domingo, julho 27, 2008

O TEAR, um poema anônimo


O TEAR

Minha vida é mero entretecer
entre o Senhor e eu;
As cores que ele mescla sem cessar
Deus mesmo escolheu.

Tantas vezes penas ele insere,
e eu, sem o orgulho depor,
esqueço que ele vê o lado de cima
e eu, o inferior.

Enquanto o tear não se calar, e
as lançadeiras não deixarem de voar,
Deus não irá desenrolar a tela e
as minhas dúvidas explicar.

Os fios escuros são tão necessários
nas hábeis mãos do tecelão
quanto os fios de prata e ouro
que ele colocou no padrão.

Anônimo

Do livro Encontrando a Peça Perdida, de Lee Ezell

Um poema de Carol Wimmer


QUANDO EU DIGO

Quando digo... "Sou cristão"
Não estou gritando "que sou salvo"
Mas sussurrando que "era um perdido"
Que escolheu o Caminho.

Quando digo... " Sou cristão"
Não falo isso por orgulho
Estou confessando que tropeço
E preciso de meu Guia.

Quando digo... " Sou cristão"
Não estou querendo ser forte
Mas professando que sou fraco
Pedindo forças para prosseguir.

Quando digo... "Sou cristão"
Não estou jactando-me do êxito
Estou admitindo que sou falho
E não posso pagar minha dívida.

Quando digo... "Sou cristão"
Eu sei que não sou perfeito
Minhas falhas são visíveis
Mas Deus confia que mereço.

Quando digo... "Sou cristão"
Eu ainda sinto dores
São minhas cotas de angústias
Porque busco ao Senhor.

Quando digo... "Sou cristão"
Eu não quero ser juiz
Pois não tenho autoridade
Eu só sei que sou amado.

Tradução de João Cruzué, in www.olharcristao.blogspot.com

Um poema de Vítor Carvalho Ferolla (V. Carlos)


Sim?

Pobre, fraco, nu.
Sim! Cheio e vazio...
Forte e também fraco.
Cego e inacabado.

E enquanto olhar
No fundo do ser.
Em mim encontrarei
Muito medo e sofrer.

Um temor falto,
Falto em amor.
Falto na graça,
Falto no perdão.

Mas na Cruz vitória eu vejo!
Sim! Agora vejo o que não via.
Que Deus Pai me ama muito ainda.
E que em mim o Santo Espírito reina.

Reina, pois o Reino de Deus
Está dentro de nós (cristãos?)
Cristãos! Seguidores do Caminho,
Servos e adotados como filhos.

E o Filho do Deus Vivo
Não é apenas exemplo.
Ele é Deus e é Vida.
– em verdade, e em verdade Ele é a Verdade –

D'Ele flui humildade
E também unção, poder.
N'Ele existe compaixão
E também sentido, razão.

Visite a página do autor: http://amandoaoproximo.blogspot.com

terça-feira, julho 22, 2008

Dois poemas do Pr. Lindolfo Weingärtner


Prece pelo Espírito

O vento sopra onde quer –
Não o conseguirás forçar.
Mas quando o vento vier,
Deverás as velas içar!

Há barcos em alto mar
Que se encontram de prontidão.
Quando a brisa se levantar,
Ao destino navegarão.

E barcos há que, ó Deus,
Não esperam mais navegar.
Recolheram os mastros seus –
Nada querem, senão flutuar.

Vigia, põe-te a clamar
Do lugar de guarda e visão!
- O mastro deveis levantar!
Na deriva não há salvação!

Ó ventania de Deus –
Nossas velas vem inflar!
Com poder irrompe dos céus!
Nós estamos a vigiar!


Prece por certeza

Senhor, segurança buscamos
Em um mundo inseguro e hostil.
Planejamos a nossa vida,
Usando de engenho e ardil.

Buscamos conforto no ouro,
Lutamos por posse e poder.
Mil coisas amontoamos,
Tentando a cobiça esconder.

E quando afinal julgamos
Que o alvo se encontra à mão,
A morte faz o balanço –
E eis que foi tudo em vão!

De mãos vazias rogamos,
Em incerteza e temor:
Sê tu nossa segurança –
Eis que tudo soltamos, Senhor!

Por tua mão nos segura!
Teus filhos ensina a andar
Com passos certos e firmes!
Ensina a servir e a lutar!

Pelo testemunho interno
De espírito dá-nos vigor!
Ó dá-nos nova certeza
Por tua palavra, Senhor!

Do livro Vigia, põe-te a clamar (Editora Sinodal, 1975)

quinta-feira, julho 17, 2008

Dois poemas do Pr. Jean Douglas Gonçalves


Tal profeta, tal poeta!

“Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.”
(Fernando Pessoa)


“Tu me seduziste, Iahweh, e eu me deixei seduzir,
Tu te tornaste forte demais para mim, tu me dominaste.”
(Jeremias, o profeta)


O profeta também é poeta,
Não tem grandes pretensões,
Procura sossego, mas se incomoda com o silêncio!
Não almeja grandes coisas, nem aspira um alto monte,
Sua alma, quieta, apegada à simplicidade,
Canta a canção da humildade,
De quem não buscou, mas alguém o encontrou!
O poeta também é profeta,
Faz da sua voz um anúncio,
Tantas vezes uma denúncia,
Na candura anuncia,
Na bravura, mas com alma de criança,
Denuncia ao que vive abastança,
Que alguém morre por falta de esperança!
E qual poeta não quer ser profeta,
E qual profeta não se arrisca a poeta,
E entre palavras, uma poesia,
Das mesmas palavras, uma profecia!
Mas o poeta tem medo de ser profeta,
E o profeta teme não alcançar o poeta,
Mas quando no íntimo recosta,
E na alma se pergunta,
Encontra uma imbatível resposta:
Ser profeta é ser poeta,
E qual poeta não é profeta.
Entre profecias e poesias,
Mais rica faz a vida,
Mais bela a lida,
Mais santa a batalha,
Mais linda a vista...
E por mais que o profeta tem em si um poeta,
E o poeta um desejo de profeta,
Há profeta e há poeta...
Um é poeta, outro profeta,
Um se anuncia ao se esconder nas palavras,
E o outro se esconde quando anuncia a Palavra,
Tal profeta, tal poeta!


Confissão

Minhas mãos são desajeitadas,
Parecem-me grandes, às vezes pequenas,
Parecem-me fortes, às vezes fracas,
Parecem-me firmes, mas são trêmulas.
Minhas mãos são desajeitadas
Para tocar um cristal sem quebrá-lo,
É um sentimento de inadequação,
Uma sensação estranha de inaptidão,
Como se pisasse solo sagrado,
Com pés calçados,
Ou um espinheiro,
Com pés descalços;
Aqui está a raridade, a beleza,
A santidade, a verdade,
Revelando minha trivialidade, banalidade,
E quase insanidade de pensar em adequá-lo!
Como adequar tamanha grandeza?
Se minhas palavras são pequenas, confusas, incertas,
Finitas, irreverentes...
Que tarefa inglória,
Sinto o grito profético:
Ai de mim, estou perdido... e os meus olhos viram o Rei!
Entendo o clamor apostólico:
Miserável, homem que sou!
Parcialidade, incapacidade e nulidade são as únicas siglas
Que me ocorrem,
Sinto arder meu peito,
Sinto tremerem meus lábios,
Sinto até tentar,
Mas desistir...
Mas o que de fato sinto?
Sinto muito...
Sinto querer e não poder,
Querer e não dever,
Sinto tentar, mas fracassar,
Afinal, o Amor é sagrado, para ser profanado,
Por mim, pecador!

domingo, julho 13, 2008

Um poema de Mário Barreto França - ÚLTIMO COMBATE


Último Combate

- “O combate será a uma hora da tarde!”
Foi a voz que se ouviu, como horrível alarde,
Ao longo da trincheira... E o dia era tão lindo!...

- Como é belo morrer quando se vai sorrindo
Para a luta cruel, numa manhã como esta,
Toda cheia de luz, toda cheia de festa!...

(Era um belo rapaz que me falava.)

- Escuta,
(Perguntei-lhe) não tens receio desta luta?
Ele não respondeu, porém, sentidamente,
Cantou ao violão uma canção pungente...
E me disse, depois, com olhos rasos dágua:
- Não! Eu não temo a morte! O que me causa mágoa
É me sentir tão longe, é me ver tão sozinho
E não voltar jamais ao calor do meu ninho,
Onde, entre beijos bons de minha doce esposa,
Meu filhinho me espera, e, esperando, repousa...
Quando eu vim para cá, beijando-me, ele disse
Uma frase qualquer, uma linda tolice...
Mas, depois, enxugando uma lagrimazinha,
Deu-me um livro, dizendo: “É uma lembrança minha,
Papai! Quando o senhor estiver em perigo,
Leia este livro, ouviu?! Jesus é nosso amigo!
E o senhor não será mais sozinho nem triste,
Porquanto onde Ele está tudo o que é bom existe!”
E ele continuou a cantar. Que tristeza
Começava a pesar em toda a natureza!...
E eu fiquei a invejar sua alma comovida,
Porque era triste só no deserto da vida...

A chuva começara a cair lenta e fina...
Como interrogação fatídica, a colina
Mostrou-se ao nosso olhar, cheio de nostalgia,
Perversamente verde e tristemente fria.
... ... ... ... ... ... ... ...

A luta começou terrível. A metralha
Ia levando a morte ao campo de batalha.
Gritos, imprecações e vozes de comando
Juntavam-se no espaço escuro e formidando...

Pungente agonizar de uma tarde cinzenta,
Tarde que quis ser linda e que foi tão cruenta!...

Quando a noite caiu, negra e fria, tornou-se
Mais bárbaro o combate. Era como se fosse
Rude destruição de uma cidade antiga
Pelo ódio figadal da vingança inimiga.

Quando a manhã raiou, o combate findara,
Mas era horrível ver tudo o que se passara...
Espraiei meu olhar pelo campo assolado,
E o pranto me feriu o coração magoado:
É que aquele soldado, inda tão moço e alheio
A essas contradições do Destino, encontrei-o,
Ensangüentado, assim, de bruços na trincheira,
Prendendo ao coração, numa ânsia derradeira,
Da esposa e do filhinho, um retrato cinzento,
Colado à capa azul de um Novo Testamento.


Do livro Primícias da minha Seara

quarta-feira, julho 09, 2008

Dois poemas de Teônia Soares


SOU...

Sou...
Sou uma serva do Deus vivo,
Sou um sonho desse Deus em quem acredito,
Sou a força nEle, dEle, quando penso que disisto...
Sou mais uma história dEle, com final traçado na Eternidade...
Sou Sua Criança, apesar da minha idade,
Sou a carência saciada no afago de Suas Mãos,
Sou Seu braço forte apesar do meu frágil coração,
Sou um sorriso caloroso, em meio à lágrima
Escondida no desgosto.
Sou a satisfação incontida em ver as bênçãos
Derramadas em mim e em meus irmãos,
Sou a que vive para Deus,
Vivendo de sua provisão, vou escrevendo,
Trazendo novas canções...
No falar, a sinceridade do correto,
No agir, a simplicidade ao fazer o certo,
Na oração, o pedido do Teu Perdão,
No agradecer, a alegria da Tua Misericórdia
Renovada na doce manhã cantada em Salmos de gratidão...


QUEM

Quem sou eu?
Sou um sonho
Um conto
E um canto.

Quanto sonho
Quanto conto
Quanto canto
A sonhar
A contar
A cantar
Se só sonho
Se só conto
Se só canto
Nada faço
Viro só um conto
De um canto
Que nunca se cantou...
Mas...
Se sonho e realizo
Assim vivo
Se conto e vivo
Assim sou conto lido
Se canto e alegro
Sou canto cantado,
E assim sigo...

Hoje sou ser que sonha vivendo
Sou ser que vive sonhando
Sou conto pra todo ouvido
Contado e bem vivido
Sou cantante cantador
Canto o riso e canto a dor
Canto tudo com um propósito
De mostrar quem é meu Senhor!


Visite a página da autora: http://mpoesia.zip.net

sexta-feira, julho 04, 2008

Dois poemas de Assis Cabral


À Porta

Não ouves? Eis que alguém te bate manso à porta,
Teu hóspede quer ser, vem te pedir pousada.
Alguém que vem de longa e extensa caminhada.
Alguém que vem dos céus e o mundo não suporta.

Bate. Quer avivar tua alma semi-morta,
Afastada de Deus, nas trevas extraviada.
Quer salvar-te, pois tem como missão sagrada
Restaurar o perdido. O custo? Que isso importa?

Esse alguém é Jesus, o Filho do Deus Vivo,
Que executou no mundo o plano redentivo,
Pra te livrar do inferno e outorgar-te perdão.

Bate. Não vens abrir? A mão do teu Jesus,
A mão que foi ferida em vergonhosa cruz,
É a mão que bate à porta do teu coração.


Bartimeu

Há treva misteriosa e densa escuridão.
Penúria. Mendicância. A vida é de infeliz.
À beira de uma estrada, a sorte não maldiz
O paciente judeu, sem casa e sem visão.

Mais eis que surge ao longe a grande multidão.
Vozerio. Tropel. E então alguém lhe diz:
É Jesus que aí vem, pra te fazer feliz,
O Cristo de Israel. O Deus da salvação.

Mestre, tem compaixão de mim, quero enxergar,
Tu tens todo o poder, não ouso duvidar,
Abre-me a vista, então, para que eu veja a luz.

E logo Bartimeu contempla, ao derredor
Da bela Jericó, as campinas em flor
E, sobretudo, vê o rosto de Jesus.


Do livro Álamos no Deserto (JUERP, 1972)

domingo, junho 29, 2008

Um poema de Oséas Heckert


Pai nosso que estás em todo lugar...

Pai,
penitente promitente
quero (de)votar-te exclusiva dedicação:
nada tomará teu lugar em meu coração;
nem imagem de escultura,
nem figura ou representação
de qualquer criatura
ou perversa estrutura
receberá minha adoração;
nem qualquer ocupação,
ou sequer preocupação,
terá maior atenção.

Prometo santificar o teu nome
e não usá-lo em futilidade;
prometo buscar a santidade,
a cada dia satisfazer tua vontade,
para que teu reino se realize
e concretize em minha vida.

Prometo honrar minha família,
para vivermos sem quizília*
e desfrutarmos em santa paz
o pão cotidiano que nos dás.

Perdoa as minhas dívidas,
desculpa minhas dúvidas,
aumenta-me a fé e o amor
pra ser clemente ao devedor,
e o meu zelo para fazê-lo
quantas vezes preciso for.

Não me deixes cair em tentação;
protege-me do círculo vicioso
de ouvir a lorota do impiedoso,
deter-me na rota dos pecadores,
e sentar-me à roda com zombadores.

Ensina-me a não prejulgar o próximo,
não proferir fortes palavras de morte,
nem agir como algoz ou juiz.
Ao contrário de arbitrário,
permite-me fazer por ele o máximo
para que tenha vida longa e feliz.

Dá-me o prazer do sexo
conexo a seu contexto devido
para eu não ficar de olho comprido
e lascivo no flerte solerte,
a pretexto da grama mais verde
do outro lado da cerca.

Acerca da grana que engana,
perdoa-me a gana e a ansiedade;
dá-me o necessário suficiente
pra viver com dignidade
e acudir o mais carente;
não demais, para que farto te renegue,
nem de menos, para que sonegue
ou que no furto alguém me pegue.

Perdoa minha omissão:
fiz-me negligente e mudo
ante a exploração dos sem-nada:
cada pobre, órfão, viúva, estrangeiro.
Requeiro, dá-me prontidão
para erguer a voz e me colocar
em defesa dos desprovidos de tudo.
Faze-me, contudo,
moroso pra maldizer e fofocar...

Livra-me de ficar de olho grande
nas pequenas coisas de alguém,
ou cobiçoso das grandes, também.

Não peço redoma ou regalia,
mas a tua companhia,
todavia, em toda via.

Livra-me do mal
de retribuir mal com mal.
Ensina-me a amar,
meus amigos e inimigos,
e a exalar o teu aroma.

No "pleroma"** de tua luz,
conduz meu caminhar imperfeito,
brilhando cada vez mais
até ser um dia perfeito.

Notas
* Conflito de interesses; briga, rixa
**Plenitude


FONTE: Revista Ultimato, Março/Abril 2008.

sexta-feira, junho 27, 2008

CAFÉ & POESIA


Essa dica é para você que, como eu, aprecia a boa poesia, de preferência (sempre) acompanhada por aquele cafezinho: publiquei no blog Azul Caudal um delicioso texto da escritora Dalila Teles Veras, “Café, Verso e História”, sobre a presença temática do café na Poesia Brasileira.

Visite o blog: www.azulcaudal.blogspot.com

Mas espere! Antes prepare o café...

quarta-feira, junho 25, 2008

Um poema de C. S. Lewis



A Prece Vespertina

De todas as minhas pobres derrotas e oh! de muito mais eu sei,
De todas as vitórias que aparentemente conquistei,
Da sagacidade que em teu favor demonstrar consegui,

À qual, enquanto pranteiam anjos, o auditório ri;
De todos os meus esforços, para a tua divindade provar,
Tu, que não concedeste um sinal, vem me livrar.

Pensamentos como moedas são. Que eu não confie, em lugar
De confiar em Ti, na imagem gasta de tua face neles a brilhar.
Dos pensamentos todos, até os que de acerca de Ti venha a ter,

Ó tu, Belo Silêncio, cai e vem libertar meu ser.
Do fundo da agulha e da estreita porta o Senhor,
Livrar-me vem do vão saber para a morte não ser meu penhor.

sexta-feira, junho 20, 2008

Dois poemas do Pr. Reuel Pereira Feitosa


PERMANECEI INABALÁVEIS

“Revesti-vos de toda armadura de Deus
para poderdes permanecer inabaláveis...”

( Efésios 6.11b)

- Permanecei inabaláveis,
Enquanto o mundo lá fora cambaleia
E o aguilhão do Inimigo aponta o peito
Proferindo ameaças, sutilezas infernais,
Vomitando maldições e mortes...

-Permanecei Inabaláveis,
Mesmo que a Terra principie abrir-se
A escuridão parecer não mais ter fim
E as dores das desilusões e desapontamentos
Bradarem do seu íntimo a derrota...

- Permanecei inabaláveis,
Mesmo que Judas meta a mão no prato
Caifás transtorne o julgamento
E o soldado romano o conduza às Cortes
Onde Pilatos lava as mãos em sangue...

- Permanecei inabaláveis,
Onde as desgraças gemem as dores dos pecados
Os dependentes se contorcem em crises
Numa terra de homens pequeninos
E os demônios se fazem gigantes...

- Permanecei inabaláveis,
Gritando aos quatro ventos do abismo
Que se levantem todos os ossos secos
Sejam libertados os oprimidos
E os cegos vejam a Glória de Deus...

- Fala. Fala as línguas dos anjos
Se o linguajar dos homens não for compreendido.
Mexem-se os pés, agitem-se as mãos
Pregue-se com o corpo e com os sentidos.
E, quando mais nada for possível
Preso, amarrado, manietado, quase morto,
Fale com os olhos, mova as pupilas,
Mas jamais te cales!




O PODER DO SANGUE

“... Porque o Sangue de Cristo, pelo Espírito Eterno,
se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus...”
( Hebreus 9.14)

Há poder no sangue de Jesus.
Poder para desfazer os laços do Diabo.
Poder para destroçar as armadilhas do Inimigo.
Poder para dissolver as sutilezas do adversário.
Poder para desbaratar mentiras semeadas.
Poder pra dirimir o erro.
Poder para aniquilar a astúcia de Satanás.
É pelo poder do Sangue de Jesus
Que a verdade toma corpo e se expande.
É pelo poder do sangue de Jesus
Que toda maldade é posta em vexame.
É pelo poder do Sangue de Jesus
Que pequeninos cristãos se tornam gigantes.
Que a Igreja resiste às potestades,
Que implode fortalezas,
Que aniquila impérios das Trevas
- Sejam eles visíveis ou invisíveis -
De carne, de ferro, de aço
De ondas suaves, profundas moléculas, impulsos nos ares;
De sabedoria, de especulações;
De estruturas de idéias ou sistemas;
Sejam político, econômico, social ou mesmo bélico.
Todo poder há no Sangue de Jesus.
Esconderijo de força, abrigo imbatível,
Arma ofensiva até a morte,
Preservadora dos santos
E servos fiéis do Senhor.
Em Seu Sangue há remissão.


Visite o site do Pastor Reuel:
www.ministeriopeniel.com.br

sábado, junho 14, 2008

Dois poemas de Basilea Schlink


Minha Vida e Ti Pertence

Minha vida a Ti pertence,

O que tenho e o que sou,

Meu Jesus, a Ti entrego,

Tudo...tudo a Ti eu dou!


Se me dás talento e tempo,

Força e vida para gastar,

E por isso, o dia inteiro,

Quero a Cristo dedicar!


Quero sempre agradar-te,

Viver só para te amar,

Entregar-te os meus desejos,

E em tudo, te louvar!


Meu Jesus, Senhor precioso,

Quero dar-Te o meu melhor,

Pois Tua vida entregaste,

Prá mostrar-me Teu amor!


Tu és fonte de alegria,

Minha única paixão,

Quero dedicar-te tudo,

Em reverente adoração!



Senhor, Só Tu és Digno

Senhor, só Tu és digno,

De receber de toda humanidade,

Total dedicação!

Que lágrimas e dor sejam realidade,

Identificação!

Contigo, Deus de amor,

Que suportaste afronta e muita dor,

Para nos trazer a salvação!

Sim, Senhor, Tu és digno!

Tu és meu Deus,

a Fonte do amor!

Só Tu mereces....

todo o meu louvor!


*A irmã Basilea Schlink, alemã, foi a fundadora da Irmandade Evangélica de Maria (não se confunda: é uma missão protestante), uma obra de alcance mundial, presente também no Brasil. Contemporânea do regime nazista, foi sua opositora.

CANAIS DE EDIFICAÇÃO, CANAIS DE BÊNÇÃO



Amado irmão, amado visitante, talvez você não saiba, mas além deste blog eu mantenho ainda alguns outros, e colaboro em outros mais. Em todos eles procuro publicar o melhor para edificar, exortar, informar e abençoar a sua vida. Blogs de temática variada, indo da poesia evangélica a missões, de notícias cristãs a estudos bíblicos, de e-books a denúncias, sempre buscando fechar lacunas no que se refere à plena informação e capacitação cristã, além de enfatizar principal: a evangelização.

VEJA ABAIXO UMA DESCRIÇÃO DOS BLOGS QUE MANTENHO, OU ONDE COLABORO, SEGUIDA DOS LINKS:

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Azul Caudal
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Equattoria
( http://equattoria.blogspot.com/ ) - Este blog reúne fotos e informações sobre países, povos e línguas, com o foco em Missões, além de links relacionados. É um blog que vem complementar ainda mais o trabalho do Veredas Missionárias, apresentando outras vertentes e recursos dos saberes necessários ao bom cumprimento da Grande Comissão.

Blogs onde colaboro:

Confeitaria Cristã
(http://confeitariacrista.blogspot.com/ ) – Este blog reúne postagens selecionadas de um time de blogueiros atuantes e influentes na blogosfera evangélica.
A proposta que fiz a cada um deles foi esta: que a cada semana, ou de 15 em 15 dias (sendo esse o prazo máximo, e o mínimo nunca inferior a 7 dias), eles inserissem aqui aquelas postagens que eles consideram as melhores postadas em seus próprios blogs, no período.
Sendo assim, a Confeitaria apresenta a seus visitantes um variado, porém seleto cardápio de informação e opinião. Temos tortas, biscoitos e salgados. A casa funciona 24 horas por dia.
Ah, sim, já ia me esquecendo: os boatos que você ouviu eram mesmo verdadeiros. Servimos o melhores cafés deste lado do Atlântico.
Bom apetite, boa leitura e volte sempre.

Letras Santas
( http://www.blogger.com/%20http://www.letrassantas.blogspot.com ) – O portal-blog da Literatura Evangélica. Uma reunião de textos edificantes, notícias, estudos, poemas, peças teatrais, e-books e links interessantes. Blog criado pelo amado escritor e incansável colaborador do Evangelho Naasom A. Souza, que já há vários anos realiza uma excelente obra na internet, seja com o Letras Santas, seja escrevendo, preparando e divulgando e-books. O LS já conta com mais de 200.000 acessos (Fev/2008).

Igreja Virtual
(http://www.igreja-virtual.blogspot.com/ ) – A igreja virtual está aberta! Aqui você poderá ler mensagens devocionais, artigos e estudos bíblicos, ouvir e/ou assistir sermões/pregações, música cristã, além de ficar por dentro do que acontece no mundo das religiões.
Capitaneada pelo abençoado Ricardo Miranda (do poderoso, mas infelizmente descontinuado Estandarte Books), o Igreja Virtual é um repositório de notícias e textos diversos, atuais e mesmo polêmicos, além dos melhores vídeos de interesse evangélico.

União de Blogueiros Evangélicos
(http://blogueirosevangelicos.blogspot.com/ ) – Blogando o Evangelho na net. A UBE é o blog/órgão que congrega centenas de blogs evangélicos associados. Comandada pelo competente Valmir Nascimento Milomem, tem impactado a blogosfera ao proporcionar uma maior união e interação entre os blogueiros cristãos.

Visite os blogs. Explore, divulgue, republique o que você achar importante.

sexta-feira, junho 13, 2008

Poesia deixa de ser o patinho feio, diz pesquisa



Os resultados da pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro entre 2001 e 2007, divulgada esta semana, com o objetivo de traçar um perfil dos leitores brasileiros, trouxe à tona ao menos uma surpresa.

Tradicionalmente considerada o patinho feio das editoras, por causa da baixa vendagem, a poesia aparece em posição de destaque na enquete, que entrevistou 5.012 pessoas em 311 municípios.

Em determinados Estados, o gênero chega a ultrapassar os livros religiosos e de auto-ajuda. Dos entrevistados, 42% dizem que lêem poesia com freqüência. O número cresce entre os mais jovens, dando a entender que um novo público apreciador pode estar se formando.

Leia a matéria completa,
clique aqui.

segunda-feira, junho 09, 2008

Um poema-protesto de minha autoria


APOSTASIA ADVINDA

Apostasia, Rainha do Hoje,
Reino (des)Encantado das Aparências...
Ninfa Bacante da Hipocrisia, a apostasia avança:
Lépida bailarina,
Semi-nua, semi-deusa, sereia
De canto fractal, fraturante, fraudulento,
Vestida com um talieur feito
De lâminas de Gillette
(Apostasia uma menininha rodopiante Quase ao gosto de todos)
& ela
Baila & retalha,
Baila & retalha,
Baila & retalha...

Apostasia,
prostituta de desfraldado cio
Com uma auréola na cabeça
De doce mordedura
Porém letal incontornável peçonha

Camaleônica,
Camuflada na multidão que responde em uníssono
Ao apelo da moda:
- “Oh, hoje sou evangélico”,
Mas se recusa a nascer de novo,
E fazem-me lembrar
Como todos se diziam cristãos
Sob Constantino,
Constantino que almejou expandir a Porta Estreita
(que-sempre-será-estreita),
Constantino que quase(?) ferrou com tudo.

Sob o bafo de sua influência
Vejo irmãos deixando de pregar e orar para cantar,
E cantar e cantar
E cantar mais um pouquinho,
Pânica metralha...
Consumidores de bênçãos,
Consumidores de Deus
Mas
Surdos ao som do shofar,
À trombeta do atalaia
Que clama por santidade
E rasga suas vestes em arrependimento

Irmãos a amontoar doutores, doutrinas,
Bandeiras de igrejas
E torrentes (hoje até em bits) de amor fingido
Consumidores de bênçãos,
Consumidores de Deus (forçoso é repetir este refrão)

Eis a Apostasia que viria,
Linda e já chegada, Nova Luz Advinda
Fogosa & fagueira, & faceira
Te convidando para ver
Mutantes na TV,
Aí no teu sofá teleologicamente assentada.
A Bíblia segue o único veneno para erradicá-la,
Contanto que não esteja espada cega,
Com certos & fundamentais versículos apagados...

Apostasia, a menina dos olhos de Satanás
Globalizada cortesã que veio oferecer
(distorcer a Bíblia, eis seu dever)
O melhor desta terra
O melhor desta terra
O melhor desta terra

Heroína, cocaína advinda para arrancar
A cruz de nossas costas.

Salve, Rainha!

Sammis Reachers

* Será a apostasia não o puro, simples e total abandono da fé cristã, mas sim o abandono da Verdadeira Fé, por uma mais fácil, mais cômoda e adaptada? Quantos hoje vivem o cristianismo como relatado no livro de Atos?

Um acróstico de João Bosco Rolim Esmeraldo



JESUS CRISTO

Justo, amoroso e compassivo,
Eterno Criador do Universo,
Senhor absoluto de tudo o que há.
Único mediador diante do Pai,
Salvador eterno - J.E.S.U.S.

Conselheiro, Deus Poderoso
Redentor de nossas almas,
Imanente vive em nós,
Supremo Rei do Universo,
Toda a terra se rende ao onipotente Deus
O Deus verdadeiro - J.E.S.U.S. C.R.I.S.T.O.

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quarta-feira, junho 04, 2008

Um poema de Arlindo Alves


Um amor maior do que o de Jacó

(para Mara)


O que Jacó sentira por Raquel era amor,

O verdadeiro amor que sente um coração,

Que fez dele um empregado de Labão

A quem, por sete anos, serviu como pastor.


Dedicação igual inda haveria

Por parte de um homem buscando uma mulher?

Ó meu amor, eu não duvidaria.

Um homem tudo faz, quando sabe o que quer.


Por teu amor, por tua companhia

A que minh’alma aspira dia a dia,

Com veemência da hora derradeira,


Não apenas sete anos eu trabalharia

Para o teu pai; mas, pensando o que teria,

Se preciso fosse, até a vida inteira!


*Citado por Jefferson Magno Costa in Revista Fiel, n° 37 (Ministério Silas Malafaya).

Conto para download - A Santa da Asa Norte (Joanyr de Oliveira)


O poeta Joanyr de Oliveira é considerado, tanto pela crítica secular quanto pela cristã, o maior e mais representativo poeta evangélico de nosso país. E além de poeta, Joanyr é escritor, contista, jornalista, etc.

Publicamos aqui um belo e instigante conto do autor, A Santa da Asa Norte. O texto ou mini-ebook foi disponibilizado gratuitamente pela Thesaurus Editora, sendo parte de um oportuno projeto de incentivo a leitura.

O texto possui 16 páginas, em pdf.

Para baixar o arquivo, Clique Aqui.

sábado, maio 31, 2008

Dois poemas de Maurício Apolinário


Dádiva de Deus

Há um brilho nos teus olhos, amada minha,
Fachos de luz,
Que traduz, em um sorriso,
A alegria de ter Jesus.

Quão formosa Deus te fez,
Meiga e bela,
Tão linda assim.
Como dádiva de Deus foste enviada
Para mim.

O meu amor é bem maior
Que o infinito,
É um sentimento tão sublime
E bonito,
Que Deus um dia pôs dentro do meu coração
Pra dedicar a ti.

Eu te recebo no calor desse abraço,
Deus nos envolve no aconchego dos seus braços,
E seguiremos sempre juntos com Jesus
Por toda a vida.

Eu te amo,
E nesse imenso amor existo.
Estamos unidos como um
Em Cristo.


A conversão no grito do poeta

As lágrimas dos sonhos perpetuam na alma

Um gosto de sal, que lhe supera o sabor:

Tal pingos de mar, onde exuberante e calma,

Nostálgica brisa de um conturbado labor.


Assim foi seu início, simulando a dor,

Mas cruzou a esperança, perpassando a palma

Da mão que esmaga os espinhos de uma flor,

E depois, sangrando, contra o peito a espalma.


Porém o poema, no silêncio do encanto,

Das metáforas ferventes, esvai-lhe o pranto.

E com força, aos altos céus, o poeta grita:


Não te quero longe, quero-te, ó Jesus,

Junto a mim, sorridente, com tua doce luz.

E então sua vida aos Seus pés deposita.


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