POEMA PARA QUEM QUISER SER FELIZ
domingo, julho 25, 2021
POEMA PARA QUEM QUISER SER FELIZ, texto de Natanael Cuimar
segunda-feira, julho 05, 2021
PEQUENO COMPÊNDIO DE POEMAS LUMINOSOS: E-book gratuito reúne melhores poemas inspirativos da Literatura

A poesia, irmã mais velha feita de mãe das artes, foi desde sempre uma celebração da vida. Antes de a palavra ser escrita, ela foi sempre falada: Narrativas de sabedoria transmitiam de indivíduo a indivíduo o que de melhor a sua e outras culturas haviam gerado.
Fiel a uma tal linhagem, esta pequenina antologia reúne exatamente o que seu título expressa: poemas luminosos. Versos com capacidade de insuflar os mais valiosos sentimentos e valores. Mas, espere: Não temos aqui uma seleta de poesia piegas, uma coleção de “poemas de autoajuda”, de forma alguma; mas sim um florilégio de verdadeiras obras primas, em grande parte colhidas de alguns dos maiores nomes da Literatura, seja brasileira ou universal.
Numa primeira vista, este livro engana: De um lado vê-se sua singeleza em páginas, tão poucas; doutro, e isso dependerá do após a leitura, a profundidade alcançada por algumas das mensagens aqui expostas é de uma riqueza com que poucas vezes o leitor, mesmo experimentado, se haverá deparado.
Poemas que celebram a vida e o poder da resiliência, promovendo o exercício daquele outro olhar, o poético, que desnuda mistérios, bordeja e adentra ao sagrado e extrai o melhor de tudo.
Ao fim deste volume, oferecemos ao leitor uma pequena mensagem de afirmação da vida e seu sentido virtuoso.
Um livro – gratuito – para ler e reler, guardar e compartilhar.
PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.
domingo, junho 20, 2021
A INFLUÊNCIA POSITIVA DA LITERATURA EVANGÉLICA
Filemon Martins
terça-feira, junho 08, 2021
Três poemas de Hilário Chingui (El Poeta Suxi)
Deus é amor
Sim! Deus é amor
Por seu amor,
Os céus e a terra foram criados,
E por Ele todas as coisas
foram
planificadas.
Deus é amor
Para conosco,
O amor de Deus
manifestou-se
No fato dEle ter enviado o
seu filho,
E nisto, conhecemos o amor
Porque seu filho Cristo
Jesus,
deu sua vida por nós.
Deus é amor
Pois, pelo seu amor
Não somos destruídos,
Pelo seu amor
Estamos unidos,
Pelo seu amor
Alcançamos a salvação
No cordeiro que foi morto
na cruz,
E pelo seu amor
Nos tornamos uma só nação
E partilhamos a mesma
canção,
Sim, Deus é amor.
Deus é amor
Oh! Deus é amor
Amemo-nos pois, uns aos
outros,
Porque o amor é de Deus,
E aquele que não ama
Não conhece a Deus,
Porque Deus é amor.
Não espere!
Não espere um sorriso
para ser gentil,
Não espere ser amado
para amar,
Não espere ficar sozinho
para saber o valor de um
amigo,
Não espere ficar de luto
para saber quem é mais
importante na sua vida,
Não espere o melhor
emprego
para começar a trabalhar,
Não espere a queda
para lembrar-se do
conselho,
Não espere...
Não espere a enfermidade
para reconheceres o quão frágil
é a vida,
Não espere encontrar a pessoa
perfeita
para então se apaixonar,
Não espere a mágoa
para pedir perdão,
Não espere a separação
para buscar a
reconciliação,
Não espere a dor
para acreditar na oração,
Não espere elogios
para acreditar em si
mesmo,
Não espere ...
Não espere ter tempo
para servir,
Não espere que o outro
tome a iniciativa
se você foi o culpado,
Não espere ouvir um eu te
amo
para dizer eu também,
Não espere ter muito
dinheiro
para então contribuir,
Não espere o dia da sua
morte
para então amar a sua
vida,
Não espere...
Faça tudo agora
Eis-me aqui, envia-me
Senhor!
Eu ouço Deus a falar
baixinho,
A quem enviarei?
Eu ouço Deus a falar
baixinho,
A quem enviarei?
Oh, Senhor, eis-me aqui,
envia-me,
Eis-me aqui, Senhor
envia-me para este mundo
caído
Onde o sangue da Babilônia
corre em suas veias,
Envia-me, envia-me, Senhor
Envia-me para anunciar o
evangelho de esperança
Envia-me, Senhor!
Envia-me para este mundo
perdido,
Onde falar de Deus agora é
burrice
E que quem é convertido
é chamado de tolo,
Eis-me aqui, envia-me,
Senhor!
Eis-me aqui, envia-me
Envia-me para este mundo
caído,
Onde o Cristão com a sua Bíblia
na mão,
deixa o seu irmão no chão...
Envia-me para este mundo
perverso,
Onde o crente diz que ama
a Deus,
Mas nem sequer ajuda ao
seu irmão deu,
Eis-me aqui, envia-me,
Senhor.
Sendo jovem cristão,
irei anunciar a mensagem
dos 3 anjos,
Irei anunciar a volta de
Cristo,
Pois Ele vem, sim vem mui
breve!
Eu ouço Deus a falar
baixinho,
A quem enviarei?
Eu ouço Deus a falar
baixinho,
A quem enviarei?
Oh, Senhor, eis-me aqui, envia-me
Envia-me para anunciar que
tu és o único Deus,
Envia-me para o mundo
anunciar que tu és o
Criador do universo
E que o teu nome
será lembrado para todo o
sempre,
Amém!
El Poeta Suxi (pseudônimo de Hilário Chingui) é um jovem poeta angolano. Acesse a página do Poeta no Facebook:
https://www.facebook.com/El-Poeta-Suxi-108489504179689 .
sábado, maio 29, 2021
Para aqueles que desejam continuar (ou passar) a receber as atualizações do blog em seu e-mail
Amigos do blog Poesia Evangélica,
é provável que alguns de vocês sejam assinantes do feed do blog. Para os que não sabem, um feed é basicamente uma forma de receber diretamente em seu e-mail as postagens que são publicadas aqui no blog.
Acontece que esse serviço é mantido pela ferramenta FeedBurner, e a Google encerrará as atividades desta ferramenta a partir de julho deste ano.
Assim, providenciamos outra ferramenta, similar, que permitirá àqueles que recebem (ou que desejam receber) nossas atualizações em suas caixas de e-mail, a continuar com o recebimento. Agora utilizaremos o Follow.it.
Para isso, basta inserir no espaço abaixo um endereço de e-mail onde quer receber as mensagens, e clicar em "assinar".
quinta-feira, maio 20, 2021
ORAÇÃO DE GRATIDÃO, um poema de Eliúde Marques
ORAÇÃO DE GRATIDÃO
Senhor, sou tua porque me compraste,
Deste-me a vida, a paz, a liberdade;
Herdeira do Teu Reino me tornaste,
Para viver contigo a Eternidade.
Eu reconheço como frágil sou,
As minhas falhas fazem-me sofrer,
Mas quando lembro que contigo estou,
Jesus! - exclamo - vem me socorrer!
Eu quero agradecer-te com minha vida,
Utilizando-a para o Teu louvor;
Quero ser sal e luz, também guarida,
Levando à humanidade o Teu amor!
Aceita esta oração que vem da alma
De quem te ama apaixonadamente
E luta pra viver serena e calma,
Confiando em Teu cuidado tão-somente!
A obra traz ainda receitas caseiras de doces, sorvetes e salgadinhos; e uma coletânea de poesias, jograis e representações para as mais diversas datas comemorativas como Dia das crianças, das mães, dos pais, da Bíblia, da EBD, Missões, Páscoa, Dia do Pastor etc. E ainda músicas, com partituras.
O livro possui 220 páginas e custa 35 reais, mais 8 reais de frete. E pode ser adquirido diretamente com a autora, pelo e-mail eliudemarques@yahoo.com.br , ou pelo Whatsapp: (11) 99102-9868
sábado, maio 08, 2021
Vestígios de Azul, livro de poemas de José Brissos-Lino
Publicado em 2019, Vestígios de Azul é uma das mais recentes coletâneas de poemas do lusitano José Brissos-Lino, pastor, escritor, professor e articulista presente em diversos veículos de informação, seja em Portugal ou no Brasil.
Com prefácio do saudoso poeta J. T. Parreira, de quem Brissos foi sempre amigo próximo, a obra verseja as vivências e percepções do autor por um suave prisma que as decompõe em diversas tonalidades, seja do azul que dá nome ao livro, seja de cores outras, feitas de ternura e saudade, de calma celebração e rica fruição poiétika.
Aqui, três dos poemas do livro:
ESTE AZUL
Este azul mata-me de
prazer
com todos os sorrisos de
que for capaz
sem sombras escuras nem
recantos húmidos
invade os olhos claros do
dia assombroso e limpo
abre todas as portas
toscas e pesadas
artilhadas com velhos
ferrolhos medievais
de castelos imaginários
dos senhores e cavaleiros
ruidosos que se insinuam
na arte da lenda
concedendo o inefável
o prazer supremo
de um culto sagrado sem
cálice de prata
nem salvas de ouro
e sou atalaia entre ameias
já moribundo de azul.
FOI ASSIM A SALVAÇÃO
Foi assim a Salvação. Um
Menino
desceu aos homens
com a paz na algibeira
e estrelas na boca
enquanto uns olhos de sol
e de lua
lhes aqueceram os dias
e os sonhos
para sempre.
A OLIVEIRA VERDE
"Sou como a oliveira
verde na casa de Deus" (Livro dos Salmos)
sou como a oliveira verde
saudável, frutífera
acendo o dia dentro de
casa
tempero a mesa
unjo reis e sacerdotes
e tiro o medo das portas
que gemem
no silêncio da noite
escura
na casa do meu Deus
estou firmemente plantado
em chão de misericórdia
o orvalho da confiança
escorre-me
pelas folhas.
segunda-feira, abril 26, 2021
POÉTICO SOLAR - Poemas para ler sob o sol de qualquer tempo: Marina Stela Borges lança seu primeiro livro
A poeta paulista Marina Stela Borges lançou, recentemente, sua obra inaugural, o livro Poético Solar. A obra apresenta uma poesia de riqueza intimista, que dá expressão a sentimentos e experiências vividos no jogo de presenças e ausências da vida numa megacidade como São Paulo. A fé, como não poderia deixar de ser, dá o tom dos pequenos textos, que como cristais filtram e decompõem a luz solar.
Sobre a obra, assim se expressa o prefaciador, o também poeta Magno Martins:
“Traduzir um turbilhão de coisas para o papel, não é tarefa fácil. Os poetas naturalmente olham a poesia surgir de suas vivências e imaginações. Na poesia somos quem quisermos ser. A Palavra de Deus não tem curvas, Seu caminho é reto. E larga é a porta da perdição. Somente o calor de Jesus para aquecer a humanidade tão fria. E quando se une a essa chama viva o trabalho de exaltação e adoração aqui reunidos no livro "Poético Solar", de Marina Stela, tudo começa a fazer sentido. A autora nos presenteia com versos onde afirma que mesmo na solidão, tão necessária aos poetas, Deus está com ela, inspirando, trazendo paz e esperança. No poema "Chama Viva": ‘Eu vi a Eternidade entrar pelas frestas da minha janela/Tua presença levou embora toda a solidão e me preencheu/ Com olhos molhados ouvi Tua voz e percebi Teus passos’. Marina, tal qual uma artesã, tece a poesia nos mais variados temas, homenageia sua querida cidade natal em "São Paulo, Meu Amor": ‘Cada esquina tem igreja pra toda crença/Árabes e judeus são amigos sem diferenças/São Paulo é como espelho de muitos reflexos/ Todo mundo vem, vê essa zona e se apaixona’. Ela parece descrever os detalhes que muitas vezes passam despercebidos em meio à velocidade do cotidiano, assim que, como para saborear um poema, ela consegue parar o tempo e passar ao leitor fragmentos belos, que somente uma artista das letras poderia fazer. ‘Ouvia voz de Deus enquanto dirigia pela estrada para a nova vida/Meu relógios sem ponteiros e meus sonhos sem freios seguiam/Entre tristezas e alegrias ainda esperava o nascer do dia’. A inspiração divina de Cristo é a bússola constante nesta obra que tem como base sua relação com o Criador dos luminares.”
O livro possui uma esmerada, belíssima edição - das melhores que tenho visto nos últimos tempos - e se encerra com o tocante testemunho de vida da autora, poderoso para nos inspirar a prosseguir pelas agruras da vida, mantendo firmes os olhos no luminar que emana de Cristo, nosso Salvador.
O livro possui o valor de R$ 35,00, já com as despesas de frete incluídas. Aqueles que desejarem adquirir a obra, podem entrar em contato diretamente com a autora, através do Whatsapp: (11) 98016-8082
Aqui, três poemas do livro:
ALÉM DAS
PAREDES
Já era fim
da tarde e o céu nublava
Enquanto os
ponteiros cambaleavam, eu imaginava coisas
Mente tão
fértil quanto as frutas na plantação
Como poderia
controlar meus pensamentos infindáveis
Ou ainda
estacionar em ideias fúteis, tão sem valor?
Nem a alta
filosofia seria suficiente para conter-me
Talvez se
falasse com as paredes teria mais sucesso
Mas acho que
vou escrever nas nuvens vagarosamente
Quem sabe um
dia, eu encontre algo que me reconte
Porque lápis
e papéis não bastam
As palavras
e os sentimentos nunca param
E a vontade
de ver o horizonte é sem fim
ENTRE
GRADES E LEMBRANÇAS
(Escrito em
tempos de Covid-19)
Hoje eu sou
prisioneira das minhas coisas guardadas
Vou faxinar
as coisas ruins da minha memória
É dia de
passar um pano e enxugar as lágrimas secas de anos
Mas eu
também lembrei tudo que me fez feliz e revivi
Eu novamente
vi a alegria do céu azul que brilhou
Me preparo
pra nova vida cheia de amor e esperança
Todos tão
cheios de medo e incertezas sobre tudo
Os relógios
correm lentamente
Porque não
têm mais horas pra contar
O REFÚGIO
Pare
Largue tudo e esqueça-se deste mundo
E corra para
o lugar secreto cuja chave só um tem
O lugar que
só você e Jesus conhecem, ninguém mais
E lá deleite-se
na presença d'Ele e ame-O intensamente
Um momento
de amor tão intenso, tão forte, comovente
Até que
Jesus se derreta, até que saia virtude
Quem me
tocou o coração? Quanto amor!
Diante d’Ele
somente adorar
Uma dança pela
eternidade da noiva e seu Noivo Amado
Uma dança que
os anjos e o Pai vão parar para ver, admirar
A noiva com
vestido branco puro, joias e uma coroa de Santidade
O Noivo com
linho fino, olhos reluzentes e uma coroa de Glória
Quem perde a
sua vida por Cristo a tem verdadeiramente
Mas quem põe
sua vida em outras coisas, perde Cristo
O banquete
já está feito e tudo está preparado
Muitos serão
chamados, mas poucos os escolhidos
quinta-feira, abril 15, 2021
Três poemas de Paulo José Corrêa
AUSÊNCIA,
APARÊNCIA, ESSÊNCIA
A
folhas da figueira escondiam
a
ausência do fruto
A
impetuosidade de Pedro obscurecia
a
ausência de fé
As
pedras no terreno ocultavam
a
ausência da raiz
A
religiosidade do fariseu disfarçava
a
ausência de humildade
O
fruto ausente levou a figueira à destruição
A
fé ausente
levou
Pedro ao pavor do afogamento
A
raiz ausente
levou
a planta a secar na terra pedregosa
A
humildade ausente
levou
à rejeição da prece do fariseu
Quando
há ausência do essencial,
a
aparência é enganosa
Quando
há exigência do essencial,
a
ausência é perigosa
CONTRADIZENDO
A CONSTITUIÇÃO
Todo
mundo é culpado
até
prova em contrário
Todo
mundo já falhou
no
compromisso diário
Já
chegou atrasado
já
perdeu o horário
Já
estourou o limite
gastou
mais que o salário
Já
passou data em branco
esqueceu
aniversário
Todo
mundo já tentou
vender
pardal por canário
Todo
mundo já fez,
do
que fala, o contrário
Já
fraudou ou pensou
em
fraudar o erário
Já
imaginou vingança
já
bancou o sicário
Já
faltou à verdade
já
destruiu o cenário
Todo
mundo tem ossos
escondidos
no armário
Todo
mundo já calou
já
esqueceu o glossário
Já
errou o caminho
zanzou
no itinerário
Já
perdeu um gol feito
já
se sentiu ordinário
Já
posou de idiota
já
passou por otário
Então...
Olha
essa pedra na mão!
Olha
esse dedo em riste!
Olha
o teu próprio porão:
a
inocência não existe
Solta
essa pedra e, inclinado,
põe
esse dedo na areia
Escreve
ali teu pecado
antes
de julgar vida alheia
PRISÃO
DOMICILIAR
(A
quarentena)
Estejam
todos presos!
Para
pensar em si,
para
pensar nos outros
Para
não se expor ao mal,
para
não expor o que é mau
Estejam
todos presos!
Quem
disse para viver no mundo,
como
se fossem imunes?
Quem
mandou ir a todo lugar,
como
se o mundo fosse pequeno?
Estejam
todos presos!
Para
lembrar que são mortais,
que
a vida é frágil como um fio d'água,
que
uma pequenina coisa
pode
amedrontar impérios
Estejam
todos presos!
Para
suspirar pela liberdade
Para
que, quando ela voltar,
seja
abraçada com carinho,
seja
cultivada com sabedoria
e
desfrutada em irmandade
Poemas do livro Fragmentos de Uma Herança Cristã - Crônicas e Poemas (2020).
Aqueles que desejarem adquirir o livro podem entrar em contato diretamente com o autor, pelo e-mail paulocorrea77@gmail.com , ou pelo Whatsapp (61) 98172-5220.
quarta-feira, abril 07, 2021
PE(S)CADOR, novo livro de poemas de Big Johnny
Músico, poeta, professor, ativista cultural, evangelista... múltiplas são as formas que João Roberto, carinhosamente conhecido como Big Johhny, encontra para se expressar e servir a Deus e ao próximo. Seu novo livro, Pe(s)cador, é uma afirmação de todo o seu lirismo e engajamento.
Sobre o autor e sua nova obra, assim diz João Gualberto de Souza, o prefaciador:
"Retrato falado de um tempo de estupefações, perguntas, dúvidas, silêncios, sobrevivências doridas e excessos de clamores contidos, eis o poeta João Roberto. Impossível dissociá-lo da comunidade sobrevivente às absurdas tramas do ser humano do século XXI.
Apoiado em sua puerilidade cristã, este poeta reedita a incessante busca da raça humana, pelo diálogo com as coisas do alto. E propõe um auto da palavra, em preocupações constantes com a saúde poética do outro e com a inserção de todos na Grande Seara, pela singela interpretação e socialização das máximas bíblicas, da Filosofia Cristã e da Onipotência, Onipresença e Onisciência de Deus (...).
Na sua lira, afinada com o diapasão dos mais nobres sentimentos humanos, o seu ser lírico desdobra em versos a preocupação com o outro e com a natureza (onde o outro também se inclui), denunciando os excessos humanos e indicando caminhos cristãos para a redenção da humanidade."
O livro Pe(s)cador custa apenas R$ 10,00 (mais o valor do frete), e pode ser adquirido diretamente com o autor, pelo perfil no Instagram: @bigjohnnyjc
Toda a renda obtida com o livro é revertida para as ações sociais da Missão 33 e da comunidade cristã Aprisco de Lauro de Freitas (BA).
Dois poemas do livro:
PE(S)CADOR
Lá vai o pescador.
Ou seria o pecador?
Na sua capanga
Linha, anzol, isca,
um pouco de ansiedade,
esperança e amor pela vida.
Primeiras tentativas
nenhum peixe morde a isca.
Sentimento de frustração
bate na porta do coração.
Subitamente uma força interior
o impele a perseverar.
Outras tentativas
Agora o peixe só morde a isca
vem o cansaço,
vem a fadiga.
O pescador reflete,
analisa o mar
e diz a si mesmo:
- Vale a pena perseverar.
Linha novamente lançada
peixe no anzol
fogo na brasa.
Ainda é cedo para parar.
INSPIRAÇÃO
Toda e qualquer inspiração
até a que não tenho
agradeço a Jesus,
Mestre do engenho.
E se por Ele não for concedido
o talento que a mim não for merecido
agradeço mesmo assim
pelo mesmo motivo.
Versos mil dormem em minh'alma
aguardando o momento
de serem despertados
pelo toque do Unigênito.
sábado, março 27, 2021
CARTAS E RETORNOS: Novo livro de poemas de Sammis Reachers
O seminal
poeta curitibano Paulo Leminski é autor, dentre outros, do livro Distraídos
Venceremos. Tal título ou expressão singular me veio à memória ao refletir
sobre o volume que o leitor agora tem em mãos: Foi sem perceber ou dar-me
conta, assim, distraidamente, que cheguei a este meu décimo livro de
poesias. A surpresa deve-se ao fato de que sempre consegui maior prazer atuando
como antologista e editor do trabalho alheio do que focalizando minha produção
autoral, que correu como que por fora, nesses pouco mais de vinte anos de atividade
literária.
Neste Cartas
e Retornos, o leitor perceberá que busquei construir fundamentalmente um
livro de adjetivações, frutos – ou sementes? – de uma poesia
onírico-descritiva, arte/artesanato sequencial de definições poéticas sobre
temas ou objetos variados, os “destinatários” aos quais as cartas fazem
referência.
Nessa busca
de comunicar a magnificação de cada destinatário, não apenas imagens, mas,
fazendo jus à licença que pesa sobre os poetas, palavras precisaram ser
criadas, seja em neologismo, seja numa das muitas outras formas de parto de
palavras que nossa língua conhece e experimenta. Um experimentalismo não de sabor
insosso como por vezes vemos sendo praticado mas, sim, uma prazerosa peregrinação
em busca do surpreendente – amparada em palavras e expressões que o suportem.
Desde muito
jovem tomei para mim uma assertiva do filósofo brasileiro Vilém Flusser: “A
poesia aumenta o campo do pensável”. Deste esforço de expandir percepções,
de aumentar as formas de bombear de um coração com o sangue dos signos, jamais
pude me libertar, malgrado minhas humildes possibilidades criativas.
Às mais de
cinquenta Cartas, diversas, como dito, em tema ou objeto, seguem-se
alguns Retornos: Poemas de maior hermetismo, onde o jogo de luzes e
sombras (chiaroscuro) ganha maiores ares. O livro se conclui com poemas
outros, de variada temática e envergadura.
Que este humilde
livro possa, com sua carga onírica e algo perturbadora, balançar alegremente suas
percepções e empurrá-las, assim, como quem não quer nada, para a expansão.
O livro possui 110 páginas, e está disponível por R$ 22,00, JÁ com o valor do frete por Correios incluído. Para adquirir o seu, escreva para o e-mail: sreachers@gmail.com
E o livro eletrônico (em PDF) é GRATUITO para download. Para baixar o seu pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
ALGUNS POEMAS DO LIVRO
Carta aos
Fariseus
aquele que
bem mata a palavra
é soldado a
mando de quem?
seu soldo,
concretudes sem
batismo,
qual seu sabor
no palato,
qual seu peso
na sacola?
vós néscios
sob quem
a frágil
ponte fraqueja,
vós os
assassinos de profetas poetas,
quem vos pariu assim, suicidas?
Carta ao Farol
Sol da boa
noite
Esperança
terrajeira
Palácio
liberto dessas libertinagens
Que são as
realezas
Totem de
turmalina
E óleo de
baleia
Para a mater
solidão
Ímã ao homem
de exceção,
Perdição da
sereia
Torre
pontifex
Tubo
alquímico, construto
De magia
branca minimalista
Única
habitação humana
Que comporta
(com conforto
Para sua
densidade d’asas)
Um poeta
Silenciário
Notário da
oceanografia
Lança de
condão e luminotecnia
Oceânico
elucidário
Norteador
noturno,
Soturno
mosteiro
Dum-só-monge
Hiperlugar,
canhão
De topofilia
Lua sem
minguantes
E sem
volteios
Mirante
oceamar
Caracol teso
sobre as vagas
Imóbil
máquina de alar
Estaca-mar
Ou mor,
Poema de
habitar.
Carta ao Cristo
Conquistador
em andrajos
Pétala de
Sangue
Amor
embaraçoso
Azorrague de
Deus e retardador do azorrague de Deus
Farta
gordura de cordeiro
Que faz
enfartar o inferno
Coágulo,
pedra de tropeço, entupimento
Inter rupção
do fluxo do coração
Da Morte
Equalizador
Logosfera
Deus que
baixo habita
Companheiro
de más companhias
Nota
promissória contra o fracasso
Da História
Patada de
trivela no peito de Satanás
Magra mão
atravessada de quem nada escapa
Cosmokrator,
fonte a jorrar, menor dos homens
Cordeiro que
guarda o pastor, leão que costura os dilacerados
Senhor dos
Senhores – reverta nossa dispersão,
Para de
reencontro a ti
Ideia
parturiente
primavera
para sempre
presente
raro
Cristoterapia
panaceia dos
mundos
flecha de
ressuscitar
Arte de
partir gaiolas
testada
contra as muralhas
Riso mudo
inconsútil
abraço concentrado
gesto
canoro, alado, pacificanário
constritor
da morte
construtor
da vida
Paralelepípedo
de luz
atiçado contra
a cabeça da serpente
Perdão,
flor-fortuna
que
enriquece e perfuma
a quem o
despende
No fundo do
meu quintal corre um rio
Que desliza escorreito
com voz de sibila
Onde vejo
passar o destino circular dos homens
O tempo
longo, médio e curto de Braudel
As eras
geológicas, as flores do cambriano
Grandes do
tamanho de minha casa
Os ciclos
menstruais da vizinha feia,
Suas
explosões e paz ou os silêncios de sua
fúria
No fundo de
meu coração corre um rio
A passos
lentos, vejo passarem formas
Frágeis,
Heráclitos sorumbáticos
E revelações
inconclusas sobre as quais
Tento o
salto transcendental - mas não
Consigo sair
de mim, deslogar
Pois não possuo
o Tempo que tudo
Revela e
(de)compõe: outrossim,
Sou do Tempo
uma posse, um Heráclito
(Vejo passar
os livros que Borges
Não
escreveu, livros que gosto de imaginar
Quando quedo
triste olhando o rio
E que de
toda forma jazem escritos
Em algum
lugar de Deus)
No fundo da
íris de Deus corre um rio
Intransponível,
de sufocante caudal
Do qual este
poema, as flores cambrianas
Extintas do
tamanho de casas e os homens
Algemados à
sua liberdade circular
De
probabilidades previstas e os livros
Que Borges
iria escrever mas morreu e
Que jazem
escritos em algum outro lugar de Deus
(pois dentro
de Deus as coisas transitam,
Irrequietas
ricocheteiam livres do Tempo circular)
E o Universo
holográfico platônico celebrante e
Pânico são
espelhos,
Reles
espelhos deslizantes.











