coração cansado.
Que traz para o caminho o que se acha no ermo

e faz do oprimido um ser novo, revigorado.
A fé é alimento para sempre e todo instante
e na vida do crente se faz presença constante.

3

Além do amor e da fé, de que precisa o homem?
Que sentimento necessita para atravessar a vida?
Se os dias são frios, duros, áridos e já consomem
o que ele tem de melhor que é o motor de partida?

Então não fiques parado, esperando acontecer.
Quem sabe faz o tempo, faz a hora, e o momento.
A vida é pra ser vivida, tu nascestes para crescer.
A esperança é o motor que te põe em movimento.

Porque tens sonhos, caminhas; a estrada está aberta!
E a esperança que aninhas não está pra ti deserta.
É um oásis de vida, com sombra, água e amor.

Por isso desperta e prossiga com garra no coração.
Saboreie da árvore o fruto que tu vistes como flor.
E ao que achares no caminho, chame logo de irmão.

Fonte: www.josuebenezer.blogspot.com.

terça-feira, agosto 14, 2007

Moça, me dá uma Rosa! – Poema de M. B. França

Disponibilizamos aqui, para download, o famoso poema de Mário Barreto França, “Moça, me dá uma rosa!”, muito pedido pelos leitores. O poema é relativamente grande (4 páginas), e por isso não o publico diretamente nas páginas do site.

Para baixar o arquivo com o poema, [CLIQUE AQUI].

Dois poemas de Marcos Soler


Poemas de Marcos Soler, do livro Além do Rio (Editora Hosana, 2000)

Respostas de Deus

Na adversidade... O inimigo
o coração exaspera!
- Senti de perto o perigo
desejei a ele o castigo.
Clamei a Deus! Ele respondeu:
ESPERA!

O plano era tão lindo
persisti com tanta emoção!
Da minha vontade provindo.
Percebi quando: Só e findo!
Deus outrora respondera:
NÃO!

No caminho... mui tribulado
Pensei: A morte será o fim!
Clamei! Tens pra mim traçado
um caminho iluminado?
Com amor Ele respondeu:
SIM!



Os Ídolos

Feitos de barro,
bronze e madeira...
- Eu não entendo
deuses que morrem
numa fogueira!
Tapado nariz!
Nenhuma visão!
Boca sem fala!
Duvido que ouçam!
Que enganação!...

Estão inertes
todo momento.
- Queres ainda
curvar-se a eles
num juramento?

A esses ídolos
são semelhantes:
Seus construtores
e todos que neles
estão confiantes!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Dois poemas de Brissos Lino



SALMO PRESENTE

Escuto. Mas o uivar dos lobos não me assusta.
Nem o rumor do vento
poque o meu olhar se me alonga
para os pastos verdejantes
e águas tranquilas.
O bardo onde vivo refrigera-me
(já nem sei o que sejam veredas errantes).
A lã de que sou vestido é branca,
e só de alegria o peito me salta
porque a mesa em que me sento é farta
e os meus inimigos se espantam comigo.


O céu de Auschwitz

Os gritos, o medo
a força da vida
nos barracões de Auschwitz
metralhadoras miram
corpos nús
homens e mulheres
velhos
crianças
quatro milhões de inocentes
no espanto da igualdade
russos, judeus e polacos
franceses e outros
metralha e “Zyclon B”
a besta nazi rumina
vinte mil mortes por dia
nas câmaras de Auschwitz
toneladas de cabelo
milhares de óculos
roupas
dentes postiços
brinquedos e chupetas
o stock ignominioso
da besta
satanás desmascarado
no carnaval carioca
da morte
…………………………………..
o céu é cinzento e húmido
hoje
em Auschwitz.

In “Salmo Presente”, IEC, Setúbal, 1996

domingo, agosto 05, 2007

Dois poemas de Caio Kaiel



Poema

Amar é escolher a dor que não se quer sentir.
É fechar os olhos enquanto se pode ver.
Tentar compreender,
quando tudo o que se quer é sentir e ver,
quando os olhos já não bastam para observar,
nem as palavras para dizer.

Nasce na entrega do que não se tem,
sobrevive na condição irrefutável do ser em estar junto.
É dádiva de Deus.
Acontece na procura pelo estar perdido
e existe enquanto estiver nos braços de Deus, seu inventor.
Não vem de nós mesmos.

Se amo, perco.
Pois na vida eu só tenho aquilo que deixo.


o-puro

Limpei minhas mãos nas coisas que perdi,
purifiquei meu coração nas coisas que me foram tiradas.
Não ter nada é o começo de ter alguma coisa.

www.caiokaiel.blogspot.com

*Nota do editor: A foto das flores é de minha autoria. Sempre que possível, tentarei postar mais fotos que venho tirando, as quais podem ser livremente copiadas e republicadas em qualquer lugar.

Um poema de Dária Glaucia


Ó minha Bíblia, ó livro precioso! Quando velha ficares, bem velhinha
e eu também envelhecer contigo,quando recordações de erros passados
e glórias e torturas e pecados...se projetarem diante dos meus olhos...
Quem me dará a mão na hora derradeira quando o passo falhar nessa fatal carreira?
Quem me trará de novo as energias moças quando o corpo e a alma estiverem sem forças?
E quem me dirá na hora extrema o verso derradeiro de um poema que me fez doce a peregrinação?
Oásis de consolo ou de esperança, bússola a apontar-me o norte,
arrimo, escudo, vida e segurança e o cajado apoiado ao qual irei ao vale da sombra da morte?
Tu, somente tu, ó minha Bíblia, abrir-me-ás as portas de ouro e jade por onde entrarei
no céu dos céus, e aqui na Terra, ficarás ó Bíblia para guiares outra alma como eu
para os portões da Luz, à Paz, à Vida, para a Imortalidade e para DEUS!


*Nota: A foto que ilustra este poema é de um Monumento à Bíblia, localizado no bairro Teixeira de Freitas, aqui em Niterói - RJ. O monumento foi inaugurado no Dia da Bíblia do ano passado (10 de Dezembro 2006) pela Igreja Assembléia de Deus em Teixeira de Freitas.

terça-feira, julho 31, 2007

Dois poemas do pastor Décio Moraes


Poemas de Décio Moraes
Do livro Explosões do Coração



Me Alegro

Me alegro nesta noite pela tristeza que por vezes me invade a alma, me tirando até mesmo a calma.

Me alegro ao sentir-me útil ao meu semelhante quando isto percebo ao fixar o seu semblante radiante.

Me alegro ao ver minha querida igreja, meus parentes, irmãos e amigos, todos queridos, juntos, no mesmo lugar reunidos.

Me alegro ao perceber que nada sou mas que em meio ao nada, Deus age, realiza, faz. Isto me dá paz.

Me alegro pelo tempo, tempo que me tem dado o Senhor, tempo de viver, e para viver. Tempo para sofrer,
Tempo para crescer, tempo para ser.

Me alegro por ter descoberto a fé e mais ainda por ter sido
Descoberto por Deus, o meu Senhor, o Soberano Criador!

Me alegro com a alegria do outro que me contagia
Inundando o meu ser. Ah!
Como é bom ver a alegria do meu próximo!
Como isso me faz bem!

Me alegro com o sucesso alheio, a ele não fico alheio,
Com ele me agiganto, ao ver que de alguma forma
Contribui para o meu sucesso.

Me entristeço em ser um ser pecador. Confesso com muito dissabor, pois com isso sofro, mas, logo me alegro porque Deus ama o pecador. Logo, Ele também me ama!

Me alegro por você, sofro e choro por você,
Porque você é o centro das atenções de Deus
E nesta noite você está aqui. Por isso me alegro!


Mestre!
(Rm 5:1-5)

Como é bom ter um Mestre como o Senhor Jesus!
Um Mestre que nos justifica, nos torna justos diante de Deus.

Mestre que nos dá paz – aquela que excede todo
o entendimento, em todo e qualquer momento.

Mestre que nos dá acesso à graça de Deus,
que passa a dominar a nossa vida.

O Mestre que nos firma,
e é a nossa própria esperança.

O Mestre que nos possibilita aprender
com as nossas próprias tribulações,
nos ensinando que por meio delas algo positivo
dentro de nós acontece, é produzido: a perseverança.

O Mestre que transforma o ruim em algo sempre bom,
benéfico, e muito mais do que podemos pensar ou imaginar.

Assim é o Mestre:
não satisfeito com o produto da tribulação
ele gera a experiência, e desta a esperança.

É o Mestre dos mestres, o Senhor Jesus, a minha, a sua, a nossa luz!
Ele é a verdadeira esperança que não confunde,
pelo contrário, infunde sempre no nosso coração
um plus, um algo mais...

Ele, o nosso Mestre, é a demonstração
viva e inequívoca de que o amor de Deus
é derramado em nosso coração.
O objetivo desse derramar é fazer com que estejamos repletos
de amor, transmitindo-o com emoção.

Ó bendito Mestre e Senhor,
Tu és o próprio Deus de Amor!
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