sexta-feira, outubro 31, 2008

Um poema de Lilia Cordeiro Fernandes


POR QUE CALAS O AMOR QUE HÁ EM TI?

Por que calas o amor que há em ti?
Por que o deixas se perder, quando tantos precisam encontrá-lo?
Por que calas ao ponto de cegar-te, quando tantos precisam dessa luz para viver?
O amor que há em ti é um dom, e o dom do amor é se dar.

Por que escondes, então em teu peito, o que a muitos pode salvar?
O que falas, teus gestos não confirmam. Nada tem a dizer.
De que adianta a falsidade, se nela, cedo muitos vão perecer?

Por que calas a razão da tua vida, a excelência de teu corpo, a razão do amanhecer?
Quando calas o teu amor, o ódio deixas prevalecer.
Se acreditas em Jesus Cristo, pelo amor devias lutar, pois Cristo, mesmo sendo traído, não calou o amor que a muitos pode salvar.

Teu silêncio concorda com este mundo que luta pela aparência, que mata a inocência, troca a vida pela morte, cala o amor com a violência.
Mundo que disfarça a dor com coloridos, promete caminhos floridos, mas esconde os espinhos que a falta de amor produz. Não apagues a tua luz!
O mundo precisa dela para viver.

Não cales o Cristo vivo que pelo amor nos ensinou a vencer.Não cales a tua voz!
Ela pode preencher o vazio de muitos que estão no frio de estar a sós.
Grita se preciso for!
Luta pelo que tem valor!
Deixa que Jesus Cristo transborde em tua vida, o oceano do seu amor!

in Comunidade Poesia Evangélica (ORKUT).

Um poema de Epitácio Fragoso Vieira


Um pouco ao Eclesiastes

Os dias correm
como as noites vagam
como cães vadios
os pensamentos vão.

Tudo passa e tudo volta
Nada é novo sobre a Terra
Nada me surpreende na condição humana.

Como um rio se misturam os sais e os ais
no coração do homem estão o bem e o mal:
o lobo e o cordeiro, o cristal e o lodaçal.

in "Profissão de Fé", publicado pela UFPE.

domingo, outubro 26, 2008

Três poemas de Luciano Martini


EXPECTATIVA

O sol nasce desbotado
nuvens marcham em desalento
os sabiás desafinam
borboletas abandonam suas cores
choram as flores
por saudade de ti

falta o aroma da chuva
as ondas quebram sem graça
ribeiro corre tristonho
canteiros sem odores
choram as flores
por saudades de mim

vento sopra preguiçoso
o beija-flor está de mal com o jardim
estrelas desistem de brilhar
fogem pirilampos voadores
choram as flores
por saudades de nós

Baseado em Romanos 8, 19 - "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus."


AS ESTRELAS

As estrelas
não serão alcançadas nunca
mas como as noites seriam tristes sem elas

Os astonautas não conseguiram chegar nem perto das estrelas
mas os poetas,
vão lá todas as noites...

Há uma lenda muito antiga
que diz:
Quem conseguir seguir uma estrela inalcançável
e viajar na luz de seu brilho,
no final do caminho,
encontrará um Menino.


PROMESSA

Espero a tua volta!
E, embora às vezes me entristeça
Enquanto aguarde,
É tão bela a tua promessa
Que chego a desejar que venhas tarde...


Visite o blog do autor: http://lucmartini.blogspot.com/

terça-feira, outubro 21, 2008

Um poema de Norma Penido Bernardo


ORAÇÃO DE UMA OVELHA

Senhor, ontem eu vi o meu pastor chorando,

E naquele instante eu fiquei pensado

Quem poderia lhe causar tamanha dor?

Qual ovelha fez chorar o meu pastor?

Seriam estas lágrima por uma ovelha perdida,

Rebelde, desobediente, ou quem sabe caída,

Que trocou o aprisco pelo mundo enganador,

Fazendo sofrer tanto o coração do meu pastor?

Senhor, não me deixes ser uma ovelha assim.

Não deixes nunca o pastor chorar por mim.

Faze-me mansa, submissa, meiga, obediente,

Humilde e voluntária, ovelha simplesmente ...

Quero caminhar à luz da tua doutrina

E beber da fonte cristalina

Que vem do alto, enchendo-me da tua graça,

Ovelha por dentro e por fora, por favor me faça.

Senhor, quero neste rebanho promover a união.

Não me deixes ser problema, mas me faças solução.

Quero somar as alegrias e multiplicar o amor.

E nunca seja motivo das lágrimas do meu pastor.


in Revista Missionária, 2T - 2000

Um poema de Sidney Lanier


Como a ave do pântano
que constrói secretamente o seu ninho
nas terras molhadas.
Vejam, eu também construirei para
mim um ninho na grandeza de Deus;
eu voarei na grandeza de Deus
como a ave do pântano voa
na liberdade que preenche
todo aquele espaço
entre o pântano e o firmamento.

In Devocional Nosso Andar Diário, Abr/Mai/Jun 2008

quinta-feira, outubro 16, 2008

Dois poemas do Pr. Luiz C. Leite


ADÃO

Muita confusão se fez em mim
Quando a luz interna se apagou
Vi com desespero o começo do meu fim
Não senti o chão debaixo de mim…
Num silêncio surdo a nuvem negra me envolveu
Algo dentro em mim se espatifou
Ensimesmado e mudo vi meu mundo desabar
Movido por uma vergonha imensa me escondi…
Provei pela primeira vez
O gosto de sal de uma lágrima
Meu corpo se estremeceu
Ao ouvir a voz que me chamava no jardim…
Adão onde estás?


NÃO QUERO...

Não quero experiências forjadas
Emoções manipuladas
Medos infantis
Não quero ter controle de nada
Nem a reverência tola
Que se dá aos imbecis…
Não quero vestes impressionantes
Não sou oráculo, não sou nada
Não quero ser o “senhor importante”
Nem ostentar credenciais de fachada
Eu quero ser simples como uma reta…

Visite o blog do autor: http://luizvcc.wordpress.com

ACORDO ORTOGRÁFICO


Como muitos de vocês têm visto na mídia, breve começará a entrar em ação o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que pretende unificar a forma como o Português é escrito nos diversos países lusófonos.

A partir de janeiro de 2009, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão a ortografia unificada. O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol.
A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada.
Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Resumo da ópera - o que muda na ortografia em 2008: - As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo.
Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo". - mudam-se as normas para o uso do hífen - Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem". - Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos".
- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, sequência, freqüência e qüinqüênio. - O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k","w" e "y".
- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição). - Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.
- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto", "adopção" e "baptismo". O certo será ação, ato, adoção e batismo.
- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser grafado como no Brasil: "úmido".
- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

DADA A IMPORTÂNCIA DO TEMA, DESDE JÁ DISPONIBILIZAMOS AQUI O TEXTO DO ACORDO PARA DOWNLOAD. São 14 páginas em formato pdf.

PARA BAIXAR O ARQUIVO, Clique Aqui.

sábado, outubro 11, 2008

Dois poemas de Eliúde Marques


EIS-ME AQUI

Eu ouço além, Senhor, tua chamada
e o vasto campo eu vejo a florescer;
porém, desejo estar bem preparada
e revestida pelo teu poder!

Eu quero dar-te a minha vida inteira,
embora eu nada represente ou seja;
quero ser luz, ser paz e ser bandeira
hasteada para o bem da tua igreja!

Eu sei que Tu tens preparado tudo,
'té mesmo o que jamais pude antever;
o pão, a veste, o amor e, sobretudo,
a graça e a firmeza de vencer.

Se queres, pois, Senhor, toma a tenaz,
toca os meus lábios porque sempre cri
que esse teu toque me fará capaz
de assim dizer: Envia-me, eis-me aqui!

Do livro: Luzes do Arrebol - Poemas que a Fé inspirou


CANTAI AO SENHOR

Quão simples é o nosso cântico
para dizer de Deus
o amor que nos legou.
A linguagem humana
jamais encontrará a nítida expressão,
para exprimir louvando
o dom da criação.

Quem poderá neste mundo
suficientemente cantar
a sublimidade de Sua graça
e do seu amor sem par?
Que mais poderíamos acrescer
ao coro universal de sua criação,
que continuamente lhe rende louvores
em gesto de gratidão?
Os céus declamam a glória de Deus
e o firmamento
anuncia a Obra das Suas mãos.

Cantam as alvoradas
de cada doce amanhecer;
canta o sol em seus raios
ao sossego do alvorecer;
cantam as ervas, as flores,
nos campos e nos prados;
cantam as aves nos bosques,
jubilam nos seus trinados.
Cantam a montanha, o vale,
o rio na barulhenta cascata,
todos louvam a Jesus,
até mesmo as feras nas matas.

As constelações entoam louvores
à Estrela da Manhã;
os prados cantam aleluias
à Rosa de Saron;
as cordilheiras falam
da Majestade nascida;
os regatos cristalinos
apontam a Água da Vida.
A sutileza de Sua glória
é contada nos junquilhos e jasmins
que aromatizam jardins.

O vôo das grandes águias
até as longas alturas,
num misto de poder
Sua força nos revela;
o marulhar contínuo
das ondas empoladas,
no crespúsculo ameno
é a mais sublime tela;
o farfalhar das folhas
na blandícia do vento,
é um dos mais delicados
instrumentos da orquestra
que o infinito Deus,
com seu poder rege em festa.

Tudo canta, tudo louva,
tudo engrandece a Deus,
agradecendo a bondade
com que Jesus nos deu.
Cantai, ó povos, criados por Sua mão;
cantai, diz o salmista,
louvai-o de coração,
exercitai vossos lábios,
nos doces cânticos O exultai,
cantai suas maravilhas,
no canto a harmonia semeai.

Cantai seu poder nas sombras
ao declinar do dia;
cantai no alvorecer,
no arrebol do meio dia;
cantai a glória perenal
em todo o teu viver;
cantai nas horas alegres,
cantai também no sofrer.
Se a vossa vida
é toda um quebranto,
cantai, que o canto
é mel que adoça o pranto.

E na terra, no mar, no céu
o que existir de belo, puro e santo
seja rendido a Deus de coração.
E as nossas almas num celeste canto,
rendam-se enfim no altar da gratidão.

Do livro: Primícias do meu Jardim

terça-feira, outubro 07, 2008

Dois poemas de Paulo Cruz


ALVÍSSARA

Vede, em ruínas está a cidade,
O canto já não ecoa mais.
Vede, é tudo choro e lamento,
A harpa, em galhos secos jaz.
O vento de desobediência
Trouxe consigo o terror,
O gosto amargo da doce ilusão
Tirou do poeta o amor e a canção;
Quem trará novo alento a Sião?

Mas vede, é dos montes que vem a Paz,
Alvissareira é a notícia que traz
Os pés do arauto, do irmão.
Vede, é vitória já reina teu Deus,
Em corais alardeia Sião
Às nações a tua salvação.



ESPERANÇA NO LEITO


Naquele lugar onde o dia é sempre noite,
adentro, sento e sinto o sonho que já perto
adestra. Deito, em torno, um cabedal modesto
me faz lembrar os momentos cabais de minha
tensa existência debaixo do sol, que hoje,
após anos sem alarde, arde em meu dorso;
anos em que minha vida era tarde tênue,
onde todos os meus sonhos eram fantásticos
e cheios daquela vitalidade pura
que alimentava a alma em toda noite escura.
Hoje, essa cura não chega e a noite dura
muito mais que a eternidade, é fogo que arde.

Porém, em contrição meu coração aguarda
o Mestre, folga de esperança em meio à dor,
do meu peito ferido a paz não baixa a guarda
e resiste, perdendo a vida por ganhá-la
e assim ganhando-a por perdê-la, eternamente.

Visite a página do autor: http://paulopoeta.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 02, 2008

Dois poemas de Noélio Duarte


MODULAÇÃO

Se a música de sua vida
Está assim desafinada;
Se você não vê saída
E tudo resulta em nada...
É só tristeza, incerteza,
Descaso, cansaço...

Se as notas de sua canção
Estão assim desencontradas;
Se o que há é confusão
E a sua melodia é mal tocada...
É incompreensão, desconsideração,
Muito delírio, tanto martírio...

Se a sua vida não tem harmonia
E tudo, tudo se desestruturou...
E o que foi uma sinfonia,
Agora é só pausa, pois se calou...
É ausência, tanta carência,
Afastamento, fingimento...

Se a sua música desafinou,
Se suas notas emudeceram,
Se a sua canção silenciou
E se as pausas apareceram...

Então, já está na hora:
A mudança é sem demora!
Saia desse tom menor,
Fuja desse som tristonho
Volte a viver o seu sonho
Ouse querer uma vida melhor!

Coloque-se no ritmo acertado,
Venha, mas para o compasso ansiado,
Module agora, de uma vez só:
Entregue-se a Deus
- O Grande Compositor –
A sua especialidade é o Amor.
E Seu toque modulará você
Para viver dessa vez
O incrível e maravilhoso
Tom Maior!


O CANTO MELHOR

Por um instante, pensativo,
Eu, reflexivo, me perguntei:
- Será que a poesia – som vivo,
Com toda a sua melodia –
Agora vai se silenciar?
Com tristeza eu me calei.

Não ouço a voz da bonança
De Mário Barreto França,
Cuja voz ainda alcança
Tantas vidas por aí...

Não ouço o Gióia Júnior, poeta,
Cuja letra amiga e dileta
Pôs-se a fazer alerta:
O seu texto fala por si...

Calou-se a voz doce que fez
Célia Câmara Reis,
Sensível e com lucidez,
Louvar, adorar e sentir...

Calou-se Myrtes Mathias
Que com suas belas poesias
Trouxe-nos tantas alegrias:
Ela nos fez refletir...

Mário, Gióia, Célia, Myrtes...
Produziram letras vivas,
Obras bem acabadas,
Mensagens tão altivas,
Edificantes, tão amadas;
E ainda ecoam no ar
Poesias tão bem lavradas
Que faz o povo cantar!

Parei. Refleti. Pensei.
E em silêncio eu fiquei...
E as perguntas surgiram,
Pensamentos me invadiram,
E entristecido, emudeci...
Como ficaria a poesia assim?

Mas olhando ao redor,
Vi o dia para viver,
Vi a magia do anoitecer,
Vi famílias se encontrando,
Vi crianças brincando,
Vi o professor ensinando,
Vi o médico curando,
Vi o pastor pregando,
Vi o guarda apitando,
Vi a Igreja orando,
Vi o sol ofuscando,
Vi Deus abençoando...
Então, com alegria entendi
Que fomos privados da voz
Destes poetas tão amados
Mas a poesia está em nós
E cerca-nos por todo lado...

Poesia, letra melodiosa
Nascida das mãos dadivosas
De Deus, o Pai amado.
Poesia é Deus falando,
Poesia é Deus doando,
Poesia é Deus amando,
Poesia é Deus recriando
Mensagens para abençoar...

E fico sensibilizado
Ouvindo o Cristo amado
Sua mensagem pregando,
Sua voz me estimulando,
Sua poesia manifestando
Paz, alegria e perdão...

É como se eu escutasse
Uma voz, que me falasse:
“Vinde, descanse em mim,
Fique próximo assim,
E você achará o céu
- lar futuro do fiel –
Tenha Paz, alegria sem fim!”

Tudo isso é poesia
Pura, santa, sem fantasia:
Deus nos fertilizando,
Deus aqui nos ajudando,
Deus conosco, cuidando,
Deus do céu, iluminando!

Bendita poesia,
Melodia eterna,
Canção doce, terna,
Que nunca se findará:
Ela é o sopro de Deus
Abençoando todos os seus,
Por isso jamais cessará!


Do livro TEMPO DE CANTAR

Para mais poemas do autor, visite a Comunidade dedicada a ele no Orkut, em: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=22533944

sábado, setembro 27, 2008

Dois poemas de Flávio Américo


UMA VIDA DURA E A FÉ QUE DURA

A fé madura
Dura
Numa vida má e dura

O viver triste subsiste
“persista”,
Insta-me a fé

Sobre o fardo da vida, a fé diz:
Leve,
Mesmo não sendo leve

A dor sempre existe
Resistindo,
A fé insiste, insiste, insiste

O inacreditável torna-se real
Acredite,
O irreal passa a ser crível

À fé, não compete a prepotência
Competindo,
A primeira impotente se torna

Mas o prazo das minhas forças vence
Vencido,
Vejo a fé vitoriosa

Reconhecendo minha incompetência,
Posso
Descansar no Onipotente
Tudo posso naquele que pode



QUANDO A RAZÃO NÃO TEM RAZÃO

As teorias e experimentos não provam,
Que o doce amor
Que os cristãos experimentam, provam,
É só fuga da dor

Não é nem um pouco racional,
Quem a qualquer cristão chama
De pessoa simples e passional
Só porque da fé guarda a chama

Não faz sentido a utilização
Dos paradigmas dos humanos
Para entender o autor da criação,
Que vive bem mais que uns anos

Boca, olho, nariz, pele e ouvido,
Apesar de mostrarem o mundo,
Não me mostram, lá no fundo,
Algo sobre Aquele que tenho ouvido

Se for mister, prá conhecer,
que se toque ou veja
sobre o mister Mainardi, não dou parecer,
Pois só o conheço da Veja

Esqueça os cinco sentidos,
São efêmeros como o ar
Deus foge dos entendidos,
Não se deixa enquadrar

A ciência, prá provar,
Precisa da repetição
Tipo as ondas no mar
E as batidas no coração

Deus não pode ser isolado,
Para que a ciência
Construa um postulado
Baseada na experiência

Deus está muito além
De qualquer enquadramento
Não só por viver no além,
Mas por ser de tudo o fundamento

Ser Sensível não faz parte do seu ser,
Já que está além do tempo e do espaço
Mas é sensível apesar do grande Poder,
Pois me amou apesar de eu ser um bagaço

Na noite de chuva é sacada
Cura inclusive bicho-de-pé
Livra-me de cada enrascada
E das minhas besteiras até

Aqui acabo a conversa
Sobre a fé e a razão
Como vimos, o poema versa
Sobre essa união

A razão, não duvide,
Usada de forma indevida,
Secará qual galho de vide
Longe da fonte de vida


Para mais poemas, visitem o blog do autor: http://palavrasboladasereboladas.blogspot.com/

ORKUT: Comunidade Poesia Evangélica


Queridos, durante um bom tempo ‘resisti’ a utilizar ferramentas como o Orkut, por diversos motivos (principalmente a falta de tempo). Mas, em busca de contatos e informação (e para finalmente responder ‘sim!’ à clássica pergunta dos amigos: ‘Você tem Orkut?’), decidi criar meu perfil no mesmo.
Pois qual não foi a minha felicidade ao encontrar por lá, firme e já a um bom tempo estabelecida, a Comunidade Poesia Evangélica, mantida pela irmã Letícia Spengler, também poeta. A Comunidade se dedica aos mesmos propósitos deste blog, ou seja: resgatar, divulgar e incentivar a leitura e a produção da poesia evangélica.

Na Comunidade você poderá ler dezenas e dezenas de poemas, e os que são autores poderão também publicar o seu trabalho.

Visite a Comunidade em:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=6890746

quarta-feira, setembro 24, 2008

Novo Blog: CIDADANIA EVANGÉLICA

Caros amigos e leitores, venho apresentar-lhes um novo blog que iniciei, o Cidadania Evangélica (http://cidadaniaevangelica.blogspot.com/). A temática? Tudo que envolva e relacione o Evangelho e os evangélicos às causas sociais, passando pelo conceito de Missão Integral (que tem em Ariovaldo Ramos um de seus defensores), oferecendo também dicas de cidadania, direitos e deveres, saúde, ampla rede de links de instituições de ação social (evangélicas ou seculares), serviços e utilidades para o cidadão, e artigos e endereços sobre a questão do tratamento de dependentes químicos. Além disso, o blog será também local para a exposição e discussão dos grandes temas sociais do Brasil e do mundo, como por exemplo, a lei da homofobia (sempre no objetivo de informar/despertar/convidar a Igreja a tomar partido ativo em tais questões). Iremos também até coisas mais amenas como exposição de técnicas de como criar uma horta caseira, dicas de reciclagem e etc. Enfim, pretende-se criar aqui um ‘clipping’ ou colagem de artigos relevantes, oriundos de quaisquer fontes, quer seculares ou evangélicas. Pois tenho visto que é necessário despertar aquela grande parcela da igreja que ainda dorme ou engatinha em tais questões.

Amados, o interessante é que este é um blog aberto para colaboradores, um blog coletivo. Caso você seja cristão evangélico e participe ou sinta interesse em obras sociais, e creia que pode contribuir com este projeto, desde já lhe convido para ser colaborador ativo deste blog, com direito a efetuar postagens. Visite o blog, e caso sinta afinidade com este pequeno projeto, entre em contato.
E mesmo que você não queira ser colaborador direto do blog, lhe convido a colaborar enviando textos (seus ou de terceiros), dicas de links e sugestões. E também lhe convido a trocarmos links.

Irmãos, colaboradores são sumamente necessários. Meu tempo é escasso, pois mantenho ou colaboro num bom número de blogs. Mas não crio um blog por ‘capricho’. Como já expus em nossos debates da UBE, tento manter uma visão estratégica da blogosfera, que é a de fechar lacunas e ocupar espaços. ‘O que está faltando?’, é a pergunta que faço a mim mesmo e a Deus. Tem sido assim com os outros blogs que mantenho. Enriquecer a blogosfera evangélica, agregar valor informativo e expandir nossos horizontes. Com muita humildade, como o trabalho das formiguinhas. Para glorificar ao Senhor!

Visite, colabore, divulgue!

domingo, setembro 21, 2008

3 poemas de João Tomaz Parreira


À MÃO DE DEUS

Deixa cair uma folha dourada
deixa cair um gota de água
dessas que são o toque de seda
das primeiras chuvas

Deixa à árvore o pudor
de estar nua diante do vento
a nuvem aspirar
por um segundo, ser a cor do céu

Deixa cair as cascatas
de frescura entre os penhascos
e que as aves debiquem
os seus cristais de ar

Deixa que a música uma vez
por uma vez toque os sentidos
dos teus anjos, e o odor
de uma rosa os ruborize

Deixa que a branca lua vele
a sua própria claridade
por onde vão as águas do luar
por onde a noite se perde

Deixa que o sol sob a treva
do universo sem fundo
marque com a luz amarela
todos os pobres da terra

Deixa que hoje a tua mão
seja a mesma que gravou
um rosto, um corpo, um sopro
no térreo veludo do chão




DISCURSO AOS JOVENS

Não deixeis para amanhã
a vossa humilde tarefa de olhar
pela honra dos mais velhos,
de pequeno
é que um rio faz o destino
das suas águas poderosas,
nenhum pássaro
é novo em demasia
para se lançar no alto,
imóvel céu.

Escrevo-vos
porque cada dia
vos trará uma surpresa
é preciso decantá-la até à gota
mais simples do sangue.

Uma névoa que se levante
e se envolva nas coisas
como um rio de cinza - vos escrevo
porque sois fortes- dissipai-a,

todavia
que os dias de sol
não vos enganem,
Bem e Mal já não são as fronteiras
que jamais deveriam tocar-se
por isto vos escrevo
para que vosso coração se mova
na verdade.




OUTRO POEMA DE DEUS

Não fosses Tu, Deus, continuar
a rosa morreria na primeira rosa
e as aves cairiam ao primeiro vento
que rompesse o ar

Sei bem que nada era antes de Ti
nem as trevas uma forma vazia
nem a noite tinha onde cair
e o sonho esperava
os degraus da escada
negra ou dourada dentro de nós

Não fosses Tu, Senhor, continuar
e haveria apenas pedras a arder
e iriam doer Teus olhos
na vasta solidão do mar.


Visite as páginas de J. T. Parreira:
www.papeisnagaveta.blogspot.com
www.poetasalutor.blogspot.com

terça-feira, setembro 16, 2008

Dois poemas do Pr. Luiz Moreira


Alma

Quando parecia perdido
Eu encontrei o tesouro da minha alma
Alguém que dentro do meu corpo fala
Alertando com sua forte mão
Esse fraco coração

Eu sei que em toda minha vida
Minha alma almejou o seu amor
Hoje feliz e abençoado
Posso dizer: Canta minha alma ao Senhor!

Alma de um sonhador que não se abate
Lembrando que os sonhos são de Deus
Por isso espero até ao fim
Alcançar toda promessa do Pai

Alma de um homem vencedor
Humilde e sem nome de doutor
Que simplesmente avança na direção do Senhor
Com sede e fome do seu amor

Alma que almeja a luz
Tem pavor da escuridão
Brilha a cada manhã
Anunciando pela fé, é tempo de união

Alma que me faz descansar em paz
Quando as portas fecharem no mundo
Para tirar sua confiança na terra
Levanta tu fé, e clama
Oh! Deus minha alma espera
Somente em ti


Esperar

Esperar um momento certo para avançar,
Confiar sabendo que esta é a hora de chegar,
Ter certeza que tudo vai dar certo,
Celebrar com júbilo o resultado alcançado.

É assim que precisamos viver,
Para não perder a oportunidade
De continuar na direção da fé;
Sabendo que a qualquer hora será a sua vez,
E para quem será tudo o que você fez?

Esperar pela tormenta sem se abalar,
Quando ela chega você começa a orar;
O céu escurece, a terra estremece,
O povo se desespera, mas você espera,
Sabe que vai passar, e no final,
Restará uma nova canção para cantar

Esperar a volta daquele que você ama
Pelo seu nome você chama,
E quando Ele chega
Acende uma chama que faz das trevas luz,
E Ele diz, meu nome é Jesus.

Esperar nEle e por Ele,
Podemos caminhar seguros,
Para a mansão onde não há dor,
E toda lágrima secará.


Do livro Pensamentos de Um Homem Simples (Edição do autor).

10 Dicas para Ler Mais e Melhor


Caros leitores, publiquei um texto excelente para aqueles que amam a leitura, e também para quem, mesmo sem 'amar', quer (ou precisa) avançar qualitativa e quantitativamente no mundo das letras: São as 10 dicas para você ler mais e melhor, de Tim Challies.
Dicas deliciosas. Leitura recomendada!

No meu blog de amenidades, o Azul Caudal - http://azulcaudal.blogspot.com/

quinta-feira, setembro 11, 2008

Dois poemas de Junior Della Mea


Confissão de fé

Minha religião
Anima o abatido,
Dá forças ao cansado,
Restaura o drogado.
Minha religião
Ressuscita ao invés de matar,
Abençoa ao invés de amaldiçoar,
Canta louvores sem descansar.
Minha religião
Abraça a família, restaurando-a,
Encontra o que estava perdido.
Cura o enfermo.
Minha religião
Faz paz em meio a guerra.
Mostra direção ao sem rumo,
Restaura o casamento perdido.
Minha religião
Restaura os sonhos que se foram,
Mostra sorriso no rosto abatido,
Preenche o vazio do coração.
Minha religião
Não pode ser comprada,
Nem pode fazer trocas,
É uma Pessoa real... viva.
Minha religião
É meu Pai, meu Senhor e
Meu Salvador eterno,
Jesus Cristo, o nazareno.



Rugas do Coração de Pedra

Olhe para o espelho,
Atente! Vê alguma coisa?
Olhe para as rugas.
- Não as vê?
Não, não falo das rugas do rosto,
Falo das rugas do coração.
Sim, estas que você tenta maquiar
Para parecer ser alguém melhor.
As rugas que são resultado
Do tempo, do vazio e da falta de perdão.
Quantas rugas encravadas
Que não lhe permitem crescer e frutificar.
Observe atentamente as rugas.
Quanta ira, quanta injúria,
Quanta mágoa está presa ali.
Quantas lágrimas...
Quanta mentira,
Quantas noites mal dormidas.
Quantas palavras em vão.
Quanta perca de tempo...
Bem, vou dar algumas sugestões práticas:
Faça uma plástica! Tome um chá de boldo.
Modele seu coração. Use Nívea e Avon.
Tente escapar das rugas.
Talvez funcione...
Talvez...
Por algum tempo, quem sabe?
Talvez...
Tá bom, tá bom,
Vou ser sincero,
Sim, elas voltarão,
Mais cedo ou mais tarde.
Seu coração é empedrado,
E não há pó suficiente
Para tapar as suas rugas
O resto da vida.
Infelizmente, não dá...!
Dinheiro?! - Esqueça!
Sucesso, reconhecimento e fama?!
Podem esconder as rugas por alguns dias...
Você me pergunta se tem cura?
Hum....!!!
- Sim! Felizmente a cura existe.
Permita que Deus troque seu coração.

"E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito;
e tirarei da sua carne o coração de pedra,
e lhes darei um coração de carne” (Ez 11:19)


Mais poemas do autor AQUI, ou visite o blog dele em http://viverepensar.wordpress.com

sábado, setembro 06, 2008

Dois poemas de Heldai Lemos Ferreira


QUERO SER...

Quero ser um vaso de barro, Senhor.
Carregando o líquido precioso, a Tua mensagem.
Falando do Teu perdão, da Tua paz, do Teu favor.
E da Tua vida, que do amor é a linguagem.
Não quero ser feito de material precioso
Não quero que me dêem valor.
Somente quero ser um meio através do qual
Tu, amado Deus, demonstre Seu amor.
Quero ser um vaso de barro, Senhor.
Para que possa ser mais facilmente quebrado.
E logo depois ser reconstruído,
Dentro do padrão do Oleiro amado.
E a cada dia da minha vida
Mais e mais a ti me “agarro”
Pois não almejo outra coisa, senão
Ser um humilde vaso de barro.



De madrugada


Era madrugada...
As luzes de casa apagadas, a lua encoberta pelas nuvens...
Porém o escuro não era absoluto, pois era possível identificar todos os objetos da sala. Caminhei até a janela e olhei a cidade com suas luzes acesas, luzes de várias cores, formando vários desenhos.
Eu contemplava aquela bela vista com todas as luzes da casa apagadas, afinal, a luz dos outros era suficiente.
Foi quando Deus me mandou escrever e precisei acender a luz da sala e, mesmo sem perceber, passei a fazer parte daquele espetáculo de luzes. Deixei de ser apenas um espectador, passei a ser um participante...
É muito bonito e gratificante ver as luzes dos outros brilhando. Fiquei por muito tempo observando a beleza do brilho de pastores, músicos e amigos. Contemplava com admiração (como ainda hoje contemplo), mas Deus me tocou e mostrou a necessidade de acender a minha luz, de ir ao trabalho, de usar os meus dons. Eu creio que se todos fizermos a mesma coisa, o Senhor verá uma cidade cada vez mais bonita e nós como luz do mundo levaremos a salvação a muitos corações necessitados, aflitos, ansiosos de conhecer o Caminho a Verdade e a Vida que levam ao Pai.
E minha oração a cada dia é que, por mais forte que sejam as luzes, ao nascer do sol elas passem desapercebidas, para que ninguém se glorie.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Dois poemas de Israel Belo de Azevedo


EFÉSIOS 1.3-14

Ao Deus e Pai, meu e do Senhor Jesus, eu bendigo,
porque com bênçãos espirituais me tem abençoado,
fazendo-me santo, irrepreensível e seu amigo

desde que me escolheu antes de o mundo ser criado
por causa do amor gratuito que me tem dispensado
por meio do Mestre e conforme sempre à sua vontade
para que, enquanto louvo, frua de sua gloriosa bondade,

exposta no sangue na cruz na redenção derramado
em decisão que só o mistério de sua graça explica
que me perdoou e me perdoa do meu pecado
e faz que, no tempo próprio, tudo venha para Cristo,
que, em todas as pessoas e coisas, põe sua rubrica

e em mim que, escolhido, não me orgulho desta história,
e agora espero que o Redentor, enquanto não tiver voltado,
me faça espelho do seu Evangelho de plena glória.
com a garantia de estar meu nome no colestial registo,
para ser pelo Espírito Santo no Filho selado,
a Este a quem não canso de oferecer o meu louvor.



O INSENSATO E O SÁBIO

O que faz o sábio quando está cansado?
O que faz o sábio quando está triste?
O que faz o sábio quando está desanimado?
O que faz o sábio quando lhe põem o dedo em riste?
O que faz o sábio quando fica espiritualmente esgotado?
O que faz o sábio quando cruza os braços decepcionado?
O que faz o sábio quando a meta não alcança?
O que faz o sábio quando cai na desesperança?

O insensato se enfraquece enquanto se debate.
O sábio descansa nAquele que alivia
e cujo jugo não lhe faz vergar no fim do dia.

O insensato muito mais ainda se abate.
O sábio ora para ter de volta a alegria
que lhe foi roubada na hora da porfia.

O insensato simplesmente se desanima.
O sábio na Rocha eterna sua espada afia
para romper a corda que seu pescoço asfixia.

O insensato levanta o braço e "parte pra cima".
O sábio, porque na palavra do Mestre confia,
sua face oferece enquanto seu corpo cilicia.

O insensato ainda mais se esvazia.
O sábio no fogo do Espírito se fia
para ser aquecido pela presença que sacia.

O insensato, amargo, a mais ninguém se alia.
O sábio a comunidade como dom aprecia
e busca sem ilusões a força da companhia.

O insensato baixa mais sua auto-estima
O sábio, esperançoso na graciosa sabedoria,
se vê valente como a Gideão Deus via.

O insensato se afunda na lágrima.
O sábio consulta sua memória e dela avia
o que a sua casa com esperança mobilia.

VISITE A PÁGINA DO AUTOR: http://www.prazerdapalavra.com.br

quarta-feira, agosto 27, 2008

Um poema de May Riley


Algum dia

Um dia, quando as lições da vida já foram aprendidas,
E o sol e estrelas se recolheram para sempre,
As coisas que os nossos fracos julgamentos aqui desprezaram,
As coisas sobre as quais nós nos afligimos com açoites,
Irão se iluminar à nossa frente, saindo da noite escura da nossa vida,
Como as estrelas brilham em tons mais profundos de azul;
E veremos como todos os planos de Deus são corretos,
E o que parecia reprovável era o amor mais verdadeiro.
Então esteja contente pobre coração;
Os planos de Deus, como lírios, puros e brancos, desabrocham;
Não devemos abrir à força as folhas ainda fechadas.
- O tempo revelará os cálices de ouro.
E se, através do trabalho perseverante, alcançarmos a terra
Onde pés cansados, com as sandálias desamarradas, poderão descansar,
Quando veremos e compreenderemos claramente,
Acho que iremos dizer: "Deus sabia o que era o melhor!"

FONTE: http://www.avantealegria.com/
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