segunda-feira, junho 29, 2009

POESIAS DE DEUS - Um texto de Sebastião Pereira Ferreira Junior

*

“Somos poesias de Deus, criados em Cristo Jesus
para realizarmos boas obras”
(Paulo aos Efésios, 2.10)


Faço parte de uma geração pós-moderna. Sou fruto de uma nova realidade existencial. Como participante ativo desse novo mundo, colho os benefícios que ele me proporciona.

Vivo uma realidade jamais imaginada por gerações anteriores. Os frutos tecnológicos e científicos que começamos a colher, como geração pós-moderna, nossos antepassados sequer ousaram sonhar.

Mas preciso reconhecer que tenho colhido, com a contemporaneidade da minha geração, frutos amargos e indigestos.

Vivo um contexto de crise relacional e perda de identidade. Parece que minha geração se perdeu na “exuberância do novo”, na ”complexidade das invenções”.

Olho para a história e percebo que talvez não tenha havido época semelhante onde se enfatizou tanto o número em detrimento da pessoa – com nome e identidade próprios.

Sou mais um no meio de milhões... Sujeito a uma descaracterização cada vez maior. Quase uma simples prosa, marginalizada por uma sociedade sem poema algum.

Quem sou eu?

A dúvida me faz buscar respostas na Palavra de Deus. Quando me aproximo dela, percebo que há outra definição de quem sou e de meu valor.

Ela me diz que “sou poesia de Deus” (a palavra no texto em grego é “poiema” – traduzida por poesia ou obra de arte).

A Palavra de Deus me diz que sou obra de arte do Criador.

A definição de quem sou e do meu valor resgata à minha memória algumas percepções, ofuscadas pela convivência no mundo pós-moderno, que são essenciais à manutenção de minha existência como pessoa.

Primeiramente percebo, como “poesia de Deus”, que sou único e especial.

O salmista entendeu sua importância e “unicidade” no processo criativo de Deus, quando escreveu: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável... e todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro, antes de qualquer deles existir” (139.14 e 16).

Não sou mais um número, como num processo de produção em série, mas criado e planejado como um ser único, com identidade própria – “obra de arte para honra e glória do Grande Artesão!”.

Percebo também, como “poesia de Deus”, que minha criação revela o sentimento do Grande Poeta.

Na narrativa do Gênesis, a expressão usada na criação do ser humano é diferenciada do restante da criação, quando diz: “Viu Deus o que havia feito e eis que era muito bom” (1.31).

Dizem que os poetas não criam se não há algum sentimento forte em sua alma. Por isso, as poesias vêm acompanhadas de sentimentos de grande alegria ou tristeza.

O coração do Grande Poeta se encheu de alegria e contentamento ao escrever sua poesia mais importante – a criação do ser humano.

Minha existência é fruto da satisfação do Criador!

Percebo ainda, como “poesia de Deus”, que a minha criação revela o Próprio Poeta.

Ao criar o ser humano, Deus disse: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1.26).

Como obra de arte, expresso o caráter do Grande Artesão, como sua imagem, seu reflexo.

Os grandes poetas são facilmente reconhecidos pelas suas criações literárias. Não preciso fazer muito esforço para reconhecer e apreciar um texto de Fernando Pessoa (“tudo vale a pena quando a alma não é pequena”) ou Vinícius de Moraes (“que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”). Suas identidades estão marcadas e expostas em seus escritos.

Como obra de arte de Deus, sou um reflexo – deveria ser – do Grande Poeta.

A teologia chama esse reflexo (imago dei) de “atributo relativo” – características próprias que o Criador repartiu com sua criação.

Sou imagem e semelhança do Criador!

Por fim, percebo, como “poesia de Deus”, que sou criado para ser lido e apreciado pelos outros.

Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes e tantos outros só se tornaram grandes e conhecidos por “repartirem” seus escritos com os outros, por revelarem às claras o que haviam produzido na privacidade.

A poesia não pode jamais ser engavetada – ela perde seu valor, por mais nobre e artesanal que seja.

Sou assim, escrito pelo Criador, para a leitura e apreciação daqueles que convivem ao meu redor. Se a minha vida não pode ser lida, então ela perde o seu significado, como que num processo de “engavetamento existencial”.

Sou criado para as boas obras – para influenciar os outros com os versos da minha existência...

É bom trazer à memória todos os dias, enquanto cercado pela superficialidade “prosal” desse mundo pós-moderno, meu valor e identidade – SOU POESIA DE DEUS!

Sebastião Pereira Ferreira Junior

Via Portal Encontre a Paz em Jesus - http://www.emjesus.com.br

quarta-feira, junho 24, 2009

Um poema do Pr. Adelírio Mendes de Freitas

*
http://presentededeus.files.wordpress.com/2008/12/manjedoura.jpg


SONETO DE PALHA


O que perdi, perdi. O que ganhei não tenho,
Do mundo que não tem meu corpo despojado
Da alma que o Céu preza, e que já foi comprado
Por preço imensurável, na nudez de um lenho.

Se a rica manjedoura é pobre em palha e é ouro
O ouro já não paga, e a palha agasalhou
O rei que muitos reinos áureos conquistou
Viu-se na palha pobre o seu maior tesouro.

Quem tem no nobre ouro a palha vil rupestre,
Ante o ígneo olhar deste supremo mestre,
Embora em palha vã terá riqueza imensa.

Não há ninguém que o compre. Não há ninguém que o vença.
É vero o seu caráter, é firme a sua crença;
É ilusório o TER efêmero, ante o SER que permanece.

Um poema de Wittembergue Magno Ribeiro

*

"Há poemas ininteligíveis nos seus elementos, porque só

o poeta tem a chave que o explica; mas a explicação não
é necessária para que pessoas dotadas de sensibilidade
poética penetrem na intenção essencial dos versos".
Manuel Bandeira

FÉ

Às vezes presente,
Tantas vezes ausente.
Presente ou ausente,
Eu tenho fé.
Seja do tamanho de um grão,
Seja microscópica,
Sutil ou intensa,
Ela é a minha fé.
Se com ela me convenço, sem ela me venço.
Se com ela eu falo, sem ela me calo.
Se há nela esperança, sem ela nada sou.
Nos territórios transitórios da vida,
Espero algum dia poder ouvir:
A tua fé te salvou!

Visite o blog do autor: http://www.wmagnoribeiro.blogspot.com/

sexta-feira, junho 19, 2009

Três poemas de Gióia Júnior

Tarsila do Amaral - Morro da favela


SALMO I

O Senhor está no barracão da favela
e a fome é menos rude
e o frio é mais ameno;

O Senhor está nos bondes barulhentos
e o cansaço é mais leve
e o perigo é menor;

O Senhor está ao lado dos guardas da noite
e o medo não existe
e não há solidão;

O Senhor está no cais onde os homens trabalham
e os fardos são mais leves
e as horas menos lentas;

O Senhor está nos asilos onde os jovens anseiam
e a Sua presença aquece
como um retorno de mãe;

O Senhor está nos hospitais de indigentes
e a dor desaparece
e o sono logo vem...

Bendito seja o Senhor!
______________Bendito seja!
_________________________Amém!



INTERLÚDIO I

Ah! noite aquela em que Ele foi traído!
e foi abandonado e foi moído
por minhas transgressões! Ah! noite aquela,
dura e profunda, silenciosa e bela!
de uma beleza trágica e voraz!
De ti, oh, noite, vem a nossa paz...
De tua escuridão irrompe a luz
nasce o perdão, desperta a fé, emerge a cruz.



INTERLÚDIO II

Onde estão os muros da Cidade Eterna?
onde estão os salvos? e os queridos meus?
onde estão as luzes da manhã primeira?
onde a estrela santa do menino-Deus?
onde estão as vozes do coral celeste
anjos proclamando que chegou a luz?
onde brilha agora o sangue do Cordeiro
no momento exato em que morreu na cruz?

Meu Divino Mestre, dá-me a Tua mão
para que eu os ache no meu coração!
e embora haja trevas e embora anoiteça
que eu nunca os esqueça... que eu nunca os esqueça.

Do livro '25 Anos de Gióia Júnior', Editora Betânia, 1976

domingo, junho 14, 2009

Dois poemas para o Dia do Pastor*

*
A Ovelha Perdida - Alfred Soord

Gratidão de Pastor

Senhor, eu te agradeço a provação,
o sofrimento atroz por que passei;
o mal que me feriu o coração,
as lágrimas de sangue que chorei.

Senhor, eu te agradeço a ingratidão
que padeci de quem eu tanto amei;
a calúnia sofrida – a maldição
que me lançou alguém por quem lutei.

Eu te agradeço..., pois, ao ser provado,
senti acrisolar-se o meu viver,
- a minha treva transmudar-se em luz.

Sentir-me-ei, agora, consolado
e, humildemente, poderei dizer:
- trago no corpo as marcas de Jesus!

Celso Diniz
No livro Um Novo Coração - Casa Editora Batista, 1968



Eu sou um Pastor

Se algum dia te chamarem por um nome que não seja o teu...
Se mentindo, disserem a teu respeito, coisas que venham a ferir o teu coração...
Se os teus companheiros te virarem o rosto, te negarem um sorriso, ou até mesmo a saudação...
Se precisares de ajuda e todas as portas se fecharem diante de ti...
Se buscares a Deus em oração, e te faltarem palavras para falar com Ele...
Se abatido, chegares a duvidar da tua chamada e das promessas de Deus para tua vida...
Ainda assim... Não temas, porque sobre ti brilha o sol da justiça. Como os ramos que se dobram durante a tempestade, tu não permanecerás curvado.
Mas... Levantarás o teu cajado com firmeza e triunfarás sobre todas as injustiças, mentiras e perseguições, porque entre muitos, tu és um daqueles que pode dizer: “Eu sou um pastor”.

Norma Penido
No blog http://normapenido.blogspot.com/

*O Dia do Pastor é comemorado em todo segundo domingo de Junho.

Sobre este tema, organizamos a antologia gratuita AO ANJO DA IGREJA, DECLAMA: POEMAS AOS PASTORES DE DEUS, reunindo dezenas de poemas sobre e para os pastores. Baixe o livro gratuitamente pelo Google Drive, clicando AQUI.

sexta-feira, junho 12, 2009

Dois poemas de Iza Almeida

*

CAMINHO DO CÉU

Sei que existem caminhos
Que parecem ao céu levar,
Mas vejo em meu dia-a-dia
Que é difícil caminhar...

Caminhar para o céu é meu lema,
Não posso me descuidar:
Deixar de lado a mentira,

Deixar de lado o rancor,
Deixar tudo que me afaste
Da presença do Senhor.


Encher minha alma de paz
Que só a salvação em Cristo traz...
Encher minha alma de luz,
Ter uma fé viva em Jesus.


Perdoar os inimigos,
Orar para que se tornem meus amigos.


Ter mansidão ao falar...
Ajudar os oprimidos,
E a quem de mim precisar...
Falar palavras sinceras,
Para que em mim possam confiar!


Sei que existem caminhos
Que parecem ao céu levar,
Mas só Jesus é o caminho
Que nos leva ao eterno lar!


"Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". João 14:5-6.



SENHOR, FICA COMIGO

Senhor, fica comigo
Não sei sozinha andar.
Fica, Senhor, comigo
Contigo quero estar.

Senhor, sem Ti não vivo,
Fico sem direção
Como navio sem rumo
No mar em agitação...

Sou como ave sem ninho
Se debatendo em vão.

Fica, Senhor, comigo
Assim eu vencerei
As lutas desta vida
E em paz eu viverei.

Fica, Senhor, comigo
Te imploro meu bom Deus
Não olhes minhas falhas
São tantas eu bem sei.

Fica, Senhor, comigo
Meu guia e pastor
Aos pastos verdejantes
Conduza-me com amor.

Fica, Senhor, comigo
Assim eu vencerei!

"O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará". Salmo 23:1

Visite o blog da autora: http://poemasdeizaalmeida.blogspot.com

segunda-feira, junho 08, 2009

Dois poemas de Wilsius Norte


(re)Construindo laços

Laços, (in)tempestivos
(in)Próprios e sentidos
não por sentidos, mas no sentido próprio
do horizonte, de Deus,
não meu

meu horizonte é pequeno, limitado
cheio de limitações
(in)próprias muitos poderão dizer
Mas de fato saber, sentir, viver,
como diálogo criar?

Espaço íntimo do sujeito,
Contemplar a ação
Contemplação e tomada de postura,
sem intimidação, buscar
intimidade com Deus

Em tímida idade, busco Seu colo
engatinhando e balbuciando,
dores? - talvez, linhas, sem lágrimas
dissabores meus, (in)próprios dos laços

Laços que (des)ato, acordo que (des)faço
em meu pequeno horizonte, tímido
fecho os olhos, não quero este horizonte cinza
de múltipla (des)confiança vulnerável
não quero violência contida,

quero paz
A verdadeira Paz

Quero as cores... Vibrantes!
O mover Seu, o Espírito em meu silêncio
(re)Construindo laços, não em meu horizonte tímido
mas no íntimo do horizonte de Deus



Chuva no horizonte

Tudo está cinza, escuro e nublado.
Não há cores, mas há vida,
esperança que não cansa,
apesar das muitas dores.
Tudo está precipitado,
em senti, pensar, fazer

Nada sei - Nada sou - Nada posso
(!)

Tudo está dolorido,
os olhos (lacrimejam medo)
o nariz (escorre fadiga)
os joelhos (doem pelo peso que sustentam)
os lábios (não murmuram, louvam)
o pulso vibra, ainda há fôlego

Em meio ao pó
a alma (ora)
o espírito (clama)
Por momentos (nossos) aos pés do Mestre

(jejum e oração)
(negação e afirmação - nada sou/Ele é)

Olho para o horizonte,
(de olhos fechados)
pelos olhos da fé,
e choro.
Lágrimas nuas, perseverantes
em meio a tribulação, providência

Chuva.
(para aliviar o calor)
Chuva.
(que sara toda a dor)
Chuva.
(para fertilizar a terra)
Chuva.
(esta era a promessa)

"Mais grato a Ti , mais grato a Ti.
Mais consagrado, ó faz-me, Senhor!
Mais humilhado e cheio de amor,
Faz-me mais grato a Ti, mais grato a Ti!"
(Hino 370, Harpa Cristã)

Visite o blog do autor: http://wilsiusnorte.blogspot.com/

sexta-feira, junho 05, 2009

AJUDE MISSIONÁRIOS!

*
Texto publicado originalmente no blog da União de Blogueiros Evangélicos
____________________________________

Pablo Picasso

“A menos que a Igreja seja mobilizada, o mundo inteiro não poderá ser alcançado. Esta mobilização só verá o resultado do seu esforço tornar-se realidade se efetivamente existir uma operação conjunta do Povo de Deus.”

John Stott

Amado irmão, você gostaria de ajudar missionários? Ajudar diretamente? Orando, escrevendo-lhes palavras de ânimo, contribuindo financeiramente para o avanço do Evangelho? Preparamos uma pequena lista com endereços de blogs e sites pessoais de missionários brasileiros, que estão neste exato momento em ação em diversos campos espalhados pelo mundo. E a cada membro da UBE, fazemos o convite: Conheça, se envolva, contribua!

Família Matioli (Quênia, na África) - http:// www.familiamatioli.com.br

Leonardo e Jonara Gonçalves da Silva (Peru) – http:// www.projetopiura.blogspot.com

Pr. Henrique Davanso (Albânia) – http:// www.projetoalbania.blogspot.com

Família Buchmanns (Guiné Bissau) - http://www.freewebs.com/timoteobachmannfamily/

Missionário Rubens e família (Senegal) - http://www.missionfleursendesert.com.br/

Ezequiel e Janaína (Moçambique) - http://www.levantateafrica.com

Emeric Ernest Vasváry (Escócia) - http://emericmarcie.blogspot.com/

Rodrigo Allan Ildefonso (Venezuela) - http://missoesvenezuela.blogspot.com/

Família Iud (Peru) - http://familiayud.wordpress.com/

Sílvia e Laura Octaviano (África do Sul) - http://www.silviaelauranaafrica.blogspot.com/

Fábio Diniz (Sibéria, Rússia) - http://www.fabiodiniz.com

Olimpio Tiberio (JOCUM Sibéria, Rússia) - http://www.ywamsiberia.org/focartasnoticiasdasiberia.html

Missionário Eliezer Neto (Piauí) - http://aguavivaparaosertao.wordpress.com

Missionária Kelem Gaspar (está construindo uma escola de Missões no Pará) – http:// www.missionariakelem.blogspot.com

Fredson e família (missionários entre os pescadores no sul da Bahia) – http:// www.fredsons.blogspot.com

Silvany Luiz da Silva (sertão do Rio Grande do Norte) - http://www.prosertao.com.br


Vale lembrar que há muitos e muitos outros missionários atuantes, que não possuem blog ou site pessoal, mas que também precisam de sua ajuda. Uma boa fonte de informações sobre missionários brasileiros é o tradicional site UniãoNet ( http://www.uniaonet.com/), mantido pelo abnegado irmão Yrorrito. Se você quer informações missionárias, vale a pena assinar a newsletter dele.
Outra dica é buscar diretamente nos sites de Missões e Agências Missionárias (a maioria das grandes denominações brasileiras possui um órgão dedicado a Missões). No blog Veredas Missionárias (http://www.veredasmissionarias.blogspot.com/) está reunida uma excelente lista de links missionários, para páginas de Agências, Missões, missionários e uma gama de temas relacionados.

Uma questão importante: há muitos missionários que estão em países onde é grande a perseguição aos cristãos. A situação em alguns casos pode ser tão perigosa que eles (os missionários) evitam veicular informações sobre a obra realizada diretamente na internet, com medo de serem ‘encontrados’ pelos aparelhos repressores desses países, através de sites de busca como o Google. Por isso, meu caro blogueiro, caso você venha a se deparar com informações sobre irmãos que estão em ação em países assim (em sua grande maioria países muçulmanos, mas também alguns budistas e comunistas), evite divulgar DIRETAMENTE em seu blog tais informações.

Nós da UBE somos uma família de mais de 3.000 membros. Vamos mostrar a nossa força, e mostrar fazendo a diferença na obra primordial da igreja, que é o cumprimento da Grande Comissão. A frase já clássica sobre Missões nunca deixará de ser verdadeira:

Missões se fazem com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem.

Assuma sua posição como membro útil do maravilhoso Corpo de Cristo, e de mãos dadas avancemos!

Sammis Reachers

terça-feira, junho 02, 2009

Três poemas de Gerard Manley Hopkins

*
Pablo Picasso

Lanterna externa


Uma lanterna move-se na noite escura,
Que às vezes nos apraz olhar. Quem anda
Ali? – medito. De onde, para onde o manda
Dentro da escuridão essa luz insegura?

Homens passam por mim, cuja beleza pura
Em molde ou mente ou mais um dom maior demanda.
Chovem em nosso ar pesado a sua branda
Luz, até que distância ou morte os desfigura.

Morte ou distância vêm. Por mais que para vê-los
Volteie a vista, é em vão: eu perco o que persigo.
Longe do meu olhar, longe dos meus desvelos

Cristo vela. E o olhar de Cristo, em paz ou perigo,
Os vê, coração quer, amor provê, pé ante pé, com suaves zelos:
Resgate e redenção, primeiro, íntimo e último amigo.
*
Tradução de Augusto de Campos



Tu és de fato justo

Justus quidem tu es, Domine, si disputem tecum: verumtamen justa loquar ad te: Quare via impiorum prosperatur?

Tu és de fato justo, ó Deus, se brigo
Contigo; e é justo, Deus, o que disputo.
Como o ímpio avança, e a frustração é o fruto
De todo empreendimento a que me obrigo?
Fosses o imigo, ó tu, que és meu amigo,
Serias pior, pergunto, mais arguto
Triunfando, baldando? O ébrio e o dissoluto
Mais fazem no ócio que eu, Senhor, que sigo
Por ti. Vê o monte, a mata, que coberta
Densa de rama! Enlaça-a agora o inciso
Cerefólio, olha! e a brisa fresca inquieta-
a; aves constroem -, e eu não, não crio, em crises,
Eunuco do tempo, a arte que desperta.
Me rega, ó Deus de vida, rega as raízes.
*
Tradução de Alípio Correia de Franca Neto



A grandeza de Deus

A grandeza de Deus o mundo inteiro a admira.
Em ouro ou ouropel faísca o seu fulgor;
Grandiosa em cada grão, cada limo em óleo amor-
Tecido. Mas por que não temem sua ira?
Gerações vêm e vão; tudo o que gera, gira
E gora em mercancia; em barro, em borra de labor;
E ao homem mancha o suor, o sujo, a sujeição; sem cor
O solo agora é; nem mais, solado, o pé o sentira.

E ainda assim a natureza não se curva;
Um límpido frescor do ser das coisas vaza;
E quando a última luz o torvo Oeste turva
Ah, a aurora, ao fim da fímbria oriental, abrasa –
Porque o Espírito Santo sobre a curva
Terra com alma ardente abre ah! a asa alva.
*
Tradução de Augusto de Campos

Fonte dos textos e mais poemas do autor AQUI.

Nota do editor: Os leitores que acompanham já de algum tempo este blog, sabem que poucas vezes publicamos textos de autores não-evangélicos. No entanto, quando se faz oportuno, trazemos aqui textos - de caráter cristão - de grandes nomes da Literatura. E com certeza Hopkins é um dos grandes baluartes da poesia de língua inglesa, em todos os tempos.

quinta-feira, maio 28, 2009

Dois poemas do Pr. Brasílio Nunes de Alvarenga

*

A Água e a Vida

I
A água já existia no mundo quando em seu alvorecer;
E foi nas águas que o Espírito divino se pôs a mover.

II
Por ato divino, parte da água ficou agrupada sob uma expansão:
sob a expansão apareceu a terra seca
e ainda numa segunda parte do globo,
ao ajuntamento das águas, Deus chamou mares;
eis os atos divinos com perfeição,
tudo havia sido criado perfeito e bom,
de acordo com a sua infinita razão.

III
O Mestre Divino fez uso santo da água:
– no seu batismo no Rio Jordão;
- para realizar seu primeiro milagre, transformando água em vinho;
– para uso próprio quando disse à mulher samaritana: dá-me de beber!
- na cruz do calvário, quando em agonia disse: “tenho sede!”

IV
Com vigor exerceu seu santo ministério
a realizar a sua missão;
cada dia mais pessoas carentes o procuram,
até formar grande multidão.

V
Jesus não só se compara à água;
Ele é a água da vida
Que mata a sede da alma
E com ele a consciência do maior pecador
se acalma.

VI
Amamos muito o nosso planeta azul
E apelamos para que todos: ricos e pobres,
Sábios e incultos, governantes e governados,
Façam o maior esforço,
Respeitando a natureza e para todo ele seja,
Preservado de norte a sul.

O Rio mais precioso do Universo: “E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” Apocalipse 22.1-2



MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO

No tenebroso Gólgota, seu sangue verteu na rude cruz,
Em extrema agonia, nossa redenção obteve Jesus.
Quem, quem suportaria o mínimo da dor que Ele padeceu?
Todavia podemos crer: “Foi por nós que na cruz Jesus sofreu”.

Ao expirar Jesus, do templo rompeu-se o véu,
Sua morte abriu caminho para a vida eterna, no céu.
A ameaça da morte e do tormento do inferno foi vencida,
Pela graça e fé, salvação ao pecador é oferecida.

A Ressurreição de Cristo abalou o império de Satanás,
No céu, glórias e Aleluias, em todo o Universo, plena paz;
E na igreja, cânticos festivos e gratos louvores,
Pois na Ressurreição de Jesus, recebemos o maior dos favores.



*O Pr. Brasílio é Pastor Jubilado da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, estando já com 82 anos. É autor do livro O Paraíso Restaurado. Para maiores informações sobre o livro, Clique Aqui.

domingo, maio 24, 2009

Um poema de George Matheson

*

Torna-me Um Cativo Senhor

Torna-me um cativo, Senhor, e então livre eu serei;
Força-me a render a minha espada, e conquistador serei.
Eu me afundo nos temores da vida quando sozinho fico;
Aprisiona-me em Teus braços, e forte será minha mão.

Meu coração é fraco e pobre até que encontra o seu mestre;
Não possui qualquer fonte de ação segura; ele varia com o vento.
Não pode se mover livremente até que Tu forjes seus grilhões;
Escraviza-o com Teu amor inigualável, e imortal ele reinará.

Meu poder é débil e fraco, até que eu aprenda a servir;
Ele carece do fogo necessário para brilhar, e da brisa para revigorar.
Não pode direcionar o mundo até que ele mesmo seja direcionado;
Sua bandeira só pode ser desenrolada quando soprares do céu.

Minha vontade não é minha própria. Até que a tornes Tua;
Se ela atingisse o trono de um monarca, sua coroa teria que resignar.
Em meio à conflitante luta ela só fica firme,
Quando em Teu seio se apóia, e descobre sua vida em Ti.

Fonte: http://www.preciosasemente.com.br/

Saiba mais sobre Matheson Aqui.

quinta-feira, maio 21, 2009

Um poema de Ladislau Floriano


APELO DA ALMA

PRA ONDE VAI O TEU CORPO
QUANDO A VIDA SE FINDAR?
ELE ESTARÁ MORTO
MAS DE MIM O QUE SERÁ?
QUEM TE DEU O DIREITO
QUEM DISSE QUE EU ACEITO
VER VOCÊ SE CONDENAR?

TUDO O QUE FIZERES
QUANDO A VIDA AINDA TENS
O RUMO QUE À VIDA DERES
DIZ RESPEITO A MIM TAMBEM
NÃO PERMITO QUE TUA LOUCURA
TRACE MINHA VIDA FUTURA
NUM CONDENADO ALÉM

TEU CORPO VOLTA PRA TERRA
TEU ESPÍRITO VOLTA PRA DEUS
TUA VIDA AQUI SE ENCERRA
E EU?
SEMPRE ESTIVE CONTIGO
NA SEGURANÇA E NOS PERIGOS
DESDE QUE VOCÊ NASCEU

QUEM GEME CONTINUAMENTE
QUANDO BUSCAS O PECADO?
QUEM CHORA AMARGAMENTE
QUANDO BUSCAS O QUE É ERRADO?
QUEM FOI QUE NA HORA CERTA
SEMPRE DEU A TI O ALERTA,
ESTEVE SEMPRE A TEU LADO?

SAIBAS QUE TUA CONCIÊNCIA
TAMBEM FAZ PARTE DE MIM
PORTANTO PEÇO COM URGÊNCIA
A JESUS DIGA HOJE SIM
NÃO CONFIA NA TUA SORTE
NÃO DEIXA QUE TUA MORTE
SEJA REALMENTE O FIM

OLHA, A REALIDADE
É QUE JUNTOS VAMOS ESTAR
PREFIRO A ETERNIDADE
JUNTO A DEUS PRA DESCANSAR.
EU SOU VOCÊ, VOCÊ SOU EU
AMBOS SOMOS DE DEUS
E NO CÉU QUERO MORAR

Ladislau Poeta de Cristo

Leia mais textos do autor no Recanto das Letras - Clique Aqui.

sábado, maio 16, 2009

Um poema (cordel) de Roberto Celestino


MOISÉS, O libertador de Israel
I
Em um tempo de angústia
Dias de grande escravidão
O povo de Deus gemia,
Sob uma poderosa mão
Era a mão de um Faraó
Que do povo não tinha dó
E os regia com opressão

II
Na fabricação de tijolos
Trabalhavam dia a dia,
Para construir cidades
E tudo mais que aparecia
Os campos também cultivavam
Pois em tudo trabalhavam
Sob forte tirania

III
Mas o povo foi crescendo
Logo se multiplicava
Os hebreus já eram muitos
Grande espaço ocupava
E por esse crescimento
Despertava um pensamento
E Faraó se preocupava

IV
Temia que os hebreus crescessem
E viessem se rebelar
E assim em tempos de guerra,
Do outro lado fossem lutar
Então a guerra venceriam,
E do Egito sairiam
A escravidão ia acabar

V
Tomou medida extrema
Difícil até de acreditar,
Ordenou as duas parteiras
De nome Sifrá e Puá
De cada parto que fizer
Só viverá se for mulher
Se for homem tem que matar

VI
Enganado pelas parteiras
Seu plano foi frustrado,
Tomou medida mais dura
Tendo ao seu povo ordenado
Aos das hebréias que nascerão
Sendo a criança um varão
No Rio Nilo será jogado

VII
Em meio a tanta matança
Um menino foi poupado,
Sua mãe o escondeu
Por três meses foi entocado
Mas devido ao crescimento
Chegaria o momento
Que facilmente seria achado

VIII
Em um cestinho de junco
Sua mãe o colocou
Descendo a beira do rio
O cestinho lá deixou
Em soluços e pranteando
Sua irmãzinha ficou olhando
Até que alguém o encontrou

IX
Pela filha de faraó
Moisés foi encontrado
Amamentado por sua mãe
Mas no palácio foi criado
Como príncipe ele cresceu
Mas um dia conheceu
O povo do qual foi tirado

X
Ao sair pra ver seu povo
Viu quão grande era o labor
O quanto eram oprimidos
Sentiu de perto a sua dor
Viu um hebreu ser espancado
Não se conteve e muito irado
Assassinou o agressor

XI
Passou a ser fugitivo
Em Midiã foi morar
Conheceu as filhas de Jetro
Com uma veio se casar,
A vida de príncipe deixou
O palácio pelo campo trocou
De ovelhas foi cuidar

XII
Estando ele no Monte Horebe
Onde estava pastoreando
Viu algo estranho acontecendo
Um arbusto se incendiando
Mas o arbusto não queimava
E quanto mais perto chegava
Aquele fogo ia aumentando

XIII
Do meio do fogo uma voz
Começou a lhe falar,
Tira as sandálias dos pés
Santo é esse lugar
Eu Sou Deus e te escolhi
Pois o clamor do povo ouvi
E tu irás os libertar

XIV
Moisés procurou então
Uma desculpa,uma saída,
Dizendo não saber falar
Quis usar justificativa
Deus disse: Pode parar,
Te dei boca pra falar
Não terás alternativa

XV
Junto ao irmão Arão
Com Faraó foram falar
Deus havia prometido
Que com eles iria estar
A Faraó então chegaram
Em nome de Deus falaram
Para o povo libertar.

XVI
O Faraó não fez caso
Daquilo que escutava
Ao invés de soltar o povo
Mais e mais os apertava
Com o coração endurecido
Ao Senhor não deu ouvidos
Sem saber o que o aguardava

XVII
Vieram sobre aquela terra
Grandes males e muitas dores
As dez pragas do Egito
Acompanhadas de horrores
Pra Faraó reconhecer
Que só quem tem todo o poder
É O Senhor dos senhores

XVIII
As águas dos rios viraram sangue
De rãs a terra se encheu
Piolhos sobre homens e animais
Um enxame de moscas apareceu
A peste os rebanhos assolou
Aos animais dos egípcios matou
E dos hebreus nenhum morreu

XIX
Depois vieram feridas
Purulentas e de fedor
Depois uma chuva de pedras
A qual nem árvore deixou
Os gafanhotos apareceram
Rapidamente tudo comeram
E nada verde ali restou

XX
Vieram densas trevas
E nada podiam ver
E por três dias seguidos
Nada puderam fazer
Dessas pragas já chegadas
Nenhuma seria comparada
A que iria acontecer

XXI
A décima praga enviada
Trouxe ao Egito grande dor
A meia noite chegou a morte
Trazendo grande terror
Ao filho mais velho matava
Do rei,do nobre e da escrava
E ouviu-se grande clamor

XXII
Faraó deixou então
O povo com Moisés ir embora
Saíram logo do Egito
Caminharam deserto afora
Mas Faraó arrependido
Tendo o exército reunido
Foi buscá-los sem demora

XXIII
Era imensa a multidão
Que para Sucote subiu
Liderada por Moisés
Que logo um censo pediu
E o número revelado
Mulheres e crianças de lado
Só de homens seiscentos mil

XXIV
E o povo era guiado
Pelo Deus de Israel
De dia por uma nuvem
A noite por fogo no céu
Dia e noite caminhavam
Ansiosos desejavam
A terra que mana leite e mel

XXV
Perseguindo-os Faraó
Encontrou-os junto ao mar
Depois de longa caminhada
Estava o povo a descansar
Ao verem o Faraó temeram
Seus corações se derreteram
E puseram-se a clamar

XXVI
Diante daquela situação
Levantou-se grande temor
E pelo medo que sentiam
Rebelaram-se contra O Senhor
Desejaram ao Egito voltar
Para forçados trabalhar
Desprezando o libertador

XXVII
Moisés fez calar o povo
E pediu sua atenção,
para lhes falar que Deus
Continuava na direção,
Não adiantava murmurar
Pois Deus os ia salvar
Com sua poderosa mão

XXVIII
Deus disse a Moisés,
Por que estás a clamar?
Diga ao povo que marche
E continue a caminhar
E tu não fiques parado
Levanta já o teu cajado
E toca nas águas do mar

XXIX
Ao tocar Moisés nas águas
O mar então se abriu
E diante daquele povo
Um caminho seco surgiu
O povo então se levantou
Por meio do mar atravessou
Coisa igual nunca se viu

XXX
Faraó e seus soldados
Mar adentro também entraram
Para alcançar o povo
O caminho aproveitaram,
Mas quando o povo passou
O mar então se fechou
E os Egípcios se afogaram

XXXI
Ao chegar do outro lado
Moisés então cantou,
Pois a alegria que sentia
Em seu peito transbordou
A Deus então agradecia,
Pois viram naquele dia
Como Deus os libertou

XXXII
Como havia no Egito
Escravidão e muito enfado,
A humanidade está presa
Escravizada no pecado,
Como se tivessem dormindo
Não percebem que estão caindo
No abismo do diabo

XXXIII
Deus então mostrou
Que haveria uma luz
Assim como enviou Moisés
A nós enviou Jesus
Seu Filho eterno e Amado
Pra nos libertar do pecado
Morrendo numa cruz

XXXIV
Depende só de você
Seguir o Libertador
Ou ficar lá no Egito
Onde o pecado é senhor
Como a terra do leite e do mel
Pra nós reservou o céu
Pelo seu eterno amor

XXXV
Esse É o Deus do impossível,
Que por amor abriu o mar,
Realizou este milagre
Para o povo libertar
Liberta você também
Poder pra isso ele tem
É só você o aceitar

*Nota do autor: Este é o primeiro de uma série de folhetos de Literatura de Cordel Evangelístico, cuja finalidade não é promover uma religião, um grupo religioso, ou mesmo quem o escreveu, pois tudo é de Deus, e a Ele entregamos em forma de louvor. O objetivo no entanto, é apresentar de uma forma popular, conhecimentos de algumas passagens da Bíblia, que para muitos é um livro difícil de ser lido. Espero que seja o primeiro passo para que muitas pessoas despertem o interesse pela palavra de Deus, e possam conhecer o amor do Pai, dispensado para a salvação da humanidade.

segunda-feira, maio 11, 2009

Dois poemas de Noélio Duarte


AÇÕES

A vida é tão passageira
- É como uma nuvem ligeira –
Breve, como um sutil piscar...
É um filme com rapidez,
São cenas com nitidez
Que na memória vão ficar!

Para uma vida ser marcante,
É preciso, a cada instante,
Aproveitar bem as situações,
Impregnando-as com o toque
Do afeto, da amizade, do coração,
Da alegria, da sinceridade, da emoção,
Mudando a visão e todo o enfoque...

Portanto,
Faça a sua vida bem marcante,
Torne-a longa, bela, vibrante!

Seja amigável, tenha lealdade
- É o caminho para a felicidade!

Leia mais, isto traz energia:
- É a fonte suprema da sabedoria!

Brinque: é uma atitude terna!
- É o segredo da juventude eterna!

Doe em oculto, não faça escarcéu
- Desprender-se é um dom do céu!

Pense! Isto ajuda a ascender
- É a origem plena do poder!

Ria... Isto acalenta e acalma
- É a música gostosa da alma!

Seja generoso, sem esnobismo...
- A vida é curta demais para o egoísmo!

Trabalhe... Tenha todo o progresso
- Há um preço para todo o sucesso!

Ame a você, aos amigos e aos seus:
- É um grande privilégio dado por Deus!

Ore... Deus existe e Ele não erra:
A oração move os céus
E faz milagres aqui na terra!



SÊ TU UMA BÊNÇÃO

E naquele momento
- momento de decisão –
Havia apenas uma ordem:
“Sai da tua terra,
Deixa a tua casa,
Caminha para um lugar
Que eu te mostrarei...”

Mas onde ir, onde andar?
Qual o caminho seguir?
Em que estrada caminhar?
Mas havia uma promessa:
“Qualquer que for o teu destino,
Qualquer que seja a tua habitação,
- garante o Deus Divino –
Vai, Sê tu uma bênção.”

Bênção... Abençoar quem?
Que poder eu tenho?
Que força eu detenho?
Eu... eu não sou ninguém!
E ainda hoje se escuta
A poderosa voz dizer:
“Vai, sê tu uma bênção,
Abençoa outros no viver!
Levanta, saia do teu lugar,
Dá o primeiro passo
E o cenário vai mudar...
Se não podes ser tão grande
Tua fragilidade vai abençoar...
Se não podes ser estrada,
Sê uma trilha onde a graça,
Alegria, o perdão de Deus passa,
Fazendo a vida abençoada...
Se não podes ser estrela,
Sê então pequena luz
Que rompendo a escuridão
Faça a diferenciação:
Deixe brilhar Jesus!

Se Não podes ser o sol
- esta estrela reluzente –
Sê uma pequena chama,
- chama que oriente e aqueça –
Mas que viva permaneça,
Abençoando a quem clama...

Não, não, para que grandezas?
Reconhece tua estatura...
Começa com coisas pequenas
Devagar, mas mudando a cena
E a grandiosidade surgirá.
Estende o braço para o abraço,
Fala de vida e esperança,
Mostra o amor que alcança
Que resgata do fracasso!

Divide aquilo que tens,
Faze o bem acontecer...
Não é preciso ter bens
Para brilhar no viver!
Divida a tua intercessão.
Mostra toda a atenção,
Mostra também simpatia!
E os milagres surgirão,
Vidas serão transformadas,
Pessoas serão resgatadas
Pela graça do perdão...”

Vai... sê tu uma bênção...
Bênção para Deus,
Bênção para os teus,
Bênção para ti.
E, um dia, além do véu,
Tu ouvirás lá do céu
O Senhor Jesus te falar:
“Bem vindo servo fiel,
Entra, este aqui é teu lugar
- mais que um lugar, um lar –
A tua vida só abençoou,
Desfruta do gozo do teu Senhor,
Na terra dos homens,
Soubeste me amar!”

Para mais poemas do autor, visite a Comunidade dedicada a ele no Orkut, em: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=22533944

quarta-feira, maio 06, 2009

Dois poemas de William Vicente Borges


A POEIRA DE SEUS PÉS

Posso ver a poeira de seus pés
a sair pelas ruas a ajudar quem precisa.
Cada passo teu leva esperança
e um grande abraço de amor.

Andas e leva consigo o bem.
Não espera nada em troca.
Tua alegria é o sorriso daqueles
que são abençoados por você.

Posso ver a poeira de seus pés.
Para aqueles em trevas
levas a luz que recebeste do céu.
Para aqueles com fome
levas o maná da manhã.
Para aqueles que estão nus,
levas as vestimentas coloridas.

Posso ver a poeira de seus pés.
Neles as feridas de quem não pára.
É urgente a necessidade.
E não há quem faça o bem.

A quem quer que encontre
tens as palavras que animam
que levantam aqueles sem ar.
Você é instrumento de Deus.

Posso ver a poeira de seus pés.
Posso vês todo este amor no coração.
E sei que quem cuida de ti,
Tem o poder de te sustentar.

Pois Precisamos muito de você.
Tantos são os que precisam.
Seus pés estão muito empoeirados,
E é assim que eles são lindos.



NO DIVÃ DE DEUS

Sabe doutor Deus, não queria vir aqui hoje
Afinal eu não sou louco, eu só
Estou aqui para deitar e falar, pelo menos
Sei que o Senhor me escuta.
O meu problema é com o passado, eu não consigo
Entender que o passado passou, ele sempre volta
são tantos os fantasmas que vem me atormentar.
Não era assim que eu queria viver. Será que há
Um remédio para as dores emocionais do passado?

Sabe doutor Deus, não queria vir aqui hoje
Afinal eu não sou louco, eu só
Estou aqui para deitar e falar, pelo menos
Sei que o Senhor me escuta.
O meu problema é com o presente, eu não consigo
Entender como posso cometer tantos erros,
são tantos que nem posso te enumerar..
Não era assim que eu queria estar. Será que há
Um remédio para as dores emocionais do presente?

Sabe doutor Deus, não queria vir aqui hoje
Afinal eu não sou louco, eu só
Estou aqui para deitar e falar, pelo menos
Sei que o Senhor me escuta.
O meu problema é com o futuro, eu não consigo
Entender que o futuro ainda aconteceu, ele sempre existe
E nunca se apresenta como bom.
Não era isso que eu queria esperar. Será que há
Um remédio para as dores emocionais do futuro?

Filho, eu não receito remédios, mas os seus
Problemas com o passado, eu quero te dizer

Que eu já esqueci tudo que me contou.

Para os seus problemas com o presente, te digo:

Esta é a sua hora de recomeçar. E quanto aos

Seus problemas com o futuro e só você lembrar

Que ele está em minhas mãos.

Tivestes fé para deitar aqui e me deixar te ouvir

Então tens fé para seguir em frente e viver.

Quanto ao valor da consulta pague com uma

Vida de generosidade e felicidade.



Leia mais textos do autor no Recanto das Letras, clicando aqui.

sexta-feira, maio 01, 2009

Dois poemas de Norma Penido


Ide

Eu disse ide... Há dois mil anos atrás
E outra vez te digo ide! Por que não vais?
Colocas tanta distância entre ti e o campo missionário
Só que maior distância havia entre o céu e o calvário
E mesmo assim eu desci, e ao Gólgota fui conduzido
E por tuas iniqüidades, na rude cruz eu fui moído

Porque achas tão difícil estender a tua mão
E entregar um folheto ao que passa sem salvação?
Veja! As minhas mãos ainda estão marcadas
Eu as estendi, para que fossem na cruz pregadas
Não foram os cravos que as prenderam no madeiro
Mas foi o amor, que senti por ti e pelo mundo inteiro.

Outra vez te digo ide! E por que não vais?
Nos campos ou nas cidades, não te cales mais
Achas incômodo falar de mim aos teus vizinhos?
Maior desconforto, havia naquela coroa de espinhos
E mesmo assim, eu suportei toda a dor calado
Lembrando-me do teu nome e do teu pecado.

E ainda te digo ide! E por que não vais?
Por que te envergonhas por ser um dos tais?
Vergonha era morte de cruz e fui crucificado
Fui ferido, fui cuspido, fui também humilhado
Rodeado por cães, morri entre dois malfeitores
Como indigno entre os homens; Homem de Dores

A vergonha passei, a dor e a morte não existem mais
E hoje outra vez te digo ide! E por que não vais?
Há tantos pecadores que não me conhecem ainda
E se tu fores, certamente abreviarás a minha vinda
Tudo está pronto. Eu já vos preparei um lugar
Ide! Porque a última trombeta não tarda a tocar.


E a porta se fechou...

Senhor, Senhor, abre-nos a porta!
E olhando-nos fixamente Jesus falou:
“Em verdade vos digo que não vos conheço”.
E diante de nós a porta se fechou...

Quanta dor eu pude sentir naquela hora!
Ao ver a porta fechada e eu do lado de fora
Misericórdia! Ainda supliquei em desespero
Mas era tarde para entrar nas bodas do cordeiro

A porta se fechou...Jesus nem sequer me conhecia!
Eu, que em seu nome falava tanto em profecia.
Expulsei demônios, evangelizei, era dizimista fiel
Mas o azeite eu não tinha para entrar no céu.

Ah! Se eu pudesse voltar atrás, tudo seria diferente!
Eu não seria a virgem louca, seria a virgem prudente.
E à meia noite ouvido-se o clamor: Aí vem o esposo!
Pelas portas do céu eu entraria, em teu eterno gozo.

Vigiai! Pois não sabeis o dia nem a hora
Em que o filho do homem há de vir em glória
Ande em santidade, mantendo acesa a sua luz.
Leve consigo o azeite para encontrar com Jesus.

Visite o blog da autora: http://normapenido.blogspot.com/

domingo, abril 26, 2009

EVANGELIZE-ME!

David Brainerd pregando aos peles-vermelhas

Evangelize-me


Sou mais animal do que gente
Não sou inteligente
Nunca aprendi a ser sábio
Não conheço o Deus Santo.

Quem subiu aos céus e de lá desceu?
Quem controlou o vento em suas mãos?
Quem prendeu as águas com sua veste?
Quem estabeleceu os limites da terra?

Você sabe quem ele é?
Qual é o seu nome?
E o nome de seu filho?
Apresente-me o pai e o filho!

Quem criou Deus?
Onde ele está?
Ele é uma força ou uma pessoa?

De que lado Deus está?
Da justiça ou da injustiça?
Do oprimido ou do opressor?

Deus se escondeu?
Deus abdicou de seu poder?
Deus está morto?

Deus pode acabar com o mal?
Deus pode acabar com o sofrimento?
Deus pode acabar com a morte?

Deus sabe quem eu sou?
Deus me vê?
Deus se interessa por mim?

Quem sou?
De onde venho?
Para onde vou?

Declare-me não-inocente
Derrube por terra minha defesa
Mostre-me minha culpa.

Deus pode me perdoar?
Deus pode me salvar?
Deus pode me transformar?

Conte-me a velha história!
Com pausa e paciência
Pois quero penetrar
A altura do mistério
Que Deus me pode amar!

Conte-me a velha história!
Fale-me com doçura
Do amado Redentor
A mim que tanto sofro
Por ser um pecador!

Conte-me a velha história!
Fale-me sobre o Natal
Sobre a Sexta-feira da Paixão
Sobre o túmulo vazio
Sobre a ascensão de Jesus.

Conte-me a velha história!
Fale-me sobre a parúsia
Sobre a ressurreição dos mortos
Sobre os novos céus e terra
Sobre a plenitude da salvação!


Nota: As três primeiras estrofes são palavras de Agur, retiradas de Provérbios 30.1-4 (NTLH e NVI). A antepenúltima e a que a antecede são versos do hino “A Velha História”.

Fonte: Revista Ultimato
via Mural na Net

Um poema de Florbela Ribeiro A. S.


Há um mar...

Há um mar revolto de dúvidas

que me invadem.

Ondas gigantes onde a incerteza,

o medo e a ansiedade habitam.

Faço projectos para um amanhã

que não sei se virá.

Luto por sonhos impossíveis,

objectivos inatingíveis…

Saberei eu definir o que quero?

Sim!

Só não sei como o atingir.

E é neste balanço da vida

constante e agonizante

que permaneço.

Dói-me o desgaste físico

muito mais o da alma.

Inicia-se um novo dia.

Permaneço aqui, em silêncio,

Escuto a canção do mar,

e respiro a sua fragrância

apenas com o olhar.

Sabes que sou mais pequena

que um grão de areia,

mais transparente

que a gota de orvalho,

e mais frágil que o cristal.

Mas é em ti Senhor,

que busco refúgio, força e paz

a cada novo amanhecer

na procura de respostas

que o amanhã, quem sabe trará!


Visite o blog da autora: http://flor-docearoma.blogspot.com/

Contra o tráfico de mulheres e crianças

terça-feira, abril 21, 2009

Dois poemas de J. T. Parreira


ARTE MUSICAL

Debaixo dos seus dedos a água corre

Pássaros acendem raios
multicolores, sob os dedos de David

Pendem flores da mesa
na presença dos inimigos
e nos lábios os cálices
transbordam

Pastor de cordas no vento
quando os seus dedos tocam
até que à harpa regressem
os silêncios.



PASSAGEM

Dorme o mar nos olhos de Jesus,
uma nuvem
passa o seu volume sobre o lago
e deixa uma sombra no lugar da luz

O vento nos Seus dedos
ainda dorme, a noite
nos sonhos infantis

o silêncio,
mas um trovão se ergue
e de repente um raio risca
um fósforo pelos ares

o mar parte-se como um espelho
do terrível céu

Porém conhece a criadora voz
o arcano das águas
e tudo volta ao que estava
a repousar.


Visite o blog do autor: http://papeisnagaveta.blogspot.com

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