sábado, janeiro 03, 2026

Amado Senhor e Pai da Humanidade, poema de John Greenleaf Whittier

 


Amado Senhor e Pai da Humanidade


Amado Senhor e Pai da humanidade

Perdoa nossas tolices!

Reveste-nos de mente justa;

Que em vidas mais puras Teu serviço encontremos,

Em veneração mais profunda, louvor.

 

Em simples confiança como a dos que ouviram,

Junto ao mar da Síria,

O grato chamado do Senhor,

Permite que, como eles, sem uma palavra

Levantemos e te sigamos.

 

Ó repouso do Sábado na Galileia!

Ó calma do alto das colinas,

Onde Jesus se ajoelhou para partilhar Contigo

O silêncio da eternidade,

Interpretado pelo amor!

 

Com aquela profunda calma dominando todas

As nossas palavras e ações que encobriam

O suave murmúrio do Teu chamado,

Que desçam tuas bênçãos em silêncio,

Como caiu o maná.

 

Manda Teu manso orvalho de quietude,

Até que cesse nosso afã;

Tira de nossa alma o esforço e a tensão;

Que nossas vidas ordenadas confessem

A beleza de Tua paz.

 

Respira pelo pulso do desejo

Teu frescor e Teu bálsamo;

Que os sentidos emudeçam, Seu calor expire;

Fala através do terremoto, do vento, do fogo,

Ó serena voz mansa da calma!


In Minhas Orações Favoritas. Org. de Norman Vincent Peale. Ediouro, 1995.


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