terça-feira, novembro 27, 2007

Dois poemas de Raquel Fragoso



Procurei sua mão estendida e vi
seus braços esguios em volta de mim
És Deus e Abrigo
és amparo e amigo

Busquei sua voz ecoando
e ouvi sua Palavra falando de um amor sem fim
Eterno Grande Senhor
Ouviste-me

Pensei em tuas obras e projetos
sonhos e trajetos
para minha vida
e senti sua vara e cajado
estendido direcionando-me!

Fica comigo Senhor!


Vem Senhor

Levanto minha voz a despeito da dor
ergo-me sobre os pés vencendo todo opressor
Clamo ao meu Deus pois Ele do seu templo falou:
- Espera em Mim, pois sou o Teu Salvador!

Sobe em um querubim e vem Senhor!
Baixe os céus e sobre uma nuvem, desce meu Ajudador!
Desce sobre esta igreja, comprada pelo teu amor
Faça-se ouvir tua voz de vitória e os cânticos
dos que pelejam oh Redentor.

Eis que vejo vindo sobre as asas do vento
o Grande EU SOU
Ele tem uma balança em suas mãos
pois é Detentor
de todo Poder e glória
Vem Consolador!

Uma grande Batalha é travada, vejo o esplendor
daquEle que milita minhas causas e é Vencedor

Troveja ! Troveja!
Levanta tua voz!
Troveja! Troveja oh Altissímo
Sobre nós!

Vence os nossos inimigos e põe sobre eles terror
a fim de que saibam que a igreja é tua oh Cristo Senhor!

II Samuel 22:7 Na minha angústia, invoquei o SENHOR, clamei a meu Deus; ele, do seu templo, ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.
8 Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos céus e se estremeceram, porque ele se indignou.
9 Das suas narinas, subiu fumaça, e, da sua boca, fogo devorador; dele saíram carvões, em chama.
10 Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão.
11 Cavalgava um querubim e voou; e foi visto sobre as asas do vento.
12 Por pavilhão pôs, ao redor de si, trevas, ajuntamento de águas, nuvens dos céus.
13 Do resplendor que diante dele havia, brasas de fogo se acenderam.
14 Trovejou o SENHOR desde os céus; o Altíssimo levantou a sua voz.

Uma trova do Pr. Jair Gomes de Oliveira



CONHEÇA O VALOR DA IGREJA

A igreja que Jesus fundou é gentílica,
morena, perfeição sem igual, tudo errado evita;
tem carisma, tudo que Jesus lhe deu aplica,
no seu viver transmite paz, nada complica.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Dois poemas de Josiléia Ferreira Neves


Canto a Igreja

Há uns que cantam a igreja dos grandes e lindos templos.
Eu canto a igreja de vidas redimidas!
Há quem cante a igreja de rótulos e preferências.
Eu canto a igreja dos irmãos!
Há as que cantam a igreja dos “grandes” e “entendidos”.
Eu canto a igreja dos crentes humildes!
Há os que cantam a igreja da tradição.
Eu canto a igreja da vida!
Há os que cantam a igreja que se projeta.
Eu canto a igreja dos que são servos de Cristo!
Há os que cantam a igreja que cresce na sociedade.
Eu canto a igreja que serve a humanidade!
Há os que cantam as igrejas que idealizam, projetam.
Eu canto a igreja que serve ao próximo!
Há os que cantam a igreja que tem ciência.
Eu canto a igreja que tem amor!
Eu canto a igreja redimida pelo seu sangue, tendo na face o rosto de cada povo e tendo na língua os idiomas das nações.
A igreja que serve;
A igreja que ama;
A igreja que adora;
Eu canto a igreja de Cristo que um dia entoará com ele em glória!


Reflexão sobre o servir

Servir é muita das vezes levar água estando com sede, mas deixar para beber depois;
Servir é muitas vezes deter a própria lágrima enquanto outro chora no teu ombro;
Servir é tantas vezes calar a própria dor para ouvir o lamento de outrem;
Servir é tantas vezes já cansado caminhar mais uma milha;
Servir é ajudar o irmão a levar a cruz, sentido o peso da sua própria cruz;
Servir é estender a mão. É mais que emprestar e doar o coração;
Servir é tirar da alma o melhor que se tem, para ministrar a alguém;
Servir é tantas vezes esquecer a própria ferida que dói e sangra, para aplicar azeite e vinho na ferida aberta do irmão;
Servir é esquecer o cansaço e dar mais um passo;
Servir é dar um sorriso, um abraço em seu ombro, ouvido, mão, presença e coração;
Servir é usar tudo que tem e buscar o que não tem, para de alguma forma abençoar alguém;
Servir é amar com obras e se colocar nas mãos do Senhor,
Para ser útil onde e como Ele quiser;
Servir é ser instrumento para que o amor de Cristo alcance corações;
Servir é deixar que Cristo ame através de nós.

Fonte: www.semipa.org.br

domingo, novembro 18, 2007

Dois poemas do Pr Laerço dos Santos



Lembra-te do Senhor na tua Mocidade

Lembra-te do Senhor na tua mocidade
E não te iludas nunca com a vil vaidade
Procura agradá-lo com seu bom proceder
Para que vindo os anos, recorde-os com prazer

Em toda tua força procura o servir
Agradecendo a Cristo por ter remido a ti.
Sê grato a Ele sempre, cantando em seu louvor,
Lembra-te enquanto és jovem do teu bom criador!

Entrega ao Mestre amado tua vida sem reserva
Pois a mocidade passa como a flor da erva.
Muitos que foram jovens, já não trabalham mais,
Vais substituí-los, pra não ser tarde de mais!

Portanto ó mocidade, procuras com fervor
Levar almas perdidas aos pés do salvador.
É grande o sofrimento delas em escuridão,
Leva a Luz de Cristo, e sua salvação!

A hora é chegada, e de definição!...
Porque exitar tanto?... Prega a salvação!
O Mestre te ordena, e com amor profundo
Portanto, mocidade... falas de Cristo ao mundo!


Assim é o Amor

Assim é o Amor
É puro qual criança, sem maldade,
Justo para com todos e sem distinção.
Ordeiro, nunca usa de desigualdade,
Se alegra com o bem, pratica a união.

Assim é o Amor
Sofre quando a inveja pode até superar
Do homem a boa ação, não usa de fingimento.
O Amor só deseja vida mui salutar
Um brilhante futuro de verdadeiro alento.

Assim é o Amor
Não aceita mentira, não engana a ninguém,
Ao próximo não defrauda usando de injustiça.
É sincero o Amor, nobre, ódio não tem
Benigno, compassivo e a todos conquista.

Assim é o Amor
Tolerante, gracioso, perfeito, transparente,
Humilde, verdadeiro, não se irrita à toa,
Qual Paulo disse ser de coração clemente:
Não paga mal por mal, ao ofensor perdoa.

Assim é o Amor
Sensato, bom, leal, sempre de grande ação
Límpido, pois emana do nosso Pai da Luz
Perfeito, bênçãos traz.

Visite a página do pastor:
www.oagape.blogspot.com

sábado, novembro 17, 2007

Um poema de R. E. Neighbour


A Igreja em Laodicéia

Tu dizer: Sou rico e de nada necessito,
Porém nu estás, és pobre e cego realmente;
Compre de Mim ouro, puro e refinado pelo fogo,
Ouro que enriquece, extraído do Céu;
Vestes brancas preparei também para ti,
E colírio para teus olhos, para poderes ver;
No mundo te concentraste, apressa-te a arrepender,
Ainda te amo, Meu Coração está inclinado para ti.

Quanto tempo permanecerei batendo em tua porta?
Por quanto tempo deverei implorar por Minhas misericórdias?
Agora mesmo desejo entrar contigo e cear,
Beber contigo do Meu cálice de amor;
Deixe o mundo, aprenda a vencer,
Então terás no Lar, entrada abundante,
Pois aos “Vencedores” eu concederei que assentem
Comigo no Meu trono, pois são qualificados.

Vem, abre teu ouvido outrora tão fechado,
Então ouviras aquilo que o Espírito diz;
“Lembra-te de como teus pais Me tentaram,
E não puderam entrar, nem puderam ver,
Minha Canaã – todas as glórias do Meu descanso;
Por isso teme, para que de preguiça em teu ninho,
Não venhas também a descrer da Minha promessa,
E fracassar em alcançar o teu reinar Comigo.”

Fonte: www.preciosasemente.com.br

terça-feira, novembro 13, 2007

Dois poemas de Helder Nozima


Não, não olhe para trás
Mesmo que o horizonte seja negro
E que não consigas ver adiante
Ainda assim... não olhe para trás

Bem sei o que me dirás:
Que o presente é filho do passado
Que não podes compreender onde estás
Se não olhar para os passos que deste até aqui

Mas, ouve-me, e atende ao que te direi
Se voltares teus pensamentos para o que já foi
E lá deixar tua mente e coração...perecerás
Não podes ir atrás daquilo que já passou

Se erraste e perdeste muitas bênçãos
E te lembras da calmaria que deixaste
E lamentas a desventura de agora
Ainda assim, olhe adiante

Pois além das nuvens negras ainda brilha o Sol
E, se vives, corrige o que puderes
Se perdeste bênçãos, saiba que elas não são únicas
O Senhor tem outras, logo ali, além das nuvens

Deixe para trás o que para trás ficou
Quer sejam erros ou acertos, tristezas ou alegrias
Olhe para a estrada que o Senhor te colocou
E continue caminhando, sem desanimar


Renovo

Muitas vezes penso em me entregar
Pois meus olhos não vêem esperança
Mas apenas a dor de não ser o que queria
O homem que tanto desejo ser

Penso nas pessoas que me decepcionam
Na frieza e na solidão de cada fim de semana
Nas lutas que se mostram tão grandes
E na ausência de quem me apóie contra o inimigo

E, então, meus olhos se enchem de lágrimas
E choro um choro que ninguém vê nem ouve
Filho da dor e da solidão,
Da fraqueza e da decepção

Mas não me deixas caído
E, embora sejam poucos os que me ouçam
E seja grande a minha rebeldia contra Ti
Ainda assim, me amas e me resgatas

Acaba-se a força e a esperança
Vêm a tristeza e o desespero
Mas Tu sempre me acalmas
E renovas meu ânimo e minha força

Visite a página do autor:
www.nozima.blogspot.com

sexta-feira, novembro 09, 2007

Dois poemas de Ariovaldo Ramos


O Pão de Cada Dia

Quero de tudo que o poder traz,
Mas, se cada dia tem o seu mal...
Que venha só minha porção de sal;
Deve ser este o preço da paz.

Eu não sei, de fato, do que preciso:
Eu quero o mundo; quero o fundo;
Só me vejo num devaneio rotundo;
Tento, mas, não consigo ser conciso.

Eu busco alguém que me direcione,
Que me diga o que me impulsione.
Senhor! No meu lugar, o que faria?

Não liga para a minha loucura...
E para me livrar dessa tortura,
Que só seja o pão de cada dia.


Vejam Só!

Pai, nunca teria imaginado:
Queridos filhos seus, antropófagos,
Devorando, quem creria, seus xifópagos!
Numa tal espécie de ensopado.

Não está, também, em nenhum caderno,
Que beatos, por antropofagia
Foram mesmo vítimas; quem diria!
Do que fez o nosso Brasil moderno!

Bem, o que o Senhor ficou pensando?
Ao ver cristão a cristão devorando?
Não sei se tal ato ficou impune...

Mas, como o Senhor é brasileiro,
Estou certo, entende por inteiro:
É só a antrofagia que nos une.

Nota: No sec XVII religiosos foram mortos por índios potiguares. No sec XX um padre pediu a beatificação dos que foram mortos, só possível se a morte tiver sido por motivos religiosos.
O padre alegou que a morte foi por motivos religiosos, porque os potiguares, aliados dos holandeses, eram calvinistas. E, mais: eram canibais - mataram os religiosos e os devoraram no almoço... ou terá sido no jantar?


Fonte: www.ariovaldoramos.com.br

terça-feira, novembro 06, 2007

Um poema de Charles H. Spurgeon



Existe um tempo, não sabemos quando,
Um ponto, não sabemos onde,
Que marca o destino dos homens,
Para glória ou desgraça.

Existe uma linha a nós invisível,
Que cruza cada caminho;
O limite misterioso entre
A paciência e a ira de Deus.

Passar este limite é morrer,
Morrer como se em segredo:
Ele não apagasse o olhar que brilha,
Nem empalidecesse a saúde que incandesce.

A consciência pode estar todavia tranqüila,
O espírito leve e alegre;
Naquele que pensa estar agradando,
E nem cuida ser arremessado para longe.

Mas sobre esta testa, Deus tem colocado
Permanentemente uma marca
Invisível ao homem, porque o homem ainda
É cego e corre na escuridão.

E ainda que o caminho do homem condenado
Como o Éden possa ter florido;
Ele não sabia, nem sabe, nem saberá,
Nem sente que está condenado.

Ele pensa e sente que tudo está bem,
E cada medo é tranqüilizado;
Ele vive, morre, acorda no inferno,
Não somente condenado mas desaprovado.

Ó, onde está Tua misteriosa linha,
A qual nosso caminho cruza,
Além da qual o próprio Deus tem jurado,
Estar perdido quem dela passar?

Até onde podemos viver pecando?
Quanto Deus tolerará?
Quando a esperança termina? E onde começam
Os confins do desespero?

Uma resposta dos céus é enviada:
‘Tu que te desvias de Deus
Enquanto és chamado, hoje, Arrepende-te!
E não endureças o teu coração.’

sexta-feira, novembro 02, 2007

Dois poemas de Heldai Lemos Ferreira


Abre Meus Olhos

Sabe, Senhor...
Às vezes olho para os lados e Vejo pessoas que não ouvem, não vêem
Desde crianças, jovens e velhos isolados.
Que esperança eles têm?

Às vezes observo estas pessoas por um momento
Elas têm sua linguagem, seus amigos, seu jeito de ser
Mas o tempo passa, logo esqueço. Lamento.
E me desculpo dizendo:” O que posso fazer?”

Já pensei até em aprender a me comunicar,
Mas não tenho tempo, moro longe demais.
Então desisto e deixo tudo de lado
Deixo tudo para quem queira mais.

Às vezes oro com convicção da tua onipotência, Senhor.
Pedindo que abra os ouvidos dos surdos, faça-os ouvir.
Mas esqueço de pedir-te para abrir meus olhos
Para que eu veja o que posso fazer e como devo agir.

Será que resolverá, se eu abrir meus braços para abraçar.
E um sorriso, um aperto de mão, um “Deus abençoe”. Será?
E se eu enfrentasse esse receio, esse medo, essa indiferença para me aproximar?
Eu não sei, não tenho certeza, estou de olhos fechados. Mas eu te peço...
...Senhor, abre meus olhos para que eu possa enxergar.


Atos 3:1-10

Um homem, coxo de nascença,
A pedir esmolas à porta do templo.
Uma cena que há muito se repetia
E hoje, de maneira diferente contemplo.

Àquela porta, chamada “formosa”
Um milagre maravilhoso aconteceu.
Foi algo vindo de Cristo, O Salvador
E o fato assim sucedeu :

“- Uma esmola, por favor”
Aquele homem estava pedindo.
Pediu também a Pedro e João
Quando ao templo estavam indo.

E Pedro com toda autoridade
Ao homem dirigiu sua voz
E deu esperança a ele dizendo :
“- Olha para nós”.

O homem para ele olhou
Esperando algum dinheiro receber.
Mas não fazia a mínima idéia.
Do milagre que iria ver.

“- Não tenho prata nem ouro”
“Mas o que tenho te dou”
Disse Pedro àquele homem
Que à porta os abordou.

E com a autoridade dada por Deus
Pedro continua a falar:
“Em nome de Jesus. Anda”
E o homem começou a levantar.

E foi entrando no templo
Cantando e louvando ao Senhor
E todos estavam admirados,
Cheios de assombro e temor.
Pelo milagre concedido
Por nosso Senhor e Salvador.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Um poema de José Britto Barros

ELE DEU A SUA VIDA POR NÓS
E nisto conhecemos o amor, que Jesus deu a sua vida por nós.
(I João 3. 16)

Ele deu a sua vida por nós...
E nós, o que damos por Ele?
Paremos a pensar...
Por nós Jesus deu a sua vida ...
Vida completa, inteirinha, total...
Vida sem mácula , perfeita , santa , justa e dadivosa ...
E nós, que vida é que vivemos para Ele ?

Ele deu a sua vida por nós...
O seu grandioso amor sem par,
Amor perdoador, intenso, permanente ,
Amor redentivo, singular , transformador...
E nós, que de amor mostramos a Jesus?

Ele deu a vida por nós...
Sua capacidade intercessora,
Sua misericordiosa graça salvadora,
A perfeita compreensão dos nossos males...

Ele deu a vida por nós...
Suas virtudes positivas, os seus atos de amor,
As suas palavras eternais...
E nós, o que lhe damos?

Ele deu a vida por nós...
Aquelas mãos divinas,
Benfazejas mãos que tocaram leprosos,
Mãos que descerraram o véu de pobres cegos
Fazendo-os mirar as belezas da luz...
Mãos que repousaram sobre os aleijados,
Mãos que serenaram vagas e escarcéus,
Mãos que por amor fizeram cessar prantos,
Mãos que abençoaram crianças descalças,
Meninos sem ninguém e filhos prediletos...
Mãos que multiplicaram os pães e os peixes,
Mãos que tocaram mortos, trazendo-os à vida....
Mãos, aquelas mãos pregadas no Madeiro,
Levantadas assim entre a terra e o céu
Para unirem o pobre pecador
Ao Deus supremo e forte...

Mãos feridas, tocadas por Tomé
Para desfazer a incredulidade.
As mãos da doce paz que podemos fruir...
Ele deu essas mãos tão santas e tão puras
Para lenir nossas dores
E suavizar da vida os nossos dissabores...
E nós... que lhe damos então?
Ele deu a vida por nós...
Os olhos de bondade capazes de mirar
Os campos branqueados para a ceifa...
Olhos de ternura que viram multidões abandonadas,
Ovelhas sem pastor, perdidas, maltratadas...

Olhos que miraram a dor dos infelizes
Oferecendo-lhes a suavidade dos cuidados
E o doce lenitivo do amor...
Olhos que invadiram a alma e penetraram o coração,
Ora compungindo e repreendendo,
Como o fez com Judas,
Ora advertindo e restaurando, como o fez com Pedro...
Ele deu a sua vida...
Um olhar voltado para as nossas dores,
Para tantas mazelas de pobres pecadores...
E nós, que lhe damos enfim?

Ele deu a sua vida...
A voz serena e clara,
Replena de poder e de revelação,
Voz terna, para acalmar aflitos e inquietos,
Voz firme, para convidar os indecisos,
Voz suave, para aliviar os oprimidos,
Voz leal, para atingir os infelizes,
Voz segura, para libertar os cativos,
Voz confiante, para dar garantias da eternidade!
Ele deu a vida por nós...
A voz que tudo disse: as vibrações da esperança,
Os deslumbres de glória, os ensinos de Deus , As venturas do céu , os deleites sem par ,
As alegrias sem fim e os gozos e t e r n a i s! ...

Ele deu a sua vida por nós...
E nós, o que lhe damos, irmãos?

Ele deu a sua vida por nós...
Na humildade da manjedoura,
Na fuga do Egito,
Na singeleza de Nazaré,
Na tentação do deserto,
Nos caminhos da Palestina,
Nas regiões de Tiro e de Sidon,
No Mar da Galiléia,
Nas terras de Gadara,
Nas praias de Genezareth,
No solar de Betânia,
Nas alturas do monte Tabor,
Na tranqüilidade do Horto das Oliveiras...

Ele deu a vida por nós...
Nas canseiras e enfados
De não ter onde reclinar a cabeça,
No suor do Gethsêmani,
Na agonia do Calvário,
No vitupério da Cruz,
Na vergonha do Monte da Caveira.

Ele deu a vida por nós...
Sem restrições e sem adiamentos,
Sem reservas quaisquer,
Para remir e salvar e para dar garantias!
E nós, que lhe damos nestes dias?
O mundo é que recebe as nossas atenções?
O mundo é que recebe todo o nosso amor?
O mundo é que recebe as nossas energias?

Silêncio...
Aí está toda a verdade?
Oh! tragédia cruel!
Oh! ferina ingratidão!
Oh! triste compensar!
Se Ele deu a vida, o tudo, a perfeição,
Se por nós nasceu, viveu, morreu e fez ressurreição,
Que faremos então?
Curvemo-nos em prece humilde, e arrependidos,
Banhados no chorar, sinceros, convertidos,
Prometamos de novo real consagração
A quem nos libertou das garras do pecado,
A quem nos redimiu e fez-nos transformados!

Jesus deu a vida por nós...
Resolvamos então
Viver para o servir, viver para o amar ,
Até que o bom Senhor resolva nos chamar!

Ele deu a vida por nós...
E nós, o que lhe damos?
Submissos, fiéis , humildes , dedicados ,
Deixando para trás o mundo e seu valor
Consagremos a Cristo todo o nosso amor!

Lembrança da Cruzada Algo Maravilhoso
Conferencista Pastor José Britto Barros
(Consagrado ao Ministério em 31-10-1954)


Baixe um pequeno ensaio sobre a vida e a obra do poeta e pastor batista, José Britto Barros, escrito pelo nosso colaborador Filemon F. Martins - Para baixar, [CLIQUE AQUI].

quarta-feira, outubro 24, 2007

Um poema de Norma Braga

Veias, ou: poeminha protestante

Trago em minhas veias o legítimo sangue protestante.
Quando era pequena, meus pais me chamavam “a contestadora”.
Não é um título ruim diante de um mundo apodrecido.
A tradição dos tempos não pode definir as coisas.
Só Deus é; só Ele define.
Seus remidos o seguem humildemente
desprezando as ordens em contrário.

Quem dera eu fosse protestante
mais do que a carne o deixa.
Quem dera dizer não
a tudo que ofende a Deus.

Só Jesus pôde, ao mesmo tempo,
amar e protestar perfeitamente.

Fonte: www.normabraga.blogspot.com

terça-feira, outubro 23, 2007

Dois poemas do pastor Ari Pinheiro


Nunca morrer assim

Nunca morrer assim
De tédio se há tanto remédio
Nunca morrer de tristeza
Se existe tanta beleza
Nunca morrer de trabalhar
Se há tanta hora de folgar
Nunca morrer de amor
Que viver é suplantar a dor
Nunca morrer de chorar
Que a vida está no gargalhar
Enfim, nunca morrer
Que o mistério da vida
Reside em... Viver!!!


Talvez

Talvez você tenha pedido para que Deus lhe desse um avião, mas você recebeu uma bicicleta;

Talvez você tenha pedido para que Deus lhe desse uma mansão nas Bahamas , mas você recebeu uma casinha em Ribeirão do Nunca;

Talvez você tenha pedido para que Deus lhe desse o dom de pastorear, mas você recebeu o dom de cura divina;

Talvez você tenha pedido para que Deus lhe desse uma conta bancária com um saldo de milhões, mas você recebeu a salvação da alma e a vida eterna!!!

Lembre-se, Deus, uma vez que outra pode não dar o que você pede, mas sempre dá o que você precisa!!!


Para ler mais poemas deste autor, [CLIQUE AQUI].

quinta-feira, outubro 18, 2007

Reportagem da Revista Graça destaca blog Poesia Evangélica


A Revista GRAÇA Show da Fé deste mês de outubro (número 99) traz uma reportagem sobre blogs evangélicos. "A fé viaja na rede" é o título da matéria, realizada pelos repórteres Marcelo Santos e Viviane Castanheira. E um dos blogs destacados na reportagem é o nosso querido Poesia Evangélica.
Parabenizamos a revista pela relevante e oportuna matéria, e agradecemos pela divulgação de nosso humilde esforço, que é feito por amor à obra de Deus, o qual tem nos guiado e suprido, direcionando-nos para os trabalhos a serem realizados, quer sejam grandes, quer pequeninos. Afinal, é Ele quem opera tudo em todos. A Ele seja dada toda a glória!
E registro aqui meu agradecimento especial ao repórter Marcelo Santos. Valeu, amado! A literatura evangélica agradece.
A Revista pode ser adquirida em qualquer filial da Igreja Internacional da Graça de Deus, ou através do site: www.ongrace.com

Um poema de W. H. Auden

Lutero

Tradução de José Paulo Paes

Consciência pronta a ouvir o ronco do trovão,
Viu o Diabo no vento, todo atarefado
Entrar em campanários, passar sob o vão
Da porta de freiras e doutos em pecado.

O desastre, de que modo evitá-lo, como
Aparar o espinheiro dos enganos do homem?
Carne, um cão silente a morder o seu dono;
Mundo, um lago mudo que os filhos seus consome.

O estopim do Juízo queimava em sua mente:
“Fumiga esta colméia de abelhas, Senhor:
Tudo – obras, Sociedades, Grandes Homens – mente.
O Justo viverá pela fé...” gritou, temente.

E quem, homem e mulher do mundo, o temor
Ou zelo nunca atormentou, ficou contente.

Nota: Embora o poeta e crítico inglês W. H. Auden não fosse um poeta evangélico, vale a pena publicar este texto excepcional aqui. E lembramos ainda que este mês, no dia 31 de outubro, comemoramos 490 anos da Reforma Protestante, iniciada por Lutero.

Fonte: www.profetaurbano.blogspot.com

segunda-feira, outubro 15, 2007

Dois poemas de William Vicente Borges


AMIGOTERAPIA

Em qualquer circunstancia
Comigo andas e me entendes.
Tuas mãos me apóiam quando
meus pés tropeçam e vacilam.

Quero te agradecer amigo
Por gastar tanto tempo comigo.
Por recolher minhas lágrimas
e gentilmente levá-las ao criador.

Nestes meus momentos de dor.
Onde até uma simples oração
Não consegue sair de meus
lábios tão feridos. Oras por mim.

Como é bom ser participante nesta
“amigoterapia” e também dar
o meu ombro como abrigo ao que
precisa tanto de compreensão.

Ter a facilidade de aceitar as
diferenças sem nada cobrar.
Ouvir os segredos mais íntimos
Sem jamais a alguém revelar.

Apenas estar junto.
Apenas ouvir.
Apenas compreender.
Apenas amar.

Jesus um dia disse aos
Discípulos: “Chamo-vos amigos.”
Será que nós entendemos
o que isso significa mesmo?

É uma dádiva esta amigoterapia.
Que muitos a possam praticar.
Para que este mundo seja melhor.
Quem sabe, tudo não pudesse melhorar.


QUERO VÊ-LO MAIS SENHOR

Quero vê-lo mais Senhor.
Vê-lo em cada pássaro que canta.
Vê-lo em cada brisa que refresca minha face.
Vê-lo no sorriso da criança que brinca.
Vê-lo em cada flor que perfuma a vida.
Quero vê-lo mais Senhor.
Vê-lo no nascer do sol que embala o dia.
Vê-lo no prateado da lua que inunda a noite.
Vê-lo no rosto feliz da pessoa amada.
Vê-lo no nascer da criança mais querida.
Quero vê-lo mais Senhor.
Mas principalmente quero vê-lo
mais em mim mesmo.
Quero vê-lo em meu falar.
Quero vê-lo em meu andar.
Quero vê-lo em meu agir.
Para que quando os outros
Olharem para mim
Possam, ao menos, ver
um pouco de ti.
Quero vê-lo mais Senhor.

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Dois poemas de Glicério Montes


TEU PERDÃO

Nesta vida, o comodismo
representa um grande abismo.
Eu sei disso, meu Senhor.
Mas, contrito, enfim, me humilho.
És meu Pai; eu sou teu filho.
Oh, me livra, por favor!

As marés tempestuosas
nada têm do mar de rosas
que avistei num sonho lindo,
pois aos poucos, aos pedaços,
resumida a mil fracasssos,
minha vida vai ruindo.

Eis o preço, não me iludo,
de não ter levado tudo
ao Senhor em oração.
Hoje vejo tudo claro.
Sim, e além do teu amparo,
também quero o teu perdão.


O MUNDO JAMAIS FOI O MESMO

Em tempos distantes, um jovem
pregava aos judeus
mensagens que ainda comovem
e levam milhões a Deus.
Às praias, aos montes e vales,
muitos iam lhe rogar:
Queremos, Senhor, que nos fales
desse amor sem-par!
E tantos que andavam a esmo,
desde então ele conduz.
O mundo jamais foi o mesmo
depois de Jesus.

Um dia, mandaram prendê-lo
em Jerusalém,
e os guardas foram com zelo
cumprir seu dever, porém,
voltaram sem ele, dizendo:
Nunca alguém falou assim,
de um jeito tão lindo, tremendo
e tão meigo, enfim!
Ninguém tem amor tão profundo
como o desse galileu.
Palavras tão sábias o mundo
jamais conheceu.

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sábado, outubro 06, 2007

Dois poemas de João Tomaz Parreira


A SEGUNDA VINDA

Ele levará os nossos medos
como um ladrão a meio da noite
como um rio que leva
nossos reflexos
A escuridão cairá gota
a gota dos nossos olhos
algures na areia do deserto
a forma de um meteoro
apontará para um céu remoto
e as pedras acordarão do sono
no interior das grutas
as coisas caem ao lado, o centro
já não as atrai
Este mundo já não será para nós.


O QUE VIU A MULHER DE LOT

A terra não acolheu
o repouso da mulher de Lot: de pé
ficou de pé a emergir
das ínfimas moléculas de sal
o sonho branco
afundado no silêncio
não houve manhã seguinte, nem
o emergir da alva.

11/8/2007

www.papeisnagaveta.blogspot.com

segunda-feira, outubro 01, 2007

Um poema de Mário Barreto França



VEM CONOSCO!

Amigo, nossa gente
É simples como a choça de Belém;
Mas Jesus, nosso guia, vai na frente;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se é grande a tua luta;
Se não consegues nada de ninguém,
E a tua própria casa não te escuta;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se a existência madrasta
Entre angústias e mágoas te mantém,
E tu mesmo descrês de tudo, basta!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

O mundo é sempre ingrato;
Por mais que faças, nada lhe convém,
A não ser explorar-te; sê sensato!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se os homens e as mulheres
Na glória humana te olham com desdém
Ou te perseguem, nunca desesperes!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Se tu sofres ainda
Pela renúncia pérfida de alguém;
Na crença tu verás que a vida é linda!
Vem, vem conosco e te faremos bem!

Então, no mundo vário,
Tudo o que é bom e puro sobrevém
Àquele que se abriga no Calvário;
Vem, vem conosco e te faremos bem!

***

Amigo, nossa vida
Começa no presépio de Belém
Onde Deus-Revelado te convida:
- Vem, vem conosco e te faremos bem!


do livro Primícias da Minha Seara

quarta-feira, setembro 26, 2007

Dica Relevante - Consulte os acervos de mais de 600 sebos on-line!


Como a maioria dos leitores de poesia evangélica deve saber, muitos dos livros de nossos grandes poetas não tem sido reeditados, só podendo ser encontrados em sebos (lojas de livros usados). Pois bem: existe um site que reúne os acervos de mais de 600 sebos espalhados por todo o Brasil, e muitos deles enviam as encomendas pelo Correio. Fiz um breve teste listando os nomes de 5 de nossos principais poetas evangélicos, no buscador do site, e encontrei livros de todos eles! Se você deseja adquirir livros de poesia evangélica esgotados, e mesmo de outros assuntos, vale a pena conferir:

Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br

P.S. - Ao adquirir algum livro, não se esqueça de enviar alguns poemas para eu publicar aqui...

Dois poemas de Cecília Sant’Anna do Valle Marques


Do livro 'Retalhos de Mim', disponível para compra no site da União Feminina Missionária Batista do Brasil.


E as Músicas Brotarão

Olho lá fora, já desce a noite Senhor
a luz das estrelas já se movem
secretamente, o vento na vidraça
levanta meus olhos para as nuvens
escuras que passam.
Então imagino que a noite é mágica,
e vejo-a chegando adornada de novas
cores, povoada de estrelas cintilantes
e calmas, e meus olhos pulsando
de emoção, se movem em direção
a toda essa amplidão.
nesse instante, vejo brotar de
meus lábios as canções que faço
em forma de lamento, para com elas
achegar-me a teus pés, e derramar
diante de Ti o meu clamor.
A Ti clamo, Senhor da minha vida,
para que chegue a teu trono o meu
gemido, e então, de novo as músicas
brotarão e como cristais escondidos
na terra, estarei protegida por
Tua forte mão.
Dá-me pois de beber em teus ribeiros,
e águas cristalinas e calmas se farão
em mim, para que descanse à Tua
sombra e desfrute enfim de Teu
cuidado paternal.
Pega Senhor, na minha mão doída,
restaura o vaso frágil que sou,
toma o barro, matéria prima que é Tua
e refaz Senhor, o que em pedaços ficou.
Não te lembres pois, querido Pai
das minhas faltas, nem de minhas
afrontas, mas, restaura-me com
Tua mão e Tua graça pois bem sei
que somente ela me basta.
Sei que me moves com teu poder,
e com o sopro de teus puros lábios
devolves-me a vida e a inspiração,
pois certo estou, Senhor, que se
comigo estás
sou bem mais que um simples vencedor.


É Possível Acreditar!

Sei que tuas promessas
nunca falham,
por isso sempre espero em Ti.
Sei que teus caminhos
não são os meus, por isso meus
tropeços aqui.
Sei que conheces todos
os meus
momentos e pensamentos,
e isso
traz conforto pra mim.
Sei que a tua graça
somente me basta.
Por isso confio em Ti.
Sei a poesia continua...
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